Cardiologia pediátrica · Risco cardiovascular

Dislipidemias e hipercolesterolemia familiar

Triagem lipídica universal e seletiva, interpretação do perfil, reconhecimento da hipercolesterolemia familiar e da triagem em cascata, tratamento dietético e indicação, doses e metas das estatinas a partir de 8–10 anos

Gravidade em semáforo (🟢 leve · 🟡 moderada · 🔴 grave), conduta ambulatorial e critérios para encaminhar ao especialista, ao pronto-socorro ou internar, com a comparação entre SBP/Ministério da Saúde e as referências internacionais (convergências e divergências). 📄 Baixar em PDF

Em resumo

O perfil lipídico é pedido de forma universal uma vez entre 9 e 11 anos e outra entre 17 e 21 anos, e de forma seletiva a partir de 2 anos quando há história familiar de doença cardiovascular precoce ou de hipercolesterolemia, hipertensão, diabetes, obesidade ou tabagismo passivo (SBP 2020; AAP). Não precisa de jejum (jejum de 12 h só se triglicerídeos > 440 mg/dL). Valores desejáveis (SBP): CT < 170, LDL < 110, HDL > 45, não-HDL < 120 mg/dL; triglicerídeos < 75 (0–9 anos) e < 90 mg/dL (10–19 anos) em jejum. CT ≥ 230 mg/dL ou LDL ≥ 190 mg/dL sugere hipercolesterolemia familiar (HF), doença genética autossômica dominante que multiplica o risco de infarto precoce e que deve desencadear a triagem em cascata da família. O tratamento começa por dieta e atividade física; estatina a partir de 8–10 anos se o LDL persistir ≥ 190, ≥ 160 com fatores de risco ou ≥ 130 no diabetes, com meta de LDL < 130 mg/dL (ideal < 100 nos de alto risco) ou redução de 50%. A maioria é seguida pelo pediatra (🟢) ou encaminhada eletivamente (🟡); triglicerídeos ≥ 1.000 mg/dL com dor abdominal (pancreatite) é pronto-socorro (🔴).

1.O que é e como se apresenta

Dislipidemias primárias (genéticas):

  • Hipercolesterolemia familiar heterozigótica (HF): mutação no receptor de LDL (ou APOB, PCSK9), herança autossômica dominante — metade dos filhos de um afetado herda a doença. LDL elevado desde o nascimento, geralmente ≥ 160–190 mg/dL na criança; xantomas e arco corneano são raros antes da idade adulta. Sem tratamento, antecipa em décadas a doença coronariana; iniciado na infância, o tratamento devolve anos de vida (EAS 2015).
  • HF homozigótica: rara e grave, com LDL muito elevado (em geral acima de 400–500 mg/dL), xantomas cutâneos e tendinosos na infância, estenose aórtica e doença coronariana na 1ª ou 2ª década — encaminhamento prioritário a centro de referência.
  • Hiperlipidemia familiar combinada, hipertrigliceridemias familiares (inclusive a deficiência de lipase lipoproteica, com triglicerídeos > 1.000 mg/dL e pancreatite desde o lactente) e lipoproteína(a) elevada.

Dislipidemias secundárias (lista baseada na SBP 2020) — pesquisar antes de rotular como primária:

  • Endócrinas e metabólicas: obesidade e síndrome metabólica (padrão mais comum: triglicerídeos altos e HDL baixo), diabetes, hipotireoidismo, síndrome dos ovários policísticos, anorexia nervosa.
  • Renais: síndrome nefrótica, doença renal crônica.
  • Hepáticas: colestase, atresia de vias biliares, cirrose.
  • Cardíacas: doença de Kawasaki, transplante cardíaco.
  • Medicamentos: corticoides, isotretinoína, betabloqueadores, tiazídicos, anticoncepcionais orais, antirretrovirais, antipsicóticos atípicos.
  • Estilo de vida: dieta rica em açúcares e gordura saturada, sedentarismo, tabagismo, álcool.

Quadro: quase sempre assintomático — o diagnóstico vem da triagem ou da história familiar. Procure xantomas (tendões de Aquiles e extensores das mãos, cotovelos e joelhos), xantelasmas, arco corneano, acantose, hepatomegalia (esteatose) e, na hipertrigliceridemia grave, xantomas eruptivos, lipemia retinal e dor abdominal recorrente.

2.Classificação de gravidade

Gravidade Critérios clínicos Conduta
🟢 Leve Valores limítrofes ou dislipidemia leve (LDL 110–159 mg/dL sem fatores de risco; triglicerídeos altos e HDL baixo associados à obesidade), sem suspeita de HF, com causa secundária tratável ou afastada Seguimento pelo pediatra: dieta, atividade física, controle do peso; repetir o perfil em 3–6 meses; tratar a causa secundária
🟡 Moderada Suspeita de HF (CT ≥ 230 ou LDL ≥ 190 mg/dL, ou LDL ≥ 160 com história familiar de doença coronariana precoce ou de hipercolesterolemia, ou LDL ≥ 130 com pai ou mãe com diagnóstico genético); LDL persistentemente acima do limiar de estatina após 3–6 meses de dieta; triglicerídeos ≥ 500 mg/dL; diabetes com LDL ≥ 130; Lp(a) elevada com história familiar Encaminhamento eletivo-prioritário à endocrinologia pediátrica ou ao ambulatório de lípides (em até 1–3 meses; mais cedo se triglicerídeos ≥ 1.000 mg/dL); iniciar dieta e triagem em cascata da família
🔴 Grave Dor abdominal intensa, vômitos com triglicerídeos ≥ 1.000 mg/dL ou soro lipêmico (suspeita de pancreatite aguda); criança com HF homozigótica e dor torácica ao esforço, síncope ou dispneia (estenose aórtica ou doença coronariana precoce) Pronto-socorro; HF homozigótica sem sintomas: encaminhamento prioritário (em semanas) a centro de referência

Fatores de risco que elevam a gravidade (e baixam o limiar para estatina)

  • História familiar de doença cardiovascular precoce (infarto, AVC, doença arterial periférica, revascularização ou morte súbita em homem < 55 anos ou mulher < 65 anos, em pais, avós, tios ou irmãos).
  • Hipertensão arterial, diabetes (tipo 1 ou 2), obesidade (IMC > p95), tabagismo ativo ou passivo.
  • Doença renal crônica, transplante, doença de Kawasaki com aneurisma, doenças inflamatórias crônicas, câncer tratado na infância.
  • Lipoproteína(a) elevada e HDL baixo.

3.Diagnóstico no consultório

Quem e quando triar (SBP 2020; AAP):

Idade Triagem
< 2 anos Sem indicação
2 a 8 anos Seletiva — fatores de risco (acima), história familiar desconhecida ou com CT > 240 mg/dL
9 a 11 anos Universal
12 a 16 anos Seletiva (a puberdade reduz transitoriamente o colesterol)
17 a 21 anos Universal

Na triagem seletiva por risco, a SBP orienta dois perfis com intervalo de 2 semanas a 3 meses e uso da média. Filhos de pais com HF devem ser testados cedo (EAS: a partir de 5 anos, antes se houver suspeita de forma homozigótica; NICE: teste genético até 10 anos, se houver mutação familiar conhecida).

Como pedir e interpretar:

  • Perfil sem jejum é aceito (jejum de 12 h se triglicerídeos > 440 mg/dL). Evite colher durante doença aguda ou logo após perda de peso importante.
  • Não-HDL = CT − HDL: bom marcador de risco, válido sem jejum.
  • Repita um resultado alterado antes de decidir tratamento, e use a média.

Valores desejáveis (SBP 2020, 2 a 19 anos):

Lípide (mg/dL) Com jejum Sem jejum
Colesterol total < 170 < 170
LDL-colesterol < 110 < 110
HDL-colesterol > 45 > 45
Triglicerídeos 0–9 anos < 75 < 85
Triglicerídeos 10–19 anos < 90 < 100
Não-HDL < 120 —
Apolipoproteína B < 90 —

Critérios de hipercolesterolemia familiar na criança (afastadas causas secundárias; SBP 2020 e EAS 2015):

  • LDL ≥ 190 mg/dL em duas dosagens, após 3 meses de dieta — alta probabilidade de HF mesmo sem história familiar.
  • LDL ≥ 160 mg/dL com história familiar de doença coronariana precoce e/ou colesterol elevado em um dos pais.
  • LDL ≥ 130 mg/dL quando um dos pais tem diagnóstico genético de HF.
  • CT ≥ 230 mg/dL sugere HF (SBP; puericultura do site).
  • Critério de Simon Broome (NICE), abaixo de 16 anos: CT > 260 mg/dL (6,7 mmol/L) ou LDL > 155 mg/dL (4,0 mmol/L), com história familiar ou xantomas.
  • Teste genético (painel LDLR, APOB, PCSK9): confirma o diagnóstico e permite a triagem em cascata de parentes de 1º, 2º e, se possível, 3º graus (NICE; EAS). Indicado quando há mutação conhecida na família ou morte precoce por doença arterial em um dos pais (SBP 2020).

Exames para afastar causa secundária: TSH e T4 livre, glicemia e/ou HbA1c, ALT/AST e bilirrubinas, creatinina, urina tipo 1 (proteinúria), albumina; CK basal se for iniciar estatina.

Diagnóstico diferencial que não pode passar: hipotireoidismo, síndrome nefrótica (edema, proteinúria), colestase, diabetes, uso de isotretinoína ou corticoide, anorexia nervosa; na hipertrigliceridemia grave, doenças genéticas raras (deficiência de lipase lipoproteica) e diabetes descompensado.

4.Tratamento e seguimento

1. Estilo de vida (todos, a partir de 2 anos — SBP 2020):

  • Gordura total < 30% das calorias, saturada < 10%, colesterol < 300 mg/dia, zero gordura trans; trocar gordura animal por óleos vegetais (girassol, milho, soja, oliva, canola).
  • Fibras solúveis: idade (anos) + 5 g/dia, até 20 g/dia; frutas, verduras, leguminosas, aveia e grãos integrais; carboidratos complexos no lugar dos simples.
  • Hipertrigliceridemia: gordura 25–30%, saturada < 7%, colesterol < 200 mg/dia; cortar açúcar, refrigerante, sucos e ultraprocessados; tratar o excesso de peso. Triglicerídeos ≥ 1.000 mg/dL exigem dieta muito pobre em gordura, orientada por nutricionista.
  • Esteróis e estanóis vegetais: opção complementar na HF, com o especialista.
  • Atividade física moderada a vigorosa diária; limitar telas (padrão do site); sem tabaco e cigarro eletrônico.

2. Estatinas — indicação (SBP 2020): após 3 a 6 meses de dieta, a partir de 10 anos (pravastatina a partir de 8 anos; EAS e NICE: início entre 8 e 10 anos na HF), se persistir:

  • LDL ≥ 190 mg/dL sem outros fatores de risco;
  • LDL ≥ 160 mg/dL com fatores de risco (inclusive história familiar);
  • LDL ≥ 130 mg/dL no diabetes.

Metas: LDL < 130 mg/dL e, idealmente, < 100 mg/dL nos de alto risco (SBP 2020); na HF, < 135 mg/dL (3,5 mmol/L) acima de 10 anos ou redução de 50% entre 8 e 10 anos (EAS 2015).

Medicamento Dose Intervalo Duração Observação
Pravastatina Inicial 5–10 mg; máx. 40 mg 1x/dia Contínuo Aprovada a partir de 8 anos
Sinvastatina Inicial 5 mg; máx. 40 mg 1x/dia, à noite Contínuo ≥ 10 anos; 80 mg associada a miopatia
Atorvastatina Inicial 5–10 mg; máx. 40 mg (SBP) 1x/dia Contínuo ≥ 10 anos pela bula (a SBP 2020 lista ≥ 8 anos)
Rosuvastatina Inicial 5 mg; máx. 20 mg 1x/dia Contínuo ≥ 10 anos
Ezetimiba 10 mg 1x/dia Contínuo Associada à estatina quando a meta não é atingida; pelo especialista
Fibrato (bezafibrato, fenofibrato, ciprofibrato) ou ômega-3 (1–4 g/dia) Conforme SBP 2020 e bula 1x/dia Contínuo Triglicerídeos > 500 mg/dL com obesidade grave ou forma genética, sem resposta à dieta; pelo especialista (risco de miopatia com estatina)

Doses conforme a SBP 2020; a escolha, o início e os ajustes ficam com o especialista, e as doses por idade devem ser conferidas na bula.

Monitorização (SBP 2020): ALT, AST e CK antes de iniciar; repetir com o perfil lipídico em 4–8 semanas e depois a cada 3–6 meses; suspender se transaminases > 3 vezes o limite superior, CK > 10 vezes ou sintomas musculares (dor, fraqueza, urina escura). Estatinas são contraindicadas na gravidez e na amamentação: orientar contracepção na adolescente. Acompanhar crescimento e puberdade.

Não fazer: tratar com medicamento sem repetir o exame e sem 3–6 meses de dieta (exceto HF homozigótica); dietas restritivas que comprometam o crescimento; suplementos "naturais" sem evidência; esquecer de examinar e triar os pais e irmãos.

O que é do pediatra e o que é do especialista: o pediatra faz a triagem, afasta causas secundárias, orienta dieta e atividade, inicia a triagem em cascata e mantém o seguimento (inclusive a monitorização da estatina); a endocrinologia pediátrica ou o ambulatório de lípides confirma a HF, pede o teste genético, indica e ajusta estatina e associações e conduz as formas graves.

5.Quando encaminhar ao pronto-socorro ou internar

  • Dor abdominal intensa, vômitos ou irritabilidade com triglicerídeos ≥ 1.000 mg/dL ou soro lipêmico (pancreatite aguda).
  • Criança com HF homozigótica ou xantomas extensos e dor torácica ao esforço, síncope ou dispneia.
  • Fraqueza muscular intensa, dor muscular difusa e urina escura em uso de estatina (rabdomiólise).
  • Hiperglicemia sintomática (poliúria, polidipsia, perda de peso, vômitos) descoberta junto com a dislipidemia (diabetes, cetoacidose).

Como encaminhar

  1. Jejum oral se houver suspeita de pancreatite; oxigênio se SpO2 < 92%; acesso venoso e SAMU (192) se houver instabilidade.
  2. Suspender a estatina se houver suspeita de rabdomiólise ou hepatotoxicidade.
  3. Analgesia simples conforme o padrão do site, sem mascarar a avaliação (paracetamol 10–15 mg/kg/dose ou dipirona 10–12 mg/kg/dose).
  4. Contato prévio com o serviço de destino.
  5. Relatório: perfis lipídicos (datas, jejum), medicamentos e doses, história familiar, exames de causa secundária.

6.Orientações de retorno e sinais de alerta para a família

  • "Colesterol alto na criança não dá sintomas, mas ao longo dos anos entope as artérias. Tratar cedo protege o coração no futuro."
  • "Na hipercolesterolemia familiar, pais e irmãos também precisam fazer o exame."
  • "A mudança é da família toda: menos fritura, embutidos, doces, refrigerantes e ultraprocessados; mais frutas, verduras, feijão e aveia; atividade física todos os dias."
  • "O remédio (estatina) é de uso contínuo e seguro quando acompanhado com exames; a adolescente que usa estatina não pode engravidar."
  • Retornos: perfil em 3–6 meses após mudanças de hábitos; em uso de estatina, exames em 4–8 semanas e depois a cada 3–6 meses.
  • Procurar o pronto-socorro se houver: dor forte na barriga com vômitos; dor muscular intensa, fraqueza e urina escura; dor no peito ou desmaio durante esforço.

7.Comparação com as referências

Item SBP / MS (e SBC) AAP / AHA NICE (Oxford / Cambridge) AEP SIP Harvard / Johns Hopkins
Triagem Universal 9–11 e 17–21 anos; seletiva 2–8 e 12–16 (SBP 2020) Universal 9–11 e 17–21 anos (Bright Futures 2024/2025) Sem triagem universal; identificação por história familiar e cascata (CG71); Oxford e Cambridge seguem o NICE Sem triagem universal; seletiva por risco familiar (PrevInfad) Universal 9–11 e 17–21 anos; mais cedo se história familiar (SIP/SIIA/SISA/SIPREC 2025) Sem posição específica localizada
Diagnóstico de HF LDL ≥ 190; ≥ 160 com história familiar; ≥ 130 com pai/mãe genético; CT ≥ 230 sugere NHLBI 2011 (endossado pela AAP): limiares semelhantes aos da SBP Simon Broome ou Dutch Lipid Clinic; teste genético e cascata — Intervenção precoce na HF —
Início de estatina ≥ 10 anos (pravastatina ≥ 8) NHLBI/AAP: em geral ≥ 10 anos Considerar até 10 anos — Após falha do estilo de vida —
Meta de LDL < 130; ideal < 100 no alto risco NHLBI/AAP: < 130 — — — —

Leitura: SBP, AAP e SIP convergem na triagem universal em duas janelas (9–11 e 17–21 anos) e na seletiva a partir de 2 anos, enquanto o Reino Unido (NICE) e a Espanha (PrevInfad) preferem a identificação pela família e a triagem em cascata, sem triagem universal. Há consenso nos limiares diagnósticos de HF (LDL ≥ 190, ≥ 160 com história familiar e ≥ 130 com diagnóstico genético em um dos pais — SBP 2020 e EAS 2015), no início de estatina entre 8 e 10 anos e na meta de LDL < 130 mg/dL; a EAS aceita redução de 50% entre 8 e 10 anos, e a SBP propõe < 100 mg/dL nos de maior risco.

Pontos práticos
  1. Perfil lipídico universal sem jejum aos 9–11 e aos 17–21 anos; antes, a partir de 2 anos, se houver risco.
  2. Repita todo resultado alterado e afaste hipotireoidismo, síndrome nefrótica, colestase, diabetes e medicamentos.
  3. CT ≥ 230 ou LDL ≥ 190 mg/dL: pense em hipercolesterolemia familiar e examine pais e irmãos (triagem em cascata).
  4. Dieta e atividade física por 3–6 meses; estatina a partir de 10 anos (pravastatina a partir de 8) se o LDL continuar acima do limiar.
  5. Meta: LDL < 130 mg/dL (ideal < 100 no alto risco); ALT, AST e CK antes e durante o tratamento; contracepção na adolescente.
  6. Triglicerídeos ≥ 1.000 mg/dL com dor abdominal: pancreatite até prova em contrário.

Veja também, nesta Biblioteca: Obesidade e risco cardiometabólico (Patologias do consultório); Hipertensão arterial sistêmica na criança e no adolescente (nesta área); Doença de Kawasaki (Reumatologia); Detecção precoce do diabetes tipo 1 e "Canetas emagrecedoras" (agonistas de GLP-1) em crianças e adolescentes (Temas atualizados pela SBP); Consultas de puericultura de 2, 10 e 17 anos (triagem lipídica).

8.Fontes

  • Sociedade Brasileira de Pediatria, Departamento de Endocrinologia. Dislipidemia na criança e no adolescente — orientações para o pediatra (Guia Prático de Atualização), 2020. PDF
  • American Academy of Pediatrics / Bright Futures. Recommendations for Preventive Pediatric Health Care (Periodicity Schedule), 2024–2025. aap.org
  • European Atherosclerosis Society. Wiegman A et al. Familial hypercholesterolaemia in children and adolescents: gaining decades of life by optimizing detection and treatment. Eur Heart J, 2015. academic.oup.com
  • NICE. CG71 — Familial hypercholesterolaemia: identification and management (atualização 2017). NCBI Bookshelf
  • AEPap / PrevInfad. Hipercolesterolemia, 2008. previnfad.aepap.org
  • SIP, SIIA, SISA, SIPREC. Genovesi S et al. Cardiovascular Prevention in Children, Adolescents, and Young Adults — A Call-to-Action. High Blood Press Cardiovasc Prev, 2025. PDF
  • Sociedade Brasileira de Cardiologia. Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose, 2025 (seção pediátrica não detalhada na versão consultada). SciELO
  • Oxford Handbook of Paediatrics, 3ª ed., 2021 (obra de referência).