Cardiologia pediátrica · Arritmias e morte súbita

QT longo, canalopatias e prevenção da morte súbita

Como medir o QTc, reconhecer as canalopatias e as cardiomiopatias que causam morte súbita no jovem, evitar os medicamentos que prolongam o QT, organizar a triagem familiar e preparar a família e a escola para usar o DEA

Gravidade em semáforo (🟢 leve · 🟡 moderada · 🔴 grave), conduta ambulatorial e critérios para encaminhar ao especialista, ao pronto-socorro ou internar, com a comparação entre SBP/Ministério da Saúde e as referências internacionais (convergências e divergências). 📄 Baixar em PDF

Em resumo

As canalopatias (síndrome do QT longo, Brugada, taquicardia ventricular polimórfica catecolaminérgica, QT curto) e as cardiomiopatias (hipertrófica, arritmogênica) causam parte das mortes súbitas de crianças e adolescentes, muitas vezes precedidas de sinais ignorados: síncope ao esforço, com susto ou emoção, "convulsão" que não responde ao antiepiléptico, afogamento inexplicado e história familiar de morte súbita em jovem. O pediatra deve medir o QTc à mão (Bazett: QT ÷ √RR, em DII ou V5), sabendo que acima de 460 ms na criança o QTc é prolongado (limite usado nesta Biblioteca) e que a ESC 2022 diagnostica QT longo com QTc ≥ 480 ms, ou ≥ 460 ms com síncope arrítmica. Antes de prescrever macrolídeos, fluoroquinolonas, ondansetrona, domperidona, antifúngicos azólicos, antipsicóticos, antidepressivos ou hidroxicloroquina a quem tem risco, confira QTc, eletrólitos e o CredibleMeds. Síncope ao esforço, QTc ≥ 500 ms ou arritmia = 🔴 pronto-socorro; QTc prolongado assintomático ou família de risco = 🟡 cardiologia prioritária; familiares de primeiro grau fazem ECG e, se houver mutação no caso-índice, teste genético. Prevenir a morte súbita inclui ensinar RCP e uso do DEA às famílias e às escolas.

Veja também, nesta Biblioteca: Síncope na Criança e no Adolescente e PALS — Suporte Avançado de Vida em Pediatria (Urgências e Emergências), Taquicardia supraventricular e palpitações, Avaliação cardiológica pré-participação esportiva, Convulsão febril e primeira crise epiléptica, TDAH e Prevenção da Morte Súbita do Lactente (Pais e cuidadores — sono seguro).

1.O que é e como se apresenta

Morte súbita cardíaca é a morte inesperada por causa cardíaca, em geral por arritmia ventricular (taquicardia ventricular polimórfica, torsades de pointes, fibrilação ventricular). No jovem, as causas se dividem em:

  • Canalopatias (coração estruturalmente normal):
    • Síndrome do QT longo (SQTL): repolarização prolongada que predispõe a torsades de pointes. Gatilhos por genótipo (documento de Síncope desta Biblioteca): LQT1 — esforço e natação; LQT2 — susto, ruído súbito (despertador, telefone), emoção; LQT3 — sono e repouso. Surdez congênita com QT longo sugere síndrome de Jervell e Lange-Nielsen.
    • Síndrome de Brugada: padrão tipo 1 em V1–V2 (supra de ST "em abóbada" com T negativa); a febre desmascara o padrão e desencadeia arritmias.
    • Taquicardia ventricular polimórfica catecolaminérgica (TVPC): síncope ao esforço ou emoção com ECG de repouso normal; TV bidirecional no teste ergométrico.
    • Síndrome do QT curto: QTc < 360 ms com T alta e apiculada; rara.
  • Estruturais e outras: cardiomiopatia hipertrófica e arritmogênica, anomalia coronária, miocardite, estenose aórtica, Marfan, cardiopatias operadas, pré-excitação, commotio cordis, drogas e estimulantes.
  • QT longo adquirido: medicamentos, hipocalemia, hipomagnesemia, hipocalcemia (vômitos, diarreia, diuréticos, anorexia nervosa), bradicardia, hipotireoidismo, hipotermia.

Sinais que precedem a morte súbita e não podem passar despercebidos

  • Síncope durante o exercício, em decúbito, sem pródromos ou com susto, ruído ou emoção.
  • "Convulsão" ao esforço ou susto, ou epilepsia refratária (Aula de Síncope desta Biblioteca).
  • Afogamento inexplicado em bom nadador.
  • Dor torácica ou palpitações ao esforço.
  • História familiar de morte súbita, afogamento ou acidente inexplicados em jovem, cardiomiopatia, canalopatia, marca-passo ou desfibrilador em parente jovem.

2.Classificação de gravidade

Gravidade Critérios clínicos Conduta
🟢 Leve Criança assintomática com QTc normal medido à mão; síncope vasovagal típica com ECG normal; necessidade de medicamento que prolonga o QT sem outro fator de risco Registrar o QTc; usar o medicamento na menor dose e tempo necessários; orientar hidratação e reposição de perdas
🟡 Moderada QTc limítrofe ou prolongado (> 460 ms na criança) em criança assintomática; padrão de Brugada tipo 1 suspeito ou pré-excitação no ECG; parente de primeiro grau de vítima de morte súbita ou de portador de canalopatia ou cardiomiopatia; QT longo adquirido que não normaliza após retirar a causa Repetir ECG; corrigir eletrólitos; suspender medicamentos que prolongam o QT; cardiologia pediátrica ou eletrofisiologia prioritária (em até 2–4 semanas; antes se QTc ≥ 480 ms); afastar esporte competitivo até a avaliação
🔴 Grave Síncope ao esforço, com susto ou em decúbito; convulsão com suspeita de arritmia; palpitações com pré-síncope; QTc ≥ 500 ms; torsades de pointes, TV ou arritmia documentada; febre em portador de Brugada com sintomas; distúrbio eletrolítico grave com QT longo; parada cardíaca revertida Pronto-socorro com monitorização contínua (ver "Como encaminhar"); SAMU 192

Fatores de risco que elevam a gravidade

  • QTc ≥ 500 ms (limiar de alto risco nos documentos de Síncope desta Biblioteca e da SICP/AIAC).
  • Síncope prévia, sobretudo nos últimos anos, ou parada cardíaca revertida.
  • Associação de dois ou mais medicamentos que prolongam o QT; distúrbios eletrolíticos; bradicardia.
  • Abandono ou irregularidade do betabloqueador.
  • Surdez congênita associada (Jervell e Lange-Nielsen).

3.Diagnóstico no consultório

Como medir o QTc (documentos de Síncope desta Biblioteca)

  1. DII ou V5, do início do QRS ao fim da T (tangente ao ramo descendente cruzando a linha de base), sem a onda U.
  2. RR anterior em segundos; Bazett: QTc = QT ÷ √RR; média de 3 batimentos se houver arritmia sinusal.
  3. Não confie na medida automática do aparelho — ela erra com frequência.
  4. Em FC alta (lactente, febre, choro), Bazett supercorrige; repita o ECG com a criança calma e, se necessário, use a fórmula de Fridericia (QT ÷ ∛RR) com o cardiologista.

Limites

  • Criança: QTc acima de 460 ms é prolongado (limite superior usado na Aula de Síncope desta Biblioteca). Após a puberdade, os limites diferem por sexo e são maiores na mulher (documento de Síncope desta Biblioteca).
  • Diagnóstico de SQTL (ESC 2022): QTc ≥ 480 ms em ECGs repetidos, ou escore de risco (escore de Schwartz) > 3; ou QTc ≥ 460 ms com síncope arrítmica. O teste de ortostatismo ajuda no diagnóstico; o teste com adrenalina não é mais recomendado de rotina.
  • QT curto: QTc < 360 ms com T apiculada (documento de Síncope desta Biblioteca).

Outros achados que exigem cardiologista: Brugada tipo 1 (V1–V2 no 2º ou 3º espaço intercostal aumenta a sensibilidade), pré-excitação, HVE com Q profundas, onda épsilon e T negativa de V1 a V3 além da idade do padrão juvenil, BAV avançado, extrassístoles polimórficas.

Exames: eletrólitos (potássio, magnésio e cálcio) em todo QTc prolongado; TSH se bradicardia; os demais (Holter, teste ergométrico, ecocardiograma, teste genético) ficam com o especialista.

Triagem familiar

  • Parentes de primeiro grau (pais e irmãos) de portador de canalopatia ou cardiomiopatia, ou de jovem com morte súbita inexplicada: ECG de 12 derivações e avaliação cardiológica; a extensão aos demais parentes é feita em cascata.
  • Teste genético: primeiro no caso-índice; se houver variante patogênica, testar os familiares (ESC 2022).
  • Morte súbita de jovem na família: a ESC 2022 recomenda autópsia completa com coleta de sangue ou tecido para DNA e teste genético se autópsia e toxicologia forem negativas — o pediatra pode orientar a família nesse momento.
  • A SQTL é hereditária, com expressão variável: familiar com ECG normal pode ser portador.

Diagnóstico diferencial que não pode passar: epilepsia (a "convulsão" ao esforço ou com susto é arritmia até prova em contrário), síncope vasovagal (pródromos, gatilho postural), hipoglicemia, síncope psicogênica, QT prolongado por distúrbio eletrolítico ou medicamento, erro de medida (onda U, T bífida, FC alta).

4.Tratamento e seguimento

O que é do especialista: diagnóstico, estratificação, betabloqueador (preferencialmente não seletivo — nadolol ou propranolol, ESC 2022), mexiletina no LQT3, cardiodesfibrilador implantável nos casos de alto risco (parada revertida, síncope apesar do betabloqueador), denervação simpática cardíaca esquerda, ablação e decisão sobre esporte.

O que é do pediatra

  • Adesão ao betabloqueador (hipoglicemia no lactente em jejum, broncoespasmo).
  • Lista escrita de medicamentos a evitar; consultar o CredibleMeds antes de prescrever.
  • Repor perdas em vômitos e diarreia; eletrólitos na gastroenterite importante.
  • Brugada: tratar a febre prontamente (inclusive a pós-vacinal), com os antitérmicos da tabela.
  • Vacinas e puericultura normais.

Medicamentos que prolongam o QT mais usados em pediatria (documento de Síncope e Aula de Síncope desta Biblioteca; CredibleMeds): azitromicina, claritromicina, eritromicina; fluoroquinolonas; ondansetrona; domperidona; fluconazol e outros azólicos; cloroquina e hidroxicloroquina; haloperidol, risperidona, quetiapina; antidepressivos tricíclicos, citalopram e escitalopram; metadona; antiarrítmicos (amiodarona, sotalol). O risco aumenta com associação de drogas, hipocalemia, hipomagnesemia e bradicardia.

Medicamento Dose Intervalo Duração Observação
Nadolol ou propranolol (SQTL, TVPC) Definida pelo cardiologista Diária, fracionada conforme a droga Contínua Não suspender; hipoglicemia no lactente em jejum; o especialista ajusta ao crescimento
Sulfato de magnésio IV (torsades, hospital) 50 mg/kg (máx. 2 g) Bolo lento; pode repetir conforme resposta — Mesmo sem hipomagnesemia; corrigir K e Ca; desfibrilar se sem pulso (documento PALS desta Biblioteca)
Paracetamol (febre no Brugada) 10–15 mg/kg/dose 4–6 h (máx. 5 doses/dia) Enquanto febril, reavaliar em 48–72 h Máx. 75 mg/kg/dia, nunca > 4 g/dia; máx. 500 mg/dose abaixo de 12 anos; risco cumulativo de hepatotoxicidade
Dipirona (febre no Brugada) 10–12 mg/kg/dose 6 h (máx. 4 doses/dia) Idem Não usar < 3 meses ou < 5 kg; "1 gota/kg" leva a superdosagem
Ibuprofeno (febre no Brugada) 5–10 mg/kg/dose 6–8 h Idem A partir de 6 meses; evitar na desidratação, varicela e suspeita de dengue; não alternar antitérmicos

Esporte: restrição individualizada pelo cardiologista — o documento de Síncope desta Biblioteca orienta, em geral, exclusão do esporte competitivo na SQTL, TVPC e cardiomiopatias; a AHA/ACC 2025 passou a valorizar a decisão compartilhada em casos selecionados e tratados. Natação só supervisionada no LQT1.

Prevenção da morte súbita — RCP e DEA

  • Família de portador: aprender RCP e DEA; discutir com o cardiologista DEA em casa ou na escola.
  • Escolas: a Lei 13.722/2018 (Lei Lucas) obriga a capacitação em primeiros socorros de professores e funcionários; a exigência de DEA depende de leis estaduais e municipais (não há lei federal única). A SBC 2019 recomenda DEA e plano de emergência nos locais de treino e competição.
  • DEA na criança (documento PALS desta Biblioteca): atenuador pediátrico abaixo de 8 anos ou 25 kg; sem ele, modo adulto — desfibrilar é prioritário; no lactente, o manual é preferível, mas o DEA deve ser usado se for o único. Desfibrilação manual: 2 → 4 → ≥ 4 J/kg (máx. 10 J/kg ou dose de adulto).

5.Quando encaminhar ao pronto-socorro ou internar

  • Síncope durante exercício, com susto, ruído súbito ou em decúbito; convulsão com suspeita de arritmia.
  • QTc ≥ 500 ms, torsades de pointes, TV, extrassístoles ventriculares frequentes com QT longo.
  • QT longo com hipocalemia, hipomagnesemia ou hipocalcemia importantes, vômitos ou diarreia intensos.
  • Febre alta com síncope, palpitações ou mal-estar em portador de Brugada.
  • Intoxicação por medicamento que prolonga o QT.
  • Parada cardíaca revertida (sempre internação).

Como encaminhar

  1. Criança inconsciente sem respiração normal: iniciar RCP imediatamente, pedir o DEA e acionar o SAMU (192).
  2. Consciente: decúbito, monitor e oxímetro se disponíveis; oxigênio se SpO2 < 94%; acesso venoso se possível, sem atrasar.
  3. Não administrar medicamentos que prolongam o QT (ondansetrona, domperidona, macrolídeo) no consultório.
  4. ECG de 12 derivações se disponível, sem atrasar a transferência.
  5. Transporte com equipe capaz de desfibrilar; relatório com QTc, medicamentos, eletrólitos, história familiar e descrição do evento.

6.Orientações de retorno e sinais de alerta para a família

  • "O remédio do coração protege seu filho: não pule doses nem pare sem falar com o cardiologista."
  • "Mostre a lista de remédios proibidos em toda consulta, pronto-socorro ou farmácia."
  • "Em vômitos ou diarreia, dê soro de reidratação e procure o pediatra."
  • "Aprenda RCP e saiba onde fica o DEA da escola, do clube e de casa."
  • Procurar o pronto-socorro se: desmaio, principalmente no esforço, com susto ou deitado; convulsão; palpitação com tontura; febre alta com mal-estar no portador de Brugada.
  • Irmãos e pais devem fazer ECG e consulta cardiológica.

7.Comparação com as referências

Item SBP / MS (e SBC) AAP / AHA NICE (Oxford / Cambridge) AEP SIP Harvard / Johns Hopkins
Limite do QTc Criança > 460 ms (documentos desta Biblioteca); sem documento SBP específico localizado ECG é o primeiro exame na suspeita de risco (AAP 2021) Sem diretriz pediátrica; segue o NICE (NG127 para desmaios) ESC 2022 (adotada na Espanha): ≥ 480 ms, ou ≥ 460 ms com síncope SICP/AIAC 2011: CDI a considerar com QTc > 500 ms Johns Hopkins: SQTL na família é sinal de alerta
Rastreamento populacional SBC 2019: ECG na avaliação pré-participação AHA/ACC: sem ECG universal; AAP: 4 perguntas a cada 3 anos UK NSC 2019: rastreamento de morte súbita < 39 anos não recomendado ECG na avaliação predeportiva (guia 2015) ECG obrigatório no certificado esportivo Johns Hopkins: toda criança no esporte precisa de liberação do médico assistente
Tratamento Betabloqueador (nadolol ou propranolol), CDI se alto risco (documento de Síncope) Idem — Betabloqueador não seletivo; mexiletina no LQT3 (ESC 2022) Betabloqueador em dose plena; restrição esportiva sobretudo no LQT1 Boston Children's: com betabloqueador e seguimento, vida ativa
Triagem familiar ECG nos parentes de 1º grau (Aula de Síncope) Perguntar por familiares < 50 anos com morte súbita, marca-passo ou CDI (AAP 2021) — Autópsia com DNA e teste genético em cascata (ESC 2022) — —
RCP e DEA Lei 13.722/2018 (capacitação em escolas); DEA nos locais esportivos (SBC 2019) AAP: planos de emergência cardíaca nas escolas — — — —

Leitura: há convergência nos sinais de alarme, no betabloqueador não seletivo, na triagem familiar e na RCP com DEA. As divergências estão nos limiares do QTc (460 ms na criança como limite superior nesta Biblioteca; 480 ms para o diagnóstico no assintomático na ESC 2022) e no rastreamento populacional: Itália e SBC apoiam o ECG na avaliação esportiva; AHA/ACC e AAP preferem perguntas dirigidas e ECG na suspeita; o Reino Unido não recomenda rastreamento. No esporte, os EUA migraram para a decisão compartilhada; esta Biblioteca e a SICP mantêm restrição individualizada, em geral do esporte competitivo.

Pontos práticos
  1. Meça o QTc à mão (Bazett, DII ou V5) — não confie no laudo automático; na criança, > 460 ms é prolongado.
  2. Síncope no esforço, com susto ou em decúbito e "convulsão" ao esforço são arritmia até prova em contrário: ECG e cardiologia com urgência.
  3. Antes de ondansetrona, domperidona, macrolídeo, fluoroquinolona, azólico ou psicotrópico em quem tem risco, confira QTc, eletrólitos e o CredibleMeds.
  4. Na gastroenterite do portador de QT longo, reponha perdas e dose eletrólitos; no Brugada, trate a febre prontamente.
  5. Parentes de primeiro grau fazem ECG; após morte súbita de jovem, oriente autópsia com coleta para DNA.
  6. Ensine RCP e DEA à família; na criança < 8 anos ou < 25 kg, use atenuador pediátrico se houver — sem ele, use o modo adulto.

8.Fontes

  • European Society of Cardiology. 2022 ESC Guidelines for the management of patients with ventricular arrhythmias and the prevention of sudden cardiac death — comentários da Sociedad Española de Cardiología. Rev Esp Cardiol, 2022. revespcardiol.org
  • Dr. José Roberto Stefani. Síncope na Criança e no Adolescente e PALS — Suporte Avançado de Vida em Pediatria (Urgências e Emergências); Aula de Síncope (Estudantes e residentes), nesta Biblioteca, 2026.
  • Erickson CC et al. Sudden Death in the Young: Information for the Primary Care Provider (AAP Policy Statement). Pediatrics, 2021 — resumo. sca-aware.org
  • AIAC / SICP. Policy document — cardiopatie aritmiche pediatriche, 2011. PDF
  • UK National Screening Committee. Sudden cardiac death — screening recommendation, 2019. gov.uk
  • Kim JH et al. Clinical Considerations for Competitive Sports Participation for Athletes With Cardiovascular Abnormalities (AHA/ACC), 2025 — resumo do ACC. acc.org
  • Ghorayeb N et al. Atualização da Diretriz em Cardiologia do Esporte e do Exercício da SBC e da SBMEE, 2019. SciELO
  • Brasil. Lei nº 13.722, de 4 de outubro de 2018 (Lei Lucas). planalto.gov.br
  • Boston Children's Hospital. Living a full, active life with long QT syndrome. answers.childrenshospital.org
  • Johns Hopkins Medicine. How to know if your child might have heart issues. hopkinsmedicine.org
  • CredibleMeds — lista de medicamentos que prolongam o QT (crediblemeds.org), consulta de referência.