Gravidade em semáforo (🟢 leve · 🟡 moderada · 🔴 grave), conduta ambulatorial e critérios para encaminhar ao especialista, ao pronto-socorro ou internar, com a comparação entre SBP/Ministério da Saúde e as referências internacionais (convergências e divergências). 📄 Baixar em PDF
A apendicite aguda é a causa mais comum de abdome agudo cirúrgico a partir dos 5 anos (SEUP/AEP 2024): dor periumbilical que migra para a fossa ilíaca direita, anorexia, vômitos depois da dor, febre moderada, dor ao tossir ou pular. Abaixo de 5 anos o quadro é atípico e a perfuração, frequente. O diagnóstico é clínico e evolutivo: o PAS estratifica o risco (1–3 baixo; 4–7 ultrassonografia; 8–10 cirurgião). Hemograma e PCR normais não excluem. Ultrassonografia primeiro; tomografia só se inconclusiva. Dê analgesia: ela não mascara o diagnóstico. O padrão é a apendicectomia; antibiótico isolado é opção do cirurgião em casos selecionados. Dor leve, sem sinais peritoneais, bom estado geral: casa com reexame garantido (🟢). Dor sem diagnóstico ou PAS intermediário: exames e reexame no mesmo dia (🟡). Sinais peritoneais, PAS ≥ 8, toxemia, vômitos biliosos ou choque: pronto-socorro com cirurgião pediátrico, em jejum e com analgesia (🔴).
1.O que é e como se apresenta
Abdome agudo é a dor abdominal de início recente que pode exigir cirurgia ou tratamento urgente. Causas cirúrgicas por idade (SEUP/AEP 2024; MS, CAB nº 28): < 2 anos — invaginação, volvo, hérnia encarcerada; 2–5 anos — apendicite, invaginação, Meckel, bridas; escolar e adolescente — apendicite (pico aos 10–12 anos), torções de testículo e ovário, gravidez ectópica. A abordagem geral está em Dor abdominal aguda (Patologias do consultório).
Apendicite — quadro clássico:
- Dor periumbilical que, em horas, migra e se fixa na fossa ilíaca direita; piora ao andar, tossir ou pular.
- Anorexia, náuseas ou vômitos após o início da dor (vômito antes da dor sugere gastroenterite).
- Febre moderada (38–38,5 °C), horas depois da dor (SEUP/AEP 2024).
- Apêndice retrocecal: dor em flanco e diarreia; pélvico: disúria, tenesmo, leucocitúria leve — pode simular infecção urinária ou gastroenterite.
Apendicite perfurada: dor há mais de 24–48 h, febre mais alta, dor difusa, defesa, distensão, toxemia; evolui para peritonite, abscesso ou plastrão. Mais frequente abaixo de 5 anos (até metade dos casos) e com diagnóstico tardio.
2.Classificação de gravidade
| Gravidade | Critérios clínicos | Conduta |
|---|---|---|
| 🟢 Leve | Bom estado geral; dor leve ou intermitente; abdome flácido, sem dor localizada fixa e sem sinais peritoneais; tolera líquidos, hidratado; causa provável benigna; PAS ≤ 3 ou Alvarado ≤ 4 | Casa: analgesia, tratamento da causa, sinais de alerta por escrito e reavaliação em 24 h (antes, se piorar) |
| 🟡 Moderada | Dor persistente sem causa definida; dor leve em fossa ilíaca direita; vômitos sem desidratação; PAS 4–7 ou Alvarado 5–6; lactente irritável sem sinal focal; dúvida diagnóstica | Hemograma, PCR e ultrassonografia no mesmo dia e reexame seriado em 4–6 h (consultório ou pronto-socorro); se não esclarecer, encaminhar |
| 🔴 Grave | Sinais peritoneais (defesa, descompressão dolorosa, dor à percussão ou ao pular); PAS ≥ 8 ou Alvarado ≥ 7; ultrassonografia com apendicite; massa em fossa ilíaca direita; vômitos biliosos, distensão; toxemia, desidratação, choque | Pronto-socorro com cirurgião pediátrico: jejum, analgesia, acesso venoso se necessário, contato prévio |
Fatores de risco que elevam a gravidade
- Idade < 5 anos (atípica, perfura mais) e < 1 ano (volvo, invaginação, hérnia); dor e febre há mais de 48 h; retorno incerto.
- Imunossupressão, anemia falciforme, diabetes tipo 1, síndrome nefrótica, deficiência neurológica, cirurgia abdominal prévia; adolescente sexualmente ativa.
3.Diagnóstico no consultório
Exame completo, criança despida: hidratação, frequência respiratória, orofaringe, pulmões, palpação começando longe do ponto doloroso, dor ao tossir ou pular, regiões inguinais e escroto em todo menino, pele. Toque retal não é rotina.
Escores (ferramentas de estratificação; não substituem o reexame seriado):
| Item | PAS (Samuel) | Alvarado (MANTRELS) |
|---|---|---|
| Migração da dor para fossa ilíaca direita | 1 | 1 |
| Anorexia | 1 | 1 |
| Náuseas ou vômitos | 1 | 1 |
| Dor à palpação da fossa ilíaca direita | 2 | 2 |
| Dor à tosse, percussão ou salto (PAS) / descompressão dolorosa (Alvarado) | 2 | 1 |
| Febre (PAS > 38 °C; Alvarado: temperatura oral ≥ 37,3 °C) | 1 | 1 |
| Leucócitos > 10.000/mm³ | 1 | 2 |
| Neutrofilia (PAS > 7.500/mm³; Alvarado > 75% de neutrófilos) | 1 | 1 |
| Total | 10 | 10 |
- Cortes: o artigo original do PAS (Samuel 2002) só define leucocitose (≥ 10.000/mm³); febre > 38 °C e neutrófilos > 7.500/mm³ são os da SEUP/AEP 2024. O de Alvarado (1986) define temperatura oral ≥ 37,3 °C, leucócitos > 10.000/mm³ e desvio à esquerda (neutrófilos > 75%).
- PAS (SEUP/AEP 2024): 1–3 baixa probabilidade; 4–7 intermediária — ultrassonografia; 8–10 alta — avisar o cirurgião.
- Alvarado (SEUP/AEP 2024): 1–4 baixo (observação domiciliar); 5–6 intermediário; 7–10 alto (cirurgia). Criado em adultos; rende menos na criança.
- pARC (Kharbanda, Pediatrics 2018): calculadora on-line para ≥ 5 anos com dor há menos de 96 h; classifica quase metade das crianças como < 15% ou ≥ 85% de risco e discrimina melhor que o PAS (área sob a curva 0,85 vs. 0,77). Não se aplica à peritonite franca, que vai direto ao cirurgião.
- Fora dos escores, febre é a temperatura axilar ≥ 37,5 °C (padrão do site).
Exames:
- Hemograma e PCR: leucócitos > 10.000/mm³ e neutrófilos > 7.500/mm³ apoiam o diagnóstico; PCR e procalcitonina ajudam a distinguir a apendicite complicada da não complicada (SEUP/AEP 2024). Normais no início não excluem.
- Urina tipo 1 (leucocitúria leve na apendicite pélvica), glicemia capilar se vômitos com taquipneia, beta-hCG após a menarca.
- Ultrassonografia: primeiro exame de imagem. Sensibilidade de 98% com o apêndice visto e cerca de 50% sem ele; somada ao PAS, sensibilidade de 94% e especificidade de 94,7% (SEUP/AEP 2024).
- Tomografia: segunda escolha, se a clínica sugere apendicite e a ultrassonografia é inconclusiva, sobretudo no obeso (SEUP/AEP 2024); não fazer tomografia antes de considerar a ultrassonografia (Choosing Wisely, ACR/ACS — Snyder, Am Fam Physician 2018).
- Radiografia de abdome só na suspeita de obstrução ou perfuração; de tórax, se pneumonia.
Diagnóstico diferencial que não pode passar:
- Adenite mesentérica: só é diagnóstico com ultrassonografia que mostre linfonodos aumentados e apêndice normal.
- Pneumonia de base: febre, tosse e taquipneia.
- Infecção urinária: disúria, dor lombar (cuidado com a leucocitúria da apendicite pélvica).
- Torção de ovário (dor pélvica súbita e intensa com vômitos; Doppler normal não a exclui — ACOG nº 783, 2019), cisto roto, gravidez ectópica, doença inflamatória pélvica; no menino, torção de testículo.
- Cetoacidose diabética: dor, vômitos, taquipneia, poliúria; glicemia capilar.
- Outros: gastroenterite, constipação, faringoamigdalite, invaginação, vasculite por IgA, pancreatite, MIS-C, crise falciforme, lesão não acidental.
4.Tratamento e seguimento
O pediatra reconhece, estratifica, alivia a dor, pede os exames iniciais, reexamina e encaminha; o cirurgião pediátrico confirma, decide entre cirurgia e antibiótico e define o esquema.
Analgesia — sempre, inclusive opioide no serviço: não mascara o diagnóstico (GIRFT 2022; Einstein 2025). Doses de Analgesia e sedação para procedimentos na emergência pediátrica:
| Medicamento | Dose | Intervalo | Duração | Observação e referência |
|---|---|---|---|---|
| Dipirona | 15 mg/kg/dose VO ou IV | 6/6 h (máx. 4 doses/dia) | Enquanto houver dor | Não usar < 3 meses ou < 5 kg (bula); padrão do site (SBP 2024: 15–25 mg/kg) |
| Paracetamol | 10–15 mg/kg/dose VO | 4–6 h (máx. 5 doses/dia) | Enquanto houver dor | Máx. 75 mg/kg/dia e 4 g/dia; reavaliar após 48–72 h (efeito cumulativo) — padrão do site |
| Ibuprofeno | 5–10 mg/kg/dose VO | 6–8 h | Enquanto houver dor | ≥ 6 meses; evitar se desidratado ou suspeita de dengue (padrão do site) |
| Morfina IV (no serviço) | 0,05–0,1 mg/kg/dose | 4 h (titular a cada 10–20 min) | Dor intensa | SBP, Diretriz nº 177/2024; monitorizada |
No serviço, também fentanil intranasal (mesmo documento). Codeína não; tramadol só a partir de 12 anos (SBP 2024). Jejum, hidratação venosa e sonda nasogástrica se houver distensão ou vômitos biliosos (SEUP/AEP 2024).
Antibiótico — no hospital, após o diagnóstico, conforme o protocolo do serviço cirúrgico. SBP e MS não têm esquema; o site segue a SEUP/AEP 2024 e o ensaio de St Peter (2008), com os máximos da ASHP/IDSA (2013), da bula e do Connecticut Children's (2023):
| Medicamento | Dose | Intervalo | Duração | Observação e referência |
|---|---|---|---|---|
| Cefoxitina IV (profilaxia, não complicada) | 40 mg/kg (máx. 2 g) | Até 60 min antes da cirurgia | Dose única | SEUP/AEP 2024; máximo ASHP/IDSA 2013; sem antibiótico pós-operatório na não complicada (GIRFT 2022) |
| Gentamicina + metronidazol IV (profilaxia, alergia a betalactâmico) | 5 mg/kg + 10 mg/kg (metronidazol máx. 500 mg), em 30–60 min | Pré-operatório | Dose única | SEUP/AEP 2024; máximo ASHP/IDSA 2013 |
| Ceftriaxona + metronidazol IV (complicada ou perfurada) | 50 mg/kg (máx. 2 g) + 30 mg/kg (máx. 1,5 g) | 24/24 h | IV ≥ 48 h, depois considerar VO; mínimo de 72 h (GIRFT 2022) | St Peter 2008 (igual ao esquema tríplice); máximos do Connecticut Children's 2023 |
| Piperacilina-tazobactam IV (complicada, alternativa) | < 40 kg: 100 mg/kg; ≥ 40 kg: 4 g (máx. 4 g/dose) | 8/8 h | Idem | SEUP/AEP 2024 |
| Meropeném IV (complicada, alternativa) | 20 mg/kg (máx. 1 g/dose) | 8/8 h | Idem | SEUP/AEP 2024; > 50 kg, dose do adulto (bula); conforme resistência local |
Não dar antibiótico no consultório na dor abdominal sem diagnóstico (Einstein 2025; Dor abdominal aguda).
Cirurgia × antibiótico isolado — o que diz a evidência:
- Apendicectomia (em geral laparoscópica) é o tratamento padrão.
- Antibiótico isolado na apendicite não complicada:
- Minneci, JAMA 2020 (não randomizado; 1.068 crianças de 7 a 17 anos): sucesso de 67% em 1 ano.
- APPY, Lancet 2025 (randomizado; 936 crianças de 5 a 16 anos): falha de 34% com antibiótico contra 7% com cirurgia — antibiótico inferior.
- Lipsett, Pediatrics 2022 (vida real; 10.394 crianças): falha de 18,6% em 1 ano e 23,3% em 5 anos.
- Candidatos (decisão do cirurgião com a família): apendicite não complicada confirmada por imagem (≤ 1,1 cm, sem apendicolito, abscesso ou flegmão), dor há ≤ 48 h, leucócitos 5.000–18.000/mm³, sem peritonite e gravidez excluída (critérios de Minneci 2020), com retorno garantido.
- Plastrão ou abscesso contido em criança estável: antibiótico IV (± drenagem) e apendicectomia de intervalo (Boston Children's; GIRFT 2022).
Após a alta: febre, dor, vômitos ou distensão sugerem abscesso: reavaliar no mesmo dia.
5.Quando encaminhar ao pronto-socorro ou internar
- Sinais peritoneais; criança que evita se mexer.
- PAS ≥ 8 ou Alvarado ≥ 7; PAS intermediário sem ultrassonografia e reexame no mesmo dia; ultrassonografia com apendicite.
- Dor e febre há mais de 48 h, massa em fossa ilíaca direita, suspeita de perfuração; vômitos biliosos ou fecaloides; distensão com parada de gases e fezes.
- Toxemia, desidratação, choque; dor que não cede com analgesia oral.
- Dor pélvica ou escrotal súbita (torções); suspeita de cetoacidose diabética.
- Dor aguda sem etiologia evidente que não pode ser reexaminada (MS, CAB nº 28).
Como encaminhar
- Jejum (nada por boca na suspeita cirúrgica).
- Analgesia antes da saída (dipirona ou paracetamol, doses da tabela).
- Desidratação importante ou choque: acesso venoso e soro fisiológico 20 mL/kg, quando disponível.
- Oxigênio para manter SpO2 entre 94% e 98% se houver desconforto respiratório ou choque; decúbito lateral se vomitar com rebaixamento.
- Contato prévio com a cirurgia pediátrica; SAMU 192 se choque, rebaixamento ou toxemia.
- Relatório: início da dor, escore, exames, medicamentos com doses e horários.
6.Orientações de retorno e sinais de alerta para a família
- "No começo, a apendicite pode parecer uma dor comum: volte para o reexame combinado, mesmo que tenha melhorado."
- "Pode dar o remédio para dor: ele não esconde a apendicite. Não dê laxante, supositório nem antibiótico por conta própria."
- Ir ao pronto-socorro, sem dar comida nem bebida, se:
- a dor ficar mais forte, contínua ou se fixar do lado direito, embaixo;
- a criança não quiser andar, pular ou se mexer por causa da dor;
- vômito verde, com sangue ou que não para; barriga inchada e dura;
- febre com abatimento, sonolência ou respiração rápida;
- dor súbita no pé da barriga em menina ou no saco escrotal em menino.
- Após cirurgia ou antibiótico: voltar se febre, dor, vômitos, barriga inchada ou secreção na ferida.
7.Comparação com as referências
| Item | SBP | Ministério da Saúde | AAP | NICE | AEP | Johns Hopkins | Harvard | Oxford / Cambridge |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Documento (versão/data) | Sem documento sobre apendicite; Diretriz nº 177 (10/2024) na analgesia | CAB nº 28, vol. II (2013) | Sem diretriz; estudos em Pediatrics (2018, 2022) | Sem diretriz NG; NHS England/GIRFT (06/2022) | Protocolos SEUP-AEP, 4ª ed. (2024) | Sem posição específica localizada | Boston Children's (página institucional) | Segue o NICE |
| Escores | — | Clínica; diferencial por idade | pARC supera o PAS | GIRFT: escore de risco para todos | PAS 1–3, 4–7 ultrassom, 8–10 cirurgião | — | — | Segue o NICE |
| Imagem | — | Exames no serviço de referência | Sem posição específica localizada | GIRFT: ultrassom primeiro | Ultrassom; tomografia se inconclusivo | — | Ultrassom ou tomografia | Segue o NICE |
| Analgesia | Dois degraus da OMS; sem codeína | Analgesia parenteral = transferir | — | GIRFT: analgesia para todos | Conforme a dor; não mascara (2020) | — | — | Segue o NICE |
| Tratamento | — | — | Antibiótico isolado falha 18,6% em 1 ano | GIRFT: antibiótico pós-operatório só na complexa | Cirurgia; cefoxitina; complicada: piperacilina-tazobactam ou meropeném | — | Cirurgia; abscesso: antibiótico e cirurgia de intervalo | Segue o NICE |
| Encaminhamento | — | Defesa, distensão, dor sem etiologia evidente | — | — | PAS ≥ 8 ou peritonite: cirurgião | — | — | Segue o NICE |
Leitura: há convergência em que o diagnóstico é clínico e evolutivo (o reexame decide), a ultrassonografia vem primeiro, a analgesia deve ser dada e a apendicectomia é o padrão. A SBP não tem documento sobre apendicite; o MS (CAB nº 28) dá os critérios de referência ao cirurgião. O NICE não tem diretriz; o NHS England (GIRFT 2022) pede analgesia, escore e ultrassonografia para todos e antibiótico pós-operatório só na complexa. A divergência é o antibiótico isolado: eficaz no estudo não randomizado de Minneci (2020), inferior à cirurgia no ensaio APPY (2025). Posição do site: SBP na analgesia e MS no encaminhamento; sem posição de ambos sobre escores, imagem e antibiótico, segue a SEUP/AEP (2024), como "Dor abdominal aguda", com ceftriaxona e metronidazol (St Peter 2008) como alternativa.
- Dor que migra para a fossa ilíaca direita, anorexia e vômito depois da dor: pense em apendicite e calcule o PAS (ou o pARC).
- PAS 4–7: hemograma, PCR, ultrassonografia e reexame no mesmo dia; PAS ≥ 8 ou sinais peritoneais: cirurgião.
- Ultrassonografia primeiro, tomografia se inconclusiva; exames normais no início não excluem.
- Dê analgesia — inclusive opioide no serviço; ela não mascara a apendicite.
- Adenite mesentérica só com apêndice visto normal; lembre pneumonia, infecção urinária, torções e cetoacidose.
- Antibiótico isolado é decisão do cirurgião na apendicite não complicada selecionada; cerca de um terço falha em 1 ano.
Veja também, nesta Biblioteca: Dor abdominal aguda (Patologias do consultório); Invaginação intestinal na criança, Estenose hipertrófica do piloro e vômito bilioso no lactente (má rotação e volvo) e Escroto agudo — torção testicular, torção de apêndice e orquiepididimite (nesta área); Analgesia e sedação para procedimentos na emergência pediátrica e Trauma pediátrico — abordagem inicial do politrauma e do TCE moderado a grave (Urgências e emergências); Pancreatite aguda e recorrente na criança (Gastroenterologia); Emergências Cirúrgicas Neonatais (Neonatologia).
8.Fontes
- SEUP/AEP. Alonso Cadenas JA, de la Torre Espí M. Dolor abdominal agudo en Urgencias. Protocolos SEUP, 4ª ed., 2024. PDF
- SEUP/AEP. Abdomen agudo en Urgencias. Protocolos, 2020. PDF
- Ministério da Saúde. Acolhimento à demanda espontânea (CAB nº 28, vol. II), 2013. PDF
- SBP. Dores comuns em pediatria (Diretriz nº 177), 2024. PDF
- Alvarado A. A practical score for the early diagnosis of acute appendicitis. Ann Emerg Med, 1986;15(5):557–564. PDF
- Samuel M. Pediatric appendicitis score. J Pediatr Surg, 2002;37(6):877–881. PDF
- Snyder MJ, Guthrie M, Cagle S. Acute Appendicitis: Efficient Diagnosis and Management. Am Fam Physician, 2018 (Choosing Wisely, ACR/ACS). aafp.org
- Kharbanda AB et al. Pediatric Appendicitis Risk Calculator (pARC). Pediatrics, 2018;141(4):e20172699. PubMed
- Minneci PC et al. Nonoperative management vs laparoscopic appendectomy. JAMA, 2020;324(6):581–593. PubMed
- St Peter SD et al. Appendicectomy versus antibiotics in children (APPY). Lancet, 2025;405:233–240. PubMed
- Lipsett SC et al. Nonoperative Management of Uncomplicated Appendicitis. Pediatrics, 2022. PubMed
- St Peter SD et al. Single daily dosing ceftriaxone and metronidazole vs triple antibiotic regimen for perforated appendicitis. J Pediatr Surg, 2008. PMC
- ASHP/IDSA/SIS/SHEA. Clinical practice guidelines for antimicrobial prophylaxis in surgery, 2013. PDF
- Connecticut Children's. Clinical pathway: Appendicitis, 2023. PDF
- NHS England, GIRFT. Paediatric acute abdominal pain and appendicectomy pathway, 06/2022. PDF
- Boston Children's Hospital. Appendicitis. childrenshospital.org
- ACOG. Adnexal torsion in adolescents (CO nº 783), 2019. PubMed
- Hospital Israelita Albert Einstein. Dor abdominal aguda em crianças e adolescentes, 2025. PDF