Gravidade em semáforo (🟢 leve · 🟡 moderada · 🔴 grave), conduta ambulatorial e critérios para encaminhar ao especialista, ao pronto-socorro ou internar, com a comparação entre SBP/Ministério da Saúde e as referências internacionais (convergências e divergências). 📄 Baixar em PDF
Escroto agudo é dor, edema ou hiperemia escrotal de início recente. As causas mais comuns são a torção do apêndice testicular (pré-púbere), a orquiepididimite e a torção testicular (picos no período neonatal e na adolescência). Só a torção exige cirurgia imediata: o dano depende do tempo de isquemia e do grau de rotação — a viabilidade é alta nas primeiras 4–6 horas e cai muito depois de 12–24 horas (EAU 2026). Dor súbita e intensa, vômitos, testículo elevado, horizontalizado e endurecido e reflexo cremastérico ausente sugerem torção. O escore TWIST ajuda, mas escore baixo não exclui torção, e o ultrassom com Doppler não pode atrasar o cirurgião: fluxo presente não afasta torção. Toda suspeita de torção, o recém-nascido com escroto endurecido ou avermelhado, a hérnia encarcerada e o trauma com hematoma vão ao pronto-socorro com cirurgião (🔴), em jejum e com analgesia. Ficam em casa (🟢) o edema escrotal idiopático típico e a contusão leve; torção de apêndice e orquiepididimite confirmadas recebem anti-inflamatório e reavaliação em 24–48 h (🟡). Na menina, dor pélvica súbita com vômitos é torção ovariana até prova em contrário (🔴).
1.O que é e como se apresenta
Torção testicular: rotação do cordão espermático que interrompe a drenagem venosa e depois o fluxo arterial.
- Intravaginal, típica da puberdade (cerca de 65% entre 12 e 18 anos), por fixação deficiente do testículo ("em badajo", muitas vezes bilateral) (Pediatría Integral 2019). O testículo não descido torce com mais facilidade (EAU 2026).
- Tempo de isquemia (critério clínico): atrofia grave já com 4 h se a rotação passa de 360°; nas torções incompletas, até 12 h sem atrofia; perda em todos os casos com mais de 360° e mais de 24 h (EAU 2026). Viabilidade de 90–100% até 6 h, 20–50% em 12–24 h e 0–10% em 24–48 h (East of England 2023).
- Torção intermitente: episódios prévios de dor súbita que cederam sozinhos; exame e ultrassom podem ser normais; encaminhar ao cirurgião para fixação (Pediatría Integral 2019).
- Quadro atípico: dor só no abdome inferior, lactente que só chora, adolescente envergonhado, criança com autismo (GIRFT 2026). Todo menino com dor abdominal tem o escroto examinado.
Torção neonatal: extravaginal, bilateral em 11–21% (EAU 2026). A pré-natal (70–80%) aparece ao nascer como massa escrotal endurecida, pouco dolorosa; o testículo quase sempre já está perdido, mas a fixação do outro lado é indicada, porque a torção contralateral pode vir depois (Pediatría Integral 2019). A pós-natal — escroto antes normal que fica edemaciado, avermelhado e doloroso — pode ser salva se operada a tempo (Boston Children's).
Torção do apêndice testicular (hidátide de Morgagni): a causa mais frequente no pré-púbere (7–12 anos). Dor mais gradual, no polo superior, criança em bom estado e sem vômitos; o "ponto azul" é característico, mas aparece em só 10–23% (EAU 2026). Com horas, a inflamação se espalha e imita a torção.
Orquiepididimite: no pré-púbere, a causa costuma ficar indefinida e a urocultura é quase sempre negativa; quando há bactéria, é infecção urinária, mais comum com anomalia urológica (refluxo, bexiga neurogênica, ureter ectópico, cateterismo) (EAU 2026; Pediatría Integral 2019); também pós-viral e na caxumba (sobretudo após a puberdade). No adolescente com vida sexual, IST (Chlamydia, gonococo; entéricos na relação anal insertiva) (MS 2022). Início gradual, dor no epidídimo, febre em 11–19%, disúria; elevar o testículo alivia (sinal de Prehn), o que não ocorre na torção (EAU 2026).
Outras causas:
- Edema escrotal idiopático: criança em bom estado, edema e eritema da pele escrotal, muitas vezes bilateral, estendendo-se ao períneo, à virilha ou ao pênis, com pouca dor e testículos normais; recorre em até 10% (Pediatría Integral 2019).
- Vasculite por IgA: orquite ou orquiepididimite em até 20% dos meninos, às vezes antes da púrpura; o Doppler confirma e é preciso excluir torção (SBP, DC nº 5/2019).
- Hérnia inguinal encarcerada: massa inguinoescrotal dolorosa e irredutível, choro, vômitos.
- Trauma: hematoma, hematocele, ruptura da albugínea; o trauma pode desencadear torção. Lesão genital sem história compatível sugere lesão não acidental ou violência sexual.
Na menina — torção ovariana: dor súbita e intensa no abdome inferior, muitas vezes intermitente, com náuseas e vômitos. Em até 46% das adolescentes o ovário é normal, sem cisto; nenhum critério clínico ou de imagem confirma, o fluxo ao Doppler não exclui, e a laparoscopia com detorsão preserva o ovário mesmo quando parece escuro (ACOG nº 783, 2019). Ver "Dor abdominal aguda".
2.Classificação de gravidade
| Gravidade | Critérios clínicos | Conduta |
|---|---|---|
| 🟢 Leve | Edema escrotal idiopático típico; contusão leve com exame testicular normal; orquite da caxumba em bom estado, sem dúvida diagnóstica | Casa: analgesia, repouso, compressa fria; retorno se a dor aumentar ou surgirem vômitos |
| 🟡 Moderada | Torção do apêndice confirmada (ponto azul ou ultrassom) com dor controlada; orquiepididimite confirmada sem toxemia; vasculite por IgA com envolvimento escrotal, torção excluída | Anti-inflamatório, repouso; antibiótico só com infecção urinária ou IST; reavaliação em 24–48 h; cirurgião pediátrico se a dor persistir ou recorrer |
| 🔴 Grave | Qualquer suspeita de torção (dor súbita, vômitos, testículo elevado, horizontal ou endurecido, cremastérico ausente, ou dúvida); recém-nascido com escroto endurecido, arroxeado ou avermelhado; hérnia encarcerada; trauma com hematoma tenso, testículo que não se delimita ou ferida; orquiepididimite com toxemia ou abscesso; menina com dor pélvica súbita | Pronto-socorro com cirurgião pediátrico ou urologista, em jejum, com analgesia e contato prévio; sem exames no consultório |
Fatores de risco que elevam a gravidade
- Adolescência e período neonatal; testículo não descido (dor e massa inguinal com bolsa vazia).
- Episódios prévios de dor súbita e passageira (torção intermitente).
- Tempo de dor desconhecido ou longo; criança que não verbaliza; anomalia urológica; vida sexual sem preservativo.
3.Diagnóstico no consultório
O diagnóstico é clínico (EAU 2026). Examinar os dois lados, deitado e em pé, começando pelo lado sadio.
| Achado | Torção testicular | Torção do apêndice | Orquiepididimite |
|---|---|---|---|
| Início | Súbito, intenso | Gradual | Gradual, dias |
| Vômitos | Frequentes | Raros | Raros |
| Dor | Testículo inteiro | Polo superior | Epidídimo |
| Posição | Elevado, horizontal | Normal | Normal |
| Cremastérico | Ausente | Presente | Presente |
| Elevar o testículo | Não alivia | — | Alivia (Prehn) |
Fonte: EAU 2026; Pediatría Integral 2019. Cremastérico ausente: sensibilidade 100%, especificidade 66%; pode faltar < 6 meses; presente, não exclui torção.
Escore TWIST (Barbosa et al., Boston Children's, 2013; exame por urologistas): edema testicular (2), testículo endurecido (2), cremastérico ausente (1), náuseas ou vômitos (1), testículo elevado (1). Cortes originais: 0–2 baixo, 3–4 intermediário, 5–7 alto. Aplicado por técnicos de emergência (não médicos), os cortes 0 (baixo) e 6–7 (alto) tiveram valor preditivo negativo de 100% e positivo de 93,5% (Sheth et al., 2016). O NHS usa os originais: ≥ 5 com dor < 48 h indica exploração; 0–4 não exclui — 1 em 25 torções tem 0–2 e 1 em 3 tem 0–4 (GIRFT 2026). No consultório, a suspeita clínica basta para encaminhar, qualquer que seja o escore.
Exames:
- Suspeita de torção: nenhum exame no consultório. Urina alterada não exclui torção, e urina normal não exclui epididimite (EAU 2026).
- Doppler (no serviço): especificidade de 97–100%, mas operador-dependente; 24% das torções tinham fluxo normal ou aumentado (EAU 2026). Indicado no TWIST intermediário, quando outro diagnóstico mudaria a conduta, na dor com 48 h ou mais e no recém-nascido com suspeita de torção pré-natal; não transferir a criança só para fazer ultrassom (GIRFT 2026).
- Orquiepididimite: urina tipo 1 e urocultura; no adolescente com vida sexual, clamídia e gonococo e testes rápidos (ver "Infecções sexualmente transmissíveis na adolescência"). No pré-púbere com epididimite bacteriana, investigar anomalia urológica (cerca de 29% têm; EAU 2026).
- Vasculite por IgA: urina e pressão arterial, além do Doppler (SBP, DC nº 5/2019).
Diagnóstico diferencial que não pode passar: torção rotulada como "epididimite"; torção de testículo não descido confundida com hérnia; torção intermitente liberada sem cirurgião; torção ovariana; tumor testicular; lesão não acidental.
4.Tratamento e seguimento
Torção testicular — do cirurgião: exploração urgente, detorsão e fixação dos dois testículos; orquiectomia só se houver necrose evidente (EAU 2026; East of England 2023). A detorsão manual pode ser tentada pelo especialista sem atrasar a cirurgia, que é mantida mesmo com alívio: em uma série, 17 de 53 ainda tinham torção residual (EAU 2026). O pediatra encaminha e depois acompanha o tamanho testicular; a fertilidade costuma ser preservada (EAU 2026).
Torção do apêndice: tratamento clínico — anti-inflamatório, repouso, compressa fria; melhora em 7–10 dias; cirurgia só com dor persistente, recorrente ou dúvida (EAU 2026; Pediatría Integral 2019; Boston Children's).
Orquiepididimite: repouso, suspensório e anti-inflamatório; antibiótico só com infecção urinária ou suspeita de IST — no pré-púbere com urina normal, não há indicação (EAU 2026). Epididimite bacteriana ou recorrente no pré-púbere: encaminhar ao urologista ou nefrologista pediátrico.
Edema escrotal idiopático: autolimitado; analgesia se houver desconforto. Vasculite por IgA: ver "Nefropatia por IgA e Vasculite por IgA (Púrpura de Henoch-Schönlein)".
| Medicamento | Dose | Intervalo | Duração | Observação e referência |
|---|---|---|---|---|
| Dipirona VO, IM ou IV | 15 mg/kg/dose | 6/6 h (máx. 4 doses/dia) | Enquanto houver dor | Não usar < 3 meses ou < 5 kg (bula); padrão do site |
| Paracetamol VO | 10–15 mg/kg/dose | 4–6 h (máx. 5 doses/dia) | Enquanto houver dor | Máx. 75 mg/kg/dia; teto por dose da apresentação (bulas: gotas 200 mg/mL máx. 35 gotas, suspensão 32 mg/mL máx. 15 mL e 100 mg/mL máx. 2,5 mL abaixo de 12 anos; comprimidos só a partir de 12 anos; nunca > 1 g/dose), nunca > 4 g/dia (padrão do site; bula) |
| Ibuprofeno VO | 5–10 mg/kg/dose | 6–8 h | Enquanto houver dor (apêndice: 7–10 dias) | A partir de 6 meses; evitar em desidratação, varicela, dengue e nefrite (padrão do site); anti-inflamatório no apêndice e na epididimite (EAU 2026) |
| Fentanil intranasal (no serviço) | 1,5 mcg/kg (1–2), máx. 100 mcg | Repetir 0,3–0,5 mcg/kg a cada 3–5 min | Poucas doses | > 10 kg; SEUP 2024 (padrão do site) |
| Morfina IV (no serviço) | 0,05–0,1 mg/kg/dose | 4 h | Dor intensa | SBP 2024 (padrão do site); monitorizada |
| Cefalexina VO (epididimite com infecção urinária) | 50 mg/kg/dia | 6/6 h ou 8/8 h | Conforme "Infecção urinária" | SBP; ajustar pela urocultura; Pediatría Integral 2019: 5–7 dias |
| Cefuroxima axetil VO (alternativa) | 30 mg/kg/dia | 12/12 h | Idem | SBP |
| Ceftriaxona IM + doxiciclina VO (adolescente, IST) | 500 mg dose única + 100 mg | Doxiciclina 12/12 h | 10 dias | PCDT IST 2022 do MS (via TelessaúdeRS 2023); alternativa: azitromicina 1 g dose única; < 45 kg e parcerias: "Infecções sexualmente transmissíveis na adolescência" |
- Paracetamol — efeito cumulativo: uso repetido por 48–72 h, sobretudo no limite de dose, em criança desidratada, desnutrida, em jejum ou somando produtos com paracetamol aumenta o risco de hepatotoxicidade; não usar por mais de 48–72 h sem reavaliação.
- Não usar: codeína (proscrita, SBP 2024); tramadol < 12 anos; antibiótico no pré-púbere com urina normal.
- IST: tratar as parcerias; sífilis adquirida e HIV são de notificação obrigatória (compulsória); IST em pré-púbere é suspeita de abuso sexual (notificação obrigatória e Conselho Tutelar).
5.Quando encaminhar ao pronto-socorro ou internar
- Dor escrotal súbita, ou dor abdominal baixa com vômitos e achado escrotal, mesmo que tenha melhorado ou que o TWIST seja baixo.
- Testículo elevado, horizontal, endurecido ou muito doloroso; cremastérico ausente; dúvida diagnóstica.
- Recém-nascido com massa escrotal endurecida ou bolsa arroxeada, avermelhada ou edemaciada.
- Testículo não descido doloroso; hérnia irredutível.
- Trauma com hematoma tenso, testículo que não se delimita, ferida ou dor desproporcional.
- Orquiepididimite com toxemia, abscesso ou piora apesar do anti-inflamatório.
- Menina com dor pélvica súbita e intensa, com náuseas ou vômitos.
Como encaminhar
- Ligar antes para serviço com cirurgião pediátrico ou urologista que opere crianças no local, sem transferências intermediárias; abaixo de 2–3 anos, de preferência centro de cirurgia pediátrica (GIRFT 2026; East of England 2023).
- Não pedir exames e não tentar detorsão no consultório.
- Analgesia antes de sair: dipirona IM ou IV onde houver, ou dipirona ou paracetamol VO com um pequeno gole de água; a analgesia não mascara o diagnóstico.
- Jejum a partir daí; anotar a hora da última refeição.
- Criança estável pode ir com a família; SAMU 192 se houver toxemia, choque, trauma grave ou uso de opioide (monitorizada, com oxigênio para manter SpO2 entre 94% e 98% se necessário).
- Relatório: hora do início da dor, achados e TWIST, analgésicos (dose e horário), peso, jejum.
6.Orientações de retorno e sinais de alerta para a família
- "Dor forte e repentina no saco ou no testículo é emergência: vá direto ao pronto-socorro, sem esperar passar e sem comer nem beber."
- "Ensine seu filho a contar logo qualquer dor no testículo."
- Torção do apêndice e epididimite: anti-inflamatório no horário e repouso; voltar antes se a dor aumentar, surgirem vômitos ou febre alta, ou o testículo subir ou endurecer.
- Pronto-socorro também: bebê com saco escrotal roxo, vermelho ou endurecido; caroço na virilha que não volta; menina com dor forte e súbita no "pé da barriga" com vômitos.
7.Comparação com as referências
| Item | SBP | Ministério da Saúde | AAP | NICE | AEP | Johns Hopkins | Harvard | Oxford / Cambridge |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Documento (versão/data) | Sem documento sobre escroto agudo; DC nº 5/2019 (vasculite por IgA) | PCDT IST 2022 | HealthyChildren, Section on Urology, 11/2025 | Sem diretriz NG; NHS England GIRFT v2.1, 05/2026 | Pediatría Integral (SEPEAP), 2019 | Sem posição específica localizada | Boston Children's; TWIST (Barbosa 2013) | Oxford segue o NICE; Cambridge: rede East of England, 2023 |
| Tempo de isquemia | Sem posição | Sem posição | > 90% salvos < 6 h; < 10% > 24 h | Pode morrer em 6 h | Maior êxito em 4–8 h | Sem posição específica localizada | Perda em 4–6 h | 90–100% até 6 h; 0–10% em 24–48 h |
| TWIST e imagem | Doppler na vasculite, para excluir torção | Sem posição | Doppler, ou cirurgia direta se típico | TWIST ≥ 5 = exploração; 0–4 não exclui | Suspeita alta: cirurgia sem exames | Sem posição específica localizada | TWIST para poupar ultrassom | Cambridge: ultrassom não recomendado |
| Apêndice e epididimite | Sem posição | IST: ceftriaxona + doxiciclina 10 dias | Sem posição | Sem posição | Clínico; antibiótico só com ITU ou IST | Sem posição específica localizada | Apêndice: analgésico; cirurgia se > 10 dias | Sem posição |
| Encaminhamento | Sem posição | Sem posição | Pronto-socorro imediato | Já, a hospital que opere; ≤ 1 transferência | Mínima suspeita: urgência | Sem posição específica localizada | Emergência | Cambridge: atenção primária encaminha já; jejum após analgesia |
Leitura: as referências convergem em que a torção testicular é emergência cirúrgica, de diagnóstico clínico, em que o tempo de isquemia define o salvamento. Divergem no papel da imagem: a AAP (2025) e o Boston Children's usam o Doppler de rotina, aceitando cirurgia direta no quadro típico; a AEP (Pediatría Integral 2019), a EAU (2026) e o NHS (GIRFT 2026; rede do East of England 2023) reservam o ultrassom aos casos sem suspeita alta e não admitem que ele atrase a exploração. Posição adotada pelo site: a SBP só se manifesta na vasculite por IgA (seguida aqui) e o Ministério da Saúde só na IST (seguido aqui); para a torção, sem posição de ambos, o site segue a EAU (2026) e o NHS England (GIRFT 2026), as mais recentes: suspeita clínica basta para encaminhar, sem exame no consultório.
- Dor escrotal aguda é torção até prova em contrário; examine o escroto de todo menino com dor abdominal.
- O tempo de isquemia decide o testículo: anote a hora do início da dor e encaminhe sem pedir exame.
- TWIST baixo, cremastérico presente, febre, urina alterada ou Doppler com fluxo não excluem torção.
- Recém-nascido com escroto endurecido ou arroxeado vai ao cirurgião pediátrico com urgência.
- Torção do apêndice e epididimite confirmadas: anti-inflamatório e reavaliação em 24–48 h; antibiótico só com infecção urinária ou IST.
- Na menina, dor pélvica súbita com vômitos é torção ovariana até prova em contrário.
Veja também, nesta Biblioteca: Fimose, criptorquidia, hérnias, hidrocele e escroto agudo, Dor abdominal aguda e Infecção urinária (Patologias do consultório); Refluxo Vesicoureteral e ITU em Crianças e Nefropatia por IgA e Vasculite por IgA (Púrpura de Henoch-Schönlein) (Nefrologia e Urologia); Infecções sexualmente transmissíveis na adolescência (Infectologia); Trauma pediátrico, Lesão não acidental no pronto-socorro e Analgesia e sedação para procedimentos na emergência pediátrica (Urgências e emergências); Emergências Cirúrgicas Neonatais (Neonatologia).
8.Fontes
- European Association of Urology. EAU Guidelines on Paediatric Urology — Acute scrotum, edição de 2026. uroweb.org
- NHS England, GIRFT. Testicular torsion pathway, versão 2.1, maio de 2026. PDF
- East of England Surgery in Children ODN. Children presenting with acute scrotum, 2023. PDF
- Pediatría Integral (SEPEAP). Escroto agudo, 2019;XXIII(6):283–291. pediatriaintegral.es
- SBP, Departamento Científico de Reumatologia. Vasculite por IgA (púrpura de Henoch-Schönlein). Documento Científico nº 5, 2019. PDF
- TelessaúdeRS-UFRGS. Tratamento empírico da epididimite (adaptado do PCDT IST do Ministério da Saúde, 2022), 2023. ufrgs.br
- American Academy of Pediatrics, Section on Urology. Testicular torsion (HealthyChildren.org), 2025. healthychildren.org
- Boston Children's Hospital. Testicular torsion; Torsion of the appendix testis. Torção testicular · Torção do apêndice
- Barbosa JA et al. Development and initial validation of a scoring system to diagnose testicular torsion in children. J Urol, 2013. PubMed
- Sheth KR et al. Diagnosing testicular torsion before urological consultation and imaging — validation of the TWIST score. J Urol, 2016. PubMed
- ACOG. Adnexal torsion in adolescents. Committee Opinion nº 783, 2019. PubMed