Gravidade em semáforo (🟢 leve · 🟡 moderada · 🔴 grave), conduta ambulatorial e critérios para encaminhar ao especialista, ao pronto-socorro ou internar, com a comparação entre SBP/Ministério da Saúde e as referências internacionais (convergências e divergências). 📄 Baixar em PDF
O diabetes tipo 2 (DM2) no jovem resulta de resistência à insulina com falência progressiva da célula beta, em geral em adolescente com obesidade, história familiar e sinais como acantose nigricans. Rastreie a partir dos 10 anos ou do início da puberdade quem tem sobrepeso ou obesidade (IMC ≥ p85; no Brasil, escore-z > +1) e fatores de risco, com HbA1c, glicemia de jejum ou TOTG, a cada 2–3 anos (ISPAD 2024). Pré-diabetes (glicemia 100–125 mg/dL ou HbA1c 5,7–6,4%) e resistência à insulina são tratados no consultório com mudança de hábitos da família (🟢). Diabetes confirmado pede autoanticorpos para afastar DM1 e encaminhamento prioritário ao endocrinologista (🟡); a base é metformina com estilo de vida, e insulina basal (0,25–0,5 U/kg) se HbA1c ≥ 8,5%. Agonistas de GLP-1 (liraglutida e tirzepatida têm indicação no DM2 a partir de 10 anos na ANVISA) e inibidores de SGLT2 entram se a meta não for atingida. Poliúria com perda de peso, vômitos, cetose, desidratação ou sonolência exigem pronto-socorro (🔴): o DM2 também abre com cetoacidose ou estado hiperosmolar. Pressão arterial, lipídios, albuminúria, fígado, retina, sono e saúde mental são rastreados desde o diagnóstico.
1.O que é e como se apresenta
- Resistência à insulina (RI): necessidade de mais insulina para o mesmo efeito, ligada à adiposidade visceral, à puberdade (RI fisiológica transitória), à genética e ao sedentarismo. Sinais: acantose nigricans, acrocórdons, estrias, síndrome dos ovários policísticos (SOP), doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica, hipertensão e dislipidemia (triglicerídeos altos, HDL baixo). Não há ponto de corte padronizado de insulina ou de HOMA-IR em pediatria para rastreio: o diagnóstico é clínico, e o que se rastreia é a glicemia.
- Pré-diabetes (ISPAD 2024; ADA): glicemia de jejum 100–125 mg/dL, 2 h no TOTG 140–199 mg/dL ou HbA1c 5,7–6,4%.
- DM2: hiperglicemia por RI com secreção insuficiente de insulina, sem autoimunidade. Surge em geral na puberdade; é mais frequente em meninas, em filhos de mães com diabetes na gestação e em algumas etnias. Evolui mais rápido que no adulto, com perda do controle glicêmico e complicações precoces (nefropatia, hipertensão, dislipidemia, retinopatia).
- Apresentação: assintomático no rastreio (a maioria); poliúria, polidipsia, noctúria e perda de peso; infecções genitais por cândida; cetoacidose ou estado hiperglicêmico hiperosmolar em uma parte dos casos.
2.Classificação de gravidade
| Gravidade | Critérios clínicos | Conduta |
|---|---|---|
| 🟢 Leve | Resistência à insulina ou pré-diabetes; sobrepeso ou obesidade sem hiperglicemia sintomática | Pediatra: tratamento comportamental familiar, rastreio de comorbidades, repetir HbA1c ou glicemia anualmente; obesidade conforme o documento Obesidade e risco cardiometabólico |
| 🟡 Moderada | DM2 confirmado, assintomático ou com sintomas leves, sem cetose; HbA1c < 8,5% | Autoanticorpos; encaminhamento prioritário ao endocrinologista pediátrico (em até 2–4 semanas); metformina e estilo de vida podem começar já, em contato com o especialista |
| 🟡 Moderada (alto risco) | HbA1c ≥ 8,5% sem cetose, criança estável e hidratada | Encaminhamento na mesma semana: indicação de insulina basal com metformina (ISPAD 2024) |
| 🔴 Grave | Cetose ou cetoacidose; vômitos, desidratação, taquipneia, sonolência; glicemia > 600 mg/dL (estado hiperosmolar); hipertensão estágio 2 sintomática | Pronto-socorro/hospital (ver "Como encaminhar") |
Fatores de risco para DM2 e para gravidade
- Obesidade grave (escore-z > +3 ou ≥ 120% do p95), ganho de peso rápido, adiposidade abdominal.
- História familiar de DM2; mãe com diabetes prévio ou gestacional; nascer pequeno ou grande para a idade gestacional.
- Etnias de maior risco; sinais de RI (acantose, SOP, esteatose, hipertensão, dislipidemia).
- Uso de antipsicóticos atípicos ou corticoide.
- Vulnerabilidade social, insegurança alimentar, depressão e transtorno de compulsão alimentar.
3.Diagnóstico no consultório
Quem rastrear (ISPAD 2024; ADA)
- A partir do início da puberdade ou dos 10 anos (o que vier primeiro), com IMC ≥ p85 (no Brasil, escore-z > +1 na curva da OMS) e pelo menos um fator de risco: história familiar de DM2, diabetes materno na gestação, etnia de risco, sinais de RI ou condições associadas (acantose, hipertensão, dislipidemia, SOP, esteatose), PIG ou GIG, uso de antipsicótico atípico.
- Exame: HbA1c, glicemia de jejum ou TOTG (glicemia de 2 h). A HbA1c é prática, mas pode falhar em anemia, hemoglobinopatias e perda sanguínea.
- Frequência: a cada 2–3 anos se normal; anual se o IMC está subindo, se há pré-diabetes, SOP, esteatose, história familiar forte ou piora do perfil cardiometabólico.
- O documento de Obesidade desta Biblioteca segue a mesma lógica (AAP: glicemia ou HbA1c a partir de 10 anos na obesidade, ou no sobrepeso com fatores de risco).
Critérios diagnósticos (ISPAD 2024; ADA)
| Exame | Pré-diabetes | Diabetes |
|---|---|---|
| Glicemia de jejum | 100–125 mg/dL | ≥ 126 mg/dL |
| TOTG, 2 h | 140–199 mg/dL | ≥ 200 mg/dL |
| HbA1c | 5,7–6,4% | ≥ 6,5% |
| Glicemia casual com sintomas | — | ≥ 200 mg/dL |
- Sem sintomas, confirmar com um segundo teste alterado (o mesmo repetido ou outro).
- Autoanticorpos (anti-GAD, anti-IA2, anti-ZnT8, anti-insulina) em todos: positivos em parte dos jovens com fenótipo de DM2 e mudam o tratamento (é DM1, exige insulina). Peptídeo C ajuda o especialista.
- Diagnóstico diferencial: DM1 em adolescente com obesidade; diabetes monogênico (MODY) — autoanticorpos negativos, herança autossômica dominante, sem obesidade ou sem sinais de RI, hiperglicemia de jejum leve e estável; diabetes induzido por corticoide ou antipsicótico; fibrose cística.
4.Tratamento e seguimento
Estilo de vida — sempre, desde o primeiro dia (ISPAD 2024)
- Abordagem familiar, culturalmente adequada e sem estigma; entrevista motivacional.
- Trocar bebidas açucaradas e sucos por água; reduzir porções, ultraprocessados e frituras; mais verduras e fibras; refeições em família, sem telas.
- 60 min/dia de atividade física moderada a vigorosa, com fortalecimento muscular pelo menos 3 vezes por semana.
- Telas conforme a SBP (11–18 anos: 2–3 h/dia, nunca à noite; suspender 1–2 h antes de dormir); sono de 8–10 h no adolescente.
- Perguntar sobre tabaco, vape, álcool e drogas; aconselhamento sobre contracepção e planejamento de gravidez.
Medicamentos (ISPAD 2024; ANVISA conforme o documento de GLP-1 desta Biblioteca)
| Medicamento | Dose | Intervalo | Duração | Observação |
|---|---|---|---|---|
| Metformina | Início 500 mg/dia; aumentar 500 mg a cada 1–2 semanas; máx. 2.000 mg/dia | 1–2 vezes ao dia, com refeições (liberação prolongada 1 vez) | Contínuo | 1ª linha se HbA1c < 8,5% e sem cetose; efeitos gastrointestinais (começar baixo); suspender em desidratação, vômitos, contraste iodado; disponível no SUS |
| Insulina basal (NPH ou glargina) | 0,25–0,5 U/kg/dia | 1 vez ao dia (NPH pode ser 2) | Transição para metformina em 2–6 semanas se possível | HbA1c ≥ 8,5% sem acidose; com cetoacidose ou estado hiperosmolar, insulina basal e prandial (hospital) |
| Liraglutida | Até 1,8 mg/dia (DM2), titulação conforme bula | 1 vez ao dia, SC | Contínuo | ANVISA: DM2 ≥ 10 anos; na obesidade (≥ 12 anos, > 60 kg) a dose é até 3 mg |
| Dulaglutida | 0,75–1,5 mg | 1 vez por semana, SC | Contínuo | FDA ≥ 10 anos (ISPAD 2024); no Brasil, conferir bula |
| Exenatida de liberação prolongada | 2 mg | 1 vez por semana, SC | Contínuo | FDA ≥ 10 anos (ISPAD 2024); disponibilidade no Brasil não confirmada |
| Tirzepatida | Conforme bula | 1 vez por semana, SC | Contínuo | ANVISA: DM2 ≥ 10 anos (monoterapia se intolerância à metformina, ou combinada); sem indicação pediátrica para obesidade |
| Empagliflozina, dapagliflozina | Empagliflozina 10–25 mg; dapagliflozina 5–10 mg | 1 vez ao dia, VO | Contínuo | FDA ≥ 10 anos (ISPAD 2024); risco de cetoacidose euglicêmica e infecção genital; hidratação; no Brasil, conferir bula |
- Sequência (ISPAD 2024): HbA1c < 8,5% → metformina; ≥ 8,5% sem acidose → insulina basal + metformina; cetoacidose ou estado hiperosmolar → insulina basal e prandial no hospital. Se a meta não for atingida em 3 meses, acrescentar agonista de GLP-1 e/ou inibidor de SGLT2; o NICE sugere liraglutida, dulaglutida ou empagliflozina a partir de 10 anos.
- Agonistas de GLP-1 e obesidade: semaglutida tem indicação ANVISA apenas para obesidade (≥ 12 anos, > 60 kg). Não prescrever para fins estéticos, produtos manipulados ou sem registro; receita em 2 vias com retenção; contraindicados em gestação e carcinoma medular de tireoide ou NEM2 (SBP, NT nº 63, 2026).
- Resistência à insulina sem diabetes: o tratamento é comportamental. Metformina na RI ou no pré-diabetes é fora da bula, decisão do especialista (a SIEDP/SIP a admite em casos selecionados).
- Cirurgia metabólica: ISPAD 2024 considera a partir de 12 anos com IMC ≥ 35 kg/m² ou ≥ 120% do p95, em centros de excelência; no Brasil, a Resolução CFM nº 2.429/2025 permite a partir de 14 anos com IMC > 40 e complicações (ver documento de Obesidade).
Metas
| Parâmetro | Meta |
|---|---|
| HbA1c | < 6,5% na maioria (ISPAD 2024; NICE ≤ 6,5%); < 7% no início do tratamento ou se a meta menor prejudicar o bem-estar (ISPAD); ADA < 7% |
| Glicemia (ISPAD 2024) | Jejum 70–110 mg/dL; pós-prandial 70–140 mg/dL |
| HbA1c | A cada 3 meses |
| LDL | < 100 mg/dL (ISPAD) |
| Pressão arterial | Abaixo do limiar de hipertensão (< p95 antes de 13 anos; < 130/80 mmHg a partir de 13 anos — ISPAD) |
Rastreio de comorbidades — no diagnóstico e depois (ISPAD 2024)
| Condição | Como | Frequência |
|---|---|---|
| Hipertensão | PA com manguito adequado (bolsa ≈ 40% da circunferência do braço) | Toda consulta |
| Dislipidemia | Perfil lipídico | No diagnóstico e anual após controle glicêmico |
| Nefropatia | Relação albumina/creatinina urinária | Anual |
| Esteatose (MASLD) | ALT ou AST | Anual; se > 3 vezes o limite por 6 meses, encaminhar |
| Apneia do sono | Ronco, pausas, sonolência | Anual |
| SOP | História menstrual, hiperandrogenismo | Anual |
| Retinopatia | Fundo de olho sob midríase | No diagnóstico e anual |
| Neuropatia | Reflexos, vibração, tato | No diagnóstico e anual |
| Saúde mental | Depressão, ansiedade, compulsão alimentar | Toda consulta |
Divisão de tarefas: o pediatra rastreia, trata a RI e o pré-diabetes, inicia estilo de vida (e metformina quando combinado com o especialista), mede a PA e acompanha comorbidades, vacinas e saúde mental; o endocrinologista confirma o tipo de diabetes, define insulina e agentes de segunda linha.
5.Quando encaminhar ao pronto-socorro ou internar
- Hiperglicemia com vômitos, dor abdominal, taquipneia, desidratação, sonolência ou cetonemia/cetonúria importante (cetoacidose).
- Glicemia > 600 mg/dL, desidratação grave e alteração da consciência com pouca cetose (estado hiperglicêmico hiperosmolar: exige reposição volêmica maior e cuidado com a correção do sódio — ISPAD).
- Hipertensão estágio 2 com cefaleia, alteração visual ou déficit neurológico.
- Dor abdominal intensa em uso de agonista de GLP-1 (pancreatite, colecistite) ou mal-estar com vômitos em uso de inibidor de SGLT2 (cetoacidose com glicemia pouco alta).
- Ideação suicida ou transtorno alimentar com instabilidade clínica.
Como encaminhar
- Glicemia capilar e cetonemia ou cetonúria; peso; sinais vitais e nível de consciência.
- Não dar insulina no consultório. Desidratação ou má perfusão com demora no transporte: acesso venoso e soro fisiológico 0,9% 10–20 mL/kg em 20–30 min, conforme o serviço de destino (ver Cetoacidose diabética).
- Suspender metformina e inibidor de SGLT2 na doença aguda com vômitos ou desidratação.
- Rebaixamento: posição lateral, oxigênio, SAMU (192).
- Relatório com glicemias, HbA1c, medicamentos (inclusive GLP-1 e produtos sem prescrição) e comorbidades.
6.Orientações de retorno e sinais de alerta para a família
- "Diabetes tipo 2 no jovem é sério, mas responde a mudanças da família inteira. Não é castigo nem falta de força de vontade."
- "Água no lugar de refrigerante e suco, uma hora de movimento por dia, sono regular e telas longe da hora de dormir."
- "A metformina pode dar desconforto na barriga no início: tome junto com a refeição e não pare sem falar com o médico."
- "Tomar a medicação é só parte do tratamento; os exames de rim, olhos, fígado e colesterol são anuais e começam já."
- Retorno a cada 3 meses (HbA1c); pediatra e endocrinologista alternados conforme combinado.
- Procure o pronto-socorro se: muita sede e xixi com emagrecimento, vômitos, dor de barriga forte, respiração rápida, sonolência ou confusão; dor de cabeça forte com visão alterada.
7.Comparação com as referências
| Item | SBP / MS (e SBD) | ADA / ISPAD | NICE (Oxford / Cambridge) | AEP | SIP | Harvard / Johns Hopkins |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Rastreio | Glicemia/HbA1c na obesidade (Manual de obesidade SBP 2019); sem DC específico de DM2 | ≥ 10 anos ou puberdade, IMC ≥ p85 + fator de risco; a cada 2–3 anos, anual se risco crescente | — | Glicemia e insulina se cintura > p75 (protocolo de obesidade 2023) | Sem posição específica localizada | Sem posição específica localizada |
| 1ª linha | Metformina (SUS) | Metformina se HbA1c < 8,5%; insulina basal 0,25–0,5 U/kg se ≥ 8,5% | Metformina no diagnóstico | Sem posição específica localizada | Metformina off-label na RI (SIEDP/SIP/SICP 2023) | — |
| 2ª linha | Liraglutida e tirzepatida DM2 ≥ 10 anos (ANVISA; SBP NT 63) | GLP-1 RA e/ou SGLT2i (liraglutida, dulaglutida, exenatida, empagliflozina, dapagliflozina ≥ 10 anos) | Liraglutida, dulaglutida ou empagliflozina ≥ 10 anos | — | — | GLP-1 como adjuvante (programa OWL, Boston Children's) |
| Meta de HbA1c | Sem meta pediátrica específica localizada | ISPAD 2024 < 6,5% (< 7% inicial); ADA < 7% | ≤ 6,5% | — | — | — |
| Comorbidades | PA, lipídios, glicemia, ALT, sono (Manual 2019) | No diagnóstico: PA, lipídios, albuminúria, ALT, retina, pés, SOP, sono, saúde mental | — | PA, lipídios, glicemia | — | — |
| Cirurgia | CFM 2025: ≥ 14 anos, IMC > 40 com complicações | ISPAD: ≥ 12 anos, IMC ≥ 35 ou ≥ 120% do p95 | Excepcional < 18 anos | Após a puberdade, em centros especializados | Após a puberdade (SIEDP/SIP/SICP) | — |
Leitura: as referências concordam que o DM2 do jovem é agressivo, que o rastreio deve focar adolescentes com excesso de peso e fatores de risco, que a metformina é a primeira escolha e que as comorbidades devem ser procuradas já no diagnóstico. A ISPAD 2024 e o NICE são mais exigentes na meta (HbA1c ≤ 6,5%) do que a ADA (< 7%). A principal diferença prática é de acesso: os agonistas de GLP-1 e os inibidores de SGLT2 aprovados para 10 anos ou mais nos EUA e no Reino Unido não estão no SUS, e no Brasil só liraglutida e tirzepatida têm indicação pediátrica no DM2 na ANVISA. A SBP não tem documento específico de DM2 pediátrico; suas orientações estão no manual de obesidade e na nota técnica sobre agonistas de GLP-1. Oxford e Cambridge seguem o NICE.
- Rastreie a partir dos 10 anos ou da puberdade quem tem IMC escore-z > +1 e fatores de risco: HbA1c, glicemia de jejum ou TOTG, a cada 2–3 anos (anual se risco crescente).
- Diabetes confirmado: autoanticorpos em todos antes de chamar de tipo 2.
- HbA1c < 8,5% sem cetose: metformina (500 mg/dia, até 2.000 mg/dia) com estilo de vida; ≥ 8,5%: insulina basal 0,25–0,5 U/kg com metformina.
- Sem meta em 3 meses: agonista de GLP-1 ou inibidor de SGLT2, dentro das indicações da ANVISA (liraglutida e tirzepatida no DM2 ≥ 10 anos).
- PA, lipídios, albuminúria, ALT, retina, sono, SOP e saúde mental desde o diagnóstico.
- DM2 também abre com cetoacidose ou estado hiperosmolar: vômitos, taquipneia ou sonolência = pronto-socorro.
Veja também, nesta Biblioteca: Obesidade e risco cardiometabólico e Sopro, dor torácica e hipertensão (Patologias do consultório); "Canetas emagrecedoras" (agonistas de GLP-1) em crianças e adolescentes e Ambientes alimentares e saúde de crianças e adolescentes (Temas atualizados pela SBP); Diabetes tipo 1 — diagnóstico e manejo ambulatorial; Cetoacidose diabética.
8.Fontes
- ISPAD. Shah AS et al. Clinical Practice Consensus Guidelines 2024 — Type 2 diabetes in children and adolescents. Horm Res Paediatr 2024. PDF
- ISPAD. Clinical Practice Consensus Guidelines 2022 — Diabetes tipo 2 em crianças e adolescentes (cap. 3, português). PDF; Complicações micro e macrovasculares (cap. 18). PDF
- NICE. NG18 — Diabetes (type 1 and type 2) in children and young people, atualizado em 2025. nice.org.uk; PDF
- Sociedade Brasileira de Pediatria, Departamento de Endocrinologia. Documentos científicos (inclui NT nº 63, 2026, sobre agonistas de GLP-1). sbp.com.br
- American Diabetes Association. Standards of Care in Diabetes 2026, seção 14 — Children and Adolescents (página não acessível para leitura; critérios de rastreio equivalentes aos da ISPAD).
- Documentos desta Biblioteca usados para consistência: Obesidade e risco cardiometabólico (SBP 2019, AAP 2023, NICE NG246, AEP 2023, CFM 2025) e "Canetas emagrecedoras" (SBP NT nº 63, ANVISA, SIEDP/SIP/SICP 2023, Boston Children's OWL).
- Oxford Handbook of Paediatrics, 3ª ed., 2021 (obra de referência).