Gastroenterologia e hepatologia pediátrica · Intestino

Doença celíaca na criança e no adolescente

Formas clássica e não clássica, grupos de risco a rastrear, sorologia com IgA total, biópsia ou diagnóstico sem biópsia, dieta sem glúten, seguimento e crise celíaca, segundo SBP, PCDT do Ministério da Saúde 2025 e ESPGHAN 2020

Gravidade em semáforo (🟢 leve · 🟡 moderada · 🔴 grave), conduta ambulatorial e critérios para encaminhar ao especialista, ao pronto-socorro ou internar, com a comparação entre SBP/Ministério da Saúde e as referências internacionais (convergências e divergências). 📄 Baixar em PDF

Em resumo

A doença celíaca é uma enteropatia imunomediada pelo glúten (trigo, centeio e cevada), com prevalência de cerca de 0,9% na criança (PCDT 2025). Além da forma clássica (diarreia crônica, distensão, perda de peso), é comum a não clássica: baixa estatura, anemia ferropriva refratária, dor abdominal, constipação, atraso puberal, transaminases elevadas. Rastreie os sintomáticos e os grupos de risco (parentes de 1º grau, diabetes tipo 1, tireoidite autoimune, deficiência de IgA, síndromes de Down, Turner e Williams) com antitransglutaminase IgA (anti-tTG IgA) + IgA total, sempre com a criança comendo glúten — nunca retire o glúten antes de investigar. Sorologia positiva leva ao gastroenterologista pediátrico (🟡), que confirma por biópsia duodenal ou, em casos selecionados, pelo diagnóstico sem biópsia da ESPGHAN 2020 (anti-tTG IgA ≥ 10× o limite superior + antiendomísio positivo em 2ª amostra). O tratamento é a dieta sem glúten por toda a vida, com nutricionista e leitura de rótulos (Lei 10.674/2003); o pediatra acompanha crescimento, adesão e sorologia (🟢). Crise celíaca — diarreia com desidratação grave, distensão, edema, sangramento ou tetania — é pronto-socorro (🔴). O glúten é introduzido a partir dos 6 meses, sem atraso (SBP 2024).

1.O que é e como se apresenta

Definição: doença crônica do intestino delgado, imunomediada pelo glúten, em predispostos (HLA-DQ2/DQ8), com anticorpos (anti-tTG, antiendomísio — EMA, antigliadina deaminada — DGP) e atrofia de vilosidades com linfocitose intraepitelial (PCDT 2025; AEP 2023).

Formas clínicas (PCDT 2025; SBP 2024):

  • Clássica (intestinal): típica entre 6 e 24 meses — diarreia crônica com fezes volumosas e fétidas, distensão, vômitos, hiporexia, perda de peso, atrofia glútea, irritabilidade ou apatia, anemia.
  • Não clássica (extraintestinal): escolar e adolescente — baixa estatura (às vezes o único sinal), anemia ferropriva refratária, deficiência de folato ou B12, dor abdominal, constipação, atraso puberal, aftas recorrentes, defeitos do esmalte, transaminases elevadas, osteopenia, artralgia, fadiga, epilepsia com calcificações occipitais. Dermatite herpetiforme: vesículas pruriginosas em cotovelos, joelhos e nádegas.
  • Assintomática: achada no rastreamento. Potencial: anticorpos positivos com mucosa normal (Marsh 0–1), seguida pelo especialista.

Grupos de risco (rastrear mesmo sem sintomas — SBP 2024; PCDT 2025; ESPGHAN 2020):

  • Parentes de 1º grau de celíaco (risco de cerca de 10%; AEP 2023).
  • Diabetes tipo 1, tireoidite autoimune (Hashimoto, Graves), hepatite autoimune e outras doenças autoimunes.
  • Deficiência seletiva de IgA.
  • Síndrome de Down, síndrome de Turner e síndrome de Williams.

Não confundir: alergia ao trigo (IgE, sintomas imediatos) e sensibilidade ao glúten não celíaca (sorologia e biópsia normais) não são doença celíaca (AEP 2023).

2.Classificação de gravidade

Gravidade Critérios clínicos Conduta
🟢 Leve Suspeita oligossintomática ou grupo de risco assintomático, crescendo bem; ou celíaco confirmado em dieta, crescendo, com sorologia em queda Pediatra pede anti-tTG IgA + IgA total sem retirar o glúten; no confirmado, segue crescimento, adesão e sorologia com especialista e nutricionista
🟡 Moderada Anti-tTG IgA positivo (qualquer título); sorologia negativa com forte suspeita (má absorção, baixa estatura, anemia sem outra causa); deficiência de IgA com sintomas; celíaco sem resposta à dieta Encaminhar ao gastroenterologista pediátrico, com prioridade se perda de peso, queda na curva, anemia importante ou lactente; manter o glúten
🔴 Grave Crise celíaca: desidratação grave ou choque, distensão importante (hipopotassemia), edema (hipoalbuminemia), sangramentos (vitamina K), tetania ou convulsão, letargia Pronto-socorro/hospital: hidratação venosa, eletrólitos, suporte nutricional, dieta sem glúten (PCDT 2025)

Fatores de risco que elevam a gravidade

  • Idade entre 6 e 24 meses com forma clássica e diagnóstico tardio (faixa da crise celíaca — PCDT 2025).
  • Infecção intestinal intercorrente, desnutrição, vômitos que impedem a hidratação oral.
  • Diabetes tipo 1, cardiopatia da síndrome de Down; má adesão ou família sem orientação.

3.Diagnóstico no consultório

O que é clínico: a suspeita — velocidade de crescimento, puberdade, palidez, distensão, glúteos, esmalte, aftas, pele.

Regra de ouro: não retirar o glúten antes de investigar. Sorologia e biópsia só valem com glúten na dieta (SBP 2023; PCDT 2025); o NICE pede glúten em mais de uma refeição por dia por 6 semanas antes do teste. Se a família já retirou o glúten, encaminhar ao especialista (prova de provocação).

Exames (SBP 2023; PCDT 2025):

Situação O que pedir Leitura
Toda suspeita e todo grupo de risco Anti-tTG IgA + IgA total (na mesma coleta) Anti-tTG IgA negativo com IgA normal torna a doença pouco provável
IgA total baixa (deficiência) Teste de classe IgG: DGP IgG, EMA IgG ou anti-tTG IgG Anti-tTG IgA é falso-negativo na deficiência de IgA (2–3% dos celíacos)
Menor de 2 anos Anti-tTG IgA + IgA total e DGP IgG (PCDT; DGP IgG incorporado ao SUS em 2023) A SBP (2023) também inclui DGP no menor de 2 anos
Anti-tTG IgA positivo Não pedir mais exames para "confirmar" nem iniciar dieta: encaminhar EMA, HLA e biópsia são decisão do especialista
  • HLA-DQ2/DQ8 não é triagem: serve para afastar a doença (até 30% da população é positiva — SBP 2023) e não está no SUS (PCDT 2025). "Testes de intolerância alimentar" por IgG não servem.

Confirmação — papel do gastroenterologista pediátrico:

  • Biópsia duodenal por endoscopia (≥ 6 fragmentos: 4 da 2ª porção e 2 do bulbo — PCDT 2025) é o padrão-ouro (SBP 2024; PCDT 2025).
  • Sem biópsia (ESPGHAN 2020): anti-tTG IgA ≥ 10× o limite superior + EMA IgA positivo em 2ª amostra, com concordância da família; HLA e sintomas não obrigatórios. A SBP (2024) a admite como exceção compartilhada com a família; a AEP exclui o DM1 assintomático; o PCDT 2025 mantém a biópsia como regra (dispensa só citada para parentes de 1º grau sintomáticos, ELISA ≥ 10× + EMA).
  • O site segue a SBP: o pediatra não fecha o diagnóstico nem inicia a dieta pela sorologia; a via é decisão do gastroenterologista pediátrico.

Repetir o rastreamento: no diabetes tipo 1, ao diagnóstico e com 2 e 5 anos de doença (Diabetes tipo 1 — diagnóstico e manejo ambulatorial, ISPAD 2022); nos demais grupos, SBP e PCDT não definem periodicidade — repetir diante de sintomas (NICE).

Diferencial que não pode passar: APLV e alergia ao trigo, giardíase, fibrose cística, doença inflamatória intestinal (VEO-IBD no lactente), imunodeficiências, baixa oferta alimentar; hipotireoidismo e deficiência de GH na baixa estatura (veja Diarreia persistente e crônica e síndromes de má absorção).

4.Tratamento e seguimento

Dieta sem glúten por toda a vida é o único tratamento (SBP 2024; PCDT 2025), mesmo na forma assintomática.

  • Excluir: trigo, centeio, cevada, malte, espelta e derivados. Arroz, milho, mandioca, batata, quinoa, carnes, ovos, leite, feijões, frutas e verduras são naturalmente sem glúten.
  • Aveia: só a certificada sem glúten, com cautela e monitoramento, pela contaminação frequente (SBP 2024).
  • Rótulos: a Lei 10.674/2003 obriga os alimentos industrializados a informar "contém glúten" ou "não contém glúten"; a lei não fixa limite de ppm (SBP 2024). Ler o rótulo a cada compra; embutidos e granel são armadilhas. Medicamentos com glúten trazem advertência (RDC 137/2003).
  • Contaminação cruzada: lavar utensílios com água e sabão basta; separar óleo de fritura e alimentos de passar (SBP 2024).
  • Escola: merenda sem glúten com declaração médica (Lei 12.982/2014), sem isolar a criança (SBP 2024).
  • Nutricionista em todos os casos: educação, fibras, cálcio, ferro, e alerta para ultraprocessados sem glúten ricos em açúcar e gordura (SBP 2024; PCDT 2025).
  • Lactose: restringir só com sintomas; a intolerância é transitória (SBP 2024; PCDT 2025).

Deficiências nutricionais — doses:

Medicamento Dose Intervalo Duração Observação e referência
Ferro elementar oral (anemia ferropriva confirmada) 3–6 mg/kg/dia 1 vez ao dia ou fracionado 3–6 meses ou até repor os estoques (Manual SBP 2024: 6 meses na celíaca) SBP 2026 (Diretriz nº 32), como no documento Anemia ferropriva; com a dieta sem glúten
Vitamina B12 (cianocobalamina) oral 1.000 mcg/dia 1 vez ao dia Até normalizar SBP 2024; deficiência grave ou sintomas neurológicos: via injetável, com o especialista
Vitamina D e cálcio Conforme deficiência — — Conduta do documento Cálcio, vitamina D e raquitismo do site; dosar 25(OH)D, cálcio, fósforo e fosfatase alcalina ao diagnóstico (SBP 2024)

Não usar: dieta sem glúten "de prova" antes do diagnóstico, ou sem doença celíaca confirmada (sem benefício — PCDT 2025); probióticos como tratamento (SBP 2024); corticoide fora do hospital.

Exames ao diagnóstico (PCDT 2025; SBP 2024): hemograma, ferritina, vitamina B12, folato, glicemia de jejum, TSH e T4 livre, TGO e TGP, cálcio, fósforo, fosfatase alcalina e 25(OH)D. Densitometria óssea: o Manual SBP 2024 recomenda avaliar a massa óssea ao diagnóstico, e o PCDT a inclui; a ESPGHAN não a indica de rotina na criança. O site segue a SBP. Transaminases que não normalizam com a dieta: investigar hepatite autoimune.

Seguimento (o pediatra junto com o especialista e o nutricionista):

  • Consultas a cada 3–6 meses no 1º ano e anuais depois da estabilização (PCDT 2025; a SBP não define frequência — segue-se o MS).
  • Anti-tTG IgA: aos 3, 6 e 12 meses de dieta e depois anualmente; deve cair progressivamente. Título que não cai ou volta a subir sugere transgressão ou contaminação (PCDT 2025). A sorologia isolada não prova adesão total (NICE).
  • Em cada consulta: crescimento, puberdade, sintomas, dieta; hemograma e ferritina conforme o caso; TSH periódico.
  • Biópsia de controle não é rotina (PCDT 2025); é decisão do especialista se sintomas ou anticorpos persistem apesar de boa adesão.
  • Sem resposta à dieta: revisar adesão (causa mais comum), depois intolerância à lactose, supercrescimento bacteriano, constipação (NICE; PCDT) — encaminhar (🟡).
  • Família: anti-tTG IgA + IgA total para pais e irmãos, mesmo assintomáticos.
  • Adolescente: risco de abandono; preparar a transição; grupos de apoio ajudam (PCDT 2025).
  • Vacinas: a doença celíaca não contraindica nenhuma vacina, inclusive as vivas; na síndrome de Down, siga Vacinação da criança e do adolescente com síndrome de Down.

Prevenção — introdução do glúten no lactente: o glúten pode ser introduzido a partir do 6º mês, junto com os demais alimentos, sem atrasar, inclusive em filhos de celíacos: não há associação clara entre a época de introdução e o risco (SBP, GPA nº 162/2024). A ESPGHAN (2016) admite 4 a 12 meses, sem grandes quantidades no início; o aleitamento não reduz o risco. O site segue a SBP.

5.Quando encaminhar ao pronto-socorro ou internar

  • Crise celíaca ou suspeita: desidratação grave ou choque, distensão acentuada (hipopotassemia), edema, desnutrição grave.
  • Sangramento (deficiência de vitamina K); tetania, convulsão ou arritmia (hipocalcemia, hipomagnesemia).
  • Letargia, hipoglicemia, vômitos incoercíveis; diabetes tipo 1 com hipoglicemias repetidas.

Como encaminhar

  1. Glicemia capilar na criança letárgica; avaliar perfusão.
  2. Desidratação grave ou choque: Plano C do documento Diarreia aguda e desidratação (venosa se houver acesso; senão, SRO por boca ou sonda até o transporte; esquema próprio no desnutrido grave).
  3. Oxigênio para manter SpO2 ≥ 94% no encaminhamento; decúbito lateral se vomitar. Convulsão: protocolo do site (≥ 5 minutos = estado de mal).
  4. SAMU (192) em choque, convulsão ou rebaixamento de consciência; contato prévio com o destino.
  5. Relatório: curva de crescimento, sintomas e relação com o glúten, sorologias, adesão à dieta. Sem diagnóstico prévio, a sorologia é colhida no hospital antes da dieta.

6.Orientações de retorno e sinais de alerta para a família

  • "Não tire o glúten antes de terminar os exames: sem glúten na dieta, o exame de sangue e a biópsia podem dar resultado falso."
  • "Confirmada a doença, a dieta sem glúten é para a vida toda. Pequenas quantidades repetidas já fazem mal, mesmo sem sintomas."
  • "Leia o rótulo de todo alimento industrializado, sempre, à procura de 'contém glúten'. Na dúvida, não ofereça."
  • "Avise a escola: a merenda sem glúten é um direito. Pais e irmãos devem fazer o exame de sangue."
  • Procurar o pronto-socorro se houver: diarreia muito intensa com sinais de desidratação (boca seca, pouca urina, olhos fundos, criança muito sonolenta ou irritada), barriga muito inchada e endurecida, inchaço nas pernas ou no rosto, sangramentos ou manchas roxas, câimbras ou mãos "travadas", convulsão, vômitos que não param.

7.Comparação com as referências

Item SBP Ministério da Saúde AAP NICE AEP Johns Hopkins Harvard Oxford / Cambridge
Quem rastrear Sintomáticos, parentes, DM1, autoimunes, Down, Turner, Williams Idem, mais deficiência de IgA Down: só se sintomático (2022) DM1, tireoide, parentes; considerar Down e Turner Lista da ESPGHAN 2020 Sem posição específica localizada Pais e irmãos Segue o NICE; Cambridge testa parentes
Exame inicial Anti-tTG IgA + IgA total Idem; EMA não recomendado Idem Idem; IgG se deficiência Anti-tTG IgA Sem posição específica localizada Idem Segue o NICE
Menor de 2 anos Incluir DGP DGP IgG Sem posição específica localizada Sem distinção DGP na deficiência de IgA Sem posição específica localizada Sem posição específica localizada Segue o NICE
Sem biópsia Exceção (≥ 10× + EMA) Biópsia como regra Sem posição específica localizada Especialista decide Aceita; exclui DM1 assintomático Sem posição específica localizada Sorologia e endoscopia Cambridge aceita
Seguimento Nutricionista; densitometria 3–6 meses no 1º ano, depois anual Sem posição específica localizada Revisão anual ESPGHAN 2022 Sem posição específica localizada 2, 6 e 12 meses, depois anual Cambridge: 3 e 9 meses, depois anual
Glúten no lactente A partir de 6 meses Sem posição específica localizada Sem posição específica localizada Não testar antes Época sem relação clara Sem posição específica localizada Sem posição específica localizada Segue o NICE

Leitura: há convergência sobre o exame inicial (anti-tTG IgA com IgA total, com glúten na dieta), os grupos de risco, a dieta por toda a vida com nutricionista e o seguimento sorológico. Divergências: (1) sem biópsia — ESPGHAN 2020, AEP e Cambridge aceitam (≥ 10× + EMA); a SBP como exceção do especialista; o PCDT mantém a biópsia como regra. (2) DGP IgG no menor de 2 anos: o PCDT e a SBP o incluem, e a ESPGHAN 2020 o desaconselha como teste inicial. (3) Síndrome de Down: a AAP 2022 testa só a criança sintomática, enquanto SBP, PCDT, NICE e AEP incluem a síndrome entre os grupos de rastreamento. (4) Densitometria: recomendada pela SBP e pelo PCDT ao diagnóstico, não de rotina pela ESPGHAN. O site adota a SBP: rastrear os grupos de risco (inclusive Down) sem sintomas, encaminhar toda sorologia positiva ao gastroenterologista pediátrico e introduzir o glúten a partir de 6 meses; onde a SBP é omissa (frequência do seguimento), segue o PCDT.

Pontos práticos
  1. Pense em doença celíaca na baixa estatura, na anemia refratária ao ferro, na dor abdominal e nas transaminases elevadas — não só na diarreia.
  2. Peça sempre anti-tTG IgA com IgA total, e nunca retire o glúten antes do diagnóstico.
  3. Rastreie parentes de 1º grau, diabetes tipo 1, tireoidite, deficiência de IgA e síndromes de Down, Turner e Williams, mesmo sem sintomas.
  4. Sorologia positiva vai ao gastroenterologista pediátrico: biópsia ou diagnóstico sem biópsia (≥ 10× + EMA) é decisão dele, com a família.
  5. Dieta sem glúten para a vida toda, com nutricionista, leitura de rótulos e anti-tTG IgA em 3, 6 e 12 meses e depois anual.
  6. Diarreia com desidratação, distensão, edema, sangramento ou tetania: crise celíaca, pronto-socorro.

Veja também, nesta Biblioteca: Diarreia persistente e crônica e síndromes de má absorção (nesta área); Anemia ferropriva, Dor abdominal crônica e distúrbios funcionais e Baixa estatura (Patologias do consultório); Diabetes tipo 1 — diagnóstico e manejo ambulatorial (Endocrinologia); Vacinação da criança e do adolescente com síndrome de Down (Imunizações).

8.Fontes

  • Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Doença Celíaca — Portaria Conjunta SAES/SECTICS nº 8, de 23 de junho de 2025. gov.br/saude
  • Sociedade Brasileira de Pediatria, Departamentos de Gastroenterologia e de Hepatologia. Exames complementares mais comuns na prática clínica da Gastroenterologia e Hepatologia Pediátricas (Guia Prático de Atualização nº 45), 2023. PDF
  • Sociedade Brasileira de Pediatria. Manual de Aspectos Nutricionais em Situações Especiais na Infância e Adolescência — capítulo 8, Alimentação da criança celíaca, 2024. PDF
  • Sociedade Brasileira de Pediatria. Alimentação complementar para o lactente saudável (Guia Prático de Atualização nº 162), 2024. PDF
  • Husby S et al. European Society Paediatric Gastroenterology, Hepatology and Nutrition Guidelines for Diagnosing Coeliac Disease 2020. J Pediatr Gastroenterol Nutr, 2020. Europe PMC
  • Szajewska H et al. Gluten Introduction and the Risk of Coeliac Disease — ESPGHAN Position Paper. J Pediatr Gastroenterol Nutr, 2016. Europe PMC
  • National Institute for Health and Care Excellence. Coeliac disease — recognition, assessment and management (NG20), 2015. nice.org.uk
  • Asociación Española de Pediatría / SEGHNP. Donat Aliaga E, Polanco Allué I, Ribes-Koninckx C. Trastornos asociados al gluten. Protocolos diagnósticos y terapéuticos en Gastroenterología, Hepatología y Nutrición Pediátrica, 2023. PDF
  • American Academy of Pediatrics. Bull MJ et al. Health Supervision for Children and Adolescents With Down Syndrome. Pediatrics, 2022. PDF
  • Boston Children's Hospital (Harvard). Celiac Disease Program — New patient guide to care, 2022. PDF
  • Cambridge University Hospitals (Addenbrooke's). Coeliac disease information for those attending the paediatric coeliac disease clinic, 2023. cuh.nhs.uk