Gastroenterologia e hepatologia pediátrica · Esôfago e estômago

Esofagite eosinofílica e disfagia na criança

Da suspeita clínica por idade à endoscopia com biópsias, com IBP, corticoide deglutido, dietas de eliminação e dupilumabe, e a impactação alimentar como urgência endoscópica, segundo o Consenso Brasileiro SBP/ASBAI 2026

Gravidade em semáforo (🟢 leve · 🟡 moderada · 🔴 grave), conduta ambulatorial e critérios para encaminhar ao especialista, ao pronto-socorro ou internar, com a comparação entre SBP/Ministério da Saúde e as referências internacionais (convergências e divergências). 📄 Baixar em PDF

Em resumo

A esofagite eosinofílica (EoE) é uma doença crônica, imunomediada, definida por sintomas de disfunção esofágica e ≥ 15 eosinófilos por campo de grande aumento em pelo menos uma biópsia, excluídas outras causas (Consenso SBP/ASBAI 2026). No lactente e no pré-escolar o quadro é inespecífico e lembra o refluxo: vômitos, recusa alimentar, dificuldade de progredir para sólidos e baixo ganho de peso. No escolar e no adolescente predominam disfagia, engasgos e impactação alimentar, muitas vezes disfarçados por comportamentos adaptativos (come devagar, corta em pedaços pequenos, bebe água a cada garfada). A maioria é atópica. O diagnóstico exige endoscopia com ≥ 6 biópsias em ≥ 2 níveis, feita sem IBP por 3–4 semanas. O pediatra suspeita, avalia o crescimento e encaminha ao gastroenterologista pediátrico — com prioridade (🟡) se há disfagia, impactação prévia ou baixo ganho —, sem iniciar dieta de exclusão nem pedir testes alérgicos para escolher alimentos. O tratamento tem três opções equivalentes — IBP, corticoide deglutido ou dieta de eliminação —, com endoscopia de controle e manutenção prolongada. Alimento parado no esôfago é urgência endoscópica (🔴): pronto-socorro com endoscopia pediátrica, sem oferecer comida ou líquido se a criança não engole a saliva.

1.O que é e como se apresenta

Definição (SBP/ASBAI 2026, recomendação 1): doença esofágica crônica, imunomediada, com sintomas de disfunção esofágica e ≥ 15 eosinófilos/campo de grande aumento (ou 60/mm²) em pelo menos uma biópsia, na ausência de outras causas de eosinofilia esofágica. A antiga "eosinofilia esofágica responsiva a IBP" é hoje considerada EoE, e não é preciso excluir a DRGE para o diagnóstico: as duas podem coexistir e uma agrava a outra (SBP/ASBAI 2026).

Mecanismo e epidemiologia: inflamação do tipo 2, desencadeada sobretudo por alimentos (o leite de vaca é o gatilho mais frequente). Predomina no sexo masculino; 60–80% são atópicos; há forte agregação familiar (SBP/ASBAI 2026). Sem tratamento, a doença evolui do padrão inflamatório para o fibroestenótico, com anéis e estenose. Não é pré-maligna.

Apresentação por idade (SBP/ASBAI 2026; ESPGHAN 2024):

Idade Manifestações mais comuns
Lactente e pré-escolar Vômitos e regurgitação refratários às medidas do refluxo, recusa alimentar, dificuldade de progredir para sólidos, baixo ganho de peso
Escolar Dor epigástrica, vômitos, pirose, engasgos, alimentação lenta, disfagia
Adolescente Disfagia para sólidos (carne, pão, arroz), impactação alimentar, dor torácica ao engolir, pirose

Comportamentos adaptativos a perguntar (SBP/ASBAI 2026): comer muito devagar, cortar em pedaços pequenos, mastigar demais, beber líquido a cada garfada, evitar carnes e pães. A doença aumenta ansiedade e depressão, e a dificuldade alimentar pode persistir após o controle da inflamação.

2.Classificação de gravidade

Gravidade Critérios clínicos Conduta
🟢 Leve EoE já diagnosticada, em remissão e em manutenção, crescendo bem; ou sintomas leves e intermitentes em criança atópica, com crescimento e alimentação preservados Pediatra acompanha com o gastroenterologista (adesão, crescimento, nutrição, corticoide total); caso novo → encaminhamento eletivo ao gastroenterologista pediátrico
🟡 Moderada Disfagia recorrente; impactação prévia resolvida espontaneamente; vômitos ou recusa alimentar com baixo ganho ou perda de peso; comportamentos adaptativos marcados; sintomas que voltam apesar do tratamento Encaminhar com prioridade ao gastroenterologista pediátrico (endoscopia com biópsias)
🔴 Grave Impactação alimentar atual (alimento "parado", sialorreia, não consegue engolir a saliva, dor cervical ou torácica, regurgitação de tudo o que ingere); suspeita de perfuração (dor torácica intensa, febre, enfisema subcutâneo após impactação); hematêmese; desidratação; desconforto respiratório Pronto-socorro com endoscopia pediátrica — urgência endoscópica; emergência quando não engole a saliva (NASPGHAN 2015)

Fatores de risco que elevam a gravidade

  • Disfagia de longa evolução sem diagnóstico e interrupção do tratamento: o risco de estenose aumenta a cada ano sem controle (SBP/ASBAI 2026).
  • Impactação prévia, estenose ou anéis já documentados; fenótipo fibroestenótico.
  • Atresia de esôfago operada, história familiar de EoE, doença do tecido conjuntivo (ESPGHAN 2024).
  • Lactente com baixo ganho; dieta restritiva sem nutricionista; múltiplas alergias alimentares.
  • Asma grave ou dermatite atópica de difícil controle.

3.Diagnóstico no consultório

O diagnóstico não é clínico: depende da endoscopia com biópsias. O pediatra suspeita e encaminha bem preparado.

Na consulta:

  • Anamnese alimentar dirigida (texturas, tempo de refeição, alimentos evitados, episódios de alimento "entalado"); curva de peso e estatura; atopia pessoal e familiar; atresia de esôfago.
  • Questionário PEESS (validado em português) para medir sintomas (SBP/ASBAI 2026).

Exames e o que evitar (SBP/ASBAI 2026):

Situação Conduta
Endoscopia diagnóstica ≥ 6 biópsias em ≥ 2 níveis do esôfago, mesmo com mucosa de aspecto normal (até cerca de 30% dos casos); na primeira endoscopia, também biópsias gástricas e duodenais
IBP em uso Suspender por 3–4 semanas antes da endoscopia diagnóstica (recomendação 16): o IBP pode normalizar a histologia e esconder a doença
Disfagia Esofagograma baritado para estenoses leves que a endoscopia não detecta (recomendação 21)
Sintomas de refluxo persistentes após remissão pH-impedanciometria quando disponível (especialista)
Testes alérgicos (IgE específica, prick, patch) Não usar para escolher a dieta (recomendação 29); indicados apenas para investigar alergia IgE mediada associada
Hemograma Eosinofilia periférica não faz nem exclui o diagnóstico

Diagnóstico diferencial que não pode passar:

  • DRGE — quadro igual no lactente; pense em EoE se não melhora com as medidas do refluxo, tem baixo ganho ou atopia importante (ver "Vômitos no lactente, refluxo fisiológico e DRGE").
  • Alergia à proteína do leite de vaca e FPIES crônica (ver os documentos de APLV).
  • Outras eosinofilias esofágicas: gastroenterite eosinofílica, Crohn, esofagite infecciosa, acalasia, doenças do tecido conjuntivo, vasculites, síndrome hipereosinofílica (SBP/ASBAI 2026).
  • Corpo estranho e bateria de botão (ver "Acidentes domésticos"), estenose cáustica, estenose da anastomose na atresia de esôfago, anel vascular.
  • Disfagia neurológica (ver "Pneumonia aspirativa e disfagia").
  • TARE e "criança que não come", que podem coexistir com a EoE.

4.Tratamento e seguimento

Metas (SBP/ASBAI 2026): remissão clínica, endoscópica e histológica, crescimento e desenvolvimento normais e prevenção da estenose. Os sintomas não se correlacionam com a histologia: a resposta é confirmada por biópsia.

Primeira linha — três opções equivalentes, escolhidas em decisão compartilhada pelo custo, disponibilidade, conveniência e segurança; começar com uma só e reavaliar por endoscopia (SBP/ASBAI 2026, recomendações 27–28 e 43):

  1. IBP em dose alta, duas vezes ao dia.
  2. Corticoide tópico deglutido (budesonida viscosa ou fluticasona deglutida) — no Brasil, só em formulação manipulada.
  3. Dieta de eliminação empírica, sempre com nutricionista.

Dietas de eliminação (SBP/ASBAI 2026, recomendações 29–33):

  • Estratégia escalonada, começando pela exclusão isolada do leite de vaca (1 alimento): eficácia histológica semelhante à de 4 alimentos.
  • Sem resposta: ampliar para 2 alimentos (leite e trigo) e 4 alimentos (leite, trigo, ovo e soja/leguminosas); a dieta de 6 alimentos (leite, trigo, ovo, soja, oleaginosas/amendoim, peixes e frutos do mar) é pouco usada.
  • Dieta elementar (fórmula de aminoácidos): remissão em cerca de 90%, mas cara e pouco palatável — refratários e crianças com gastrostomia.
  • Reintrodução guiada por endoscopia; alimento excluído por longo tempo pode causar reação IgE mediada na volta — avaliar com o alergista. Riscos: deficiências nutricionais, impacto social e TARE.

Medicamentos (doses):

Medicamento Dose Intervalo Duração Observação e referência
Omeprazol ou esomeprazol (indução) 1 mg/kg/dose, máx. 40 mg/dose (1–2 mg/kg/dose em sintomas graves ou estenose: máx. 60 mg/dia de 4 a 10 anos e 80 mg/dia de 11 a 18 anos) 12/12 h, 30 min antes das refeições 8–12 semanas, depois endoscopia SBP/ASBAI 2026 (recomendação 34 e tabela 3); ESPGHAN 2024
IBP (manutenção, se respondeu) 1 mg/kg/dia; máx. 30 mg/dia de 4 a 10 anos (ESPGHAN: 0,5–1 mg/kg/dia) e 40 mg/dia de 11 a 18 anos 1x/dia Prolongada SBP/ASBAI 2026 (recomendações 35–36 e tabela 3); ESPGHAN 2024 (tabela 5); remissão mantida em ~70% em 1 ano
Budesonida viscosa deglutida (manipulada) 1–3 anos 0,5 mg; 4–18 anos 1 mg 12/12 h 8–12 semanas; manutenção com metade da dose SBP/ASBAI 2026 (tabela 3; ESPGHAN 2024: 1 mg 1x/dia de 4 a 10 anos); veículo mucoadesivo (goma xantana)
Fluticasona (propionato) deglutida, spray sem espaçador 1–3 anos 88–250 mcg 1x/dia; 4–10 anos 250 mcg 12/12 h; 11–18 anos 500 mcg 12/12 h Conforme idade 8–12 semanas; manutenção 44–125, 250–500 e 500 mcg/dia, respectivamente SBP/ASBAI 2026 (tabela 3)
Dupilumabe (SC) 15 a < 30 kg: 200 mg; 30 a < 40 kg: 300 mg a cada 2 semanas; ≥ 40 kg: 300 mg semanal Conforme peso Contínuo SBP/ASBAI 2026 (recomendação 48); Anvisa: ≥ 1 ano e ≥ 15 kg (11/2024); especialista
Nistatina oral Conforme bula Conforme bula Conforme bula Candidíase oral ou esofágica pelo corticoide tópico (2–15%)

Corticoide deglutido (SBP/ASBAI 2026): jejum de 30–60 minutos depois; budesonida engolida devagar; fluticasona borrifada na boca e engolida, sem espaçador. Somar a carga total de corticoide (inalatório, nasal, cutâneo).

Segunda linha e situações especiais (especialista):

  • Associação de opções só após falha documentada da monoterapia (recomendação 43).
  • Dupilumabe — único biológico com evidência pediátrica; Anvisa: EoE a partir de 1 ano e 15 kg (ampliação de 11/11/2024). Escolha após falha (recomendação 46); antes, em asma grave ou dermatite atópica de difícil controle associadas. Não incorporado ao SUS para EoE.
  • Corticoide sistêmico por curto período (2–4 semanas) na doença estenosante quando a dilatação não é acessível (recomendação 42; ESPGHAN 2024) — esquema do especialista.
  • Dilatação endoscópica na estenose, sempre com tratamento anti-inflamatório.

O que não fazer:

  • Dieta de exclusão "por conta" do pediatra ou da família, ou guiada por IgE, prick ou patch test.
  • IBP empírico prolongado antes da endoscopia (mascara a histologia).
  • Suspender o tratamento quando os sintomas melhoram; domperidona, metoclopramida ou bromoprida.

Seguimento (SBP/ASBAI 2026, recomendações 49–54):

  • Endoscopia com biópsias 8–12 semanas após o início e após cada mudança de tratamento.
  • Remissão histológica → manutenção sem prazo definido para suspender; reavaliação clínica 12–18 meses após a última endoscopia; nova endoscopia caso a caso e sempre que os sintomas voltarem.
  • Pediatra: crescimento, adesão, candidíase, qualidade da dieta (cálcio, vitamina D e ferro), apoio psicológico, vacinação em dia; transição para o serviço de adultos.

5.Quando encaminhar ao pronto-socorro ou internar

  • Impactação alimentar: alimento parado no esôfago, com sialorreia, incapacidade de engolir a saliva, ânsia, regurgitação de tudo que ingere, dor cervical ou torácica.
  • Dor torácica intensa, febre, enfisema subcutâneo ou piora do estado geral após impactação ou dilatação (perfuração).
  • Hematêmese; desidratação por vômitos ou recusa total de líquidos.
  • Engasgo com desconforto respiratório ou estridor.
  • Suspeita de bateria de botão ou de dois ou mais ímãs — conduta de "Acidentes domésticos".

Como encaminhar

  1. Pronto-socorro com endoscopia pediátrica — impactação é urgência endoscópica; emergência quando a criança não consegue engolir a saliva (NASPGHAN 2015). Contato prévio com o serviço.
  2. Jejum: nada de comida ou líquido "para empurrar"; não provocar vômito.
  3. Criança sentada, inclinada para a frente, cuspindo a saliva; aspirar a orofaringe se necessário.
  4. Desconforto respiratório: oxigênio para manter SpO2 ≥ 94% e SAMU (192).
  5. Não atrasar a endoscopia com medicamentos: glucagon não é recomendado de rotina (NASPGHAN 2015).
  6. Relatório (alimento, horário, episódios prévios, atopia, tratamentos) e pedido de biópsias do esôfago na retirada (NASPGHAN 2015), com retorno ao gastroenterologista pediátrico.

6.Orientações de retorno e sinais de alerta para a família

  • "O controle é confirmado pela endoscopia com biópsia, não só pelos sintomas: mesmo melhor, a criança faz os exames combinados."
  • "Não retire alimentos por conta própria. A dieta é feita com o médico e a nutricionista, um passo de cada vez."
  • "Não pare o remédio quando os sintomas melhorarem: a doença volta e pode estreitar o esôfago."
  • Procurar o pronto-socorro se houver: comida que "entalou" e não desce, baba, não consegue engolir a saliva, dor forte no peito ou no pescoço, vômito com sangue, falta de ar.

7.Comparação com as referências

Item SBP Ministério da Saúde AAP NICE AEP Johns Hopkins Harvard Oxford / Cambridge
Definição e diagnóstico Sintomas + ≥ 15 eos/CGA; ≥ 6 biópsias; sem IBP 3–4 semanas Sem PCDT de EoE Endoscopia com biópsias (HealthyChildren 2025) Sem diretriz clínica de EoE Sintomas + ≥ 15 eos/CGA (SEGHNP 2020) Sem posição específica localizada Programa multidisciplinar; sem diretriz própria Segue o NICE
IBP 1 mg/kg/dose 12/12 h (máx. 40 mg/dose); manutenção 1x/dia Sem posição Opção de tratamento — 1 mg/kg/dose 12/12 h (máx. 40 mg); manutenção 1 mg/kg/dia Sem posição específica localizada Opção, isolado ou com corticoide Segue o NICE
Corticoide deglutido Budesonida 0,5–1 mg 12/12 h ou fluticasona; manipulados Sem posição Budesonida ou fluticasona Budesonida orodispersível só para adultos (TA708) Budesonida 0,5 mg 12/12 h até 10 anos, 1 mg acima Sem posição específica localizada Corticoide tópico Segue o NICE
Dieta Escalonada a partir do leite; nunca guiada por testes Sem posição Eliminação de leite, soja, trigo, ovo, frutos do mar, oleaginosas — 2 alimentos (leite, trigo) → 4 → 6 Sem posição específica localizada Guiada por testes, empírica ou elementar Segue o NICE
Dupilumabe Após falha; antes em atopia grave; Anvisa ≥ 1 ano e ≥ 15 kg Não incorporado ao SUS; sem avaliação da Conitec Biológicos em casos difíceis TA938 encerrada sem recomendação (2023) Anterior ao registro Sem posição específica localizada Não citado Segue o NICE
Seguimento Endoscopia 8–12 semanas após cada mudança; manutenção sem prazo Sem posição Doença crônica — Endoscopia 8–12 semanas Sem posição específica localizada — Segue o NICE

Leitura: SBP/ASBAI 2026, ESPGHAN 2024 e SEGHNP/AEP 2020 concordam no diagnóstico histológico (≥ 15 eosinófilos, biópsias múltiplas), nas três opções de primeira linha e na endoscopia de controle em 8–12 semanas. Dieta inicial: a SBP começa só pelo leite; a AEP (2020) começa por leite e trigo; a página do Boston Children's (Harvard) ainda cita dieta guiada por testes alérgicos, que a SBP rejeita. Budesonida: a SBP usa 1 mg 12/12 h a partir de 4 anos; a AEP, 0,5 mg até 10 anos. Dupilumabe: registrado na Anvisa a partir de 1 ano e 15 kg, mas sem incorporação ao SUS nem PCDT do Ministério da Saúde; o NICE encerrou sua avaliação sem recomendação e não tem diretriz clínica de EoE (Oxford e Cambridge seguem o NICE). A impactação alimentar como urgência endoscópica, com biópsias na retirada, segue a NASPGHAN (2015), já que SBP e MS não detalham a conduta. O site adota a posição da SBP (Consenso SBP/ASBAI 2026).

Pontos práticos
  1. Lactente com "refluxo" refratário e baixo ganho, ou escolar que bebe água a cada garfada: pense em EoE, sobretudo se atópico.
  2. O diagnóstico é por endoscopia com ≥ 6 biópsias em ≥ 2 níveis, sem IBP por 3–4 semanas.
  3. Não peça IgE, prick ou patch para montar a dieta; a dieta começa pelo leite de vaca, com nutricionista.
  4. IBP 1 mg/kg/dose 12/12 h, corticoide deglutido em jejum e sem espaçador, ou dieta: uma opção por vez, com endoscopia de controle.
  5. Dupilumabe: Anvisa a partir de 1 ano e 15 kg, após falha; fora do SUS para EoE.
  6. Alimento entalado é urgência endoscópica: pronto-socorro em jejum, sem "empurrar" com comida ou líquido; peça biópsias na retirada.

Veja também, nesta Biblioteca: Esofagite eosinofílica — Consenso Brasileiro SBP/ASBAI (Temas atualizados pela SBP); Vômitos no lactente, refluxo fisiológico e DRGE, Alergia à proteína do leite de vaca, A criança que não come e Acidentes domésticos (Patologias do consultório); Alergia Alimentar e APLV (Alergia); Pneumonia aspirativa e disfagia (Pneumologia).

8.Fontes

  • Sociedade Brasileira de Pediatria e Associação Brasileira de Alergia e Imunologia. Ferreira CT et al. Consenso Brasileiro de Esofagite Eosinofílica. Arq Asma Alerg Imunol, 2026. PDF
  • ESPGHAN. Amil-Dias J, Oliva S, Papadopoulou A et al. Eosinophilic esophagitis in children — an update. J Pediatr Gastroenterol Nutr, 2024. PDF
  • AEP/SEGHNP. Gutiérrez-Junquera C et al. Recomendaciones para el diagnóstico y manejo práctico de la esofagitis eosinofílica pediátrica. An Pediatr, 2020. analesdepediatria.org
  • Anvisa. Dupixent (dupilumabe): ampliação de uso — esofagite eosinofílica a partir de 1 ano e 15 kg, 2024. gov.br/anvisa
  • NatJus-DF (TJDFT). Nota técnica — dupilumabe na esofagite eosinofílica (ausência de PCDT e de avaliação da Conitec), 2024. PDF
  • NICE. TA938 — Dupilumab for treating eosinophilic oesophagitis in people 12 years and over (terminated appraisal), 2023. nice.org.uk
  • NICE. TA708 — Budesonide orodispersible tablet for inducing remission of eosinophilic oesophagitis, 2021. nice.org.uk
  • American Academy of Pediatrics. Eosinophilic Esophagitis (EoE) in Children, HealthyChildren.org, 2025. healthychildren.org
  • Boston Children's Hospital (Harvard). Eosinophilic Esophagitis in Children. childrenshospital.org
  • NASPGHAN Endoscopy Committee. Kramer RE et al. Management of Ingested Foreign Bodies in Children (impactação alimentar), J Pediatr Gastroenterol Nutr, 2015. PubMed