Genética médica pediátrica · Síndromes frequentes

Síndrome de Down — cuidado integral da criança e do adolescente pelo pediatra

Diagnóstico, comunicação, cariótipo, rastreios por idade, estimulação, escola, puberdade e transição, segundo SBP 2023, MS 2013 e AAP 2022

Gravidade em semáforo (🟢 leve · 🟡 moderada · 🔴 grave), conduta ambulatorial e critérios para encaminhar ao especialista, ao pronto-socorro ou internar, com a comparação entre SBP/Ministério da Saúde e as referências internacionais (convergências e divergências). 📄 Baixar em PDF

Em resumo

A síndrome de Down (trissomia 21) é a causa genética mais comum de deficiência intelectual, e o diagnóstico é clínico desde o nascimento; o cariótipo confirma e é indispensável para o aconselhamento genético: na translocação pede-se o cariótipo dos pais (SBP 2023). Após o diagnóstico: ecocardiograma (na maternidade ou agendado para a alta), hemograma (transtorno mieloproliferativo transitório, policitemia, leucemia) e TSH pela triagem neonatal; depois, um calendário de rastreios por idade (tireoide, sangue, audição, visão, celíaca, sono, coluna, curvas específicas) e estimulação precoce assim que a saúde permitir. Notificação compulsória na DNV. Seguimento pelo pediatra (🟢); rastreio alterado, ao especialista (🟡). Vão ao pronto-socorro (🔴): sinais de compressão medular, desconforto respiratório ou SpO2 < 92%, insuficiência cardíaca, vômitos biliosos ou distensão no recém-nascido, hemograma com blastos ou citopenias, e suspeita de espasmos epilépticos.

1.O que é e como se apresenta

Genética (SBP 2023; AAP 2022):

Mecanismo Frequência Cariótipo Risco de recorrência
Trissomia livre (não disjunção, em geral meiótica materna) ~95% 47,XX,+21 ou 47,XY,+21 Casual; cresce com a idade materna
Translocação robertsoniana (14, 21 ou 22) 3–4% Ex.: 46,XY,t(14;21) Desprezível com pais normais (~2/3 dos casos); genitor portador equilibrado da t(14;21): risco empírico de Down de 10–15% (mãe) e 2–5% (pai) (NHS GeNotes 2025); em embriões de FIV, 43% (mãe) e 28% (pai) desequilibrados (Bint 2011, citado pela SBP 2023); 100% na t(21;21)
Mosaicismo 1–2% mos 47,+21/46 Desprezível; fenótipo pode ser atenuado

Fenótipo. Dos 10 sinais de Hall (perfil achatado, Moro diminuído, hipotonia, hiperflexibilidade, fendas oblíquas, pele redundante na nuca, orelhas pequenas, prega palmar única, displasia da falange média do 5º dedo e da pelve), todo recém-nascido com Down tem pelo menos 4 (SBP 2023); na dúvida, chamar o geneticista.

O que é mais frequente (SBP 2023; AAP 2022): deficiência intelectual (100%, em geral leve a moderada); perda auditiva (~75%); alterações visuais (60–80%); cardiopatia (40–50%: DSAV, CIV, CIA); apneia do sono (50–79%); tireoidopatia (~50% até o fim da infância); disfagia; atresia duodenal e Hirschsprung; transtorno mieloproliferativo transitório (TMD) em ~10% dos recém-nascidos e leucemia em ~1%; doença celíaca (1–5%); espasmos epilépticos; autismo (7–19%); instabilidade atlantoaxial sintomática em 1–2%; mais infecções e autoimunidade.

2.Classificação de gravidade

Gravidade Critérios clínicos Conduta
🟢 Leve Criança estável, com rastreios da idade em dia e normais; cardiopatia já acompanhada e compensada; desenvolvimento acompanhado em estimulação Seguimento pelo pediatra: puericultura no calendário SBP, rastreios por idade, curvas específicas, vacinas, estimulação, escola, orientação à família
🟡 Moderada Rastreio alterado: TSH elevado, hemograma alterado sem sinal de gravidade, falha auditiva, alteração visual ou reflexo vermelho alterado, anti-tTG IgA positivo, distância atlas-áxis > 5 mm, ronco e pausas, ganho de peso ruim ou obesidade, tosse ou engasgo às mamadas; cariótipo com translocação; perda de habilidades ou mudança de comportamento sem sinal neurológico agudo Encaminhar ao especialista da área, com prioridade se houver repercussão; aconselhamento genético a toda família
🔴 Grave Sinais de compressão medular (dor cervical, torcicolo, inclinação da cabeça, piora da marcha, quedas, fraqueza, espasticidade, hiper-reflexia, perda do controle urinário ou fecal); insuficiência cardíaca ou cianose; desconforto respiratório ou SpO2 < 92%; recém-nascido com vômitos biliosos, distensão ou sem eliminar mecônio; hemograma com blastos, leucocitose acentuada ou citopenias, hepatoesplenomegalia, derrames; suspeita de espasmos epilépticos Pronto-socorro ou hospital com o especialista (ver "Quando encaminhar")

Fatores de risco que elevam a gravidade

  • Shunt grande não corrigido: hipertensão pulmonar mais precoce no Down.
  • Idade < 2 anos, prematuridade, disfagia com aspiração, apneia grave, obesidade; TMD neonatal.
  • Anestesia e intubação (via aérea estreita, coluna cervical).

3.Diagnóstico no consultório

Diagnóstico clínico, confirmação por cariótipo. Para a SBP (2023), o cariótipo não é obrigatório para o diagnóstico, mas é sempre pedido para confirmar e aconselhar; não prediz o desenvolvimento. Na translocação, pedir o cariótipo dos pais e, se um for portador, dos parentes; abortos repetidos ou outro caso na família sugerem translocação. Com cariótipo normal e suspeita forte: mais células ou microarray (SBP 2023).

Comunicação do diagnóstico (SBP 2023), conforme Comunicação de notícias difíceis em pediatria:

  • Aos dois pais juntos, em local reservado, com tempo, depois que puderam ver, acariciar e amamentar o bebê.
  • Parabenizar, chamar a criança pelo nome, mostrar os sinais, explicar a causa com simplicidade (alivia a culpa) e dizer que a família não estará sozinha.

Notificação. A síndrome de Down é anomalia congênita de notificação obrigatória (compulsória) na DNV (Portaria GM/MS nº 10.175/2026), campos 6 e 41, pelo diagnóstico clínico, sem esperar o cariótipo.

Calendário de rastreios por idade (SBP 2023):

Rastreio Recém-nascido Até 2 anos 2 a 9 anos Adolescente (10–19 anos)
Ecocardiograma Na maternidade ou agendado para a alta, mesmo sem sopro; se normal, não repetir Cardiologista se cardiopatia — Conforme o cardiologista
Hemograma Ao diagnóstico (TMD, policitemia, leucemia) 6 e 12 meses Anual Anual
TSH (e T4 livre) Teste do pezinho 6 e 12 meses Anual Anual
Audição Triagem auditiva neonatal A cada 6 meses até 3–4 anos (SBP, DC nº 160/2024) Anual Anual (DC 160/2024; Diretriz 55: a cada 2 anos)
Visão (oftalmologista) Reflexo vermelho 6 e 12 meses Anual A cada 2 anos (SBP 2023)
Doença celíaca — — Triagem aos 2 anos, comendo glúten; a cada 2 anos se HLA-DQ2/DQ8 positivo ou suspeita Idem
Sono — Perguntar sobre ronco em toda consulta Polissonografia se sinais Idem
Coluna cervical — Exame neurológico em toda consulta Radiografia em perfil neutro, flexão e extensão na idade pré-escolar (3 anos); atlas-áxis > 5 mm: ortopedista Exame neurológico em toda consulta
Glicemia, insulina e lipídios — — — A cada 5 anos (SBP 2023)
  • Hemograma e TMD. O TMD pode ser silencioso ou dar hepatoesplenomegalia e derrames; em geral regride até 3 meses, mas precede a leucemia mieloide; a macrocitose mascara a ferropenia (AAP 2022).
  • Tireoide. Conduta e retestagem neonatal em Hipotireoidismo congênito e adquirido.
  • Doença celíaca. Triagem aos 2 anos com anti-tTG IgA e IgA total, sem retirar o glúten (ver Doença celíaca na criança e no adolescente; a SBP 2023 cita IgA total e antiendomísio); repetir conforme o calendário. HLA negativo torna a doença improvável; sem HLA (fora do SUS), repetir diante de sintomas.
  • Sono. Ronco, pausas, posições anormais, sonolência diurna: polissonografia (SBP 2023); o relato dos pais engana (AAP 2022).
  • Visão e audição. Catarata, estrabismo, refração, ceratocone (ver Triagem visual na infância); cerume e otite com efusão (ver Perda auditiva na infância).

Instabilidade atlantoaxial — o site segue a SBP (2023): radiografia de coluna cervical em perfil neutro, flexão e extensão na idade pré-escolar (3 anos no quadro da SBP; antes disso a ossificação não permite avaliá-la); distância atlas-áxis > 5 mm: ao ortopedista (🟡). A AAP (2022) não radiografa de rotina (a radiografia não prevê nem exclui a lesão); ver "Comparação". Radiografia normal não dispensa, em toda consulta, anamnese e exame neurológico para mielopatia; a cada 2 anos ou menos, lembrar o cuidado com o pescoço em anestesia, cirurgia e exames. Com sintomas: pronto-socorro; radiografia primeiro em posição neutra e, só se normal, a dinâmica com o especialista (MS 2013; AAP 2022); ressonância conforme o caso.

Crescimento. Curvas específicas de peso, comprimento/estatura, IMC e perímetro cefálico: CDC 2015 (Zemel) ou brasileiras de Bertapelli (SBP 2023); após 10 anos, a AAP (2022) usa o IMC geral do CDC.

Diagnóstico diferencial que não pode passar: atresia duodenal ou Hirschsprung; TMD × leucemia; hipotireoidismo, apneia ou perda auditiva por trás de piora do desenvolvimento; autismo; regressão aguda do adolescente (perda de habilidades, catatonia), que exige investigação (AAP 2022).

4.Tratamento e seguimento

O pediatra coordena o cuidado ("gestor do caso" da SBP), segue o calendário, registra os exames na caderneta, vacina e orienta.

  • Alimentação. Aleitamento exclusivo até 6 meses e complementado até 2 anos ou mais (SBP 2023), com fonoaudiologia se a pega for difícil; tosse, engasgo ou queda de saturação às mamadas: avaliar a deglutição (AAP 2022).
  • Estimulação precoce. Fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e psicologia assim que a saúde permitir, com a família (SBP 2023). Os marcos chegam mais tarde (marcha em média aos 23 meses; SBP 2023): use a tabela própria.
  • Escola inclusiva, com plano individualizado; rendimento em queda: investigar sono, audição, visão, tireoide.
  • Estilo de vida. Atividade física (SBP: 7 h/semana no adolescente), sono, telas, alimentação saudável; esportes sem flexão e extensão extremas do pescoço.
  • Puberdade e sexualidade. Orientar menstruação, privacidade, prevenção de abuso, de gravidez e de IST (SBP 2023; AAP 2022). As meninas são férteis; os meninos, em geral, têm fertilidade reduzida (MS 2013). Discutir contracepção e o risco de filho com Down (AAP 2022); Caderneta do Adolescente a partir de 10 anos (SBP 2023).
  • Transição. Desde o início da adolescência: autonomia, decisão apoiada, trabalho e clínico de adultos (AAP 2022). Família: associações de pais e aconselhamento não diretivo (SBP 2023).

Medicamentos e suplementos

Medicamento Dose Intervalo Duração Observação e referência
Vitamina D 400 UI/dia no 1º ano; 600 UI/dia de 1 a 18 anos 1x/dia Conforme a idade Igual à população geral (SBP 2024)
Ferro profilático Esquema do padrão SBP 2026 para a idade 1x/dia Ciclos da SBP 2026 Rastreio anual com hemograma; ferritina e PCR conforme o caso (AAP 2022)
Levotiroxina Conforme o endocrinologista 1x/dia, em jejum Contínuo Ver Hipotireoidismo congênito e adquirido (PCDT; SBP)
Vacinas e nirsevimabe Calendário SBP/PNI e adicionais do CRIE — — Ver Vacinação da criança e do adolescente com síndrome de Down

O que não usar

  • Suplementos e "tratamentos para a cognição": sem efetividade comprovada (SBP 2023).
  • Dieta sem glúten antes de confirmar a celíaca; atropina ou ciclopentolato para dilatar a pupila (desaconselhados no Down: SBOP/SBP 2024).

5.Quando encaminhar ao pronto-socorro ou internar

  • Sinais de compressão medular: dor cervical, torcicolo, inclinação da cabeça, piora da marcha ou quedas, fraqueza ou dormência nas mãos, espasticidade, hiper-reflexia, perda do controle da urina ou das fezes.
  • Desconforto respiratório, apneia com cianose ou SpO2 < 92%.
  • Insuficiência cardíaca (cansaço e sudorese às mamadas, taquipneia, hepatomegalia).
  • RN com vômitos biliosos, distensão abdominal ou sem eliminar mecônio.
  • Hemograma com blastos, leucocitose acentuada, plaquetopenia ou anemia importante, hepatoesplenomegalia, derrame pleural ou pericárdico.
  • Suspeita de espasmos epilépticos ou convulsão (ver Espasmos epilépticos do lactente).
  • Regressão aguda com catatonia, recusa alimentar, desidratação.

Como encaminhar

  1. Suspeita de lesão medular: imobilizar o pescoço em posição neutra; transportar deitado.
  2. Oxigênio para manter SpO2 entre 94% e 98% (padrão do site), exceto na cardiopatia cianótica, em que vale a meta do cardiologista.
  3. Acesso venoso se possível; recém-nascido com vômitos biliosos em jejum, com sonda gástrica aberta.
  4. SAMU (192) se instável ou com alteração neurológica; contato prévio com o serviço.
  5. Avisar a equipe (via aérea difícil, cuidado cervical na intubação, cardiopatia) e enviar relatório.

6.Orientações de retorno e sinais de alerta para a família

  • "Ronco e pausas na respiração não são normais. Em anestesia ou sedação, avise que a criança tem Down e peça cuidado com o pescoço."
  • Procurar o pronto-socorro se houver: dor ou torcicolo com mudança no jeito de andar, fraqueza nos braços ou pernas, perda do controle do xixi ou do cocô; falta de ar, lábios roxos, cansaço para mamar; vômitos verdes ou barriga inchada no bebê; manchas roxas, palidez ou sangramentos; sustos repetidos em salvas ou perda de habilidades.

7.Comparação com as referências

Item SBP Ministério da Saúde AAP NICE AEP Johns Hopkins Harvard Oxford / Cambridge
Versão consultada Diretrizes nº 55, 21/03/2023 (1ª ed. 2020); DC nº 160/2024 Diretrizes de Atenção à Pessoa com SD, 2013 Bull et al., Pediatrics, abr/2022 Sem diretriz pediátrica localizada; no NHS, DSMIG (NHS GGC, rev. jan/2025) AEPap/PrevInfad, 2009 Sem posição específica localizada Boston Children's, 2024 — adota a AAP 2022 Seguem o NICE
Diagnóstico e cariótipo Clínico; cariótipo para confirmar e aconselhar; pais na translocação Cariótipo confirma; DNV pelo diagnóstico clínico Cariótipo; pais na translocação Cariótipo; discutir recorrência (DSMIG) Cariótipo e consejo genético — Segue a AAP Seguem o NICE
Eco, hemograma, TSH Eco ao nascer; hemograma e TSH aos 6 e 12 meses e anuais Idem Eco; hemograma até 3 dias; TSH 6, 12 meses e anual; ferritina e PCR anuais TSH anual (DSMIG) Eco neonatal e na adolescência; TSH 6, 12 meses e a cada 2 anos — Segue a AAP Seguem o NICE
Doença celíaca Triagem aos 2 anos; a cada 2 anos se HLA positivo ou suspeita Acompanhar na suspeita Só sintomáticos Sem rastreio de rotina; limiar baixo Rastreio aos 3 anos, repetir a cada 2–3 anos — Segue a AAP Seguem o NICE
Sono Polissonografia se sinais Polissonografia se sinais Polissonografia para todos entre 3 e 4 anos Oximetria no lactente e anual até 3–5 anos Perguntar em toda consulta; exame se suspeita — Segue a AAP Seguem o NICE
Coluna cervical Perfil neutro, flexão e extensão na idade pré-escolar (3 anos) Quadro: 3 e 10 anos; texto: radiografar quando necessário Sem radiografia de rotina; exame neurológico Sem rastreio; investigar sinais com urgência Exame neurológico anual; rastreio questionado — Segue a AAP Seguem o NICE
Crescimento Curvas CDC 2015 ou Bertapelli Curvas específicas Curvas CDC; IMC geral após 10 anos Curvas UK DS Curvas específicas — Segue a AAP Seguem o NICE

Leitura: concordância no essencial: cariótipo (e dos pais na translocação), eco neonatal, hemograma pelo TMD, vigilância de tireoide, audição e visão, curvas específicas e estimulação precoce. Divergências: (1) Coluna cervical: a SBP (2023) recomenda radiografia dinâmica na idade pré-escolar, e o site a segue; a AAP (2022) e o DSMIG não a recomendam no assintomático, a AEPap a considera questionável e o MS (2013) a lista aos 3 e 10 anos, mas conclui por radiografar "quando necessário". (2) Doença celíaca: SBP e AEPap rastreiam assintomáticos (2 e 3 anos) e repetem (SBP a cada 2 anos se HLA positivo ou suspeita; AEPap a cada 2–3 anos ou pelo HLA); a AAP e o DSMIG só testam com sintomas; o site segue a SBP. (3) Sono: AAP (polissonografia aos 3–4 anos) e DSMIG (oximetria seriada) rastreiam todos; SBP e MS, diante de sinais (site: SBP, limiar baixo). (4) Ferro: AAP, ferritina e PCR anuais desde 1 ano; SBP, ferritina aos 6 e 12 meses e hemograma anual. (5) Audição do adolescente: anual pelo DC nº 160/2024; a cada 2 anos pela Diretriz nº 55 (2023); o site segue o DC. Posição do site: SBP (Diretrizes 2023; DC nº 160/2024).

Pontos práticos
  1. O diagnóstico é clínico e a notificação na DNV não espera o cariótipo; o cariótipo é sempre pedido, e na translocação o dos pais também.
  2. Notícia aos dois pais juntos, com tempo, após o contato com o bebê; comece parabenizando.
  3. Eco na maternidade, hemograma ao diagnóstico, TSH pelo pezinho; hemograma e TSH aos 6 e 12 meses e anuais; audição e visão no calendário; celíaca aos 2 anos.
  4. Pergunte sobre ronco e pausas em toda consulta; polissonografia diante de sinais.
  5. Coluna cervical: radiografia em perfil neutro, flexão e extensão na idade pré-escolar (atlas-áxis > 5 mm: ortopedista), exame neurológico em toda consulta; sinais de mielopatia são pronto-socorro.
  6. Use curvas específicas, previna a obesidade, garanta estimulação, escola inclusiva, educação sexual e transição.

Veja também, nesta Biblioteca: Aconselhamento genético, consanguinidade e risco de recorrência — o que o pediatra orienta (nesta área); Comunicação de notícias difíceis em pediatria (Temas SBP); Avaliação do recém-nascido com dismorfismos (Neonatologia); Vacinação da criança e do adolescente com síndrome de Down (Imunizações); Cardiopatias nas síndromes genéticas (Cardiologia); Doença celíaca na criança e no adolescente (Gastroenterologia); Ronco e apneia obstrutiva do sono na criança (Pneumologia); Hipotireoidismo congênito e adquirido (Endocrinologia); Triagem visual na infância e Olho vermelho que não é conjuntivite (Oftalmologia); Perda auditiva na infância e Otite média com efusão e otite média aguda recorrente (Otorrinolaringologia); Interpretando o hemograma alterado na criança (Hematologia); Atraso global do desenvolvimento e deficiência intelectual — investigação etiológica e Espasmos epilépticos do lactente (Neurologia).

8.Fontes

  • Sociedade Brasileira de Pediatria, Departamento Científico de Genética Clínica. Diretrizes de atenção à saúde de pessoas com síndrome de Down (Diretrizes nº 55), 21/03/2023. PDF
  • Ministério da Saúde. Diretrizes de Atenção à Pessoa com Síndrome de Down, 2013 (1ª ed., 1ª reimpressão). PDF
  • American Academy of Pediatrics. Bull MJ, Trotter T, Santoro SL et al. Health Supervision for Children and Adolescents With Down Syndrome. Pediatrics, 2022;149(5):e2022057010. PDF
  • Boston Children's Hospital Down Syndrome Program. Provider letter and AAP health care checklist, 2024. PDF
  • AEPap, PrevInfad. Actividades preventivas en niños con síndrome de Down, 2009. PDF
  • NHS Greater Glasgow and Clyde. Health assessment of children and young people with Down's Syndrome (baseado no DSMIG), 2020, revisto em jan/2025. PDF
  • NHS England, Genomics Education Programme. Down syndrome (trisomy 21), revisado em 30/04/2025. genomicseducation.hee.nhs.uk
  • Bint SM et al. Meiotic segregation of Robertsonian translocations ascertained in cleavage-stage embryos. Hum Reprod, 2011. PubMed