Gravidade em semáforo (🟢 leve · 🟡 moderada · 🔴 grave), conduta ambulatorial e critérios para encaminhar ao especialista, ao pronto-socorro ou internar, com a comparação entre SBP/Ministério da Saúde e as referências internacionais (convergências e divergências). 📄 Baixar em PDF
O teste do pezinho integra o Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN). A Lei 14.154/2021 previu a ampliação em cinco etapas (escopo incorporado pela Portaria GM/MS nº 7.293/2025), mas em 2026 só a etapa 1 (fenilcetonúria e outras hiperfenilalaninemias, hipotireoidismo congênito, doença falciforme e outras hemoglobinopatias, fibrose cística, hiperplasia adrenal congênita, deficiência de biotinidase e toxoplasmose congênita) é oferecida em todo o país. Coleta de 48 horas ao 5º dia (idealmente do 3º ao 5º), com protocolos próprios para prematuros, transfundidos e RN em nutrição parenteral. O pediatra confere a coleta, cobra o resultado e, se alterado, age no mesmo dia: convocar, examinar e encaminhar ao Serviço de Referência em Triagem Neonatal (SRTN). Resultado crítico é 🔴 mesmo com o bebê bem (avaliação imediata no serviço de referência ou pronto-socorro): 17-OH-progesterona ≥ 2 vezes o corte, suspeita de galactosemia ou de doença da urina do xarope de bordo e outros críticos definidos pelo SRTN; também triagem alterada com RN que mame mal, vomite, esteja letárgico ou ictérico. A alteração não crítica é 🟡 (convocação com urgência pelo SRTN). Resultado alterado não é diagnóstico, e resultado normal não exclui doença.
1.O que é e como se apresenta
A triagem neonatal busca doenças graves e tratáveis em RN assintomáticos: coleta, análise, busca ativa, confirmação, tratamento e seguimento pelo SRTN (MS, Manual Técnico, 2016). O pacote brasileiro inclui ainda os testes do olhinho, da orelhinha, do coraçãozinho e da linguinha, tratados em "Consulta do recém-nascido" e em "Triagem de cardiopatia congênita crítica por oximetria de pulso".
A ampliação da Lei 14.154/2021 (que alterou o art. 10 do ECA):
| Etapa | Doenças | Situação no SUS em 2026 |
|---|---|---|
| 1 | Fenilcetonúria e outras hiperfenilalaninemias; hipotireoidismo congênito; doença falciforme e outras hemoglobinopatias; fibrose cística; hiperplasia adrenal congênita; deficiência de biotinidase; toxoplasmose congênita | Em todo o país |
| 2 | Galactosemias; aminoacidopatias (inclui a doença da urina do xarope de bordo); ciclo da ureia; betaoxidação dos ácidos graxos | Parte dos estados (espectrometria de massas em tandem) |
| 3 | Doenças lisossômicas | Poucos estados |
| 4 | Imunodeficiências primárias (TREC e KREC) | Poucos estados; RS em implantação em 2026 |
| 5 | Atrofia muscular espinhal (AME 5q) | DF, MG e MS (ver "AME e Duchenne") |
A lei obriga a informar a gestante das diferenças entre o teste do SUS e os privados. Em junho de 2025, só DF e MG tinham o painel completo; RJ, AC, PB, PE e RO, a etapa 2; os demais, inclusive SP, a etapa 1 (Metrópoles, com dados do MS). O RS anunciou TREC e AME para 2026. Confira sempre o que o laboratório do seu estado tria: o laudo diz quais doenças foram pesquisadas.
Testes ampliados privados incluem dezenas de doenças (espectrometria de massas, TREC e KREC, AME, às vezes genes). O pediatra explica o que incluem e combina quem recebe e conduz um resultado alterado; o vínculo com o SRTN garante busca ativa e tratamento no SUS.
Como se apresenta: quase sempre como laudo alterado ou convocação num bebê bem. Algumas descompensam antes do resultado (HAC entre o 8º e o 15º dia; galactosemia e doença da urina do xarope de bordo na primeira semana); outras dão semanas de margem (fenilcetonúria, biotinidase, fibrose cística).
2.Classificação de gravidade
| Gravidade | Critérios clínicos | Conduta |
|---|---|---|
| 🟢 Leve | Resultado normal; recoleta por amostra insuficiente, coleta antes de 48 h ou protocolo de prematuro ou transfusão; TSH limítrofe em RN bem (10–20 mUI/L em papel-filtro); traço falciforme (FAS) ou outro heterozigoto | Recolher conforme o programa, sem atraso; sinais de alerta; heterozigoto: explicar e oferecer orientação genética |
| 🟡 Moderada | Triagem alterada em RN que mama bem e está ativo: TSH > 20 mUI/L em papel-filtro, 17-OHP entre o corte e 2 vezes o corte, perfil FS, FSC ou FSβ, tripsinogênio imunorreativo (TIR) elevado em duas amostras, fenilalanina elevada, biotinidase baixa, toxoplasmose positiva, AME positiva, TREC baixo, doença lisossômica, distúrbio da betaoxidação em RN que se alimenta bem | Convocação com urgência pelo SRTN (no mesmo dia), exame, confirmação e encaminhamento ao SRTN ou centro de referência; levotiroxina no mesmo dia no hipotireoidismo |
| 🔴 Grave | Resultado crítico, mesmo em RN bem: 17-OHP ≥ 2 vezes o corte; suspeita de galactosemia ou de doença da urina do xarope de bordo (leucina elevada); outros críticos definidos pelo SRTN; qualquer triagem alterada com recusa alimentar, vômitos, perda de peso excessiva, letargia, hipotonia, icterícia, hipotermia, convulsão ou desidratação; TREC baixo com febre ou infecção; hiponatremia, hipercalemia ou hipoglicemia | Avaliação imediata no serviço de referência ou pronto-socorro, sem esperar nova amostra; galactosemia: suspender leite materno e fórmula com lactose já na convocação; RN sintomático: estabilizar e transferir |
Fatores de risco que elevam a gravidade
- Idade entre 7 e 21 dias com 17-OHP alterada, sobretudo em menino (genitália típica, só a triagem ou a crise revelam a HAC).
- Consanguinidade, irmão afetado, óbito neonatal sem causa.
- Prematuridade, UTI neonatal, transfusão, nutrição parenteral (resultado menos confiável).
- Família de difícil contato, longe do SRTN, resultado atrasado.
3.Diagnóstico no consultório
Na primeira consulta, confira: data da coleta, horas de vida, transfusão, nutrição parenteral, corticoide, resultado e recoletas pendentes; registre na caderneta. Coleta após o 28º dia é exceção (MS), mas o bebê não triado colhe assim mesmo.
Coleta (MS 2016; Portaria GM/MS nº 7.293/2025): a partir de 48 horas, idealmente do 3º ao 5º dia, bebê alimentado (a fenilalanina só sobe com ingestão de proteína). Alta antes de 48 horas não justifica colher antes: colhe-se na unidade de saúde.
Coletas especiais (MS 2016, protocolo PNTN/MS 2015):
- Prematuro, baixo peso ou RN gravemente enfermo: 1ª amostra venosa na admissão à UTI neonatal, antes de nutrição parenteral, transfusão, corticoide, aminas ou antibióticos; 2ª com 48–72 horas; 3ª na alta ou aos 28 dias, o que vier primeiro (TSH, sobretudo < 34 semanas ou < 2.000 g); < 1.500 g ou < 32 semanas e transfundidos: 4ª aos 4 meses (hemoglobinas). Nunca colher da linha de infusão.
- Transfundido: colher antes da transfusão sempre que possível; se depois, amostra 10 dias após (TSH, fenilalanina, TIR, 17-OHP, biotinidase) e hemoglobinas 120 dias após a última transfusão (a transfusão mascara doença falciforme, galactosemia e biotinidase).
- Nutrição parenteral: eleva aminoácidos (falso-positivo); interpretar com o laboratório.
- Outras interferências: corticoide suprime 17-OHP e TSH e dopamina suprime o TSH (falso-negativo); iodo tópico, prematuridade e estresse dão falso-positivo; circulação extracorpórea invalida os resultados.
Resultado alterado (resumo; detalhes nos documentos de cada doença)
| Achado no papel-filtro | Suspeita | O que o pediatra faz |
|---|---|---|
| TSH elevado | Hipotireoidismo congênito | TSH > 20 mUI/L: TSH e T4 livre séricos e levotiroxina no mesmo dia, sem esperar imagem; 10–20: nova amostra (PCDT 2021; SBP 2018) |
| 17-OHP elevada | HAC por deficiência de 21-hidroxilase | ≥ 2 vezes o corte: 🔴 avaliação imediata (peso, genitália, sódio, potássio, glicemia, 17-OHP sérica, cortisol), mesmo com o bebê bem (MS 2015; SBP 2019) |
| Hemoglobinas FS, FSC, FSβ | Doença falciforme | Encaminhar com prioridade ao centro de referência; confirmação por HPLC ou focalização isoelétrica; penicilina antes de 4 meses (PCDT 2024) |
| TIR elevado (2 amostras) | Fibrose cística | Teste do suor o quanto antes (PCDT 2024) |
| Fenilalanina elevada | Fenilcetonúria ou hiperfenilalaninemia | Convocação pelo SRTN; confirmação em amostra nova e pesquisa de defeitos de BH4 |
| Biotinidase baixa | Deficiência de biotinidase | Atividade quantitativa sérica; biotina pelo SRTN |
| IgM antitoxoplasma | Toxoplasmose congênita | Confirmação e conduta de "Infecções congênitas (TORCH)"; notificação obrigatória (compulsória) |
| Galactose total elevada | Galactosemia | Suspender leite materno e fórmulas com lactose; 🔴 avaliação imediata (SBTEIM) |
| Leucina, valina e isoleucina elevadas | Doença da urina do xarope de bordo | 🔴 Avaliação imediata: amônia, gasometria, glicemia; contato com o centro de metabolismo |
Diferencial que não pode passar: sepse (EIM e crise perdedora de sal a imitam) e falso-negativo: teste normal não exclui hipotireoidismo central, fibrose cística com íleo meconial, EIM que descompensa antes do resultado nem doença fora do painel do estado.
4.Tratamento e seguimento
Pediatra: conferir a coleta, localizar a família, examinar, iniciar o que não espera (levotiroxina; hidrocortisona na crise; exclusão da lactose na galactosemia), encaminhar, manter puericultura e vacinas. SRTN e especialista: confirmação, tratamento específico (dieta, transplante, terapia gênica), aconselhamento genético e seguimento.
| Medicamento | Dose | Intervalo | Duração | Observação e referência |
|---|---|---|---|---|
| Levotiroxina (hipotireoidismo congênito) | 10–15 mcg/kg/dia | 1 vez ao dia | Contínua; reavaliação aos 3 anos | Triturado, na colher, nunca na mamadeira (PCDT 2021; SBP 2018) |
| Hidrocortisona na crise adrenal | 50–100 mg/m² EV ou IM; lactente 25 mg | Dose de ataque, antes do transporte | Até a estabilização | Com SF 0,9% 20 mL/kg e correção da glicemia (SBP 2019; "Insuficiência adrenal e HAC") |
| Penicilina V (doença falciforme) | 125 mg (até 3 anos ou 15 kg) | 12/12 h | Até 5 anos | Iniciar antes de 4 meses (PCDT 2024) |
| Biotina (deficiência de biotinidase) | Conforme a atividade enzimática (profunda ou parcial) | Diária | Contínua | Dose definida pelo SRTN (PCDT de deficiência de biotinidase, 2018) |
| Glicose IV na suspeita de EIM descompensado | Taxa de infusão 8–10 mg/kg/min; hipoglicemia no RN: SG 10% 2 mL/kg | Contínua | Até o centro assumir | Suspender a proteína (SBP 2019; "Emergências metabólicas e erros inatos") |
Na galactosemia, o tratamento é a exclusão da galactose: fórmula infantil sem lactose (alguns serviços usam proteína extensamente hidrolisada abaixo de 6 meses e soja depois), prescrita a partir da suspeita (SBTEIM). A fenilcetonúria e a doença da urina do xarope de bordo usam fórmulas metabólicas do centro; a toxoplasmose congênita, o esquema de "Infecções congênitas (TORCH)".
TREC e vacinas. Na SCID, a BCG causa eventos adversos em cerca de metade dos pacientes e doença disseminada em 30–45% (SBP, DC de Imunologia nº 1, 2017). No Brasil a BCG é dada na maternidade, em geral antes do resultado:
- TREC alterado: suspender as vacinas vivas (BCG ainda não aplicada, rotavírus) até a confirmação, usar hemoderivados irradiados e suspender o aleitamento até a sorologia materna para CMV (Mongkonsritragoon 2023, conforme "Hipogamaglobulinemia no lactente").
- BCG já aplicada e imunodeficiência grave confirmada: quimioprofilaxia primária pelo especialista, prontamente (SMS-SP, NT nº 10/2020).
- Pais consanguíneos ou história familiar de imunodeficiência: fica a critério médico adiar a BCG até o resultado do teste ampliado, registrando o motivo (SMS-SP, NT nº 10/2020).
AME e triagem. As terapias (nusinersena, risdiplam, onasemnogeno abeparvoveque, terapia gênica) rendem mais antes dos sintomas. No SUS, o onasemnogeno exige pedido até 6 meses (PCDT 2025). Triagem positiva é urgência; o teste não detecta variantes pontuais e o negativo não exclui AME (ver "AME e Duchenne").
Falso-positivo e ansiedade dos pais. A maioria das convocações não confirma doença (prematuridade, estresse, coleta precoce, amostra inadequada), mas gera angústia e a ideia de "bebê frágil". Explique que convocação não é diagnóstico, diga quando sai a confirmação, proteja o aleitamento (só galactosemia suspeita e TREC alterado o suspendem) e ofereça retorno. No traço falciforme ou heterozigoto de fibrose cística, explique o risco aos próximos filhos.
O que não fazer: colher antes de 48 h para "adiantar" a alta; esperar imagem para iniciar a levotiroxina com TSH > 20; esperar exame sérico para dar hidrocortisona ao RN em crise; manter o leite materno na suspeita de galactosemia; tranquilizar com "pezinho normal" diante de clínica sugestiva.
5.Quando encaminhar ao pronto-socorro ou internar
- RN com triagem alterada e recusa alimentar, vômitos, perda de peso excessiva, letargia, hipotonia, convulsão, hipotermia, icterícia intensa, desidratação ou instabilidade.
- 17-OHP ≥ 2 vezes o corte, mesmo com o bebê bem (mais risco do 7º ao 21º dia ou com sódio baixo, potássio alto, hipoglicemia).
- Suspeita de galactosemia ou de doença da urina do xarope de bordo, ou outro resultado crítico definido pelo SRTN (avaliação imediata, mesmo com o bebê bem).
- TREC baixo com febre, diarreia, pneumonia ou lesões de pele.
- Doença falciforme diagnosticada no pezinho e febre ≥ 37,5 °C axilar.
Como encaminhar: contato com o serviço e o SRTN; levar o laudo e os exames. RN instável: acesso venoso, glicemia e glicose, SF 0,9% 20 mL/kg se desidratado ou em choque, hidrocortisona antes do transporte na suspeita de crise adrenal, oxigênio conforme as metas neonatais, aquecimento e acompanhante. Suspeita de EIM: suspender proteína e lactose, glicose IV, amônia e sangue e urina da crise guardados.
6.Orientações de retorno e sinais de alerta para a família
- Colher o teste entre o 3º e o 5º dia; guarde o comprovante e traga o resultado à consulta.
- Mantenha o telefone atualizado: se convocado, vá no mesmo dia. Repetir o teste não significa doença.
- Pronto-socorro imediatamente se o bebê ficar mole ou sonolento, mamar mal, vomitar, ficar muito amarelo ou gelado, tiver convulsão ou febre.
- Suspeita de galactosemia: não ofereça leite materno nem fórmula comum até a orientação do serviço.
- TREC alterado: sem vacinas de vírus vivo até a liberação do imunologista.
7.Comparação com as referências
| Item | SBP | Ministério da Saúde | AAP | NICE | AEP | Johns Hopkins | Harvard | Oxford / Cambridge |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Painel | Defende ampliação (DC Imunologia 2017) | Etapa 1 nacional; etapas 2–5 escalonadas (Lei 14.154/2021; Portaria 7.293/2025) | RUSP; maioria dos estados ≥ 31 de 35 condições | NHS: 10 condições, sem HAC; SCID em avaliação | SNS: 21 doenças (abr/2026), com imunodeficiências | Sem posição específica localizada | Sem posição específica localizada | Seguem o programa do NHS |
| Idade da coleta | 3º–5º dia (HC, HAC) | ≥ 48 h até o 5º dia | 24–48 h; 2ª coleta em alguns estados | 5º dia (96–120 h) | 24–72 h | — | — | Seguem o NHS |
| Coletas especiais | Repetir no prematuro (HC) | Seriada (admissão, 48–72 h, alta ou 28 dias); hemoglobinas 120 dias após transfusão | Conforme o estado | Regras próprias para prematuro e UTI | Repetir em prematuro, transfusão, nutrição parenteral | — | — | Seguem o NHS |
| Resultado alterado | Convocação imediata (HC, HAC) | Busca ativa pelo SRTN | Teste confirmatório; alterado não é doença | Contato imediato com os pais | Seguir as indicações sem demora | — | — | Seguem o NHS |
| TREC e vacinas vivas | Triar para evitar BCG na SCID (2017) | Etapa 4; nota nacional sobre BCG não localizada | Sem posição específica localizada | Sem posição específica localizada | Sem posição específica localizada | — | — | Sem posição específica localizada |
Leitura: concordância no essencial: triagem universal, alterado é convocação e não diagnóstico, confirmação rápida, tratamento antes dos sintomas. Diverge o painel, decisão de política pública (7 doenças nacionais no Brasil, com ampliação desigual; ≥ 31 nos EUA; 10 no NHS, sem HAC; 21 na Espanha desde 2026), e a idade da coleta (24–72 h nos EUA e na Espanha; 5º dia no Reino Unido; ≥ 48 h, idealmente 3º–5º dia, no Brasil). O MS detalha mais as coletas especiais. Sobre BCG e TREC, só há orientação municipal (SMS-SP 2020). O site adota a SBP e, onde ela não se pronuncia (coleta, coletas especiais, fluxo), o Ministério da Saúde.
- Confira coleta (≥ 48 h, idealmente 3º–5º dia), resultado e recoletas; prematuro e transfundido têm protocolo próprio.
- Convocação é para o mesmo dia: localize a família, examine e encaminhe ao SRTN com o laudo.
- Resultado crítico (17-OHP ≥ 2 vezes o corte, galactosemia, doença da urina do xarope de bordo, outros definidos pelo SRTN) é 🔴: avaliação imediata, mesmo com o bebê bem; TSH > 20 mUI/L exige levotiroxina no mesmo dia.
- Galactosemia suspeita: suspender leite materno e fórmula com lactose já na convocação.
- TREC alterado: sem vacinas vivas até a confirmação; BCG já aplicada com SCID confirmada pede quimioprofilaxia indicada pelo especialista.
- Alterado não é diagnóstico e normal não exclui doença; saiba o que o seu estado tria.
Veja também, nesta Biblioteca: Hipotireoidismo e Insuficiência adrenal e HAC (Endocrinologia); Endocrinopatias e Erros inatos do metabolismo (Neonatologia); Emergências metabólicas e erros inatos (Urgências); Doença falciforme (Hematologia); Fibrose cística (Pneumologia); AME e Duchenne (Neurologia); Infecções congênitas (TORCH) (Neonatologia); Hipogamaglobulinemia no lactente (Temas SBP); Consulta do recém-nascido (Puericultura: olhinho, orelhinha, coraçãozinho, linguinha); Triagem de cardiopatia congênita crítica por oximetria de pulso (Neonatologia).
8.Fontes
- Brasil. Lei nº 14.154, de 26 de maio de 2021 — altera o art. 10 do ECA e amplia o Programa Nacional de Triagem Neonatal. planalto.gov.br
- Ministério da Saúde. Portaria GM/MS nº 7.293, de 26 de junho de 2025 — dispõe sobre o PNTN no SUS. bvsms.saude.gov.br
- Ministério da Saúde. Triagem neonatal biológica: manual técnico, 2016 (coletas especiais: prematuros, baixo peso, gravemente enfermos e transfundidos). PDF
- Sociedade Brasileira de Pediatria, Departamento de Imunologia Clínica. Triagem neonatal para imunodeficiências primárias. Documento Científico nº 1, julho de 2017. PDF
- Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo. Nota Técnica nº 10/2020 — Vacinação com a BCG, 2020. PDF
- Sociedade Brasileira de Triagem Neonatal e Erros Inatos do Metabolismo (SBTEIM). Galactosemia. sbteim.org.br
- American Academy of Pediatrics (HealthyChildren.org). Newborn Screening Tests. healthychildren.org
- NHS England, Genomics Education Programme. Newborn blood spot screening (revisado em 07/10/2025). genomicseducation.hee.nhs.uk
- Asociación Española de Pediatría (En Familia). Cribado metabólico neonatal e Cribado neonatal, 2026. aeped.es
- Metrópoles. Ministério da Saúde patina em ampliar teste do pezinho 4 anos após lei, 30/06/2025. metropoles.com
- Prefeitura de Porto Alegre. Teste do Pezinho completa 25 anos no Rio Grande do Sul, 06/06/2026. prefeitura.poa.br