Genética médica pediátrica · Síndromes frequentes

Síndrome de Turner e síndrome de Klinefelter — diagnóstico e seguimento

Quando pedir o cariótipo, o que rastrear, o que é do especialista (GH, indução puberal, testosterona, fertilidade) e quando ir ao pronto-socorro, segundo o PCDT do Ministério da Saúde (2025), a diretriz internacional de Turner (2024) e a diretriz europeia de Klinefelter (2021)

Gravidade em semáforo (🟢 leve · 🟡 moderada · 🔴 grave), conduta ambulatorial e critérios para encaminhar ao especialista, ao pronto-socorro ou internar, com a comparação entre SBP/Ministério da Saúde e as referências internacionais (convergências e divergências). 📄 Baixar em PDF

Em resumo

A síndrome de Turner (25–50 por 100.000 mulheres) deve ser lembrada no recém-nascido com linfedema de mãos e pés ou pele redundante na nuca, na menina com coarctação da aorta ou valva aórtica bicúspide, na puberdade atrasada e, sobretudo, na baixa estatura: cariótipo em toda menina com baixa estatura não explicada, mesmo sem dismorfias. A síndrome de Klinefelter (1–2 em 1.000 meninos) fica sem diagnóstico em 50–75% dos casos: suspeite no menino com testículos pequenos e firmes para o estágio puberal, ginecomastia persistente, pernas longas, atraso de fala e dificuldade escolar. O diagnóstico é o cariótipo em sangue periférico. O pediatra garante o rastreio (no Turner: ecocardiograma, ultrassom renal, tireoide, celíaca, audiometria e pressão arterial) e encaminha à genética médica e à endocrinologia pediátrica; GH, indução puberal, testosterona e fertilidade são do especialista. O seguimento é ambulatorial (🟢/🟡). Dor torácica súbita, síncope ou dispneia no Turner (dissecção da aorta), RN com pulsos femorais ausentes e choque (coarctação crítica) e cefaleia com vômitos ou claudicação em uso de GH exigem pronto-socorro (🔴).

1.O que é e como se apresenta

Síndrome de Turner (ST) — ausência total ou parcial de um X em pessoa com fenótipo feminino: 45,X em 40–50%, 45,X/46,XX em 15–25%, alterações estruturais (isocromossomo, anel, marcador) no restante; sequências do Y em cerca de 10–12%, com risco de gonadoblastoma de cerca de 10%, que pode evoluir para disgerminoma (PCDT 2025).

  • Pré-natal: translucência nucal aumentada, higroma, hidropisia, cardiopatia esquerda, rim em ferradura — confirmar por cariótipo pós-natal.
  • Recém-nascido: linfedema de mãos e pés, pele redundante na nuca, pescoço alado, unhas hiperconvexas, coarctação.
  • Infância: baixa estatura, muitas vezes o único sinal; otites de repetição, implantação baixa dos cabelos, mamilos afastados, cúbito valgo, 4º metacarpo curto, nevos múltiplos, micrognatia.
  • Adolescência: puberdade atrasada ou ausente, amenorreia (insuficiência ovariana). Puberdade espontânea em cerca de 14% das 45,X e em um terço das com mosaicismo (PCDT 2025).
  • Comorbidades: valva bicúspide, coarctação e dilatação da aorta (risco de dissecção), hipertensão, anomalias renais, hipotireoidismo autoimune, doença celíaca, perda auditiva, alteração hepática, intolerância à glicose, osteopenia, escoliose.

Síndrome de Klinefelter (SK) — 47,XXY em 80–90%; o restante, mosaicismo 47,XXY/46,XY, aneuploidias maiores (48,XXXY, 49,XXXXY, 48,XXYY) ou X estrutural. Só cerca de 10% dos diagnósticos ocorrem na infância e adolescência (EAA 2021).

  • Lactente: em geral sem sinais; às vezes criptorquidia, micropênis, hipospádia.
  • Escolar: atraso de fala, dificuldade de leitura e escrita, desatenção, timidez, estatura alta com pernas longas.
  • Adolescência: a puberdade começa na idade normal, mas os testículos ficam pequenos e firmes, a virilização pode ser incompleta e surge ginecomastia persistente; LH e FSH elevados, testosterona baixa ou limítrofe.
  • Adulto: azoospermia, osteoporose, síndrome metabólica, diabetes tipo 2, trombose venosa.

2.Classificação de gravidade

Gravidade Critérios clínicos Conduta
🟢 Leve Diagnóstico confirmado, rastreio inicial feito, criança estável, seguimento especializado em curso Puericultura com os itens desta página (PA em toda consulta, crescimento, tireoide, celíaca, audição, escola)
🟡 Moderada Suspeita clínica (RN com linfedema; menina com baixa estatura não explicada; puberdade atrasada; menino com testículos pequenos e firmes ou ginecomastia persistente); diagnóstico recente sem rastreio; mosaicismo com Y ou virilização no Turner; PA elevada; aorta dilatada; idade de indução puberal ou de discutir fertilidade Cariótipo e encaminhamento prioritário à genética médica e à endocrinologia pediátrica; com Y, encaminhar com prioridade para discutir gonadectomia; PA elevada ou aorta dilatada, cardiologista com prioridade
🔴 Grave RN com pulsos femorais ausentes ou fracos e choque, insuficiência cardíaca ou acidose (coarctação crítica); Turner com dor torácica, dorsal ou abdominal súbita, síncope ou dispneia (dissecção da aorta); em uso de GH, cefaleia intensa com vômitos ou alteração visual ou claudicação com dor no quadril ou joelho; massa gonadal dolorosa; em uso de testosterona, perna dolorosa e inchada ou dispneia súbita Pronto-socorro (ver "Como encaminhar")

Fatores de risco que elevam a gravidade

  • Turner com valva bicúspide, coarctação (operada ou não), dilatação da aorta, hipertensão ou gestação (inclusive por ovodoação).
  • Turner com material do Y ou virilização.
  • Diagnóstico tardio (perde-se a janela do GH e da indução puberal).
  • Klinefelter com aneuploidias maiores (mais deficiência intelectual e malformações).
  • Uso de GH (hipertensão intracraniana, epifisiólise, escoliose) e de testosterona (trombose).

3.Diagnóstico no consultório

Cariótipo — Turner (PCDT 2025; AEP 2019; Gravholt 2024):

  • Toda menina com baixa estatura não explicada, mesmo sem dismorfias.
  • RN com linfedema ou pele redundante na nuca; higroma ou hidropisia pré-natal.
  • Coarctação, valva aórtica bicúspide ou outra cardiopatia obstrutiva esquerda em menina.
  • Puberdade atrasada, amenorreia, FSH elevado.
  • Estigmas (pescoço alado, implantação baixa dos cabelos, micrognatia) ou a soma de rim em ferradura, nevos múltiplos, unhas displásicas e perda auditiva.

Cariótipo — Klinefelter (EAA 2021):

  • Testículos pequenos e firmes para o estágio puberal, sobretudo com ginecomastia persistente ou virilização incompleta.
  • Hipogonadismo ou puberdade atrasada com LH e FSH elevados.
  • Criptorquidia bilateral sem descida no 1º ano (sugestão da EAA).
  • Atraso de fala e dificuldade escolar somados a pernas longas ou testículos pequenos.

Como pedir:

  • Cariótipo em sangue periférico. No Turner, o PCDT 2025 e a diretriz de 2024 pedem contagem de pelo menos 30 células (detecta mosaicismo de 10%); a AEP (2019) aceita 20.
  • Pesquisa de material do Y (PCR ou FISH) com cromossomo marcador ou em anel (PCDT 2025) e na menina 45,X com virilização (PCDT 2025; Gravholt 2024).
  • Klinefelter: cariótipo convencional e, na puberdade, LH, FSH e testosterona (no lactente, só na minipuberdade, se micropênis — EAA 2021).
  • Aconselhamento genético à família (em geral eventos esporádicos, com baixo risco de recorrência).

Diagnóstico diferencial que não pode passar: hipotireoidismo, doença celíaca, deficiência de GH, deficiência de SHOX e síndrome de Noonan (fenótipo parecido, cariótipo normal, estenose pulmonar) na menina baixa; atraso constitucional, Kallmann e anorexia na puberdade atrasada; tumor testicular (massa = ultrassom com urgência) e anabolizantes na ginecomastia; distúrbio da diferenciação sexual (45,X/46,XY) na menina com gônada no saco herniário ou genitália atípica.

4.Tratamento e seguimento

O pediatra suspeita, pede o cariótipo, coordena o rastreio, encaminha e mantém a puericultura; o especialista (genética, endocrinologia pediátrica, cardiologia, ginecologia infanto-puberal, urologia, reprodução humana) decide GH, indução puberal, testosterona, gonadectomia e fertilidade. O PCDT 2025 indica consultas a cada 4–6 meses, de preferência em centro de referência em doenças raras.

Turner — rastreio (PCDT 2025, Quadro 1 e texto; eco e LH/FSH também de Gravholt 2024):

Avaliação Ao diagnóstico Seguimento
Pressão arterial Sim (quatro membros se femorais fracos) Toda consulta; MAPA anual quando possível (Gravholt 2024)
Ecocardiograma Sim (no RN, no 2º–3º dia) Sem doença: entre 9 e 11 anos e na transição; com doença, conforme o cardiologista
Ressonância cardíaca Assim que possível sem anestesia; em toda adolescente diagnosticada tardiamente Conforme o cardiologista
Ultrassonografia renal Sim Não repetir de rotina
Audiometria Sim A cada 3 anos
Função tireoidiana Sim Anual
Anti-tTG IgA + IgA total — A cada 2 anos a partir de 2 anos
Função hepática, glicemia e HbA1c — Anual a partir de 10 anos
Vitamina D — A cada 2 anos a partir de 10 anos
Densitometria — A cada 5 anos
LH e FSH — Anual a partir de 11 anos

Também: curva de crescimento, escoliose, ortodontia, oftalmologia, avaliação neuropsicológica e apoio escolar, saúde emocional e transição. Vacinas: calendário de rotina. Com Y: gonadectomia profilática discutida (PCDT 2025; individualizada — Gravholt 2024). Fertilidade: criopreservação de oócitos após a menarca, em adolescente madura para a decisão e com função ovariana residual; não antes da menarca (Gravholt 2024). Gestação, inclusive por ovodoação, é de alto risco cardiovascular.

Klinefelter — seguimento (EAA 2021):

  • Pré-púbere: exame com avaliação testicular a cada 2 anos ou conforme a necessidade; fonoterapia, apoio escolar e psicológico quando necessário; criptorquidia tratada como nas demais crianças; sem testosterona na infância (exceto micropênis).
  • Puberdade: Tanner, volume testicular, testosterona, LH e FSH, estatura, peso e cintura; ultrassom testicular; vitamina D e massa óssea; peso, PA e glicemia.
  • Testosterona (especialista): no atraso puberal ou hipogonadismo sintomático com LH elevado, depois de discutida a fertilidade; não no hipogonadismo compensado.
  • Fertilidade: informar adolescente e família; criopreservar sêmen se houver espermatozoides; TESE ou micro-TESE em adolescentes selecionados, com aconselhamento e maturidade (sugestão fraca da EAA); no adulto azoospérmico, recuperação de espermatozoides em cerca de 30–60%. Não iniciar testosterona com TESE planejada. O momento ideal da micro-TESE não é consensual.
  • Ginecomastia: ver Ginecomastia e telarca precoce; a persistente costuma exigir cirurgia.

Medicamentos (prescrição do especialista):

Medicamento Dose Intervalo Duração Observação e referência
Somatropina — Turner 45–50 µg/kg/dia; até 68 µg/kg/dia se estatura muito comprometida ou baixa resposta Diária, subcutânea, à noite De 2 anos (velocidade baixa ou baixa estatura) até idade óssea de 13,5–14 anos ou velocidade < 2 cm/ano SUS com cariótipo confirmado; IGF-1 anual, até +2 DP (PCDT 2025; Gravholt 2024; AEP 2019)
Estrogênios conjugados — indução puberal 0,3 mg em dias alternados → 0,3 mg/dia após 6 meses → 0,6 mg/dia de 12 a 18 meses → adulto 0,6–1,2 mg/dia Diário, oral Até a idade esperada da menopausa Início por volta de 11–12 anos com FSH elevado (PCDT 2025); Gravholt 2024 e AEP 2019 preferem 17β-estradiol transdérmico em dose baixa
Medroxiprogesterona 5–10 mg/dia Dias 20 a 30 do ciclo Contínua, com o estrogênio Após o 1º sangramento ou 2 anos de estrogênio (PCDT 2025); Gravholt 2024: progesterona micronizada 200 mg, 10–12 dias/mês
Testosterona — Klinefelter (enantato ou cipionato) Início 50 mg, +50 mg por ano até 250 mg A cada 2–4 semanas, IM Progressão até dose adulta em 3–4 anos Por volta de 12–13 anos com hipogonadismo confirmado (SEEP 2014); após discutir fertilidade (EAA 2021)
Levotiroxina Conforme idade, peso e bula 1x/dia, em jejum Contínua Ver Hipotireoidismo congênito e adquirido

Não fazer: esperar a puberdade para pedir o cariótipo da menina baixa; rotular "baixa estatura familiar" sem curva, estatura-alvo e velocidade; iniciar testosterona antes de discutir a fertilidade; usar testosterona na infância para o comportamento (sem evidência — EAA 2021). Efeitos do GH a reconhecer: hipertensão intracraniana, epifisiólise e progressão de escoliose (PCDT 2025).

5.Quando encaminhar ao pronto-socorro ou internar

  • RN ou lactente com femorais ausentes ou fracos e choque, má perfusão, taquipneia, insuficiência cardíaca ou acidose (coarctação crítica, dependente do canal).
  • Turner com dor torácica, dorsal ou abdominal súbita e intensa, síncope, dispneia ou déficit neurológico (dissecção da aorta).
  • Em uso de GH: cefaleia intensa com vômitos ou alteração visual; claudicação ou dor no quadril ou joelho.
  • Massa gonadal ou testicular dolorosa.
  • Em uso de testosterona: perna dolorosa e inchada, dispneia súbita ou dor pleurítica.

Como encaminhar

  1. ABC; na suspeita de dissecção, repouso absoluto e SAMU (192).
  2. Oxigênio para SpO2 entre 94% e 98% (padrão do site), exceto no RN e na cardiopatia dependente do canal (meta do cardiologista).
  3. PA nos quatro membros e pulsos femorais, sem atrasar a remoção.
  4. Acesso venoso se possível; RN em choque para serviço com UTI e cardiologia (prostaglandina no serviço).
  5. Na suspeita de hipertensão intracraniana, suspender a dose de GH do dia.
  6. Relatório: cariótipo, cardiopatia e medidas da aorta, medicamentos, sintomas e horário de início.

6.Orientações de retorno e sinais de alerta para a família

  • "A escola precisa saber o que ajuda: matemática e organização (Turner), fala, leitura e escrita (Klinefelter). Inteligência normal é a regra."
  • "Não interrompa o hormônio de crescimento, o estrogênio ou a testosterona por conta própria."
  • Pronto-socorro se houver: dor forte e súbita no peito, nas costas ou na barriga, desmaio, falta de ar; dor de cabeça forte com vômitos ou alteração da visão em quem usa hormônio de crescimento; mancar ou dor no quadril ou joelho; perna inchada e dolorida em quem usa testosterona; bebê pálido, gelado, cansado para mamar ou com respiração rápida.

7.Comparação com as referências

Item SBP Ministério da Saúde AAP NICE AEP Johns Hopkins Harvard Oxford / Cambridge
Documento e data Sem documento específico; MO nº 64 (2023) cita curvas de Turner PCDT Turner, Portaria Conjunta nº 15, 01/08/2025 Health Supervision — Turner (2003) TA188 (2010): GH no Turner Protocolo Turner (2019); Klinefelter: SEEP (2014) Sem posição específica localizada Sem posição específica localizada Segue o NICE
Quem testar (Turner) Sem posição específica Baixa estatura, puberdade atrasada, cardiopatia esquerda, estigmas Sem posição atualizada localizada — Baixa estatura inexplicada isolada — — Segue o NICE
Cariótipo — ≥ 30 células; Y se marcador, anel ou virilização — — ≥ 20 células; Y em 2–3 tecidos se virilização — — —
GH no Turner — 45–50 µg/kg/dia (até 68), desde 2 anos — Recomendado, pelo especialista 0,045–0,050 mg/kg/dia (até 0,067) — — Segue o NICE
Indução puberal — Estrogênio conjugado oral, 11–12 anos — — Estradiol transdérmico, 11–12 anos — — —
Y e gonadectomia — Gonadectomia profilática discutida — — Gonadectomia indicada — — —
Klinefelter Sem documento específico Sem PCDT localizado Sem posição localizada Sem diretriz Testosterona aos 12–13 anos; sêmen antes — — Segue o NICE

Leitura: a SBP não tem documento específico sobre Turner ou Klinefelter, e o site segue o Ministério da Saúde (PCDT 2025) no Turner. O PCDT, a diretriz internacional de 2024 (Gravholt, Eur J Endocrinol, endossada pela ESHRE) e a AEP (2019) convergem no cariótipo diante de baixa estatura não explicada, no rastreio cardíaco, renal, auditivo, tireoidiano e da celíaca, na dose de GH e na indução puberal aos 11–12 anos. Divergências: (1) número de células do cariótipo — 30 no PCDT e na diretriz de 2024, 20 na AEP; (2) via do estrogênio — o PCDT usa estrogênio conjugado oral (não há no SUS formulação transdérmica de baixa dose), enquanto a diretriz de 2024 e a AEP preferem o 17β-estradiol transdérmico; (3) gonadectomia com Y — indicada pela AEP, discutida no PCDT, individualizada na diretriz de 2024. Para o Klinefelter, sem posição da SBP nem do MS, o site segue a European Academy of Andrology (2021, endossada pela European Society of Endocrinology), única diretriz abrangente por faixa etária, em acordo com a SEEP (2014); a micro-TESE no adolescente segue sem consenso. O NICE só trata do GH. Posição do site: SBP quando houver; na falta, o PCDT do MS (Turner) e a EAA 2021 (Klinefelter).

Pontos práticos
  1. Cariótipo em toda menina com baixa estatura não explicada, mesmo sem dismorfias; peça contagem de 30 células.
  2. RN com linfedema de mãos e pés ou menina com coarctação ou valva bicúspide: pense em Turner.
  3. Ao diagnóstico de Turner: ecocardiograma, ultrassom renal, audiometria, TSH e PA; depois, celíaca a cada 2 anos a partir de 2 anos e tireoide anual.
  4. Turner com material do Y: encaminhar com prioridade para discutir gonadectomia (gonadoblastoma).
  5. No menino, meça os testículos: pequenos e firmes para o estágio puberal, com ginecomastia ou dificuldade escolar, pedem cariótipo, LH, FSH e testosterona.
  6. GH, estrogênio, testosterona e fertilidade são do especialista; dor torácica súbita no Turner é dissecção da aorta até prova em contrário — pronto-socorro.

Notificação: diagnosticadas ao nascimento, as síndromes cromossômicas entram na notificação obrigatória (compulsória) de anomalias congênitas na DNV (Portaria GM/MS nº 10.175/2026).

Veja também: Quando pensar em doença genética e quais exames pedir e Aconselhamento genético, consanguinidade e risco de recorrência (nesta área); Baixa estatura, Puberdade precoce e puberdade atrasada e Ginecomastia e telarca precoce (Patologias do consultório); Cardiopatias nas síndromes genéticas (Cardiologia); Deficiência de hormônio de crescimento e uso do GH, Hipotireoidismo congênito e adquirido e Genitália atípica e diferenças do desenvolvimento sexual (Endocrinologia); Doença celíaca na criança e no adolescente (Gastroenterologia); Transtornos específicos da aprendizagem (Neurologia).

8.Fontes

  • Ministério da Saúde. PCDT da Síndrome de Turner — Portaria Conjunta SAES/SECTICS nº 15, de 01/08/2025. PDF
  • Gravholt CH et al. Clinical practice guidelines for the care of girls and women with Turner syndrome. Eur J Endocrinol, 2024;190(6):G53–G151. PMC
  • Zitzmann M et al. European Academy of Andrology guidelines on Klinefelter Syndrome. Andrology, 2021;9:145–167. PDF
  • AEP. Barreda Bonis AC, González Casado I. Síndrome de Turner. Protocolos de Endocrinología Pediátrica, 2019. PDF
  • SEEP. López-Siguero JP. Síndrome de Klinefelter. Rev Esp Endocrinol Pediatr, 2014. endocrinologiapediatrica.org
  • NICE. Human growth hormone (somatropin) for the treatment of growth failure in children — TA188, 2010. nice.org.uk
  • SBP, Departamento de Endocrinologia. Manual de Orientação nº 64 — Avaliação do crescimento: o que o pediatra precisa saber, 2023. PDF
  • AAP, Committee on Genetics. Frías JL, Davenport ML. Health supervision for children with Turner syndrome. Pediatrics, 2003;111(3):692. PDF