Ginecologia infanto-puberal · Ciclo menstrual

Dismenorreia, endometriose e tensão pré-menstrual na adolescente

Cólica menstrual primária, suspeita de endometriose e de malformação obstrutiva, tensão pré-menstrual e transtorno disfórico, e os sinais de alarme que levam ao pronto-socorro

Gravidade em semáforo (🟢 leve · 🟡 moderada · 🔴 grave), conduta ambulatorial e critérios para encaminhar ao especialista, ao pronto-socorro ou internar, com a comparação entre SBP/Ministério da Saúde e as referências internacionais (convergências e divergências). 📄 Baixar em PDF

Em resumo

A dismenorreia primária (cólica sem doença pélvica) começa em geral 6 a 12 meses após a menarca, com os ciclos ovulatórios, dura 8 a 72 horas e é a principal causa de falta à escola entre adolescentes (FEBRASGO 2021). O diagnóstico é clínico, com inspeção da genitália externa. Tratamento em casa (🟢): anti-inflamatório não esteroidal (AINE) em dose plena, iniciado 1 a 2 dias antes da menstruação ou ao primeiro sinal de sangramento, calor local, exercício e, se necessário, contraceptivo hormonal. Dor desde a menarca, progressiva, fora da menstruação, com sangramento irregular, dor ao evacuar ou urinar, ou refratária a AINE e contraceptivo sugere dismenorreia secundária — sobretudo endometriose — e pede encaminhamento com prioridade ao ginecologista da infância e adolescência (🟡). Dor cíclica com amenorreia primária e mamas desenvolvidas sugere malformação obstrutiva (hímen imperfurado, septo vaginal). No transtorno disfórico pré-menstrual, o ISRS é opção. Dor abdominal aguda intensa, com febre, desmaio ou atraso menstrual vai ao pronto-socorro (🔴): gravidez ectópica, torção ovariana e doença inflamatória pélvica.

1.O que é e como se apresenta

Dismenorreia é a dor pélvica ou abdominal inferior, cíclica, associada à menstruação. Afeta de 45% a 93% das mulheres em idade reprodutiva, com as maiores taxas na adolescência; cerca de 15% das adolescentes descrevem a dor como grave (FEBRASGO 2021).

Dismenorreia primária — a maioria dos casos na adolescência:

  • Mecanismo: na queda da progesterona, o endométrio libera prostaglandinas (PGF2-alfa, PGE2), que contraem o miométrio (FEBRASGO 2021); por isso o AINE funciona melhor já em uso no início do fluxo.
  • Quadro: cólica em baixo ventre do início do fluxo (ou 1 a 2 dias antes) por 8 a 72 horas, irradiada para costas e coxas, com náuseas, vômitos e cefaleia; estável ciclo a ciclo e sem dor no restante do ciclo.

Dismenorreia secundária — dor menstrual com doença pélvica (cerca de 10% das adolescentes):

  • Endometriose: a causa mais comum na adolescente. Presente em 25% a 38% das adolescentes com dor pélvica crônica (FEBRASGO 2021) e em até 70% das laparoscopias por dor refratária (CMAJ 2021). A dor costuma ser também acíclica, com sintomas intestinais ou urinários cíclicos e sangramento irregular.
  • Malformações obstrutivas do trato genital: hímen imperfurado e septo vaginal transverso (dor cíclica com amenorreia primária, hematocolpo, hímen abaulado e azulado, massa pélvica, retenção urinária); duplicação uterina com hemivagina obstruída (menstrua pelo lado pérvio, dor progressiva, em geral com agenesia renal do mesmo lado) (FEBRASGO 2021).
  • Outras: doença inflamatória pélvica (DIP), cistos ovarianos, gravidez, DIU de cobre; e causas não ginecológicas (constipação, intestino irritável, infecção urinária, depressão, violência — ver "Dor abdominal crônica e distúrbios funcionais").

Tensão pré-menstrual (TPM) e transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM): sintomas afetivos (irritabilidade, raiva, humor deprimido, ansiedade) e somáticos (dor mamária, distensão, cefaleia, edema) que aparecem de forma consistente na fase lútea e cedem nos primeiros dias da menstruação (MS 2016). O TDPM é a forma grave, com predomínio de sintomas afetivos e prejuízo escolar, familiar ou social.

2.Classificação de gravidade

Gravidade Critérios clínicos Conduta
🟢 Leve Dismenorreia primária típica (dor só na menstruação, genitália externa normal) que responde a AINE com ou sem contraceptivo; TPM leve Tratamento em casa; diário de dor; retorno programado
🟡 Moderada Refratária a AINE em dose plena e a contraceptivo hormonal usados corretamente; sinais de dismenorreia secundária (dor desde a menarca, progressiva ou acíclica, sangramento irregular, dor ao evacuar ou urinar, anomalia renal); suspeita de malformação obstrutiva sem complicação aguda; faltas escolares repetidas; TPM grave ou suspeita de TDPM Encaminhar com prioridade ao ginecologista da infância e adolescência, com ultrassonografia pélvica e diário de dor; TDPM: ISRS e apoio da saúde mental; malformação com dor intensa crescente: com urgência
🔴 Grave Dor aguda e intensa que não cede com analgesia; atraso menstrual ou beta-hCG positivo com dor ou sangramento; dor pélvica com febre ou peritonite; dor súbita com vômitos (torção); síncope ou hipotensão; retenção urinária com amenorreia (hematocolpo); ideação suicida no TDPM Pronto-socorro com serviço de cirurgia ou ginecologia no mesmo atendimento; risco de suicídio: avaliação no mesmo dia (ver "Risco de suicídio")

Fatores de risco que elevam a gravidade

  • Vida sexual ativa (gravidez, ectópica, DIP); malformação renal conhecida; amenorreia primária com mamas desenvolvidas.
  • Mãe ou irmã com endometriose (NICE NG73, 2024); fluxo intenso ou coagulopatia (ver "A criança que sangra").
  • Depressão, ansiedade, violência sexual ou doméstica.

3.Diagnóstico no consultório

Anamnese (a menstruação é um sinal vital — AAP/ACOG 2006; perguntar em toda consulta — ver "Consulta de puericultura — 11 anos" a "— 16 anos"):

  • Menarca, ciclos, fluxo, início da dor em relação à menarca, piora ciclo a ciclo, dor fora da menstruação, sintomas intestinais e urinários cíclicos.
  • Impacto: faltas à escola, idas ao pronto-socorro, analgésico usado (dose e momento — muitas "falhas" são dose baixa ou início tardio).
  • Parte da consulta a sós, com sigilo e seus limites: vida sexual, contracepção, IST, violência (ver "Infecções sexualmente transmissíveis na adolescência").
  • TPM e TDPM: diário de sintomas por pelo menos dois ciclos (fase lútea, alívio após a menstruação); rastrear depressão e risco de suicídio.

Exame físico: abdome (massa, dor localizada), inspeção da genitália externa (hímen imperfurado ou microperfurado, abaulamento azulado), Tanner. Exame especular e toque podem ser adiados na adolescente sem vida sexual com quadro de dismenorreia primária (FEBRASGO 2021; Boston Children's).

Exames:

  • Dismenorreia primária típica: nenhum exame é necessário.
  • Beta-hCG em toda adolescente após a menarca com dor pélvica aguda ou atraso menstrual (padrão do site, "Dor abdominal aguda").
  • Sexualmente ativa: rastreio de IST; urina tipo 1 se sintoma urinário; hemograma e PCR na suspeita de DIP (FEBRASGO 2021).
  • Ultrassonografia pélvica (via abdominal) na dor moderada a grave, refratária ou com sinais de secundária (SBP 2020; FEBRASGO 2021); via transvaginal só na adolescente com vida sexual que aceite. Ultrassom normal não exclui endometriose (NICE NG73, 2024); ressonância magnética fica a cargo do especialista.
  • CA-125 não serve para diagnosticar endometriose (NICE NG73, 2024).
  • Suspeita de malformação obstrutiva: ultrassonografia pélvica e renal.

Diagnóstico diferencial que não pode passar: gravidez ectópica, torção ovariana, apendicite, DIP e abscesso tubo-ovariano, cisto ovariano roto, hematocolpo, infecção urinária e litíase, doença inflamatória intestinal, violência sexual.

4.Tratamento e seguimento

Medidas para todas:

  • Validar a dor: dor que faz faltar à escola não é "normal" e merece tratamento.
  • Calor local e atividade física regular (FEBRASGO 2021). A SBP (2020) orienta reduzir sal e gordura entre as crises e repouso nas crises. TENS, acupuntura e fitoterápicos não são primeira linha (FEBRASGO 2021).

AINE — primeira linha (FEBRASGO 2021, que segue o ACOG nº 760, 2018; MS 2016):

  • Iniciar 1 a 2 dias antes da menstruação (MS: 2 a 3) ou ao primeiro sinal de sangramento ou dor (ciclos irregulares), em horário fixo por 2 a 3 dias, após refeições.
  • Sem resposta a um AINE em dose plena, trocar por outro de classe diferente (FEBRASGO 2021).
Medicamento Dose Intervalo Duração Observação e referência
Ibuprofeno 400–600 mg/dose (≥ 12 anos); < 40 kg, 10 mg/kg/dose 6/6 ou 8/8 h; máx. 2.400 mg/dia 2–3 dias por ciclo (MS: até 7 dias) MS 2016 (600 mg 8/8 h); bula (400 mg só > 12 anos); padrão do site 5–10 mg/kg/dose
Naproxeno 500 mg na 1ª dose, depois 250 mg (naproxeno sódico 550 mg e depois 275 mg) 6/6 a 8/8 h 2–3 dias por ciclo Bula do Naprosyn® (dismenorreia); máximo diário conforme bula
Ácido mefenâmico 500 mg/dose 8/8 h Do início do fluxo; máx. 7 dias Bula do Ponstan® (dismenorreia); contraindicado < 14 anos
Dipirona 15 mg/kg/dose (máx. 1 g/dose) 6/6 h (máx. 4 doses/dia) Enquanto houver dor Se o AINE for contraindicado; padrão do site (bula)
Paracetamol 10–15 mg/kg/dose (máx. 1 g/dose ≥ 12 anos) 4–6 h (máx. 5 doses/dia) Enquanto houver dor; reavaliar após 48–72 h Máx. 75 mg/kg/dia e 4 g/dia; padrão do site
Contraceptivo oral combinado (etinilestradiol 30 mcg + levonorgestrel 150 mcg) 1 comprimido/dia Diário; regime estendido ou contínuo reduz a dor Ensaio de cerca de 3 meses; manter se eficaz MS 2016 (contínuo na endometriose); FEBRASGO 2021
Fluoxetina (TDPM) 10 mg/dia (< 40 kg) ou 20 mg/dia (≥ 40 kg) 1x/dia, contínuo ou só na fase lútea Conforme resposta MS 2016; dose do site ("Psicofármacos na criança e no adolescente")

Contraceptivo hormonal:

  • Primeira linha junto com o AINE, para quem deseja contracepção ou não responde ou não tolera AINE; os dois juntos ajudam quem segue sintomática (FEBRASGO 2021).
  • Opções: oral combinado em regime estendido, anel, adesivo; sem estrogênio, progestagênio isolado (oral, injetável, implante, SIU de levonorgestrel) (FEBRASGO 2021).
  • Antes do estrogênio, excluir enxaqueca com aura, trombose ou trombofilia, lúpus, hepatopatia grave e hipertensão (SBP, GPA nº 122/2023; ver "Trombose venosa e trombofilias" e "Lúpus eritematoso sistêmico juvenil").
  • Consentimento e sigilo: ECA, CFM e SBP, Guia Prático nº 122/2023. Não exige vida sexual e não protege de IST: reforçar o preservativo.

O que não usar:

  • Opioides (risco de dependência) e inibidores seletivos da COX-2 (risco cardiovascular no uso prolongado) não são recomendados na adolescência (FEBRASGO 2021).
  • Análogos de GnRH abaixo de 18 anos: evitar (massa óssea); só pelo especialista, com endometriose confirmada e add-back (FEBRASGO 2021).
  • AINE subdosado, tardio ou associado a outro AINE.
  • Não puncionar nem incisar hímen abaulado no consultório (risco de infecção do hematocolpo): o tratamento é cirúrgico, pelo especialista.

Endometriose — papel do especialista: imagem, laparoscopia conservadora com biópsia e supressão hormonal contínua depois (FEBRASGO 2021). O pediatra não espera a confirmação para tratar a dor.

TPM e TDPM (MS 2016):

  • Acolhimento, fatores estressantes, exercício, sono; investigar violência. Contraceptivo combinado contínuo ou com pausa reduzida, se aceito.
  • ISRS nos sintomas afetivos intensos ou TDPM, contínuo ou só na fase lútea (menos eficaz, mais tolerada) (MS 2016; ACOG CPG nº 7, 2023), conforme "Psicofármacos na criança e no adolescente" (ideação suicida, reavaliação precoce); com depressão, ver "Transtornos Depressivos na Adolescência".

Escola: atestado quando preciso e orientação à escola (banheiro, analgésico, educação física adaptada).

Seguimento: revisar o diário. Dor que persiste com AINE em dose plena e contraceptivo bem usados (a FEBRASGO usa cerca de 3 meses de cada como teste terapêutico) é endometriose até prova em contrário: encaminhar com prioridade — sem aguardar o teste se houver sinais de dismenorreia secundária.

5.Quando encaminhar ao pronto-socorro ou internar

  • Dor aguda e intensa que não cede com analgesia oral.
  • Atraso menstrual ou beta-hCG positivo com dor ou sangramento (ectópica, abortamento).
  • Dor pélvica com febre, dor à mobilização do colo ou peritonite (DIP grave, abscesso tubo-ovariano — ver "Infecções sexualmente transmissíveis na adolescência").
  • Dor súbita com vômitos (torção ovariana — ver "Massas e cistos ovarianos e torção ovariana na menina e na adolescente").
  • Síncope, hipotensão, sangramento intenso; amenorreia com dor intensa, massa pélvica ou retenção urinária (hematocolpo); TDPM com ideação suicida.

Como encaminhar (coerente com "Abdome agudo cirúrgico e apendicite aguda na criança"):

  1. Jejum a partir da suspeita cirúrgica; anotar a hora da última refeição.
  2. Analgesia antes de sair (dipirona ou paracetamol nas doses da tabela, IM ou IV onde houver): a analgesia não mascara o diagnóstico.
  3. Beta-hCG (teste rápido) se disponível, sem atrasar a remoção.
  4. Sinais de choque: acesso venoso e soro fisiológico 20 mL/kg; oxigênio para manter SpO2 entre 94% e 98%; SAMU (192) se houver instabilidade.
  5. Contato prévio com serviço com cirurgia e ginecologia, sem exames que atrasem.
  6. Relatório: última menstruação, beta-hCG, medicamentos, achados do exame.

6.Orientações de retorno e sinais de alerta para a família

  • "A cólica tem tratamento. O remédio funciona melhor se começar um ou dois dias antes da menstruação, ou logo que ela descer, em horário certo, por dois ou três dias."
  • "Bolsa morna e atividade física ajudam. Anote dias de dor, remédios e faltas na escola."
  • "Se a dor faz perder aula todo mês apesar do remédio, piora a cada ciclo ou aparece fora da menstruação, volte: pode ser endometriose, que tem tratamento."
  • Procure o pronto-socorro se houver: dor forte e repentina na barriga, com vômitos; dor com febre; desmaio ou tontura forte; menstruação atrasada com dor ou sangramento; sangramento muito intenso; dor que não melhora com o remédio; não conseguir urinar; pensamentos de se machucar ou de morrer.

7.Comparação com as referências

Item SBP Ministério da Saúde AAP NICE AEP Johns Hopkins Harvard Oxford / Cambridge
Diagnóstico Clínico; US na dor moderada a grave ou refratária (GP nº 18, 2020) Clínico; atentar para endometriose (2016) Ciclo menstrual como sinal vital (2006) Endometriose também ≤ 17 anos; US mesmo com exame normal (NG73, 2024) Clínico; alarme: dor desde a menarca (AEPap 2020) Sem posição específica localizada Sem exame pélvico na maioria Segue o NICE
Primeira linha AINE, ACO; antiespasmódico, ansiolítico AINE 2–3 dias antes; ibuprofeno 600 mg 8/8 h Sem diretriz própria localizada Paracetamol ou AINE por cerca de 3 meses AINE antes da dor; ACO 30–35 mcg Sem posição específica localizada AINE; ACO, anel, DIU Segue o NICE
Endometriose Sem posição específica localizada ACO contínuo; encaminhar se refratária Sem diretriz própria localizada ≤ 17 anos: ginecologia pediátrica; sem CA-125 Refratária: ginecologia, laparoscopia Sem posição específica localizada US, RM, laparoscopia Segue o NICE
TPM e TDPM Sem posição específica localizada ACO contínuo; ISRS contínuo ou na fase lútea Sem posição localizada (ACOG 2023: ISRS) Sem diretriz própria localizada Sem posição específica localizada Sem posição específica localizada Sem posição específica localizada Segue o NICE

Leitura: as referências concordam que a dismenorreia primária é clínica, tratada com AINE iniciado antes ou no início do fluxo e contraceptivo hormonal, e que a falha dessa combinação aponta para endometriose (FEBRASGO 2021; AEPap 2020; CMAJ 2021). A SBP (2020) inclui antiespasmódico e, às vezes, ansiolítico nas crises e indica ultrassonografia na dor moderada a grave ou refratária; o MS (2016) inicia o AINE 2 a 3 dias antes. O NICE (NG73, 2024) é o mais incisivo: suspeitar também abaixo de 17 anos, ultrassom mesmo com exame normal, sem CA-125, e encaminhar a serviço de ginecologia pediátrica e da adolescência. Na TPM e no TDPM, só MS e ACOG (2023) orientam, com ISRS contínuo ou na fase lútea. O site adota a SBP e, onde ela não tem posição (doses, TPM, pronto-socorro), o Ministério da Saúde, com doses conferidas em bula; antiespasmódico e ansiolítico ficam como adjuvantes opcionais.

Pontos práticos
  1. Pergunte sobre menstruação e faltas à escola em toda consulta.
  2. AINE em dose plena, iniciado 1–2 dias antes do fluxo ou ao primeiro sinal, em horário fixo por 2–3 dias; antes de declarar falha, confira dose, horário e adesão.
  3. Dor desde a menarca, progressiva, acíclica ou refratária a AINE + contraceptivo é endometriose até prova em contrário: encaminhar com prioridade, sem esperar diagnóstico de imagem.
  4. Amenorreia primária com dor cíclica: inspecione o hímen e peça ultrassonografia pélvica e renal; não puncione no consultório.
  5. TDPM exige diário de sintomas por dois ciclos; o ISRS segue "Psicofármacos na criança e no adolescente", com vigilância de ideação suicida.
  6. Dor aguda intensa, febre, desmaio ou atraso menstrual: beta-hCG e pronto-socorro — ectópica, torção e DIP não podem passar.

Veja também, nesta Biblioteca: Dor abdominal aguda (Patologias do consultório); Abdome agudo cirúrgico e apendicite aguda na criança (Cirurgia pediátrica); Massas e cistos ovarianos e torção ovariana na menina e na adolescente (nesta área); Infecções sexualmente transmissíveis na adolescência (Infectologia); Psicofármacos na criança e no adolescente — o que o pediatra precisa saber e Risco de suicídio na criança e no adolescente — rastreio e manejo pelo pediatra (Saúde mental); Síndrome dos ovários policísticos na adolescente (Endocrinologia); Trombose venosa e trombofilias na criança e no adolescente e A criança que sangra — hemofilia, doença de von Willebrand e outras coagulopatias (Hematologia); Consulta de puericultura — 11 anos a 16 anos (Puericultura).

8.Fontes

  • Sociedade Brasileira de Pediatria, Departamento Científico de Adolescência. Dismenorreia primária em adolescentes — estado da arte (Guia Prático de Atualização nº 18), 2020. sbp.com.br
  • FEBRASGO, Comissão Nacional Especializada em Ginecologia Infanto Puberal. Dismenorreia e endometriose na adolescência (Protocolo FEBRASGO nº 90), 2021. PDF
  • Ministério da Saúde, Instituto Sírio-Libanês. Protocolos da Atenção Básica — Saúde das Mulheres, 2016. PDF
  • NICE. Endometriosis — diagnosis and management (NG73), 2017, atualizada em 11/2024. nice.org.uk
  • AEPap (Asociación Española de Pediatría de Atención Primaria). Algoritmo — Dolor menstrual en la adolescencia, 2020. algoritmos.aepap.org
  • Boston Children's Hospital. Dysmenorrhea. childrenshospital.org
  • Kciuk O, Kives S. Painful periods in adolescents. CMAJ, 2021;193(16):E560. PMC
  • The Menstrual Cycle as a Vital Sign — a comprehensive review (posição AAP/ACOG de 2006), 2024. PMC
  • ACOG. Management of Premenstrual Disorders (Clinical Practice Guideline nº 7), 2023 — apêndice de evidências. PDF
  • Bulas: ibuprofeno 400 mg (Cimed). PDF; Naprosyn®. PDF; Ponstan®. PDF