Gravidade em semáforo (🟢 leve · 🟡 moderada · 🔴 grave), conduta ambulatorial e critérios para encaminhar ao especialista, ao pronto-socorro ou internar, com a comparação entre SBP/Ministério da Saúde e as referências internacionais (convergências e divergências). 📄 Baixar em PDF
A maioria das massas ovarianas da infância e da adolescência é benigna (cistos funcionais, teratoma maduro). O cisto funcional simples, anecoico, sem septos nem parte sólida, tem conduta expectante com ultrassom de controle (🟢); o cisto que persiste ou cresce, o complexo, o teratoma e o cisto neonatal grande ou complexo são encaminhados ao especialista (🟡). Massa sólida ou mista, de crescimento rápido ou com sinais hormonais sugere tumor maligno: marcadores (AFP, beta-hCG, LDH) e encaminhamento com urgência ao centro de oncologia pediátrica. Dor pélvica súbita e intensa, muitas vezes intermitente, com vômitos é torção ovariana até prova em contrário (🔴): o diagnóstico é cirúrgico, o Doppler com fluxo não exclui, e a laparoscopia faz a destorção preservando o ovário mesmo quando ele parece escuro (ACOG nº 783, 2019; APSA 2018). Após a menarca, beta-hCG em toda dor pélvica: gravidez ectópica, cisto hemorrágico roto com instabilidade e abscesso tubo-ovariano também são 🔴 — pronto-socorro em jejum e com analgesia.
1.O que é e como se apresenta
Massa anexial é qualquer aumento de ovário, tuba ou estruturas vizinhas. A preocupação é dupla: não perder a torção e não operar lesões que se resolvem sozinhas, preservando a fertilidade.
Cisto funcional (fisiológico): é o folículo que não ovulou ou não involuiu (cisto folicular) ou o corpo lúteo que persistiu. É o achado mais comum da adolescência. Ao ultrassom, imagem anecoica, de paredes finas, sem septos nem papilas, em geral menor que 6 cm (SEMA/AEP, Adolescere 2019). Pode causar irregularidade menstrual, peso pélvico ou dor. Cistos de 2–5 cm costumam regredir em 4–5 semanas, e os maiores de 5 cm podem levar cerca de 3 meses (FEBRASGO 2018).
Cisto hemorrágico e sua ruptura: a ruptura causa dor súbita com líquido livre na pelve, em geral autolimitada, mas que pode anemizar; o diferencial obrigatório é a gravidez ectópica rota (SEMA/AEP 2019).
Cisto ovariano neonatal e da lactente: estimulado pelos hormônios maternos, muitas vezes visto no pré-natal. O simples de até 4 cm costuma regredir sem complicação nos primeiros meses; o maior de 4 cm e o complexo (debris, nível líquido, septos, parte sólida) têm mais risco de torção, inclusive intrauterina — o ovário pode necrosar e "autoamputar-se" (Melinte-Popescu 2023; Bai 2024).
Teratoma maduro (cisto dermoide): o tumor ovariano mais comum da criança e da adolescente e a lesão mais frequentemente encontrada quando a torção se associa a massa (SEMA/AEP 2019; ACOG nº 783). Benigno; ao ultrassom, gordura e calcificações.
Tumores malignos: raros, mas os tumores ovarianos são as neoplasias do trato genital mais comuns na adolescência. Entre 15 e 20 anos, os tumores de células germinativas respondem por cerca de 50% dos malignos (FEBRASGO, Protocolo nº 33, 2025): disgerminoma (o maligno mais frequente; bilateral em cerca de 20%; associação com disgenesia gonadal com cromossomo Y), teratoma imaturo, tumor do saco vitelino, carcinoma embrionário e coriocarcinoma. Os tumores do cordão sexual-estroma (granulosa juvenil, Sertoli-Leydig) produzem hormônios e se apresentam com puberdade precoce, sangramento vaginal, hirsutismo ou virilização. Alerta de malignidade: massa sólida ou mista, crescimento rápido, ascite, perda de peso, sinais hormonais.
Torção ovariana (anexial): rotação do ovário (com ou sem a tuba) sobre o pedículo, que obstrui a drenagem venosa e depois o fluxo arterial; ocorre em qualquer idade, inclusive antes da menarca. Diferentemente da mulher adulta, em até 46% das meninas e adolescentes o ovário é normal, sem cisto nem massa; quando há massa, predominam o cisto funcional e o teratoma, e a torção de tumor maligno é rara (ACOG nº 783, 2019). Quadro: dor súbita no abdome inferior, muitas vezes intermitente, não irradiada, com náuseas e vômitos (cerca de 70%, em geral desde o início da dor — SEMA/AEP 2019); febre é incomum. Na menina pequena, choro inconsolável, vômitos e massa palpável.
Gravidez ectópica: atraso menstrual, dor pélvica, sangramento; a rota causa choque. Abscesso tubo-ovariano: complicação da doença inflamatória pélvica (DIP), com febre, dor pélvica e massa anexial.
2.Classificação de gravidade
| Gravidade | Critérios clínicos | Conduta |
|---|---|---|
| 🟢 Leve | Cisto funcional simples (anecoico, sem septos nem parte sólida, em geral < 6 cm), com dor leve ou nenhuma, abdome sem sinais peritoneais, beta-hCG negativo. Cisto neonatal simples de até 4 cm em bebê assintomático | Expectante, analgesia se dor; ultrassom de controle; orientar sinais de torção |
| 🟡 Moderada | Cisto que persiste ou cresce nos controles; cisto complexo ou com septos; teratoma; cisto neonatal > 4 cm ou complexo, assintomático; cisto hemorrágico diagnosticado no serviço, com dor controlada, sem anemia, beta-hCG negativo. Massa sólida ou mista, ascite ou sinais hormonais (suspeita de tumor maligno) | Encaminhar ao ginecologista da infância e adolescência ou ao cirurgião pediátrico; cisto hemorrágico: reavaliar em 24–48 h. Suspeita de tumor maligno: marcadores e encaminhamento com urgência ao centro de oncologia pediátrica |
| 🔴 Grave | Dor pélvica ou abdominal baixa súbita e intensa com náuseas ou vômitos (suspeita de torção), com ou sem massa conhecida; dor intensa sem diagnóstico; beta-hCG positivo com dor ou sangramento (suspeita de ectópica); sinais de hemoperitônio (palidez, taquicardia, hipotensão, síncope, dor no ombro); febre com massa anexial ou peritonite (abscesso tubo-ovariano, DIP grave); lactente com cisto e vômitos, distensão ou irritabilidade | Pronto-socorro com cirurgião pediátrico ou ginecologista, em jejum, com analgesia; não esperar ultrassom no consultório |
Fatores de risco que elevam a gravidade
- Cisto ou massa ovariana conhecida, sobretudo maior que 5 cm (mais risco de torção), ou torção prévia.
- Dor em crises com vômitos (torção intermitente).
- Vida sexual ativa, atraso menstrual, IST ou DIP prévias (ectópica, abscesso).
- Distúrbio de coagulação (cisto hemorrágico volumoso — ver "A criança que sangra").
- Disgenesia gonadal com cromossomo Y ou diferença do desenvolvimento sexual (risco de tumor de células germinativas).
- Menina pequena (quadro inespecífico).
3.Diagnóstico no consultório
Anamnese: início, padrão intermitente, vômitos, febre, data da última menstruação, sangramento, corrimento, vida sexual e contracepção (perguntadas a sós com a adolescente, com sigilo conforme ECA, CFM e SBP, GPA nº 122/2023), sinais puberais ou de virilização, perda de peso.
Exame: sinais vitais e perfusão, palpação (massa, defesa, descompressão), Tanner, ascite.
Exames — quando e quais:
- Beta-hCG (urina ou sangue) em toda adolescente após a menarca com dor pélvica ou massa — gravidez ectópica (NICE NG126, 2019, atualizada em 06/2026; documentos do site sobre dor abdominal). No 🔴, não atrasa o encaminhamento.
- Ultrassom pélvico transabdominal (com bexiga cheia; transvaginal só na adolescente com vida sexual, com consentimento): primeiro exame em toda massa e na dor pélvica. Ovário aumentado e edemaciado, com folículos na periferia, sugere torção. O Doppler é normal em mais de 60% das torções (SEMA/AEP 2019) e não deve guiar a decisão (ACOG nº 783).
- Hemograma, PCR e urina tipo 1 na dor aguda.
- Marcadores tumorais — só na massa sólida, mista ou suspeita (não no cisto simples): AFP (tumor do saco vitelino, teratoma imaturo), beta-hCG (coriocarcinoma, disgerminoma, carcinoma embrionário) e LDH (disgerminoma); CA-125 e inibina a critério do especialista (FEBRASGO 2025). Na menina com puberdade precoce e massa, estradiol, LH e FSH (ver "Puberdade precoce e puberdade atrasada").
- Ressonância de pelve e abdome: na massa complexa ou suspeita, pedida pelo especialista (FEBRASGO 2025).
Diagnóstico diferencial que não pode passar:
- Torção ovariana rotulada como cólica menstrual ou gastroenterite.
- Gravidez ectópica (beta-hCG não pedido) e abscesso tubo-ovariano ou DIP.
- Apendicite, infecção urinária, constipação, invaginação.
- Tumor maligno (germinativo, do cordão sexual) chamado de "cisto" sem descrição ultrassonográfica.
- Hematocolpo por hímen imperfurado (dor cíclica e massa, com telarca e sem menarca).
4.Tratamento e seguimento
O pediatra reconhece a urgência, faz analgesia, pede beta-hCG e ultrassom e segue o cisto funcional simples. O especialista (ginecologista da infância e adolescência, cirurgião ou oncologista pediátrico) investiga massas complexas, opera e trata tumores.
Cisto funcional simples (🟢): expectante, com ultrassom de controle (Boston Children's: em 2 a 8 semanas); a FEBRASGO (2018) aceita observar até 5–7 cm na adolescente sem sintomas importantes. Cisto que persiste, cresce, fica complexo ou dá sintomas: encaminhar (🟡).
Cisto neonatal: simples até 4 cm, ultrassom seriado até a resolução; maior de 4 cm ou complexo: cirurgião pediátrico, que opera se crescer ou der sintomas (Melinte-Popescu 2023; Bai 2024).
Teratoma e outras massas benignas: cirurgia eletiva, laparoscópica, com cistectomia e preservação do ovário; a punção aspirativa tem alta recorrência (FEBRASGO 2018).
Suspeita de tumor maligno: marcadores (AFP, beta-hCG, LDH) e encaminhamento com urgência ao centro de oncologia pediátrica; cirurgia conservadora da fertilidade sem doença extrapélvica e sobrevida de cerca de 90% no disgerminoma (FEBRASGO 2025).
Torção ovariana (🔴) — do cirurgião: laparoscopia diagnóstica sem demora; destorção com preservação do ovário independentemente do aspecto — o ovário "azul-escuro" é viável em 88–100% dos casos (SEMA/AEP 2019), o aspecto não prediz a função futura e não há relato de tromboembolismo após a destorção (APSA, Dasgupta 2018). A ooforectomia fica para o ovário que se desfaz por necrose (ACOG nº 783). A ooforopexia após um único episódio não tem benefício comprovado (APSA 2018). Em até 50% das laparoscopias não se confirma torção, mas outra causa costuma ser tratada (ACOG nº 783). Seguimento: ultrassom cerca de 3 meses após a destorção, antes se houver suspeita de tumor (APSA 2018).
Cisto hemorrágico roto: paciente estável, sem anemia, com beta-hCG negativo: analgesia oral e controle ambulatorial; o líquido se reabsorve em dias (SEMA/AEP 2019). Instabilidade, queda de hemoglobina ou dúvida com ectópica: cirurgia.
Gravidez ectópica e abscesso tubo-ovariano: hospitalares; o abscesso recebe antibiótico IV conforme o PCDT IST do Ministério da Saúde (esquemas em "Infecções sexualmente transmissíveis na adolescência").
Analgesia (as mesmas doses de "Abdome agudo cirúrgico e apendicite aguda na criança"; a analgesia não mascara o diagnóstico):
| Medicamento | Dose | Intervalo | Duração | Observação e referência |
|---|---|---|---|---|
| Dipirona VO ou IV | 15 mg/kg/dose | 6/6 h (máx. 4 doses/dia) | Enquanto houver dor | Não usar < 3 meses ou < 5 kg (bula); padrão do site (SBP 2024: 15–25 mg/kg) |
| Paracetamol VO | 10–15 mg/kg/dose | 4–6 h (máx. 5 doses/dia) | Enquanto houver dor; reavaliar após 48–72 h | Máx. 75 mg/kg/dia e 4 g/dia; efeito cumulativo — padrão do site |
| Ibuprofeno VO | 5–10 mg/kg/dose | 6–8 h | Enquanto houver dor | A partir de 6 meses; evitar se desidratada, com vômitos persistentes ou suspeita de dengue (padrão do site); preferir dipirona ou paracetamol se houver suspeita de sangramento ativo |
| Morfina IV (no serviço) | 0,05–0,1 mg/kg/dose | 4 h (titular a cada 10–20 min) | Dor intensa | SBP, Diretriz nº 177/2024; monitorizada |
O que não fazer:
- Não usar anticoncepcional hormonal para "dissolver" cisto: ele pode prevenir novos cistos, mas não resolve o existente (FEBRASGO 2018).
- Não pedir marcadores no cisto funcional simples.
- Não esperar Doppler ou tomografia para encaminhar a suspeita de torção.
- Não puncionar massa ovariana.
5.Quando encaminhar ao pronto-socorro ou internar
Pronto-socorro com cirurgião pediátrico ou ginecologista:
- Dor pélvica súbita e intensa, contínua ou em crises, com náuseas ou vômitos — suspeita de torção, mesmo com Doppler normal.
- Dor intensa sem diagnóstico, sinais peritoneais.
- Beta-hCG positivo com dor pélvica ou sangramento, ou atraso menstrual com dor.
- Palidez, taquicardia, hipotensão, síncope, dor no ombro (hemoperitônio: ectópica rota ou cisto roto).
- Febre com massa anexial, DIP com toxemia ou vômitos (abscesso tubo-ovariano).
- Recém-nascida ou lactente com cisto ovariano e vômitos, distensão, irritabilidade ou recusa alimentar.
Como encaminhar:
- Jejum (nada por boca: provável cirurgia).
- Analgesia antes da saída (dipirona ou paracetamol; opioide no serviço).
- Anotar a hora do início da dor; a torção é emergência de tempo.
- Choque ou hemoperitônio: decúbito, acesso venoso, soro fisiológico 20 mL/kg, reavaliando após cada alíquota; oxigênio para manter SpO2 entre 94% e 98%; transporte com equipe.
- Beta-hCG, se disponível, sem atrasar a remoção; enviar ultrassons anteriores.
- Destino com cirurgia pediátrica ou ginecologia 24 h.
- Suspeita de violência sexual: notificação obrigatória (compulsória), Conselho Tutelar e comunicação obrigatória à polícia pelo serviço (Lei nº 12.845/2013, art. 3º, IX, incluído pela Lei nº 15.516/2026).
6.Orientações de retorno e sinais de alerta para a família
- "A maior parte dos cistos de ovário nesta idade some sozinha; vamos repetir o ultrassom, e não operar."
- "Se o ovário torcer, o tempo conta: não espere a dor passar sozinha."
- Procurar o pronto-socorro já, sem comer nem beber, se houver: dor forte e de repente na parte baixa da barriga, que vai e volta ou não passa, ou com vômitos; desmaio ou palidez; febre com dor na barriga; sangramento vaginal com dor ou atraso menstrual; no bebê, choro inconsolável, vômitos ou barriga inchada.
7.Comparação com as referências
| Item | SBP | Ministério da Saúde | AAP | NICE | AEP | Johns Hopkins | Harvard | Oxford / Cambridge |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Documento (versão/data) | Sem documento específico localizado; analgesia: Diretriz nº 177/2024 | PCDT IST 2022 (DIP, abscesso); sem posição sobre massas | Sem posição específica localizada | NG126 (04/2019, atualizada 06/2026), só ectópica | SEMA/AEP, Adolescere 2019 (dor pélvica) | Sem posição específica localizada | Boston Children's, Ovarian cysts (página clínica) | Seguem o NICE |
| Cisto funcional | Sem posição | Sem posição | Sem posição específica localizada | Sem diretriz | Simples < 6 cm; expectante | Sem posição específica localizada | Observar; ultrassom em 2–8 semanas | Seguem o NICE |
| Torção | Sem posição | Sem posição | Sem posição específica localizada | Sem diretriz | Doppler normal em > 60%; destorção preservando o anexo | Sem posição específica localizada | Dor intensa e vômitos: emergência | Seguem o NICE |
| Massa suspeita e marcadores | Sem posição | Sem posição | Sem posição específica localizada | Sem diretriz | Teratoma: lesão mais comum na torção | Sem posição específica localizada | Cisto > 5 cm: drenagem por agulha | Seguem o NICE |
| Gravidez ectópica | Sem posição | Sem posição específica localizada | Sem posição específica localizada | Teste de gravidez na dor em idade reprodutiva | Teste de gravidez no sangue no cisto roto | Sem posição específica localizada | Sem posição específica localizada | Seguem o NICE |
Leitura: SBP e Ministério da Saúde não têm documento sobre massas ou torção ovariana; o MS só trata da DIP e do abscesso (PCDT IST 2022), seguido aqui. AAP, Johns Hopkins e NICE também não; o NICE (NG126) sustenta o teste de gravidez. As fontes que se pronunciam convergem: o cisto funcional simples é observado com ultrassom; a torção é diagnóstico cirúrgico, o Doppler não a exclui e o ovário deve ser preservado mesmo escuro (SEMA/AEP 2019; ACOG nº 783, 2019; APSA 2018). A divergência está no cisto grande: o Boston Children's menciona drenagem por agulha acima de 2 polegadas (cerca de 5 cm), enquanto a FEBRASGO (2018) desaconselha a aspiração pela alta recorrência e prefere a cistectomia. Posição adotada pelo site: sem posição da SBP e do Ministério da Saúde, o site segue a FEBRASGO (cistos funcionais 2018 e tumores ovarianos na adolescência, Protocolo nº 33, 2025), referência brasileira mais específica, e, na torção, o ACOG nº 783 (2019) e a revisão sistemática da APSA (2018), dirigidas à faixa pediátrica.
- Dor pélvica súbita com vômitos na menina ou na adolescente é torção ovariana até prova em contrário: pronto-socorro em jejum e com analgesia, sem esperar exame.
- Doppler com fluxo, ovário sem cisto e idade pré-menarca não excluem torção.
- O ovário torcido é destorcido e preservado, mesmo quando parece necrosado.
- Cisto simples é observado com ultrassom de controle; anticoncepcional não dissolve cisto.
- Massa sólida, mista, de crescimento rápido ou com sinais hormonais: AFP, beta-hCG e LDH e encaminhamento com urgência à oncologia pediátrica.
- Beta-hCG em toda dor pélvica após a menarca: gravidez ectópica e cisto roto com instabilidade são emergências.
Veja também, nesta Biblioteca: Dor abdominal aguda e Puberdade precoce e puberdade atrasada (Patologias do consultório); Abdome agudo cirúrgico e apendicite aguda na criança e Escroto agudo — torção testicular, torção de apêndice e orquiepididimite (Cirurgia pediátrica); Infecções sexualmente transmissíveis na adolescência (Infectologia); Síndrome dos ovários policísticos na adolescente (Endocrinologia pediátrica); Diagnóstico Precoce do Câncer Infantil — Revisão (Oncologia); Emergências Cirúrgicas Neonatais — Revisão (Neonatologia).
8.Fontes
- ACOG. Adnexal torsion in adolescents. Committee Opinion nº 783. Obstet Gynecol, 2019;134(2):e56–e63. PubMed
- American Pediatric Surgical Association, Outcomes and Evidence Based Practice Committee. Dasgupta R et al. Ovarian torsion in pediatric and adolescent patients — a systematic review. J Pediatr Surg, 2018;53(7):1387–1391. PubMed
- FEBRASGO, Comissão Nacional Especializada em Ginecologia Oncológica. Tumores ovarianos na adolescência. Protocolo FEBRASGO nº 33, 3ª ed. Femina, 2025;53(4):258–68. PDF
- FEBRASGO. Salomão CB, Marinho MVW. Cistos ovarianos funcionais na infância e adolescência, 2018. febrasgo.org.br
- Sociedad Española de Medicina de la Adolescencia (SEMA/AEP). Rodríguez Jiménez MJ. Dolor pélvico en la adolescencia — patología uterina y anexial. Adolescere, 2019;VII(1):16–25. PDF
- NICE. Ectopic pregnancy and miscarriage — diagnosis and initial management (NG126), 2019, atualizada em 17/06/2026. nice.org.uk
- Boston Children's Hospital, Division of Gynecology. Ovarian cysts. childrenshospital.org
- Melinte-Popescu AS et al. Managing fetal ovarian cysts — clinical experience with a rare disorder. Medicina (Kaunas), 2023;59(4):715. PubMed
- Bai R et al. Opting for conservative management over surgery for neonatal ovarian cysts. J Clin Ultrasound, 2024;52(6):705–716. PubMed