Gravidade em semáforo (🟢 leve · 🟡 moderada · 🔴 grave), conduta ambulatorial e critérios para encaminhar ao especialista, ao pronto-socorro ou internar, com a comparação entre SBP/Ministério da Saúde e as referências internacionais (convergências e divergências). 📄 Baixar em PDF
Suspeite de hemólise diante de palidez com icterícia, urina escura e baço palpável, e confirme com hemograma, reticulócitos, bilirrubina indireta, DHL, haptoglobina, esfregaço de sangue periférico e Coombs direto (SBP 2021). O esfregaço e o Coombs separam as três causas principais: esferocitose hereditária (esferócitos, Coombs negativo, história familiar), deficiência de G6PD (crise após infecção, fava, naftalina ou medicamento oxidante, em menino) e anemia hemolítica autoimune — AHAI (Coombs direto positivo). A hemólise compensada é acompanhada pelo pediatra com o hematologista pediátrico (ácido fólico nas formas moderadas e graves, vesícula, vacinas, gatilhos). Primeira suspeita de hemólise vai ao hematologista; Coombs positivo ou suspeita de AHAI, com urgência. Queda aguda da hemoglobina, taquicardia, dispneia, sonolência, colúria intensa, anemia com reticulócitos baixos (crise aplástica) ou febre no esplenectomizado são 🔴: pronto-socorro, com os exames colhidos antes de qualquer transfusão.
1.O que é e como se apresenta
A hemólise é extravascular (baço e fígado — esferocitose, AHAI quente) ou intravascular (crise de G6PD, AHAI fria), esta com hemoglobinúria. Sinais: palidez, icterícia, colúria, esplenomegalia, taquicardia; na forma crônica, cálculos biliares.
| Doença | Mecanismo e herança | Quando suspeitar |
|---|---|---|
| Esferocitose hereditária (EH) | Defeito de proteínas da membrana (espectrina, anquirina, banda 3); em geral autossômica dominante, história familiar em cerca de 75% (BSH 2011) | Icterícia neonatal, anemia variável, baço grande, cálculo biliar em criança; parente com anemia, "icterícia" ou esplenectomia |
| Deficiência de G6PD | Enzima que protege a hemácia do estresse oxidativo; ligada ao X; cerca de 10% dos homens afrodescendentes no Brasil (SBP 2022) | Crise aguda após infecção, fava, naftalina ou medicamento oxidante; icterícia neonatal precoce ou intensa |
| Anemia hemolítica autoimune (AHAI) | Autoanticorpo contra a hemácia; quente (IgG, 60–70% na criança) ou fria (IgM e complemento, 25–30%) (SBP 2021) | Anemia aguda com icterícia e Coombs direto positivo, muitas vezes após virose; com plaquetopenia = síndrome de Evans |
Particularidades que mudam a conduta
- EH: a gravidade varia, mesmo na família, e orienta ácido fólico e esplenectomia (classificação da SEHOP 2022):
| Forma | Hemoglobina | Reticulócitos | Bilirrubina | Esplenectomia |
|---|---|---|---|---|
| Leve | > 10 g/dL | 3–6% | < 2 mg/dL | Em geral desnecessária |
| Moderada | 8–10 g/dL | 6–10% | 2–3 mg/dL | Considerar (idade escolar) |
| Grave | < 8 g/dL ou dependente de transfusão | > 10% | > 3 mg/dL | Indicada, de preferência a partir de 6 anos |
- G6PD: a maioria é assintomática fora do gatilho. A SBP (2022) descreve icterícia neonatal, anemia hemolítica aguda (início abrupto, palidez, icterícia, dor abdominal, urina escura) e a rara forma crônica não esferocítica; viroses, dengue e hepatites também desencadeiam crises.
- AHAI: na criança tende a ser autolimitada (PCDT 2025), muitas vezes pós-infecciosa, mas pode ser secundária (lúpus, imunodeficiência, linfoma, medicamentos) e recai em 20–45% (SBP 2021).
- Crise aplástica por parvovírus B19: em qualquer hemólise crônica, o vírus bloqueia os precursores eritroides — a hemoglobina despenca e os reticulócitos caem; pode exigir transfusão (SEHOP 2022; Doenças exantemáticas).
2.Classificação de gravidade
| Gravidade | Critérios clínicos | Conduta |
|---|---|---|
| 🟢 Leve | Diagnóstico definido e hemólise compensada (EH leve ou moderada estável; G6PD fora de crise); hemoglobina no basal da criança; sem sintomas de anemia | Seguimento pelo pediatra com o hematologista: ácido fólico se moderada ou grave, ultrassom da vesícula, vacinas, lista de gatilhos e sinais de alerta |
| 🟡 Moderada | Primeira suspeita de hemólise em criança estável; EH grave ou dependente de transfusão; cálculo biliar sintomático; avaliação para esplenectomia; crise leve de G6PD, sem sinais de descompensação, sem colúria intensa e com boa ingestão; Coombs direto positivo ou suspeita de AHAI, mesmo estável | Encaminhar ao hematologista pediátrico com prioridade (com urgência na suspeita de AHAI); crise leve de G6PD: retirar o gatilho e reavaliar em 24–48 h com hemograma e reticulócitos |
| 🔴 Grave | Queda aguda da hemoglobina com taquicardia, dispneia, hipotensão ou sonolência; colúria intensa, oligúria; anemia com reticulócitos baixos (crise aplástica); AHAI com anemia sintomática ou em queda; Evans com sangramento; hemólise com plaquetopenia e lesão renal (SHU); febre no esplenectomizado | Pronto-socorro/hospital: estabilizar, oxigênio, acesso venoso, contato com o serviço; transfusão e tratamento no hospital |
Fatores de risco que elevam a gravidade
- Menor de 1 ano; recém-nascido ictérico antes de 24 horas.
- Hemólise intravascular (G6PD, AHAI fria): hemoglobinúria e risco renal.
- Infecção ou contato com eritema infeccioso na hemólise crônica.
- Esplenectomia, vacinas atrasadas, doença de base, plaquetopenia.
3.Diagnóstico no consultório
Clínica: pergunte pela história familiar (anemia, icterícia, cálculo biliar em jovem, esplenectomia) e exposição recente (infecção, fava, naftalina, henna, medicamento, frio). Examine palidez, icterícia, baço, pulso e cor da urina.
Exames iniciais (SBP 2021; PCDT 2025):
| Exame | O que mostra |
|---|---|
| Hemograma | Anemia normocítica; CHCM > 36 g/dL sugere EH |
| Reticulócitos | Altos na hemólise; baixos com anemia = crise aplástica, falta de folato ou doença medular |
| Bilirrubinas, DHL, haptoglobina | Indireta e DHL altas; haptoglobina baixa (a mais sensível, se disponível) |
| Esfregaço | Esferócitos (EH, AHAI); hemácias "mordidas" e corpúsculos de Heinz (G6PD); esquizócitos (SHU); drepanócitos (falciforme) |
| Coombs direto | Positivo = hemólise imune (AHAI, isoimunização, medicamento); negativo na EH e na G6PD |
| Urina tipo 1, creatinina | Hemoglobinúria (fita positiva sem hemácias); função renal |
Exames específicos (em geral do especialista):
- EH: história familiar, esferócitos, CHCM alto e reticulocitose dispensam outros testes (BSH 2011; SEHOP 2022). Na dúvida: ligação da eosina-5-maleimida (EMA) por citometria de fluxo ou fragilidade osmótica e crio-hemólise; genética nos atípicos. Ultrassom abdominal (vesícula e baço): anual a partir de 5 anos e antes da esplenectomia (SEHOP 2022).
- G6PD: triagem semiquantitativa e confirmação por dosagem quantitativa (SBP 2022). Na crise, pode vir falsamente normal: repetir após a recuperação (AAP 2022).
- AHAI: Coombs monoespecífico (IgG = quente; C3d = fria) e crioaglutininas (PCDT 2025); investigar causa secundária.
- Crise aplástica: IgM ou PCR para parvovírus B19.
Triagem neonatal de G6PD: fora do teste do pezinho do SUS (Portaria SCTIE nº 44/2018; ausente da Lei 14.154/2021); existe no teste ampliado privado. Alterada: confirmar por dosagem quantitativa. A SBP (2022) recomenda avaliar G6PD no recém-nascido e no lactente com anemia e icterícia associadas.
Diagnóstico diferencial que não pode passar: SHU (esquizócitos, Coombs negativo, plaquetopenia, lesão renal após diarreia); doença falciforme e talassemias; malária (e primaquina no deficiente); leucemia e aplasia (outras citopenias); síndrome de Gilbert (bilirrubina indireta sem anemia); isoimunização no recém-nascido.
4.Tratamento e seguimento
Pediatra: colhe os exames, retira o gatilho, encaminha, mantém vacinas e ácido fólico, acompanha crescimento e vesícula. Especialista: confirmação, corticoide, transfusão, esplenectomia.
Esferocitose hereditária — sem documento da SBP nem do MS; o site segue a SEHOP (2022) e a BSH (2011):
- Ácido fólico nas formas moderada e grave; desnecessário na leve.
- Forma estável: consulta anual, sem hemograma a cada visita (BSH 2011).
- Cálculo biliar sintomático: colecistectomia; assintomático, seguimento por ultrassom. Na esplenectomia, retirar a vesícula se houver cálculo sintomático (BSH 2011).
- Esplenectomia (hematologista e cirurgião): indicada na grave, considerada na moderada (cansaço, baixo crescimento, crises), não indicada na leve; de preferência a partir de 6 anos, por laparoscopia; a parcial é opção em menores (BSH 2011; SEHOP 2022).
- Vacinas antes da esplenectomia (Manual dos CRIE 2023, conforme Vacinação do imunocomprometido), não vivas ≥ 2 semanas e varicela ≥ 4 semanas antes: VPC20, meningocócica ACWY (2 doses e reforço a cada 5 anos), meningocócica B, Hib, influenza anual, hepatites A e B, varicela. Depois: penicilina profilática por pelo menos 2 anos, com duração individualizada (Guia Vacinal do site), cartão de asplenia e febre = pronto-socorro.
Deficiência de G6PD (SBP 2022):
- Prevenção é o tratamento: lista do que evitar e relatório para toda consulta e farmácia; a mãe que amamenta também evita os gatilhos.
- Evitar sempre: fava, naftalina, henna, nitritos inalados (SBP 2022); azul de metileno (bula).
- Medicamentos com hemólise significativa: primaquina, sulfonamidas (sulfassalazina, sulfapiridina, sulfacetamida), nitrofurantoína, dapsona, furazolidona (SBP 2022); rasburicase — contraindicada (bula; documento Emergências oncológicas); tafenoquina — só com G6PD quantitativa ≥ 6,1 U/gHb, a partir de 2 anos e 10 kg (Nota Técnica nº 2/2026 do MS, conforme Doenças endêmicas).
- Com cautela, sobretudo na infecção: a SBP lista cloroquina, quinina, sulfadiazina, ácido acetilsalicílico, cloranfenicol, paracetamol e dipirona entre os que causam hemólise com fatores predisponentes. Paracetamol e dipirona podem ser usados com cautela, na dose padrão do site, sem exceder, observando a cor da urina (SBP 2022).
- Na crise: suspender o gatilho, tratar a infecção, hidratar; transfusão por indicação clínica, no hospital (SBP 2022).
AHAI: tratamento do hematologista, em geral no hospital. Quente: corticoide em primeira linha; na refratária, imunoglobulina, imunossupressores ou esplenectomia (evitada abaixo de 5 anos — PCDT 2025). AHAI fria: proteger do frio; a esplenectomia não é eficaz (PCDT 2025). Transfusão de emergência com o hemoterapeuta: bolsa de menor incompatibilidade, volume fracionado (SBP 2021).
| Medicamento | Dose | Intervalo | Duração | Observação e referência |
|---|---|---|---|---|
| Ácido fólico (EH moderada ou grave) | < 5 anos: 1 mg; maiores: 1–5 mg (ou 5 mg 1–2 vezes por semana) | 1×/dia | Contínuo | SEHOP 2022 (sem posição da SBP nem do MS); na AHAI, 5–10 mg/dia (PCDT 2025) |
| Prednisolona ou prednisona (AHAI quente) | Prednisolona 2 mg/kg/dia ou prednisona 1–2 mg/kg/dia | 1×/dia ou dividido | Cerca de 3 semanas na dose plena; retirada pelo hematologista | SBP 2021 (PCDT 2025: 0,5 mg/kg/dia após 2 semanas se Hb > 10 g/dL; retirada em 3 meses) |
| Primaquina (P. vivax no G6PD deficiente) | 0,75 mg/kg/semana | Semanal | 8 semanas | Guia MS 2021 (documento Doenças endêmicas); proibida < 6 meses |
| Dipirona / paracetamol | Dipirona 15 mg/kg/dose; paracetamol 10–15 mg/kg/dose | 6/6 h; 4–6 h | Mínimo necessário | Padrão do site; na G6PD, com cautela, na dose padrão (SBP 2022) |
Não fazer: dar ferro sem ferropenia comprovada (a anemia crônica já aumenta a absorção de ferro — BSH 2011); corticoide na suspeita de AHAI sem exames colhidos e sem o hematologista.
5.Quando encaminhar ao pronto-socorro ou internar
- Queda aguda da hemoglobina com descompensação: taquicardia, dispneia, hipotensão, sonolência, insuficiência cardíaca (a indicação de transfusão é clínica — SBP 2022).
- Colúria intensa (urina cor de coca-cola), oligúria ou dor lombar.
- Anemia com reticulócitos baixos em hemólise crônica (crise aplástica).
- Coombs direto positivo com anemia sintomática ou piora rápida; Evans com sangramento.
- Hemólise com plaquetopenia e alteração renal (SHU); recém-nascido ictérico nas primeiras 24 horas (Icterícia Neonatal).
- Febre no esplenectomizado (Infecções no imunocomprometido: ceftriaxona antes da remoção, se não atrasá-la).
Como encaminhar
- ABC; oxigênio para manter SpO2 ≥ 94%; repouso.
- Acesso venoso; colher antes de qualquer transfusão hemograma, reticulócitos, bilirrubinas, DHL, Coombs direto, tipagem e amostra para G6PD.
- Não dar corticoide no consultório na suspeita de AHAI, salvo orientação do hematologista de destino; não hiper-hidratar na anemia grave.
- Suspender o medicamento suspeito; na AHAI fria, manter aquecida.
- Contato prévio com o serviço; SAMU (192) se instabilidade, dispneia ou alteração de consciência.
- Relatório: hemoglobina basal, transfusões, medicamentos, exposições e vacinas.
6.Orientações de retorno e sinais de alerta para a família
- "Observe a urina e os olhos: urina escura, cor de chá ou de coca-cola, ou olhos mais amarelos são sinal de crise."
- G6PD: "Nunca coma fava, não use naftalina, não faça henna; mostre o relatório antes de qualquer remédio, inclusive na farmácia."
- Esferocitose: "O ácido fólico é contínuo. Se houver contato com eritema infeccioso (bochechas vermelhas) e a criança ficar mais pálida ou cansada, procure atendimento."
- Esplenectomizado: "Febre é sempre motivo para ir ao pronto-socorro."
- Pronto-socorro se houver: palidez que piora rápido, cansaço extremo, falta de ar, desmaio, sonolência, urina escura ou pouca urina, febre no esplenectomizado, manchas roxas.
7.Comparação com as referências
| Item | SBP | Ministério da Saúde | AAP | NICE | AEP | Johns Hopkins | Harvard | Oxford / Cambridge |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Exames de hemólise | Hemograma, reticulócitos, BI, DHL, Coombs direto (2021) | Hb < 10, Coombs +, hemólise laboratorial (PCDT AHAI 2025) | RN: hemoglobina na fototerapia; Coombs (2022) | RN: Coombs na hiperbilirrubinemia significativa (CG98) | Hemograma, esfregaço, reticulócitos, Coombs, ultrassom (SEHOP 2022) | Sem posição específica localizada | Sem posição específica localizada | Segue o NICE |
| Esferocitose — diagnóstico e esplenectomia | Sem documento específico | Sem posição específica localizada (na AHAI, esplenectomia evitada < 5 anos) | Sem posição específica localizada | Sem posição específica localizada | EMA ou fragilidade osmótica na dúvida; esplenectomia na grave, ≥ 6 anos; penicilina até 5 anos e/ou 12 meses (SEHOP 2022) | Sem posição específica localizada | Sem posição específica localizada | Segue o NICE |
| G6PD | Avaliar RN e lactente com anemia e icterícia; lista de gatilhos; paracetamol e dipirona com cautela (2022) | Fora do teste do pezinho do SUS (2018); obrigatória para tafenoquina (2026); primaquina semanal no deficiente | Dosar se bilirrubina sobe apesar da fototerapia (2022) | Considerar conforme origem étnica (CG98) | Sem posição específica localizada | Sem posição específica localizada | Sem posição específica localizada | Segue o NICE |
| AHAI — tratamento | Prednisolona 2 ou prednisona 1–2 mg/kg/dia, cerca de 3 semanas; hematologista | Prednisona 1–2 mg/kg/dia; reduzir após 2 semanas; 3 meses | Sem posição específica localizada | Sem posição específica localizada | Sem posição específica localizada | Sem posição específica localizada | Sem posição específica localizada | Segue o NICE |
Leitura: há convergência no roteiro laboratorial da hemólise e na G6PD do recém-nascido ictérico (SBP 2022, AAP 2022, NICE CG98). Na AHAI, SBP (2021) e PCDT (2025) concordam no corticoide pelo hematologista; o site adota a dose da SBP e registra a redução do PCDT. Na G6PD, a SBP valoriza a investigação precoce, mas o MS não incorporou a triagem neonatal (2018); o site segue a SBP (2022) nos antitérmicos: paracetamol e dipirona com cautela, na dose padrão. Na esferocitose, sem SBP nem MS, o site segue a SEHOP (2022), coerente com a BSH (2011); a penicilina pós-esplenectomia da SEHOP (até 5 anos e/ou 12 meses) diverge do Guia Vacinal do site (pelo menos 2 anos, individualizada), que é mantido. Posição do site: SBP; na falta, Ministério da Saúde; na esferocitose, SEHOP/BSH.
- Reticulócitos, bilirrubina indireta e DHL altos: hemólise — esfregaço e Coombs direto juntos.
- Coombs positivo ou suspeita de AHAI: hematologista com urgência; corticoide só com ele e com os exames colhidos.
- G6PD: lista escrita do que evitar (fava, naftalina, henna, primaquina, sulfas, nitrofurantoína, dapsona, rasburicase).
- Esferocitose: ácido fólico se moderada ou grave, ultrassom da vesícula; esplenectomia na grave, a partir de 6 anos, vacinada antes.
- Anemia hemolítica com reticulócitos baixos é crise aplástica (parvovírus B19): pronto-socorro.
- Queda aguda da hemoglobina, instabilidade, colúria intensa ou febre no esplenectomizado: pronto-socorro, com exames colhidos antes da transfusão.
Veja também, nesta Biblioteca: Doença falciforme e Talassemias (nesta área); Icterícia Neonatal; Síndrome hemolítico-urêmica (SHU); Doenças endêmicas no Brasil (malária e G6PD); Vacinação do imunocomprometido; Doenças exantemáticas (parvovírus B19); Simulado ENAMED — Anemia.
8.Fontes
- SBP, Departamento de Hematologia e Hemoterapia. Deficiência de G6PD. Documento Científico nº 7, 2022. PDF
- SBP, Departamento de Hematologia e Hemoterapia. Anemia hemolítica autoimune — abordagem da criança e do adolescente, 2021. PDF
- Ministério da Saúde. PCDT da Anemia Hemolítica Autoimune — Portaria Conjunta SAES/SECTICS nº 7, 2025. PDF
- Conitec. Triagem neonatal para deficiência de G6PD — Portaria SCTIE nº 44, 2018. PDF
- Brasil. Lei nº 14.154, de 26 de maio de 2021 (Programa Nacional de Triagem Neonatal). planalto.gov.br
- AAP. Kemper AR et al. Hyperbilirubinemia in the Newborn Infant ≥ 35 Weeks, 2022 — resumo AAFP, 2023. aafp.org
- NICE. Jaundice in newborn babies under 28 days (CG98), atualizada em 2023. nice.org.uk
- SEHOP, Grupo de Eritropatología. Guía Esferocitosis hereditaria, 2022. PDF
- BCSH. Bolton-Maggs PHB et al. Guidelines for hereditary spherocytosis — 2011 update. PDF
- Documentos do site: Doenças endêmicas; Vacinação do imunocomprometido; Guia Vacinal; Emergências oncológicas.