Gravidade em semáforo (🟢 leve · 🟡 moderada · 🔴 grave), conduta ambulatorial e critérios para encaminhar ao especialista, ao pronto-socorro ou internar, com a comparação entre SBP/Ministério da Saúde e as referências internacionais (convergências e divergências). 📄 Baixar em PDF
Hesitação vacinal é o atraso em aceitar ou a recusa de vacinas apesar de estarem disponíveis (OMS/SAGE 2015; SBP, DC nº 159/2024). A maioria das famílias hesitantes não é antivacina, e a recomendação médica é um fator importante de adesão (SBP). Na prática: revisar a caderneta em toda consulta; recomendar de forma presuntiva ("hoje vamos aplicar…"); quando houver resistência, usar a entrevista motivacional; responder à desinformação com dados (vacinas não causam autismo; o alumínio não se associou a doenças crônicas); aplicar todas as vacinas possíveis na mesma visita, sem recomeçar esquemas. A vacinação recomendada pelas autoridades sanitárias é obrigatória (ECA, art. 14, § 1º). Diante da recusa: documentar no prontuário, manter o vínculo e voltar ao tema em toda consulta. Criança não vacinada com febre e exantema, tosse paroxística com apneia ou cianose, trismo, ou febre com petéquias → pronto-socorro (🔴).
1.O que é e como se apresenta
Definição e modelos
- 3 Cs (OMS/SAGE, 2015): confiança (nas vacinas, no sistema e em quem decide), complacência (a doença não parece um risco) e conveniência (barreiras de acesso).
- 5 Cs (Betsch e cols., 2018): confiança, complacência, constrangimentos (barreiras estruturais e psicológicas), cálculo (busca extensa de informação, terreno da desinformação) e responsabilidade coletiva.
- Espectro de atitudes (AAP 2016): defensor da vacinação; "vai junto"; aceitante cauteloso; indeciso (pesquisa muito, adia ou escolhe vacinas); recusador (recusa todas).
Coberturas vacinais no Brasil
- Queda a partir de 2016, pior na pandemia: em 2022, cerca de 72% para pentavalente e poliomielite no 1º ano (SI-PNI/DataSUS, em SBP DC nº 159/2024).
- Recuperação recente: em 2025, a tríplice viral chegou a 92,66% na 1ª dose e 78,02% na 2ª dose (Ministério da Saúde, 2026). A meta é 95%; persistem bolsões de baixa cobertura.
- Consequência concreta: das 38 pessoas com sarampo confirmado no Brasil em 2025, 36 (94,7%) não eram vacinadas (Ministério da Saúde, 2026).
Causas da queda (SBP, DC nº 159/2024): perda da percepção de risco, medo de eventos adversos, receio de "sobrecarregar" o sistema imune, falsas contraindicações e oportunidades perdidas, desabastecimento, horários das unidades, complexidade do calendário e notícias falsas.
Como se apresenta no consultório: pedido para "espaçar" ou "fazer uma de cada vez"; escolha de vacinas ("só as importantes"); adiamento para "quando ficar mais forte"; perguntas sobre autismo, alumínio, mercúrio ou "muitas vacinas"; caderneta atrasada só por barreira de acesso.
2.Classificação de gravidade
| Gravidade | Critérios clínicos | Conduta |
|---|---|---|
| 🟢 Leve | Família com dúvidas pontuais, aceita a recomendação após esclarecimento; atraso de 1–2 doses por barreira de acesso ou falsa contraindicação | Recomendação presuntiva, resposta curta e objetiva, vacinar no mesmo dia; agendar as próximas doses e usar lembretes |
| 🟡 Moderada | Indeciso: pede esquema alternativo, recusa vacinas específicas ou adia repetidamente; caderneta com vários atrasos; lactente pequeno sem vacinas; família influenciada por desinformação | Entrevista motivacional; aplicar o que for aceito hoje; plano escrito de recuperação; retorno próximo agendado; documentar a conversa |
| 🔴 Grave | Criança não vacinada ou incompleta com quadro compatível com doença imunoprevenível: febre com exantema (sarampo), tosse paroxística com apneia ou cianose no lactente (coqueluche), trismo ou espasmos (tétano), pseudomembrana com estridor (difteria), febre com petéquias ou púrpura, rigidez de nuca; ou recusa de profilaxia pós-exposição indicada (ferimento com risco de tétano, exposição à raiva) | Pronto-socorro/hospital, com precauções de isolamento; notificação obrigatória (compulsória) do caso suspeito |
Fatores que elevam a gravidade
- Lactente menor de 6 meses (ainda sem esquema completo de coqueluche, pneumococo e Haemophilus) em casa com irmãos não vacinados.
- Doença crônica, imunodeficiência, asplenia, prematuridade (indicação de CRIE).
- Surto em curso (sarampo, coqueluche, febre amarela), viagem para área de circulação, creche ou escola com baixa cobertura.
- Recusa de todas as vacinas; desinformação ativa na família.
3.Diagnóstico no consultório
Revisar a caderneta em toda consulta ("Vacinas – Atualizações 2026"; NICE NG218). Avaliar:
- Qual é a vacina em questão e qual é a preocupação: medo de dor, evento adverso prévio, notícia, crença, acesso. Perguntar "O que mais preocupa vocês?" e não presumir.
- Em que ponto do espectro está a família: o indeciso é quem mais se beneficia da conversa.
- Contraindicações verdadeiras × falsas: as verdadeiras são raras (anafilaxia prévia à vacina ou a um componente; vacinas vivas na imunodepressão grave e na gestação). Falsas contraindicações geram oportunidades perdidas (SBP DC nº 159/2024; CAV-AEP, cap. 5): resfriado ou febre baixa, antibiótico, prematuridade, amamentação, alergias não relacionadas, história familiar de convulsão ou de evento adverso.
- Evento adverso prévio: caracterizar (tipo, tempo, gravidade) e seguir o Manual de ESAVI e o CRIE (notificação obrigatória (compulsória)); muitas reações não contraindicam a dose seguinte.
- Esquema atrasado: idade atual, doses válidas (intervalo mínimo respeitado), limites de idade (rotavírus) e o que pode ser aplicado hoje.
Diferencial que não pode passar: atraso por barreira social não é hesitação (facilitar o acesso); recusa com outros sinais de negligência ou maus-tratos segue o protocolo de proteção da criança.
4.Tratamento e seguimento
1. Recomendar de forma presuntiva. Anunciar a vacina como padrão do cuidado ("Hoje ela vai tomar a VIP, a pentavalente e a pneumocócica"), e não perguntar ("O que vocês acham de vacinar?"). A abordagem presuntiva tem maior aceitação que a participativa (AAP 2016; Johns Hopkins), que fica para quem já trouxe dúvidas.
2. Na resistência, entrevista motivacional: perguntas abertas ("O que vocês já ouviram sobre essa vacina?"), escuta reflexiva, validação da intenção ("Vocês querem o melhor para ela, eu também"), pedir permissão para informar, resumir e renovar a recomendação. Evitar sermão e confronto. Contar a própria experiência ("vacinei meus filhos") é persuasivo; cerca de um terço dos pais que recusam ao menos uma vacina muda de ideia depois (AAP 2016).
3. Responder à desinformação com poucos dados, sem repetir o mito:
- Autismo: não há associação. O estudo de Wakefield (1998) foi fraudulento e retratado (CAV-AEP). Coorte de 657.461 crianças: tríplice viral sem aumento de risco (HR 0,93; IC 95% 0,85–1,02), inclusive com irmão autista (Hviid, 2019). Em 2025 o CDC alterou sua página sobre o tema e a AAP contestou: mais de 40 estudos, mais de 5,6 milhões de pessoas, sem relação. Vacinas não causam autismo.
- Alumínio: adjuvante desde a década de 1930. Em 1.224.176 crianças, a exposição até 2 anos não se associou a nenhuma de 50 doenças crônicas (autoimunes, alérgicas, autismo, TDAH) (Andersson, 2025). A maior quantidade recebida de uma vez fica abaixo de 1,5 mg (Oxford Vaccine Group).
- "Muitas vacinas": só a coqueluche de células inteiras tinha cerca de 3.000 antígenos; todo o calendário americano dos anos 2000, cerca de 125 (AAP 2016). Espaçar não traz benefício: mais visitas e mais tempo desprotegido.
- Timerosal: o etilmercúrio não se acumula; sem relação com autismo (CAV-AEP, cap. 3).
4. Recuperar a caderneta atrasada (Guia Vacinal do site; SBP 2022):
- Nunca recomeçar: doses aplicadas valem; respeitar intervalos mínimos. Não há intervalo máximo, mas há limites de idade.
- Todas as vacinas possíveis na mesma visita, em locais diferentes; agendar as próximas pelos intervalos mínimos.
- Rotavírus: 1ª dose até 11 meses e 29 dias; última até 23 meses e 29 dias.
- Vacinas vivas: no mesmo dia ou com ≥ 28 dias; febre amarela e tríplice viral (ou SCRV) em menores de 2 anos: intervalo de 30 dias.
- Doses de pneumocócica, MenB e outras dependem da idade de início (bula e Guia Vacinal).
5. Diante da recusa:
- Documentar no prontuário a recomendação, os riscos explicados, a vacina recusada e o motivo. O termo assinado é opcional (modelo da AAP, também em português; CAV-AEP: no mínimo, registro na história clínica).
- Não dispensar a família: manter o vínculo, reoferecer em toda consulta e aplicar o que for aceito. O Código de Ética Médica (art. 36) veda o abandono; a renúncia exige aviso prévio e continuidade do cuidado.
- Orientar a avisar no pronto-socorro que a criança não é vacinada e a atenção a surtos e viagens.
- Base legal: "É obrigatória a vacinação das crianças nos casos recomendados pelas autoridades sanitárias" (ECA, art. 14, § 1º); para o STF (Tema 1.103, 2020), isso não viola a liberdade de consciência dos pais nem o poder familiar. Usar como informação, não como ameaça; na recusa persistente com risco concreto, discutir com a equipe e, se necessário, com a rede de proteção.
Medicamentos e medidas na sala de vacinação (dor e medo menores aumentam a confiança)
| Medicamento ou medida | Dose | Intervalo | Duração | Observação e referência |
|---|---|---|---|---|
| Amamentação ou solução adocicada | Durante a aplicação | — | Procedimento | Lactentes (CAV-AEP, cap. 5) |
| Anestésico tópico (lidocaína-prilocaína) | Conforme bula | Antes, respeitando o tempo de ação | Dose única | Todas as idades (CAV-AEP, cap. 5) |
| Paracetamol (febre ≥ 37,5 °C axilar ou dor após a vacina) | 10–15 mg/kg/dose; máx. 75 mg/kg/dia e 500 mg/dose < 12 anos | 4–6 h (máx. 5/dia) | 1–2 doses em geral | PADROES do site; não usar como profilaxia (CAV-AEP) |
| Ibuprofeno | 5–10 mg/kg/dose | 6–8 h | Se febre ou dor | ≥ 6 meses (PADROES do site) |
| Dipirona | 15 mg/kg/dose | 6 h (máx. 4/dia) | Se febre ou dor | Não < 3 meses ou < 5 kg (bula); padrão do site (decisão de 30/09/2026); SBP 2024 e MS: 15–25 mg/kg |
| Adrenalina IM 1 mg/mL (anafilaxia) | 0,01 mg/kg; máx. 0,3 mg (criança), 0,5 mg (adolescente) | Repetir em 5–15 min | Até estabilizar | Vasto lateral (PADROES do site) |
- MenB: paracetamol profilático nas 2 primeiras doses no Reino Unido e na CAV-AEP; a SBP não se pronuncia (Guia Vacinal do site).
- Não usar anti-histamínico ou corticoide "preventivo"; não alternar antitérmicos; observação de pelo menos 15 minutos (MS).
5.Quando encaminhar ao pronto-socorro ou internar
- Criança não vacinada ou incompleta com febre, exantema e tosse, coriza ou conjuntivite (sarampo); tosse paroxística com apneia, cianose ou vômitos em lactente (coqueluche); trismo, espasmos ou rigidez (tétano); pseudomembrana ou estridor (difteria); febre com petéquias ou púrpura; rigidez de nuca, sonolência ou convulsão (meningite); paralisia flácida aguda.
- Ferimento com risco de tétano ou exposição à raiva em criança sem esquema, com recusa da profilaxia: explicar o risco, registrar e encaminhar ao serviço de referência.
- Anafilaxia ou outro ESAVI grave após a vacinação.
Como encaminhar
- Isolar na suspeita de sarampo, varicela, coqueluche ou difteria e avisar o serviço de destino.
- Suspeita de doença meningocócica (febre com petéquias ou púrpura): ceftriaxona 1ª dose 100 mg/kg IV/IM (máx. 4 g), se não atrasar a remoção (PADROES do site).
- Oxigênio para manter SpO2 ≥ 94%; acesso venoso se choque; SAMU (192) se grave.
- Anafilaxia: adrenalina IM imediata na dose da tabela, decúbito com membros elevados, oxigênio e remoção.
- Notificação obrigatória (compulsória) do caso suspeito de doença imunoprevenível e do ESAVI grave.
- Relatório: caderneta (doses e datas), recusa documentada, contatos em casa, viagem e início dos sintomas.
6.Orientações de retorno e sinais de alerta para a família
- "A vacina protege seu filho e também o bebê, o avô e a criança em tratamento que convivem com ele."
- "Não precisa recomeçar: as doses que ele já tomou valem. Hoje aplicamos todas as que for possível."
- "Febre baixa e dor no local são esperadas; remédio só se houver febre ou dor."
- "Se decidirem não vacinar agora, a porta continua aberta: vamos conversar de novo na próxima consulta."
- "Se ele adoecer, avise no pronto-socorro que não está vacinado."
- Procurar o pronto-socorro se houver: febre com manchas vermelhas no corpo; manchas roxas que não somem ao apertar; tosse em crises com o bebê ficando roxo ou parando de respirar; dificuldade para abrir a boca ou engolir; pescoço duro, sonolência ou convulsão; falta de ar, inchaço de lábios ou língua logo após a vacina.
7.Comparação com as referências
| Item | SBP | Ministério da Saúde | AAP | NICE | AEP | Johns Hopkins | Harvard | Oxford / Cambridge |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Definição e causas | OMS; causas multifatoriais (DC 159/2024) | SI-PNI; Movimento pela Vacinação (2023) | Espectro de atitudes (2016) | Barreiras de acesso e de informação (NG218) | Baixa percepção de risco (cap. 46) | Sem posição específica localizada | Sem posição específica localizada | Segue o NICE |
| Como recomendar | Recomendação médica ativa | Sem posição específica localizada | Presuntiva; entrevista motivacional | Conversa personalizada; toda oportunidade | Riscos de vacinar e de não vacinar | Presuntiva; foco no risco da doença | Sem posição específica localizada | Segue o NICE |
| Desinformação | Combate é "ferramenta crucial" | Programa Saúde com Ciência | Refuta autismo; contesta o CDC (2025) | Informação equilibrada | Autismo e timerosal refutados | Abordar com permissão | Sem posição específica localizada | Oxford Vaccine Group: alumínio mínimo |
| Recusa | Sem posição específica localizada | Vacinação obrigatória (ECA) | Termo de recusa; dispensa como último recurso (2016) | Registrar e reoferecer | Registrar; manter a relação aberta | Sem posição específica localizada | Sem posição específica localizada | Segue o NICE |
| Esquema atrasado | Intervalos mínimos, simultâneas, sem recomeçar | Intervalos mínimos e simultâneas | Contra esquemas alternativos | Recuperação oportunística | Calendários acelerados | Sem posição específica localizada | Sem posição específica localizada | Segue o NICE |
Leitura: SBP, AAP, NICE, AEP e Johns Hopkins concordam: a recomendação do profissional é decisiva, a caderneta se revisa em todo contato e o atraso se recupera sem recomeçar; autismo, timerosal e alumínio são mitos refutados (a mudança da página do CDC em 2025 foi contestada pela AAP, que em 2026 passou a publicar calendário próprio). A divergência é a recusa: a AAP (2016) admite dispensar a família como último recurso, após várias tentativas e com aviso prévio; a AEP manda manter a relação aberta; a SBP não tem posição específica. No Brasil a vacinação é obrigatória (ECA; STF, Tema 1.103) e o Código de Ética Médica veda o abandono. O site adota a posição da SBP (recomendação ativa e combate à desinformação) e, na recusa — sem posição da SBP nem do MS —, a da AEP (manter a relação aberta), por ser a única compatível com o ECA, o STF e o Código de Ética Médica: documentar, manter o vínculo e reoferecer em toda consulta.
- Revisar a caderneta em toda consulta e aplicar na mesma visita todas as vacinas possíveis: oportunidade perdida é a primeira causa evitável de atraso.
- Recomendar de forma presuntiva ("hoje vamos aplicar…"); deixar a conversa aberta só para quem já trouxe dúvidas.
- Diante da dúvida: perguntar, escutar, validar, pedir permissão e informar pouco e com clareza, sem repetir o mito.
- Nunca recomeçar esquemas: doses válidas contam, respeitar intervalos mínimos e limites de idade (rotavírus).
- Recusa: documentar, não dispensar a família, reoferecer em toda consulta e orientar que avise no PS que a criança não é vacinada.
- Criança não vacinada com febre e exantema, tosse paroxística com apneia, trismo ou púrpura: pronto-socorro, com isolamento e notificação obrigatória (compulsória).
Veja também, nesta Biblioteca: Vacinas – Atualizações 2026, Guia Vacinal Completo (catch-up e intervalos mínimos) e Imunobiológicos em Pediatria (nesta área); Calendário vacinal SBP 2026/2027 e Imunizantes contra o VSR (Temas atualizados pela SBP); Transtorno do espectro autista (Patologias do consultório).
8.Fontes
- SBP, Departamento de Imunizações. O desafio das coberturas vacinais e o fenômeno da hesitação. DC nº 159, 2024. PDF
- SBP, Departamento de Imunizações. Recuperação do atraso vacinal. Nota de Alerta, 2022. PDF
- Ministério da Saúde. Coberturas da tríplice viral em 2025 e sarampo (Agência Brasil, 2026). agenciabrasil.ebc.com.br
- OPAS/OMS. Movimento Nacional pela Vacinação, 2023. paho.org
- Brasil. ECA (Lei nº 8.069/1990), art. 14. planalto.gov.br
- STF. Tema 1.103 (ARE 1.267.879). portal.stf.jus.br
- CFM. Código de Ética Médica, 2018, art. 36. PDF
- OMS. SAGE conclusions on vaccine hesitancy, 2015. PDF
- Betsch C et al. The 5C psychological antecedents of vaccination. PLoS One, 2018. plos.org
- AAP. Edwards KM, Hackell JM et al. Countering vaccine hesitancy. Pediatrics, 2016. PDF
- AAP. O'Leary ST et al. Strategies for improving vaccine communication and uptake. Pediatrics, 2024;153(3):e2023065483 (resumo). PubMed
- AAP. Documentation of vaccine refusal. aap.org
- AAP. Immunization schedule 2026. healthychildren.org; página do CDC sobre autismo, 2025. contemporarypediatrics.com
- NICE. Vaccine uptake in the general population (NG218), 2022. nice.org.uk
- CAV-AEP. Manual de Inmunizaciones: cap. 3 (2025), cap. 5 (2025) e cap. 46 (2024).
- Johns Hopkins, Institute for Vaccine Safety. How to talk with patients about vaccines. vaccinesafety.edu
- Oxford Vaccine Group. Vaccine ingredients. ox.ac.uk
- Hviid A et al. MMR vaccination and autism. Ann Intern Med, 2019. PubMed
- Andersson NW et al. Aluminum-adsorbed vaccines and chronic diseases in childhood. Ann Intern Med, 2025. PubMed