Gravidade em semáforo (🟢 leve · 🟡 moderada · 🔴 grave), conduta ambulatorial e critérios para encaminhar ao especialista, ao pronto-socorro ou internar, com a comparação entre SBP/Ministério da Saúde e as referências internacionais (convergências e divergências). 📄 Baixar em PDF
O prematuro é vacinado pela idade cronológica, não pela corrigida, com as doses do bebê a termo e mesmo internado (SBP; Manual dos CRIE 2023). Há três exceções. A BCG espera o peso > 2 kg (SBP) e a estabilidade clínica. A hepatite B é aplicada ao nascer em qualquer peso; quem nasceu com peso ≤ 2 kg ou com menos de 33 semanas precisa de 4 doses (0, 2, 4 e 6 meses), número que o esquema do SUS com a pentavalente já garante. O rotavírus não é dado na UTI neonatal: aplica-se na alta, dentro da idade-limite. O nirsevimabe é indicado a todo prematuro < 37 semanas, de preferência antes da alta. Pelo CRIE, o prematuro recebe VPC20 em 3+1 e, se nasceu com < 33 semanas ou < 1.500 g, vacinas com pertussis acelular. Influenza e COVID-19 começam aos 6 meses. Vacinar no consultório ou na UBS é a regra (🟢). O prematuro extremo, a criança internada e quem teve apneia em dose anterior são vacinados sob monitorização (🟡). Apneia com cianose, bradicardia, episódio hipotônico-hiporresponsivo, convulsão ou anafilaxia exigem pronto-socorro (🔴).
1.O que é e como se apresenta
Prematuro é o recém-nascido com menos de 37 semanas de gestação. Para as vacinas, importam a idade gestacional e o peso ao nascer (limiares de 2.000 g, 1.500 g e 1.000 g; 33, 32 e 28 semanas), a idade cronológica atual, o peso atual e a estabilidade clínica.
Por que vacinar sem atraso: o prematuro tem mais doença pneumocócica invasiva (até 9 vezes mais abaixo de 32 semanas, AEP), coqueluche grave e hospitalização por influenza, VSR e rotavírus, e nasce com menos IgG materna, que passa sobretudo no 3º trimestre. A resposta imune é um pouco menor abaixo de 1.500 g ou de 29 semanas, mas a maioria atinge níveis protetores (Manual dos CRIE 2023).
Idade cronológica × idade corrigida:
| Situação | Usa-se |
|---|---|
| Calendário vacinal (todas as vacinas, inclusive vivas como SCR, varicela e febre amarela) | Idade cronológica |
| BCG | Peso > 2 kg (SBP; CRIE: ≥ 2 kg) e estabilidade clínica |
| Hepatite B | Ao nascer em qualquer peso; o número de doses depende do peso e da IG |
| Rotavírus | Idade cronológica, mas só após a alta (dentro da idade-limite) |
| Nirsevimabe | Elegibilidade pela IG e pela idade cronológica; dose pelo peso atual |
Eventos adversos próprios do prematuro: apneia, bradicardia e dessaturação nas 48–72 horas após a vacina, transitórias e mais comuns abaixo de 28 semanas ou de 1.000–1.500 g, com sepse prévia ou apneia antes da vacina (AEP; Green Book). Em ensaio randomizado (< 33 semanas internados), houve apneia em 48 h em 24% dos vacinados e 10% dos não vacinados, sem eventos graves (Greenberg, JAMA Pediatrics 2025). A vacina com pertussis de células inteiras e o uso de muitas injeções no mesmo dia aumentam o risco de apneia (Manual dos CRIE 2023).
2.Classificação de gravidade
| Gravidade | Critérios clínicos | Conduta |
|---|---|---|
| 🟢 Leve | Prematuro estável, em casa, sem apneia recente, incluindo o prematuro tardio e o moderado. Após a vacina: dor local, irritabilidade ou febre baixa nas primeiras 48 h, com a criança ativa, mamando bem e corada | Vacinar no consultório ou na UBS pela idade cronológica; conferir as indicações do CRIE e do VSR; orientar a família sobre os sinais de alerta |
| 🟡 Moderada | Nascido com ≤ 28 semanas ou < 1.000 g, ainda internado ou com alta recente; displasia broncopulmonar em uso de oxigênio; cardiopatia com repercussão; apneia, bradicardia ou dessaturação após dose anterior; sepse ou instabilidade recente. Após a vacina: febre que dura mais de 48 h, choro persistente > 3 h ou recusa alimentar parcial | Vacinar na UTI neonatal ou em ambiente hospitalar, com monitorização cardiorrespiratória, e preferir vacinas acelulares e menos injeções por visita (CRIE); reavaliar o evento adverso em 24 h; notificar o ESAVI |
| 🔴 Grave | Após a vacina: apneia com cianose ou palidez, bradicardia, necessidade de estímulo ou de ventilação; episódio hipotônico-hiporresponsivo; convulsão; anafilaxia; prostração, gemência, desconforto respiratório ou SpO2 < 92%; recusa alimentar total | Pronto-socorro: estabilizar, oxigênio, adrenalina IM se houver anafilaxia, transporte monitorizado; notificação obrigatória (compulsória) do ESAVI grave |
Fatores de risco que elevam a gravidade: IG ≤ 28 semanas, peso ao nascer < 1.000–1.500 g, restrição de crescimento; apneia da prematuridade ativa, cafeína, apneia após dose anterior; displasia broncopulmonar, oxigênio domiciliar, cardiopatia, doença neuromuscular; sepse, enterocolite ou cirurgia recentes, instabilidade hemodinâmica.
3.Diagnóstico no consultório
Na primeira consulta após a alta, conferir:
- Resumo de alta: IG, peso ao nascer e na alta, apneias (última data), cafeína, oxigênio, displasia, cardiopatia, cirurgias, hemoderivados, sepse e enterocolite.
- Vacinas e imunobiológicos da UTI neonatal: BCG (feita ou pendente), hepatite B (data, número de doses), IGHAHB, doses dos 2 meses aplicadas internado, nirsevimabe (data e dose) ou palivizumabe.
- História materna: HBsAg; vacinas na gestação (dTpa, influenza, COVID-19, Abrysvo com a data, para a regra dos 14 dias); HIV; uso de imunossupressores ou biológicos na gestação, que leva a adiar a BCG pelo menos até 6 meses ou contraindicá-la (SBP 2026/2027); rituximabe materno contraindica o rotavírus até 6 meses (SBP).
Exames: não há exame de rotina antes de vacinar. Se a mãe é HBsAg positiva, o bebê faz HBsAg e anti-HBs após completar o esquema (AEP: 1–2 meses após a última dose). A suspeita de erro inato da imunidade adia as vivas e exige avaliação do imunologista.
Diagnóstico diferencial que não pode passar: a apneia pós-vacina nem sempre é da vacina: pensar em sepse e meningite, coqueluche (apneia e cianose no lactente pequeno, às vezes sem tosse), bronquiolite pelo VSR, refluxo com engasgo, crise convulsiva, anemia da prematuridade, hipoglicemia e hipotermia. Febre além de 48 h da vacina, ou com prostração, no lactente pequeno é investigada como febre sem sinais localizatórios, e não atribuída à vacina.
4.Tratamento e seguimento
Pediatra: vacinar pela idade cronológica; encaminhar ao CRIE com relatório (IG, peso ao nascer, diagnósticos); conferir o nirsevimabe; orientar o casulo; notificar ESAVI. UTI neonatal ou referência: vacinar o internado aos 2 meses e o prematuro extremo com apneia pós-vacinal prévia, com monitorização.
Estabilidade para vacinar o internado: sem infecção grave em curso nem instabilidade metabólica ou cardiovascular, em redução do suporte ventilatório (a AEP pede 7 dias sem apneia). Oxigênio, cafeína ou baixo peso não contraindicam a vacina.
Imunobiológicos no prematuro:
| Imunobiológico | Dose | Intervalo | Duração | Observação e referência |
|---|---|---|---|---|
| BCG | 0,1 mL ID, deltoide direito | Dose única | — | Quando atingir peso > 2 kg (SBP 2026/2027; o CRIE usa ≥ 2 kg) e estiver estável; não revacinar se não houver cicatriz |
| Hepatite B | 0,5 mL IM, vasto lateral | Ao nascer (< 12 h) e depois pentavalente aos 2, 4 e 6 meses | 4 doses | Peso ≤ 2 kg ou < 33 semanas: 4 doses obrigatórias (0, 2, 4, 6 meses), já cumpridas pelo esquema do SUS (Manual dos CRIE 2023; SBP 2026/2027) |
| Imunoglobulina anti-hepatite B (IGHAHB) | 0,5 mL IM, membro oposto ao da vacina | Dose única | — | Mãe HBsAg positiva, qualquer peso ou IG, em 12–24 h (até o 7º dia); HBsAg materno desconhecido: vacinar e pedir o exame (Manual dos CRIE 2023) |
| DTPa / Penta acelular / Hexa acelular | 0,5 mL IM | 2, 4 e 6 meses (a partir de 1 mês e 15 dias) | Série + reforços do calendário | CRIE: nascidos com < 33 semanas ou < 1.500 g, internados na idade da vacina, cardiopatia ou pneumopatia com risco de descompensação (Manual dos CRIE 2023) |
| VPC20 | 0,5 mL IM | 3+1: 2, 4, 6 e 12 meses | Até 23 meses | Prematuro ≤ 36 semanas e 6 dias até 23 meses, na RIE/CRIE (NT nº 52/2026-CGICI/DPNI/SVSA/MS); SBP: VPC20 ou VPC15 em 3+1 para todos |
| Rotavírus (VORH) | 1,5 mL VO | 2 e 4 meses | 2 doses | Não aplicar internado; aplicar na alta, dentro do limite (1ª dose até 11 meses e 29 dias; última até 23 meses e 29 dias) (SBP 2026/2027) |
| Nirsevimabe | 50 mg IM (< 5 kg) ou 100 mg (≥ 5 kg); 200 mg (2 × 100 mg) na 2ª sazonalidade de alto risco | Dose única por sazonalidade | — | Todo prematuro < 37 semanas, de preferência antes da alta, independentemente da vacina materna. SUS: ≤ 36 s 6 d e < 6 meses, em qualquer época; SBP: até 12 meses. A partir de 500 g (SBP GP nº 44/2026) |
| Clesrovimabe | 105 mg IM | Dose única | — | Alternativa ao nirsevimabe, rede privada (SBP 2026/2027) |
| Palivizumabe | 15 mg/kg IM | Mensal na sazonalidade | Até 5 doses | Só na regra de transição de 2026 (quem o recebeu em 2025); não intercambiar com o nirsevimabe na mesma sazonalidade (SBP GP nº 44/2026) |
| Influenza inativada | 0,25 mL IM de 6 meses a < 3 anos (conforme apresentação); 0,5 mL a partir de 3 anos | Na 1ª vez, 2 doses com ≥ 30 dias de intervalo; depois, anual | Anual | A partir de 6 meses cronológicos; prioridade alta (SBP 2026/2027; Manual dos CRIE 2023) |
| COVID-19 | Conforme a vacina disponível | PNI: 6, 7 e 9 meses | Série do PNI | SBP: rotina de 6 meses a < 5 anos, com a versão mais atual (SBP 2026/2027) |
| Imunoglobulina antivaricela-zóster (IGHVZ) | 125 UI IM | Dose única pós-exposição | — | RN prematuro de 28–36 semanas exposto, se a mãe não teve varicela; < 28 semanas ou < 1.000 g, sempre que exposto (Manual dos CRIE 2023) |
Pontos do esquema:
- Prematuro ainda internado aos 2 meses: recebe as vacinas dos 2 meses na UTI neonatal, de preferência acelulares (CRIE), com VIP e VPC20. O rotavírus fica para a alta.
- Menos injeções por visita: no prematuro extremo, preferir a Hexa acelular (Manual dos CRIE 2023).
- Casulo: família e cuidadores com dTpa, influenza, COVID-19, SCR e varicela em dia (SBIm).
- Antitérmico profilático: não é rotina. Amamentar durante a aplicação reduz a dor; febre segue o padrão do site.
Apneia pós-vacinal — cuidados:
- Prematuro internado: monitorização cardiorrespiratória por 48 h após a vacinação (SBP, Departamento de Neonatologia, 2018). O MS indica observação de 48 h abaixo de 31 semanas ou 1.000 g, com DTPa aos 2 meses, e 48–72 h na série primária de ≤ 28 semanas (Manual de ESAVI). A AEP recomenda 72 h abaixo de 32 semanas.
- Nascido com ≤ 28 semanas: monitorização por 48–72 h na 1ª dose. Se houve apneia, bradicardia ou dessaturação, a 2ª dose também é feita no hospital, com monitorização (Green Book, UKHSA). A SBP e o MS não têm posição sobre a 2ª dose, e o site adota o Green Book neste ponto.
- Não se adia a vacina por risco de apneia: o benefício é alto e os episódios são transitórios (SBP 2018; Green Book; AEP).
O que não fazer: adiar por baixo peso (exceto BCG) ou por idade corrigida; fracionar doses; dar rotavírus na UTI neonatal ou repeti-lo se a criança cuspir; somar nirsevimabe e palivizumabe na mesma sazonalidade.
5.Quando encaminhar ao pronto-socorro ou internar
- Apneia com cianose ou palidez, bradicardia, pausas repetidas ou necessidade de estímulo, nas 72 h após a vacina (ou em qualquer momento).
- Episódio hipotônico-hiporresponsivo: hipotonia, palidez e falta de resposta, em geral nas primeiras 48 h.
- Convulsão, ou choro inconsolável com alteração do estado geral.
- Anafilaxia: urticária generalizada, estridor, sibilância, hipotensão.
- Febre em prematuro com prostração, gemência, recusa alimentar, desconforto respiratório ou SpO2 < 92%.
Como encaminhar
- Apneia: estímulo tátil, via aérea pérvia, oxigênio se houver cianose ou SpO2 baixa, mantendo SpO2 ≥ 94%, e ventilação com bolsa e máscara se não houver resposta; acionar o SAMU (192).
- Anafilaxia: adrenalina IM 1 mg/mL, 0,01 mg/kg no vasto lateral da coxa (máx. 0,3 mg na criança), repetindo em 5–15 min se necessário; decúbito dorsal; oxigênio. Não atrasar a adrenalina por anti-histamínico (padrão do site).
- Convulsão: seguir o protocolo de crise convulsiva do site (crise ≥ 5 minutos = estado de mal).
- Transporte monitorizado e aquecido; relatório com IG, peso ao nascer, vacinas (lote, horário) e início dos sintomas.
- Notificação obrigatória (compulsória) do ESAVI grave, conforme o Manual de Vigilância de ESAVI. O evento grave muda o esquema seguinte: após EHH ou convulsão com DTP de células inteiras, usar a DTPa pelo CRIE.
6.Orientações de retorno e sinais de alerta para a família
- "Seu bebê é vacinado pela idade que tem desde que nasceu. A prematuridade é motivo para vacinar em dia, não para esperar."
- "Nas 48 a 72 horas após a vacina pode haver febre baixa, sonolência ou irritação; observe a respiração."
- "A vacina de rotavírus é por boca e só é dada depois da alta, dentro de um prazo de idade. Não perca a data."
- "Pais, irmãos, avós e cuidadores devem estar com as vacinas em dia (coqueluche, gripe, COVID, sarampo e catapora)."
- Procurar o pronto-socorro se houver: parada da respiração, lábios roxos ou bebê muito pálido; bebê mole, largado ou que não responde; convulsão; falta de ar, chiado, inchaço no rosto ou manchas pelo corpo logo após a vacina; febre com bebê prostrado ou que não mama.
7.Comparação com as referências
| Item | SBP | Ministério da Saúde | AAP | NICE | AEP | Johns Hopkins | Harvard | Oxford / Cambridge |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Idade para vacinar | Cronológica; vacinar mesmo internado | Cronológica; vacinas na UTI neonatal, exceto rotavírus (CRIE) | Cronológica, doses completas (AAP; ACIP 2024) | Sem posição específica localizada | Cronológica, a partir de 2 meses | Sem posição específica localizada | Sem posição específica localizada | Segue o NICE; no NHS vale o Green Book (idade cronológica) |
| BCG | Peso > 2 kg e estabilidade | Peso ≥ 2 kg | Não usada de rotina | — | Não sistemática; ≥ 32 s ao nascer, < 32 s adiar se risco baixo | — | — | BCG seletiva (Green Book) |
| Hepatite B | Ao nascer; ≤ 2 kg ou < 33 s: 4 doses | Idem; penta já soma 4 doses | < 2 kg e mãe HBsAg−: 1ª dose com 1 mês ou na alta | — | Sem dose ao nascer se mãe HBsAg−; 3 doses | — | — | — |
| Rotavírus | Não internado; na alta, até 11 m 29 d (1ª dose) | Exceção na UTI neonatal | Na alta; iniciar < 15 semanas, última até 8 meses | — | Aplicar mesmo internado (ROTAPREM 2019) | — | — | Green Book permite no hospital |
| Pneumocócica e pertussis | VPC20/15 3+1; acelular preferida | VPC20 3+1 até 23 m; acelular < 33 s ou < 1.500 g | Mesmo esquema do termo | — | Mesmo esquema do termo | — | — | — |
| Apneia pós-vacinal | Monitorizar 48 h o internado | < 31 s ou < 1.000 g: 48 h; ≤ 28 s: 48–72 h (ESAVI) | Não adiar; orientar sobre o risco | — | < 32 s internado: 72 h | — | — | ≤ 28 s: 48–72 h; repetir no hospital se houve apneia |
| VSR | Nirsevimabe < 37 s até 12 m | Nirsevimabe ≤ 36 s 6 d, < 6 m | Monoclonal se mãe não vacinada; 2ª temporada se < 32 s com risco | — | Nirsevimabe universal < 6 m | — | — | Monoclonal < 32 s (Green Book) |
Leitura: todas as referências vacinam o prematuro pela idade cronológica, com doses completas, mesmo internado. Divergências: hepatite B — a AAP/ACIP adia a 1ª dose (< 2 kg, mãe HBsAg negativa) e a Espanha não a dá ao nascer; o Brasil aplica ao nascer e exige 4 doses. Rotavírus — AEP (ROTAPREM) e Reino Unido vacinam na UTI neonatal; SBP, MS e ACIP deixam para a alta, com risco de o prematuro extremo perder a janela. Monitorização — 48 h (SBP), 48–72 h em ≤ 28 semanas (MS, Green Book), 72 h < 32 semanas (AEP); o Green Book repete a dose no hospital se houve apneia. VSR — monoclonal universal na Espanha, por risco no Reino Unido e no SUS, ampliado na SBP. O site adota a SBP; sem ela, o MS (CRIE, ESAVI); na dose após apneia, sem SBP nem MS, o Green Book.
- Vacina do prematuro = idade cronológica, dose cheia, sem esperar peso, exceto para a BCG (> 2 kg).
- Hepatite B ao nascer em qualquer peso; ≤ 2 kg ou < 33 semanas precisam de 4 doses, que o esquema com pentavalente já cumpre. Filho de mãe HBsAg positiva recebe também IGHAHB.
- Rotavírus só após a alta: não deixe passar o limite de idade.
- Pelo CRIE: VPC20 em 3+1 para ≤ 36 semanas e 6 dias até 23 meses; pertussis acelular se < 33 semanas ou < 1.500 g, ou se estiver internado.
- Nirsevimabe para todo prematuro < 37 semanas, de preferência antes da alta; influenza e COVID-19 a partir de 6 meses; casulo vacinal para a família.
- Nascido com ≤ 28 semanas: monitorizar após a vacina e, se houve apneia, fazer a próxima dose no hospital. Apneia com cianose, EHH, convulsão ou anafilaxia exigem pronto-socorro e notificação obrigatória (compulsória).
Veja também, nesta Biblioteca: Guia Vacinal Completo, Imunobiológicos em Pediatria e Vacinas – Atualizações 2026 (nesta área); Imunizantes contra o VSR, Calendário vacinal SBP 2026/2027 e Prematuridade tardia (Temas atualizados pela SBP); Bronquiolite viral aguda e Coqueluche (Doenças da criança).
8.Fontes
- Ministério da Saúde. Manual dos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais, 6ª ed., 2023. PDF
- Sociedade Brasileira de Pediatria, Departamento de Neonatologia. Vacinação em pretermos, 2018 (página de lançamento, com o texto da monitorização de 48 h). sbp.com.br
- Sociedade Brasileira de Pediatria. Calendário vacinal do bebê prematuro (Pediatria para Famílias), 2023. sbp.com.br
- Sociedade Brasileira de Imunizações. Calendário de vacinação SBIm — Prematuro, 2024/2025. PDF
- Ministério da Saúde. Nota Técnica nº 52/2026-CGICI/DPNI/SVSA/MS — VPC20 na RIE, 2026. PDF
- Sociedade Brasileira de Pediatria. Calendário de Vacinação da SBP 2026/2027 (DC nº 56), 2026. sbp.com.br
- Ministério da Saúde. Manual de Vigilância Epidemiológica de Eventos Adversos Pós-Vacinação, 4ª ed. atualizada, 2021. gov.br
- Comité Asesor de Vacunas e Inmunizaciones (CAV-AEP). Manual de inmunizaciones, capítulo 10 — Inmunizaciones en niños prematuros y en recién nacidos de riesgo, julho de 2026. vacunasaep.org
- American Academy of Pediatrics. Immunizations for preterm babies (HealthyChildren.org), 2017. healthychildren.org
- CDC/ACIP. General Best Practice Guidelines for Immunization — Special Situations (preterm infants), 2024. cdc.gov
- UK Health Security Agency. Green Book, capítulo 7 — Immunisation of individuals with underlying medical conditions, 2020. PDF; capítulo 11 — The UK immunisation schedule, 2026. PDF
- Greenberg RG et al. Apnea after 2-month vaccinations in hospitalized preterm infants: a randomized clinical trial. JAMA Pediatrics, 2025. PMC