Gravidade em semáforo (🟢 leve · 🟡 moderada · 🔴 grave), conduta ambulatorial e critérios para encaminhar ao especialista, ao pronto-socorro ou internar, com a comparação entre SBP/Ministério da Saúde e as referências internacionais (convergências e divergências). 📄 Baixar em PDF
Encefalite é inflamação do parênquima cerebral com disfunção neurológica. Pelo Consórcio Internacional de Encefalite (2013), o critério maior é alteração do estado mental por mais de 24 horas sem outra causa, com critérios menores: febre ≥ 38 °C, crise, déficit focal, pleocitose, lesão na ressonância ou EEG alterado. As causas são infecciosas — herpes simples (HSV), a mais grave e tratável, enterovírus, arbovírus (dengue, chikungunya, zika, Oropouche), sarampo, varicela, Mycoplasma, raiva — ou autoimunes: anti-NMDA (sintomas psiquiátricos, depois discinesias, crises e disautonomia) e ADEM. Não existe encefalite para tratar em casa: toda suspeita vai ao hospital (🔴), que colhe líquor com PCR, faz ressonância e EEG e inicia aciclovir IV sem esperar resultados. No consultório, o pediatra reconhece, trata a crise ≥ 5 minutos pelo protocolo do site, mantém SpO2 ≥ 94% e remove pelo SAMU. Meningoencefalite, arboviroses, sarampo, raiva e varicela grave são de notificação obrigatória (compulsória).
1.O que é e como se apresenta
Definição de caso (Consórcio Internacional de Encefalite, 2013; adotada pela AEP 2023):
| Critério | Conteúdo |
|---|---|
| Maior (obrigatório) | Alteração do estado mental (consciência, letargia, mudança de personalidade) por mais de 24 h, sem causa alternativa |
| Menores | Febre ≥ 38 °C nas 72 h antes ou depois; crises sem epilepsia prévia; déficit focal novo; leucócitos no líquor ≥ 5/mm³; lesão de parênquima na neuroimagem; EEG compatível |
| Possível / provável | Maior + 2 menores = possível; maior + ≥ 3 = provável ou confirmada (agente, anticorpo ou patologia) |
Os 38 °C são do consenso, não o limiar de febre do site (≥ 37,5 °C axilar). O tratamento empírico começa antes de completar 24 horas.
Quadro: febre, cefaleia, vômitos, sonolência ou agitação, confusão, mudança de comportamento, crises, déficit focal, ataxia. No lactente, só irritabilidade, recusa alimentar ou crises com febre; a encefalite herpética da criança pequena costuma começar por crises repetidas ou estado de mal febril (AEP 2022).
Causas e pistas:
- HSV-1 (HSV-2 no recém-nascido): febre, crises focais, alteração de comportamento e linguagem, lesão temporal na ressonância; alta morbimortalidade sem tratamento. Até 25% evoluem com anti-NMDA pós-herpética semanas depois (AEP 2022).
- Enterovírus: a causa viral mais identificada; EV-A71 dá rombencefalite (mioclonias, ataxia, disautonomia) após mão-pé-boca ou herpangina.
- Arbovírus: dengue (encefalite é forma grave; letargia ou irritabilidade são sinal de alarme do MS); chikungunya (meningoencefalite no recém-nascido de mãe virêmica no parto); zika (Guillain-Barré); Oropouche (o MS cita meningite asséptica, meningoencefalite e disautonomia — NT nº 117/2024); febre do Nilo Ocidental.
- Sarampo: encefalite aguda (1 a 4 por 1.000 casos); encefalite por corpúsculos de inclusão no imunodeprimido; panencefalite esclerosante subaguda (PEES), 4 a 11 por 100 mil casos, 7 a 10 anos depois, com declínio cognitivo e mioclonias (MS, Guia de Vigilância 2024). Só a vacina previne.
- Varicela: ataxia cerebelar aguda (benigna, a mais comum); encefalite difusa, rara e grave.
- Mycoplasma pneumoniae: invasão direta ou pós-infecciosa (ADEM), com quadro respiratório prévio.
- Raiva: agitação, hidrofobia, espasmos ou paralisia após mordedura ou contato com morcego; quase sempre fatal. Prevenção = profilaxia pós-exposição; doente: Protocolo de Recife (MS).
- Outras: influenza, EBV, CMV, tuberculose.
Autoimunes:
- Anti-NMDA: a mais comum na infância. Começa por sintomas psiquiátricos ou de comportamento e redução da fala; evolui com crises, discinesias (orofaciais, coreoatetose), rebaixamento, disautonomia e hipoventilação. Provável com instalação em < 3 meses de 4 dos 6 grupos (psiquiátrico/cognitivo, fala, crises, movimento, consciência, disautonomia) e EEG ou líquor alterados; definida por IgG anti-GluN1 no líquor (Graus, 2016). Teratoma de ovário na pós-púbere. Piora com antipsicótico (discinesia, síndrome neuroléptica maligna) é pista (Nosadini 2021).
- ADEM: primeiro evento inflamatório polifocal do SNC com encefalopatia não explicada pela febre, dias a semanas após infecção; lesões extensas e mal delimitadas na substância branca; mais da metade com anti-MOG (AEP 2022).
2.Classificação de gravidade
| Gravidade | Critérios clínicos | Conduta |
|---|---|---|
| 🟢 Leve | Encefalite afastada: sonolência ou irritabilidade que desaparece por completo quando a febre cede; delírio febril breve com exame neurológico normal; sem crise, déficit focal, sinais meníngeos ou vômitos incoercíveis | Domicílio, antitérmico pelo padrão do site, reavaliação em 24 h, sinais de alerta por escrito |
| 🟡 Moderada | Dúvida: confusão que melhora mas não normaliza; ataxia pós-varicela isolada com consciência normal; mudança de comportamento subaguda, sem febre e com consciência preservada | Pronto-socorro no mesmo dia (exame seriado, decisão sobre punção); suspeita autoimune estável: encaminhar com urgência à neurologia pediátrica |
| 🔴 Grave | Toda suspeita de encefalite: alteração persistente do estado mental; crise com febre que não seja convulsão febril simples; crise focal, ≥ 5 minutos ou repetida; déficit focal; discinesias; psicose aguda com rebaixamento; hipertensão intracraniana (HIC); disautonomia; < 3 meses com febre e alteração neurológica; suspeita de raiva | Hospital imediatamente, com UTI pediátrica; crise pelo protocolo do site; oxigênio para SpO2 ≥ 94%; acesso; SAMU (192) |
Fatores de risco que elevam a gravidade: idade < 3 meses; imunodepressão; Glasgow ≤ 8 ou em queda; estado de mal; sinais de HIC; disautonomia; não vacinado contra sarampo e varicela; mordedura ou morcego sem profilaxia; aciclovir após 4 dias de doença (Wessex 2014).
3.Diagnóstico no consultório
É clínico. Perguntar: evolução, comportamento, fala e sono; crises; exantema, vesículas ou quadro respiratório recentes; vacinas; viagem e arbovirose; mordedura ou morcego; medicamentos e drogas; imunodepressão; herpes genital materno. Examinar: Glasgow, pupilas, fundo de olho, sinais meníngeos, déficit focal, movimentos anormais, pele, PA, glicemia capilar.
Não se pedem exames ambulatoriais: encaminha-se. O que o hospital faz:
- Líquor (≥ 5 mL; congelar o excedente): células, proteína, glicose, Gram, cultura, PCR para HSV-1/2, VZV e enterovírus ou painel; arbovírus conforme a região; anti-NMDA no líquor e no soro se houver quadro psiquiátrico ou de movimento (Consórcio 2013; AEP 2022). PCR negativo nos primeiros dias não afasta HSV: com suspeita mantida, repetir em 24–72 h (AEP 2022) ou 3–7 dias (IDSA).
- Tomografia antes da punção só com sinais de HIC, déficit focal ou coagulopatia; ressonância é o exame de escolha.
- EEG: descargas periódicas lateralizadas sugerem HSV; extreme delta brush, anti-NMDA; afasta estado de mal não convulsivo.
- Sangue: hemograma, sódio, função renal e hepática, hemocultura, HIV; PCR para Mycoplasma e enterovírus em orofaringe e fezes (Consórcio 2013). Anti-NMDA: pesquisa de tumor (Nosadini 2021).
Diferencial que não pode passar: meningite bacteriana, abscesso, sepse; hipoglicemia, hiponatremia, erro inato; intoxicação; estado de mal não convulsivo; AVC; tumor; trauma não acidental; síndrome de Reye; primeiro surto psicótico (com crise, discinesia ou rebaixamento, pensar em anti-NMDA).
4.Tratamento e seguimento
O pediatra reconhece, estabiliza, trata a crise e encaminha; o tratamento é hospitalar, com neurologia e infectologia pediátricas.
- Aciclovir IV empírico em toda suspeita, o mais cedo possível — se a encefalite não for afastada nas primeiras 6 horas, iniciar (Costa e Sato 2020); tomografia e punção não podem atrasá-lo (AEP 2022; Johns Hopkins 2024; NICE NG143).
- Antibiótico empírico até afastar meningite bacteriana, como em Meningites bacterianas e virais na criança (após o período neonatal) (ceftriaxona, 1ª dose 100 mg/kg, padrão do site; vancomicina 15 mg/kg/dose 6/6 h, 1ª dose máx. 1,5 g — SBP).
- Suporte em UTI: via aérea (intubação com Glasgow ≤ 8), glicemia, temperatura, sódio (secreção inapropriada de ADH), cabeceira elevada e medidas para HIC; crises pelo Protocolo de Estado de Mal Convulsivo.
| Medicamento | Dose | Intervalo | Duração | Observação e referência |
|---|---|---|---|---|
| Aciclovir IV, < 3 meses | 20 mg/kg/dose | 8/8 h (12/12 h se IG pós-menstrual < 30 semanas) | ≥ 21 dias na forma SNC, PCR do líquor negativo antes de suspender | Documento do site sobre herpes neonatal; Johns Hopkins 2024 |
| Aciclovir IV, 3 a 12 meses | 10 mg/kg/dose | 8/8 h, infusão em 1 h | Até afastar HSV; confirmada 14–21 dias, com PCR negativo antes de suspender | Decisão do site (01/10/2026); MS 10 mg/kg |
| Aciclovir IV, 1 a 12 anos | 500 mg/m²/dose (≈ 15–20 mg/kg) | 8/8 h, infusão em 1 h | Igual | Padrão do site (AAP); MS 10 mg/kg; IDSA 10 mg/kg |
| Aciclovir IV, ≥ 12 anos | 10 mg/kg/dose | 8/8 h | Igual | IDSA 2008; Johns Hopkins 2024; AEP 2023 |
| Aciclovir IV, encefalite por varicela | < 1 ano 10 mg/kg/dose; ≥ 1 ano 500 mg/m²/dose | 8/8 h | 7–10 dias | Doenças exantemáticas do site (AAP); ataxia cerebelar isolada não exige aciclovir |
| Metilprednisolona IV (ADEM, anti-NMDA) | 30 mg/kg/dia (máx. 1 g/dia) | 1×/dia | 3–5 dias; depois corticoide oral em redução, pelo especialista | AEP 2022; Protocolo de Estado de Mal Convulsivo do site; Nosadini 2021 (corticoide para todos) |
| Imunoglobulina IV (autoimune grave) | 2 g/kg (dose total) | Conforme o serviço | Curso único, repetível | Protocolo de Estado de Mal Convulsivo do site; Nosadini 2021 (IgIV ou plasmaférese nas graves; rituximabe na refratária) |
| Resgate da crise ≥ 5 min | Midazolam IN 0,2, bucal 0,3 ou IM 0,2 mg/kg; diazepam IV/IO 0,2–0,3 ou retal 0,5 mg/kg (todos máx. 10 mg) | Repetir 1 vez | — | Protocolo de Estado de Mal Convulsivo do site |
Por causa: enterovírus sem antiviral (rombencefalite grave: imunoglobulina e metilprednisolona — AEP 2023); arbovírus, suporte; Mycoplasma, macrolídeo só com quadro respiratório (Wessex 2014); influenza, oseltamivir; sarampo, vitamina A (Doenças exantemáticas); raiva, Protocolo de Recife.
Não usar: dexametasona de rotina na encefalite viral (Wessex 2014); antipsicótico "para acalmar" sem afastar encefalite (Nosadini 2021); imunoterapia sem critérios de encefalite autoimune; AAS.
Seguimento com neurologia e reabilitação: sequelas cognitivas e de comportamento, epilepsia, audição, escola. Após HSV, retorno imediato se surgirem coreoatetose ou mudança de comportamento (anti-NMDA pós-herpética); no anti-NMDA, vigiar recaída.
Notificação obrigatória (compulsória): meningite e meningoencefalite; dengue, chikungunya, zika, Oropouche e Nilo Ocidental; sarampo desde a suspeita; raiva humana; varicela grave internada, surtos e óbitos (MS, Guia de Vigilância 2024; NT nº 117/2024).
5.Quando encaminhar ao pronto-socorro ou internar
Hospital sempre que houver os critérios 🔴 da tabela de gravidade, e também: alteração de pares cranianos ou mioclonias; sinais de HIC (cefaleia com vômitos, fontanela abaulada, bradicardia com hipertensão, anisocoria); mão-pé-boca com mioclonias, ataxia ou taquicardia desproporcional; arbovirose com sinal neurológico.
Como encaminhar:
- ABC e glicemia capilar; hipoglicemia: glicose 0,5–1 g/kg IV (padrão do site).
- Crise ≥ 5 minutos: midazolam ou diazepam (tabela); decúbito lateral, aspirar a via aérea.
- Oxigênio para SpO2 ≥ 94%; acesso venoso sem hiper-hidratar; cabeceira a 30°; sem punção no consultório.
- Púrpura ou suspeita de doença meningocócica: ceftriaxona 100 mg/kg IV/IM (máx. 4 g) antes da remoção, se não atrasar.
- SAMU (192) e contato com o destino (UTI pediátrica, neurologia); suspeita de sarampo, máscara e isolamento.
- Relatório: evolução, crises e medicamentos com horários, vacinas, exposições.
6.Orientações de retorno e sinais de alerta para a família
- "Sonolência que melhora quando a febre baixa é comum. Preocupa a criança que continua estranha, confusa ou difícil de acordar mesmo sem febre."
- "Vacinas contra sarampo e varicela previnem encefalites. Mordida de animal ou contato com morcego: lavar com água e sabão e procurar o serviço antirrábico."
- Pronto-socorro imediatamente se: convulsão; sonolência que não passa; confusão, fala enrolada ou ausente, comportamento muito diferente, alucinações; fraqueza de um lado, desequilíbrio, movimentos estranhos; dor de cabeça forte com vômitos; manchas roxas; no bebê, moleira estufada ou recusa das mamadas.
7.Comparação com as referências
| Item | SBP | Ministério da Saúde | AAP | NICE | AEP | Johns Hopkins | Harvard | Oxford / Cambridge |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Definição | Sem documento específico localizado | Meningoencefalite no Guia de Vigilância | Sem posição específica localizada | Sem diretriz de encefalite | Consórcio 2013 | Consórcio 2013 (Johns Hopkins Encephalitis Center) | Sem posição específica localizada | Segue o NICE |
| Exames | Autoimune: sem esperar anticorpos (DC 2020) | Líquor; arbovírus pela vigilância | Sem posição específica localizada | Punção (NG240) | Líquor com PCR, RM, EEG, anti-NMDA | PCR HSV, RM, EEG | TC, punção, EEG, RM | Segue o NICE |
| Aciclovir empírico | Sem posição específica localizada | IV na meningite herpética, sem dose | Sem posição específica localizada | Febre com sinais de HSE (NG143) | Toda suspeita | Toda suspeita | Cerca de 3 semanas na HSE | Segue o NICE |
| Dose de 3 meses a 12 anos | Sem dose | 10 mg/kg (varicela grave); encefalite sem dose | 500 mg/m² (varicela; doc. do site) | Sem dose | 20 mg/kg (2023); 10 mg/kg (2022) | 10 mg/kg | Sem dose publicada | Segue o NICE |
| Autoimune / ADEM | Corticoide, IgIV, aférese | Sem posição específica localizada | Sem posição específica localizada | Sem posição específica localizada | Metilprednisolona 30 mg/kg/dia | Anti-NMDA entre as causas líderes | Centro de neuroimunologia | Segue o NICE |
| Prevenção / notificação | Tríplice viral e Dose Zero (2025) | Notificação obrigatória (compulsória); PEP antirrábica | Sem posição específica localizada | — | Vacinação | — | — | Segue o NICE |
Leitura: as referências concordam que a suspeita é emergência hospitalar, que o aciclovir IV é empírico e que a encefalite autoimune recebe imunoterapia precoce sem esperar anticorpos (SBP, Reumatologia 2020). A SBP não tem documento de encefalite infecciosa nem dose; o MS indica aciclovir IV na meningoencefalite herpética, sem dose (10 mg/kg/dose na varicela grave), e define a notificação. A divergência é a dose de 3 meses a 12 anos: IDSA, Johns Hopkins e AEP 2022, 10 mg/kg/dose; diretriz britânica, Jornal de Pediatria e AEP 2023, 500 mg/m² ou 20 mg/kg; NICE sem dose. Pela regra SBP → MS caberia 10 mg/kg, e o site adota, por decisão do Dr. Stefani, 10 mg/kg/dose de 3 a 12 meses (MS) e 500 mg/m²/dose de 1 a 12 anos (AAP), a mesma da varicela grave, e 10 mg/kg/dose a partir de 12 anos. Oxford e Cambridge seguem o NICE.
- Criança que continua confusa, sonolenta ou "diferente" sem febre, ou com crise que não é convulsão febril simples, tem encefalite até prova em contrário: hospital.
- Aciclovir IV logo, sem esperar exames: 20 mg/kg/dose abaixo de 3 meses; 10 mg/kg/dose de 3 a 12 meses; 500 mg/m²/dose de 1 a 12 anos; 10 mg/kg/dose a partir de 12 anos, de 8/8 h.
- PCR para HSV negativo nos primeiros dias não afasta encefalite herpética: com suspeita mantida, repete-se o líquor.
- Psicose aguda com crise, discinesia, mutismo, rebaixamento ou disautonomia: pensar em anti-NMDA, sem antipsicótico "para acalmar".
- Crise ≥ 5 minutos: midazolam ou diazepam pelo protocolo do site, oxigênio para SpO2 ≥ 94% e SAMU.
- Notificação obrigatória (compulsória) de meningoencefalite, arboviroses, sarampo, raiva e varicela grave; prevenção pelas vacinas e pela profilaxia antirrábica.
Veja também, nesta Biblioteca: Meningites bacterianas e virais na criança (após o período neonatal) (nesta área); Epilepsias na infância — classificação ILAE e escolha do anticonvulsivante (Neurologia); Transtorno bipolar e psicose na adolescência — sinais de alerta para o pediatra (Saúde mental); Dengue, chikungunya, zika e Oropouche, Doenças exantemáticas e Doença mão-pé-boca e herpangina (Patologias do consultório); Protocolo de Estado de Mal Convulsivo (Urgências); Citomegalovírus congênito e herpes simples neonatal (Neonatologia); Profilaxia pós-exposição — tétano, raiva, varicela, hepatite B e sarampo (Imunizações).
8.Fontes
- Venkatesan A et al. International Encephalitis Consortium. Case definitions in encephalitis. Clin Infect Dis, 2013. academic.oup.com; critérios em Pediatric Neurology Briefs
- AEP. Carazo Gallego B et al. Meningitis. Absceso cerebral. Encefalitis aguda, 2023. PDF
- AEP/SENEP. Turón Viñas E et al. Encefalopatías agudas, 2022. PDF
- AEP/SENEP. Olivé-Cirera G, Armangué T. Primer episodio de enfermedad desmielinizante en la edad pediátrica, 2022. PDF
- SBP, Departamento de Reumatologia. Autoanticorpos na reumatologia pediátrica (DC nº 7), 2020. PDF
- SBP, Departamento de Imunizações. Sarampo e a "Dose Zero" (DC nº 3), 2025. PDF
- Ministério da Saúde. Guia de Vigilância em Saúde, vol. 1, 6ª ed. revisada, 2024. gov.br
- Ministério da Saúde. Nota Técnica nº 117/2024-CGARB/DEDT/SVSA/MS (Oropouche), 2024. PDF
- Ministério da Saúde. Protocolo de tratamento da raiva humana no Brasil, 2011. PDF
- NICE. Fever in under 5s (NG143), recomendação 1.5.20. nice.org.uk; Bacterial meningitis and meningococcal disease (NG240), 2024. nice.org.uk
- Wessex Paediatric Neurology Network (NHS). Management of Suspected Encephalitis, 2014 (diretriz britânica de 2012). PDF
- Johns Hopkins ABX Guide. Auwaerter P. Encephalitis, 2024. hopkinsguides.com
- Boston Children's Hospital. Herpes simplex encephalitis in children. childrenshospital.org
- Tunkel AR et al. The management of encephalitis — IDSA, 2008. academic.oup.com
- Costa BK, Sato DK. Viral encephalitis — a practical review. J Pediatr (Rio J), 2020. SciELO
- Nosadini M et al. Consensus on treatment of pediatric NMDAR antibody encephalitis, 2021. Europe PMC
- Graus F et al. A clinical approach to diagnosis of autoimmune encephalitis. Lancet Neurol, 2016. Europe PMC