Infectologia pediátrica · Antimicrobianos e imunocomprometido

Febre e infecção na criança imunocomprometida e com dispositivos

Asplenia e doença falciforme, transplante, corticoide em dose alta, imunobiológicos, erros inatos da imunidade, cateter venoso central, derivação ventricular e gastrostomia

Gravidade em semáforo (🟢 leve · 🟡 moderada · 🔴 grave), conduta ambulatorial e critérios para encaminhar ao especialista, ao pronto-socorro ou internar, com a comparação entre SBP/Ministério da Saúde e as referências internacionais (convergências e divergências). 📄 Baixar em PDF

Em resumo

Febre (axilar ≥ 37,5 °C) muda de peso em quatro situações. Asplenia anatômica ou funcional, inclusive doença falciforme: risco de sepse fulminante por pneumococo; toda febre é 🔴 — pronto-socorro imediato (1ª dose de ceftriaxona antes de sair, se a remoção demorar); no serviço, pelo MS 2012, interna-se abaixo de 3 anos com > 38,3 °C, com cefuroxima ou amoxicilina-clavulanato (ceftriaxona se meningite). Cateter venoso central: febre é 🔴 — hemoculturas de todos os lúmens e periférica, depois vancomicina + anti-Gram-negativo. Derivação ventricular: febre sem foco ou sinal de disfunção é 🔴, pronto-socorro com neurocirurgia. Imunossupressão de alto grau (transplante, biológicos, corticoide em dose imunossupressora, erro inato celular): febre é avaliada no mesmo momento com a equipe de referência; neutropenia febril segue o documento de Oncologia. Ficam em casa, com retorno, o granuloma de gastrostomia e o foco simples na imunossupressão de baixo grau; a celulite periestomal localizada recebe cefalexina e reavaliação em 24–48 h.

1.O que é e como se apresenta

Grupo Defeito Agentes que preocupam
Asplenia (doença falciforme HbSS e Sβ⁰, esplenectomia, asplenia congênita) Não depura encapsulados Pneumococo (> 70% das infecções na doença falciforme — MS 2009), H. influenzae, meningococo, Salmonella
Transplante (órgão sólido, células-tronco) Imunidade celular, cateteres Bactérias hospitalares, CMV, EBV, fungos, Pneumocystis
Corticoide imunossupressor (prednisona ≥ 2 mg/kg/dia até 10 kg ou ≥ 20 mg/dia por ≥ 14 dias — CRIE 2023) Celular e inflamatória Bactérias, varicela grave, Pneumocystis; febre atenuada
Imunobiológicos (anti-TNF, rituximabe) e imunossupressores Conforme a droga Tuberculose (anti-TNF), fungos, encapsulados (rituximabe)
Erros inatos da imunidade Humoral, celular, fagócitos, complemento Encapsulados (humoral); vírus, fungos, BCG (celular); S. aureus e Aspergillus (fagócitos); meningococo (complemento)
Dispositivos Biofilme, barreira rompida Estafilococos, Gram-negativos e Candida (cateter); estafilococos e Cutibacterium (derivação); flora da pele (gastrostomia)

Apresentação pobre: corticoide e imunossupressores atenuam febre e dor; a infecção grave pode surgir só como taquicardia, prostração, palidez ou dor abdominal. Na doença falciforme, a sepse evolui em horas, sobretudo abaixo de 3 anos (mortalidade em torno de 20% — MS 2009).

Cateter venoso central (PICC, tunelizado, implantável, de hemodiálise): infecção do óstio, tunelite (eritema e endurecimento no trajeto), do reservatório e bacteremia — febre, às vezes com calafrio após infusão ou lavagem.

Derivação ventricular: disfunção (cefaleia, vômitos, sonolência, irritabilidade, fontanela tensa, sol poente, crises) e infecção (os mesmos sinais com febre, eritema e dor sobre o trajeto, peritonite na ventriculoperitoneal, bacteremia na ventriculoatrial — IDSA 2017), mais comum nos primeiros meses após implantação ou revisão.

Gastrostomia — três quadros que se confundem (ESPGHAN 2015):

  • Granuloma (hipergranulação): tecido vermelho-rosado, úmido, friável e elevado na borda; sangra; em geral por dispositivo mal ajustado. Não é infecção.
  • Irritação: eritema < 5 mm em volta do estoma é comum.
  • Celulite periestomal: eritema que se expande, calor, dor, endurecimento, às vezes pus e febre. O estoma é colonizado; dor e edema indicam invasão.

2.Classificação de gravidade

Gravidade Critérios clínicos Conduta
🟢 Leve Granuloma ou eritema < 5 mm sem dor nem febre; imunossupressão de baixo grau (corticoide abaixo da dose imunossupressora, doença crônica sem imunossupressão) com foco simples e bom estado Consultório e casa, retorno programado; granuloma: ajuste do dispositivo, nitrato de prata ou corticoide tópico (ESPGHAN 2015)
🟡 Moderada Celulite periestomal localizada sem toxemia; óstio do cateter inflamado sem febre; derivação com febre e foco evidente (otite, gastroenterite), longe da cirurgia, sem nenhum sinal de disfunção; erro inato humoral em reposição de imunoglobulina com foco respiratório e bom estado Cefalexina e reavaliação em 24–48 h; contato no mesmo dia com a equipe do cateter ou o especialista; sinais de alerta por escrito
🔴 Grave Febre na asplenia ou doença falciforme; febre com cateter central, calafrio na infusão, tunelite; derivação com febre sem foco, sinal de disfunção ou eritema no trajeto; febre na imunossupressão de alto grau; neutropenia febril; celulite periestomal extensa, com febre ou toxemia; peritonite; sonda deslocada sem reposição possível; qualquer sinal de sepse Pronto-socorro ou hospital de referência, avisando a equipe; sinais de sepse: SAMU 192, oxigênio para SpO2 ≥ 94%, acesso e conduta de Sepse e choque séptico; asplenia: ceftriaxona antes da remoção, se não atrasá-la

Fatores que elevam a gravidade

  • Doença falciforme abaixo de 3 anos, sepse prévia, penicilina ou vacinas atrasadas (MS 2012; AAP 2024); esplenectomia recente; imunossupressão combinada.
  • Nutrição parenteral, cateter de várias luzes, germe multirresistente, internação ou antibiótico recentes (SEIP/SECIP 2024).
  • Derivação recente ou ventriculoatrial; desnutrição; difícil acesso ao serviço.

3.Diagnóstico no consultório

Anamnese: doença de base; medicamentos (última quimioterapia); penicilina e vacinas; dispositivo e data da implantação ou revisão; calafrio na infusão; germe resistente; contato com varicela, sarampo ou tuberculose.

Exame: sinais vitais completos com SpO2; púrpura; baço; óstio e trajeto do cateter sem abrir o curativo; trajeto da derivação e fontanela; estoma (extensão do eritema, endurecimento, se o dispositivo gira).

Clínico × exames:

  • Gastrostomia: granuloma, irritação e celulite são diagnósticos clínicos; o swab mostra colonização e não muda a conduta. Dispositivo que não gira, dor e dificuldade de infusão sugerem "buried bumper" (anteparo interno migrando para a parede gástrica — ESPGHAN 2015): cirurgião.
  • Asplenia e doença falciforme (no serviço): hemograma com reticulócitos, hemocultura, urina e radiografia de tórax; punção lombar abaixo de 1 ano ou com sinais meníngeos (MS 2009 e 2012; AAP 2024). No consultório, não atrasar a remoção por exames.
  • Cateter central (no serviço): hemocultura de cada lúmen e uma periférica, antes do antibiótico; se a periférica for inviável, todos os lúmens; cultura do óstio se houver pus (SEIP/SECIP 2024).
  • Derivação: neuroimagem comparada e punção do reservatório pela neurocirurgia, com cultura mantida por 10 dias (Cutibacterium); hemocultura na ventriculoatrial (IDSA 2017). Não puncionar nem bombear a válvula.

Diferencial que não pode passar: Pneumocystis (taquipneia e hipoxemia com ausculta pobre); CMV e EBV no transplante; varicela ou zóster disseminados; tuberculose no anti-TNF; fungo invasivo; síndrome torácica aguda e sequestro esplênico; insuficiência adrenal após corticoide prolongado (prostração, hipotensão, hipoglicemia).

4.Tratamento e seguimento

Pediatra: reconhece e encaminha sem atraso; trata 🟢 e 🟡; mantém profilaxias e vacinas com o CRIE; entrega um plano escrito de febre com o telefone de 24 h da equipe. Especialista: neutropenia febril; retirada do cateter, selo, antifúngicos; troca da derivação e rifampicina adjuvante (IDSA 2017); profilaxias do transplante; imunossupressores e dose de estresse de corticoide.

Princípios por situação:

  • Asplenia e doença falciforme (sem documento da SBP; segue o MS 2012): toda febre vai ao pronto-socorro (🔴), com antibiótico já na emergência. Internar abaixo de 3 anos com temperatura > 38,3 °C; os demais, reavaliação diária. Cefuroxima ou amoxicilina-clavulanato; ceftriaxona na suspeita de meningite (doses na tabela); sem foco, 72 h com hemoculturas negativas e alta com antibiótico oral se afebril. A AAP 2024 usa ceftriaxona para todos (divergência).
  • Cateter central: antibiótico logo após as culturas, cobrindo Gram-positivos e Gram-negativos (SEIP/SECIP 2024; AEP 2021). Padrão do site: vancomicina + anti-Gram-negativo — cefepima na imunossupressão grave, nutrição parenteral, internação recente ou risco de Pseudomonas; ceftriaxona na criança estável sem esses fatores. Choque ou multirresistente: esquema ampliado pelo especialista.
  • Derivação: vancomicina + betalactâmico antipseudomonas (cefepima ou meropeném), pela sensibilidade local, e remoção da derivação infectada com drenagem externa provisória (IDSA 2017).
  • Gastrostomia: granuloma — ajuste do dispositivo, nitrato de prata (pele protegida com vaselina) ou corticoide tópico; infecção superficial — curativo antimicrobiano; celulite — antibiótico sistêmico. Sonda deslocada é urgência: a fístula pode fechar em poucas horas; a família treinada recoloca o dispositivo reserva; gastrostomia recente: ir ao serviço (ESPGHAN 2015).
Medicamento Dose Intervalo Duração Observação e referência
Ceftriaxona IV/IM — asplenia ou doença falciforme, antes de remoção demorada Sepse, meningite ou púrpura: 1ª dose 100 mg/kg (máx. 4 g); sem esses sinais: 50–80 mg/kg (≥ 50 kg, dose do adulto) 1×/dia Conforme culturas e serviço Padrão do site; bula Ceftriona® (20–80 mg/kg/dia; meningite 100 mg/kg, máx. 4 g). Sem cálcio no mesmo acesso; anemia hemolítica imune descrita (bula)
Cefuroxima IV — doença falciforme, no serviço 60 mg/kg/dia Conforme bula ≥ 72 h; alta com VO se afebril MS 2012; ou amoxicilina-clavulanato (conforme bula); meningite: ceftriaxona 100 mg/kg/dia (MS 2012)
Vancomicina IV — cateter, derivação, S. aureus resistente 15 mg/kg/dose em 1 h (1ª dose máx. 1,5 g) 6/6 h, pelo nível sérico Conforme culturas Padrão do site (SBP; "Sepse e choque séptico"); AEP 2021: 40 mg/kg/dia
Cefepima IV — anti-Gram-negativo 50 mg/kg/dose (máx. 2 g) 8/8 h Conforme culturas Bula; padrão do site ("Sepse", "Neutropenia febril")
Meropeném IV — choque, multirresistente, derivação Dose de meningite conforme bula 8/8 h Conforme culturas IDSA 2017; especialista
Cefalexina VO — celulite periestomal localizada 50–100 mg/kg/dia 6/6 h 7–10 dias Padrão do site (SBP, DC nº 12/2022); pela gastrostomia; sem melhora em 48–72 h ou febre: 🔴
Penicilina V VO — profilaxia na doença falciforme 3 meses a 2 anos: 125 mg; 2 a 5 anos: 250 mg 12/12 h Até 5 anos MS 2012 (como em "Vacinação do imunocomprometido"); alérgico: eritromicina 20 mg/kg/dia 12/12 h (MS); AAP 2024: 250 mg a partir de 3 anos
Penicilina G benzatina IM — alternativa profilática 3 meses a 2 anos: 300.000 UI; 2 a 5 anos: 600.000 UI 28/28 dias Até 5 anos MS 2012 (dose de profilaxia, não o padrão de tratamento)
Paracetamol — conforto 10–15 mg/kg/dose (máx. 75 mg/kg/dia; 500 mg/dose < 12 anos) 4–6 h Até 48–72 h sem reavaliação Padrão do site; não substitui a avaliação; na neutropenia: sem dipirona, AINE ou via retal (Oncologia)

Prevenção: penicilina na esplenectomia a partir de 2 anos, individualizada (Guia Vacinal do site); após 5 anos na doença falciforme, só em casos selecionados (AAP 2024). Vacinas (VPC20, meningocócicas, Hib, influenza, conviventes): ver o documento de Imunizações.

Não fazer: antibiótico oral "para ver se melhora" no asplênico ou com cateter; esperar hemograma para remover; manipular o cateter; bombear a válvula; antibiótico para granuloma.

5.Quando encaminhar ao pronto-socorro ou internar

Sempre: todas as situações 🔴 da tabela de gravidade, mais o imunodeprimido exposto a varicela ou sarampo (imunoglobulina com urgência pelo CRIE — ver Vacinação da criança imunocomprometida).

Como encaminhar

  1. Avisar a equipe (hematologia, transplante, neurocirurgia, cirurgia) e o destino; choque ou rebaixamento: SAMU 192.
  2. ABC, oxigênio para SpO2 ≥ 94%, monitorização, glicemia capilar.
  3. Asplenia: se a remoção demorar, 1ª dose de ceftriaxona IV ou IM (tabela) antes de sair; hemocultura só se não atrasar.
  4. Cateter: não abrir nem usar sem técnica; acesso periférico só se não atrasar a remoção.
  5. Derivação: cabeceira elevada, jejum se vômitos; levar tipo de válvula e imagens anteriores.
  6. Choque: cristaloide 10–20 mL/kg com reavaliação após cada bolus ("Sepse e choque séptico").
  7. Relatório: doença de base, medicamentos, dispositivo, sinais vitais e condutas, com horários.

6.Orientações de retorno e sinais de alerta para a família

  • "Na axila, 37,5 °C ou mais é febre. Sem baço, com doença falciforme ou com cateter central, febre é emergência: vá ao pronto-socorro na hora, mesmo que a criança pareça bem, com o resumo médico."
  • "Com válvula (derivação), vá ao pronto-socorro se houver dor de cabeça, vômitos, sonolência, moleira estufada, convulsão, vermelhidão no caminho da válvula ou dor de barriga."
  • "Na gastrostomia, carne vermelha e úmida na borda, sem dor nem febre, costuma ser granuloma; vermelhidão que cresce, endurece, dói ou dá febre precisa de avaliação. Se a sonda sair, coloque o dispositivo reserva como foi ensinado e procure o serviço."
  • "Não suspenda corticoide sem falar com o médico; avise contato com catapora ou sarampo; dê a penicilina todos os dias."

7.Comparação com as referências

Item SBP Ministério da Saúde AAP NICE AEP Johns Hopkins Harvard Oxford / Cambridge
Febre na doença falciforme — > 38,3 °C e < 3 anos: internar; cefuroxima ou amoxicilina-clavulanato; ceftriaxona se meningite ≥ 38–38,5 °C: hemocultura e parenteral, ceftriaxona para todos Imunidade comprometida eleva risco de sepse (NG254) Guía-ABE 2021 (não oficial): ceftriaxona 50–75 mg/kg — — Segue o NICE
Profilaxia com penicilina — Penicilina V ou benzatina, 3 meses a 5 anos Penicilina V desde 2 meses até 5 anos — — — — Segue o NICE
Cateter: culturas — — — Cateter de demora é fator de risco de sepse Cada lúmen + periférica (SEIP/SECIP 2024) — — Segue o NICE
Cateter: antibiótico empírico Neutropênico: SBP 2018 (Oncologia) — — — Estável: cloxacilina + ceftriaxona; glicopeptídeo se sinais locais; AEP 2021: vancomicina + cefalosporina — — Segue o NICE
Derivação ventricular — — — (IDSA 2017: vancomicina + antipseudomonas; retirar derivação) — — — — Segue o NICE
Gastrostomia — — — — — (ESPGHAN 2015: nitrato de prata no granuloma) — — Segue o NICE
Imunossupressão Remete ao CRIE Corticoide ≥ 2 mg/kg/dia ou ≥ 20 mg/dia, ≥ 14 dias (CRIE 2023) — Suspeitar sepse neutropênica e encaminhar — — — Segue o NICE

"—" = sem posição específica localizada.

Leitura: convergem: febre na doença falciforme exige hemocultura e antibiótico parenteral sem demora; penicilina profilática até 5 anos; no cateter, cultura antes do antibiótico, cobrindo Gram-positivos e negativos. Divergem: limiar de febre (AAP 38–38,5 °C; MS > 38,3 °C para internar; Guía-ABE > 38,5 °C; site 37,5 °C axilar para ir ao serviço); onde tratar (MS interna abaixo de 3 anos; AAP, manejo ambulatorial selecionado); antibiótico (MS cefuroxima ou amoxicilina-clavulanato; AAP e Guía-ABE ceftriaxona); penicilina V 250 mg aos 2 anos (MS) ou aos 3 (AAP); no cateter da criança estável, o consenso espanhol dispensa a vancomicina e a AEP a dá em 40 mg/kg/dia. A SBP só tem posição localizada na neutropenia febril; pela regra SBP → MS, o site segue o Ministério da Saúde na febre da doença falciforme (MS 2012), na profilaxia e na imunossupressão (CRIE 2023); a ida imediata ao pronto-socorro e a ceftriaxona antes de remoção demorada seguem os documentos do site. Sem posição da SBP ou do MS, cateter e derivação seguem SEIP/SECIP 2024 e IDSA 2017, com as doses do site; gastrostomia, a ESPGHAN 2015.

Pontos práticos
  1. Febre na asplenia ou doença falciforme é 🔴; se a remoção demorar, ceftriaxona antes de sair; no serviço, MS 2012 (internar < 3 anos com > 38,3 °C; cefuroxima ou amoxicilina-clavulanato).
  2. Febre com cateter central é 🔴: hemocultura de cada lúmen e periférica, vancomicina 15 mg/kg/dose + anti-Gram-negativo (cefepima ou ceftriaxona, conforme o risco).
  3. Derivação com febre sem foco ou sinal de disfunção: pronto-socorro com neurocirurgia; não bombear a válvula.
  4. Granuloma de gastrostomia não é infecção; celulite (dor, calor, endurecimento, eritema que cresce) recebe cefalexina 50–100 mg/kg/dia e reavaliação em 24–48 h.
  5. Neutropenia febril segue o documento de Oncologia: sem dipirona, AINE ou via retal.
  6. Penicilina profilática, vacinas do CRIE, conviventes vacinados e plano escrito de febre com o telefone da equipe para todos.

Veja também, nesta Biblioteca: Neutropenia febril na criança com câncer (Oncologia); Vacinação da criança imunocomprometida e com doenças crônicas (CRIE) (Imunizações); Macrocefalia, microcefalia e hidrocefalia (Neurologia e desenvolvimento); Pneumonia aspirativa e disfagia na criança com comprometimento neurológico (Pneumologia); Sepse e choque séptico na criança (Urgências e emergências); Como Conduzir uma Criança com Febre (Pediatria geral).

8.Fontes

  • Ministério da Saúde. Doença falciforme — condutas básicas para tratamento, 2012. PDF
  • Ministério da Saúde. Manual de eventos agudos em doença falciforme, 2009. PDF
  • AAP, Section on Hematology/Oncology; ASPHO. Yates AM et al. Health Supervision for Children and Adolescents With Sickle Cell Disease — Clinical Report. Pediatrics, 2024. PDF
  • NICE. Suspected sepsis in under 16s (NG254), 2025. PDF
  • AEP (Protocolos SECIP). Sánchez Granados JM et al. Infección relacionada con el catéter venoso central, 2021. PDF
  • SEIP e SECIP. Saavedra-Lozano J et al. Documento de consenso sobre la infección relacionada con el catéter venoso central en pediatría. An Pediatr, 2024. PDF
  • Guía-ABE. Fiebre en el niño con enfermedad de células falciformes, 2021. PDF
  • IDSA. Tunkel AR et al. 2017 Clinical Practice Guidelines for Healthcare-Associated Ventriculitis and Meningitis. Clin Infect Dis, 2017. PDF
  • ESPGHAN. Heuschkel RB et al. Position Paper on Management of Percutaneous Endoscopic Gastrostomy in Children and Adolescents. JPGN, 2015. PDF
  • Fresenius Kabi. Ceftriona® (ceftriaxona), bula profissional. PDF