Medicina do adolescente · Consulta e desenvolvimento

A consulta do adolescente — entrevista HEEADSSS, sigilo, atendimento desacompanhado e aspectos éticos e legais

Consulta em três momentos, HEEADSSS, sigilo e seus limites, atendimento desacompanhado, exame com acompanhante, rastreios e notificação, segundo SBP 2019, Ministério da Saúde 2022, Código de Ética Médica e ECA

Gravidade em semáforo (🟢 leve · 🟡 moderada · 🔴 grave), conduta ambulatorial e critérios para encaminhar ao especialista, ao pronto-socorro ou internar, com a comparação entre SBP/Ministério da Saúde e as referências internacionais (convergências e divergências). 📄 Baixar em PDF

Em resumo

A consulta do adolescente (10 a 19 anos, OMS e MS; ECA de 12 a 18 anos) segue o Departamento de Adolescência da SBP (Manual de Orientação nº 10, 2019): três momentos — adolescente e família juntos, adolescente a sós e fechamento. No início, explique a ambos o sigilo e seus limites: mantêm-se os segredos próprios da idade (namoro, iniciação sexual sem violência, orientação sexual, experimentação, contracepção); quebra-se, avisando antes o adolescente, diante de risco à vida ou à saúde — violência, risco de suicídio, dependência, HIV positivo, não adesão com risco e gravidez (esta avaliada caso a caso, com o adolescente). O adolescente pode ser atendido e vacinado desacompanhado (MS, Nota Técnica nº 2/2022). A HEEADSSS organiza a parte a sós; somam-se PA, IMC, Tanner, PHQ-A, ASQ e CRAFFT. 🟢 A maioria é seguida pelo pediatra; 🟡 depressão, uso de risco de substâncias, IST, gravidez ou violência sem risco imediato exigem rede e encaminhamento; 🔴 risco iminente de suicídio, violência sexual recente ou intoxicação grave vão ao pronto-socorro. Violência é de notificação obrigatória (compulsória), com Conselho Tutelar.

1.O que é e como se apresenta

O adolescente passa a ser o protagonista do próprio cuidado, e a família, uma parceira. As principais causas de adoecimento e morte nessa idade — acidentes, violência, suicídio, substâncias, gravidez não planejada, IST, transtornos alimentares — raramente chegam como queixa: só aparecem se o profissional perguntar, a sós, com confiança e sigilo.

Faixas etárias: OMS e MS, 10 a 19 anos; ECA (Lei 8.069/1990, art. 2º), 12 a 18 anos incompletos. A área de atuação do pediatra vai até 20 anos incompletos; a partir de 16 anos o jovem pode optar por médico não pediatra (SBP 2019).

Estrutura (SBP, MO nº 10, 2019):

  1. Adolescente e família juntos: motivo da consulta (nem sempre doença), antecedentes, caderneta de vacinas, alimentação, sono, escola, telas, dinâmica familiar. Explica-se, aos dois, como funciona o sigilo.
  2. Adolescente a sós — o momento mais importante: retomar o motivo (pode diferir do relato da família) e aplicar a HEEADSSS.
  3. Fechamento com a família: hipóteses e condutas, combinando antes com o adolescente o que será dito. Em conflito importante ou violência familiar, a SBP prevê conversa a sós com os responsáveis.

Transição gradual, como na puericultura do site: aos 10 anos se oferece um momento a sós; de 11–12 anos, três momentos; aos 17–18, a maior parte a sós. Exceções ao atendimento a sós (SBP): deficiência intelectual que impeça a comunicação, transtorno psiquiátrico grave ou desejo do adolescente de não ficar sozinho.

HEEADSSS (Goldenring e Rosen 2004; versão 3.0, Klein 2014; adotada pela SBP):

Letra Domínio Exemplos de perguntas (SBP 2019, adaptado)
H Casa Com quem mora? Como é o ambiente? Quem briga mais?
E Escola e trabalho Ano, faltas, reprovação, bullying; trabalho que atrapalha os estudos
E Alimentação Gosta do seu corpo? Dieta, vômitos, laxantes?
A Atividades Amigos, esporte, celular, jogos, tempo de tela
D Drogas Álcool (último porre), tabaco, cigarro eletrônico, narguilé, maconha
S Sexualidade "Ficar", iniciação, parcerias, preservativo, contracepção, orientação e identidade
S Suicídio e humor O que faz quando está triste? Já pensou em sumir ou se machucar? Já tentou?
S Segurança Sofreu ou praticou violência? Armas em casa, trânsito, internet

A SSHADESS (Ginsburg, AAP — Reaching Teens) é a variante baseada em forças: começa pelos pontos fortes, aborda a escola antes da casa e pesquisa mais emoções, como o estresse. Pergunte sem julgamento, dos temas menos aos mais sensíveis, ao menos uma vez por ano (SBP).

2.Classificação de gravidade

A gravidade é a dos achados da entrevista e do exame.

Gravidade Critérios clínicos Conduta
🟢 Leve Rotina sem fator de risco; experimentação sem prejuízo (CRAFFT < 2); PHQ-A 0–9 sem ideação; dúvidas sobre puberdade, sexualidade ou contracepção Pediatra: orientação antecipatória, contracepção e dupla proteção, vacinas, retorno anual
🟡 Moderada PHQ-A ≥ 10 ou ASQ positivo sem risco iminente; CRAFFT ≥ 2 ou dependência de nicotina; suspeita de transtorno alimentar estável; IST; gravidez; violência ou relação sexual antes dos 14 anos sem risco imediato; bullying com sofrimento; evasão escolar Retorno próximo; notificação obrigatória (compulsória) e Conselho Tutelar se houver violência; encaminhar com prioridade a saúde mental (CAPSi, CAPS AD), hebiatra, ginecologia da adolescência ou serviço de IST
🔴 Grave Risco iminente de suicídio (plano, intenção, tentativa recente); violência sexual recente; agressor no domicílio sem proteção; intoxicação com rebaixamento, agitação ou psicose; transtorno alimentar com instabilidade (bradicardia, hipotensão, síncope); gravidez com sangramento ou dor Pronto-socorro ou serviço de referência, sem deixar o adolescente sozinho; família (salvo se agressora), Conselho Tutelar e notificação

Fatores de risco que elevam a gravidade

  • Tentativa ou autolesão prévia, depressão, várias substâncias, acesso a armas.
  • Violência intrafamiliar, negligência, situação de rua, acolhimento institucional, exploração sexual.
  • Adolescente LGBTQIA+ sem apoio familiar, vítima de bullying, gestante, com doença crônica; abandono escolar; parcerias muito mais velhas.

3.Diagnóstico no consultório

Sigilo e seus limites (SBP 2019, Quadro 1; MS, NT nº 2/2022):

Mantém-se o sigilo Quebra-se o sigilo (avisando antes o adolescente)
"Ficar", namoro, iniciação sexual sem violência Qualquer violência, inclusive bullying e no namoro
Experimentação sem dependência Uso escalonado de álcool e drogas, dependência
Orientação sexual e identidade de gênero Autoagressão, ideação suicida, fuga de casa, tendência homicida
Contraceptivo (com maturidade para aderir) Gravidez e abortamento — no site, caso a caso, com o adolescente
IST tratável, afastada a violência HIV positivo (família e parceria, SBP); não adesão com risco
— Doença grave e transtornos mentais, como depressão (SBP; MS)
  • Código de Ética Médica (Resolução CFM nº 2.217/2018), art. 74: é vedado "revelar sigilo profissional relacionado a paciente criança ou adolescente, desde que estes tenham capacidade de discernimento, inclusive a seus pais ou representantes legais, salvo quando a não revelação possa acarretar dano ao paciente"; o art. 73 admite revelar por motivo justo ou dever legal.
  • Como quebrar: explicar a decisão e dar ao adolescente a chance de se preparar ou de contar ele mesmo (MS 2022); nada é falado com os pais sem que ele saiba antes (SBP). Se a família é a agressora, a comunicação vai direto ao Conselho Tutelar (MS 2022).

Atendimento desacompanhado e consentimento:

  • O adolescente tem direito a consulta e a procedimentos não invasivos (exames, testes rápidos) sozinho ou com quem escolher, se tiver discernimento; exigir responsável "constitui lesão ao direito maior de uma vida saudável" (SBP 2019).
  • MS (NT nº 2/2022): atender as necessidades urgentes; avaliar o discernimento; registrar no prontuário a procura desacompanhada; oferecer o momento a sós a quem chega acompanhado; vacinar quem procura por iniciativa própria, com ou sem caderneta; acionar o responsável em risco (mordedura, ferimento grave). Vir sozinho, por si só, não é negligência.
  • Testes de HIV, sífilis e hepatites seguem a autonomia a partir de 12 anos (SBP 2019); PrEP a partir de 15 anos sem autorização dos responsáveis (ver Infecções sexualmente transmissíveis na adolescência).
  • Internação exige autorização do responsável, o que nunca impede a conduta de emergência (SBP 2019; CEM, art. 22, ressalva o risco iminente de morte).

Marco legal da violência:

  • Relação sexual com menor de 14 anos é estupro de vulnerável (Código Penal, art. 217-A; STJ, Súmula 593), com ou sem consentimento; o mesmo vale para IST ou gravidez iniciada antes dos 14 anos (MS 2022). Mantenha acolhimento e prevenção (SBP, Febrasgo e SOGIA-BR, 2021).
  • ECA, art. 13: suspeita ou confirmação de maus-tratos é obrigatoriamente comunicada ao Conselho Tutelar; a omissão é infração (art. 245). Não exige certeza (MS 2022).
  • Notificação obrigatória (compulsória) no SINAN, inclusive da violência autoprovocada (Lei 13.819/2019, art. 6º; PRC nº 4/2017, redação da Portaria GM/MS nº 10.175/2026). Na violência sexual, comunica-se também a autoridade policial (MS 2022; no hospital, Lei 12.845/2013, art. 3º, IX, incluído pela Lei 15.516/2026).
  • Escuta especializada (Lei 13.431/2017): perguntar só o necessário e não fazer repetir o relato.

Exame físico (SBP 2019):

  • Ambiente privado, explicação prévia de cada etapa, exame segmentado, dizendo o que está normal.
  • Terceira pessoa — profissional de saúde ou, se o adolescente preferir, alguém de sua confiança — é recomendável, sobretudo no exame de mamas e genitais. Genitália ao final, com consentimento; se recusada, adiar, salvo queixa específica.
  • Roteiro: peso, estatura, IMC (OMS 2007), PA, Snellen, tireoide, boca, coluna (Adams), pele (acne, acantose, cicatrizes de autolesão), mamas, Tanner com orquidômetro.

Registro: anotar a parte a sós de forma objetiva e o combinado sobre o sigilo; os pais podem acessar prontuários e portais eletrônicos (AAP 2024). Preencher a Caderneta de Saúde de Adolescentes (MS, 4ª edição, 2024).

Não deixar passar: depressão como irritabilidade ou queixa somática; transtorno alimentar "só de dieta"; gravidez na amenorreia; violência por trás de mudança brusca de comportamento.

4.Tratamento e seguimento

Não há medicamento próprio deste tema. O tratamento é a consulta bem feita: rastrear, orientar e acionar a rede.

Rastreio Instrumento Idade e frequência Se alterado Referência
Psicossocial HEEADSSS ou SSHADESS, a sós Anual e em fato estressante Conduta pelo domínio SBP 2019
Pressão arterial Manguito ≈ 40% do braço Anual; limiares fixos a partir de 13 anos Hipertensão arterial sistêmica SBP 2019
Crescimento IMC em escore-z Toda consulta > +1 sobrepeso; > +2 obesidade; < −2 magreza OMS 2007
Puberdade Tanner, orquidômetro Até o fim da maturação Puberdade precoce e puberdade atrasada SBP 2019
Depressão PHQ-A Anual a partir de 12 anos ≥ 10 ou item 9 positivo: avaliação AAP (GLAD-PC 2018)
Suicídio ASQ Universal a partir de 12 anos Positivo: avaliação breve de segurança AAP 2023
Substâncias CRAFFT 2.1 (+N) Anual a partir de 12 anos ≥ 2: intervenção breve AAP
HIV, sífilis, hepatites Testes rápidos Sexualmente ativo: ao menos 1 vez por ano Infecções sexualmente transmissíveis na adolescência PCDT IST 2022
Lipídios Perfil sem jejum Universal 9–11 e 17–21; seletivo 12–16 Dislipidemias SBP 2020
Visão Snellen Anual; exame completo entre 12 e 18 anos Oftalmologia SBP; CBO

A SBP não define instrumento para depressão, suicídio ou substâncias, nem o MS: o site segue a AAP (PHQ-A, ASQ, CRAFFT), como em Risco de suicídio e Uso de álcool, tabaco, cigarro eletrônico e outras drogas. Na puberdade, a SBP sugere retornos mais próximos para o crescimento (a cada 3 meses no início, 4 na aceleração, anual na desaceleração — MO nº 10, Quadro 3); o calendário mantém a consulta anual dos 5 aos 18 anos.

Vacinas (conferir a caderneta em toda consulta; ver Vacinas – Atualizações 2026): HPV — SBP HPV9 (preferida) ou HPV4, 2 doses, 9 a 19 anos; PNI HPV4 dose única de 9 a 14 anos e resgate de 15 a 19 anos até 31/12/2026. MenACWY — PNI de 11 a 14 anos; SBP aos 11–12 e aos 16 anos; MenB se não vacinado (SBP). dTpa aos 14 anos (SBP; PNI dT a cada 10 anos); Qdenga de 10 a 14 anos nos municípios prioritários; influenza anual (SBP).

Orientação antecipatória: sono; telas 2–3 h/dia, desligadas 1–2 h antes de dormir, e vitamina D 600 UI/dia (SBP 2024); contracepção e dupla proteção; imagens íntimas; álcool e direção.

Família: explicar que o tempo a sós é rotina, não desconfiança, e não falar do adolescente como se ele não estivesse presente (MS 2022).

5.Quando encaminhar ao pronto-socorro ou internar

  • Ideação suicida com plano ou intenção, tentativa recente ou incapacidade de garantir a própria segurança.
  • Violência sexual recente (profilaxias e contracepção de emergência perdem eficácia com o tempo).
  • Intoxicação com rebaixamento, convulsão, agitação ou psicose.
  • Transtorno alimentar com bradicardia, hipotensão, síncope ou distúrbio eletrolítico.
  • Gravidez com sangramento, dor abdominal ou suspeita de ectópica.

Como encaminhar

  1. Não deixar o adolescente sozinho no risco de suicídio; afastar meios letais.
  2. Explicar que o sigilo será quebrado e por quê; chamar a família, salvo se for a agressora.
  3. Na violência, acionar o Conselho Tutelar e, conforme o caso, a autoridade policial; notificação obrigatória (compulsória) no SINAN.
  4. Instabilidade: estabilizar, oxigênio para manter SpO2 entre 94% e 98% se houver hipoxemia, acesso venoso, SAMU 192.
  5. Relatório objetivo, sem fazer o adolescente repetir o relato; contato prévio com o serviço.

6.Orientações de retorno e sinais de alerta para a família

  • "A partir de agora, parte da consulta será só com seu filho. É rotina e ajuda a cuidar melhor dele."
  • "O que ele contar fica entre nós, exceto se houver risco à vida ou à saúde; aí vocês serão chamados, e ele saberá antes."
  • Ajuda imediata (pronto-socorro, SAMU 192 ou CVV 188): fala de morte, autolesão, intoxicação, desmaio, perda rápida de peso, agressão ou abuso.

7.Comparação com as referências

Item SBP Ministério da Saúde AAP NICE AEP Johns Hopkins Harvard Oxford / Cambridge
Estrutura Três momentos, tempo a sós (MO nº 10, 2019) Dois períodos, família e a sós (NT nº 2/2022) Tempo a sós em toda consulta (2024) Conversa em privado se o jovem preferir (NG204, 2021) Tempo a sós (SEMA, 2022) Sem posição específica localizada Sem posição específica localizada Segue o NICE
Roteiro HEEADSSS Temas por idade HEEADSSS ou SSHADESS Sem roteiro definido FAVORECER ou HEADSSS Sem posição específica localizada CRAFFT (Boston Children's) Segue o NICE
Limites do sigilo Violência, dependência, suicídio, gravidez, HIV Bullying, doença mental, dependência, autoagressão; violência à rede Risco grave, abuso; cuidado com prontuário eletrônico Compartilhar com consentimento ou por lei Risco à vida, abuso Sem posição específica localizada Sem posição específica localizada Segue o NICE
Autonomia Discernimento; testes rápidos ≥ 12 anos Discernimento; consulta e vacina desacompanhadas Leis estaduais, por tema Gillick abaixo de 16 anos Menor maduro 12–16; maioridade sanitária 16 Sem posição específica localizada Sem posição específica localizada Segue o NICE
Rastreios PA, IMC, Tanner, Snellen; sem instrumento de humor Caderneta do adolescente PHQ-A, ASQ, CRAFFT, HIV 15–21 Sem rastreio de rotina Sem rastreio universal de depressão Sem posição específica localizada CRAFFT Segue o NICE
Violência ECA; Conselho Tutelar SINAN, Conselho Tutelar; polícia na sexual Notificação por lei estadual Safeguarding Comunicação obrigatória Sem posição específica localizada Sem posição específica localizada Segue o NICE

Leitura: as referências concordam no essencial — tempo a sós, sigilo explicado no início, quebra diante de risco grave ou abuso avisando o adolescente, e exame com privacidade. As divergências estão na idade da autonomia (Brasil: discernimento, sem idade fixa no CEM; Espanha: maioridade sanitária aos 16 anos, Lei 41/2002; Reino Unido: competência de Gillick), na lista de quebra (a SBP inclui gravidez e HIV positivo; o MS destaca bullying, doença mental e a gravidez antes dos 14 anos; AEP e NICE ficam no risco à vida e no abuso) e nos instrumentos: só a AAP rastreia formalmente humor, suicídio e substâncias. Posição adotada pelo site: a da SBP na estrutura, na HEEADSSS, no exame e nos limites do sigilo (gravidez caso a caso, como na puericultura do site); a do Ministério da Saúde no atendimento e na vacinação desacompanhados, no registro e na notificação; e a da AAP nos instrumentos (PHQ-A, ASQ, CRAFFT), que nem a SBP nem o MS definem.

Pontos práticos
  1. Explique o sigilo e seus limites logo no início.
  2. Reserve tempo a sós em toda consulta a partir de 11–12 anos e aplique a HEEADSSS ao menos uma vez por ano.
  3. Atenda e vacine o adolescente desacompanhado e registre a procura no prontuário.
  4. Ofereça uma terceira pessoa no exame de mamas e genitais e explique cada etapa.
  5. Rompa o sigilo só diante de risco, avisando antes; violência é de notificação obrigatória (compulsória), com Conselho Tutelar.
  6. Relação sexual antes dos 14 anos é estupro de vulnerável: acolha, oriente prevenção, notifique e comunique.

Veja também, nesta Biblioteca: Sexualidade na adolescência (nesta área); Contracepção na adolescência (Ginecologia infanto-puberal); Consulta de puericultura — 10 anos a 18 anos (Puericultura); Uso de álcool, tabaco, cigarro eletrônico e outras drogas na adolescência, Risco de suicídio na criança e no adolescente, Transtornos alimentares e Uso problemático de telas, jogos e redes sociais (Saúde mental); Infecções sexualmente transmissíveis na adolescência (Infectologia); Lesão não acidental no pronto-socorro (Urgências e emergências).

8.Fontes

  • SBP, Departamento Científico de Adolescência. Consulta do adolescente — abordagem clínica, orientações éticas e legais como instrumentos ao pediatra (Manual de Orientação nº 10), 2019. PDF
  • SBP, Febrasgo e SOGIA-BR. Orientações para o atendimento a menores de 14 anos, 2021. sbp.com.br
  • Ministério da Saúde. Nota Técnica nº 2/2022-COSAJ/CGCIVI/DAPES/SAPS/MS — atendimento de adolescentes na Atenção Primária, 2022. PDF
  • Ministério da Saúde / Fiocruz. Caderneta de Saúde de Adolescentes, 4ª edição, 2024. Portal de Boas Práticas
  • CFM. Código de Ética Médica (Resolução nº 2.217/2018), arts. 22, 73 e 74. PDF
  • AAP. Chung RJ et al. Confidentiality in the Care of Adolescents: Policy Statement. Pediatrics 2024;153(5):e2024066326, PMID 38646690. PubMed
  • AAP. Ginsburg KR. The SSHADESS Screening (Reaching Teens, 2ª ed., cap. 32). PDF
  • NICE. Babies, children and young people's experience of healthcare (NG204), 25/08/2021. PDF
  • SEMA (AEP). Hidalgo Vicario MI. La entrevista clínica y el examen físico del adolescente. Pediatría Integral, 2022. pediatriaintegral.es