Gravidade em semáforo (🟢 leve · 🟡 moderada · 🔴 grave), conduta ambulatorial e critérios para encaminhar ao especialista, ao pronto-socorro ou internar, com a comparação entre SBP/Ministério da Saúde e as referências internacionais (convergências e divergências). 📄 Baixar em PDF
De 10% a 20% dos adolescentes têm doença crônica (diabetes tipo 1, asma, epilepsia, doença inflamatória intestinal, fibrose cística, doença falciforme, HIV, doenças raras), e a maioria chega à vida adulta. A adolescência piora o controle: puberdade, desejo de ser igual aos colegas, negação e autonomia antes da hora. A não adesão é a regra da fase, e não falha moral: pergunte sem julgar, negocie metas pequenas e garanta tempo a sós, com sigilo. Eles têm mais comportamentos de risco que os pares (SBP 2020), alguns com consequência própria (álcool e hipoglicemia tardia; contraceptivo que falha com anticonvulsivante indutor). Rastreie depressão, transtorno alimentar e risco de suicídio. A transição para o serviço de adultos é um processo planejado, iniciado aos 12–14 anos, com avaliação periódica da prontidão, resumo clínico e transferência em fase estável. 🟢 Estável: seguimento pelo pediatra com o especialista; 🟡 descontrole por má adesão, sofrimento psíquico, uso de substâncias ou transferência que falhou: encaminhar com prioridade; 🔴 descompensação aguda ou risco de suicídio: pronto-socorro.
1.O que é e como se apresenta
Doença crônica é a condição de longa duração e cuidado contínuo que afeta as áreas física, emocional, social e o crescimento; cerca de 85% desses adolescentes chegam à idade adulta (SBP, Manual de Orientação nº 19, 2020).
Por que a adolescência complica a doença:
- Biologia: a puberdade aumenta a resistência à insulina e muda o metabolismo de fármacos; doença e medicamentos podem atrasar crescimento e puberdade.
- Desenvolvimento: busca de autonomia, peso do grupo e da imagem corporal, sensação de invulnerabilidade; negação, raiva e depressão podem preceder a aceitação (SBP 2020).
- Família: a superproteção atrasa a autonomia; a retirada brusca da supervisão é causa frequente de descontrole.
- Transição mal feita: menos adesão e mais internações, inclusive em UTI (SBP 2020).
No consultório: piora do controle sem causa clínica, faltas, receitas não renovadas, conflito familiar, queda escolar.
O que é específico de cada doença está no documento próprio e não é repetido aqui: Diabetes tipo 1, Asma grave e de difícil controle, Epilepsias na infância, Doença inflamatória intestinal, Fibrose cística, Doença falciforme na criança, HIV na criança e Seguimento do sobrevivente do câncer infantil. Nas doenças raras, procure cedo um serviço de adultos que conheça a doença.
2.Classificação de gravidade
| Gravidade | Critérios clínicos | Conduta |
|---|---|---|
| 🟢 Leve | Doença estável, com especialista; falhas de adesão ocasionais; sem sofrimento psíquico nem uso problemático de substâncias | Seguimento pelo pediatra com o especialista: tempo a sós, adesão, orientação antecipatória, vacinas, plano de transição |
| 🟡 Moderada | Descontrole por má adesão (HbA1c acima da meta, crises repetidas, carga viral detectável, faltas); omissão de insulina; sofrimento psíquico (depressão, ansiedade, transtorno alimentar), ideação suicida sem plano; uso regular de álcool ou drogas; sexo sem contracepção eficaz em uso de teratógeno ou indutor enzimático; gravidez; conflito familiar intenso; transferência que falhou | Encaminhar com prioridade ao especialista, à saúde mental (CAPS infantojuvenil ou psiquiatria), ao hebiatra e, se for o caso, à ginecologia, com contato direto com a equipe |
| 🔴 Grave | Descompensação aguda (cetoacidose, hipoglicemia grave, crise convulsiva ≥ 5 min, asma grave, febre ou crise grave na doença falciforme, desidratação ou sangramento na doença inflamatória intestinal); intoxicação; ideação suicida com plano, tentativa ou autolesão grave; omissão deliberada do tratamento com risco de vida; violência | Pronto-socorro ou hospital, com estabilização conforme o documento da doença e o de Risco de suicídio |
Fatores que elevam a gravidade: doença de descompensação rápida (diabetes tipo 1, epilepsia, doença falciforme, transplante); depressão, transtorno alimentar (omissão de insulina para emagrecer), uso de substâncias; revelação diagnóstica incompleta (HIV); vulnerabilidade social; transferência abrupta.
3.Diagnóstico no consultório
Consulta do adolescente (modelo da SBP): uma parte com a família e uma parte a sós, com sigilo e seus limites (risco à vida, violência, dependência grave), conforme o ECA, o Código de Ética Médica e a SBP. A notificação de violência, inclusive autoprovocada, é obrigatória (compulsória).
Adesão, sem julgamento:
- Pergunta normalizadora: "Muita gente esquece. Quantas doses você perdeu na última semana?".
- Dados objetivos: farmácia, contador do inalador, glicosímetro ou sensor, nível sérico, carga viral (SBP 2020).
- Motivo: esquecimento, efeito adverso, imagem corporal, vergonha, cansaço do tratamento, acesso, depressão, conflito familiar.
Entrevista psicossocial: HEEADSSS; CRAFFT para substâncias (ver Uso de álcool, tabaco, cigarro eletrônico e outras drogas); ASQ para risco de suicídio (ver Risco de suicídio); PHQ-A para humor (ver Transtornos depressivos). No diabetes, diferencie o sofrimento ligado à doença da depressão: é ele, quando persistente, que mais se associa à hiperglicemia crônica (ISPAD 2022). Avalie estatura, IMC e Tanner.
Prontidão para a transição (a partir de 12–14 anos, depois periodicamente):
- Requisitos da SBP (2020): descrever a doença e as complicações; informar medicamentos (nomes e doses) e exames; entender as implicações para escola, profissão e saúde reprodutiva (gestação, contracepção, teratogenicidade, aconselhamento genético); pedir receitas, marcar consultas e saber a quem recorrer na emergência.
- TRAQ: autoavaliação de 20 itens em 5 domínios, preferido pela AEP (2023); versão brasileira validada com 18 itens (Anelli, J Pediatr 2019).
Não pode passar: atrás da "má adesão" pode haver depressão, transtorno alimentar, violência, gravidez, uso de drogas, dificuldade cognitiva ou falta de acesso; no HIV, revelação diagnóstica incompleta.
4.Tratamento e seguimento
Adesão — o que funciona: aliança, e não vigilância (SBP 2020); metas pequenas escolhidas pelo adolescente; esquema simplificado (decisão do especialista); alarmes, aplicativos e sensores; responsabilidade passada aos poucos, com supervisão; tratar depressão e uso de substâncias; grupos de pares e apoio psicológico ao jovem e à família (SBP 2020).
Comportamentos de risco e interações:
- Álcool e diabetes tipo 1: o álcool inibe a gliconeogênese, reduz a percepção da hipoglicemia e aumenta o risco de hipoglicemia tardia por 8 a 12 horas (ISPAD 2022). Sem estimular o uso: não beber em jejum nem com exercício, evitar beber muito de uma vez, comer carboidrato e medir a glicemia antes de dormir, não pular a basal, estar com alguém que saiba usar glucagon.
- Álcool e drogas complicam epilepsia, diabetes e transplante (SBP 2020); privação de sono e álcool desencadeiam crises epilépticas; tabaco e cigarro eletrônico pioram asma e fibrose cística.
- Contracepção: direitos sexuais e reprodutivos e sigilo valem para todos, e a educação sexual não deve ser omitida (SBP 2020). Com anticonvulsivante indutor enzimático (carbamazepina, oxcarbazepina, fenitoína, fenobarbital, primidona, topiramato em dose alta), pílula combinada, anel, adesivo, pílula de progestagênio e implante perdem eficácia; preferir DIU de cobre, SIU de levonorgestrel ou injetável trimestral, com preservativo (FSRH 2022). O estrogênio reduz o nível da lamotrigina e pode descontrolar as crises (FSRH 2022). Com teratógeno (valproato, IECA e BRA, metotrexato, micofenolato, isotretinoína, varfarina), contracepção eficaz é obrigatória; valproato em meninas segue o documento Epilepsias na infância.
| Medicamento | Dose | Intervalo | Duração | Observação e referência |
|---|---|---|---|---|
| Glucagon (hipoglicemia grave, inclusive após álcool) | 0,5 mg se < 25 kg; 1 mg se ≥ 25 kg, IM ou SC | Dose única; depois, plano da equipe | Resgate | Documento Diabetes tipo 1 (ISPAD); jovem e família devem ter e saber usar |
| Medroxiprogesterona de depósito | 150 mg IM | A cada 3 meses (12 semanas) | Enquanto desejado | Bula; não afetada por indutores (FSRH 2022); redução reversível da densidade óssea |
| DIU de cobre ou SIU de levonorgestrel | Inserção pela ginecologia | — | Conforme o dispositivo | Não afetados por indutores; preferidos com teratógeno ou indutor (FSRH 2022) |
| Levonorgestrel (emergência) | 1,5 mg VO | Dose única, o quanto antes | — | Bula; com indutor: DIU de cobre ou, se impossível, 3 mg (2 × 1,5 mg) em até 96 h, eficácia desconhecida (FSRH 2022) |
O que não fazer: culpar ou expor o adolescente diante da família; aumentar dose sem checar a adesão; pílula combinada ou implante com indutor; induzir amenorreia por rotina (SBP 2020); alta sem serviço de adultos definido.
Programa de transição:
| Fase (idade aproximada) | O que fazer |
|---|---|
| Início (12–14 anos) | Explicar ao jovem e à família como será a transição; tempo a sós; o adolescente fala primeiro (AAP 2018; Got Transition 3.0; AEP 2023; NICE: planejar no máximo aos 13–14 anos) |
| Prontidão (14–18 anos) | Registrar o progresso; aplicar os requisitos da SBP ou o TRAQ e ensinar o que falta; rever o plano pelo menos anualmente (NICE) |
| Planejamento | Plano escrito com metas do jovem; resumo clínico e plano de emergência; escolher especialista e atenção primária de adultos; um profissional de referência que coordene (NICE) |
| Transferência (em geral 18–21 anos) | Em fase estável, não por idade rígida (NICE; AAP 2017; PCDT HIV 2024); contato ou consulta conjunta entre as equipes; primeira consulta já marcada |
| Conclusão | Confirmar a ida à primeira consulta (Got Transition: contato 3 a 6 meses após a última consulta pediátrica); se faltar, buscar ativamente (NICE) |
Resumo clínico de transferência (também nas mãos do jovem): diagnósticos, complicações, internações, medicamentos e doses, alergias, vacinas (Caderneta de Saúde do Adolescente), últimos exames, plano de emergência, aspectos psicossociais, preferência do jovem sobre a participação da família e contatos da equipe.
Idade e papel do pediatra: a adolescência vai dos 10 aos 19 anos (OMS e Ministério da Saúde), e a medicina do adolescente é área de atuação da pediatria. Não há idade obrigatória para deixar o pediatra; a AAP (2017) recomenda decidir pelas necessidades de cada paciente. O pediatra do consultório pode manter o jovem até a transição se concluir. Aos 18 anos, o jovem decide sobre o próprio cuidado e o sigilo é pleno (ver Consulta de puericultura — 18 anos).
Direitos:
- Escola: inclusão e adaptações (alimentação, horário de medicação, sala de recursos) (SBP 2020); atendimento educacional ao aluno internado ou em tratamento domiciliar prolongado (Lei nº 13.716/2018); exercícios domiciliares (Decreto-Lei nº 1.044/1969).
- Sigilo: é proibido divulgar a condição de quem vive com HIV, hepatite crônica, hanseníase ou tuberculose (Lei nº 14.289/2022).
- Deficiência: Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015); acionar o serviço social.
5.Quando encaminhar ao pronto-socorro ou internar
- Descompensação aguda pelos critérios do documento da doença (cetoacidose, hipoglicemia grave, crise convulsiva ≥ 5 min, asma grave, febre ou crise grave na doença falciforme, hemoptise na fibrose cística, sangramento ou abdome agudo na doença inflamatória intestinal, infecção grave no HIV).
- Intoxicação por álcool ou drogas; no diabetes, hipoglicemia com álcool, que pode recorrer horas depois.
- Ideação suicida com plano, tentativa ou autolesão grave.
- Omissão deliberada do tratamento com risco imediato (insulina, imunossupressor no transplante, anticonvulsivante com crises reentrantes).
Como encaminhar
- Estabilizar conforme o documento da doença: glicemia capilar e glucagon IM na hipoglicemia grave antes de transportar; benzodiazepínico na crise convulsiva; oxigênio para manter SpO2 entre 94% e 98% se houver hipoxemia ou desconforto respiratório.
- Risco de suicídio: não deixar sozinho, retirar meios letais, acionar família e serviço de referência.
- SAMU (192) se alteração de consciência, convulsão, dispneia importante ou choque.
- Relatório: doença de base, medicamentos e doses, alergias, conduta, contato do especialista, preservando o sigilo do desnecessário.
- Notificação obrigatória (compulsória) de violência, inclusive autoprovocada.
6.Orientações de retorno e sinais de alerta para a família
- Ao adolescente: "O tratamento é seu. Se esquecer remédio, me conte: isso me ajuda a ajustar. O que disser a sós fica entre nós, salvo risco à sua vida ou à de outra pessoa."
- Aos pais: "Passem as tarefas aos poucos, sem sair de cena de uma vez."
- Diabetes: "Álcool pode baixar a glicose até 12 horas depois. Nunca beba em jejum, coma antes de dormir, meça a glicemia e esteja com alguém que saiba usar o glucagon."
- Epilepsia: "Avise que usa remédio para convulsão antes de qualquer anticoncepcional."
- Transição: "Leve sempre seu resumo clínico; a primeira consulta de adultos deve estar marcada antes da última aqui."
- Procurar o pronto-socorro se houver: sinais do plano de emergência da doença; vômitos com glicemia alta ou cetona; hipoglicemia que não melhora ou com confusão; convulsão de 5 minutos ou mais; falta de ar intensa; febre na doença falciforme; fala sobre morrer, plano ou tentativa de se machucar.
7.Comparação com as referências
| Item | SBP | Ministério da Saúde | AAP | NICE | AEP | Johns Hopkins | Harvard | Oxford / Cambridge |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Conceito | Processo planejado, autonomia progressiva (MO nº 19, 2020) | Gradual, pela prontidão (PCDT HIV 2024) | Six Core Elements para todos (2018) | Adequado ao desenvolvimento (NG43, 2016) | Preparação, transferência, integração (2023) | Sem posição específica localizada | Programa BRIDGES de transição | Segue o NICE |
| Início | Precoce, sem idade definida | Sem idade definida | 12–14 anos | No máximo aos 13–14 anos | 12–14 anos | Sem posição específica localizada | Sem posição específica localizada | Segue o NICE |
| Prontidão | Lista de requisitos, avaliação periódica | Pré-requisitos (Quadro 24) | Avaliação a partir de 14 anos | Plano revisto ao menos anualmente | TRAQ | Sem posição específica localizada | Sem posição específica localizada | Segue o NICE |
| Transferência | Por prontidão, em acordo entre equipes | 18–20 anos não é parâmetro definitivo | Em geral 18–21; sem limite arbitrário | Sem idade rígida, em fase estável | Em geral 18 (15–16 em alguns casos) | Sem posição específica localizada | Sem posição específica localizada | Segue o NICE |
| Coordenação | Coordenador, resumo, Caderneta | Equipes pediátrica e de adultos juntas | Resumo e plano de emergência | Profissional de referência, apoio pós-transferência | Equipe multiprofissional | Sem posição específica localizada | Equipe multiprofissional | Segue o NICE |
Leitura: as referências convergem: a transição é processo, e não evento; começa cedo, com autonomia progressiva e tempo a sós; depende da prontidão, avaliada periodicamente; e exige resumo clínico, coordenação entre equipes e confirmação de que o jovem chegou ao serviço de adultos. As divergências são de detalhe. Idade de transferência: AEP 18 anos (15–16 em alguns sistemas); AAP e Got Transition 18 a 21–22; NICE e PCDT de HIV recusam idade rígida. Prontidão: a SBP usa lista de requisitos, a AEP prefere o TRAQ, o NICE não indica instrumento. SBP e Ministério da Saúde não fixam idade de início nem instrumento; nesses dois pontos o site segue a AAP/Got Transition (início aos 12–14 anos, coincidente com AEP e NICE) e aceita o TRAQ brasileiro como apoio. No restante, o site adota a posição da SBP (Manual de Orientação nº 19, 2020).
- Na adolescência, a não adesão é a regra: pergunte sem julgar, use dados objetivos e negocie metas pequenas.
- Tempo a sós em toda consulta, com sigilo e seus limites; rastreie depressão, substâncias, transtorno alimentar e risco de suicídio.
- Diabetes e álcool: hipoglicemia tardia por 8 a 12 horas. Indutor enzimático: pílula, anel, adesivo e implante falham; prefira DIU ou injetável trimestral.
- Fale de transição aos 12–14 anos e avalie a prontidão periodicamente (requisitos da SBP ou TRAQ).
- Transfira em fase estável, com resumo nas mãos do jovem e a primeira consulta de adultos marcada; confirme que ele foi.
- Descompensação aguda ou risco de suicídio: pronto-socorro, conforme o documento da doença.
Veja também, nesta Biblioteca: os documentos das doenças citados acima; Contracepção na adolescência (Ginecologia infanto-puberal); Puberdade precoce e puberdade atrasada (Patologias do consultório); Infecções sexualmente transmissíveis na adolescência (Infectologia); Consulta de puericultura — 10 anos a 18 anos (Puericultura); Uso de álcool, tabaco, cigarro eletrônico e outras drogas na adolescência, Risco de suicídio na criança e no adolescente, Transtornos alimentares, Transtornos de ansiedade na criança e no adolescente e Transtornos Depressivos na Adolescência (Saúde mental); Vacinação da criança imunocomprometida e com doenças crônicas (CRIE) (Imunizações).
8.Fontes
- SBP, Departamento Científico de Adolescência. Adolescência — doenças crônicas e ambulatórios de transição. Manual de Orientação nº 19, julho de 2020. PDF
- Ministério da Saúde. PCDT para Manejo da Infecção pelo HIV em Crianças e Adolescentes — Módulo 2 (transição, Quadro 24), 2024. PDF
- White PH, Cooley WC; AAP, AAFP, ACP. Supporting the Health Care Transition From Adolescence to Adulthood in the Medical Home. Pediatrics, 2018;142(5):e20182587. PDF
- AAP. Hardin AP, Hackell JM. Age Limit of Pediatrics. Pediatrics, 2017;140(3):e20172151. PubMed
- Got Transition. Six Core Elements of Health Care Transition 3.0, 2020. gottransition.org
- NICE. Transition from children's to adults' services (NG43), fevereiro de 2016. nice.org.uk
- AEP. Implementación de programas de transición de la adolescencia a la edad adulta. An Pediatr, 2023;99(6):422–430. analesdepediatria.org
- Anelli CG et al. Translation and validation of the TRAQ. J Pediatr (Rio J), 2019. scielo.br
- ISPAD Clinical Practice Consensus Guidelines 2022 — Diabetes in adolescence. PMC
- FSRH. Drug Interactions with Hormonal Contraception, maio de 2022. PDF
- Boston Children's Hospital (Harvard). BRIDGES Adult Transition Program. childrenshospital.org
- Brasil. Lei nº 13.716/2018 e Lei nº 14.289/2022. Lei 13.716; Lei 14.289