Neurologia pediátrica e desenvolvimento · Desenvolvimento, aprendizagem e comportamento

Tiques e síndrome de Tourette

Do tique transitório à síndrome de Tourette no consultório, com critérios DSM-5-TR, comorbidades, diferenciais, orientação à família e à escola, terapia comportamental e medicamentos segundo a SBP

Gravidade em semáforo (🟢 leve · 🟡 moderada · 🔴 grave), conduta ambulatorial e critérios para encaminhar ao especialista, ao pronto-socorro ou internar, com a comparação entre SBP/Ministério da Saúde e as referências internacionais (convergências e divergências). 📄 Baixar em PDF

Em resumo

Tiques são movimentos ou sons súbitos, breves, repetitivos e não rítmicos, muitas vezes precedidos de urgência premonitória, suprimíveis por pouco tempo e de curso flutuante. Até 20% dos escolares têm tiques, quase sempre transitórios (SBP 2020); 0,3–0,8% preenchem critérios de síndrome de Tourette (≥ 2 tiques motores e ≥ 1 vocal, por mais de 1 ano, início antes dos 18 anos) (AEP 2022; DSM-5-TR). O diagnóstico é clínico (SBP 2018). Oito em cada dez crianças com Tourette têm comorbidade, sobretudo TDAH e TOC. A base é a psicoeducação da família e da escola; havendo prejuízo, a terapia comportamental (HRT/CBIT) é a primeira linha (SBP 2018). Medicamento só com prejuízo, pelo especialista; o primeiro é a clonidina (SBP 2018). 🟢 Sem prejuízo: pediatra. 🟡 Prejuízo, dor, comorbidade ou dúvida: neurologista pediátrico. 🔴 Pronto-socorro: tique com lesão, autoagressão ou ideação suicida, coreia ou quadro neuropsiquiátrico agudo com febre, alteração de consciência, sinais neurológicos, cardite ou recusa alimentar, e distonia aguda por antipsicótico.

1.O que é e como se apresenta

Tipos (AEP 2022): motores simples (piscar, careta, elevar os ombros) e complexos (saltar, tocar, imitar gestos); vocais simples (pigarrear, fungar, tossir) e complexos (palavras fora de contexto, ecolalia, coprolalia).

Características que ajudam a reconhecer o tique:

  • Início em geral entre 4 e 8 anos (SBP 2020), mais em meninos (3 a 4:1), quase sempre por tiques motores da face (AEP 2022).
  • Urgência premonitória: sensação interna que alivia com o tique; rara antes dos 8–10 anos (AEP 2022).
  • Supressibilidade: a criança "segura" o tique, com rebote depois — aparece menos na escola e na consulta.
  • Flutuação: muda de forma e de intensidade ao longo de semanas; piora no estresse (SBP 2020).
  • Evolução: pico aos 10–12 anos e melhora na adolescência: um terço desaparece, um terço melhora e um terço persiste (AEP 2022). A coprolalia é rara (10–20% dos casos de Tourette) (AEP 2022).

Critérios DSM-5-TR (início antes dos 18 anos, sem causa por substância ou outra doença, em todos):

Diagnóstico Tiques Duração
Tique provisório Um ou mais, motores e/ou vocais < 1 ano
Tique persistente (crônico) motor ou vocal Motores ou vocais (não ambos) > 1 ano
Síndrome de Tourette ≥ 2 motores e ≥ 1 vocal, não necessariamente juntos > 1 ano

Comorbidades — pesquisar sempre: 80–90% dos pacientes com Tourette têm pelo menos uma (SBP 2018). TDAH em 50–80% (muitas vezes precede os tiques), TOC em até 50%, ansiedade, humor, crises de raiva, aprendizagem, autismo e sono (AEP 2022).

Tiques secundários (raros): início tardio, outros sinais neurológicos, lesão do SNC ou fármacos que induzem ou pioram tiques — metilfenidato e outros estimulantes, carbamazepina, lamotrigina (SBP 2018; AEP 2022).

2.Classificação de gravidade

Gravidade Critérios clínicos Conduta
🟢 Leve Tiques sem prejuízo funcional, escolar, social ou emocional e sem dor; comorbidades ausentes ou controladas; exame neurológico normal Pediatra: psicoeducação, orientação à escola, conduta expectante (NICE NG127); retorno em 3–6 meses
🟡 Moderada Prejuízo (bullying, isolamento, queda do rendimento, dor, interferência na escrita ou na fala); comorbidade relevante (TDAH, TOC, ansiedade, depressão); quadro atípico (início antes de 3 anos ou após a adolescência, sinais neurológicos, regressão); suspeita de tiques funcionais Neurologista pediátrico eletivo em até 3 meses, prioritário em até 4 semanas se dor, prejuízo importante ou sofrimento intenso (sugestão do site); terapia comportamental; saúde mental (CAPSi ou psiquiatria infantil) para TOC, ansiedade e depressão
🔴 Grave Lesão física (tique cervical violento com dor irradiada, fraqueza ou parestesias; lesão ocular; fratura); autoagressão ou ideação suicida; coreia ou quadro neuropsiquiátrico abrupto com febre, alteração de consciência, déficit focal, convulsão, cardite ou recusa alimentar com desidratação; distonia aguda ou rigidez com febre em uso de antipsicótico Pronto-socorro (ver "Quando encaminhar")

Fatores que elevam a gravidade: comorbidades múltiplas; tiques autolesivos; bullying e evasão escolar; família que pune o tique; antipsicótico sem monitorização.

3.Diagnóstico no consultório

O diagnóstico é clínico: história, observação do tique (vídeo da família ajuda) e exame neurológico (SBP 2018; AEP 2022). Anamnese: início gradual ou abrupto, urgência premonitória, supressibilidade, história familiar, faringite recente, medicamentos (metilfenidato), cafeína e drogas, sono, escola, bullying, TDAH, TOC, ansiedade e humor, vídeos de tiques nas redes.

Exames:

  • Não há exame diagnóstico; EEG e neuroimagem não são rotina, só com outros achados neurológicos (SBP 2018).
  • Exames gerais conforme o caso — hemograma, função renal, hepática e tireoidiana, ferritina e toxicológico (SBP 2018): o site os pede na suspeita de causa secundária, no quadro atípico ou antes de medicamento.
  • ASLO, anti-DNase B, provas inflamatórias e ecocardiograma se houver coreia ou suspeita de febre reumática (ver "Febre Reumática").

Diagnóstico diferencial que não pode passar:

Condição O que a distingue do tique
Estereotipias Início antes de 3 anos; rítmicas, fixas e prolongadas; sem urgência; cedem com distração; comuns no TEA (SBP 2020)
Coreia de Sydenham Movimentos contínuos e aleatórios, pouco suprimíveis, sem urgência; hipotonia, labilidade; ecocardiograma e profilaxia ("Febre Reumática")
PANDAS/PANS Início abrupto de TOC, recusa alimentar ou tiques, com ansiedade e regressão
Tiques funcionais Adolescente, início abrupto a partir de 12 anos
Crise epiléptica Sem supressibilidade; alteração de consciência (EEG)
Compulsões do TOC Precedidas por pensamento obsessivo; podem coexistir
Causas locais Piscar por erro de refração, fungar por rinite, tosse respiratória (AEP 2022)

PANDAS/PANS. A hipótese de TOC ou tiques abruptos desencadeados pelo estreptococo é controversa (AEP 2022). A AAP (relatório de 2025) trata o PANS como diagnóstico de exclusão, não pesquisa estreptococo em todos, dá antibiótico só com sintomas e cultura positiva, sem antibiótico prolongado, e reserva imunoglobulina a casos raros; a primeira linha é a terapia cognitivo-comportamental. Faringite confirmada: tratar como qualquer outra (penicilina G benzatina < 20 kg 600.000 UI; ≥ 20 kg 1.200.000 UI, padrão do site). Tique crônico que flutua não é PANDAS.

Tiques funcionais. Aumentaram desde a pandemia, ligados a vídeos de redes sociais. Sugerem o diagnóstico (ESSTS 2022): início aos 12 anos ou depois, instalação em semanas, tiques complexos desde o início, apresentação inconsistente, ansiedade ou depressão. Medicamento para tiques não funciona: psicoeducação, terapia cognitivo-comportamental e saúde mental; a maioria melhora em 6–12 meses (revisão de 2024).

4.Tratamento e seguimento

1. Psicoeducação — para todos, pelo pediatra (SBP 2018; AEP 2022):

  • O tique é neurobiológico e involuntário, não "nervoso" nem mania; flutua e tende a melhorar na adolescência.
  • Não chamar atenção, não punir, não pedir para "parar" (a supressão cansa e gera rebote).
  • Sono regular, atividade física, limitar cafeína e energéticos; telas conforme o padrão do site, suspensas 1–2 h antes de dormir.
  • Escola (carta do pediatra): ignorar os tiques e permitir saídas breves da sala (SBP 2018); não repreender (NICE NG127); tempo extra ou local separado na prova; combate ao bullying.
  • Tratar as comorbidades conforme os documentos do site (TDAH, ansiedade e depressão).

2. Terapia comportamental — primeira linha quando há prejuízo (SBP 2018): reversão de hábito (HRT) e sua forma ampliada (CBIT) — consciência da urgência, resposta competitiva e ajuste do ambiente; cerca de 8 sessões a partir de 9 anos (AAN 2019); o NICE (HTG748, 2025) aceita terapia digital de 9 a 17 anos.

3. Medicamentos — só com prejuízo relevante apesar da psicoeducação e da terapia comportamental, decisão compartilhada, iniciados pelo neurologista pediátrico ou psiquiatra da infância (NICE NG127); o pediatra mantém e monitora. Sequência da SBP (2018), adotada pelo site: clonidina ou sulpirida → baclofeno ou topiramato → antipsicóticos (típicos e atípicos). A ESSTS (2021) prefere o aripiprazol já de início.

Medicamento Dose Intervalo Duração Observação e referência
Clonidina 0,025–0,3 mg/dia (SBP 2018); início 0,025 mg/dia e aumento gradual conforme PA e FC (ESSTS 2021) Fracionada, conforme o especialista Enquanto houver prejuízo; retirar gradualmente (rebote hipertensivo) Off-label (bula brasileira: só hipertensão). Sonolência, hipotensão, bradicardia
Sulpirida 50–200 mg/dia (SBP 2018) Conforme bula Reavaliar periodicamente Antagonista dopaminérgico; off-label para tiques; prolactina, sedação
Topiramato 1–9 mg/kg/dia; acima de 200 mg/dia é mal tolerado (SBP 2018) 2x/dia Reavaliar periodicamente 3ª linha (SBP); lentificação cognitiva, perda de peso, cálculo renal
Aripiprazol 2–15 mg/dia (SBP 2018). Bula FDA (Tourette, 6–18 anos): < 50 kg, 2 mg/dia por 2 dias, depois 5 mg (máx. 10); ≥ 50 kg, 2 mg por 2 dias, 5 mg por 5 dias, alvo 10 mg (máx. 20); ajustes a cada ≥ 1 semana 1x/dia Reavaliar; retirada gradual 4ª linha (SBP); off-label no Brasil. Sedação, apetite, acatisia
Risperidona 0,25–3 mg/dia (SBP 2018) 1–2x/dia Reavaliar; retirada gradual Off-label para tiques. Peso, prolactina
Haloperidol 0,5–3 mg/dia (SBP 2018); bula: 0,1 mg (1 gota)/3 kg 2x/dia, ≥ 6 anos 2x/dia Reavaliar; retirada gradual Tiques e Tourette na bula brasileira; extrapiramidais; ECG antes (ESSTS 2021)
  • Pimozida (0,5–4 mg/dia, SBP 2018): QTc conforme o documento de QT longo. Baclofeno 10–60 mg/dia (SBP 2018). Guanfacina não está disponível no Brasil (SBP 2018).
  • Monitorização: clonidina — PA e FC; antipsicótico — peso, IMC, PA, glicemia e lipídios antes e periodicamente, ECG antes de haloperidol e pimozida; menor dose eficaz e retirada gradual (AAN 2019; ESSTS 2021).
  • TDAH com tiques (posição da SBP, adotada pelo site): o metilfenidato pode desencadear ou piorar tiques (SBP 2018; SBP 2020) e os faz surgir em predispostos (SBP 2025, TDAH); a bula o contraindica em tiques e Tourette. Na criança com tiques, o estimulante é decisão do especialista, como no documento de TDAH do site; alternativas não estimulantes: clonidina e atomoxetina (SBP 2025). AAN (2019), ESSTS (2021) e AEP (2022) divergem: em geral o estimulante não piora os tiques.
  • TOC com tiques: fluoxetina ou sertralina pelo especialista (AEP 2022).
  • O que não usar: medicamento para tique sem prejuízo; antibiótico prolongado ou imunoglobulina "para PANDAS" (AAP 2025); medicamento para tiques nos tiques funcionais.

Seguimento: 🟢 a cada 3–6 meses, pesquisando comorbidades e bullying; 🟡 com o especialista, retorno em 2–4 semanas após iniciar ou ajustar medicamento.

5.Quando encaminhar ao pronto-socorro ou internar

  • Tique com lesão: cervical violento com dor irradiada, fraqueza ou parestesias (risco medular), lesão ocular, fratura.
  • Autoagressão grave, ideação ou tentativa de suicídio, agitação com risco.
  • Coreia recente com sinais de cardite (sopro novo, taquicardia, dispneia) ou que impede andar, comer ou falar.
  • Quadro neuropsiquiátrico abrupto com febre, alteração de consciência, convulsão, déficit focal ou ataxia — pensar em encefalite, inclusive autoimune.
  • Recusa alimentar ou de líquidos com perda de peso ou desidratação.
  • Em uso de antipsicótico: distonia aguda (torcicolo, crise oculógira, protrusão da língua) ou rigidez com febre e alteração de consciência (síndrome neuroléptica maligna).

Como encaminhar

  1. ABC; crise convulsiva ≥ 5 minutos: Protocolo de Estado de Mal Convulsivo do site (midazolam IN 0,2, bucal 0,3 ou IM 0,2 mg/kg, máx. 10 mg).
  2. Oxigênio para SpO2 ≥ 94% se desconforto respiratório; acesso venoso se desidratação ou alteração de consciência.
  3. Suspeita de lesão cervical: imobilizar e transportar deitado.
  4. Risco de suicídio: não deixar a criança sozinha, retirar meios letais, encaminhar acompanhada.
  5. Distonia aguda: suspender o antipsicótico e encaminhar (anticolinérgico no serviço).
  6. SAMU (192) se alteração de consciência, convulsão, dispneia ou instabilidade; relatório com início, medicamentos e doses, vídeos e infecções recentes.

6.Orientações de retorno e sinais de alerta para a família

  • "O tique é involuntário: não é mania nem birra. Brigar ou pedir para parar piora."
  • "Tiques vão e vêm, pioram com cansaço e ansiedade e tendem a melhorar na adolescência."
  • "Avise a escola: a criança não deve ser repreendida pelo tique."
  • "Não suspenda o remédio de repente, principalmente a clonidina: a pressão pode subir."
  • Voltar antes se: tiques com dor ou que atrapalham escola ou amizades; tristeza, isolamento, rituais; tiques novos com remédio para TDAH; ganho de peso ou sonolência com o remédio.
  • Pronto-socorro se: movimentos novos, desordenados e contínuos; febre com confusão, convulsão ou fraqueza de um lado; dor forte no pescoço com formigamento nos braços; recusa de comer e beber; falar em se machucar ou morrer; pescoço torto ou olhos virados para cima após o remédio.

7.Comparação com as referências

Item SBP Ministério da Saúde AAP NICE AEP Johns Hopkins Harvard Oxford / Cambridge
Diagnóstico e exames Clínico; exames gerais conforme o caso; imagem não rotineira (2018) Sem PCDT; material informativo (Telessaúde 2021) Sem diretriz própria para tiques Não encaminhar tique simples sem prejuízo (NG127) Clínico; exames raramente necessários Avaliação especializada Clínico, sem exames Segue o NICE
Primeira linha Psicoeducação e terapia comportamental Sem posição específica localizada PANS: terapia cognitivo-comportamental Psicoeducação; terapia digital 9–17 anos Psicoeducação; HRT/CBIT Educação e terapia comportamental HRT, CBIT, ERP Segue o NICE
Medicamento Clonidina ou sulpirida; depois baclofeno ou topiramato; depois antipsicóticos Sem posição específica localizada Sem posição específica localizada Só com especialista (NG127) Alfa-2 ou aripiprazol/risperidona Farmacológico, sem classe definida; toxina botulínica Quando há prejuízo Segue o NICE
Metilfenidato com tiques Pode desencadear ou piorar tiques Sem posição específica localizada Sem posição específica localizada Sem posição específica localizada Não piora os tiques (ensaios) Sem posição específica localizada Sem posição específica localizada Segue o NICE
PANDAS/PANS Citado entre causas secundárias — Exclusão; antibiótico só com cultura positiva; sem IgIV de rotina — Controverso Sem posição específica localizada Sem posição específica localizada Segue o NICE

Leitura: todas concordam no diagnóstico clínico, na psicoeducação e na terapia comportamental como primeira linha. Divergem no primeiro medicamento (SBP 2018: clonidina ou sulpirida, antipsicóticos na 4ª linha; ESSTS 2021: aripiprazol; AEP: as duas classes) e no metilfenidato (SBP 2018, 2020 e 2025 e bula: pode desencadear ou piorar tiques; AAN, ESSTS e AEP: em geral não piora). O MS não tem protocolo e a AAP só trata do PANS. O site adota a posição da SBP: clonidina primeiro, antipsicóticos por último e metilfenidato na criança com tiques só por decisão do especialista.

Pontos práticos
  1. Tique transitório é comum e benigno: explicar, tranquilizar, orientar a escola e acompanhar; não medicar.
  2. Tourette = ≥ 2 tiques motores e ≥ 1 vocal por mais de 1 ano, com início antes dos 18 anos; o diagnóstico é clínico.
  3. Pesquisar sempre TDAH, TOC, ansiedade, depressão e bullying: costumam pesar mais que os tiques.
  4. Com prejuízo, terapia comportamental primeiro; medicamento pelo especialista — clonidina antes dos antipsicóticos (SBP). Metilfenidato pode piorar tiques (SBP): decisão do especialista.
  5. Início abrupto: pensar em coreia de Sydenham (ecocardiograma), PANS (controverso) ou tiques funcionais no adolescente.
  6. Pronto-socorro: tique com lesão, ideação suicida, coreia com cardite, quadro neuropsiquiátrico agudo com febre ou sinais neurológicos, recusa alimentar, distonia aguda por antipsicótico.

Veja também, nesta Biblioteca: TDAH, Transtorno do espectro autista e Ansiedade e depressão (Patologias do consultório); Febre Reumática (Reumatologia); Protocolo de Estado de Mal Convulsivo (Urgências).

8.Fontes

  • SBP, DC de Neurologia. Schwind MR, Antoniuk SA, Karuta SCV. Transtornos de tique. Residência Pediátrica, 2018;8(Supl 1):79-85. residenciapediatrica.com.br
  • SBP, DC de Neurologia. Sinais de alerta na avaliação neurológica da criança e do adolescente, 2020. PDF
  • SBP, DC de Medicina do Adolescente. TDAH na adolescência (Documento Científico nº 203), 2025. PDF
  • Ministério da Saúde, BVS Atenção Primária (Núcleo de Telessaúde MS). O que é síndrome de Tourette e quais são seus sintomas?, 2021. aps-repo.bvs.br
  • AAP. PANS — resumo do relatório clínico de 2025, HealthyChildren.org. healthychildren.org
  • NICE. Suspected neurological conditions — recognition and referral (NG127), 2019, atualizado em 2023. nice.org.uk
  • NICE. Digital therapy for chronic tic disorders and Tourette syndrome (HTG748, antiga HTE25), 2025. nice.org.uk
  • AEP. González Campillo T, López Laso E, Madruga Garrido M. Tics. Protocolos diagnósticos y terapéuticos en Pediatría, 2022. PDF
  • AAN. Pringsheim T et al. Treatment of tics in people with Tourette syndrome and chronic tic disorders. Neurology, 2019. PMC
  • ESSTS. Roessner V et al. European clinical guidelines for Tourette syndrome, version 2.0, Part III — pharmacological treatment, 2021. PMC
  • Functional tic-like behaviors — from the COVID-19 pandemic to the post-pandemic era (revisão com os critérios ESSTS 2022), 2024. PMC
  • Johns Hopkins Medicine e Kennedy Krieger Institute. Tourette Syndrome Center of Excellence. kennedykrieger.org
  • Boston Children's Hospital (Harvard). Tics and Tourette syndrome. childrenshospital.org
  • Bulas: Haldol (haloperidol), Janssen. PDF; risperidona, Accord. PDF; Atensina (clonidina), Boehringer Ingelheim. PDF; Abilify (aripiprazol), FDA, 2022. PDF