Oftalmologia pediátrica · Urgências oculares

Trauma ocular, corpo estranho e queimadura química no olho

O que o pediatra faz na hora (irrigação na queimadura química, fluoresceína na abrasão, proteção rígida no olho aberto) e o que vai direto ao pronto-socorro, com hifema, fratura de órbita, fogos, laser e maus-tratos

Gravidade em semáforo (🟢 leve · 🟡 moderada · 🔴 grave), conduta ambulatorial e critérios para encaminhar ao especialista, ao pronto-socorro ou internar, com a comparação entre SBP/Ministério da Saúde e as referências internacionais (convergências e divergências). 📄 Baixar em PDF

Em resumo

Na queimadura química, a irrigação vem antes de qualquer exame: água corrente ou soro fisiológico, em litros, por pelo menos 20 minutos (padrão do site, SBP 2024; Protocolo SAMU 192), com as pálpebras abertas e o fundo de saco limpo, até o pH neutro. Álcali (soda cáustica, cal, cimento, amônia) é o pior e é sempre 🔴. Ficam em casa (🟢) a abrasão de córnea pequena e periférica e o corpo estranho superficial removido, com boa visão: colírio antibiótico, analgesia oral, sem curativo oclusivo (Cochrane 2016) e sem anestésico tópico para casa, com reavaliação em 24–48 horas. Vão ao pronto-socorro com oftalmologia (🔴): queimadura por ácido, álcali, álcool em gel ou produto desconhecido; suspeita de olho aberto (não pressionar, protetor rígido, jejum); corpo estranho intraocular ou cravado; hifema; fratura de órbita com encarceramento (na criança, olho branco com vômitos e bradicardia); baixa visual; lesão por fogos ou laser; laceração da margem palpebral; suspeita de maus-tratos.

1.O que é e como se apresenta

O trauma ocular é causa importante e evitável de baixa visual monocular na infância. Na criança pequena predominam objetos pontiagudos, quedas, brinquedos e produtos de limpeza ou álcool em gel; no escolar e no adolescente, esporte, projéteis, agressões, fogos e ponteiros laser (SBOP 2023). Em Pernambuco, 23,5% dos olhos feridos por fogos precisaram de cirurgia e 10% ficaram com visão < 20/400 (Carvalho 2023).

  • Queimadura química: a gravidade depende do agente, da concentração e do tempo até a irrigação. O álcali penetra rapidamente e destrói as células-tronco do limbo; o ácido coagula a superfície, o que limita a penetração (EyeWiki/AAO 2026; Pediatría Integral 2023). Córnea opaca e limbo pálido são sinais de gravidade.
  • Abrasão de córnea: dor, fotofobia, blefaroespasmo; o lactente só chora e fecha o olho.
  • Olho aberto, corpo estranho intraocular: alta velocidade (martelar metal, explosão) ou objeto pontiagudo. Sinais: pupila irregular ou em gota, câmara anterior rasa, tecido escuro exposto, perda do reflexo vermelho, Seidel positivo (Pediatría Integral 2023); a porta de entrada pode ser mínima.
  • Hifema: sangue na câmara anterior; o ressangramento, nos primeiros 5 dias, é mais grave (EyeWiki/AAO). Hifema sem trauma sugere retinoblastoma, coagulopatia ou maus-tratos.
  • Fratura do assoalho de órbita: na criança, o osso quebra "em galho verde" e prende o músculo reto inferior (fratura em alçapão, "white-eyed blowout"): olho branco, pouco edema, limitação dolorosa do olhar para cima e reflexo oculocardíaco (náuseas, vômitos, bradicardia, síncope), facilmente confundido com TCE (Jordan 1998; Pediatría Integral 2023).
  • Laser: ponteiros potentes causam maculopatia permanente com exame externo normal (Keunen 2014).
  • Maus-tratos: hemorragias retinianas numerosas, bilaterais, em várias camadas e até a periferia são altamente específicas de trauma craniano abusivo (AAP 2018, reafirmado em 2023).

2.Classificação de gravidade

Gravidade Critérios clínicos Conduta
🟢 Leve Abrasão pequena, fora do eixo visual; corpo estranho conjuntival ou subtarsal removido; produto não cáustico (sabonete, xampu) com sintomas que somem após lavar; acuidade visual normal, pupila redonda, sem sinais de alerta Casa: colírio antibiótico na abrasão, analgesia oral, sem oclusão; reavaliação em 24–48 h
🟡 Moderada Abrasão grande ou central; lente de contato; corpo estranho corneano que não sai com irrigação ou cotonete, ou anel de ferrugem; sem melhora na reavaliação; criança que não deixa examinar Oftalmologista com prioridade; não retirar corpo estranho cravado; colírio antibiótico (quinolona se lente de contato)
🔴 Grave Química por ácido, álcali, álcool em gel ou desconhecido; suspeita de olho aberto ou corpo estranho intraocular; objeto cravado; hifema; fratura com encarceramento; baixa visual, pupila irregular; dor com vômitos; laceração da margem palpebral; fogos ou laser; suspeita de maus-tratos Pronto-socorro com oftalmologia; química: irrigar antes de sair e no transporte; olho aberto: protetor rígido sem pressão, jejum, analgesia; SAMU 192 se politrauma

Fatores que elevam a gravidade: álcali, pó, demora para irrigar; alta velocidade, fogos; criança pequena; olho único funcional; doença ou traço falciforme e coagulopatia no hifema (EyeWiki/AAO); história incompatível (maus-tratos).

3.Diagnóstico no consultório

Na queimadura química, tratar primeiro e examinar depois; a história (o produto) vem durante a irrigação. Nos demais traumas:

  1. História: mecanismo, hora, produto, lente de contato, vômitos, vacina antitetânica, coerência com o desenvolvimento.
  2. Acuidade visual de cada olho (tabela, figuras, fixação no lactente), o dado de maior peso prognóstico.
  3. Inspeção: córnea, câmara anterior, forma da pupila, reflexo vermelho, movimentação ocular (olhar para cima).
  4. Pare o exame se houver suspeita de olho aberto: não afastar as pálpebras à força, não instilar colírios (Pediatría Integral 2023).
  5. Eversão da pálpebra superior e fluoresceína com luz azul: abrasão verde-brilhante; riscos verticais = corpo estranho subtarsal; dendrito = herpes (ver Conjuntivites); Seidel positivo = perfuração (🔴).
  6. Anestésico tópico (proparacaína ou tetracaína 0,5%) só no consultório, para exame ou irrigação (EyeWiki/AAO).

Imagem (no serviço): TC de órbitas na suspeita de corpo estranho intraocular, olho aberto ou fratura; sem ressonância se o corpo estranho puder ser metálico. Na fratura em alçapão a TC pode mostrar pouco: a clínica decide (Jordan 1998). No hifema, verificar doença ou traço falciforme (teste do pezinho, eletroforese) e coagulopatia.

Diferencial que não pode passar: corpo estranho intraocular atrás de abrasão banal; fratura em alçapão rotulada como TCE ou gastroenterite; ceratite herpética ou por lente de contato; celulite orbitária; maus-tratos no lactente com lesão ocular sem história compatível.

4.Tratamento e seguimento

Queimadura química — primeiro atendimento:

  • Irrigar já, com água da torneira, soro fisiológico ou Ringer lactato; sem esperar, sem "neutralizar".
  • Tempo e volume: pelo menos 20 minutos (decisão do site para queimadura química, SBP 2024; o Protocolo SAMU 192, AT7, pede no mínimo 20 minutos ou durante todo o trajeto). A EyeWiki/AAO (2026) pede 30 minutos, com 1–3 litros; o RCH (2022), cerca de 3 litros. Use litros.
  • Técnica: criança enrolada em lençol; do canto nasal para o temporal (SAMU AT7); retirar lente de contato; remover partículas do fundo de saco com cotonete úmido.
  • pH: fita de urina no fundo de saco 5 minutos após parar; continuar até 7,0–7,2 (EyeWiki/AAO; RCH aceita 6–8).
  • Depois, pronto-socorro com oftalmologia, com a embalagem; Disque-Intoxicação 0800-722-6001.

Corpo estranho superficial: irrigação com soro, eversão palpebral e cotonete umedecido se solto (RCH 2022); depois, fluoresceína. Não usar agulha nem retirar corpo estranho cravado, metálico, central ou com ferrugem (🟡). Objeto cravado no olho: não remover, estabilizar (🔴, SAMU AT7).

Abrasão de córnea (🟢):

  • Sem curativo oclusivo: na revisão Cochrane (Lim 2016; 12 ensaios, 1.080 participantes) o tampão não acelerou a cicatrização nem reduziu a dor.
  • Colírio antibiótico até a cicatrização; lente de contato: quinolona, sem lente, oftalmologista.
  • Analgesia oral, lubrificante, compressa fria.
  • Não prescrever anestésico tópico para casa: retarda a cicatrização e pode causar úlcera; a Cochrane 2023 (Sulewski) não mostrou segurança para mudar essa prática. Corticoide tópico também não (padrão de Conjuntivites).
  • Reavaliar em 24–48 h; sem melhora → oftalmologista.

Hifema (🔴, conduta do oftalmologista): protetor rígido, repouso relativo, cabeceira elevada, colírios e controle da pressão intraocular. A Cochrane (Woreta 2023; 30 estudos) não mostrou efeito de nenhuma intervenção sobre a visão; antifibrinolíticos reduzem o ressangramento e repouso absoluto não foi melhor que deambulação. Na doença ou traço falciforme, a pressão sobe com pouco sangue, o limiar cirúrgico é menor (≥ 25 mmHg por 24 h) e acetazolamida e hiperosmóticos devem ser evitados (EyeWiki/AAO). Analgesia com paracetamol ou dipirona, sem AAS nem ibuprofeno. Ver Doença falciforme na criança.

Olho aberto: antibiótico e cirurgia no serviço; tétano conforme a situação vacinal (Guia Vacinal Completo).

Fratura de órbita: com encarceramento, cirurgia de urgência — esperar o edema regredir pode deixar restrição permanente da motilidade (Jordan 1998). Sem encarceramento: oftalmologia e bucomaxilofacial.

Medicamento Dose Intervalo Duração Observação e referência
Colírio antibiótico (ex.: tobramicina 0,3%) 1–2 gotas Conforme bula (em geral 4–6x/dia) Até a cicatrização Bula; padrão do site (Conjuntivites); Pediatría Integral 2023: 8/8 h
Quinolona colírio (ciprofloxacino ou ofloxacino 0,3%) 1–2 gotas Conforme bula Até o oftalmologista Lente de contato (Pseudomonas); padrão do site
Paracetamol 10–15 mg/kg/dose (teto por dose da apresentação (bulas: gotas 200 mg/mL máx. 35 gotas, suspensão 32 mg/mL máx. 15 mL e 100 mg/mL máx. 2,5 mL abaixo de 12 anos; comprimidos só a partir de 12 anos; nunca > 1 g/dose)) 4–6 h (máx. 5 doses/dia) Reavaliar após 48–72 h Máx. 75 mg/kg/dia, nunca > 4 g/dia (bula; padrão do site)
Dipirona 15 mg/kg/dose 6 h (máx. 4 doses/dia) Enquanto houver dor Não usar < 3 meses ou < 5 kg (bula; padrão do site)
Ibuprofeno 5–10 mg/kg/dose 6–8 h Enquanto houver dor ≥ 6 meses (padrão do site); não usar no hifema nem no olho aberto
Proparacaína ou tetracaína 0,5% 1 gota Só durante o procedimento Só no consultório Exame e irrigação (EyeWiki/AAO); nunca para casa (Cochrane 2023)

Não fazer: curativo compressivo em olho que sangra ou pode estar perfurado (SAMU AT7); leite, chás ou "neutralizantes" no olho; colírio no olho com suspeita de perfuração.

5.Quando encaminhar ao pronto-socorro ou internar

  • Queimadura química por ácido, álcali, álcool em gel, cal, cimento ou produto desconhecido, mesmo com melhora (SBP 2024).
  • Suspeita de olho aberto, corpo estranho intraocular ou objeto cravado.
  • Hifema de qualquer tamanho.
  • Fratura de órbita com limitação do olhar, diplopia, anestesia infraorbitária ou vômitos e bradicardia.
  • Baixa visual ou dor com vômitos.
  • Laceração da margem palpebral; fogos ou laser com queixa visual.
  • Suspeita de maus-tratos (ver Lesão não acidental no pronto-socorro).

Como encaminhar:

  1. Química: irrigar antes de sair e durante o transporte (SAMU AT7); levar a embalagem.
  2. Olho aberto ou objeto cravado: não pressionar; protetor rígido apoiado na órbita (fundo de copo plástico); objeto estabilizado; nenhum colírio; jejum; criança calma, cabeceira elevada; antiemético no serviço (vômito aumenta a pressão intraocular).
  3. Hifema: protetor rígido, cabeceira elevada, sem AAS ou ibuprofeno; informar doença falciforme ou coagulopatia.
  4. Reflexo oculocardíaco: monitorar a frequência cardíaca, jejum; oxigênio para SpO2 entre 94% e 98% se instável (padrão do site).
  5. Politrauma ou TCE: XABCDE (Trauma pediátrico), SAMU 192; a irrigação da química não para.
  6. Relatório: mecanismo e hora, produto, tempo de irrigação e pH final, acuidade visual, achados, vacina antitetânica; na suspeita de maus-tratos, registro detalhado e notificação obrigatória (compulsória) ao Conselho Tutelar (ECA, art. 13).

6.Orientações de retorno e sinais de alerta para a família

  • "Produto no olho: lave na hora, com muita água da torneira, por pelo menos 20 minutos, com o olho aberto, e vá ao pronto-socorro com a embalagem."
  • "Não esfregue o olho" (SBOP 2023); objeto espetado: não tire.
  • "Arranhão na córnea não precisa de tampão. Colírio anestésico não é para casa: atrasa a cicatrização."
  • Procurar o pronto-socorro se houver: piora da dor, visão embaçada ou dupla, sangue dentro do olho, vômitos, secreção purulenta.

Prevenção: produtos de limpeza trancados, na embalagem original, e álcool em gel fora do alcance (SBP 2024); óculos de policarbonato em esportes com bola, raquete ou taco e em trabalhos manuais, obrigatórios para quem tem um olho só funcional (AAP/AAO; AEP; Boston Children's: 90% das lesões evitáveis); nenhuma criança ou adolescente manuseia fogos (SBP, Nota de Alerta nº 51/2026), e vendê-los a menores é crime (ECA, art. 244); ponteiro laser não é brinquedo (Keunen 2014).

7.Comparação com as referências

Item SBP Ministério da Saúde AAP NICE AEP Johns Hopkins Harvard Oxford / Cambridge
Documento (versão/data) Queimaduras (PpF, 2024); Nota de Alerta nº 51 (06/2026); SBOP 2023 como apoio SAMU 192 SAV, AT7 (2014); Saúde ocular na infância (2013), sem trauma HealthyChildren (Schmitt, 2025); olho e maus-tratos (2018, reaf. 2023) Sem diretriz NG; NHS.uk (03/2026) En Familia (sem data); Pediatría Integral 2023 Sem posição específica localizada Boston Children's, Eye injuries (sem data) Segue o NICE
Irrigação química Lavar abundantemente; site ≥ 20 min ≥ 20 min ou no trajeto Cáustico 20 min; álcali fraco 10 min Água ≥ 20 min ≥ 15 min; soro e pH Sem posição específica localizada Água corrente já Segue o NICE
Abrasão de córnea Sem posição Sem posição Sem posição específica localizada Sem diretriz NG Antibiótico e oclusão Sem posição específica localizada Antibiótico tópico, analgesia Segue o NICE
Olho aberto, corpo estranho Não retirar cravado (SBOP) Não remover cravado; sem compressão Sem posição específica localizada Não retirar; pronto-socorro Protetor, jejum, sem colírios Sem posição específica localizada Cirurgia urgente Segue o NICE
Hifema Sem posição Sem posição Sem posição específica localizada Sem posição Repouso, cabeceira elevada Sem posição específica localizada Tampão, repouso Segue o NICE
Maus-tratos e prevenção Sem fogos para crianças (2026) Notificação obrigatória (compulsória) Fundoscopia pelo oftalmologista; proteção no esporte Sem posição Óculos protetores Sem posição específica localizada 90% evitáveis com proteção Segue o NICE

Leitura: há consenso em irrigar a queimadura química imediatamente, antes do exame; o álcali é o mais grave. Divergem no tempo mínimo: 15 minutos na AEP, 10–20 na AAP conforme o agente, 20 no SAMU 192 e no NHS, 30 com 1–3 litros na EyeWiki/AAO. Na abrasão, a Pediatría Integral (2023) e o RCH (2022, defeitos > 2 mm) ainda indicam oclusão, contra a Cochrane 2016; no hifema, a Cochrane 2023 não mostrou benefício do repouso absoluto. A AAP é a referência nos maus-tratos. Posição adotada pelo site: SBP na queimadura química (pelo menos 20 minutos, decisão do site, o mesmo tempo do SAMU 192) e na prevenção dos fogos; Ministério da Saúde (SAMU AT7) no corpo estranho cravado e na proibição do curativo compressivo; sem posição de ambos sobre abrasão e hifema, o site segue a Cochrane (sem oclusão; sem anestésico para casa) e a AAO (cuidados no hifema falciforme), as sínteses de evidência mais recentes.

Pontos práticos
  1. Produto químico no olho: irrigue já, pelo menos 20 minutos, com litros de água ou soro, fundo de saco limpo, até pH neutro; álcali é sempre 🔴.
  2. Suspeita de olho aberto: pare o exame, protetor rígido sem pressão, nenhum colírio, jejum; não retire objeto cravado.
  3. Abrasão: fluoresceína e eversão palpebral; colírio antibiótico e analgesia oral; sem tampão e sem anestésico para casa.
  4. Hifema é 🔴: protetor, cabeceira elevada, sem AAS ou ibuprofeno; pergunte por doença falciforme.
  5. Olho branco, limitação do olhar para cima e vômitos após trauma de face: fratura em alçapão, cirurgia de urgência.
  6. Lesão ocular sem história compatível no lactente: pense em maus-tratos e faça a notificação obrigatória (compulsória).

Veja também, nesta Biblioteca: Conjuntivites (Patologias do consultório); Queimaduras na criança — atendimento inicial, Trauma pediátrico, Lesão não acidental no pronto-socorro e Intoxicações exógenas agudas na criança (Urgências e Emergências); Doença falciforme na criança; Retinoblastoma e o teste do reflexo vermelho; Guia Vacinal Completo.

8.Fontes

  • Sociedade Brasileira de Pediatria. Queimaduras (Pediatria para Famílias), 2024. sbp.com.br
  • Sociedade Brasileira de Pediatria, Departamento Científico de Segurança. Festas Juninas — Nota de Alerta nº 51, 2026. sbp.com.br
  • Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica. Trauma ocular na criança, 2023. sbop.com.br
  • Ministério da Saúde. Protocolos de Suporte Avançado de Vida — Samu 192, AT7 Trauma ocular, 2014. PDF
  • Ministério da Saúde. Diretrizes de atenção à saúde ocular na infância, 2013. PDF
  • AAP — HealthyChildren.org. Schmitt BD. Eye — Chemical In, 2025. healthychildren.org
  • AAP, AAPOS, AAO. Christian CW, Levin AV. The eye examination in the evaluation of child abuse. Pediatrics, 2018 (reafirmado em 2023). PDF
  • NHS. Eye injuries, 2026. nhs.uk
  • AEP — En Familia. Traumatismo ocular. aeped.es
  • Peralta Calvo J. Urgencias oftalmológicas. Pediatría Integral (SEPEAP), 2023. pediatriaintegral.es
  • Boston Children's Hospital. Eye injuries. childrenshospital.org
  • The Royal Children's Hospital Melbourne. Acute eye injury, 2022. rch.org.au
  • AAO — EyeWiki. Chemical (alkali and acid) injury of the conjunctiva and cornea, 2026. eyewiki.org; Hyphema. eyewiki.org
  • Lim CHL et al. Patching for corneal abrasion. Cochrane Database Syst Rev, 2016. PubMed
  • Sulewski et al. Topical anaesthetics for corneal abrasions (Cochrane 2023), Cochrane corner. Eye, 2024. PMC
  • Woreta FA et al. Medical interventions for traumatic hyphema. Cochrane Database Syst Rev, 2023. PubMed
  • Jordan DR et al. The white-eyed blowout. Ophthalmic Plast Reconstr Surg, 1998. PubMed
  • Carvalho TC et al. Firework-related ocular trauma in Pernambuco, Brazil. Arq Bras Oftalmol, 2023. PubMed
  • Keunen JE et al. Laser pointers are not toys. Ned Tijdschr Geneeskd, 2014. PubMed