Oftalmologia pediátrica · Doenças oculares

Olho vermelho que não é conjuntivite — uveíte, ceratite, episclerite e o olho nas doenças sistêmicas

Sinais de alarme do olho vermelho, uveíte anterior aguda e a silenciosa da AIJ, toxoplasmose ocular, ceratite herpética e por lente de contato, episclerite e esclerite, e o olho no Kawasaki, no Stevens-Johnson, no diabetes e nas síndromes de Down e Marfan

Gravidade em semáforo (🟢 leve · 🟡 moderada · 🔴 grave), conduta ambulatorial e critérios para encaminhar ao especialista, ao pronto-socorro ou internar, com a comparação entre SBP/Ministério da Saúde e as referências internacionais (convergências e divergências). 📄 Baixar em PDF

Em resumo

A maior parte do olho vermelho na criança é conjuntivite (ver "Conjuntivites"): visão normal, sem dor verdadeira, sem fotofobia, córnea transparente e pupila normal. Sem um desses itens, pense em córnea, úvea ou esclera. Dor moderada a intensa, fotofobia, baixa da visão, injeção ciliar, pupila pequena, irregular ou fixa, opacidade ou úlcera de córnea, hipópio ou hifema são sinais de alarme (🔴): oftalmologista com urgência ou pronto-socorro com oftalmologia, sem colírio de corticoide ou anestésico. Usuário de lente de contato com olho vermelho doloroso tem ceratite microbiana até prova em contrário. Vesículas palpebrais ou zóster oftálmico com olho vermelho sugerem herpes ocular, que o corticoide agrava. A episclerite é benigna, mas precisa de confirmação do oftalmologista (🟡). A uveíte da artrite idiopática juvenil (AIJ) é silenciosa, num olho branco: só o rastreio com lâmpada de fenda a encontra.

1.O que é e como se apresenta

Padrão da hiperemia: difusa, mais intensa nos fundos de saco (conjuntivite); em anel ao redor da córnea — injeção ciliar (ceratite, uveíte anterior, glaucoma); em setor, sem secreção (episclera e esclera); vermelho vivo e delimitado (hemorragia subconjuntival) (Pediatría Integral 2023).

Causas que não são conjuntivite:

  • Uveíte anterior aguda (irite, iridociclite): dor, fotofobia, baixa visual, injeção ciliar, pupila pequena e às vezes irregular (sinéquias), às vezes hipópio. Associa-se a artrite relacionada à entesite (HLA-B27), doença inflamatória intestinal, psoríase, nefrite tubulointersticial com uveíte (TINU), Kawasaki, herpes e trauma (AAO; Shivpuri 2022).
  • Uveíte anterior crônica da AIJ: em geral sem dor, sem fotofobia e com olho branco; descoberta no rastreio ou já com ceratopatia em faixa, sinéquias, catarata ou glaucoma. A AIJ é a causa não infecciosa mais comum de uveíte na criança (SBOP/SBP 2024; AAO).
  • Toxoplasmose ocular: a uveíte infecciosa mais comum no Brasil (SBOP/SBP 2024) e uma das principais causas de deficiência visual na infância brasileira (MS 2013). É uma retinocoroidite (uveíte posterior): moscas volantes, baixa visual; na criança pequena, estrabismo ou leucocoria. Congênita (com lesões novas ou recorrentes ao longo da vida) ou adquirida.
  • Ceratite (inflamação ou infecção da córnea): dor intensa, fotofobia, lacrimejamento, blefaroespasmo, às vezes baixa visual; a fluoresceína mostra o defeito (Pediatría Integral 2023). Causas: trauma e corpo estranho, herpes simples (úlcera dendrítica recorrente; principal causa infecciosa de cegueira corneana), lente de contato (Pseudomonas, Acanthamoeba), exposição, Stevens-Johnson e deficiência de vitamina A.
  • Episclerite: vermelhidão em setor, geralmente unilateral, dor leve ou desconforto, visão normal, sem secreção; os vasos clareiam com fenilefrina tópica (Pediatría Integral 2023). Autolimitada.
  • Esclerite: rara e grave: dor profunda e intensa, que pode acordar a criança, esclera violácea, sem clarear com fenilefrina; associa-se a AIJ, lúpus, vasculites e doença inflamatória intestinal.
  • Outras urgências: glaucoma congênito (fotofobia, lacrimejamento, córnea grande ou opaca — SBOP/SBP 2024), celulite orbitária, trauma, queimadura química, zóster oftálmico.

2.Classificação de gravidade

Gravidade Critérios clínicos Conduta
🟢 Leve Olho vermelho com visão normal, sem dor verdadeira, sem fotofobia, córnea transparente e pupila normal (conjuntivite, hemorragia subconjuntival sem trauma); doença sistêmica de risco sem queixa ocular, com rastreio em dia Conduta de "Conjuntivites"; manter o rastreio de cada doença
🟡 Moderada Episclerite provável (vermelhidão em setor, desconforto leve, visão normal); AIJ recém-diagnosticada ou suspeita, sem sintoma ocular; Down ou Marfan com queixa visual sem dor; cicatriz antiga de toxoplasmose sem sintoma novo; corticoide prolongado por qualquer via Encaminhar com prioridade ao oftalmologista (pediátrico quando houver); lubrificante e analgésico; reavaliar se piorar
🔴 Grave Dor moderada a intensa, fotofobia, baixa da visão, injeção ciliar, pupila pequena, irregular, fixa ou assimétrica, opacidade ou úlcera de córnea, hipópio ou hifema; usuário de lente de contato com olho vermelho doloroso; suspeita de herpes ocular (vesículas palpebrais com olho vermelho, dendrito, zóster no nervo oftálmico); esclerite; AIJ ou outra doença sistêmica com olho vermelho doloroso; moscas volantes ou baixa visual súbita (toxoplasmose ativa, descolamento de retina, luxação do cristalino no Marfan, hidropsia de ceratocone no Down); lactente com fotofobia, lacrimejamento e córnea grande ou opaca; trauma, queimadura química, celulite orbitária; Stevens-Johnson com acometimento ocular; suspeita de Kawasaki Oftalmologista com urgência ou pronto-socorro com oftalmologia; Kawasaki, Stevens-Johnson e celulite orbitária: hospital; não instilar corticoide nem anestésico (ver "Como encaminhar")

Fatores de risco que elevam a gravidade

  • Idade pré-verbal e olho único funcional.
  • AIJ oligoarticular ou poliarticular com FAN positivo e início precoce; artrite relacionada à entesite (HLA-B27); doença inflamatória intestinal, lúpus, vasculites.
  • Lente de contato (dormir ou nadar com ela).
  • Herpes ocular prévio, dermatite atópica, imunossupressão.
  • Uso de colírio de corticoide sem prescrição do oftalmologista.

3.Diagnóstico no consultório

Perguntas que decidem: dor verdadeira ou ardor e prurido? Fotofobia? Piora da visão? Lente de contato? Trauma, produto químico ou vegetal? Vesículas na pálpebra? Febre há dias com lábios rachados (Kawasaki)? Medicamento novo com lesões de mucosa (Stevens-Johnson)? Artrite, dor lombar, diarreia crônica, psoríase?

Exame mínimo, em toda criança com olho vermelho (MS 2013; SBOP/SBP 2024):

  • Acuidade visual de cada olho.
  • Inspeção: padrão da hiperemia, secreção, vesículas, proptose.
  • Córnea: transparência; fluoresceína com luz azul, se disponível.
  • Pupilas (forma, simetria, reação), reflexo vermelho e motilidade; fotofobia consensual (dor ao iluminar o outro olho) sugere uveíte anterior.

Exames: o diagnóstico ocular é do oftalmologista (lâmpada de fenda, tonometria, fundo de olho, raspado de córnea). O pediatra investiga a doença de base conforme a suspeita: hemograma, PCR, VHS; urina tipo 1 e creatinina (TINU); FAN e HLA-B27 quando o especialista indicar; calprotectina fecal; sorologia para toxoplasmose; PPD ou IGRA antes de imunossupressão. Não dilatar a pupila nem instilar colírio antes da avaliação oftalmológica no olho vermelho doloroso (os midriáticos têm contraindicações e efeitos adversos na criança — SBOP/SBP 2024).

Diagnóstico diferencial que não pode passar:

  • Conjuntivite hiperaguda e neonatal; corpo estranho, perfuração e hifema; celulite orbitária.
  • Síndromes mascaradas: leucemia, retinoblastoma e xantogranuloma juvenil simulam uveíte (AAO).
  • Glaucoma congênito no lactente com fotofobia e lacrimejamento.

4.Tratamento e seguimento

Divisão de tarefas: o oftalmologista confirma o diagnóstico e trata (corticoide tópico e cicloplégico, antiviral, colírio após cultura, imunossupressão com o reumatologista); o pediatra reconhece o alarme, encaminha, alivia a dor, investiga a doença de base e mantém os calendários de rastreio.

Situações específicas:

  • Uveíte da AIJ: encaminhar ao oftalmologista já no diagnóstico da AIJ, mesmo sem nenhum sintoma ocular, e seguir o calendário de rastreio do documento "Artrite idiopática juvenil (AIJ)" (PCDT 2026, adaptado da diretriz BSPAR/RCOphth).
  • Toxoplasmose ocular: lesão ativa é tratada pelo oftalmologista com o infectologista, com sulfadiazina, pirimetamina e ácido folínico (nunca ácido fólico); corticoide sistêmico só junto do antiparasitário, nunca isolado. Na toxoplasmose congênita, doses, duração e o fundo de olho seriado seguem o documento "Infecções congênitas (TORCH e sífilis)" (SBP, DC nº 6/2020); a toxoplasmose congênita é de notificação obrigatória (compulsória).
  • Ceratite herpética: não usar corticoide, nem associado a antibiótico: na doença epitelial, o tratamento é antiviral isolado (Harvard/Massachusetts Eye and Ear 2014; Pediatría Integral 2023).
  • Ceratite por lente de contato: retirar a lente e não recolocá-la; levar lente e estojo ao oftalmologista, que colhe cultura antes do antibiótico. Conjuntivite leve em usuário de lente, sem dor nem alteração de córnea, segue "Conjuntivites" (suspender a lente, quinolona tópica e oftalmologista).
  • Episclerite: confirmada pelo oftalmologista: lubrificante e, se houver desconforto, ibuprofeno; investigar doença sistêmica se recorrente.
  • Esclerite: 🔴; tratamento do oftalmologista com o reumatologista.
Medicamento Dose Intervalo Duração Observação e referência
Lágrima artificial 1 gota Conforme bula Enquanto houver sintomas Episclerite; bula
Ibuprofeno VO 5–10 mg/kg/dose 6/6 a 8/8 h Curta, com reavaliação ≥ 6 meses; evitar na suspeita de dengue, desidratação e varicela (padrão do site, SBP)
Paracetamol VO 10–15 mg/kg/dose (máx. 75 mg/kg/dia; nunca > 4 g/dia) 4/4 a 6/6 h (máx. 5 doses/dia) Até a avaliação (máx. 48–72 h sem reavaliação) Analgesia (padrão do site, SBP; bula)
Dipirona VO 15 mg/kg/dose 6/6 h (máx. 4 doses/dia) Até a avaliação Não usar < 3 meses ou < 5 kg (padrão do site; bula)
Aciclovir pomada oftálmica 3% Fundo de saco 5 vezes ao dia Conforme o oftalmologista Ceratite herpética; prescrição do oftalmologista (Pediatría Integral 2023)
Corticoide tópico e cicloplégico — — — Só com prescrição do oftalmologista

O que não usar:

  • Colírio com corticoide, isolado ou associado a antibiótico: agrava herpes e infecção e causa glaucoma e catarata (ver "Corticoides e olho na infância", Temas SBP; Nota Técnica SBOP/CBO 2026).
  • Colírio anestésico para uso em casa: mascara a dor e lesa a córnea; só para o exame (Pediatría Integral 2023).
  • Vasoconstritor ou leite materno no olho.

O olho nas doenças sistêmicas:

  • Kawasaki: conjuntivite bulbar bilateral sem secreção; pode haver uveíte anterior na fase aguda. Febre ≥ 5 dias com olhos vermelhos: hospital (ver "Doença de Kawasaki").
  • Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica: as sequelas oculares são as mais incapacitantes; oftalmologista desde o início, no hospital (ver "Bolhas na pele da criança" e "Urticária, angioedema, eritema multiforme e SSJ/NET").
  • Diabetes: fundo de olho sob midríase conforme "Diabetes tipo 1" (a partir dos 11 anos ou da puberdade, com 2–5 anos de doença, a cada 2–3 anos) e "Diabetes tipo 2 e resistência à insulina no adolescente" (no diagnóstico e anual).
  • Síndrome de Down: mais catarata, estrabismo, erros de refração, ceratocone, glaucoma e nistagmo; avaliação oftalmológica aos 6 e aos 12 meses e depois anual (SBP, Genética Clínica, 2023); desestimular o coçar dos olhos.
  • Síndrome de Marfan: luxação (ectopia) do cristalino, miopia alta e risco de descolamento de retina; oftalmologista no diagnóstico e periodicamente.
  • Outras: doença inflamatória intestinal e psoríase (uveíte), lúpus (esclerite, retinopatia), doença falciforme (retinopatia), imunossupressão (retinites).
  • Corticoide prolongado por qualquer via: pressão intraocular e cristalino com o oftalmologista ("Corticoides e olho na infância").

5.Quando encaminhar ao pronto-socorro ou internar

Oftalmologista com urgência ou pronto-socorro com oftalmologia: todos os critérios 🔴 da tabela de gravidade.

Hospital: suspeita de Kawasaki; Stevens-Johnson ou necrólise epidérmica tóxica; celulite orbitária (proptose, dor à movimentação ocular, oftalmoplegia); trauma com suspeita de perfuração; queimadura química após irrigação.

Como encaminhar

  1. Registrar a acuidade visual de cada olho, sem atrasar o encaminhamento.
  2. Não instilar corticoide, anestésico, midriático nem antibiótico sem diagnóstico (exceto na queimadura química).
  3. Queimadura química: irrigação imediata e abundante com água corrente ou soro por pelo menos 20 minutos antes do transporte (SBP 2024).
  4. Trauma com suspeita de perfuração: proteção rígida sem compressão, sem colírios, jejum (ver "Trauma pediátrico").
  5. Lente de contato: retirar a lente e levar lente, estojo e solução.
  6. Analgesia com paracetamol ou dipirona (tabela).
  7. Kawasaki, Stevens-Johnson ou celulite orbitária com sinais de choque ou desconforto respiratório: estabilizar, oxigênio para manter SpO2 entre 94% e 98%, acesso venoso e transporte pelo SAMU (192), com contato prévio com o serviço.
  8. Relatório: início, acuidade visual, achados, lente de contato, doença de base e medicamentos, inclusive colírios.

6.Orientações de retorno e sinais de alerta para a família

  • "Olho vermelho que dói de verdade, que não suporta a luz ou que enxerga pior não é conjuntivite: precisa do oftalmologista hoje."
  • "Nunca use colírio com corticoide, nem que tenha sobrado de outra vez ou de outra pessoa, sem a receita do oftalmologista."
  • "Lente de contato com olho vermelho e dolorido: tire a lente e leve-a com o estojo ao oftalmologista."
  • "A inflamação do olho da artrite não dá sintomas: não falte ao oftalmologista."
  • Procurar atendimento no mesmo dia se: dor forte no olho; não suporta a luz; visão embaçada ou "moscas" de repente; mancha branca no olho; pupila diferente da outra; bolhas na pálpebra; produto químico ou pancada no olho; olho "saltado"; febre por vários dias com olhos vermelhos; feridas na boca e nos olhos após remédio novo.

7.Comparação com as referências

Item SBP Ministério da Saúde AAP NICE AEP Johns Hopkins Harvard Oxford / Cambridge
Versão consultada NT SBOP/SBP 12/2024; NT corticoide 06/2026; Down 2023 Saúde Ocular na Infância 2013; PCDT AIJ 2026 Sem documento próprio localizado CKS inacessível; NHS; College of Optometrists Pediatría Integral (SEPEAP) 2023 Sem posição específica localizada Mass. Eye and Ear/Harvard 2014 Seguem o NICE
Sinais de alarme Glaucoma infantil, celulite e uveíte entre as afecções a reconhecer Dor ocular, fotofobia, hiperemia: encaminhar — Dor, fotofobia, baixa visual: atendimento urgente Dor, fotofobia, baixa visual, injeção ciliar — — Segue o NICE
Uveíte na AIJ Causa não infecciosa mais comum Calendário fixo (BSPAR/RCOphth) ACR 2019 estratifica por risco BSPAR/RCOphth Até 80% das uveítes anteriores — — Segue o NICE
Ceratite herpética Colírio de corticoide só com oftalmologista — — Ceratite infecciosa: emergência oftalmológica Aciclovir pomada; corticoide só com antiviral Antiviral isolado; evitar corticoide — Segue o NICE
Lente de contato — — — Olho vermelho doloroso: emergência oftalmológica Urgência oftalmológica — — Segue o NICE
Episclerite x esclerite — — — Esclerite: emergência Fenilefrina diferencia — — Segue o NICE
Down Oftalmologia aos 6 e 12 meses, depois anual — — — — — — —

Leitura: há convergência: dor, fotofobia e baixa da visão afastam a conjuntivite e exigem oftalmologista com urgência; a uveíte da AIJ é silenciosa e depende de rastreio; o corticoide tópico não é prescrição do pediatra e agrava a ceratite herpética (Harvard 2014; Nota Técnica SBOP/CBO 2026); e lente de contato com olho doloroso é emergência (College of Optometrists; Pediatría Integral). Divergências: na episclerite, sem posição da SBP e do MS, o site encaminha com prioridade para confirmação na lâmpada de fenda, porque na criança ela se confunde com esclerite e uveíte; no rastreio da AIJ, a ACR estratifica por risco e o PCDT usa calendário fixo, adotado pelo site. Para ceratite e lente de contato, sem documento da SBP nem do MS, o site segue NICE e AEP. Site: SBP (SBOP/SBP 2024; Nota Técnica 2026) e Ministério da Saúde no rastreio da AIJ.

Pontos práticos
  1. Visão normal, sem dor e sem fotofobia: conjuntivite. Qualquer um desses sinais, ou injeção ciliar, pupila alterada ou córnea opaca: oftalmologista com urgência (🔴).
  2. O pediatra não prescreve colírio com corticoide; na ceratite herpética, o corticoide agrava a lesão.
  3. Lente de contato e olho vermelho doloroso: retirar a lente, levar lente e estojo, oftalmologista com urgência.
  4. A uveíte da AIJ não dá sintomas: oftalmologista já no diagnóstico da artrite e calendário do documento de AIJ.
  5. Toxoplasmose ocular: ácido folínico (nunca fólico) e corticoide só junto do antiparasitário.
  6. Kawasaki e Stevens-Johnson são hospitalares; Down, Marfan, diabetes e corticoide prolongado pedem vigilância ocular programada.

Veja também, nesta Biblioteca: Conjuntivites e Conjuntivite neonatal; Artrite idiopática juvenil (AIJ) e Doença de Kawasaki (Reumatologia); Corticoides e olho na infância (Temas SBP); Infecções congênitas (TORCH e sífilis) (Neonatologia); Retinoblastoma e o teste do reflexo vermelho (Oncologia); Bolhas na pele da criança (Dermatologia); Urticária, angioedema, eritema multiforme e SSJ/NET (Alergia); Diabetes tipo 1 (Endocrinologia); Cardiopatias nas síndromes genéticas (Cardiologia); Infecções profundas de cabeça e pescoço (Infectologia); Trauma ocular, corpo estranho e queimadura química no olho (nesta área).

8.Fontes

  • Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica (SBOP) e Sociedade Brasileira de Pediatria, com o CBO. Nota técnica — Recomendações para avaliação ocular pelo pediatra, dez/2024. PDF
  • Sociedade Brasileira de Pediatria, Departamento Científico de Genética Clínica. Diretrizes de atenção à saúde de pessoas com síndrome de Down, 2023. PDF
  • Ministério da Saúde. Diretrizes de Atenção à Saúde Ocular na Infância — detecção e intervenção precoce para a prevenção de deficiências visuais, 2013. PDF
  • Puertas Ruiz-Falcó ML. El ojo rojo en Pediatría. Pediatría Integral (SEPEAP), 2023;XXVII(1):16–22. PDF
  • White ML, Chodosh J. Herpes Simplex Virus Keratitis — A Treatment Guideline. Massachusetts Eye and Ear Infirmary, Harvard Medical School; aceita pela American Academy of Ophthalmology, 2014. PDF
  • American Academy of Ophthalmology. Pediatric Anterior Uveitis (disease review). aao.org
  • NHS. Uveitis. nhs.uk
  • College of Optometrists. Annex 4 — Urgency of referrals table. college-optometrists.org
  • Kilduff C, Lois C. Red eyes and red-flags — improving ophthalmic assessment and referral in primary care. BMJ Quality Improvement Reports, 2016 (com base no NICE CKS Red eye). PMC
  • Shivpuri A et al. Pediatric uveitis — role of the pediatrician. Frontiers in Pediatrics, 2022. PMC