Oncologia pediátrica · Emergências e seguimento

Neutropenia febril na criança com câncer

Reconhecimento imediato, estratificação de risco, culturas e antibiótico empírico na primeira hora (SBP 2018, IPOG 2023, NICE CG151)

Gravidade em semáforo (🟢 leve · 🟡 moderada · 🔴 grave), conduta ambulatorial e critérios para encaminhar ao especialista, ao pronto-socorro ou internar, com a comparação entre SBP/Ministério da Saúde e as referências internacionais (convergências e divergências). 📄 Baixar em PDF

Em resumo

Neutropenia febril é febre em criança com neutrófilos < 500/mm³, ou < 1.000/mm³ com queda prevista em 48 horas, quase sempre após quimioterapia (SBP 2018). No site, febre é axilar ≥ 37,5 °C (a SBP 2018 não fixa limiar; NICE: > 38 °C), e hipotermia, hipotensão, prostração ou confusão têm o mesmo peso que a febre. Não existe neutropenia febril para observar em casa: toda criança em quimioterapia com febre vai direto ao centro de oncologia pediátrica onde se trata, ou ao pronto-socorro mais próximo se estiver instável ou a remoção for demorada (🔴). No serviço, colhem-se hemoculturas de todos os lúmens do cateter e inicia-se antibiótico IV de amplo espectro sem esperar o hemograma, em até 60 minutos da chegada: monoterapia com cefepima ou piperacilina-tazobactam, reservando o carbapenêmico à criança instável. Estratificação de risco e regime ambulatorial são decisões da equipe oncológica. Nada pelo reto, sem AINE e sem dipirona.

1.O que é e como se apresenta

Definição (SBP, Departamento de Oncologia, Diretrizes nº 02/2018):

  • Neutropenia clinicamente relevante: contagem absoluta de neutrófilos (CAN) < 500/mm³, ou < 1.000/mm³ com previsão de queda nas próximas 48 horas. O risco de infecção cresce com a profundidade e a duração da neutropenia.
  • Febre: a SBP 2018 não fixa limiar e o Ministério da Saúde não tem protocolo de neutropenia febril; pela regra SBP → MS, vale a definição de febre da SBP adotada no site, axilar ≥ 37,5 °C. NICE: > 38 °C; Boston Children's: oral ≥ 38,5 °C ou ≥ 38 °C duas vezes em 1 hora. O limiar mais baixo só antecipa a avaliação; não muda a conduta.
  • Neutropenia "funcional": há risco de infecção mesmo com neutrófilos normais (fagocitose prejudicada nas doenças hematológicas, mucosite, cateter venoso central — SBP 2018).
  • Sem febre: hipotermia, hipotensão, confusão ou qualquer piora clínica na criança neutropênica são tratadas como infecção (SBP 2018; NICE).

Epidemiologia e apresentação: mais de 80% das crianças em quimioterapia têm ao menos um episódio febril na neutropenia, com mortalidade de 5–10% apesar do antibiótico (SBP 2018). A bacteremia, em geral por translocação intestinal, é a infecção documentada mais comum; outros focos: mucosite, colite por Clostridioides difficile, pulmão, urina, pele, períneo e cateter. Sem neutrófilos não há pus, consolidação nem piúria: só 45% têm algum sinal além da febre (SBP 2018), e os sinais vitais podem ser o único alerta.

Quem: sobretudo leucemias (ver LLA e LMA), linfomas e tumores sólidos. O nadir costuma ocorrer 7–14 dias após o ciclo; pergunte sempre a data da última quimioterapia.

2.Classificação de gravidade

Toda febre em quimioterapia é emergência de avaliação. A tabela orienta onde a equipe trata após a chegada.

Gravidade Critérios clínicos Conduta
🟢 Leve (baixo risco, SBP 2018) Tumor sólido, doença em remissão, sem comorbidade, clinicamente estável, febre iniciada fora do hospital, neutropenia prevista < 7 dias, sem foco grave Avaliação imediata no centro; antibiótico empírico; a equipe pode considerar regime ambulatorial ou via oral (SBP 2018; IPOG 2023). Não é tratamento domiciliar pelo pediatra
🟡 Moderada (alto risco, estável) Leucemia ou linfoma não Hodgkin; até 30 dias após transplante de células-tronco hematopoiéticas (TCTH); neutrófilos < 100/mm³; neutropenia > 7 dias; mucosite grau III–IV; internação ou antibiótico recentes; celulite extensa, pneumonia ou infecção do cateter; transaminases > 5× o normal ou depuração de creatinina < 30 mL/min Internação; monoterapia IV antipseudomonas; reavaliação seriada
🔴 Grave (instável ou séptica) Taquicardia ou taquipneia desproporcionais, tempo de enchimento capilar > 2 s, extremidades frias, hipotensão, SpO2 < 92%, alteração de consciência, oligúria, hipotermia, calafrio durante a infusão pelo cateter, dor abdominal intensa (tiflite), sangramento ativo Pronto-socorro mais próximo ou SAMU 192; tratar como choque séptico (ver Sepse e choque séptico); antibiótico o mais rápido possível, idealmente bem antes de 1 hora (IPOG 2023); carbapenêmico ± segundo agente; UTI pediátrica

Fatores de risco que elevam a gravidade

  • Leucemia mieloide aguda, leucemia linfoblástica de alto risco ou em recaída, TCTH alogênico, corticoide em dose alta (também risco de fungo invasivo — SBP 2018; IPOG 2023).
  • Neutropenia profunda (< 100/mm³) ou prolongada; mucosite grave; cateter externo tunelizado ou PICC (o cateter totalmente implantável tem menor risco — SBP 2018).
  • Lactente, desnutrição, disfunção renal ou hepática, germe resistente prévio.
  • Distância do centro, família sem telefone ou transporte.

3.Diagnóstico no consultório

Se a criança chega febril ao consultório, a avaliação é rápida e não pode atrasar a remoção:

  • Anamnese (SBP 2018): câncer, data e tipo da última quimioterapia, último hemograma, cateter, profilaxias, germe resistente prévio, transfusão recente, alergias.
  • Sinais vitais completos, incluindo pressão arterial, tempo de enchimento capilar e SpO2.
  • Exame minucioso: pele, boca (mucosite), inserção e trajeto do cateter, abdome (dor em fossa ilíaca direita sugere tiflite), pulmões e região perianal só pela inspeção, sem toque retal.

Exames iniciais no serviço (SBP 2018; IPOG 2023; NICE):

Exame Indicação
Hemocultura de todos os lúmens do cateter central Sempre, antes do antibiótico, sem atrasá-lo
Hemocultura periférica Considerar junto com a do cateter: detecta 12% das bacteremias que a do cateter perde (IPOG 2023)
Hemograma, função renal e hepática, eletrólitos, lactato, PCR (procalcitonina se houver) Todos (SBP 2018; NICE)
Urina tipo 1 e urocultura Urina nos < 5 anos; urocultura se o jato médio for fácil (SBP 2018); a piúria falta na neutropenia. Não atrasar o antibiótico
Radiografia de tórax Só com sinais ou sintomas respiratórios (forte recomendação)
Culturas de lesão, secreção ou fezes (C. difficile) Conforme o quadro
Febre ≥ 96 h no alto risco para fungo Tomografia de tórax e ultrassonografia de abdome (especialista)

Diagnóstico diferencial e armadilhas que não podem passar

  • Choque séptico de aparência inicial boa, tiflite (enterocolite neutropênica), infecção do cateter (calafrio na infusão, eritema no túnel), celulite perianal, fungo invasivo.
  • Febre por transfusão, medicamento ou tumor: só a equipe oncológica pode atribuí-la a essas causas.
  • Síndrome de lise tumoral, hiperleucocitose e compressão medular podem coexistir (ver Emergências oncológicas, nesta área).

4.Tratamento e seguimento

Princípios (SBP 2018; IPOG 2023):

  1. Antibiótico empírico imediato, sem esperar hemograma nem exames (SBP 2018).
  2. Tempo até o antibiótico: meta de até 60 minutos da chegada (indicador de qualidade em oncologia pediátrica); na criança instável, bem antes de 1 hora (IPOG 2023); NICE: imediatamente. Uma metanálise de 2026 não mostrou benefício do limite de 60 minutos na criança estável; o site mantém a meta.
  3. Alto risco: monoterapia com betalactâmico antipseudomonas (piperacilina-tazobactam), cefalosporina de 4ª geração (cefepima) ou carbapenêmico, conforme a epidemiologia local; carbapenêmico de preferência na criança instável.
  4. Segundo agente (aminoglicosídeo ou glicopeptídeo) só se a criança estiver instável, houver suspeita de germe resistente ou o centro tiver alta taxa de resistência; retirá-lo em 24–72 h se as culturas não o justificarem (IPOG 2023). NICE: sem aminoglicosídeo nem vancomicina de rotina, nem pelo cateter.
  5. Baixo risco: a equipe pode considerar regime ambulatorial e via oral, se houver estrutura de seguimento (SBP 2018; IPOG 2023).

Antibióticos empíricos (decisão e prescrição no serviço de referência):

Medicamento Dose Intervalo Duração Observação e referência
Cefepima IV 50 mg/kg/dose (máx. 2 g/dose); > 40 kg, dose do adulto 8/8 h Bula: 7–10 dias; na prática, conforme evolução e culturas Acima de 2 meses (bula brasileira, indicação em neutropenia febril). Idêntica à do PALS e à de "Sepse e choque séptico" do site. Primeira linha (IPOG 2023; Boston Children's)
Piperacilina-tazobactam IV 80 mg/kg de piperacilina (+ 10 mg/kg de tazobactam)/dose abaixo de 50 kg; ≥ 50 kg, dose do adulto (bula: 12–18 g/dia de piperacilina) 6/6 h Conforme evolução e culturas Bula Tazocin® (Pfizer, 2024), acima de 2 anos. A bula associa aminoglicosídeo, mas IPOG 2023 e NICE preferem monoterapia. Primeira linha do NICE
Meropeném IV 20 mg/kg/dose; > 50 kg, 1 g/dose 8/8 h Conforme evolução e culturas Bula brasileira (dose específica para neutropenia febril), acima de 3 meses. Reservado à criança instável ou com germe resistente (IPOG 2023)
Vancomicina IV (só se indicada) 15 mg/kg/dose IV em 1 h (1ª dose máx. 1,5 g; SEUP: máx. 1 g) 6/6 h, ajustar pelo nível sérico Suspender em 24–72 h se as culturas não a justificarem PALS do site; SBP, Manual de Orientação nº 5/2019; SEUP 2024. Só em instabilidade, suspeita de germe resistente ou alta resistência local (IPOG 2023)
Aminoglicosídeo (amicacina) Conforme bula e serviço 1×/dia 24–72 h, se as culturas não o justificarem Segundo agente anti-Gram-negativo só em instabilidade ou resistência (IPOG 2023)

Seguimento no hospital (decisões do especialista):

  • Não ampliar o esquema só pela febre persistente em criança estável; escalonar se piorar (IPOG 2023; NICE).
  • Suspensão: afebril e bem há ≥ 24 h, hemoculturas negativas em 48 h e recuperação medular; no baixo risco, mesmo sem recuperação (IPOG 2023).
  • Antifúngico (caspofungina ou anfotericina B lipossomal): febre ≥ 96 h no alto risco para fungo, ou abordagem preemptiva (IPOG 2023).
  • Cateter central: não retirar no manejo inicial (NICE); a retirada é do especialista. Candida na hemocultura nunca é contaminação (SBP 2018).
  • G-CSF não é rotina no episódio; as profilaxias são do oncologista.

O que não usar ou não fazer:

  • Nada pelo reto: a SBP 2018 proíbe supositório e clister (translocação bacteriana e choque séptico); termômetro e toque retal ficam fora pelo mesmo risco. Medir na axila, também abaixo de 3 meses (exceção ao termômetro retal de "Como conduzir a febre").
  • AINE e ácido acetilsalicílico: evitar (sangramento com plaquetopenia, nefrotoxicidade).
  • Dipirona: contraindicada pela bula na função medular insuficiente, como após tratamento citostático — exceção ao padrão de antitérmicos do site.
  • Paracetamol: na dose do site (10–15 mg/kg/dose, máx. 75 mg/kg/dia), depois de medir a febre e avisar a equipe; nunca adia a ida ao serviço.
  • Não fazer: corticoide empírico, antibiótico oral "para ver se melhora", esperar o hemograma para indicar a remoção.

Papel do pediatra: reconhecer, remover sem atraso, garantir à família o telefone de 24 horas do centro, acompanhar crescimento, nutrição e saúde bucal e manter contato com o oncologista. A Lei nº 14.308/2022 (Política Nacional de Atenção à Oncologia Pediátrica) prevê acesso pela regulação, de preferência aos centros habilitados (0 a 19 anos).

5.Quando encaminhar ao pronto-socorro ou internar

Sempre, e no mesmo momento:

  • Em quimioterapia (ou recente) ou pós-TCTH com axilar ≥ 37,5 °C, mesmo de bom aspecto e sem hemograma.
  • Sem febre, mas com prostração, hipotermia, calafrios, hipotensão, confusão, dor abdominal, diarreia intensa, mucosite que impede a ingestão ou sangramento.
  • Calafrio ou mal-estar na infusão pelo cateter, ou vermelhidão e dor no trajeto.

Destino: de preferência o centro onde a criança se trata; se instável ou a viagem for longa, o pronto-socorro mais próximo, que inicia o antibiótico e transfere.

Como encaminhar

  1. Ligar para o plantão do centro de oncologia e, se houver sinal de choque, acionar o SAMU 192.
  2. ABC; oxigênio para manter SpO2 ≥ 94%; monitorização.
  3. Não manipular o cateter central sem técnica e material adequados; acesso periférico só se não atrasar a remoção.
  4. No choque, conduta da sepse do site (cristaloide 10–20 mL/kg com reavaliação). Se houver cefepima e a remoção for demorada, a 1ª dose IV pode ser feita antes de sair (hemocultura só se não atrasar).
  5. Sem antitérmico retal, dipirona, AINE ou antibiótico oral.
  6. Relatório: diagnóstico, protocolo e data da última quimioterapia, último hemograma, cateter, sinais vitais, horários e o que foi feito.

6.Orientações de retorno e sinais de alerta para a família

  • "Na quimioterapia, febre é emergência. Tenha um termômetro digital e meça na axila, nunca no bumbum."
  • "Se a temperatura na axila der 37,5 °C ou mais, ligue para a equipe de oncologia e vá direto ao hospital onde a criança se trata. Se estiver muito abatida, fria, com manchas ou respiração difícil, vá ao pronto-socorro mais próximo ou chame o SAMU (192)."
  • "Não dê remédio para febre antes de medir a temperatura e falar com a equipe. Nada de supositório, dipirona ou ibuprofeno."
  • "Leve sempre o resumo do tratamento (diagnóstico, última quimioterapia, cateter)."
  • "Procure o hospital mesmo sem febre se houver calafrios, prostração, feridas na boca que impeçam de beber, diarreia, dor de barriga forte, cansaço para respirar, sangramento ou vermelhidão no cateter."
  • "Lave as mãos, evite pessoas doentes e mantenha a vacinação da família em dia."

7.Comparação com as referências

Item SBP Ministério da Saúde AAP NICE AEP Johns Hopkins Harvard Oxford / Cambridge
Definição Neutrófilos < 500 ou < 1.000 com queda prevista; sem limiar de temperatura próprio Sem posição específica localizada Sem posição específica localizada Neutrófilos ≤ 500 e temperatura > 38 °C ou sinais de sepse Consenso SEIP/SEHOP 2023 (texto integral não acessado) Sem posição específica localizada Oral ≥ 38,5 °C ou ≥ 38 °C duas vezes; neutrófilos < 500 Segue o NICE
Tempo até o antibiótico Imediato, sem esperar exames Sem posição específica localizada Sem posição específica localizada Imediato, como emergência Diagnóstico e tratamento precoces Sem posição específica localizada Sem posição específica localizada Segue o NICE
Exames Hemocultura de todos os lúmens; urina < 5 anos; radiografia só com sintoma — — Hemograma, função renal e hepática, PCR, lactato, hemocultura Avaliação inicial pelo perfil do paciente — — Segue o NICE
Antibiótico empírico Monoterapia antipseudomonas, 4ª geração ou carbapenêmico — — Piperacilina-tazobactam; sem aminoglicosídeo ou glicopeptídeo de rotina Escalonado, adaptado à epidemiologia local — Cefepima; meropeném se instável Segue o NICE
Baixo risco Ambulatorial ou oral se houver estrutura — — Ambulatorial; oral após 48 h se o risco for baixo Uso racional; ajuste de duração — Ambulatorial selecionado Segue o NICE
Suspensão Não abordada (diretriz de manejo inicial) — — Suspender se houver resposta, qualquer que seja a contagem de neutrófilos Ajuste de duração e espectro — 7 dias se estável e culturas negativas Segue o NICE

Leitura: há convergência em quatro pontos: febre na neutropenia é emergência, o antibiótico não espera exames, a monoterapia antipseudomonas é a regra e a radiografia de tórax só se faz com sintomas. A SBP (2018) segue a diretriz pediátrica internacional (IPOG), atualizada em 2023. Divergências: o NICE fixa piperacilina-tazobactam (SBP, IPOG e Boston aceitam cefepima); a bula brasileira da piperacilina-tazobactam associa aminoglicosídeo, o que as diretrizes não recomendam de rotina; o NICE suspende o antibiótico após resposta qualquer que seja a contagem de neutrófilos; os limiares de febre variam. O site adota a posição da SBP, com meta de até 60 minutos e limiar de 37,5 °C axilar para acionar a avaliação.

Pontos práticos
  1. Criança em quimioterapia com axilar ≥ 37,5 °C vai direto ao centro de oncologia, ou ao pronto-socorro mais próximo se estiver instável, sem esperar hemograma.
  2. Antibiótico IV de amplo espectro (cefepima ou piperacilina-tazobactam) em até 60 minutos da chegada; na criança instável, ainda antes.
  3. Hemocultura de todos os lúmens do cateter antes do antibiótico, sem atrasá-lo; radiografia de tórax só com sintomas respiratórios.
  4. Nada pelo reto (termômetro, supositório, clister, toque); sem AINE e sem dipirona; paracetamol só após medir a febre e falar com a equipe.
  5. Neutropênico sem febre, mas prostrado, hipotérmico ou com calafrio no cateter, é tratado como séptico.
  6. Estratificação de risco, via oral, alta e suspensão são decisões da equipe oncológica.

Veja também: LLA, LMA, Emergências oncológicas e Diagnóstico Precoce do Câncer Infantil (nesta área); Sepse e choque séptico e PALS (Urgências e emergências); Como conduzir a febre (Pediatria geral).

8.Fontes

  • Sociedade Brasileira de Pediatria, Departamento Científico de Oncologia. Diretrizes para o manejo inicial da neutropenia febril, após quimioterapia, em crianças e adolescentes com câncer (Diretrizes nº 02), 2018. PDF; notícia SBP
  • Lehrnbecher T, Robinson PD, Ammann RA et al. Guideline for the Management of Fever and Neutropenia in Pediatric Patients With Cancer and Hematopoietic Cell Transplantation Recipients — 2023 Update. J Clin Oncol, 2023. Europe PMC (texto integral)
  • NICE. Neutropenic sepsis — prevention and management in people with cancer (CG151), 2012, atualizada em 2020 e 2024. PDF
  • Martínez Campos L et al. Documento de consenso de manejo de neutropenia febril en el paciente pediátrico oncohematológico (SEIP e SEHOP). An Pediatr, 2023 — resumo. Europe PMC
  • Ilowite M et al. A Quality Improvement Initiative to Optimize Fever and Neutropenia Management in Oncology Patients (Dana-Farber/Boston Children's). Pediatr Qual Saf, 2025. PMC
  • Salomon AL, Ammann RA et al. Association of Time to Antibiotics With Outcome in Pediatric Patients Receiving Chemotherapy for Cancer With Fever in Neutropenia — An International Individual Patient Data Meta-Analysis. Cancer Med, 2026. PMC
  • Tazocin® (piperacilina-tazobactam), bula profissional (Pfizer), 2024. PDF
  • Cloridrato de cefepima, bula para o profissional de saúde. bula.gratis
  • Fresenius Kabi. Meropeném, bula para o profissional de saúde. PDF
  • Novalgina® (dipirona), bula (contraindicações). PDF
  • Brasil. Lei nº 14.308, de 8 de março de 2022 — Política Nacional de Atenção à Oncologia Pediátrica. planalto.gov.br