Gravidade em semáforo (🟢 leve · 🟡 moderada · 🔴 grave), conduta ambulatorial e critérios para encaminhar ao especialista, ao pronto-socorro ou internar, com a comparação entre SBP/Ministério da Saúde e as referências internacionais (convergências e divergências). 📄 Baixar em PDF
Na criança, fise e apófises cedem antes de tendões e ligamentos: o sobreuso causa apofisites (Osgood-Schlatter, Sinding-Larsen-Johansson, Sever), benignas e autolimitadas, tratadas com ajuste da carga, gelo, alongamento e analgesia, sem afastamento definitivo. Na entorse de tornozelo, as regras de Ottawa valem acima de 5 anos (sensibilidade de 98,5% na criança — Dowling 2009; NICE NG38). Joelho que incha logo após torção (hemartrose): radiografia e ortopedia pediátrica. Lombalgia em extensão no atleta sugere espondilólise; dor óssea focal progressiva, fratura por estresse; na atleta com amenorreia, tríade e RED-S. Prevenção: 1–2 dias de folga por semana, 2–3 meses por ano fora de cada esporte, especialização só após 15–16 anos (AAP) e aquecimento neuromuscular (11+ Kids). Pronto-socorro (🔴): deformidade, comprometimento neurovascular, joelho bloqueado, suspeita de fratura do colo do fêmur ou epifisiólise, déficit neurológico.
1.O que é e como se apresenta
Lesões agudas
- Entorse de tornozelo: inversão em flexão plantar; dor anterolateral. No pré-púbere, dor sobre a fise distal da fíbula sugere Salter-Harris I.
- LCA e menisco: torção sem contato, estalo, derrame em poucas horas, falseio. Raras na criança pequena, aumentam na puberdade, sobretudo nas meninas (AAP 2014). Na criança, pode ser avulsão da espinha tibial. Menisco: dor na interlinha, travamento; menisco discoide em crianças mais novas.
- Luxação de patela: adolescente com frouxidão ou patela alta; em geral reduz com a extensão; hemartrose, às vezes fratura osteocondral.
Osteocondroses e apofisites
- Osgood-Schlatter: tuberosidade anterior da tíbia; estirão, esportes de salto e corrida; dor e saliência na tuberosidade, pior ao saltar, ajoelhar; bilateral em 30% ("Dor em membros").
- Sinding-Larsen-Johansson: polo inferior da patela, um pouco mais cedo.
- Sever: calcâneo, 8–12 anos; dor no calcanhar com a atividade; compressão lateral do calcâneo dolorosa.
- Osteocondrite dissecante (OCD): lesão subcondral que pode se desprender (côndilo femoral medial, tálus, capítulo umeral); dor com a atividade, derrame, travamento.
Espondilólise: fratura por estresse da pars interarticularis (em geral L5) por hiperextensão repetida (ginástica, dança, futebol, lutas). Dor lombar que piora na extensão e melhora com repouso. Bilateral, pode evoluir para espondilolistese; dois terços das lises agudas consolidam com restrição precoce (Acta Orthop 2025).
Fratura por estresse: dor focal que surge ao fim do treino, depois durante e por fim em repouso (AAP 2024); tíbia, metatarsos, fíbula. Alto risco: colo do fêmur, navicular, base do 5º metatarso, cortical anterior da tíbia.
Sobreuso: a especialização precoce aumenta sobreuso, burnout e abandono (AAP 2016). Overtraining (queda de desempenho, fadiga, sono ruim) trata-se reduzindo o treino (AAP 2024).
Tríade e RED-S: ingestão menor que o gasto do treino leva a disfunção menstrual e perda óssea (tríade — AAP 2016) e, em ambos os sexos, a efeitos sistêmicos e no desempenho (RED-S, COI 2023). Amenorreia primária: sem menstruação aos 15 anos com caracteres sexuais normais (COI 2023).
Concussão: ver "Traumatismo cranioencefálico leve e concussão" (nunca voltar ao jogo no mesmo dia; retorno em etapas).
2.Classificação de gravidade
| Gravidade | Critérios clínicos | Conduta |
|---|---|---|
| 🟢 Leve | Entorse com apoio e Ottawa negativa; contusão; apofisite típica; dor por sobreuso só após a atividade, sem dor em repouso, dor óssea focal nem derrame | Em casa: proteção, gelo, analgesia, ajuste da carga, alongamento; retorno programado; volta ao esporte guiada pela dor |
| 🟡 Moderada | Ottawa positiva sem deformidade; derrame agudo do joelho após torção com apoio possível; 1ª luxação de patela já reduzida; falseio ou travamento; suspeita de OCD; lombalgia em extensão; dor óssea focal progressiva ou em repouso; apofisite atípica; sinais de RED-S sem instabilidade; overtraining | Radiografia; restringir a carga; encaminhar à ortopedia pediátrica (com prioridade na hemartrose, luxação de patela, OCD e fratura por estresse); RED-S: nutrição, saúde mental, ginecologia ou endocrinologia |
| 🔴 Grave | Deformidade, fratura exposta, comprometimento neurovascular; patela luxada; joelho bloqueado; dor na virilha no corredor (colo do fêmur) ou suspeita de epifisiólise; dor com febre; dor noturna com palidez, petéquias ou perda de peso; lombalgia com déficit neurológico; RED-S com instabilidade (FC < 50 bpm acordado, PA < 90/45 mmHg, distúrbio eletrolítico); síncope ou dor torácica ao esforço | Pronto-socorro com ortopedia; imobilizar; proibir a carga nas suspeitas de colo do fêmur e epifisiólise |
Fatores de risco que elevam a gravidade
- Estirão, especialização precoce, horas semanais de esporte organizado maiores que a idade em anos (AAP 2016), aumento brusco de carga, sono ruim, lesão prévia (AAP 2024).
- Sexo feminino, frouxidão ligamentar, valgo dinâmico (AAP 2014); dieta restritiva, esportes de peso ou estéticos, vitamina D baixa (COI 2023).
3.Diagnóstico no consultório
Anamnese: mecanismo, tempo até o edema; carga de treino; sono; menstruação, alimentação; dor noturna, febre.
Regras de Ottawa — a evidência na criança: meta-análise de 12 estudos (3.130 crianças) com sensibilidade de 98,5% para fraturas de tornozelo e mediopé e redução de cerca de 25% das radiografias; as fraturas perdidas foram sobretudo Salter-Harris I ou avulsões pequenas (Dowling 2009). O NICE NG38 usa as regras de tornozelo e pé acima de 5 anos e as de joelho acima de 2 anos; abaixo disso, decisão clínica.
- Tornozelo: dor maleolar e dor à palpação da borda posterior ou ponta de um maléolo (6 cm distais), ou incapacidade de dar 4 passos.
- Pé: dor no mediopé e dor na base do 5º metatarso ou no navicular, ou incapacidade de dar 4 passos.
- Joelho: dor isolada na patela ou na cabeça da fíbula, flexão < 90° ou incapacidade de dar 4 passos.
- Radiografia normal não exclui Salter-Harris I (ver "Trauma leve de membros").
Joelho agudo: derrame, Lachman (LCA), McMurray (menisco), apreensão patelar. Radiografia primeiro (espinha tibial, fratura osteocondral, fise); ressonância pelo especialista (COI 2018).
Apofisites: diagnóstico clínico. Radiografia só se atípica: unilateral persistente, dor noturna ou em repouso, febre.
OCD: radiografia com incidência do túnel; ressonância para estabilidade (especialista).
Espondilólise: dor à extensão lombar em apoio unipodal; exame neurológico. Radiografia mostra listese e lises antigas; a ressonância mostra o edema da pars antes da fratura, sem radiação (Acta Orthop 2025).
Fratura por estresse: radiografia inicial muitas vezes normal; ressonância é a mais sensível.
RED-S: IMC em escore-z, FC e PA deitado e em pé; exames conforme o quadro (hemograma, ferritina, eletrólitos, TSH, 25(OH)D, LH, FSH, prolactina, beta-hCG); densitometria na amenorreia prolongada ou fraturas por estresse repetidas (AAP 2016; COI 2023). O anticoncepcional mascara a amenorreia (COI 2023).
Diferencial que não pode passar: artrite séptica, osteomielite, epifisiólise (pode doer só no joelho), tumores ósseos, leucemia, AIJ com entesite, maus-tratos, discite.
4.Tratamento e seguimento
Pediatra
- Entorse leve: gelo 15–20 min várias vezes ao dia por 48 h, elevação; apoio precoce conforme a dor, com órtese ou enfaixamento funcional; depois, exercícios de equilíbrio.
- Apofisites: ajuste da carga, não afastamento definitivo (padrão do site): menos saltos e corridas nas crises, gelo após a atividade, alongamento de quadríceps (Osgood, Sinding-Larsen) ou tríceps sural (Sever), calcanheira no Sever, joelheira (Johns Hopkins); natação e ciclismo mantêm o condicionamento (SEMA 2021).
- Vitamina D: 600 UI/dia de 1 a 18 anos (padrão do site); dosagem e reposição conforme "Cálcio, vitamina D e raquitismo".
Especialista
- LCA: reabilitação supervisionada se não houver lesão associada nem instabilidade; senão, reconstrução que preserva a fise; menisco: reparar sempre que possível (COI 2018).
- Luxação de patela, 1º episódio: conservador (órtese e reabilitação); cirurgia se fragmento osteocondral ou recidiva (SEMA 2021).
- OCD: estável com fise aberta costuma cicatrizar com restrição de impacto; instável ou com fragmento solto, cirurgia (Boston Children's).
- Espondilólise: suspender o que dói, fisioterapia, colete em casos selecionados (até cerca de 4 meses — Boston Children's); artrodese só na listese de alto grau (> 50%) ou progressiva (Acta Orthop 2025).
- Fratura por estresse: carga protegida; as de alto risco podem exigir imobilização sem carga ou cirurgia.
- RED-S e tríade: aumentar a disponibilidade energética com nutrição e saúde mental; a volta da menstruação marca a recuperação (AAP 2016; COI 2023); transtorno alimentar conforme "Transtornos alimentares".
Analgesia (padrão do site)
| Medicamento | Dose | Intervalo | Duração | Observação e referência |
|---|---|---|---|---|
| Ibuprofeno | 5–10 mg/kg/dose | 6–8 h | Enquanto houver dor | ≥ 6 meses; evitar na desidratação, varicela e suspeita de dengue; máximo diário conforme bula (padrão do site; bula) |
| Paracetamol | 10–15 mg/kg/dose | 4–6 h (máx. 5 doses/dia) | Reavaliar após 48–72 h | Máx. 75 mg/kg/dia; teto por dose da apresentação (bulas: gotas 200 mg/mL máx. 35 gotas, suspensão 32 mg/mL máx. 15 mL e 100 mg/mL máx. 2,5 mL abaixo de 12 anos; comprimidos só a partir de 12 anos; nunca > 1 g/dose), nunca > 4 g/dia; hepatotoxicidade cumulativa (padrão do site; bula) |
| Dipirona | 15 mg/kg/dose | 6 h (máx. 4 doses/dia) | Enquanto houver dor | Não usar < 3 meses ou < 5 kg (padrão do site; bula) |
Não usar: codeína abaixo de 12 anos; infiltração de corticoide em apófise ou tendão; analgésico para "jogar com dor". Não alternar analgésicos como rotina.
Retorno ao esporte (por critérios)
- Entorse e apofisite: dor ausente ou leve, que não piora durante nem no dia seguinte; força e equilíbrio próximos do lado sadio; salto e mudança de direção sem dor.
- LCA: pelo menos 9 meses após a reconstrução e pivô só após 12 meses; no conservador, no mínimo 3–6 meses; simetria > 90% nos testes de salto e prontidão psicológica (COI 2018).
- Fratura por estresse, espondilólise, RED-S: após liberação do especialista (RED-S de risco alto afasta da competição — COI 2023).
Prevenção
- 1–2 dias por semana sem treino específico; 1 time por temporada; 2–3 meses por ano fora de cada esporte, com brincadeira livre (AAP 2024).
- Progressão gradual, sem passar de 10–20% por semana (AAP 2024).
- Especialização após a puberdade (15–16 anos) na maioria dos esportes; antes, vários esportes (AAP 2016).
- 11+ Kids (15–20 min, pelo menos 2 vezes por semana): 48% menos lesões e 74% menos lesões graves em 3.895 crianças de 7 a 13 anos (Rössler 2018); treino neuromuscular reduz LCA (AAP 2014).
- Musculação a partir de 8 anos, supervisionada: pesos livres até 15 kg, até 30 min, 3 vezes por semana (SBP, DC nº 204/2025).
- Avaliação pelo pediatra antes do esporte ("Avaliação cardiológica pré-participação esportiva"), aquecimento, proteção, hidratação, volta só após recuperação (SBP 2024); sem suplementos, energéticos ou anabolizantes.
5.Quando encaminhar ao pronto-socorro ou internar
- Todos os critérios 🔴 da tabela de gravidade, incluindo dor desproporcional (síndrome compartimental).
- RED-S ou transtorno alimentar instável: FC < 50 bpm acordado (< 45 dormindo), PA < 90/45 mmHg, hipotensão ortostática, temperatura < 35,6 °C, distúrbio eletrolítico ou QTc prolongado ("Transtornos alimentares").
- Concussão com sinais de alerta ("Traumatismo cranioencefálico leve e concussão").
Como encaminhar
- Analgesia antes de mover (via oral, se não houver previsão de jejum).
- Imobilizar na posição encontrada, com a articulação acima e a abaixo; não reduzir deformidade nem patela; retirar anéis; elevar o membro.
- Sem carga (muletas, cadeira, maca) nas suspeitas de colo do fêmur e epifisiólise.
- Comprometimento neurovascular, fratura exposta (gaze estéril úmida) ou instabilidade: SAMU (192).
- Instabilidade clínica: oxigênio para manter SpO2 entre 94% e 98% se necessário (padrão do site).
- Relatório: mecanismo, exame neurovascular, radiografias, medicamentos.
6.Orientações de retorno e sinais de alerta para a família
- "A dor é o guia: se piora durante a atividade ou no dia seguinte, a carga está alta. Osgood-Schlatter e Sever passam com o fim do crescimento."
- "Folga semanal e férias de cada esporte; até os 15–16 anos, vários esportes."
- Voltar ao pediatra se a dor aparece em repouso ou à noite, o joelho incha, falseia ou trava, ou a dor nas costas piora ao inclinar para trás.
- Pronto-socorro se deformidade, osso exposto, pé ou mão frios ou dormentes, joelho travado, não conseguir apoiar com dor na virilha, febre com dor articular, fraqueza nas pernas, desmaio ou dor no peito no esforço.
7.Comparação com as referências
| Item | SBP | Ministério da Saúde | AAP | NICE | AEP | Johns Hopkins | Harvard | Oxford / Cambridge |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Documento (versão/data) | DC nº 204, 08/05/2025; Segurança nos esportes, 01/2024 | Guia de Atividade Física, 2021 | Especialização 09/2016; Sobreuso 2024; LCA 05/2014; Tríade 2016 | NG38, 02/2016 | FAPap (AEPap) 2009; SEMA 2021 | Página do serviço (Osgood-Schlatter) | Boston Children's (espondilólise, OCD) | Segue o NICE |
| Ottawa | Sem posição específica localizada | Sem posição específica localizada | Sem diretriz própria localizada | Tornozelo > 5 anos; joelho > 2 anos | Usa, "não específica da criança" | Sem posição específica localizada | Sem posição específica localizada | Segue o NICE |
| Apofisites | Osteocondroses como risco do esporte | Sem posição específica localizada | Sobreuso mais comum | Sem diretriz localizada | Conservador; esporte sem impacto | Repouso nas crises, gelo, fisioterapia | Melhora com o tempo | Segue o NICE |
| LCA, patela, OCD | Sem posição específica localizada | Sem posição específica localizada | LCA: cirurgia ou reabilitação | Sem diretriz localizada | Patela: conservador no 1º episódio | Sem posição específica localizada | OCD estável sem cirurgia | Segue o NICE |
| Carga e especialização | Evitar treino excessivo; musculação ≥ 8 anos | Atividade segura; 60 min/dia | Folga 1–2 dias/semana; especializar após 15–16 anos | Sem diretriz localizada | Sem posição específica localizada | Sem posição específica localizada | Sem posição específica localizada | Segue o NICE |
| RED-S e prevenção | Balanço energético; aquecimento | Lesão: procurar a UBS | Tríade; treino neuromuscular | Sem diretriz localizada | 11+ reduz LCA | Sem posição específica localizada | Sem posição específica localizada | Segue o NICE |
Leitura: não há divergência de mérito, e sim lacunas. A SBP (2025 e 2024) aborda a prevenção: osteocondroses e espondilolistese como riscos do esporte inadequado, balanço energético, musculação supervisionada a partir de 8 anos, aquecimento e avaliação pelo pediatra. A AAP é a única com relatórios sobre especialização, sobreuso, LCA e tríade. O NICE NG38 é a base das regras de Ottawa, apoiadas pela meta-análise pediátrica; a ressalva da AEPap (2009) — regras não criadas para crianças — foi superada pela validação pediátrica. Posição do site: a da SBP na prevenção e no ajuste de carga; na falta de SBP e MS, Ottawa pelo NICE e descanso e especialização pela AAP.
- Tornozelo acima de 5 anos: Ottawa negativa dispensa radiografia; no pré-púbere, dor sobre a fise é Salter-Harris I até prova em contrário.
- Joelho que incha em poucas horas após torção: radiografia e ortopedia pediátrica.
- Apofisites: diagnóstico clínico e ajuste de carga, sem afastamento definitivo.
- Lombalgia em extensão é espondilólise; dor óssea focal progressiva é fratura por estresse; dor na virilha no corredor é colo do fêmur — sem carga e pronto-socorro.
- Na atleta, pergunte pela menstruação: amenorreia, fraturas por estresse e queda de rendimento indicam RED-S.
- Folga de 1–2 dias por semana e 2–3 meses por ano, especialização após 15–16 anos, 11+ Kids pelo menos 2 vezes por semana.
Veja também: Trauma leve de membros, A criança que manca, Dor em membros, Traumatismo cranioencefálico leve e concussão (Patologias do consultório); Avaliação cardiológica pré-participação esportiva (Cardiologia); Osteomielite e artrite séptica na criança (Infectologia); Transtornos alimentares (Saúde mental); Trauma pediátrico (Urgências).
8.Fontes
- SBP, Dep. de Endocrinologia. O impacto do esporte e da atividade física sobre o crescimento e o desenvolvimento. DC nº 204, 2025. PDF
- SBP, Dep. de Causas Externas. Segurança nos esportes, 2024. sbp.com.br
- Ministério da Saúde. Guia de Atividade Física para a População Brasileira, 2021. PDF
- AAP. Overuse Injuries, Overtraining, and Burnout in Young Athletes. Pediatrics, 2024. PubMed
- AAP. Sports Specialization and Intensive Training in Young Athletes. Pediatrics, 2016. PubMed
- AAP. Anterior Cruciate Ligament Injuries: Diagnosis, Treatment, and Prevention. Pediatrics, 2014. Europe PMC
- AAP. The Female Athlete Triad. Pediatrics, 2016. Europe PMC
- NICE. NG38 — Fractures (non-complex): assessment and management, 2016. nice.org.uk
- Dowling S et al. Accuracy of Ottawa Ankle Rules in children: a meta-analysis. Acad Emerg Med, 2009. Europe PMC
- AEPap. Traumatismos en miembros de niños y adolescentes. FAPap, 2009. PDF
- SEMA. Lesiones deportivas en el adolescente. Adolescere, 2021. adolescere.es
- Ardern CL et al. IOC consensus statement on paediatric ACL injuries. Br J Sports Med, 2018. PMC
- Mountjoy M et al. IOC consensus statement on Relative Energy Deficiency in Sport (REDs). Br J Sports Med, 2023. PubMed
- Rössler R et al. Multinational cluster randomised controlled trial of "11+ Kids". Sports Med, 2018. PMC
- Treatment of pediatric spondylolysis and spondylolisthesis. Acta Orthop, 2025. Europe PMC
- Johns Hopkins All Children's. Physical Therapy for Osgood-Schlatter. hopkinsmedicine.org
- Boston Children's Hospital. Spondylolysis and spondylolisthesis; Osteochondritis dissecans. Espondilólise; OCD