Otorrinolaringologia pediátrica · Nariz e garganta

Epistaxe na criança

Epistaxe anterior do plexo de Kiesselbach, compressão correta, conduta na recorrente com pomada e cauterização, quando investigar coagulopatia e os sinais de alarme que levam ao pronto-socorro ou ao otorrinolaringologista

Gravidade em semáforo (🟢 leve · 🟡 moderada · 🔴 grave), conduta ambulatorial e critérios para encaminhar ao especialista, ao pronto-socorro ou internar, com a comparação entre SBP/Ministério da Saúde e as referências internacionais (convergências e divergências). 📄 Baixar em PDF

Em resumo

Mais de 90% das epistaxes da criança são anteriores e vêm do plexo de Kiesselbach (septo anterior), favorecidas por manipulação digital, ar seco, resfriados, rinite alérgica e uso de corticoide nasal com técnica inadequada. A conduta é compressão contínua das asas do nariz (parte mole) por 10 a 15 minutos, com a criança sentada e a cabeça inclinada para a frente, sem soltar para conferir e sem deitar ou inclinar a cabeça para trás. A epistaxe que cede e não se repete com frequência é tratada em casa (🟢). Na recorrente, umidificar a mucosa e usar pomada no septo anterior; se persistir, encaminhar ao otorrinolaringologista para cauterização com nitrato de prata (🟡). Hemograma e coagulograma não são rotina: pedir quando há sangramento prolongado, anemia, outros sangramentos, história familiar ou ISTH-BAT ≥ 3, e seguir "A criança que sangra" (doença de von Willebrand). Vão ao pronto-socorro (🔴): sangramento que não para, volumoso ou posterior, hipovolemia, hematoma septal, coagulopatia com sangramento ativo e bateria no nariz. Epistaxe unilateral recorrente com obstrução no adolescente masculino sugere nasoangiofibroma juvenil: encaminhar com urgência ao otorrinolaringologista.

1.O que é e como se apresenta

Epistaxe é o sangramento originado na cavidade nasal ou na nasofaringe; é muito frequente entre 2 e 10 anos e menos comum abaixo de 2 anos e na adolescência (AEP, En Familia).

  • Anterior (> 90% na criança): área de Little, no septo anterior, onde está o plexo de Kiesselbach (anastomose de ramos das artérias etmoidal anterior, esfenopalatina, palatina maior e labial superior). Sangra por uma narina e quase sempre para com compressão.
  • Posterior (rara): ramos da artéria esfenopalatina; volumosa, muitas vezes bilateral ou escorrendo pela orofaringe, não cede com compressão anterior. Na criança, sugere tumor, coagulopatia ou trauma.

Causas

  • Locais (as mais comuns): manipulação digital, ar seco, resfriado, rinite alérgica, vestibulite com crostas, corticoide intranasal com o bico voltado para o septo, trauma, corpo estranho, oxigênio por cateter, cirurgia nasal ou adenoamigdalectomia recente.
  • Sistêmicas: doença de von Willebrand (a coagulopatia hereditária mais comum), plaquetopenia (PTI, leucemia), disfunção plaquetária, hemofilia, hepatopatia, ácido acetilsalicílico, anti-inflamatórios ou anticoagulantes, telangiectasia hemorrágica hereditária (THH).
  • Tumorais: nasoangiofibroma juvenil — benigno e muito vascularizado, quase exclusivo de adolescentes do sexo masculino: obstrução nasal e epistaxe unilaterais e recorrentes; raramente hemangioma, granuloma piogênico, rabdomiossarcoma.

Abaixo de 2 anos a epistaxe é incomum: além de corpo estranho e coagulopatia, pode ser marcador de maus-tratos (Ismail e Gandhi, 2011).

2.Classificação de gravidade

Gravidade Critérios clínicos Conduta
🟢 Leve Epistaxe anterior, unilateral, que para com compressão correta; episódios esporádicos; bom estado, sem palidez; exame normal; sem outros sangramentos nem história familiar Casa: compressão, umidificação, evitar manipulação, revisar o corticoide nasal
🟡 Moderada Recorrente apesar da umidificação; precisou de mais de uma compressão, mas parou; vaso ou crostas no septo; suspeita de coagulopatia (ISTH-BAT ≥ 3, equimoses, gengivorragia, menorragia, família); anemia; < 2 anos sem causa evidente; unilateral recorrente com obstrução no adolescente masculino; corpo estranho (sem bateria) Pomada; hemograma (coagulograma conforme a suspeita); encaminhar ao otorrinolaringologista — com urgência se suspeita de nasoangiofibroma; coagulopatia: com prioridade ao hematologista ("A criança que sangra"); < 2 anos: avaliar maus-tratos
🔴 Grave Não para após duas compressões corretas de 15 min; volumoso, bilateral ou pela boca (posterior); hipovolemia (taquicardia, palidez, enchimento capilar > 2 s, hipotensão, síncope); trauma com deformidade, hematoma septal ou rinorreia; plaquetopenia ou coagulopatia com sangramento ativo; bateria de botão ou ímã no nariz Pronto-socorro (SAMU 192 se instável): compressão no trajeto; acesso, expansão e oxigênio se choque; tamponamento pelo serviço

Fatores de risco que elevam a gravidade: coagulopatia ou plaquetopenia, hepatopatia, ácido acetilsalicílico, anti-inflamatório ou anticoagulante; idade < 2 anos; adolescente masculino com sangramento e obstrução unilaterais; anemia prévia, cardiopatia, doença falciforme; trauma facial ou craniano; cirurgia nasal ou adenoamigdalectomia recente; telangiectasias e epistaxes na família (THH).

3.Diagnóstico no consultório

O diagnóstico é clínico. Em quem está sangrando, primeiro parar o sangramento e avaliar a estabilidade.

Anamnese: lado (sempre o mesmo?), duração, frequência, volume, sangue pela boca, desencadeantes; corticoide nasal e técnica; medicamentos que alteram a hemostasia; sangramentos em outros locais (equimoses, gengivorragia, extração, cirurgia, menorragia desde a menarca) e história familiar, quantificados pelo ISTH-BAT (na criança, ≥ 3 é anormal), como em "A criança que sangra"; obstrução ou rinorreia fétida unilateral; sintomas de anemia e sinais sistêmicos.

Exame: rinoscopia anterior com otoscópio, elevando a ponta do nariz — vasos proeminentes, crostas ou sangramento no septo anterior, corpo estranho, massa, hematoma septal (abaulamento mole e azulado após trauma); petéquias, equimoses, palidez, telangiectasias, hepatoesplenomegalia, linfonodos, pressão arterial.

Exames — quando pedir

Situação Exames
Anterior esporádica, exame normal Nenhum
Recorrente, volumosa ou com palidez Hemograma com plaquetas; ferritina se anemia (ver "Anemia ferropriva")
Outros sangramentos, ISTH-BAT ≥ 3, família, < 2 anos sem causa local Hemograma, TP, TTPa, fibrinogênio; padrão mucocutâneo: fator de von Willebrand e fator VIII mesmo com TTPa normal ("A criança que sangra")
Suspeita de nasoangiofibroma Não biopsiar; nasofibroscopia e imagem com contraste pelo otorrinolaringologista

Coagulograma normal não exclui doença de von Willebrand tipo 1 nem hemofilia leve; com história sugestiva, repetir com o hematologista.

Diferencial que não pode passar: nasoangiofibroma juvenil; corpo estranho (rinorreia unilateral fétida no pré-escolar; bateria de botão perfura o septo em horas — ver "Corpo estranho no nariz e no ouvido"); doença de von Willebrand, PTI e leucemia; maus-tratos no lactente; hematoma septal (abscesso, nariz em sela); THH (a AAO-HNS 2020 recomenda investigá-la).

4.Tratamento e seguimento

Primeiros socorros — ensinar à família e fazer no consultório

  1. Criança sentada, cabeça inclinada para a frente, respirando pela boca e cuspindo o sangue.
  2. Comprimir a parte mole do nariz (asas contra o septo, abaixo do osso), firme e sem soltar por 10 a 15 minutos, olhando o relógio.
  3. Não deitar nem inclinar a cabeça para trás (o sangue desce, provoca vômitos e esconde o volume); não colocar algodão seco ou papel no nariz.
  4. Se continuar, assoar suavemente o coágulo e repetir a compressão por mais 10 a 15 minutos; se não parar, pronto-socorro.
  5. Depois: não assoar com força nem coçar por horas.

Epistaxe recorrente — pediatra

  • Umidificar: soro fisiológico nasal várias vezes ao dia, ambiente sem fumaça, umidificação em clima seco (Boston Children's 2025).
  • Pomada no septo anterior das duas narinas. No Reino Unido usam-se creme de clorexidina com neomicina ou vaselina (NICE CKS). Na Cochrane (2012), estudos pequenos não mostraram diferença do creme antisséptico em relação ao nitrato de prata nem ao não tratamento: o melhor tratamento da recorrente é desconhecido. No Brasil usam-se pomada de neomicina com bacitracina, vaselina ou mupirocina (esta com crostas e colonização por S. aureus — AEPap 2021).
  • Tratar a causa: rinite alérgica, vestibulite, corpo estranho; unhas curtas; tratar anemia ferropriva.
  • Corticoide nasal: epistaxe é seu efeito local mais comum. Técnica do site ("Rinite alérgica"): cabeça levemente para a frente, bico para a parede lateral, longe do septo, mão do lado oposto. Com sangramento ou crostas no septo, suspender alguns dias e retomar com a técnica corrigida.
  • Persistiu: encaminhar ao otorrinolaringologista.

Otorrinolaringologista: cauterização com nitrato de prata do vaso sangrante, sob anestesia tópica, um lado por vez (bilateral simultânea arrisca perfuração — McGarry, BMJ Clinical Evidence 2013); o nitrato a 75% foi mais eficaz a curto prazo e menos doloroso que o de 95%, e cauterização com pomada reduziu frequência e intensidade em relação à pomada isolada (Cochrane 2012). Nasofibroscopia na recorrente unilateral, posterior ou sem ponto visível, e tamponamento no serviço, reabsorvível na coagulopatia (AAO-HNS 2020).

Medicamentos e doses

Medicamento Dose Intervalo Duração Observação e referência
Soro fisiológico 0,9% nasal Gotas ou jato em cada narina Várias vezes ao dia Enquanto houver ressecamento Boston Children's 2025; AEPap 2021
Pomada de neomicina + bacitracina, ou vaselina Camada fina no septo anterior Conforme bula (vaselina até 4 vezes ao dia — Boston Children's 2025) Conforme bula e resposta Reino Unido: clorexidina 0,1% + neomicina 0,5% (NICE CKS); Cochrane 2012: sem superioridade demonstrada
Mupirocina 2% pomada Camada fina no vestíbulo Conforme bula Conforme bula Crostas e S. aureus (AEPap 2021)
Ácido tranexâmico VO 15–20 mg/kg/dose (máx. conforme bula) 8/8 h 3–7 dias Só na coagulopatia ou plaquetopenia, com o hematologista; também tópico; não na hematúria. MS 2015 ("A criança que sangra"); AEP Pediamécum 15–25 mg/kg/dose 6–8 h
Paracetamol 10–15 mg/kg/dose (máx. 75 mg/kg/dia; teto por dose da apresentação (bulas: gotas 200 mg/mL máx. 35 gotas, suspensão 32 mg/mL máx. 15 mL e 100 mg/mL máx. 2,5 mL abaixo de 12 anos; comprimidos só a partir de 12 anos; nunca > 1 g/dose)) 4–6 h Dor (cauterização, trauma) Padrão do site (SBP)
Dipirona 15 mg/kg/dose 6/6 h (máx. 4 doses/dia) Dor Padrão do site; não < 3 meses ou < 5 kg (bula)

O que não usar

  • Ácido acetilsalicílico e anti-inflamatórios na epistaxe recorrente e na suspeita de coagulopatia ("A criança que sangra").
  • Vasoconstritor nasal (nafazolina, oximetazolina) para casa — intoxicação na criança pequena e rinite medicamentosa ("Rinite alérgica"). A oximetazolina 0,05% em algodão é usada no serviço, pela equipe (AEPap 2021, que contraindica a fenilefrina; Boston Children's a permite em casa a partir de 6 anos — divergência). Na coagulopatia, "A criança que sangra" não usa adrenalina tópica.
  • Antibiótico oral na epistaxe simples; biópsia de massa nasal no adolescente masculino.

Seguimento: a epistaxe esporádica não exige retorno. Na recorrente, reavaliar e encaminhar se persistir; na rinite, revisar o spray a cada consulta.

5.Quando encaminhar ao pronto-socorro ou internar

  • Não para após compressão correta por 15 minutos, repetida uma vez.
  • Sangramento volumoso, bilateral ou pela garganta (posterior), ou vômitos com muito sangue.
  • Hipovolemia: taquicardia, palidez intensa, sudorese, enchimento capilar > 2 s, hipotensão, síncope.
  • Plaquetopenia, coagulopatia, leucemia ou anticoagulante com sangramento ativo; petéquias com febre (púrpura febril).
  • Trauma facial com deformidade, hematoma septal, rinorreia clara após trauma craniano.
  • Bateria de botão ou ímãs no nariz.
  • Epistaxe com crise hipertensiva ("Crise hipertensiva na criança e no adolescente").

Como encaminhar

  1. Manter a compressão no transporte, sentado e inclinado para a frente, cuspindo o sangue em recipiente (estimar volume).
  2. Registrar frequência cardíaca, pressão arterial, perfusão e consciência.
  3. Instabilidade: SAMU (192); acesso venoso, soro fisiológico 20 mL/kg se choque, oxigênio para SpO2 entre 94% e 98% (padrão do site); no serviço, hemograma, coagulograma, tipagem e prova cruzada.
  4. Coagulopata conhecido: plano do centro de tratamento de hemofilia (fator domiciliar) e contato com o serviço.
  5. Não tentar retirar corpo estranho profundo; bateria vai direto ao serviço com otorrinolaringologista.
  6. Relatório: lado, duração, volume, compressões feitas, medicamentos, história pessoal e familiar de sangramento, exames.

6.Orientações de retorno e sinais de alerta para a família

  • "Sente a criança com a cabeça para a frente, aperte a parte mole do nariz e conte 10 a 15 minutos no relógio, sem soltar. Não deite e não jogue a cabeça para trás."
  • "Previna com soro no nariz, a pomada receitada, unhas curtas e sem cutucar. O spray de corticoide aponta para o lado de fora do nariz."
  • "Não dê aspirina nem ibuprofeno se o nariz sangra com frequência."
  • Pronto-socorro se: não parar após duas compressões; sangramento muito volumoso, pelos dois lados ou pela boca; palidez, tontura, suor frio ou desmaio; pancada forte no rosto ou na cabeça; doença do sangue conhecida; bateria ou ímã no nariz.
  • Voltar ao pediatra se: sangramentos frequentes; manchas roxas sem pancada, sangramento na gengiva ou menstruação abundante; um lado do nariz sempre entupido ou com secreção com mau cheiro; sangramento em bebê com menos de 2 anos.

7.Comparação com as referências

Item SBP Ministério da Saúde AAP NICE AEP Johns Hopkins Harvard Oxford / Cambridge
Primeiros socorros Sem documento específico localizado Compressão externa; tamponamento com dedo de luva (Manual de hemofilia 2015) Compressão firme ≥ 5 min (AAO-HNS 2020, endossada pela AAP) Compressão da parte mole 10–20 min, inclinado (CKS out/2024) Compressão das asas 10 min (AEPap 2021) Sem posição específica conferida Compressão 10–15 min, inclinado (Boston Children's 2025) Segue o NICE
Recorrente — tópico Sem documento específico localizado Sem posição específica localizada Umidificação e lubrificantes (AAO-HNS 2020) Creme de clorexidina + neomicina ou vaselina Mupirocina ou vaselina; oximetazolina no serviço Sem posição específica conferida Soro, vaselina; oximetazolina ≥ 6 anos Segue o NICE
Cauterização Sem posição específica localizada Sem posição específica localizada Cauterização do ponto sangrante, após anestesia (AAO-HNS) Nitrato de prata pelo especialista Nitrato de prata 75% ou eletrocautério Sem posição específica conferida Pela equipe Segue o NICE
Investigar coagulopatia Documentos de 2019 e 2023 não conferidos (íntegra restrita); site segue o MS Coagulograma e FvW na suspeita (2008, 2015) Documentar fatores de risco; investigar THH Hemograma e coagulação se recorrente ou grave > 30 min, < 2 anos, > 2–3/semana, Katsanis ≥ 6 Sem posição específica conferida Programa de coagulopatias; tranexâmico Segue o NICE
Encaminhamento / urgência Sangramento ativo: conduta imediata (DC nº 135/2024 — PTI) Sem parar: serviço de referência Distinguir quem precisa de manejo imediato; endoscopia se recorrente ORL se suspeita de lesão; urgência se grave ORL se refratária ou vaso proeminente; instabilidade = hospital Sem posição específica conferida PS se não para, volumoso, trauma, corpo estranho Segue o NICE

Leitura: há convergência em que a epistaxe da criança é quase sempre anterior e benigna e em que a compressão contínua das asas nasais, com a cabeça para a frente, é o primeiro tratamento. Diverge o tempo: ≥ 5 min (AAO-HNS, endossada pela AAP), 10 min (AEPap), 10–15 min (Boston), 10–20 min (NICE CKS); SBP e MS não fixam o tempo, e o site adota 10 a 15 minutos. Na recorrente, o Reino Unido usa creme antisséptico ou vaselina, mas a Cochrane (2012) não mostrou superioridade de nenhum tratamento. O vasoconstritor é permitido em casa a partir de 6 anos em Boston e reservado ao serviço pela AEPap e pelo site. A SBP não tem documento específico sobre epistaxe: o site segue a SBP na criança que sangra e na PTI, o MS na compressão externa e no antifibrinolítico da coagulopatia e, no tempo de compressão e na epistaxe recorrente, o NICE CKS, a Cochrane e a AAO-HNS, por serem as referências mais detalhadas.

Pontos práticos
  1. Sentado, cabeça para a frente, parte mole do nariz, 10 a 15 minutos sem soltar.
  2. Recorrente: soro, pomada no septo e corticoide nasal com o bico para fora; se persistir, otorrinolaringologista (nitrato de prata).
  3. Hemograma na recorrente ou com palidez; coagulograma e fator de von Willebrand com outros sangramentos, ISTH-BAT ≥ 3 ou família.
  4. Adolescente masculino com epistaxe e obstrução unilaterais: nasoangiofibroma até prova em contrário — otorrinolaringologista com urgência, sem biópsia.
  5. Não para, posterior, instabilidade, coagulopatia sangrando, hematoma septal ou bateria: pronto-socorro, comprimindo no trajeto.
  6. Epistaxe abaixo de 2 anos é incomum: pensar em corpo estranho, coagulopatia e maus-tratos.

Veja também, nesta Biblioteca: A criança que sangra — hemofilia, doença de von Willebrand e outras coagulopatias e Púrpura trombocitopênica imune (PTI) na criança (Hematologia); Rinite alérgica, Rinossinusite aguda e Anemia ferropriva (Patologias do consultório); Corpo estranho no nariz e no ouvido, cerúmen e otalgia sem otite (nesta área); Ingestão de corpo estranho, baterias, ímãs e cáusticos (Gastroenterologia); Acidentes domésticos; A criança que vai ser operada (Cirurgia pediátrica).

8.Fontes

  • SBP, DC de Hematologia e Hemoterapia. Trombocitopenia imune primária (PTI). Documento Científico nº 135, 29/02/2024. PDF
  • Ministério da Saúde. Manual de hemofilia, 2ª ed., 2015. PDF; Manual de diagnóstico e tratamento da doença de von Willebrand, 2008. PDF
  • American Academy of Otolaryngology–Head and Neck Surgery Foundation. Tunkel DE et al. Clinical Practice Guideline — Nosebleed (Epistaxis), 2020 (população a partir de 3 anos; endossada pela AAP). entnet.org
  • NICE CKS. Epistaxis (nosebleeds), outubro de 2024 (acesso restrito ao Reino Unido; dados conferidos no resumo de Tidy C., Patient.info, 2025). patient.info
  • Qureishi A, Burton MJ. Interventions for recurrent idiopathic epistaxis (nosebleeds) in children. Cochrane Database Syst Rev, 2012 (CD004461). PMC
  • McGarry GW. Recurrent epistaxis in children. BMJ Clinical Evidence, 2013. PMC
  • Ismail AQ, Gandhi A. Nosebleeds in children as a potential marker for nonaccidental injury. ISRN Otolaryngol, 2011. PMC
  • Asociación Española de Pediatría de Atención Primaria (AEPap, sociedade federada à AEP). Pinilla Urraca M. Algoritmo — Epistaxis, 2021. algoritmos.aepap.org
  • AEP. En Familia — Epistaxis (sangrado nasal). aeped.es
  • Boston Children's Hospital, Pediatric Bleeding Disorders Program. Epistaxis (Nosebleeds) — Patient & Family Education Sheet, 2025. PDF