Otorrinolaringologia pediátrica · Laringe e via aérea

Estridor no lactente e na criança — laringomalácia e causas que não podem passar

Como a fase do estridor localiza a obstrução, quando a laringomalácia deixa de ser benigna e quais causas não podem passar

Gravidade em semáforo (🟢 leve · 🟡 moderada · 🔴 grave), conduta ambulatorial e critérios para encaminhar ao especialista, ao pronto-socorro ou internar, com a comparação entre SBP/Ministério da Saúde e as referências internacionais (convergências e divergências). 📄 Baixar em PDF

Em resumo

Estridor é o ruído do ar turbulento numa via aérea de grosso calibre estreitada, e a fase localiza a obstrução: inspiratório — supraglote; bifásico — glote e subglote (obstrução fixa); expiratório — traqueia intratorácica. Primeiro, separe o estridor agudo (crupe, epiglotite, traqueíte bacteriana, corpo estranho, anafilaxia), que é urgência e tem conduta própria, do crônico ou congênito. A laringomalácia é a causa congênita mais comum: estridor inspiratório nas primeiras semanas, pior com choro, mamada e decúbito dorsal, com choro normal, que melhora com o crescimento na grande maioria. Para a SBP, todo estridor deve ser avaliado pelo otorrinolaringologista, que faz o diagnóstico por endoscopia. Laringomalácia leve com boa curva de peso fica com o pediatra (🟢). Déficit de ganho de peso, dificuldade alimentar, apneia, cianose ou desconforto, estridor bifásico ou expiratório, choro fraco, intubação prévia ou hemangioma em "barba" pedem encaminhamento com prioridade — com urgência no hemangioma (🟡). Estridor em repouso com tiragem, apneia, cianose, SpO2 < 92% ou suspeita de epiglotite ou corpo estranho é pronto-socorro (🔴).

1.O que é e como se apresenta

O estridor é sinal de obstrução de laringe, traqueia ou brônquios principais. A fase indica o nível (SBP 2017; StatPearls 2023):

Fase Nível Exemplos
Inspiratório Supraglote e glote Laringomalácia, paralisia bilateral de pregas vocais, epiglotite, crupe inicial
Bifásico Glote e subglote (obstrução fixa) Estenose subglótica, hemangioma subglótico, paralisia de pregas vocais, papilomatose, crupe grave
Expiratório Traqueia intratorácica Traqueomalácia, anel vascular, massa mediastinal, corpo estranho traqueal

Pistas: voz abafada e sialorreia — supraglote; rouquidão ou choro fraco — pregas vocais; disfagia — anel vascular ou fenda laríngea.

Estridor agudo (horas a dias; conduta nos documentos próprios): crupe (tosse ladrante, rouquidão, à noite, após coriza; ver Laringite viral (crupe)); epiglotite (início abrupto, febre alta, toxemia, sialorreia, voz abafada, tripé, sem tosse ladrante — rara após a vacina Hib, mas possível); traqueíte bacteriana (crupe que piora após melhora, toxemia, má resposta à adrenalina); corpo estranho (engasgo, início súbito em criança previamente bem; pilhas são as mais perigosas — SBP 2017); anafilaxia, abscesso retrofaríngeo, hipocalcemia.

Estridor crônico ou congênito:

  • Laringomalácia — colapso inspiratório da supraglote (epiglote em ômega, pregas ariepiglóticas curtas). Começa nas primeiras semanas, piora com choro, mamada, viroses e decúbito dorsal, choro normal; intensifica-se até 6–8 meses e resolve na maioria sem cirurgia até 12–24 meses (Boston Children's: por volta de 20 meses; AAP 2022: 18–24 meses). Espectro (Landry e Thompson, 2012):
    • Leve (≈ 40%): estridor sem repercussão, mamadas adequadas.
    • Moderada (≈ 40%): tosse, engasgos ou cansaço às mamadas.
    • Grave (≈ 20%): apneias, cianose, tiragem, dessaturação, baixo ganho de peso, pectus escavado; risco de hipertensão pulmonar.
    • Pior com doença neurológica e lesões sincrônicas de via aérea (7,5% a 64%).
  • Paralisia de prega vocal — bilateral: estridor com desconforto e choro quase normal (Chiari, hidrocefalia); unilateral: choro fraco ou rouco e aspiração, típica após cirurgia cardíaca ou torácica.
  • Estenose subglótica — congênita ou, mais comum, após intubação (prematuro). Estridor bifásico, piora acentuada com viroses, "crupe recorrente" ou fora da idade típica.
  • Hemangioma subglótico — estridor bifásico progressivo entre 6 e 12 semanas, rotulado como "crupe que não passa" (melhora transitória ao corticoide). Cerca de metade dos hemangiomas segmentares em "barba" (pré-auricular, mandíbula, queixo, pescoço) tem componente de via aérea (Hemangiomas Infantis); pode ocorrer sem lesão na pele.
  • Anel vascular (duplo arco aórtico, arco à direita com subclávia aberrante, sling pulmonar) — estridor expiratório ou bifásico, tosse ladrante, sibilância sem resposta a broncodilatador, disfagia.
  • Papilomatose respiratória recorrente — HPV 6 e 11 (mais de 90%), adquirido no parto; pico entre 2 e 5 anos, rouquidão progressiva antes do estridor e do desconforto; recidiva e exige cirurgias repetidas (Sci Rep 2025; SBP 2017).
  • Outras: traqueomalácia, cistos e membranas laríngeos, fenda laríngea.

2.Classificação de gravidade

Gravidade Critérios clínicos Conduta
🟢 Leve Estridor inspiratório típico das primeiras semanas, choro normal, mamadas sem engasgos relevantes, bom ganho de peso, sem tiragem em repouso, apneia ou cianose, SpO2 ≥ 95% Seguimento pelo pediatra, com controle da curva de peso; nasofibrolaringoscopia eletiva pelo otorrinolaringologista (SBP)
🟡 Moderada Laringomalácia com dificuldade alimentar, déficit de ganho de peso, tiragem leve com agitação ou dessaturação às mamadas; ou estridor atípico: bifásico, expiratório, choro fraco ou rouquidão, piora progressiva, intubação prévia, cirurgia cardíaca, doença neurológica, "crupe recorrente" ou abaixo de 6 meses, disfagia Encaminhar com prioridade ao otorrinolaringologista pediátrico (endoscopia; supraglotoplastia nos graves); suspeita traqueal ou de anel vascular: também pneumologia e cardiologia. Hemangioma em "barba" com estridor, ou estridor bifásico progressivo aos 1–3 meses: encaminhar com urgência
🔴 Grave Estridor em repouso com tiragem moderada a grave; apneias, cianose, SpO2 < 92%; agitação, sonolência ou fadiga; desidratação; suspeita de epiglotite, traqueíte bacteriana, corpo estranho ou anafilaxia Pronto-socorro/hospital: criança no colo, oxigênio, sem manipular a orofaringe; SAMU (192) com equipe de via aérea

Fatores de risco que elevam a gravidade

  • Prematuridade, intubação prévia, DBP.
  • Doença neurológica, síndromes, malformações craniofaciais.
  • Cardiopatia, cirurgia cardíaca; atresia de esôfago.
  • Lesão sincrônica de via aérea; hemangioma segmentar em "barba".
  • Idade abaixo de 3 meses, virose sobreposta.

3.Diagnóstico no consultório

A orientação inicial é clínica; o diagnóstico de certeza é endoscópico.

  • Anamnese: início e evolução; relação com choro, sono, posição, mamada e viroses; qualidade do choro e da voz; engasgos, cianose ou pausas; prematuridade, intubação, cirurgia cardíaca; "crupes" repetidos; engasgo testemunhado; vacinação (Hib).
  • Exame: criança calma, no colo; fase do estridor, tiragem, cor, SpO2, choro, curva de peso, pectus, hemangiomas na "barba", tônus.
  • Exames:
    • Nasofibrolaringoscopia flexível (otorrinolaringologista, criança acordada): confirma a laringomalácia e avalia a mobilidade das pregas vocais. Pela SBP, o diagnóstico é feito pelo otorrinolaringologista por endoscopia — eletiva na forma leve; com prioridade nos critérios 🟡 ou se o estridor piora depois de 6–8 meses ou persiste depois de 18–24 meses.
    • Laringotraqueobroncoscopia sob anestesia (especialista): suspeita de lesão subglótica ou traqueal e antes da supraglotoplastia, para excluir lesão sincrônica.
    • Polissonografia, angiotomografia e ecocardiograma (anel vascular) e avaliação da deglutição, conforme o caso.
    • Radiografia cervical e de tórax: papel limitado; normal não exclui nada e não deve atrasar o encaminhamento.

Diagnóstico diferencial que não pode passar: corpo estranho; epiglotite e traqueíte bacteriana; anafilaxia; hemangioma subglótico rotulado como crupe de repetição (o corticoide melhora e mascara); paralisia bilateral de pregas vocais; papilomatose (rouquidão progressiva no pré-escolar); anel vascular e traqueomalácia ("sibilância sem resposta a broncodilatador" no lactente pequeno).

4.Tratamento e seguimento

O que o pediatra faz

  • Laringomalácia leve: explicar a benignidade, acompanhar peso, mamadas e sinais de alerta e solicitar a avaliação endoscópica eletiva (SBP).
  • Sono em decúbito dorsal, em berço firme, mesmo com mais ruído (prona e lateral aumentam o risco de morte súbita).
  • Mamadas mais sentado, com pausas e fracionadas; se houver engasgos, espessamento com apoio fonoaudiológico (Boston Children's 2021).
  • Refluxo: inibidor de bomba de prótons não é de rotina; só para doença do refluxo com indicação própria (ver Vômitos no lactente, refluxo fisiológico e DRGE). Ensaio randomizado em laringomalácia leve a moderada sem refluxo grave não mostrou benefício da supressão ácida (Laryngoscope 2025).
  • Prevenção: vacinas em dia (influenza, VSR e HPV, conforme o calendário do site); ambiente sem tabaco.

O que é do especialista

  • Supraglotoplastia na laringomalácia grave — apneias, cianose, hipoxemia, tiragem importante, pectus escavado, hipertensão pulmonar, baixo ganho de peso, aspiração com pneumonias (Landry e Thompson, 2012; SBP 2017: "obstrução respiratória aguda ou crônica"). Sucesso em torno de 94%.
  • Paralisia de prega vocal: tratar a causa (neuroimagem na bilateral); traqueostomia se bilateral grave. Estenose subglótica: dilatação com balão ou reconstrução laringotraqueal. Anel vascular: cirurgia. Papilomatose: exérese endoscópica repetida; vacina HPV adjuvante a critério do especialista. Traqueomalácia: em geral melhora até 1–2 anos.
  • Hemangioma subglótico: propranolol, iniciado pelo especialista com monitoramento hospitalar, por ser via aérea (Hemangiomas Infantis).
Medicamento Dose Intervalo Duração Observação e referência
Dexametasona oral (crupe sobreposto) 0,15 mg/kg no leve; 0,3–0,6 mg/kg no moderado e 0,6 mg/kg no grave (SBP 2017); máx. 10–12 mg Dose única Dose única Não trata laringomalácia — SBP 2017, AEP 2020 (documento Laringite viral)
L-adrenalina 1 mg/mL inalatória (crupe moderado a grave) 0,5 mL/kg, máx. 5 mL, com oxigênio A cada 15–20 min nos graves, já encaminhando Efeito ≈ 2 h Observar 2–4 h; 2ª dose indica internação — AEPap, AAFP (documento Laringite viral)
Adrenalina IM 1 mg/mL (anafilaxia) 0,01 mg/kg; máx. 0,3 mg na criança e 0,5 mg no adolescente Repetir em 5–15 min se necessário Até estabilizar Vasto lateral da coxa — padrão do site (Protocolo de Anafilaxia)
Propranolol oral (hemangioma subglótico) Início 0,5 mg/kg/dia, aumento a cada 4–5 dias até 2–3 mg/kg/dia 8/8 ou 12/12 h, com a alimentação Pelo menos 6 meses, muitas vezes até 12 meses de idade (AAP 2019) SBP, DC nº 3/2018 (AAP 2019: alvo 2–3 mg/kg/dia); suspender em jejum ou vômitos (hipoglicemia) — Hemangiomas Infantis

Não usar: corticoide ou nebulizações repetidas para estridor crônico sem diagnóstico (mascaram o hemangioma); IBP de rotina; posição prona ou lateral; antibiótico sem infecção bacteriana.

Seguimento: peso e sintomas em toda consulta; voltar ao otorrinolaringologista nas situações acima ou com sintoma novo (dificuldade alimentar, apneia, rouquidão).

5.Quando encaminhar ao pronto-socorro ou internar

  • Estridor em repouso com tiragem (AIDPI 2017: estridor em repouso é sinal de doença muito grave, com referência urgente ao hospital).
  • Apneias, cianose (inclusive às mamadas) ou SpO2 < 92%.
  • Agitação, sonolência ou fadiga (estridor que "diminui" com piora do esforço).
  • Desidratação; malformação de via aérea conhecida com virose e desconforto.
  • Suspeita de corpo estranho, epiglotite, traqueíte bacteriana ou anafilaxia.

Como encaminhar

  1. Criança no colo, na posição que escolher; evitar choro e manipulação. Não examinar a orofaringe se houver sialorreia ou suspeita de epiglotite; não deitar.
  2. Oxigênio para manter SpO2 entre 94% e 98% (padrão do site), sem agitar a criança.
  3. Crupe (sem suspeita de epiglotite): dexametasona e adrenalina inalatória antes do transporte, se disponíveis. Anafilaxia: adrenalina IM imediata.
  4. Corpo estranho com obstrução total: manobras de desobstrução conforme a idade (Afogamento e obstrução de via aérea); com tosse eficaz, não fazer manobras nem retirar às cegas.
  5. SAMU (192) com equipe de via aérea se obstrução grave, apneia, cianose ou suspeita de epiglotite; contato prévio com o destino (ver O que fazer ao receber uma criança com desconforto respiratório).
  6. Relatório: peso, SpO2, medicamentos, intubação e cirurgias prévias.

6.Orientações de retorno e sinais de alerta para a família

  • "O barulho vem de uma parte mole da laringe que ainda está amadurecendo; aumenta com choro, mamada e resfriado e some com o crescimento, em geral até 1 ano e meio a 2 anos."
  • "Bebê dorme de barriga para cima, em berço firme. Filme o barulho para mostrar ao médico."
  • Voltar antes da consulta se: engasgos frequentes, mamadas demoradas, cansaço ao mamar, pouco ganho de peso, barulho cada vez mais forte, choro fraco, rouquidão que não passa.
  • Pronto-socorro imediatamente se: pausas na respiração, lábios roxos, afundamento das costelas ou do pescoço com o bebê calmo, sonolência ou incapacidade de mamar, piora rápida num resfriado, baba com febre alta e dificuldade para engolir, ou engasgo com objeto, alimento ou pilha.

7.Comparação com as referências

Item SBP Ministério da Saúde AAP NICE AEP Johns Hopkins Harvard Oxford / Cambridge
Definição Laringomalácia, causa congênita mais comum (Otorrino, 2017) Estridor em repouso = doença muito grave (AIDPI, 2017) Laringomalácia, causa mais comum (HealthyChildren, 2022) Sem diretriz localizada Malácia no diferencial do crupe (Protocolos, 2020) Sem posição específica localizada Laringomalácia, causa mais comum (Boston Children's) Segue o NICE
Diagnóstico Otorrinolaringologista com endoscopia em todos (2017) Sem posição específica localizada Laringoscopia flexível pelo ORL (2022) Sem diretriz localizada Sem posição localizada Sem posição específica localizada Laringoscopia; broncoscopia se grave Segue o NICE
Refluxo Sem posição sobre medicamento Sem posição específica localizada Tratar o refluxo pode ajudar (2022) Sem diretriz localizada Sem posição localizada Sem posição específica localizada Espessar; supressão ácida sem benefício (2021) Segue o NICE
Cirurgia Só nos graves, com obstrução (2017) Sem posição específica localizada Supraglotoplastia se respiração, mamada ou peso comprometidos (2022) Sem diretriz localizada Sem posição localizada Sem posição específica localizada Supraglotoplastia nos graves Segue o NICE
Hemangioma subglótico Propranolol 0,5 → 2–3 mg/kg/dia (DC nº 3/2018) Sem posição específica localizada Via aérea = alto risco; propranolol 2–3 mg/kg/dia (CPG 2019) Sem diretriz localizada Sem posição localizada Sem posição específica localizada Sem posição localizada Segue o NICE
Urgência Obstrução, corpo estranho, crupe (2017) Referir urgentemente ao hospital (AIDPI, 2017) Apneias, dificuldade alimentar, tiragem (2022) Sem diretriz localizada Crupe grave: adrenalina e observação (2020) Sem posição específica localizada Dificuldade respiratória ou alimentar Segue o NICE

Leitura: as referências convergem em que a laringomalácia é a causa mais comum de estridor no lactente, benigna na maioria, e nos sinais de gravidade — apneia, cianose, dificuldade alimentar, baixo ganho de peso, tiragem — que levam à supraglotoplastia; convergem também no risco de via aérea do hemangioma e no propranolol (SBP: início 0,5 mg/kg/dia; alvo de 2–3 mg/kg/dia na SBP e na AAP). A principal divergência é o antirrefluxo: o material da AAP para famílias (2022) admite tratar o refluxo, enquanto o Boston Children's (2021) e um ensaio randomizado (2025) não mostram benefício da supressão ácida; sem posição da SBP e do Ministério da Saúde, o site segue seu documento de DRGE (IBP não é de rotina). Quanto à endoscopia, a SBP pede avaliação do otorrinolaringologista em todo estridor, enquanto parte da literatura aceita só seguimento clínico da forma leve típica. O site adota a posição da SBP.

Pontos práticos
  1. A fase localiza a obstrução: inspiratório — supraglote; bifásico — glote e subglote; expiratório — traqueia intratorácica.
  2. Estridor inspiratório das primeiras semanas, com choro normal e bom ganho de peso, é laringomalácia leve: o pediatra acompanha o peso e pede a endoscopia eletiva.
  3. Déficit de ganho de peso, dificuldade alimentar, apneia, cianose ou desconforto: encaminhar com prioridade ao otorrinolaringologista pediátrico (supraglotoplastia).
  4. Estridor bifásico progressivo aos 1–3 meses, sobretudo com hemangioma em "barba", é hemangioma subglótico até prova em contrário: encaminhar com urgência; propranolol, não "crupe de repetição" tratado com corticoide.
  5. Choro fraco sugere paralisia de prega vocal; intubação prévia, estenose subglótica; expiratório com disfagia, anel vascular; rouquidão progressiva no pré-escolar, papilomatose.
  6. Estridor em repouso com tiragem, apneia, cianose, SpO2 < 92%, epiglotite ou corpo estranho: pronto-socorro, criança no colo, sem examinar a orofaringe, oxigênio para SpO2 94–98% e SAMU (192).

Veja também, nesta Biblioteca: Laringite viral (crupe) e Acidentes domésticos (Patologias do consultório); Ingestão de corpo estranho, baterias, ímãs e cáusticos (Gastroenterologia); Hemangiomas Infantis (Dermatologia); O que fazer ao receber uma criança com desconforto respiratório e Protocolo de Anafilaxia (Urgências); Estridor no lactente — laringomalácia e malformações de vias aéreas (Pneumologia); Infecções profundas de cabeça e pescoço (Infectologia).

8.Fontes

  • Sociedade Brasileira de Pediatria, Departamento de Otorrinolaringologia. Estridor, 2017. sbp.com.br
  • Ministério da Saúde. Manual de Quadros de Procedimentos AIDPI Criança — 2 meses a 5 anos, 2017. PDF
  • American Academy of Pediatrics. McClay JE. Laryngomalacia and stridor. HealthyChildren.org, 2022. healthychildren.org
  • SBP, Departamento de Dermatologia. Hemangioma — nova classificação e atualização terapêutica. Documento Científico nº 3, novembro de 2018. PDF
  • American Academy of Pediatrics. Krowchuk DP et al. Clinical Practice Guideline for the Management of Infantile Hemangiomas. Pediatrics, 2019. PubMed
  • Asociación Española de Pediatría. Ventosa Rosquelles P, Luaces Cubells C. Diagnóstico y tratamiento de la laringitis en Urgencias, 2020. PDF
  • Boston Children's Hospital (Harvard Medical School). Laryngomalacia. childrenshospital.org; Thickened feeds, not acid suppression, in laryngomalacia (J Pediatr, 2021). answers.childrenshospital.org
  • Landry AM, Thompson DM. Laryngomalacia — disease presentation, spectrum, and management. Int J Pediatr, 2012. PMC
  • Acid suppression in mild-moderate laryngomalacia — randomized controlled trial. Laryngoscope, 2025. PMC
  • Sicari V, Zabbo CP. Stridor in Children. StatPearls, 2023. NCBI Bookshelf
  • HPV vaccination improves immune response in children with respiratory papillomatosis. Sci Rep, 2025. PMC