Gravidade em semáforo (🟢 leve · 🟡 moderada · 🔴 grave), conduta ambulatorial e critérios para encaminhar ao especialista, ao pronto-socorro ou internar, com a comparação entre SBP/Ministério da Saúde e as referências internacionais (convergências e divergências). 📄 Baixar em PDF
A otite média com efusão (OME), ou secretora, é líquido na orelha média sem sinais de inflamação aguda (sem abaulamento, otalgia aguda ou febre). O diagnóstico é feito com otoscopia pneumática (membrana opaca e imóvel) e, na dúvida, timpanometria (curva B). Na criança sem fatores de risco, o caminho é a observação por 3 meses, porque a maioria resolve sozinha; antibiótico, corticoide, anti-histamínico e descongestionante não são indicados. Efusão de 3 meses ou mais, ou de qualquer duração na criança de risco (síndrome de Down, fenda palatina, autismo, atraso de fala, perda auditiva permanente), exige avaliação auditiva e encaminhamento ao otorrinolaringologista. OMA recorrente é ≥ 3 episódios em 6 meses ou ≥ 4 em 12 meses, com 1 nos últimos 6 (AAP 2013). A profilaxia antibiótica não é recomendada (SBP). O tubo de ventilação é indicado na OME bilateral ≥ 3 meses com dificuldade auditiva e na OMA recorrente com efusão presente na avaliação (AAO-HNS 2022). O seguimento é ambulatorial (🟢/🟡); mastoidite, paralisia facial ou sinais neurológicos são pronto-socorro (🔴).
1.O que é e como se apresenta
- OME: líquido na orelha média sem sinais ou sintomas de infecção aguda; crônica quando persiste ≥ 3 meses (AAO-HNS 2016). A SBP (DC nº 160/2024) chama de "otite média secretora" a efusão por mais de 3 meses sem infecção ativa.
- OMA recorrente: ≥ 3 episódios em 6 meses ou ≥ 4 em 12 meses, com pelo menos 1 nos últimos 6 meses (AAP 2013; AEP 2023). Cada episódio deve ter sido confirmado por otoscopia (abaulamento), como em "Otite média aguda (e otite externa)".
Por que acontece: a tuba auditiva da criança pequena é curta, horizontal e flácida, e ventila mal a orelha média, sobretudo nos resfriados. A efusão é comum após uma OMA e também surge sem ela. A maioria dos problemas de orelha média melhora por volta dos 7–8 anos (SBP, DC nº 160/2024).
Quadro da OME: em geral sem dor e sem febre. Sinais indiretos (NICE NG233): dificuldade para ouvir (pede para repetir, aumenta a TV), atraso de fala, ouvido "tampado", zumbido, desatenção, irritabilidade, baixo rendimento escolar e desequilíbrio. A perda é condutiva, leve e flutuante (o NICE define perda auditiva como limiar > 20 dB). Na criança que falhou na triagem auditiva neonatal, a OME pode explicar a falha, mas a perda sensorioneural precisa ser excluída quando a efusão resolver (AAO-HNS 2016).
2.Classificação de gravidade
| Gravidade | Critérios clínicos | Conduta |
|---|---|---|
| 🟢 Leve | OME há menos de 3 meses, criança sem fatores de risco, sem queixa auditiva relevante, membrana sem alteração estrutural; otites de repetição que não preenchem a definição de recorrente | Seguimento pelo pediatra: observação ativa, orientação à família e à escola, fatores de risco, vacinas; reexame em cerca de 3 meses |
| 🟡 Moderada | OME ≥ 3 meses; OME de qualquer duração na criança de risco; perda auditiva, atraso de fala, problema escolar, de comportamento ou de equilíbrio; OMA recorrente; bolsa de retração ou suspeita de colesteatoma (otorreia fétida, perfuração marginal); otorreia com tubo que não melhora com gotas | Audiometria adequada à idade e encaminhamento ao otorrinolaringologista; com prioridade na suspeita de colesteatoma, na perda auditiva bilateral e na criança de risco com atraso de fala |
| 🔴 Grave | Mastoidite (edema, hiperemia ou dor retroauricular, pavilhão projetado para fora); paralisia facial; cefaleia intensa, vômitos, rigidez de nuca, sonolência, convulsão, vertigem com nistagmo; toxemia; otorreia com tubo e celulite do pavilhão | Pronto-socorro/hospital: antibiótico parenteral, imagem e otorrinolaringologia |
Fatores de risco (SBP, DC nº 160/2024, Tabela 1, baseada na AAO-HNS; AEP 2023):
- Risco para fala, linguagem e aprendizagem: perda auditiva permanente; atraso de fala e linguagem; transtorno do espectro autista; síndrome de Down e outras síndromes ou anomalias craniofaciais; deficiência visual não corrigível; fenda palatina; atraso do desenvolvimento; deficiência intelectual, transtorno de aprendizagem ou TDAH.
- Predisposição à recorrência: imunodeficiência, discinesia ciliar primária, malformações craniofaciais.
- Ambientais: creche (turmas grandes), irmãos pequenos, chupeta (sobretudo após 6 meses), tabagismo passivo, ausência de aleitamento, vacinas pneumocócica e influenza incompletas.
- Associações: rinite alérgica, hipertrofia de adenoide, ronco e respiração oral (NICE NG233).
3.Diagnóstico no consultório
O que é clínico: a otoscopia pneumática documenta a efusão (AAO-HNS 2016, recomendação forte): membrana opaca, amarelada ou azulada, retraída, com nível líquido ou bolhas e mobilidade reduzida. Na OME não há abaulamento — membrana opaca sem abaulamento não é OMA e não recebe antibiótico. Examine a membrana em toda criança com otalgia, queixa auditiva ou atraso de fala.
Exames:
- Timpanometria (imitanciometria): quando a otoscopia pneumática não é possível ou o diagnóstico é incerto; curva B (plana) confirma a efusão.
- Avaliação auditiva adequada à idade se a OME persiste ≥ 3 meses, em qualquer duração na criança de risco e antes da indicação de tubo (AAO-HNS 2016 e 2022):
- lactente ou criança que não colabora: PEATE (BERA) — as emissões otoacústicas ficam alteradas na efusão (SBP, DC nº 160/2024);
- pré-escolar: audiometria comportamental ou lúdica; a partir de cerca de 4 anos, audiometria tonal e vocal.
- Criança de risco: procurar OME no diagnóstico da condição e por volta dos 12–18 meses (AAO-HNS 2016). Na síndrome de Down, avaliação auditiva a cada 6 meses até 3–4 anos e depois anual (SBP, DC nº 160/2024).
- Não rastrear OME na criança sem risco e sem sintomas (AAO-HNS 2016).
Diferencial que não pode passar: perda sensorioneural ou mista coexistente (triagem neonatal normal não exclui perda progressiva — CMV, meningite, ototóxicos); colesteatoma; efusão unilateral persistente sem resfriados (o otorrinolaringologista avalia a rinofaringe); fenda palatina submucosa (úvula bífida, voz anasalada); discinesia ciliar primária (rinorreia perene desde o período neonatal, tosse úmida diária).
4.Tratamento e seguimento
O que o pediatra faz:
- OME sem risco: observação ativa por 3 meses desde o início (ou do diagnóstico, se o início é desconhecido) (AAO-HNS 2016, recomendação forte). Explicar a história natural e orientar: falar perto e de frente, reduzir ruído de fundo, sentar na frente da sala e avisar a escola (NICE NG233).
- Reexaminar membrana e audição ao fim dos 3 meses; a OME crônica não operada é reavaliada a cada 3–6 meses até resolver, surgir perda auditiva significativa ou alteração estrutural (AAO-HNS 2016 e 2022).
- Criança de risco: encaminhar sem esperar os 3 meses.
- Cada episódio de OMA é tratado como em "Otite média aguda (e otite externa)".
O que é do otorrinolaringologista: tubo, adenoidectomia, aparelho auditivo, limpeza de condutos estreitos, seguimento até a extrusão do tubo e colesteatoma.
Indicações de tubo de ventilação (AAO-HNS 2022; decisão compartilhada com a família):
- Não colocar em episódio único de OME com menos de 3 meses.
- Oferecer tubos bilaterais na OME bilateral ≥ 3 meses com dificuldade auditiva documentada.
- Pode ser colocado na OME ≥ 3 meses com sintomas atribuíveis (equilíbrio, rendimento escolar, comportamento, desconforto, qualidade de vida) e na criança de risco com OME que tende a persistir (curva B ou efusão ≥ 3 meses).
- OMA recorrente: oferecer tubos bilaterais se houver efusão na avaliação; não colocar se as orelhas estiverem sem efusão.
- Adenoidectomia associada se houver sintomas da adenoide ou a partir de 4 anos; o NICE a considera junto com o tubo, salvo alteração do palato.
- Síndrome de Down: a efusão costuma persistir e muitas crianças precisam de dois ou mais tubos; o aparelho auditivo é alternativa (SBP, DC nº 160/2024).
Criança com tubo: seguimento periódico com o cirurgião até a extrusão (AAO-HNS 2022). A AAO-HNS não recomenda proteção rotineira contra água; o NICE orienta ouvido seco nas 2 semanas após a cirurgia e durante a otorreia.
Otorreia com tubo: em geral é uma OMA drenando pelo tubo. Na otorreia não complicada, só gotas de antibiótico tópico, sem antibiótico oral (AAO-HNS 2022, recomendação forte; AEP 2023). Limpar a secreção, pingar e pressionar o trago algumas vezes. Antibiótico oral fica para celulite, sinais sistêmicos, imunodepressão ou falha das gotas.
| Medicamento | Dose | Intervalo | Duração | Observação e referência |
|---|---|---|---|---|
| Ciprofloxacino 0,3% solução otológica | 3–4 gotas na orelha afetada | 2–3 vezes ao dia | Até 5–10 dias (bula); NICE NG233: 5–7 dias | Bula (Ciloxan® otológico): indicado na otite média com membrana perfurada e "condutos timpânicos supurativos"; segurança < 1 ano não estabelecida. Quinolona não ototóxica, escolha na otorreia com tubo (AAO-HNS 2022; AEP 2023) |
| Amoxicilina (episódio de OMA que exija via oral) | 90 mg/kg/dia (máx. 3 g/dia) | 12/12 h | Conforme "Otite média aguda (e otite externa)" | Padrão do site; sem resposta em 48–72 h, associar clavulanato mantendo a dose alta (AAP 2013) |
| Paracetamol | 10–15 mg/kg/dose (máx. 75 mg/kg/dia) | 4–6 h (máx. 5 doses/dia) | Enquanto houver dor | SBP; nunca > 4 g/dia; reavaliar se uso > 48–72 h |
| Dipirona | 15 mg/kg/dose | 6/6 h (máx. 4 doses/dia) | Enquanto houver dor | Padrão do site; não usar < 3 meses ou < 5 kg (bula) |
Atenção às gotas: evitar associações com aminoglicosídeo (neomicina, gentamicina) com tubo ou perfuração (ototoxicidade). Há apresentação de ciprofloxacino com hidrocortisona contraindicada em bula na perfuração timpânica e na otite média (Otociriax®) — confira a bula antes de prescrever na criança com tubo.
O que não usar na OME: antibiótico sistêmico; corticoide oral ou nasal; anti-histamínico, descongestionante, antileucotrieno, mucolítico, antirrefluxo (AAO-HNS 2016; NICE NG233); homeopatia, osteopatia, acupuntura, probióticos (NICE NG233). O NICE admite a autoinsuflação (balão nasal) na criança que colabora.
Profilaxia antibiótica na OMA recorrente: não recomendada. A SBP afirma que não se indica mais antibioticoprofilaxia (2023), como a AAP 2013; a proteção some ao suspender e seleciona pneumococo resistente. A AEP (2023) ainda a admite em casos muito selecionados; o site adota a posição da SBP.
Prevenção:
- Pneumocócica conjugada em dia (SBP 2026/2027: VPC20 ou VPC15 em 3+1; PNI: VPC20 em 2+1) — reduz a OMA recorrente e as cirurgias para tubo (SBP, 2023).
- Influenza anual a partir de 6 meses (SBP; AAP 2013; AEP 2023).
- Aleitamento materno (AAP 2013; AEP 2023); casa sem fumaça, inclusive cigarro eletrônico (SBP; NICE NG233).
- Chupeta só para dormir; creche com turmas menores quando possível (SBP, 2023).
- Probióticos, xilitol ou vitamina D não têm evidência (AEP 2023).
5.Quando encaminhar ao pronto-socorro ou internar
A OME em si não leva ao pronto-socorro. Encaminhar com urgência se houver complicação de otite, com ou sem tubo: mastoidite (edema, hiperemia ou flutuação retroauricular, pavilhão projetado para fora); paralisia facial; cefaleia intensa, vômitos, rigidez de nuca, alteração da consciência, convulsão ou ataxia; vertigem intensa com nistagmo; otorreia com celulite do pavilhão ou da face, toxemia, desidratação ou incapacidade de usar a via oral; lactente < 3 meses febril.
Como encaminhar:
- Analgesia e antitérmico antes da saída (doses da tabela).
- Suspeita de mastoidite com demora no transporte: considerar a primeira dose de antibiótico (AIDPI), de preferência após contato com o serviço.
- Rebaixamento de consciência ou convulsão: posição lateral de segurança, oxigênio para SpO2 entre 94% e 98%, SAMU 192.
- Contatar o destino (idealmente com otorrinolaringologia) e enviar relatório com otoscopia, tubo, antibióticos e gotas em uso.
6.Orientações de retorno e sinais de alerta para a família
- "O líquido atrás do tímpano não é infecção e quase sempre some sozinho. Antibiótico e xarope não ajudam."
- "A audição pode ficar mais baixa e variar: fale perto, de frente, sem barulho de fundo, e avise a escola."
- "Volte na data combinada; se a criança parecer ouvir menos, atrasar a fala ou ficar desequilibrada, volte antes."
- "Com tubo, secreção no ouvido costuma ser tratada só com as gotas receitadas; não use gotas por conta própria nem cotonete. Se não melhorar, tiver mau cheiro ou o tubo sair, procure o médico."
- Pronto-socorro se: inchaço, vermelhidão ou dor atrás da orelha; orelha "descolada"; boca torta; dor de cabeça forte, vômitos, pescoço duro, sonolência ou convulsão; tontura forte; vermelhidão espalhando pela orelha ou rosto.
7.Comparação com as referências
| Item | SBP | Ministério da Saúde | AAP | NICE | AEP | Johns Hopkins | Harvard | Oxford / Cambridge |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Definição | Secretora = efusão > 3 meses (DC 160/2024) | Sem posição específica localizada | Recorrente 3/6 ou 4/12 meses (2013) | Perda auditiva > 20 dB (NG233, 2023) | Recorrente 3/6 ou 4/12; crônica > 3 meses (2023) | Sem posição específica localizada | Sem posição específica localizada | Segue o NICE |
| Diagnóstico e audição | Down: audição semestral até 3–4 anos | Sem posição específica localizada | Pneumática; timpanometria; audiometria ≥ 3 meses ou risco (AAO-HNS) | Timpanometria e audiometria; reavaliar em 3 meses | Otoscopia | Sem posição específica localizada | Sem posição específica localizada | Segue o NICE |
| Tratamento da OME | Avaliar logo a criança de risco | Sem posição específica localizada | Observar 3 meses; sem medicamentos | Sem medicamentos; autoinsuflação; aparelho auditivo | Tubo na crônica com hipoacusia ou sintomas | Sem posição específica localizada | Sem posição específica localizada | Segue o NICE |
| Tubo | Frequente e repetido no Down | Sem posição específica localizada | OMA recorrente só com efusão (AAO-HNS 2022) | Na OME com perda auditiva | OME crônica; recorrente individualizada | Sem posição específica localizada | Sem posição específica localizada | Segue o NICE |
| Profilaxia antibiótica | Não indicada (2023) | Sem posição específica localizada | Não prescrever (2013) | Sem antibiótico na OME | Admitida em casos muito selecionados | Sem posição específica localizada | Sem posição específica localizada | Segue o NICE |
| Otorreia com tubo | Sem posição específica localizada | AIDPI: mecha; ≥ 14 dias, referir | Só gotas tópicas (AAO-HNS 2022) | Gotas não ototóxicas 5–7 dias | Quinolona tópica | Sem posição específica localizada | Sem posição específica localizada | Segue o NICE |
| Prevenção | Pneumocócica, sem fumo, chupeta só ao dormir | PNI: VPC20 2+1, influenza | Pneumocócica, influenza, aleitamento | Evitar fumaça de tabaco | Aleitamento, vacinas, sem chupeta > 6 meses | Sem posição específica localizada | Sem posição específica localizada | Segue o NICE |
Leitura: SBP, AAP (com as diretrizes da AAO-HNS de 2016 e 2022, das quais a AAP participa), NICE (NG233, 2023) e AEP (2023) convergem: a OME tem história natural favorável, é observada por 3 meses na criança sem risco, não se trata com medicamentos e exige avaliação auditiva quando persiste ou na criança de risco; a tabela de risco da SBP (2024) é a da AAO-HNS. Divergências: (1) profilaxia antibiótica — SBP e AAP não a recomendam, a AEP ainda a admite em casos muito selecionados; (2) terminologia — a SBP chama de secretora a efusão de mais de 3 meses, as demais chamam de OME qualquer efusão sem sinais agudos; (3) critério do tubo — a AAO-HNS exige efusão presente na OMA recorrente e dificuldade auditiva documentada, o NICE considera o tubo na perda auditiva e oferece aparelho auditivo e autoinsuflação; (4) água — a AAO-HNS desaconselha a proteção rotineira, o NICE orienta ouvido seco após a cirurgia e na otorreia. O Ministério da Saúde não tem protocolo sobre OME ou tubos (a AIDPI trata só da otorreia); Johns Hopkins e Harvard não têm posição institucional localizada; Oxford e Cambridge seguem o NICE. O site adota a posição da SBP (sem profilaxia, vacinação, avaliação auditiva seriada na criança de risco) e, onde SBP e Ministério da Saúde não se posicionam (indicação do tubo e otorreia com tubo), segue a AAO-HNS 2022, diretriz multidisciplinar com a AAP e fonte da tabela usada pela SBP.
- Membrana opaca sem abaulamento, sem dor e sem febre é OME, não OMA: sem antibiótico, corticoide, anti-histamínico ou descongestionante.
- Sem fator de risco, observe 3 meses, oriente família e escola e reexamine; persistindo, audiometria adequada à idade e otorrinolaringologista.
- Down, fenda palatina, autismo, atraso de fala e perda auditiva permanente: avaliação auditiva e encaminhamento em qualquer duração da efusão.
- OMA recorrente = 3 em 6 meses ou 4 em 12 (1 nos últimos 6); tubo se houver efusão na avaliação. Sem profilaxia antibiótica (SBP).
- Otorreia com tubo não complicada: só gotas de quinolona, sem antibiótico oral; confira se a bula permite uso com membrana perfurada.
- Pneumocócica e influenza em dia, casa sem fumaça e chupeta só para dormir valem para todos.
Veja também, nesta Biblioteca: Otite média aguda (e otite externa) e Atraso de fala e do desenvolvimento (Patologias do consultório); Rinite alérgica; Ronco e apneia obstrutiva do sono na criança; Bronquiectasias não fibrose cística e discinesia ciliar primária (Pneumologia); Vacinação da criança e do adolescente com síndrome de Down e Vacinas – Atualizações 2026 (Imunizações); A criança que vai ser operada (Cirurgia pediátrica).
8.Fontes
- Sociedade Brasileira de Pediatria, DC de Otorrinolaringologia. Síndrome de Down e a Otorrinolaringologia pediátrica (Documento Científico nº 160), 27/06/2024. PDF
- Sociedade Brasileira de Pediatria. Otite média (Pediatria para Famílias), outubro de 2023. sbp.com.br
- Ministério da Saúde. AIDPI Criança 2 meses a 5 anos — Manual de quadros de procedimentos, 2017. PDF
- American Academy of Pediatrics. Lieberthal AS et al. The Diagnosis and Management of Acute Otitis Media. Pediatrics, 2013. PubMed
- AAO-HNSF, AAP e AAFP. Rosenfeld RM et al. Clinical Practice Guideline — Otitis Media with Effusion (Update), 2016. PubMed
- AAO-HNSF. Rosenfeld RM et al. Executive Summary of Clinical Practice Guideline on Tympanostomy Tubes in Children (Update), 2022. PubMed
- NICE. NG233 — Otitis media with effusion in under 12s, 2023. nice.org.uk
- AEP. Cruz Cañete M, López Martín D. Otitis media aguda y otitis externa. Mastoiditis. Protoc diagn ter pediatr, 2023. PDF
- Alcon. Ciloxan® otológico (ciprofloxacino 0,3%) — bula. PDF
- Farmoquímica. Otociriax® (ciprofloxacino e hidrocortisona) — bula. bulas.med.br