Otorrinolaringologia pediátrica · Ouvido e audição

Otite média com efusão e otite média aguda recorrente — quando observar e quando indicar tubos de ventilação

Confirmação da efusão, observação de 3 meses, avaliação auditiva, crianças de risco, OMA recorrente, indicações de tubos de ventilação (AAO-HNS 2022), prevenção e otorreia com tubo

Gravidade em semáforo (🟢 leve · 🟡 moderada · 🔴 grave), conduta ambulatorial e critérios para encaminhar ao especialista, ao pronto-socorro ou internar, com a comparação entre SBP/Ministério da Saúde e as referências internacionais (convergências e divergências). 📄 Baixar em PDF

Em resumo

A otite média com efusão (OME), ou secretora, é líquido na orelha média sem sinais de inflamação aguda (sem abaulamento, otalgia aguda ou febre). O diagnóstico é feito com otoscopia pneumática (membrana opaca e imóvel) e, na dúvida, timpanometria (curva B). Na criança sem fatores de risco, o caminho é a observação por 3 meses, porque a maioria resolve sozinha; antibiótico, corticoide, anti-histamínico e descongestionante não são indicados. Efusão de 3 meses ou mais, ou de qualquer duração na criança de risco (síndrome de Down, fenda palatina, autismo, atraso de fala, perda auditiva permanente), exige avaliação auditiva e encaminhamento ao otorrinolaringologista. OMA recorrente é ≥ 3 episódios em 6 meses ou ≥ 4 em 12 meses, com 1 nos últimos 6 (AAP 2013). A profilaxia antibiótica não é recomendada (SBP). O tubo de ventilação é indicado na OME bilateral ≥ 3 meses com dificuldade auditiva e na OMA recorrente com efusão presente na avaliação (AAO-HNS 2022). O seguimento é ambulatorial (🟢/🟡); mastoidite, paralisia facial ou sinais neurológicos são pronto-socorro (🔴).

1.O que é e como se apresenta

  • OME: líquido na orelha média sem sinais ou sintomas de infecção aguda; crônica quando persiste ≥ 3 meses (AAO-HNS 2016). A SBP (DC nº 160/2024) chama de "otite média secretora" a efusão por mais de 3 meses sem infecção ativa.
  • OMA recorrente: ≥ 3 episódios em 6 meses ou ≥ 4 em 12 meses, com pelo menos 1 nos últimos 6 meses (AAP 2013; AEP 2023). Cada episódio deve ter sido confirmado por otoscopia (abaulamento), como em "Otite média aguda (e otite externa)".

Por que acontece: a tuba auditiva da criança pequena é curta, horizontal e flácida, e ventila mal a orelha média, sobretudo nos resfriados. A efusão é comum após uma OMA e também surge sem ela. A maioria dos problemas de orelha média melhora por volta dos 7–8 anos (SBP, DC nº 160/2024).

Quadro da OME: em geral sem dor e sem febre. Sinais indiretos (NICE NG233): dificuldade para ouvir (pede para repetir, aumenta a TV), atraso de fala, ouvido "tampado", zumbido, desatenção, irritabilidade, baixo rendimento escolar e desequilíbrio. A perda é condutiva, leve e flutuante (o NICE define perda auditiva como limiar > 20 dB). Na criança que falhou na triagem auditiva neonatal, a OME pode explicar a falha, mas a perda sensorioneural precisa ser excluída quando a efusão resolver (AAO-HNS 2016).

2.Classificação de gravidade

Gravidade Critérios clínicos Conduta
🟢 Leve OME há menos de 3 meses, criança sem fatores de risco, sem queixa auditiva relevante, membrana sem alteração estrutural; otites de repetição que não preenchem a definição de recorrente Seguimento pelo pediatra: observação ativa, orientação à família e à escola, fatores de risco, vacinas; reexame em cerca de 3 meses
🟡 Moderada OME ≥ 3 meses; OME de qualquer duração na criança de risco; perda auditiva, atraso de fala, problema escolar, de comportamento ou de equilíbrio; OMA recorrente; bolsa de retração ou suspeita de colesteatoma (otorreia fétida, perfuração marginal); otorreia com tubo que não melhora com gotas Audiometria adequada à idade e encaminhamento ao otorrinolaringologista; com prioridade na suspeita de colesteatoma, na perda auditiva bilateral e na criança de risco com atraso de fala
🔴 Grave Mastoidite (edema, hiperemia ou dor retroauricular, pavilhão projetado para fora); paralisia facial; cefaleia intensa, vômitos, rigidez de nuca, sonolência, convulsão, vertigem com nistagmo; toxemia; otorreia com tubo e celulite do pavilhão Pronto-socorro/hospital: antibiótico parenteral, imagem e otorrinolaringologia

Fatores de risco (SBP, DC nº 160/2024, Tabela 1, baseada na AAO-HNS; AEP 2023):

  • Risco para fala, linguagem e aprendizagem: perda auditiva permanente; atraso de fala e linguagem; transtorno do espectro autista; síndrome de Down e outras síndromes ou anomalias craniofaciais; deficiência visual não corrigível; fenda palatina; atraso do desenvolvimento; deficiência intelectual, transtorno de aprendizagem ou TDAH.
  • Predisposição à recorrência: imunodeficiência, discinesia ciliar primária, malformações craniofaciais.
  • Ambientais: creche (turmas grandes), irmãos pequenos, chupeta (sobretudo após 6 meses), tabagismo passivo, ausência de aleitamento, vacinas pneumocócica e influenza incompletas.
  • Associações: rinite alérgica, hipertrofia de adenoide, ronco e respiração oral (NICE NG233).

3.Diagnóstico no consultório

O que é clínico: a otoscopia pneumática documenta a efusão (AAO-HNS 2016, recomendação forte): membrana opaca, amarelada ou azulada, retraída, com nível líquido ou bolhas e mobilidade reduzida. Na OME não há abaulamento — membrana opaca sem abaulamento não é OMA e não recebe antibiótico. Examine a membrana em toda criança com otalgia, queixa auditiva ou atraso de fala.

Exames:

  • Timpanometria (imitanciometria): quando a otoscopia pneumática não é possível ou o diagnóstico é incerto; curva B (plana) confirma a efusão.
  • Avaliação auditiva adequada à idade se a OME persiste ≥ 3 meses, em qualquer duração na criança de risco e antes da indicação de tubo (AAO-HNS 2016 e 2022):
    • lactente ou criança que não colabora: PEATE (BERA) — as emissões otoacústicas ficam alteradas na efusão (SBP, DC nº 160/2024);
    • pré-escolar: audiometria comportamental ou lúdica; a partir de cerca de 4 anos, audiometria tonal e vocal.
  • Criança de risco: procurar OME no diagnóstico da condição e por volta dos 12–18 meses (AAO-HNS 2016). Na síndrome de Down, avaliação auditiva a cada 6 meses até 3–4 anos e depois anual (SBP, DC nº 160/2024).
  • Não rastrear OME na criança sem risco e sem sintomas (AAO-HNS 2016).

Diferencial que não pode passar: perda sensorioneural ou mista coexistente (triagem neonatal normal não exclui perda progressiva — CMV, meningite, ototóxicos); colesteatoma; efusão unilateral persistente sem resfriados (o otorrinolaringologista avalia a rinofaringe); fenda palatina submucosa (úvula bífida, voz anasalada); discinesia ciliar primária (rinorreia perene desde o período neonatal, tosse úmida diária).

4.Tratamento e seguimento

O que o pediatra faz:

  • OME sem risco: observação ativa por 3 meses desde o início (ou do diagnóstico, se o início é desconhecido) (AAO-HNS 2016, recomendação forte). Explicar a história natural e orientar: falar perto e de frente, reduzir ruído de fundo, sentar na frente da sala e avisar a escola (NICE NG233).
  • Reexaminar membrana e audição ao fim dos 3 meses; a OME crônica não operada é reavaliada a cada 3–6 meses até resolver, surgir perda auditiva significativa ou alteração estrutural (AAO-HNS 2016 e 2022).
  • Criança de risco: encaminhar sem esperar os 3 meses.
  • Cada episódio de OMA é tratado como em "Otite média aguda (e otite externa)".

O que é do otorrinolaringologista: tubo, adenoidectomia, aparelho auditivo, limpeza de condutos estreitos, seguimento até a extrusão do tubo e colesteatoma.

Indicações de tubo de ventilação (AAO-HNS 2022; decisão compartilhada com a família):

  • Não colocar em episódio único de OME com menos de 3 meses.
  • Oferecer tubos bilaterais na OME bilateral ≥ 3 meses com dificuldade auditiva documentada.
  • Pode ser colocado na OME ≥ 3 meses com sintomas atribuíveis (equilíbrio, rendimento escolar, comportamento, desconforto, qualidade de vida) e na criança de risco com OME que tende a persistir (curva B ou efusão ≥ 3 meses).
  • OMA recorrente: oferecer tubos bilaterais se houver efusão na avaliação; não colocar se as orelhas estiverem sem efusão.
  • Adenoidectomia associada se houver sintomas da adenoide ou a partir de 4 anos; o NICE a considera junto com o tubo, salvo alteração do palato.
  • Síndrome de Down: a efusão costuma persistir e muitas crianças precisam de dois ou mais tubos; o aparelho auditivo é alternativa (SBP, DC nº 160/2024).

Criança com tubo: seguimento periódico com o cirurgião até a extrusão (AAO-HNS 2022). A AAO-HNS não recomenda proteção rotineira contra água; o NICE orienta ouvido seco nas 2 semanas após a cirurgia e durante a otorreia.

Otorreia com tubo: em geral é uma OMA drenando pelo tubo. Na otorreia não complicada, só gotas de antibiótico tópico, sem antibiótico oral (AAO-HNS 2022, recomendação forte; AEP 2023). Limpar a secreção, pingar e pressionar o trago algumas vezes. Antibiótico oral fica para celulite, sinais sistêmicos, imunodepressão ou falha das gotas.

Medicamento Dose Intervalo Duração Observação e referência
Ciprofloxacino 0,3% solução otológica 3–4 gotas na orelha afetada 2–3 vezes ao dia Até 5–10 dias (bula); NICE NG233: 5–7 dias Bula (Ciloxan® otológico): indicado na otite média com membrana perfurada e "condutos timpânicos supurativos"; segurança < 1 ano não estabelecida. Quinolona não ototóxica, escolha na otorreia com tubo (AAO-HNS 2022; AEP 2023)
Amoxicilina (episódio de OMA que exija via oral) 90 mg/kg/dia (máx. 3 g/dia) 12/12 h Conforme "Otite média aguda (e otite externa)" Padrão do site; sem resposta em 48–72 h, associar clavulanato mantendo a dose alta (AAP 2013)
Paracetamol 10–15 mg/kg/dose (máx. 75 mg/kg/dia) 4–6 h (máx. 5 doses/dia) Enquanto houver dor SBP; nunca > 4 g/dia; reavaliar se uso > 48–72 h
Dipirona 15 mg/kg/dose 6/6 h (máx. 4 doses/dia) Enquanto houver dor Padrão do site; não usar < 3 meses ou < 5 kg (bula)

Atenção às gotas: evitar associações com aminoglicosídeo (neomicina, gentamicina) com tubo ou perfuração (ototoxicidade). Há apresentação de ciprofloxacino com hidrocortisona contraindicada em bula na perfuração timpânica e na otite média (Otociriax®) — confira a bula antes de prescrever na criança com tubo.

O que não usar na OME: antibiótico sistêmico; corticoide oral ou nasal; anti-histamínico, descongestionante, antileucotrieno, mucolítico, antirrefluxo (AAO-HNS 2016; NICE NG233); homeopatia, osteopatia, acupuntura, probióticos (NICE NG233). O NICE admite a autoinsuflação (balão nasal) na criança que colabora.

Profilaxia antibiótica na OMA recorrente: não recomendada. A SBP afirma que não se indica mais antibioticoprofilaxia (2023), como a AAP 2013; a proteção some ao suspender e seleciona pneumococo resistente. A AEP (2023) ainda a admite em casos muito selecionados; o site adota a posição da SBP.

Prevenção:

  • Pneumocócica conjugada em dia (SBP 2026/2027: VPC20 ou VPC15 em 3+1; PNI: VPC20 em 2+1) — reduz a OMA recorrente e as cirurgias para tubo (SBP, 2023).
  • Influenza anual a partir de 6 meses (SBP; AAP 2013; AEP 2023).
  • Aleitamento materno (AAP 2013; AEP 2023); casa sem fumaça, inclusive cigarro eletrônico (SBP; NICE NG233).
  • Chupeta só para dormir; creche com turmas menores quando possível (SBP, 2023).
  • Probióticos, xilitol ou vitamina D não têm evidência (AEP 2023).

5.Quando encaminhar ao pronto-socorro ou internar

A OME em si não leva ao pronto-socorro. Encaminhar com urgência se houver complicação de otite, com ou sem tubo: mastoidite (edema, hiperemia ou flutuação retroauricular, pavilhão projetado para fora); paralisia facial; cefaleia intensa, vômitos, rigidez de nuca, alteração da consciência, convulsão ou ataxia; vertigem intensa com nistagmo; otorreia com celulite do pavilhão ou da face, toxemia, desidratação ou incapacidade de usar a via oral; lactente < 3 meses febril.

Como encaminhar:

  • Analgesia e antitérmico antes da saída (doses da tabela).
  • Suspeita de mastoidite com demora no transporte: considerar a primeira dose de antibiótico (AIDPI), de preferência após contato com o serviço.
  • Rebaixamento de consciência ou convulsão: posição lateral de segurança, oxigênio para SpO2 entre 94% e 98%, SAMU 192.
  • Contatar o destino (idealmente com otorrinolaringologia) e enviar relatório com otoscopia, tubo, antibióticos e gotas em uso.

6.Orientações de retorno e sinais de alerta para a família

  • "O líquido atrás do tímpano não é infecção e quase sempre some sozinho. Antibiótico e xarope não ajudam."
  • "A audição pode ficar mais baixa e variar: fale perto, de frente, sem barulho de fundo, e avise a escola."
  • "Volte na data combinada; se a criança parecer ouvir menos, atrasar a fala ou ficar desequilibrada, volte antes."
  • "Com tubo, secreção no ouvido costuma ser tratada só com as gotas receitadas; não use gotas por conta própria nem cotonete. Se não melhorar, tiver mau cheiro ou o tubo sair, procure o médico."
  • Pronto-socorro se: inchaço, vermelhidão ou dor atrás da orelha; orelha "descolada"; boca torta; dor de cabeça forte, vômitos, pescoço duro, sonolência ou convulsão; tontura forte; vermelhidão espalhando pela orelha ou rosto.

7.Comparação com as referências

Item SBP Ministério da Saúde AAP NICE AEP Johns Hopkins Harvard Oxford / Cambridge
Definição Secretora = efusão > 3 meses (DC 160/2024) Sem posição específica localizada Recorrente 3/6 ou 4/12 meses (2013) Perda auditiva > 20 dB (NG233, 2023) Recorrente 3/6 ou 4/12; crônica > 3 meses (2023) Sem posição específica localizada Sem posição específica localizada Segue o NICE
Diagnóstico e audição Down: audição semestral até 3–4 anos Sem posição específica localizada Pneumática; timpanometria; audiometria ≥ 3 meses ou risco (AAO-HNS) Timpanometria e audiometria; reavaliar em 3 meses Otoscopia Sem posição específica localizada Sem posição específica localizada Segue o NICE
Tratamento da OME Avaliar logo a criança de risco Sem posição específica localizada Observar 3 meses; sem medicamentos Sem medicamentos; autoinsuflação; aparelho auditivo Tubo na crônica com hipoacusia ou sintomas Sem posição específica localizada Sem posição específica localizada Segue o NICE
Tubo Frequente e repetido no Down Sem posição específica localizada OMA recorrente só com efusão (AAO-HNS 2022) Na OME com perda auditiva OME crônica; recorrente individualizada Sem posição específica localizada Sem posição específica localizada Segue o NICE
Profilaxia antibiótica Não indicada (2023) Sem posição específica localizada Não prescrever (2013) Sem antibiótico na OME Admitida em casos muito selecionados Sem posição específica localizada Sem posição específica localizada Segue o NICE
Otorreia com tubo Sem posição específica localizada AIDPI: mecha; ≥ 14 dias, referir Só gotas tópicas (AAO-HNS 2022) Gotas não ototóxicas 5–7 dias Quinolona tópica Sem posição específica localizada Sem posição específica localizada Segue o NICE
Prevenção Pneumocócica, sem fumo, chupeta só ao dormir PNI: VPC20 2+1, influenza Pneumocócica, influenza, aleitamento Evitar fumaça de tabaco Aleitamento, vacinas, sem chupeta > 6 meses Sem posição específica localizada Sem posição específica localizada Segue o NICE

Leitura: SBP, AAP (com as diretrizes da AAO-HNS de 2016 e 2022, das quais a AAP participa), NICE (NG233, 2023) e AEP (2023) convergem: a OME tem história natural favorável, é observada por 3 meses na criança sem risco, não se trata com medicamentos e exige avaliação auditiva quando persiste ou na criança de risco; a tabela de risco da SBP (2024) é a da AAO-HNS. Divergências: (1) profilaxia antibiótica — SBP e AAP não a recomendam, a AEP ainda a admite em casos muito selecionados; (2) terminologia — a SBP chama de secretora a efusão de mais de 3 meses, as demais chamam de OME qualquer efusão sem sinais agudos; (3) critério do tubo — a AAO-HNS exige efusão presente na OMA recorrente e dificuldade auditiva documentada, o NICE considera o tubo na perda auditiva e oferece aparelho auditivo e autoinsuflação; (4) água — a AAO-HNS desaconselha a proteção rotineira, o NICE orienta ouvido seco após a cirurgia e na otorreia. O Ministério da Saúde não tem protocolo sobre OME ou tubos (a AIDPI trata só da otorreia); Johns Hopkins e Harvard não têm posição institucional localizada; Oxford e Cambridge seguem o NICE. O site adota a posição da SBP (sem profilaxia, vacinação, avaliação auditiva seriada na criança de risco) e, onde SBP e Ministério da Saúde não se posicionam (indicação do tubo e otorreia com tubo), segue a AAO-HNS 2022, diretriz multidisciplinar com a AAP e fonte da tabela usada pela SBP.

Pontos práticos
  1. Membrana opaca sem abaulamento, sem dor e sem febre é OME, não OMA: sem antibiótico, corticoide, anti-histamínico ou descongestionante.
  2. Sem fator de risco, observe 3 meses, oriente família e escola e reexamine; persistindo, audiometria adequada à idade e otorrinolaringologista.
  3. Down, fenda palatina, autismo, atraso de fala e perda auditiva permanente: avaliação auditiva e encaminhamento em qualquer duração da efusão.
  4. OMA recorrente = 3 em 6 meses ou 4 em 12 (1 nos últimos 6); tubo se houver efusão na avaliação. Sem profilaxia antibiótica (SBP).
  5. Otorreia com tubo não complicada: só gotas de quinolona, sem antibiótico oral; confira se a bula permite uso com membrana perfurada.
  6. Pneumocócica e influenza em dia, casa sem fumaça e chupeta só para dormir valem para todos.

Veja também, nesta Biblioteca: Otite média aguda (e otite externa) e Atraso de fala e do desenvolvimento (Patologias do consultório); Rinite alérgica; Ronco e apneia obstrutiva do sono na criança; Bronquiectasias não fibrose cística e discinesia ciliar primária (Pneumologia); Vacinação da criança e do adolescente com síndrome de Down e Vacinas – Atualizações 2026 (Imunizações); A criança que vai ser operada (Cirurgia pediátrica).

8.Fontes

  • Sociedade Brasileira de Pediatria, DC de Otorrinolaringologia. Síndrome de Down e a Otorrinolaringologia pediátrica (Documento Científico nº 160), 27/06/2024. PDF
  • Sociedade Brasileira de Pediatria. Otite média (Pediatria para Famílias), outubro de 2023. sbp.com.br
  • Ministério da Saúde. AIDPI Criança 2 meses a 5 anos — Manual de quadros de procedimentos, 2017. PDF
  • American Academy of Pediatrics. Lieberthal AS et al. The Diagnosis and Management of Acute Otitis Media. Pediatrics, 2013. PubMed
  • AAO-HNSF, AAP e AAFP. Rosenfeld RM et al. Clinical Practice Guideline — Otitis Media with Effusion (Update), 2016. PubMed
  • AAO-HNSF. Rosenfeld RM et al. Executive Summary of Clinical Practice Guideline on Tympanostomy Tubes in Children (Update), 2022. PubMed
  • NICE. NG233 — Otitis media with effusion in under 12s, 2023. nice.org.uk
  • AEP. Cruz Cañete M, López Martín D. Otitis media aguda y otitis externa. Mastoiditis. Protoc diagn ter pediatr, 2023. PDF
  • Alcon. Ciloxan® otológico (ciprofloxacino 0,3%) — bula. PDF
  • Farmoquímica. Otociriax® (ciprofloxacino e hidrocortisona) — bula. bulas.med.br