Patologias do consultório · Neurologia e comportamento

Ansiedade e depressão na infância e adolescência

Rastreio no consultório (PHQ-A, GAD-7, ASQ), classificação de gravidade, psicoterapia como primeira linha, ISRS com doses e alerta de suicidalidade, autolesão e quando o caso é de emergência

Gravidade em semáforo (🟢 leve · 🟡 moderada · 🔴 grave), tratamento em casa e critérios para encaminhar ao pronto-socorro ou internar, com a comparação entre SBP/Ministério da Saúde e as referências internacionais. 📄 Baixar em PDF

Em resumo

Transtornos de ansiedade e depressão acometem cerca de 1 em cada 7 adolescentes, e até 70% não são diagnosticados. O pediatra deve rastrear: depressão anualmente a partir de 12 anos com o PHQ-A (ou PHQ-9), e ansiedade a partir de 8 anos (USPSTF 2022; AAP), com GAD-7 ou SCARED. Pergunte diretamente sobre suicídio — a pergunta é protetora; o ASQ (4 perguntas, 20 segundos) identifica o risco a partir de 10 anos. O adolescente deve ser entrevistado a sós, com sigilo que só é quebrado diante de risco. Nos quadros leves, psicoeducação, apoio ativo e reavaliação em 4 semanas; nos moderados, psicoterapia (TCC ou terapia interpessoal) e, se necessário, ISRS — fluoxetina 10 mg/dia (20 mg acima de 40 kg) ou sertralina 25 mg/dia —, com consulta em 1–2 semanas pelo alerta de aumento de ideação suicida no início do tratamento. Descarte transtorno bipolar antes do ISRS. Ideação suicida com plano, tentativa recente, psicose ou autolesão grave são emergência 🔴: não deixar sozinho, pronto-socorro/UPA ou SAMU 192, e acionar o CAPS. CVV: 188. A violência autoprovocada é de notificação obrigatória (compulsória).

1.O que é e como se apresenta

  • Transtornos de ansiedade: medo e preocupação excessivos, persistentes e desproporcionais, com prejuízo. Principais: ansiedade de separação (pré-escolar e escolar), fobias específicas, ansiedade social, ansiedade generalizada e pânico (adolescência). São os transtornos mentais mais precoces e frequentemente precedem a depressão.
  • Depressão (episódio depressivo maior, DSM-5-TR): ≥ 5 sintomas por ≥ 2 semanas, incluindo humor deprimido ou perda de interesse. Na criança e no adolescente, o humor pode ser irritável; hipersonia e ganho de peso são comuns. Primeiro episódio em geral entre 13 e 15 anos; recorrência de 40–70% em 5 anos.
  • Apresentação no consultório: queixas somáticas recorrentes (cefaleia, dor abdominal, náuseas), recusa escolar, queda do rendimento, isolamento, irritabilidade, alterações de sono e apetite, abandono de atividades, uso de substâncias, autolesão.
  • Autolesão não suicida: cortes, queimaduras, arranhaduras, para aliviar dor emocional; relatada por 17–25% dos adolescentes. Não é tentativa de suicídio, mas aumenta o risco de suicídio e exige acompanhamento.
  • Suicídio: segunda causa de morte entre 15 e 19 anos no Brasil.

2.Classificação de gravidade

Gravidade Critérios clínicos Conduta
🟢 Leve PHQ-A 5–9 ou GAD-7 5–9; sintomas com prejuízo discreto; sem ideação suicida; ASQ negativo Psicoeducação, apoio ativo, sono, atividade física, redução de telas; reavaliação em 4 semanas — a AAP admite 6–8 semanas de monitoramento ativo; se persistir, psicoterapia
🟡 Moderada PHQ-A 10–19 ou GAD-7 ≥ 10; prejuízo evidente (escola, família, amigos); ideação passiva ou ASQ positivo não agudo, sem plano; autolesão superficial Psicoterapia (TCC/TIP) e considerar ISRS; plano de segurança; consulta em 1–2 semanas; encaminhar à psicologia, CAPSi ou psiquiatria
🔴 Grave PHQ-A 20–27 com prejuízo acentuado; ideação suicida com plano ou intenção; tentativa recente; ASQ positivo agudo; psicose, mania ou agitação grave; autolesão profunda ou em local de risco; recusa alimentar grave; ausência de supervisão segura Emergência: pronto-socorro/UPA ou SAMU (192), não deixar sozinho; avaliação psiquiátrica no mesmo dia; considerar internação

A pontuação do PHQ-A orienta, mas a gravidade é definida pela avaliação clínica, sobretudo do risco de suicídio: qualquer resposta diferente de zero na questão 9 exige avaliação de risco imediata.

Fatores de risco que elevam a gravidade

  • Tentativa prévia de suicídio; autolesão repetida.
  • Acesso a meios letais (armas, medicamentos em casa).
  • História familiar de depressão, transtorno bipolar ou suicídio.
  • Abuso, negligência, violência doméstica, bullying e cyberbullying.
  • Uso de álcool e drogas; transtornos alimentares; doença crônica.
  • Adolescentes LGBTQIA+ sem apoio familiar; isolamento social; perdas recentes.
  • Impulsividade (TDAH, transtorno de personalidade borderline).

3.Diagnóstico no consultório

Rastreio

  • Depressão: anual dos 12 aos 18 anos (USPSTF 2022, grau B; AAP/Bright Futures até 21 anos), com o PHQ-A ou PHQ-9 (9 questões sobre os últimos 14 dias). Pontuação: 0–4 mínimo; 5–9 leve; 10–14 moderado; 15–19 moderadamente grave; 20–27 grave. Abaixo de 12 anos, evidência insuficiente (USPSTF) — avaliar por suspeita clínica.
  • Ansiedade: dos 8 aos 18 anos (USPSTF 2022, grau B), com SCARED ou GAD-7 (≥ 5 leve; ≥ 10 moderado; ≥ 15 grave).
  • Risco de suicídio: o ASQ (NIMH) tem 4 perguntas sim/não, validado a partir de 10 anos; um "sim" identificou 97% dos jovens em risco. ASQ positivo exige avaliação breve de segurança por profissional treinado; o documento da Biblioteca usa a Columbia (C-SSRS). A USPSTF considera insuficiente a evidência para rastreio universal de suicídio, mas a AAP recomenda perguntar a partir de 12 anos.

Entrevista

  • Adolescente a sós (HEADSSS: casa, escola, atividades, drogas, sexualidade, suicídio/depressão, segurança), depois com a família.
  • Perguntar diretamente: "Você tem pensado em morrer ou em se matar? Já pensou em como faria? Já tentou?" — pensar, planejar, ter acesso ao meio e intenção definem a gravidade.
  • Pesquisar (hipo)mania e história familiar de transtorno bipolar: não iniciar ISRS isolado se houver suspeita.
  • Exame físico com atenção a cicatrizes de autolesão, sinais de uso de substâncias, de transtorno alimentar e de tireoidopatia.

Exames: não há exame diagnóstico. O documento da Biblioteca (Transtornos Depressivos na Adolescência) recomenda TSH e T4 livre, hemograma, ferritina e vitamina B12, com glicemia, vitamina D e função hepática como complementares, e toxicológico ou ECG conforme a situação.

Diagnóstico diferencial que não pode passar

  • Transtorno bipolar (irritabilidade extrema, episódios de euforia, redução da necessidade de sono).
  • Transtorno de estresse pós-traumático e abuso (sexual, físico, negligência).
  • TDAH (desatenção sem humor deprimido persistente) — frequentemente comórbido.
  • Hipotireoidismo, anemia ferropriva, doenças crônicas.
  • Uso de substâncias (cannabis, álcool) e efeito de medicamentos (corticoides, isotretinoína, anticoncepcionais hormonais).
  • Luto normal e sofrimento proporcional a um evento.
  • Distúrbios do sono (privação crônica, apneia) que imitam desatenção e irritabilidade.

4.Tratamento em casa

Para todos: psicoeducação do adolescente e da família; sono regular; atividade física; limitar telas conforme a SBP (11–18 anos: 2–3 h/dia, nunca à noite; sem telas 1–2 h antes de dormir); refeições em família; conexão com a escola; redução do acesso a meios letais (medicamentos trancados, armas fora de casa); plano de segurança em 6 etapas (sinais de alerta, estratégias internas, contatos que distraem, pessoas a quem pedir ajuda, profissionais e serviços, ambiente seguro).

Psicoterapia é a primeira linha: terapia cognitivo-comportamental (TCC) na ansiedade e na depressão; terapia interpessoal para adolescentes (TIP-A) na depressão; terapia familiar nos menores de 14 anos com disfunção familiar; terapia dialético-comportamental (DBT) na autolesão recorrente.

ISRS — indicados na depressão moderada a grave e na ansiedade moderada a grave, de preferência associados à psicoterapia (AAP/GLAD-PC; AACAP 2020 para ansiedade, 6–18 anos).

Medicamento Dose Intervalo Duração Observação
Fluoxetina (1ª escolha na depressão) Início 10 mg/dia (< 40 kg) ou 20 mg/dia (> 40 kg); alvo 20–40 mg/dia; máx. 60 mg/dia 1x/dia, pela manhã 6–12 meses após a remissão FDA: depressão ≥ 8 anos; NICE: 10 mg, podendo subir a 20 mg após 1 semana; meia-vida longa (ajustes a cada 3–4 semanas)
Sertralina Início 25 mg/dia; alvo 50–150 mg/dia; máx. 200 mg/dia 1x/dia 6–12 meses após a remissão Boa tolerabilidade; uso na depressão fora da bula; na ansiedade, a partir de 6 anos (AEP/SEPEAP)
Escitalopram Início 10 mg/dia (GLAD-PC); alvo 10–20 mg/dia; máx. 20 mg/dia 1x/dia 6–12 meses após a remissão FDA: depressão ≥ 12 anos
  • Alerta da FDA (tarja preta): antidepressivos podem aumentar pensamentos e comportamentos suicidas nas primeiras semanas. Toda criança ou adolescente em uso deve ser observado para piora clínica, suicidalidade e mudanças incomuns de comportamento, sobretudo nos primeiros meses. Consulta ou contato em 1 semana após o início e a cada 1–2 semanas nas primeiras 4–8 semanas (GLAD-PC; documento da Biblioteca).
  • Titulação: "começar baixo, ir devagar"; avaliar resposta após 4–6 semanas na dose efetiva; sem melhora em 6–8 semanas, revisar diagnóstico, adesão e comorbidades.
  • Manutenção e retirada: manter 6–12 meses após a remissão (1–2 anos se houver episódios repetidos); reduzir cerca de 25% a cada 4 semanas, nunca suspender abruptamente.
  • Interações: ISRS com tramadol, triptanos ou linezolida — risco de síndrome serotoninérgica.
  • Não usar: antidepressivo na depressão leve como tratamento inicial (NICE, AAP); ISRS isolado se houver suspeita de bipolaridade; benzodiazepínicos como tratamento da ansiedade (sem superioridade sobre placebo; no máximo, uso breve em casos graves por especialista); associação de dois antidepressivos sem psiquiatra; medicação sem psicoterapia e sem seguimento garantido.

5.Quando encaminhar ao pronto-socorro ou internar

  • Ideação suicida com plano, intenção ou acesso a meios; tentativa recente; despedidas, distribuição de pertences.
  • ASQ positivo agudo ou recusa em garantir a própria segurança.
  • Autolesão profunda, que precisa de sutura ou em local de risco vital; ingestão de medicamentos ou substâncias.
  • Psicose, mania, agitação grave, dissociação intensa.
  • Recusa alimentar grave com risco nutricional.
  • Ambiente familiar sem condições de supervisão e proteção.

Como encaminhar

  1. Não deixar o adolescente sozinho, nem na sala de espera ou no banheiro; retirar objetos perigosos.
  2. Comunicar a família — o sigilo é quebrado diante de risco à vida, e isso deve ser dito ao adolescente.
  3. Acionar o SAMU (192) se houver risco imediato ou ingestão; se estável, levar ao pronto-socorro/UPA com um responsável; contatar o serviço e o CAPS/CAPSi de referência.
  4. Tratar ferimentos e, na ingestão, levar embalagens e informar quantidade e horário.
  5. Relatório com avaliação de risco, medicamentos em uso e contatos da família.
  6. Fazer a notificação obrigatória (compulsória) da violência autoprovocada (tentativa de suicídio e autolesão; Lei 13.819/2019) e acionar a rede de proteção (Conselho Tutelar) quando houver violência ou negligência.
  7. Informar o CVV — 188 (24 h, gratuito) ao adolescente e à família.

Encaminhamento ambulatorial (psicologia, psiquiatria da infância e adolescência, CAPSi): quadros moderados sem resposta em 6–8 semanas; depressão grave; comorbidades (bipolaridade, TEPT, transtorno alimentar, uso de substâncias, transtorno de personalidade); autolesão recorrente (DBT); idade abaixo de 12 anos com indicação de medicação. O NICE só admite antidepressivo após avaliação por psiquiatra da infância e adolescência.

6.Orientações de retorno e sinais de alerta para a família

  • "Depressão e ansiedade são doenças reais e tratáveis, não frescura nem fase."
  • "Perguntar sobre suicídio não coloca a ideia na cabeça: protege."
  • "Tranque os medicamentos da casa e retire armas e objetos cortantes do alcance."
  • "O remédio leva de 4 a 6 semanas para fazer efeito. Não pare por conta própria; ligue antes."
  • "Nas primeiras semanas, observe piora da tristeza, agitação, insônia intensa ou falas sobre morrer."
  • Sobre autolesão: "Mantenha a calma, cuide do ferimento sem dramatizar, não prometa segredo e marque consulta ainda esta semana."
  • Retorno em 1–2 semanas após iniciar ou mudar a medicação; mensal na manutenção.
  • Ir ao pronto-socorro ou ligar para o SAMU (192) se: fala em se matar com plano, se despede, ingeriu remédios, ferimento profundo, perda do contato com a realidade. CVV: 188.

7.Comparação com as referências

Item SBP / MS AAP NICE Oxford / Cambridge AEP
Rastreio PHQ-A a partir de 12 anos (documento da Biblioteca; puericultura) Depressão anual 12–21 anos; ansiedade a partir de 8 anos; USPSTF igual Avaliação clínica; sem rastreio universal com escala Segue o NICE Diagnóstico clínico com questionários de apoio
Leve Psicoeducação, TCC (SBP 2021) Apoio ativo e monitoramento por 6–8 semanas Espera vigilante de 2 semanas; TCC digital ou em grupo; sem antidepressivo Segue o NICE Psicoterapia sempre como 1ª opção
Moderada/grave TCC + fluoxetina/ISRS; CAPSi e psiquiatria no grave TCC/TIP-A e/ou ISRS; combinação superior Psicoterapia; fluoxetina + psicoterapia (12–18 anos) Segue o NICE TCC + ISRS (fluoxetina, sertralina)
Dose inicial de fluoxetina 10 mg (< 40 kg) ou 20 mg (> 40 kg) 10 mg (GLAD-PC) 10 mg, 20 mg após 1 semana Segue o NICE 10–30 mg/dia (SEMA)
Quem prescreve Pediatra com seguimento; psiquiatria no grave Pediatra da atenção primária Só após avaliação por psiquiatra infantil Segue o NICE Pediatra nos leves; encaminhar moderados a graves
Ansiedade TCC; ISRS se moderada a grave AACAP: TCC e ISRS (6–18 anos); combinação preferível TCC; sem medicação de rotina na ansiedade social (CG159) Segue o NICE TCC; ISRS (sertralina ≥ 6 anos); evitar benzodiazepínicos

Leitura: há convergência sobre a psicoterapia (TCC ou TIP) como base do tratamento, a fluoxetina como antidepressivo de primeira escolha, a dose inicial baixa, o monitoramento estreito das ideias suicidas no início do ISRS e a manutenção por pelo menos 6 meses após a remissão. As divergências estão no rastreio (universal com escala na AAP e USPSTF; avaliação clínica no NICE) e em quem inicia o antidepressivo: o pediatra da atenção primária na AAP; apenas o psiquiatra da infância e adolescência no NICE. A AAP também admite um período mais longo de monitoramento ativo na depressão leve (6–8 semanas) do que o NICE (reavaliação em 2 semanas).

Pontos práticos
  1. Rastreie depressão a partir de 12 anos (PHQ-A) e ansiedade a partir de 8 anos; entreviste o adolescente a sós.
  2. Pergunte sempre sobre suicídio; questão 9 do PHQ-A diferente de zero ou ASQ positivo exigem avaliação de risco no mesmo momento.
  3. Psicoterapia é a primeira linha; ISRS nos quadros moderados a graves, de preferência combinado.
  4. Fluoxetina 10 mg/dia (20 mg acima de 40 kg) ou sertralina 25 mg/dia; revisão em 1 semana e a cada 1–2 semanas no início; nunca suspender abruptamente.
  5. Afaste transtorno bipolar antes do ISRS; trate a família como parte do plano; oriente restrição de meios letais.
  6. Ideação com plano, tentativa, psicose ou autolesão grave: não deixar sozinho, SAMU 192 ou pronto-socorro, CAPS, notificação obrigatória (compulsória); CVV 188.

Veja também, nesta Biblioteca: Transtornos Depressivos na Adolescência; Autolesão e Transtorno de Personalidade Borderline; Autolesão no Adolescente — Guia para Pais; Repercussões do isolamento social na aprendizagem e no comportamento (SBP 2026).

8.Fontes

  • U.S. Preventive Services Task Force. Screening for depression and suicide risk in children and adolescents, 2022. uspreventiveservicestaskforce.org
  • U.S. Preventive Services Task Force. Screening for anxiety in children and adolescents, 2022. uspreventiveservicestaskforce.org
  • National Institute of Mental Health. Ask Suicide-Screening Questions (ASQ) Toolkit. nimh.nih.gov
  • Cheung AH et al. Guidelines for Adolescent Depression in Primary Care (GLAD-PC): Part II. Treatment and Ongoing Management. Pediatrics, 2018 (endossada pela AAP). PDF
  • Walter HJ et al. AACAP Clinical Practice Guideline for the Assessment and Treatment of Children and Adolescents With Anxiety Disorders, 2020. PDF
  • NICE. NG134 — Depression in children and young people: identification and management, 2019. NCBI Bookshelf
  • NICE. CG159 — Social anxiety disorder: recognition, assessment and treatment, 2013.
  • Sánchez Mascaraque P, Cohen DS. Ansiedad y depresión en niños y adolescentes. Adolescere (SEMA), 2020. PDF
  • Pérez Pascual M, Sánchez Mascaraque P. Ansiedad en la infancia y adolescencia. Pediatría Integral (SEPEAP), 2022. pediatriaintegral.es
  • Senado Federal. Lei 13.819/2019 — Política Nacional de Prevenção da Automutilação e do Suicídio (notificação compulsória). senado.leg.br
  • Sociedade Brasileira de Pediatria. Manual de Saúde Mental na Infância e Adolescência, 2021 (conforme documento da Biblioteca).