Gravidade em semáforo (🟢 leve · 🟡 moderada · 🔴 grave), tratamento em casa e critérios para encaminhar ao pronto-socorro ou internar, com a comparação entre SBP/Ministério da Saúde e as referências internacionais. 📄 Baixar em PDF
A fita urinária positiva para sangue deve ser confirmada no sedimento (> 5 hemácias/campo, AEP). A hematúria microscópica isolada, com pressão arterial, função renal e proteinúria normais, é em geral benigna (transitória após febre ou exercício, hipercalciúria, membrana basal fina): repetir o exame e acompanhar em casa (🟢). Proteinúria se quantifica pela relação proteína/creatinina (RPC) em amostra isolada, de preferência a primeira urina da manhã: normal ≤ 0,2 mg/mg acima de 2 anos (≤ 0,5 entre 6 e 24 meses); ≥ 2 mg/mg é faixa nefrótica. Proteinúria que some na primeira urina da manhã é ortostática e benigna. Hematúria com proteinúria persistente, C3 baixo, hipertensão ou alteração da creatinina pede nefrologia (🟡). A síndrome nefrótica (RPC ≥ 2 mg/mg, albumina < 3 g/dL, edema) é tratada com prednisolona 60 mg/m²/dia (máx. 60 mg) em conjunto com o nefrologista pediátrico. Glomerulonefrite aguda com hipertensão, edema importante, oligúria ou elevação da creatinina e síndrome nefrótica com peritonite, trombose, hipovolemia ou anasarca com desconforto respiratório vão ao pronto-socorro (🔴).
1.O que é e como se apresenta
Hematúria
- Microscópica: > 5 hemácias/campo (400×) no sedimento de urina centrifugada (AEP). A fita detecta também hemoglobina e mioglobina; urina vermelha com sedimento sem hemácias sugere hemoglobinúria, mioglobinúria, pigmentos (beterraba, rifampicina) ou uratos.
- Macroscópica: urina vermelha, "cor de coca-cola" ou "chá-mate" (glomerular) ou vermelho-vivo com coágulos (trato urinário baixo).
- Glomerular: urina escura, hemácias dismórficas (acantócitos > 5%), cilindros hemáticos, proteinúria associada. Não glomerular: urina vermelha, coágulos, disúria, dor lombar.
- Benignas/frequentes: transitória (febre, exercício, trauma leve), hipercalciúria idiopática, nefropatia da membrana basal fina (hematúria familiar benigna), infecção urinária.
- Causas que não podem passar: glomerulonefrite pós-estreptocócica (GNPE), nefropatia por IgA, nefrite da vasculite por IgA (púrpura de Henoch-Schönlein), síndrome de Alport (surdez, história familiar), litíase, trauma, tumor de Wilms, síndrome hemolítico-urêmica, coagulopatia, anemia falciforme.
Glomerulonefrite aguda pós-estreptocócica (AEP 2022)
- Latência de 1–3 semanas após faringite ou 3–6 semanas após piodermite.
- Hematúria (frequentemente macroscópica), edema (palpebral, depois generalizado), hipertensão, oligúria, proteinúria moderada, graus variáveis de insuficiência renal.
- C3 baixo em 70–90%, com normalização em 6–8 semanas; C4 normal.
Nefropatia por IgA e vasculite por IgA
- Nefropatia por IgA: hematúria macroscópica concomitante a infecção de vias aéreas (1–2 dias), diferente da latência da GNPE; entre os episódios, hematúria microscópica persistente.
- Vasculite por IgA: púrpura palpável em membros inferiores e nádegas, artralgia, dor abdominal; o acometimento renal pode surgir semanas depois. O KDIGO 2025 recomenda exame de urina no início e ao menos mensalmente por 6 meses, com seguimento de urina, PA e função renal por até 5 anos se houver nefrite.
Proteinúria
- Transitória: febre, exercício, estresse, frio; desaparece ao repetir.
- Ortostática: normal na primeira urina da manhã (após a noite deitado) e aumentada após horas em pé; comum em adolescentes, benigna.
- Persistente: glomerular ou tubular; exige investigação.
- Cortes (AAFP/AAP; AEP; KDIGO): fita 1+ = 30 mg/dL (anormal); RPC normal ≤ 0,2 mg/mg (> 2 anos) e ≤ 0,5 mg/mg (6–24 meses); faixa nefrótica RPC ≥ 2 mg/mg (≥ 200 mg/mmol) ou fita 3+ ou > 40 mg/m²/h.
Síndrome nefrótica (IPNA 2022; KDIGO 2025)
- Proteinúria em faixa nefrótica + albumina sérica < 3,0 g/dL (ou edema, se a albumina não estiver disponível). Critérios clássicos usam albumina < 2,5 g/dL.
- Edema de início palpebral matinal, que migra para membros inferiores, escroto/grandes lábios, ascite; ganho de peso; urina espumosa; hiperlipidemia.
- Pico entre 2 e 6 anos; em geral lesão mínima e corticossensível.
- Características atípicas (sugerem outra doença e pedem nefrologista, às vezes biópsia): idade < 1 ano ou > 12 anos, hematúria macroscópica, C3 baixo, hipertensão sustentada, redução da filtração glomerular não explicada por hipovolemia, artrite, exantema ou outros achados extrarrenais.
2.Classificação de gravidade
| Gravidade | Critérios clínicos | Conduta |
|---|---|---|
| 🟢 Leve | Hematúria microscópica isolada ou proteinúria < 1+ transitória/ortostática; PA normal; sem edema; diurese normal; sem história familiar de doença renal | Repetir urina (com e sem atividade física; primeira urina da manhã para proteína) em 2–4 semanas; acompanhamento no consultório |
| 🟡 Moderada | Hematúria persistente com proteinúria (RPC > 0,2 mg/mg na primeira urina); hematúria macroscópica sem hipertensão, edema ou oligúria; C3 baixo com PA normal; vasculite por IgA com hematúria ou proteinúria leve; primeiro episódio de síndrome nefrótica típica, bom estado geral, sem complicações; PA elevada ou hipertensão estágio 1 | Exames iniciais no consultório; contato com nefrologia pediátrica em dias; na síndrome nefrótica típica, iniciar prednisolona em conjunto com o nefrologista; reavaliação em 24–72 h |
| 🔴 Grave | GNA com hipertensão, edema importante, oligúria ou creatinina elevada; PA ≥ 30 mmHg acima do p95 ou > 180/120 mmHg no adolescente, ou hipertensão com cefaleia, vômitos, alteração visual, convulsão; síndrome nefrótica com dor abdominal e febre (peritonite), trombose, hipovolemia (taquicardia, extremidades frias, dor abdominal, oligúria), anasarca com derrame pleural e dispneia, infecção grave; hematúria macroscópica com coágulos e retenção, trauma ou massa abdominal; suspeita de síndrome hemolítico-urêmica | Pronto-socorro/hospital com nefrologia pediátrica |
Fatores de risco que elevam a gravidade
- Idade < 1 ano (síndrome nefrótica congênita/infantil) ou > 12 anos.
- História familiar de doença renal, surdez ou hematúria com insuficiência renal (Alport).
- Hipertensão, oligúria ou elevação da creatinina.
- Diarreia, vômitos ou diurético em criança nefrótica (hipovolemia e trombose).
3.Diagnóstico no consultório
Hematúria
- Confirmar com sedimento (> 5 hemácias/campo). Repetir em 2–4 semanas, longe de febre e exercício.
- Medir pressão arterial (classificação AAP 2017) e pesquisar edema.
- Se persistente: urocultura se houver sintomas; RPC na primeira urina da manhã; creatinina e ureia; C3 e C4; relação cálcio/creatinina urinária; exame de urina dos pais e irmãos (hematúria familiar).
- Na suspeita de GNPE: C3, ASLO/anti-DNase B, cultura de orofaringe ou de lesão de pele.
- Ultrassonografia de rins e vias urinárias se hematúria macroscópica não glomerular, dor lombar, trauma, massa ou suspeita de litíase.
Proteinúria
- Fita positiva (≥ 1+) → repetir e quantificar com RPC.
- Se RPC alterada em amostra do dia: RPC na primeira urina da manhã (o KDIGO 2021 considera a primeira urina da manhã a amostra mais apropriada em criança). Normal na primeira da manhã = proteinúria ortostática.
- Proteinúria persistente: creatinina, albumina, colesterol, C3/C4, sedimento, PA e ultrassonografia; encaminhar à nefrologia.
Edema
- Edema + proteinúria maciça (fita 3+ ou RPC ≥ 2) = síndrome nefrótica. Solicitar albumina, creatinina, eletrólitos, colesterol, hemograma, C3, sorologias (hepatites B e C, HIV), IgG para varicela se não vacinado (IPNA).
- Edema + hematúria + hipertensão/oligúria = síndrome nefrítica (GNA).
- Edema sem proteinúria: pensar em desnutrição/enteropatia perdedora de proteína, insuficiência cardíaca, hepatopatia, alergia/angioedema, hipotireoidismo.
4.Tratamento em casa
Hematúria microscópica isolada e proteinúria ortostática: não há tratamento; orientar, repetir urina e medir PA periodicamente. A AAFP/AAP lembra que proteinúria transitória some com a remoção do fator desencadeante.
GNPE leve (PA normal, edema discreto, diurese preservada, creatinina normal): tratamento de suporte com restrição de sal, controle de peso, diurese e PA a cada 24–48 h; o KDIGO 2021 orienta suporte e biópsia apenas se C3 persistir baixo após 12 semanas ou evolução atípica.
| Medicamento | Dose | Intervalo | Duração | Observação |
|---|---|---|---|---|
| Penicilina G benzatina IM (erradicar o estreptococo na GNPE) | < 20 kg 600.000 UI; ≥ 20 kg 1.200.000 UI | Dose única | Dose única | Só se houver infecção estreptocócica ativa ou cultura positiva (AEP); não altera o curso da nefrite |
| Amoxicilina (alternativa oral) | 50 mg/kg/dia (máx. 1 g/dia) | 1x/dia ou 12/12 h | 10 dias | Mesma indicação |
| Prednisolona ou prednisona (síndrome nefrótica típica, com nefrologista) | 60 mg/m²/dia ou 2 mg/kg/dia (máx. 60 mg/dia) | 1x/dia pela manhã | 4 semanas (ou 6) | Seguir com 40 mg/m² ou 1,5 mg/kg em dias alternados (máx. 40 mg) por 4 semanas (ou 6) — IPNA 2022; KDIGO 2025 |
| Furosemida (edema, apenas sob orientação do nefrologista) | 1–2 mg/kg/dose VO (SBP) | Conforme resposta | Curto | Não usar em criança nefrótica com sinais de hipovolemia (risco de choque e trombose) |
Síndrome nefrótica — orientações gerais
- Remissão esperada em até 4 semanas de prednisolona (corticossensível). Sem remissão em 4 semanas = corticorresistente → nefrologia.
- Fita urinária diária em casa até a remissão e depois ao menos 2 vezes por semana no primeiro ano (IPNA). Recaída = fita ≥ 3+ (ou RPC ≥ 2) por 3 dias seguidos.
- Dieta com restrição de sal enquanto houver edema; não restringir proteína.
- Vacinação: conferir e completar pneumocócica, meningocócica, Haemophilus, hepatite B, influenza, COVID-19 e varicela (IPNA). Vacinas de vírus vivos só fora da imunossupressão, conforme calendário de imunobiológicos especiais.
- Antiparasitário antes de iniciar imunossupressão em áreas endêmicas (material da SBP).
- Evitar anti-inflamatórios não esteroides (SBP).
Hipertensão: a AAP 2017 pede urina, eletrólitos, ureia e creatinina em toda criança hipertensa; anti-hipertensivo e bloqueio do sistema renina-angiotensina (KDIGO) ficam com o nefrologista.
Não fazer: corticoide "para prevenir nefrite" na vasculite por IgA sem acometimento renal (KDIGO 2021, grau 1B); corticoide para síndrome nefrótica atípica sem nefrologista; albumina ou diurético em consultório.
5.Quando encaminhar ao pronto-socorro ou internar
- GNA com hipertensão, edema significativo, oligúria ou queda da função renal (AEP: indicação de internação).
- Crise hipertensiva: PA ≥ 30 mmHg acima do p95, > 180/120 mmHg no adolescente ou qualquer hipertensão com cefaleia, vômitos, alteração visual, confusão ou convulsão (AAP 2017).
- Síndrome nefrótica com: dor abdominal com febre ou peritonismo (peritonite); sinais de hipovolemia (taquicardia, perfusão lenta, extremidades frias, dor abdominal, oligúria, hemoconcentração); trombose (edema assimétrico de membro, hematúria macroscópica com dor lombar, cefaleia intensa ou déficit neurológico, dispneia súbita); anasarca com derrame pleural e desconforto respiratório; infecção grave (celulite, pneumonia, sepse) — "recaída complicada" do IPNA.
- Hematúria macroscópica com coágulos e retenção urinária, trauma abdominal ou massa palpável.
- Palidez, petéquias e oligúria após diarreia (suspeita de síndrome hemolítico-urêmica).
Como encaminhar
- Medir e registrar PA (manguito adequado), peso, diurese recente e SpO2.
- Hipertensão com sintomas neurológicos ou convulsão: posição lateral, oxigênio, acionar SAMU (192); não reduzir a PA de forma abrupta no consultório.
- Suspeita de peritonite ou sepse na criança nefrótica: acesso venoso se possível e contato imediato com o serviço (antibiótico parenteral não deve atrasar).
- Hipovolemia na criança nefrótica: suspender diurético, não oferecer diurético nem restringir líquidos; transporte rápido.
- Relatório com exames disponíveis (urina, RPC, creatinina, albumina, C3), medicamentos e doses de corticoide.
6.Orientações de retorno e sinais de alerta para a família
- "Colha a primeira urina da manhã, logo ao acordar, para medir a proteína."
- Síndrome nefrótica: "Faça a fita de urina todos os dias até negativar e anote. Se der 3 cruzes por 3 dias seguidos, ligue para o pediatra ou o nefrologista."
- GNPE leve: "Pese a criança todo dia, anote quanto ela urina e meça a pressão conforme combinado; comida com pouco sal."
- Ir ao pronto-socorro se: urina muito escassa ou ausente; inchaço aumentando rápido ou falta de ar; dor de cabeça forte, vômitos, visão turva ou convulsão; dor de barriga forte com febre; perna inchada de um lado só; criança pálida, fria, muito sonolenta; urina com coágulos ou dificuldade para urinar.
- Vasculite por IgA: "Mesmo sem sintomas, faça exame de urina todo mês por 6 meses."
7.Comparação com as referências
| Item | SBP / MS | AAP | NICE | Oxford / Cambridge | AEP |
|---|---|---|---|---|---|
| Confirmar hematúria | Sedimento urinário | Sedimento; avaliar PA e proteinúria | Sem diretriz pediátrica específica localizada | Segue o NICE / Oxford Handbook | > 5 hemácias/campo; morfologia das hemácias |
| Quantificar proteinúria | RPC; material SBP usa RPC > 2,5 para nefrose | RPC ≤ 0,2 normal (> 2 anos); ortostática pela primeira urina (AAFP) | Sem diretriz pediátrica específica localizada | Segue o NICE | RPC > 0,2 anormal; > 2 nefrótica; primeira urina da manhã |
| Síndrome nefrótica — definição | Proteinúria maciça (RPC > 2,5), hipoalbuminemia, edema (material SBP) | RPC > 2 mg/mg = faixa nefrótica (AAFP) | Sem diretriz própria localizada | Segue o NICE | RPC > 2 mg/mg |
| Corticoide inicial | Dose não especificada no material consultado; conduzir com nefrologia | Sem diretriz própria localizada | Sem diretriz própria localizada | Segue o NICE | Capítulo não consultado. Referência internacional (IPNA 2022; KDIGO 2025): 60 mg/m²/dia (máx. 60 mg) 4–6 semanas + 40 mg/m² em dias alternados 4–6 semanas |
| GNPE | Material SBP antigo (2002); suporte | Sem diretriz própria localizada; KDIGO 2021 orienta suporte | Sem diretriz própria localizada | Segue o NICE | Internar se HAS, edema importante ou IRA; C3 normaliza em 6–8 semanas |
| Hipertensão | Documento SBP 2019 (não consultado) | Estágio 2 ≥ p95 + 12 ou ≥ 140/90; emergência ≥ p95 + 30 ou > 180/120 | NG136 é para adultos | Segue o NICE | Anti-hipertensivo no hospital na GNA |
Leitura: as referências convergem em confirmar a hematúria no sedimento, quantificar a proteinúria pela RPC na primeira urina da manhã, considerar benignas a hematúria isolada com PA normal e a proteinúria ortostática, e reconhecer como urgência a glomerulonefrite com hipertensão, oligúria ou insuficiência renal. Para síndrome nefrótica, o IPNA (2022) e o KDIGO (2025) são as referências internacionais de fato: prednisolona 60 mg/m²/dia (máx. 60 mg) seguida de dias alternados, total de 8 ou 12 semanas; a diferença entre fontes está no corte de albumina (< 3,0 g/dL no IPNA/KDIGO; < 2,5 g/dL em critérios clássicos) e da RPC (≥ 2 mg/mg internacional; > 2,5 em material da SBP). O NICE não tem diretriz pediátrica específica para hematúria ou proteinúria; a SBP também não tem documento científico dedicado a esses temas.
- Fita positiva para sangue não é hematúria até o sedimento confirmar hemácias.
- Meça a pressão arterial em toda criança com hematúria, proteinúria ou edema; hipertensão muda a gravidade.
- Proteinúria deve ser quantificada pela RPC na primeira urina da manhã; normal nela = ortostática.
- Hematúria + edema + hipertensão ou oligúria, 1–3 semanas após faringite, é GNPE: pronto-socorro se houver hipertensão, oligúria ou creatinina alterada.
- Síndrome nefrótica típica: prednisolona 60 mg/m²/dia (máx. 60 mg) em conjunto com o nefrologista; atípica (< 1 ano, > 12 anos, hematúria macroscópica, C3 baixo, hipertensão) vai ao nefrologista antes do corticoide.
- Criança nefrótica com dor abdominal e febre, perna inchada de um lado ou sinais de hipovolemia vai ao hospital; não dar diurético.
8.Fontes
- IPNA. Trautmann A et al. IPNA clinical practice recommendations for the diagnosis and management of children with steroid-sensitive nephrotic syndrome. Pediatr Nephrol, 2022. Springer · PDF IPNA
- KDIGO. 2025 Clinical Practice Guideline for the Management of Nephrotic Syndrome in Children, 2025. PDF
- KDIGO. Executive summary of the 2021 Guideline for the Management of Glomerular Diseases, 2021. PDF
- KDIGO. 2025 Clinical Practice Guideline for the Management of IgA Nephropathy and IgA Vasculitis, 2025. PDF
- Sociedade Brasileira de Pediatria, Departamento de Nefrologia. Síndrome nefrótica e as complicações que podem ser evitadas (apresentação), 2019. PDF
- American Academy of Family Physicians. Proteinuria in children — evaluation and differential diagnosis, 2017. aafp.org
- American Academy of Pediatrics. Clinical practice guideline for screening and management of high blood pressure in children and adolescents, 2017 (resumo AAFP 2018). aafp.org
- AEP. Protocolos de Nefrología — Glomerulonefritis aguda postinfecciosa (Fernández Maseda, Romero Sala), 2022. PDF
- AEP/AENP. Protocolos diagnósticos y terapéuticos en Nefrología Pediátrica — hematuria y proteinuria, 2022. PDF