Gravidade em semáforo (🟢 leve · 🟡 moderada · 🔴 grave), tratamento em casa e critérios para encaminhar ao pronto-socorro ou internar, com a comparação entre SBP/Ministério da Saúde e as referências internacionais. 📄 Baixar em PDF
Urticária aguda é o surgimento de urticas (pápulas e placas eritematoedematosas, pruriginosas, fugazes, cada lesão com menos de 24 h), com ou sem angioedema, por até 6 semanas. Na criança, a causa mais frequente é a infecção, sobretudo viral (cerca de 47–48% dos casos); medicamentos (betalactâmicos, anti-inflamatórios) e alimentos respondem por uma parte menor. Não se pedem exames de rotina (SBP 2023, EAACI/GA²LEN 2022). O tratamento é o anti-histamínico H1 de segunda geração em dose de bula, mantido enquanto houver lesões; anti-histamínicos de primeira geração não são recomendados. Corticoide oral é reservado a quadros extensos e muito sintomáticos, por curto período. A maioria das crianças é tratada em casa (🟢/🟡). A primeira pergunta em toda urticária é: há anafilaxia? Urticária ou angioedema com comprometimento respiratório (estridor, disfonia, sibilância, dispneia), cardiovascular (hipotensão, síncope, hipotonia) ou gastrointestinal persistente exige adrenalina IM 0,01 mg/kg (máx. 0,3 mg na criança; 0,5 mg no adolescente) imediatamente, no consultório, e transferência ao pronto-socorro (🔴). Lesões que duram mais de 6 semanas definem urticária crônica e justificam investigação dirigida e acompanhamento com alergista.
1.O que é e como se apresenta
- Definição: urticas (edema da derme superficial) com prurido, de forma e tamanho variáveis, que migram e desaparecem sem deixar marca em menos de 24 h; angioedema é o edema da derme profunda e do subcutâneo (pálpebras, lábios, mãos, pés, genitais), menos pruriginoso, às vezes doloroso, que pode durar até 72 h (SBP 2023).
- Classificação temporal (EAACI/GA²LEN 2022, SBP 2023): aguda ≤ 6 semanas; crônica > 6 semanas, espontânea ou induzível (dermografismo, frio, colinérgica, pressão, calor, solar, aquagênica).
- Gatilhos na criança:
- Infecções — a causa mais frequente (virais, bacterianas e parasitárias). Urticária que surge durante o uso de antibiótico é, muitas vezes, efeito da própria infecção, e não alergia ao antibiótico; evitar rotular a criança como alérgica sem avaliação.
- Medicamentos — betalactâmicos, anti-inflamatórios não esteroides.
- Alimentos — leite, ovo, amendoim, castanhas, peixes e frutos do mar, em geral com início em minutos a 2 h após a ingestão e frequentemente com outros sintomas de reação IgE mediada.
- Picadas de insetos, látex, contato, vacinas (raramente); muitos casos ficam sem causa definida (idiopáticos).
- Faixa etária: qualquer idade; comum em pré-escolares com infecções de repetição.
2.Classificação de gravidade
| Gravidade | Critérios clínicos | Conduta |
|---|---|---|
| 🟢 Leve | Urticas localizadas ou disseminadas, prurido tolerável, sem angioedema de face e sem sintomas sistêmicos, bom estado geral | Anti-histamínico de segunda geração em dose de bula; afastar gatilho provável; retorno se persistir > 1–2 semanas ou se piorar |
| 🟡 Moderada | Urticária extensa e muito pruriginosa, que prejudica sono e atividades; angioedema de lábios, pálpebras ou extremidades sem sinais respiratórios; recorrência em poucos dias; febre, artralgia ou lesões fixas (suspeita de diagnóstico diferencial) | Anti-histamínico em dose regular; considerar curso curto de corticoide oral; observar no consultório 1–2 h se o início foi recente; reavaliar em 24–48 h |
| 🔴 Grave | Anafilaxia: urticária/angioedema com estridor, rouquidão, dificuldade para engolir, sibilância, dispneia, SpO2 < 94%, hipotensão, palidez, hipotonia, síncope, vômitos repetidos ou dor abdominal intensa após exposição a alérgeno provável; angioedema de língua, úvula ou laringe; urticária com púrpura, febre alta e mau estado geral | Adrenalina IM imediata, posição adequada, oxigênio, acionar SAMU (192) e transferir ao pronto-socorro |
Fatores de risco que elevam a gravidade
- Anafilaxia prévia ou alergia alimentar conhecida (amendoim, castanhas, leite, peixes e frutos do mar).
- Asma, sobretudo mal controlada (maior risco de anafilaxia fatal).
- Adolescência (comportamento de risco, demora em usar a adrenalina) e exercício associado à ingestão.
- Reação após picada de himenópteros ou medicamento injetável.
- Angioedema recorrente sem urticas (pensar em angioedema hereditário ou por inibidor da ECA: anti-histamínico e corticoide não funcionam).
- Idade < 6 meses (menos opções licenciadas e diagnóstico diferencial mais amplo).
3.Diagnóstico no consultório
- O diagnóstico é clínico. Pergunte: tempo de cada lesão, alimentos, medicamentos e infecções nas 24–72 h anteriores, picadas, exercício, contato. Fotos feitas pela família ajudam.
- Exames: "Na urticária aguda, não é recomendado qualquer procedimento diagnóstico de rotina" (SBP 2023; mesma posição do consenso EAACI/GA²LEN 2022). Testes alérgicos (IgE específica, testes cutâneos) só com suspeita clínica de alergia alimentar, a medicamento ou a veneno de insetos, em geral pelo alergista.
- Descartar anafilaxia em todos os casos: examinar voz, respiração, ausculta, SpO2, pulso, perfusão e pressão arterial.
Diagnóstico diferencial que não pode passar
| Quadro | Pistas clínicas | Implicação |
|---|---|---|
| Urticária multiforme (urticária aguda anular) | Placas anulares/policíclicas com centro violáceo ou equimótico, cada lesão < 24 h; edema de mãos e pés; dermografismo; febre leve nos dias anteriores; após infecção viral ou antibiótico; sem lesão de mucosa | Forma de urticária aguda: responde a anti-histamínico; bom prognóstico |
| Eritema multiforme | Lesões em alvo típico (três zonas), fixas por vários dias, predomínio acral; pouco prurido; pode ter lesão de mucosa oral; associado a herpes simples ou Mycoplasma pneumoniae | Não é urticária; anti-histamínico não altera a evolução. Mucosa extensa, bolhas ou descolamento: pensar em SSJ/NET (🔴) |
| Reação semelhante à doença do soro | 1–3 semanas após o início de medicamento (clássico: cefaclor; também amoxicilina), placas urticariformes/equimóticas, febre e artralgia/artrite (mãos e pés), edema; sem mucosa | Suspender o fármaco; anti-histamínico e, se intenso, corticoide oral; registrar a reação |
| Vasculite urticariforme | Lesões > 24–48 h, dolorosas ou com ardor, deixam púrpura ou hiperpigmentação | Encaminhar para biópsia e investigação |
| Angioedema hereditário | Angioedema recorrente sem urticas nem prurido, dor abdominal recorrente, história familiar | Encaminhar ao alergista; não responde a anti-histamínico/corticoide |
| Picadas de insetos (estrófulo), mastocitose, exantema viral, doença de Kawasaki (febre ≥ 5 dias) | Lesões fixas, distribuição típica, sinal de Darier, febre prolongada | Conduta própria |
4.Tratamento em casa
Anti-histamínico H1 de segunda geração é a primeira linha (EAACI/GA²LEN 2022; SBP 2023). Usar em horário regular (não "se necessário") enquanto houver lesões e por alguns dias após o controle. Na urticária aguda, a dose padrão de bula costuma bastar; o aumento até 4 vezes a dose padrão é recomendação do consenso EAACI/GA²LEN 2022 para a urticária crônica sem resposta à dose padrão (a SBP 2023 também admite), fora da bula em crianças e de preferência com orientação do alergista.
| Medicamento | Dose | Intervalo | Duração | Observação |
|---|---|---|---|---|
| Cetirizina (1 mg/mL) | 2–6 anos: 2,5 mg; 6–12 anos: 5 mg; ≥ 12 anos: 10 mg | 2–12 anos: 12/12 h; ≥ 12 anos: 1x/dia | Enquanto houver lesões | Bula no Brasil a partir de 2 anos; pode causar sonolência leve |
| Loratadina (1 mg/mL) | 2–12 anos < 30 kg: 5 mg; ≥ 30 kg ou ≥ 12 anos: 10 mg | 1x/dia | Idem | Bula a partir de 2 anos |
| Desloratadina (0,5 mg/mL) | 6–11 meses: 1 mg (2 mL); 1–5 anos: 1,25 mg (2,5 mL); 6–11 anos: 2,5 mg (5 mL); ≥ 12 anos: 5 mg | 1x/dia | Idem | Bula a partir de 6 meses; independe da alimentação |
| Fexofenadina (6 mg/mL) | 6 meses–2 anos: 15 mg (2,5 mL); 2–11 anos: 30 mg (5 mL); ≥ 12 anos: dose de adulto conforme bula | 12/12 h (até 11 anos) | Idem | Bula para urticária a partir de 6 meses |
| Bilastina (2,5 mg/mL) | 6–11 anos com ≥ 20 kg: 10 mg (4 mL); ≥ 12 anos: 20 mg | 1x/dia | Idem | Tomar 1 h antes ou 2 h depois de alimentos ou sucos |
| Prednisolona ou prednisona | 1 mg/kg/dia (máx. 40 mg/dia) | 1x/dia, pela manhã | 3 a 5 dias (a SBP admite 3 a 10 dias) | Só na urticária extensa e muito sintomática ou com angioedema importante; nunca de uso prolongado |
| Adrenalina 1 mg/mL IM (vasto lateral da coxa) | 0,01 mg/kg (máx. 0,3 mg na criança; 0,5 mg no adolescente); autoinjetor 0,15 mg < 30 kg, 0,3 mg ≥ 30 kg | Repetir a cada 5–15 min se necessário | Dose de emergência | Anafilaxia: não substituir por anti-histamínico ou corticoide |
- Não usar: anti-histamínicos sedativos de primeira geração (hidroxizina, dexclorfeniramina, prometazina), exceto por problema social (prurido noturno que impede o sono da família), por curto período e fora da faixa de contraindicação — sedação, piora do sono REM e do aprendizado escolar, efeitos anticolinérgicos (SBP 2023; EAACI/GA²LEN 2022 recomenda contra o uso como primeira linha). Prometazina é contraindicada abaixo de 2 anos. Corticoide tópico e loções anti-histamínicas não têm papel.
- Anti-H2, antileucotrienos e dieta de exclusão empírica não fazem parte do tratamento inicial da urticária aguda.
- Medidas gerais: suspender o medicamento suspeito (e registrar a reação no prontuário); evitar anti-inflamatórios não esteroides durante o quadro (podem agravar urticas); roupas leves, banhos mornos, compressas frias; tratar a infecção de base quando indicado.
- Rótulo de alergia a antibiótico: urticária tardia (dias após início) durante infecção viral raramente é alergia verdadeira. Registrar como "reação a esclarecer" e encaminhar ao alergista quando houver necessidade futura do fármaco; não rotular a criança como alérgica à penicilina sem avaliação.
- Urticária crônica (> 6 semanas): escalonamento do consenso EAACI/GA²LEN 2022 — anti-H1 de segunda geração em dose padrão; se não controlar em 2–4 semanas, aumentar até 4 vezes; se ainda não controlar, omalizumabe (licenciado a partir de 12 anos; SBP 2023: 300 mg a cada 4 semanas); ciclosporina como última opção. A SBP recomenda encaminhar ao especialista após 2–4 semanas sem controle com dose alta. Investigação laboratorial mínima e dirigida (hemograma, VHS/PCR; outros conforme a história).
5.Quando encaminhar ao pronto-socorro ou internar
- Anafilaxia (critérios da tabela), mesmo que tenha melhorado após a adrenalina — observação hospitalar é necessária pelo risco de reação bifásica.
- Angioedema de língua, úvula, orofaringe ou laringe (disfonia, estridor, sialorreia, dificuldade para engolir).
- Urticária com febre alta, púrpura, mau estado geral ou lesões bolhosas/mucosas (vasculite, doença do soro grave, SSJ/NET, meningococcemia no diagnóstico diferencial de lesões purpúricas).
- Falta de resposta ao tratamento com sofrimento importante, desidratação ou impossibilidade de via oral.
Como encaminhar (anafilaxia)
- Adrenalina 1 mg/mL IM no vasto lateral da coxa, 0,01 mg/kg (máx. 0,3 mg na criança; 0,5 mg no adolescente), sem demora; repetir em 5–15 min se não houver melhora. Se houver autoinjetor: 0,15 mg abaixo de 30 kg; 0,3 mg a partir de 30 kg.
- Posição: deitada com membros inferiores elevados se hipotensa; sentada se houver desconforto respiratório; lateral se vomitando. Não colocar a criança em pé.
- Oxigênio por máscara; broncodilatador inalatório se houver sibilância (adjuvante, não substitui a adrenalina).
- Acesso venoso e expansão com cristaloide se hipotensão, quando possível, sem atrasar o transporte.
- Anti-histamínico e corticoide são adjuvantes, apenas após a adrenalina.
- Acionar SAMU (192) e contatar o serviço de destino; relatório com horário da exposição, doses e horários da adrenalina.
6.Orientações de retorno e sinais de alerta para a família
- "As placas aparecem e somem em horas, mudando de lugar. Isso é esperado e pode durar alguns dias até poucas semanas, principalmente depois de viroses."
- "Dê o antialérgico todos os dias, no horário, e não só quando coçar."
- "Não use anti-inflamatório (ibuprofeno, diclofenaco etc.) enquanto houver placas; para febre ou dor, use paracetamol ou dipirona."
- "Anote e fotografe: o que a criança comeu, tomou ou fez antes das placas."
- Retornar se as lesões persistirem por mais de 1–2 semanas sem controle, se cada lesão durar mais de 24 h, deixar mancha roxa, doer, ou vier com febre e dor nas juntas.
- Ir imediatamente ao pronto-socorro (ou chamar o SAMU 192) se: inchaço de língua ou garganta, voz rouca, chiado, falta de ar, dificuldade para engolir, vômitos repetidos, palidez, moleza intensa ou desmaio. Se a criança tiver autoinjetor de adrenalina, usar primeiro e depois procurar o serviço.
- Placas que continuam aparecendo por mais de 6 semanas: agendar consulta para avaliação de urticária crônica.
7.Comparação com as referências
| Item | SBP / MS | AAP | NICE | Oxford / Cambridge | AEP |
|---|---|---|---|---|---|
| Definição | Aguda < 6 semanas (SBP 2023) | Sem diretriz própria | Sem guideline NG; orientação pública do NHS | Segue o NICE | Aguda < 6 semanas; infecções virais em 47% (Pediatría Integral, SEPEAP) |
| Exames | Nenhum de rotina | — | — | Segue o NICE | Não rotineiros, salvo suspeita de alergia |
| 1ª linha | Anti-H1 de 2ª geração; 1ª geração não indicada | — | Anti-histamínico (NHS) | Segue o NICE | Anti-H1 de 2ª geração; dobrar dose se resposta insuficiente |
| Dose aumentada | Até 4x na crônica | — | — | Segue o NICE | Até 2x |
| Corticoide | 0,5–1 mg/kg/dia, 3 a 10 dias, casos graves | — | Comprimidos de corticoide em casos persistentes (NHS) | Segue o NICE | Dose única 0,5–1 mg/kg de metilprednisolona ou equivalente em quadros generalizados |
| Anafilaxia | Adrenalina IM | Autoinjetor 0,15 mg ou 0,3 mg conforme peso (2017) | Emergência (999) | Segue o NICE | Adrenalina IM 0,01 mg/kg, máx. 0,5 mg, repetir a cada 5–15 min |
| Encaminhamento | Especialista após 2–4 semanas sem controle com dose alta | — | Médico se persistir ou recorrer; especialista se suspeita de alergia (NHS) | Segue o NICE | Alergista se recorrente, angioedema ou suspeita de alergia IgE |
Leitura: há convergência completa em três pontos: urticária aguda não exige exames, o anti-histamínico de segunda geração é a primeira linha e a adrenalina IM é o único tratamento de primeira linha da anafilaxia. A principal divergência está no aumento de dose — até 4 vezes (SBP e consenso EAACI/GA²LEN, na urticária crônica) contra até 2 vezes na revisão espanhola — e no corticoide: a SBP admite curso de 3 a 10 dias em casos graves, enquanto a referência espanhola cita dose única e o consenso europeu desaconselha uso prolongado. A AAP não tem diretriz específica sobre urticária; sua contribuição é a orientação sobre autoinjetor de adrenalina. O NICE não tem guideline NG sobre o tema; as orientações disponíveis ao público (NHS) são coerentes com as demais. A AEP não tem protocolo acessível sobre o tema; utilizou-se a revisão de Pediatría Integral (SEPEAP, 2023).
Veja também, nesta Biblioteca: Urticária, Angioedema, Eritema Multiforme e SSJ/NET e Anafilaxia e Autoaplicador de Adrenalina (Alergia).
- Em toda urticária, procure primeiro sinais de anafilaxia: voz, respiração, perfusão e pressão arterial.
- Anafilaxia se trata com adrenalina IM 0,01 mg/kg (máx. 0,3 mg na criança; 0,5 mg no adolescente) na coxa, já no consultório; anti-histamínico e corticoide não substituem a adrenalina.
- Na criança, a urticária aguda é quase sempre infecciosa; não peça exames e evite rotular alergia a antibiótico sem avaliação.
- Anti-histamínico de segunda geração em horário fixo; evite os de primeira geração.
- Corticoide oral só em quadros extensos, por poucos dias; lesão fixa, dolorosa, com púrpura, febre e artralgia muda o diagnóstico.
- Mais de 6 semanas é urticária crônica: dose até 4x e encaminhamento ao alergista se não houver controle.
8.Fontes
- Sociedade Brasileira de Pediatria, Departamento Científico de Alergia. Diretrizes — Abordagem da urticária na criança e no adolescente, 2023. PDF
- Zuberbier T et al. The international EAACI/GA²LEN/EuroGuiDerm/APAAACI guideline for the definition, classification, diagnosis, and management of urticaria. Allergy, 2022. PDF
- Resumo do consenso de urticária 2022 (escalonamento terapêutico). medizinonline.com
- Ortega C. Urticaria y angioedema. Pediatría Integral (SEPEAP), 2023. PDF
- NHS. Hives, 2024. nhs.uk
- The Royal Children's Hospital Melbourne. Clinical Practice Guideline — Urticaria (referência complementar para doses e diagnóstico diferencial). rch.org.au
- The many faces of pediatric urticaria. Frontiers in Allergy, 2023. frontiersin.org
- American Academy of Pediatrics (Sicherer, Simons). Epinephrine for first-aid management of anaphylaxis, 2017 — resumo. contemporarypediatrics.com
- Bulas profissionais: Zyrtec solução oral (cetirizina) PDF; desloratadina xarope PDF; Alektos Ped (bilastina) PDF; loratadina xarope PDF; Allegra Pediátrico (fexofenadina) drogasil.com.br