Pneumologia pediátrica · Vias aéreas, sono e função pulmonar

Estridor no lactente — laringomalácia e malformações de vias aéreas

Como a fase do estridor localiza a obstrução, como separar o agudo do crônico, reconhecer a laringomalácia grave e as outras malformações de via aérea e quando pedir nasofibrolaringoscopia

Gravidade em semáforo (🟢 leve · 🟡 moderada · 🔴 grave), conduta ambulatorial e critérios para encaminhar ao especialista, ao pronto-socorro ou internar, com a comparação entre SBP/Ministério da Saúde e as referências internacionais (convergências e divergências). 📄 Baixar em PDF

Em resumo

Estridor é o ruído do ar turbulento numa via aérea de grosso calibre estreitada. A fase localiza a obstrução: inspiratório — supraglote; bifásico — glote e subglote (obstrução fixa); expiratório — traqueia intratorácica. Primeiro, separe o estridor agudo (crupe, corpo estranho, epiglotite, traqueíte bacteriana, anafilaxia), que é urgência, do crônico ou congênito. A laringomalácia é a causa congênita mais comum: estridor inspiratório nas primeiras semanas, pior com choro, mamada e decúbito dorsal, com choro normal; resolve na maioria até 12–24 meses. Dificuldade alimentar, baixo ganho de peso, apneias, cianose, tiragem importante ou pectus escavado indicam laringomalácia grave ou outra lesão. Para a SBP, todo estridor deve ser avaliado pelo otorrinolaringologista, que faz o diagnóstico por endoscopia (nasofibrolaringoscopia). Laringomalácia leve com boa curva de peso fica com o pediatra (🟢); sinais de gravidade, estridor bifásico ou expiratório, choro fraco, intubação prévia ou hemangioma em "barba" pedem encaminhamento prioritário (🟡); estridor em repouso com tiragem, cianose, apneia ou SpO2 < 92% é pronto-socorro (🔴).

1.O que é e como se apresenta

A fase localiza a obstrução (SBP, Departamento de Emergências, 2017):

Fase Nível Exemplos
Inspiratório Supraglote (tecido sem cartilagem colapsa na inspiração) Laringomalácia, paralisia bilateral de pregas vocais, epiglotite, crupe inicial
Bifásico Glote e subglote (obstrução fixa) Estenose subglótica, hemangioma subglótico, paralisia de pregas vocais, crupe grave
Expiratório Traqueia intratorácica e brônquios principais Traqueomalácia, anel vascular, massa mediastinal, corpo estranho traqueal

Pistas: voz abafada e sialorreia — supraglote; rouquidão ou choro fraco — pregas vocais; disfagia e engasgos — anel vascular, fenda laríngea ou doença neurológica.

Estridor agudo (horas a dias): crupe, corpo estranho, epiglotite, traqueíte bacteriana, abscesso retrofaríngeo, anafilaxia, hipocalcemia — conduta nos documentos próprios.

Estridor crônico ou congênito:

  • Laringomalácia — colapso inspiratório da supraglote (epiglote em ômega, pregas ariepiglóticas curtas). Começa nas primeiras semanas, piora com choro, mamada, viroses e decúbito dorsal, choro normal; aumenta até 6–8 meses e cerca de 90% resolvem sem cirurgia até 18–20 meses. Associa-se a refluxo, doença neurológica (pior prognóstico) e lesões sincrônicas de via aérea (7,5% a 64%).
    • Leve (≈ 40%): estridor sem repercussão, mamadas adequadas.
    • Moderada (≈ 40%): engasgos, tosse ou cansaço às mamadas.
    • Grave (≈ 20%): apneias, cianose, tiragem, baixo ganho de peso, dessaturação, pectus escavado; risco de hipertensão pulmonar.
  • Paralisia de pregas vocais — bilateral: estridor com desconforto e choro quase normal (Chiari, hidrocefalia); unilateral: choro fraco ou rouco e aspiração, típica após cirurgia cardíaca ou torácica (ligadura de canal arterial).
  • Estenose subglótica — congênita ou, mais comum, pós-intubação (prematuro). Estridor bifásico, piora acentuada com viroses, "crupe recorrente" ou fora da idade típica.
  • Hemangioma subglótico — estridor bifásico progressivo entre 6 e 12 semanas, às vezes rotulado como "crupe que não passa", com melhora transitória ao corticoide. Cerca de metade dos hemangiomas segmentares em "barba" (pré-auricular, mandíbula, queixo, pescoço) tem componente de via aérea; pode ocorrer sem lesão cutânea. Tratamento: propranolol.
  • Anéis vasculares — duplo arco aórtico, arco à direita com subclávia aberrante, sling pulmonar. Estridor expiratório ou bifásico, tosse ladrante, sibilância sem resposta a broncodilatador, disfagia com sólidos.
  • Traqueomalácia — primária ou secundária (atresia de esôfago com fístula, anel vascular). Sibilo expiratório monofônico, tosse metálica; nos graves, apneias com cianose.
  • Outras: cistos e membranas laríngeos, fenda laríngea, papilomatose.

2.Classificação de gravidade

Gravidade Critérios clínicos Conduta
🟢 Leve Estridor inspiratório típico, choro normal, mamadas sem engasgos relevantes, bom ganho de peso, sem tiragem em repouso, apneia ou cianose, SpO2 ≥ 95% Seguimento pelo pediatra (retorno em 2–4 semanas no início); nasofibrolaringoscopia eletiva (SBP)
🟡 Moderada Dificuldade alimentar ou ganho de peso limítrofe, tiragem leve com agitação; ou estridor bifásico, expiratório ou atípico (choro fraco, piora progressiva, intubação prévia, cirurgia cardíaca, hemangioma em "barba", doença neurológica, "crupe recorrente" ou em menor de 6 meses) Encaminhamento prioritário ao otorrinolaringologista pediátrico (pneumologista se suspeita traqueal ou de anel vascular) em até 1–2 semanas; hemangioma em "barba" ou estridor progressivo aos 1–3 meses, em poucos dias
🔴 Grave Estridor em repouso com tiragem moderada a grave, apneias, cianose, SpO2 < 92%, agitação, sonolência ou fadiga, desidratação ou perda de peso Pronto-socorro/hospital: oxigênio, criança no colo, sem manipular a orofaringe; SAMU (192)

Fatores de risco que elevam a gravidade: prematuridade e intubação prévia; doença neurológica e síndromes; cardiopatia; lesão sincrônica de via aérea; hemangioma em "barba"; atresia de esôfago; virose sobreposta; aspiração.

3.Diagnóstico no consultório

Anamnese: início e evolução; relação com choro, sono, posição, mamada e viroses; qualidade do choro; engasgos, cianose ou pausas; prematuridade, intubação, cirurgia cardíaca; "crupes" repetidos; engasgo testemunhado.

Exame: criança calma, no colo; fase do estridor, tiragem, cor, SpO2, choro, curva de peso, pectus, hemangiomas cutâneos ("barba"), dismorfias, tônus. Vídeo do estridor ajuda o especialista.

Exames — quando e quais:

  • Nasofibrolaringoscopia flexível (otorrinolaringologista, criança acordada): confirma a laringomalácia e avalia a mobilidade das pregas vocais. Pela SBP (Departamento de Otorrinolaringologia), o diagnóstico é feito pelo otorrinolaringologista por endoscopia. Indicar para todo lactente com estridor persistente (eletiva se leve; prioritária nos critérios 🟡 ou se piora após 6–8 meses ou persiste após 18–24 meses).
  • Laringotraqueobroncoscopia sob anestesia: suspeita de lesão subglótica ou traqueal e antes da supraglotoplastia nos graves, para excluir lesão sincrônica.
  • Polissonografia ou oximetria noturna (apneias); angiotomografia e ecocardiograma (anel vascular); avaliação da deglutição (engasgos, aspiração).
  • Radiografia cervical e de tórax: papel limitado; normal não exclui nada.

Diferencial que não pode passar: corpo estranho; epiglotite e traqueíte bacteriana; anafilaxia; hemangioma subglótico rotulado como crupe de repetição; paralisia bilateral de pregas vocais; hipocalcemia; "sibilância sem resposta a broncodilatador" no lactente pequeno (traqueomalácia, anel vascular).

4.Tratamento e seguimento

O que o pediatra faz:

  • Laringomalácia leve: tranquilizar; acompanhar peso, mamadas e sinais de alerta; nasofibrolaringoscopia eletiva. Sono em decúbito dorsal, mesmo com mais ruído: prona ou lateral não são recomendadas (morte súbita, como no documento de DRGE). Mamar mais sentado, com pausas.
  • Dificuldade alimentar: mamadas fracionadas; espessamento da fórmula ou do leite materno ordenhado, com apoio fonoaudiológico.
  • Refluxo: IBP não é de rotina na laringomalácia; só para doença do refluxo sem resposta às medidas alimentares, por tempo limitado, com o especialista. Sem posição da SBP e do Ministério da Saúde, o site segue seu documento Vômitos no lactente, refluxo fisiológico e DRGE e os dados mais recentes, e não o IPOG 2016 (veja Leitura).
  • Viroses pioram o estridor: vacinação em dia (influenza, VSR — Imunizantes contra o VSR); sem tabaco.

O que é do especialista:

  • Supraglotoplastia (secção endoscópica das pregas ariepiglóticas curtas): indicada (IPOG) em apneias ou cianose, hipoxemia ou hipercapnia, apneia obstrutiva do sono, baixo ganho de peso, aspiração grave, hipertensão pulmonar. Melhora a grande maioria; pior resultado com doença neurológica ou lesão sincrônica.
  • Outras lesões: paralisia — tratar a causa, traqueostomia se bilateral grave; estenose subglótica — dilatação com balão ou reconstrução laringotraqueal; hemangioma — propranolol (Hemangiomas Infantis); anel vascular — cirurgia; traqueomalácia — melhora até 1–2 anos, CPAP ou aortopexia nos graves.
Medicamento Dose Intervalo Duração Observação e referência
Dexametasona oral (crupe sobreposto) 0,15 mg/kg no leve; até 0,6 mg/kg no moderado a grave (máx. 10–12 mg) Dose única Dose única Não trata laringomalácia — SBP 2017, AEP, RCH (documento Laringite viral)
L-adrenalina 1 mg/mL inalatória 0,5 mL/kg, máx. 5 mL, com oxigênio Repetir a cada 15–20 min nos graves, já encaminhando Efeito ≈ 2 h Observar 2–4 h; segunda dose indica internação — AEPap, AAFP (documento Laringite viral)
Adrenalina IM 1 mg/mL (anafilaxia) 0,01 mg/kg, máx. 0,3 mg na criança e 0,5 mg no adolescente Repetir em 5–15 min se necessário Até estabilizar Vasto lateral da coxa — padrão do site (Protocolo de Anafilaxia)
Propranolol oral (hemangioma subglótico) Iniciar 1 mg/kg/dia e titular até 3 mg/kg/dia (AAP 2019: 2–3 mg/kg/dia) 2 doses/dia, com ou após a mamada ≥ 6 meses, em geral até ≈ 12 meses de idade Pelo especialista, com início monitorado no hospital (via aérea); suspender se não mamar (hipoglicemia) — AAP 2019; documento Hemangiomas Infantis
Omeprazol (só DRGE com indicação) 1–4 mg/kg/dia (SBP 2024; máx. 80 mg/dia), iniciar ≈ 1 mg/kg/dia 1 vez/dia, 30 min antes da mamada 4–8 semanas, reavaliar Não é de rotina; conferir faixa etária em bula — SBP 2024 (documento DRGE do site)

Não usar: corticoide ou nebulizações repetidas para estridor crônico sem diagnóstico (mascara hemangioma); IBP de rotina; prona ou cabeceira elevada; antibiótico sem infecção bacteriana.

Seguimento: peso e sintomas na puericultura; piora após 6–8 meses, persistência após 2 anos ou novo sintoma: retorno ao otorrinolaringologista.

5.Quando encaminhar ao pronto-socorro ou internar

  • Estridor em repouso com tiragem moderada a grave (AIDPI: doença muito grave, referir urgentemente).
  • Apneias, cianose (inclusive às mamadas) ou SpO2 < 92%.
  • Agitação, sonolência ou estridor que "diminui" com piora do esforço (fadiga).
  • Desidratação ou perda de peso; malformação de via aérea conhecida com virose e desconforto.
  • Suspeita de corpo estranho, epiglotite, traqueíte bacteriana ou anafilaxia.

Como encaminhar:

  1. Criança no colo, na posição que escolher; não examinar a orofaringe se houver sialorreia ou suspeita de epiglotite; evitar o choro.
  2. Oxigênio para manter SpO2 ≥ 94% (e se houver desconforto importante).
  3. Componente de crupe (sem suspeita de epiglotite): dexametasona e adrenalina inalatória antes do transporte, se disponíveis.
  4. Suspeita de anafilaxia: adrenalina IM imediatamente.
  5. Contatar o destino e acionar o SAMU (192) com equipe de via aérea se obstrução grave, apneia ou cianose; enviar relatório (peso, intubação, endoscopias).

6.Orientações de retorno e sinais de alerta para a família

  • "O barulho vem de uma parte mole da laringe que ainda está amadurecendo; aumenta com choro, mamada e resfriado e some com o crescimento, em geral até 1 ano e meio a 2 anos."
  • "Continue colocando o bebê para dormir de barriga para cima, em berço firme. Filme o barulho para mostrar ao médico."
  • Voltar antes da consulta se: engasgos frequentes, mamadas demoradas, cansaço ao mamar, pouco ganho de peso, barulho cada vez mais forte, choro fraco.
  • Pronto-socorro imediatamente se: pausas na respiração, lábios roxos, afundamento das costelas ou do pescoço com o bebê calmo, bebê muito cansado, sonolento ou que não consegue mamar, piora rápida num resfriado.

7.Comparação com as referências

Item SBP Ministério da Saúde AAP NICE AEP Johns Hopkins Harvard Oxford / Cambridge
Localização e gravidade Fase indica o nível (2017) Estridor em repouso = doença muito grave (AIDPI) Laringomalácia, causa mais comum Sem diretriz localizada Malácias, anéis e estenose no diferencial (2020) Sem posição específica localizada Laringomalácia, causa mais comum Segue o NICE
Diagnóstico Avaliação do ORL com endoscopia em todos Sem posição específica localizada Laringoscopia flexível pelo ORL Sem diretriz localizada Fibrolaringoscopia e polissonografia nos graves (AEPap) Sem posição específica localizada Laringoscopia; broncoscopia se grave Segue o NICE
Refluxo Associação citada, sem medicamento indicado Sem posição específica localizada Antirrefluxo pode ajudar Sem diretriz localizada Antirrefluxo no moderado (AEPap) Sem posição específica localizada Supressão ácida com pior evolução; espessar Segue o NICE
Cirurgia Se obstrução aguda ou crônica Sem posição específica localizada Supraglotoplastia se respiração, mamada ou peso comprometidos Sem diretriz localizada Supraglotoplastia nos graves Sem posição específica localizada Supraglotoplastia nos graves Segue o NICE
Hemangioma subglótico Sem posição localizada Sem posição específica localizada "Barba" = risco de via aérea; propranolol 2–3 mg/kg/dia Sem diretriz localizada Sem posição localizada Sem posição específica localizada Sem posição localizada Segue o NICE
Urgência Sinais de obstrução Referir urgentemente ao hospital Apneias, dificuldade alimentar, tiragem Sem diretriz localizada Apneias, baixo ganho de peso Sem posição específica localizada Dificuldade respiratória ou alimentar Segue o NICE

Leitura: as referências convergem em que a laringomalácia é a causa mais comum de estridor no lactente, benigna na maioria, e nos sinais de gravidade (apneia, cianose, dificuldade alimentar, baixo ganho de peso, tiragem) que indicam supraglotoplastia. A principal divergência é o antirrefluxo: o IPOG (2016) e o material da AAP para famílias admitem supressão ácida; dados do Boston Children's (2021) e um ensaio randomizado (2025) não mostram benefício. Sem posição da SBP e do Ministério da Saúde, o site segue seu documento de DRGE (IBP não é de rotina). Quanto à endoscopia, a SBP pede confirmação pelo otorrinolaringologista em todos, enquanto parte da literatura aceita seguimento clínico da forma leve típica; o site adota a posição da SBP. NICE, Oxford e Cambridge não têm diretriz específica localizada.

Pontos práticos
  1. A fase localiza a obstrução: inspiratório — supraglote; bifásico — glote e subglote; expiratório — traqueia intratorácica.
  2. Estridor inspiratório nas primeiras semanas, pior com choro, mamada e decúbito dorsal, com choro normal e bom ganho de peso é laringomalácia leve: pediatra acompanha e pede nasofibrolaringoscopia eletiva.
  3. Dificuldade alimentar, baixo ganho de peso, apneias, cianose, tiragem ou pectus escavado: laringomalácia grave ou lesão associada — encaminhamento prioritário e avaliação para supraglotoplastia.
  4. Estridor bifásico progressivo aos 1–3 meses, sobretudo com hemangioma em "barba", é hemangioma subglótico até prova em contrário: especialista em poucos dias e propranolol, não "crupe de repetição".
  5. Choro fraco sugere paralisia de prega vocal; intubação prévia, estenose subglótica; expiratório com disfagia, anel vascular.
  6. Estridor em repouso com tiragem, apneia, cianose ou SpO2 < 92%: pronto-socorro, com a criança no colo, oxigênio e transporte seguro.

Veja também, nesta Biblioteca: Laringite viral (crupe); Acidentes domésticos (corpo estranho); Tosse persistente e crônica; Vômitos no lactente, refluxo fisiológico e DRGE; Hemangiomas Infantis; Protocolo de Anafilaxia; Displasia Broncopulmonar (DBP).

8.Fontes

  • Sociedade Brasileira de Pediatria, Departamento de Otorrinolaringologia. Estridor (texto informativo), 2017. sbp.com.br
  • Sociedade Brasileira de Pediatria, Departamento de Emergências. Crupe viral e bacteriano (Guia Prático), 2017. PDF
  • Ministério da Saúde, OPAS, UNICEF. Manual de Quadros de Procedimentos AIDPI Criança — 2 meses a 5 anos, 2017. PDF
  • American Academy of Pediatrics, Section on Otolaryngology. McClay JE. Laryngomalacia and stridor. HealthyChildren.org, 2022. healthychildren.org
  • American Academy of Pediatrics. Krowchuk DP et al. Clinical Practice Guideline for the Management of Infantile Hemangiomas, 2019 — resumo na AAFP. aafp.org
  • Asociación Española de Pediatría. Ventosa Rosquelles P, Luaces Cubells C. Diagnóstico y tratamiento de la laringitis en Urgencias, 2020. PDF
  • AEPap. Valencia Ramos J et al. Conocimientos de los pediatras sobre la laringomalacia. Pediatría Atención Primaria, 2016. scielo.isciii.es
  • Boston Children's Hospital (Harvard Medical School). Laryngomalacia. childrenshospital.org; Thickened feeds, not acid suppression, in laryngomalacia (J Pediatr, 2021). answers.childrenshospital.org
  • Landry AM, Thompson DM. Laryngomalacia — disease presentation, spectrum, and management. Int J Pediatr, 2012. PMC
  • Shaffer AD et al. Acid suppression in mild-moderate laryngomalacia without GERD — randomized controlled trial. Laryngoscope, 2025. PMC
  • Sicari V, Zabbo CP. Stridor in Children. StatPearls, 2023. NCBI Bookshelf
  • Carter J et al. International Pediatric ORL Group (IPOG) laryngomalacia consensus recommendations. Int J Pediatr Otorhinolaryngol, 2016 (consultado por resumo).