Pneumologia pediátrica · Fibrose cística e doença pulmonar crônica

Oxigenoterapia domiciliar na criança

Indicações, metas de SpO2, prescrição, fontes, acesso no SUS, segurança, desmame e seguimento, segundo o Departamento de Pneumologia da SPSP (2013), a ATS 2019 e a BTS 2009

Gravidade em semáforo (🟢 leve · 🟡 moderada · 🔴 grave), conduta ambulatorial e critérios para encaminhar ao especialista, ao pronto-socorro ou internar, com a comparação entre SBP/Ministério da Saúde e as referências internacionais (convergências e divergências). 📄 Baixar em PDF

Em resumo

A oxigenoterapia domiciliar prolongada (ODP) é indicada à criança clinicamente estável com hipoxemia crônica (≥ 2 semanas), sobretudo na displasia broncopulmonar (DBP), bronquiolite obliterante, doença pulmonar intersticial, hipertensão pulmonar (HP) secundária a pneumopatia e fibrose cística avançada. Na criança, a indicação e o controle são feitos por oximetria de pulso, não por gasometria. Meta adotada pelo site (Departamento de Pneumologia da SPSP, J Pediatr 2013; não há documento da SBP nacional): SpO2 > 93%, sem oscilações no sono e nas mamadas e sem hiperóxia; na HP, > 95%. O oxigênio vai por cateter nasal, em geral em fluxo baixo (0,1–1 L/min), a partir de concentrador com cilindro reserva. Quem indica e desmama é o pneumologista pediátrico; o pediatra confere SpO2 e crescimento, vacinas, nirsevimabe e segurança (sem fumo nem chama). Criança estável e na meta segue com o pediatra (🟢). Se precisar de mais oxigênio, ganhar pouco peso ou dessaturar no sono: contato com o pneumologista e reavaliação em 24–48 h (🟡). Desconforto respiratório, apneia, cianose, sonolência ou SpO2 abaixo da meta apesar do fluxo aumentado: pronto-socorro (🔴).

1.O que é e como se apresenta

ODP é o oxigênio fornecido fora do hospital para corrigir hipoxemia crônica: contínua (24 h), só no sono ou nos esforços (mamada, banho, exercício). A doença tende a melhorar com o crescimento, e os critérios do adulto com DPOC (SpO2 ≤ 88%) não se aplicam ao lactente e ao pré-escolar (SPSP; ATS). SpO2 basal normal: 97–98% (SPSP).

Hipoxemia crônica (ATS 2019, ao nível do mar, por 2 semanas em criança estável):

  • < 1 ano: ≥ 5% do registro com SpO2 ≤ 90%, ou três medidas independentes ≤ 90%.
  • ≥ 1 ano, e na DBP e na HP sem cardiopatia em qualquer idade: o mesmo com ≤ 93%.
  • Medidas pontuais normais não excluem hipoxemia. Só a oximetria contínua que inclui o sono exclui.

Por que tratar: a hipoxemia crônica causa HP e cor pulmonale, policitemia, baixo ganho ponderoestatural e pior sono e neurodesenvolvimento.

Indicações (SPSP 2013; ATS 2019; BTS 2009):

  • DBP, a mais frequente: lactente estável, sem hipercapnia, dependente de oxigênio (SpO2 em ar ambiente < 92%). Ver Displasia Broncopulmonar (DBP) (Neonatologia).
  • Bronquiolite obliterante: mesmo critério da DBP (SpO2 < 93%).
  • Doença intersticial: ATS recomenda na hipoxemia grave (< 90%) e sugere na leve (90–93%) com dispneia aos esforços ou dessaturação no sono.
  • HP secundária a pneumopatia: o oxigênio é o vasodilatador pulmonar mais potente (SPSP; BTS). HP com cardiopatia congênita: não iniciar sem cardiologista ou pneumologista experiente em HP (ATS).
  • Fibrose cística: lactente e pré-escolar, critério da DBP (< 93%). Escolar e adolescente, critério do adulto, com meta igual ou pouco acima de 90% pelo risco de hipercapnia (SPSP).
  • Doença neuromuscular e hipoventilação: o tratamento é ventilação não invasiva (VNI). Oxigênio isolado corrige a SpO2 mas mascara a hipoventilação e pode elevar o CO2. Fica para quadros leves, para quem não tolera VNI ou para a hipoxemia apesar da VNI, sempre com controle de CO2 (SPSP; BTS).
  • Outras: apneia obstrutiva grave sem tolerar CPAP, doença falciforme, encefalopatia com aspiração, cuidados paliativos.
  • Sem indicação: cardiopatia cianótica sem doença respiratória associada (SPSP; BTS). O alvo é o basal definido pelo cardiologista.

2.Classificação de gravidade

Gravidade Critérios clínicos Conduta
🟢 Leve Estável no fluxo prescrito; SpO2 na meta acordada, mamando e dormindo; esforço habitual; bom ganho de peso Seguimento pelo pediatra com o pneumologista; conferir SpO2, fluxo, peso e equipamento; vacinas e nirsevimabe
🟡 Moderada Precisa aumentar o fluxo para a meta, sem desconforto; dessaturação no sono ou nas mamadas; ganho de peso insuficiente; IVAS sem desconforto; suspeita de HP; falha de desmame; uso irregular Contato com o pneumologista no mesmo dia; reavaliação em 24–48 h; encaminhamento prioritário (até 2 semanas) para oximetria contínua e ecocardiograma
🔴 Grave Tiragem, gemência, FR muito acima do habitual; SpO2 abaixo da meta apesar do aumento de fluxo orientado, ou < 90%; apneia ou cianose; sonolência ou confusão (hipercapnia); edema ou hepatomegalia progressiva; recusa alimentar Pronto-socorro com o oxigênio portátil ligado; SAMU (192) se instável

Fatores de risco que elevam a gravidade: idade < 6 meses; DBP grave ou fluxo alto; HP; doença neuromuscular, traqueostomia ou VNI; aspiração; tabagismo em casa; cuidadores pouco treinados; falta de fonte reserva; sazonalidade do VSR.

3.Diagnóstico no consultório

Medir bem a SpO2: sensor do tamanho certo, criança calma e aquecida, onda pletismográfica regular e pelo menos 15 minutos em ar ambiente no ambulatório (SPSP). A BTS pede 6–12 h, incluindo sono e mamada.

Exames:

  • Oximetria contínua com sono (oximetria noturna): confirma ou exclui hipoxemia e orienta titulação e desmame. Polissonografia se houver suspeita de apneia ou hipoventilação.
  • Ecocardiograma antes da alta em oxigênio na DBP e na suspeita de HP (SPSP; BTS).
  • CO2 (gasometria capilar ou bicarbonato sérico) na doença neuromuscular, na fibrose cística ao iniciar oxigênio e em quem fica sonolento (ATS; BTS).

Não deixar passar: falha do equipamento (cateter fora do nariz ou dobrado, concentrador desligado, cilindro vazio) — conferir primeiro. Cardiopatia cianótica ou shunt, em que a SpO2 não sobe com oxigênio. Hipoventilação, com SpO2 "boa" e CO2 alto. Infecção, aspiração, HP descompensada.

4.Tratamento e seguimento

Alta com ODP (SPSP; BTS): necessidade estável, SpO2 ≥ 93% e < 90% em no máximo 5% do tempo; tolera curtos períodos em ar ambiente; crescendo, sem apneias há 2 semanas; ecocardiograma e vacinas em dia; família treinada.

Metas adotadas pelo site (SPSP 2013):

  • DBP, bronquiolite obliterante, fibrose cística no lactente e demais pneumopatias: > 93%, sem oscilações e sem hiperóxia.
  • HP associada: > 95%.
  • Fibrose cística grave no escolar e adolescente: igual ou pouco acima de 90%.
  • Prematuro com retina imatura ou retinopatia ativa: 90–95%, conforme neonatologista e oftalmologista (Assistência Ventilatória do Recém-Nascido, Neonatologia).

Prescrição (do pneumologista): fonte, interface, fluxo em L/min e período de uso (contínuo, sono, mamadas, esforço).

  • Titular em repouso, na mamada, no sono e no exercício. Começar com 0,1–1 L/min e subir de 0,5 em 0,5 L/min até a meta. Lactentes com DBP costumam precisar de < 0,5 L/min. Máximo tolerado por cateter nasal: 4–5 L/min (SPSP).
  • Cateter nasal é a interface preferida; trocar a cada 1–2 meses (SPSP).
  • Umidificar acima de 1 L/min (SPSP; ATS) e sempre na fibrose cística (SPSP).
  • Válvula economizadora (pulsátil) não serve para lactente e criança pequena; pode ser usada por adolescente.
Fonte Vantagens Limitações Quando usar
Concentrador Fácil, sem recarga, mais barato que cilindro Energia elétrica, ruído; há modelos de baixo fluxo (0,1–1 L/min) Preferido, sempre com cilindro reserva
Cilindro Sem energia elétrica Troca frequente (o maior dura cerca de 75 h a 2 L/min) Reserva; fonte principal se fluxo < 0,3 L/min por < 3 meses
Oxigênio líquido Autonomia; portátil de até 8 h Alto custo; não dá fluxo contínuo < 0,25 L/min Criança maior que se desloca muito

Quem usa oxigênio 24 h precisa de fonte portátil.

Acesso no SUS: não localizamos protocolo nacional pediátrico. O fornecimento é regulamentado por secretarias estaduais e municipais (SPSP 2013). Exemplos:

  • Município de São Paulo (Pulmão Paulistano): a família leva à UBS o relatório com a prescrição e os documentos. Até 16 anos, a oximetria de pulso em ar ambiente e repouso substitui a gasometria, com limiar de 90%.
  • Distrito Federal (Portaria SES-DF nº 109/2023): abaixo de 16 anos, SpO2 ≤ 93% em ar ambiente basta nos casos graves, como a doença pulmonar neonatal crônica. Orienta a Tarifa Social de Energia Elétrica.
  • Nos demais municípios, consultar a Secretaria Municipal de Saúde.

Pediatra: crescimento, SpO2 no fluxo prescrito, esforço, sinais de HP, vacinas, segurança e equipamento. Especialista: indicação, titulação, exames, diuréticos, vasodilatadores, VNI e desmame.

Seguimento (SPSP): 1º retorno com o pneumologista em cerca de 1 mês, depois a cada 2 meses na DBP e a cada 4–6 meses nas demais doenças. A SPSP não indica formalmente oxímetro contínuo em casa. Na DBP, se o fluxo não cair em 1 ano, o especialista busca comorbidades: aspiração, HP, cardiopatia, desnutrição (BTS).

Desmame (do especialista):

  • Pronto para desmamar: estável, crescendo, sem sinais de HP, na meta com fluxo baixo (ATS).
  • Como: reduzir aos poucos (ATS: pela metade, 1 → 0,5 → 0,25 L/min) ou retirar primeiro acordada, mantendo no sono e nas mamadas. Reduzir ao longo de semanas e evitar mudar junto com a retirada de diurético (ATS: não fazer várias mudanças bruscas ao mesmo tempo).
  • Teste em ar ambiente: considerar com 0,1 L/min (SPSP; BTS). ATS: < 0,1 L/min abaixo de 1 ano, 0,1–0,25 no pré-escolar, 0,25–0,5 no escolar. Suspender com SpO2 estável > 93% em ar ambiente (SPSP).
  • Oximetria noturna em ar ambiente antes de retirar o oxigênio do sono (ATS; SBPT 2022).
  • Equipamento em casa por ≥ 3 meses (BTS: até o fim do inverno). Depois, oximetria em duas ocasiões com cerca de 1 mês de intervalo antes de devolvê-lo (SPSP).

Vacinas e VSR: calendário completo; influenza anual a partir de 6 meses; COVID-19; pneumocócica do calendário e complementação pelo CRIE na pneumopatia crônica (Guia vacinal, Imunizações). Vacinar os contactantes. Nirsevimabe conforme Imunizantes contra o VSR (Temas SBP 2026). No SUS: prematuros ≤ 36 semanas e 6 dias até < 6 meses, em qualquer época; menores de 2 anos com doença pulmonar crônica da prematuridade e outras comorbidades, na sazonalidade.

Medicamento Dose Intervalo Duração Observação
Oxigênio por cateter nasal Fluxo prescrito para a meta (DBP em geral < 0,5 L/min) Contínuo, no sono ou nos esforços Até os critérios de desmame Umidificar se > 1 L/min; mudar só pelo plano escrito da equipe. Ref.: SPSP 2013; ATS 2019
Nirsevimabe 50 mg (< 5 kg) ou 100 mg (≥ 5 kg) IM; 200 mg na 2ª sazonalidade de alto risco Dose única por sazonalidade Até < 24 meses nas comorbidades Coadministrável com vacinas. Ref.: SBP/SBIm/Febrasgo 2026 e MS (documento VSR do site)
Palivizumabe 15 mg/kg IM Mensal Até 5 doses Só na regra de transição de 2026; não intercambiar com nirsevimabe na mesma sazonalidade. Ref.: documento VSR do site
Diuréticos (DBP) Doses do documento Displasia Broncopulmonar (DBP) — Definida pelo especialista O pediatra monitora hidratação e eletrólitos. Ref.: documento DBP do site

Não fazer: suspender o oxigênio "porque a saturação está boa" sem oximetria de sono e sem o especialista; oxigênio isolado na doença neuromuscular sem avaliar CO2; oxigênio na cianótica estável no basal; sedativos e anti-histamínicos de 1ª geração.

5.Quando encaminhar ao pronto-socorro ou internar

  • Desconforto em repouso: tiragem, gemência, batimento de asas, FR muito acima do habitual.
  • SpO2 abaixo da meta apesar do aumento de fluxo orientado, ou < 90%.
  • Apneia, cianose, hipotonia; sonolência, cefaleia matinal ou confusão (hipercapnia).
  • Edema, hepatomegalia progressiva, oligúria (cor pulmonale).
  • Recusa alimentar, vômitos persistentes, desidratação.
  • Bronquiolite, pneumonia ou influenza com sinal de gravidade. Qualquer oxigênio acima do prescrito conta como piora.

Como encaminhar: conferir o equipamento, desobstruir o nariz (soro e aspiração suave) e não retirar o oxigênio. Transportar com a fonte portátil, ajustando o fluxo pelo plano escrito da equipe. Com retenção de CO2 conhecida, usar o menor fluxo que mantenha a meta e levar a VNI. Posição semissentada. SAMU (192) se houver apneia, cianose ou esforço grave. Relatório com diagnóstico, fluxo habitual e meta de SpO2, medicamentos e contato do pneumologista.

6.Orientações de retorno e sinais de alerta para a família

  • "O oxigênio é um remédio: use no fluxo e nos horários da receita, e mude só pelo plano escrito da equipe."
  • "Ninguém fuma em casa nem no carro. O oxigênio não pega fogo, mas faz qualquer chama queimar muito mais forte. Mantenha o aparelho longe do fogão, de velas, aquecedores, fósforos e isqueiros, e não use óleos, graxas ou pomadas oleosas no rosto nem nas conexões."
  • "Mantenha o cilindro reserva cheio; se faltar energia, use-o e avise a companhia de energia."
  • "Antes de viajar de avião, fale com o pneumologista: a criança precisa de mais oxigênio e a companhia pede formulário médico."
  • Procurar o pronto-socorro se houver: respiração rápida ou com esforço, gemido, lábios roxos, pausas na respiração, sonolência, recusa das mamadas, inchaço, ou saturação baixa que não melhora com o fluxo orientado.

7.Comparação com as referências

Item SBP Ministério da Saúde AAP NICE AEP Johns Hopkins Harvard Oxford / Cambridge
Indicação Sem documento da SBP nacional; SPSP 2013: oximetria; DBP < 92%; BO e lactente com FC < 93% Sem protocolo nacional pediátrico; programas locais (DF ≤ 93%) Sem diretriz própria localizada; nos EUA, ATS 2019 (≤ 90% < 1 ano; ≤ 93% ≥ 1 ano) Sem diretriz de oxigênio domiciliar; no Reino Unido, BTS 2009 SENP 2009: SpO2 < 92–93% Sem posição específica localizada Sem posição específica localizada Seguem o NICE e a BTS
Meta de SpO2 SPSP: > 93%; > 95% se HP — ATS/AHA: 92–95% na DBP com HP NG124: 91–95% no prematuro internado > 92%; DBP 92 ± 3% — — Folheto CUH 2023 sem meta numérica
Fonte SPSP: concentrador com cilindro reserva; cateter nasal — ATS: concentrador ou cilindro; baixo fluxo BTS: concentrador Oxigênio líquido de escolha — — CUH: concentrador e cilindros
Oxímetro em casa SPSP: sem indicação formal — ATS recomenda BTS: não de rotina — — — —
Desmame SPSP: 0,1 L/min e > 93%; equipamento ≥ 3 meses — ATS: reduzir pela metade; oximetria noturna BTS: 0,1 L/min, ≥ 93%, até o fim do inverno Reduzir 0,1–0,2 L/min Coorte do serviço: mediana de 10 meses; 32% sem supervisão — Seguem a BTS
Segurança SPSP: sem fumo; longe de chamas DF: tarifa social de energia ATS: fumo, chamas, produtos oleosos BTS: desestimular fumo Longe de calor e chamas — — CUH: sem fumo, chama ou graxa

Leitura: SPSP, ATS e BTS concordam no essencial: oximetria com limiares mais altos que os do adulto, concentrador com reserva, cateter nasal em baixo fluxo e desmame gradual com oximetria de sono. Há quatro divergências. (1) Meta: SPSP 2013 pede > 93% e a BTS ≥ 93%; SBPT 2022 e AEP trabalham com 90–95% e 92 ± 3% na DBP, e na DBP com HP ATS/AHA sugerem 92–95%, contra > 95% da SPSP. (2) Oxímetro domiciliar: recomendado pela ATS, não de rotina pela BTS, sem indicação formal pela SPSP. (3) Oxigênio líquido: preferido pela AEP e reservado por SPSP, BTS e ATS pelo custo e pela falta de fluxo muito baixo. (4) Acesso: no Brasil depende de programas locais. Como nem a SBP nacional nem o Ministério da Saúde têm documento, o site adota as recomendações do Departamento de Pneumologia da SPSP (referência pediátrica brasileira, publicada no Jornal de Pediatria): meta > 93% (> 95% na HP), sem oxímetro contínuo obrigatório, e desmame com 0,1 L/min e SpO2 > 93% em ar ambiente, confirmado por oximetria de sono.

Pontos práticos
  1. Na criança, hipoxemia se mede por oximetria, com sensor adequado e leitura estável, incluindo o sono. Medida pontual normal não exclui hipoxemia noturna.
  2. Meta: SpO2 > 93% (> 95% com HP), sem hiperóxia. Prematuro com retina imatura segue a meta neonatal de 90–95%.
  3. Concentrador com cilindro reserva, cateter nasal, fluxo baixo e fonte portátil para quem usa 24 h. Válvula economizadora não serve para o lactente.
  4. Na doença neuromuscular, o tratamento é ventilar: oxigênio isolado esconde a hipoventilação.
  5. Desmame com o especialista: teste em ar ambiente com 0,1 L/min, oximetria noturna antes de tirar o oxigênio do sono e equipamento em casa por ≥ 3 meses.
  6. Sem fumo e sem chama perto do oxigênio; vacinas e nirsevimabe em dia. SpO2 abaixo da meta apesar do fluxo aumentado é pronto-socorro.

Veja também, nesta Biblioteca: Displasia Broncopulmonar (DBP) e Assistência Ventilatória do Recém-Nascido (Neonatologia); Imunizantes contra o VSR (Temas SBP 2026); Bronquiolite viral aguda (Patologias do consultório); Cianose e crise hipoxêmica (Cardiologia pediátrica).

8.Fontes

  • Adde FV, Alvarez AE, Barbisan BN, Guimarães BR (Departamento de Pneumologia da SPSP). Recomendações para oxigenoterapia domiciliar prolongada em crianças e adolescentes. J Pediatr (Rio J), 2013. SciELO
  • SBPT. Recomendações para oxigenoterapia domiciliar prolongada, J Bras Pneumol, 2022. PDF
  • Hayes D Jr et al. Home Oxygen Therapy for Children, ATS guideline, 2019. PMC
  • Balfour-Lynn IM et al. BTS guidelines for home oxygen in children. Thorax, 2009. brit-thoracic.org.uk
  • NICE. Specialist neonatal respiratory care for babies born preterm (NG124), 2019. nice.org.uk
  • Luna Paredes MC et al. (SENP). Fundamentos de la oxigenoterapia en situaciones agudas y crónicas. An Pediatr, 2009. analesdepediatria.org
  • Yeh J et al. (Johns Hopkins). Oxygen weaning after hospital discharge in children with BPD. Pediatr Pulmonol, 2016. pure.johnshopkins.edu
  • CUH. Home oxygen, parents' guide, 2023. cuh.nhs.uk
  • SES-DF. Protocolo de Oxigenoterapia Domiciliar no DF (Portaria SES-DF nº 109/2023). PDF
  • SMS São Paulo. Uso de oxigênio domiciliar, Diretrizes do Pulmão Paulistano, 2024. prefeitura.sp.gov.br