Gravidade em semáforo (🟢 leve · 🟡 moderada · 🔴 grave), conduta ambulatorial e critérios para encaminhar ao especialista, ao pronto-socorro ou internar, com a comparação entre SBP/Ministério da Saúde e as referências internacionais (convergências e divergências). 📄 Baixar em PDF
Na criança com paralisia cerebral (sobretudo GMFCS IV–V) ou doença neuromuscular, a aspiração é frequente e muitas vezes silenciosa. Três quadros se sobrepõem: a aspiração crônica (alimento, saliva, refluxo), a pneumonite química (depois de aspirar conteúdo gástrico, com sintomas em horas e melhora em 24–48 h, sem antibiótico de rotina) e a pneumonia aspirativa bacteriana. Sinais de alerta na alimentação: tosse, engasgo ou mudança de cor ao comer, voz molhada, refeições longas, perda de peso e infecções respiratórias de repetição. Investigação: fonoaudiólogo primeiro; videofluoroscopia ou videoendoscopia em casos selecionados. Pneumonia aspirativa leve (bom estado geral, SpO2 ≥ 95%, alimentação mantida) é tratada em casa com amoxicilina-clavulanato com 50 mg/kg/dia de amoxicilina (na aspiração o pneumococo não é o agente frequente), com reavaliação em 48–72 h. Com SpO2 de 92–94%, a criança fica em observação no serviço. Com SpO2 < 92%, esforço, toxemia ou impossibilidade de alimentar, vai ao hospital para receber ampicilina-sulbactam IV. Clindamicina ou metronidazol só em abscesso, empiema ou pneumonia necrosante. Aspiração recorrente ou desnutrição pedem encaminhamento prioritário (dieta, gastrostomia, às vezes fundoplicatura).
1.O que é e como se apresenta
Aspiração é a passagem de material da boca, do esôfago ou do estômago para a via aérea. Em crianças, as causas principais são distúrbios da deglutição, malformações e refluxo gastroesofágico (SBP, 2022). Na paralisia cerebral, 99% dos pacientes GMFCS IV e V têm algum grau de disfagia, e a DRGE atinge até metade deles (Ministério da Saúde, 2013).
| Quadro | Mecanismo | Apresentação | Antibiótico |
|---|---|---|---|
| Aspiração crônica | Disfagia orofaríngea, saliva, refluxo | Tosse e chiado crônicos, respiração "molhada", infecções de repetição, bronquiectasias | Não, fora dos episódios infecciosos |
| Pneumonite química | Conteúdo gástrico estéril (vômito presenciado, convulsão, sedação) | Taquipneia, hipoxemia e infiltrado em horas; melhora em 24–48 h | Não de rotina na criança estável |
| Pneumonia aspirativa | Flora da orofaringe (estreptococos, anaeróbios orais, gram-negativos) | Febre e infiltrado em segmentos dependentes (posteriores dos lobos superiores, superiores dos inferiores) | Sim |
Particularidades: quem aspira cronicamente pode perder a sensibilidade laríngea e deixar de tossir (aspiração silenciosa), e a saliva também é aspirada, inclusive com gastrostomia (MS, 2013). Somam risco: tosse fraca, escoliose, hipertrofia adenoamigdaliana, epilepsia, sedativos, má higiene oral e desnutrição. O óleo mineral para constipação causa pneumonia lipoide e deve ser abolido (SBP, 2022).
2.Classificação de gravidade
| Gravidade | Critérios clínicos | Conduta |
|---|---|---|
| 🟢 Leve | Disfagia: sinais discretos, peso adequado, sem pneumonia no último ano. Pneumonia: bom estado geral, SpO2 ≥ 95%, sem tiragem, hidratada, alimentação mantida, família capaz de observar | Seguimento pelo pediatra; postura e consistência com fonoaudiólogo; na pneumonia, amoxicilina-clavulanato VO (50 mg/kg/dia de amoxicilina) em casa e retorno em 48–72 h |
| 🟡 Moderada | Disfagia: tosse ou engasgo frequentes, voz molhada, refeições > 30 min, peso estagnado ou em queda, ≥ 2 pneumonias em 12 meses. Pneumonia: SpO2 92–94%, taquipneia moderada, aceitação reduzida | Observação em serviço e reavaliação em 24–48 h; encaminhamento prioritário (2–4 semanas) a fonoaudiologia, pneumologia e gastroenterologia pediátricas e nutrição |
| 🔴 Grave | SpO2 < 92%, tiragem, gemência, apneia, cianose, toxemia; rebaixamento ou crises repetidas; impossibilidade de alimentar ou hidratar; engasgo com obstrução; suspeita de abscesso ou empiema | Pronto-socorro/hospital: via aérea, oxigênio, acesso venoso, jejum, ampicilina-sulbactam IV; transporte com oxigênio |
Fatores de risco que elevam a gravidade: GMFCS IV–V; doença neuromuscular com tosse ineficaz; traqueostomia, ventilação ou oxigênio domiciliar; escoliose grave; bronquiectasias; UTI prévia; desnutrição (peso para a idade < −2 escore z; ESPGHAN); epilepsia de difícil controle; colonização por Pseudomonas ou MRSA; dentição ruim.
3.Diagnóstico no consultório
O que é clínico. Em toda consulta, faça a história alimentar dirigida:
- tosse, engasgo, mudança de respiração ou de cor durante ou após comer;
- voz ou respiração "molhada";
- duração da refeição (> 30 minutos é alerta) e estresse de quem alimenta;
- pneumonias de repetição e perda de peso;
- baba anterior ou acúmulo de saliva na faringe.
O NICE (NG62) recomenda começar pela avaliação clínica: história de pneumonias e observação da refeição por fonoaudiólogo com formação em disfagia.
Exames:
- Videofluoroscopia da deglutição: para o MS (2013), é o exame mais indicado. Para o NICE, fica a cargo da equipe especializada, que a pede nestas situações: dúvida sobre a segurança após a avaliação clínica, infecções de repetição sem sinais evidentes de aspiração, piora com a idade e dúvida sobre o espessamento. Não é obrigatória antes da gastrostomia.
- Videoendoscopia (FEES): sem radiação; avalia saliva e sensibilidade laríngea.
- Radiografia de tórax na suspeita de pneumonia (limiar mais baixo que na criança hígida); hemograma e PCR se internada.
- Nutrição: peso, estatura estimada pela altura do joelho ou pelo comprimento da tíbia e prega tricipital, pelo menos a cada 6 meses (ESPGHAN).
Diferencial que não pode passar: corpo estranho; fístula traqueoesofágica em H, fenda laríngea, anel vascular; tuberculose, fibrose cística, imunodeficiência; pneumonia lipoide; atelectasia por fraqueza ou escoliose (fisioterapia, não antibiótico); asma.
4.Tratamento e seguimento
Alimentação segura (plano individual com fonoaudiólogo; NICE): criança sentada e ereta durante e após a refeição, consistência ajustada (líquidos espessados, purês), ritmo lento, utensílios adequados e treino de todos os cuidadores.
Gastrostomia e fundoplicatura:
- Sonda nasogástrica só por até 6 semanas (MS, 2013).
- Gastrostomia quando a via alternativa for necessária por mais de 6 semanas, quando a deglutição for insegura ou quando a nutrição continuar inadequada. Em geral ela melhora o peso e as condições respiratórias (MS, 2013). Não impede a aspiração de saliva nem a de refluxo.
- Fundoplicatura não se faz de rotina com a gastrostomia (ESPGHAN, 2017). Fica para a DRGE refratária ao tratamento clínico ou o risco grave de aspiração de conteúdo gástrico (AAP, 2013). É necessária em 8% a 25% das crianças com paralisia cerebral (MS, 2013).
- DRGE: como no documento do site, sem procinéticos. IBP só com indicação, em teste de 4–8 semanas; a ESPGHAN aceita o teste empírico nesta população. Lembre que o IBP aumenta o risco de pneumonia.
Pulmão e boca: fisioterapia respiratória regular (MS, 2013), tosse assistida na doença neuromuscular (BTS, 2012), higiene oral, dentista e revisão de sedativos.
Sialorreia. Antes do remédio, avalie postura, dentes, refluxo e medicamentos (NICE).
- 1ª linha, anticolinérgico: glicopirrônio (VO ou pela gastrostomia; sem apresentação oral registrada no Brasil — importação ou manipulação) ou escopolamina transdérmica; triexifenidil só com o especialista. Efeitos adversos: constipação, retenção urinária, alteração de comportamento, secreções brônquicas reduzidas.
- Dose (East of England/Cambridge, 2026), pelo especialista: brometo de glicopirrônio em solução oral (Sialanar), a partir de 3 anos; 16 microgramas/kg/dose 3 vezes ao dia, subindo 16 microgramas/kg a cada 5–7 dias, até 80 microgramas/kg/dose (máx. 2,4 mg/dose). A dose varia entre formulações.
- 2ª linha: toxina botulínica A nas glândulas salivares, guiada por ultrassom, no serviço especializado. Raramente piora a deglutição; se houver dificuldade para engolir ou respirar, hospital (NICE). Refratários: cirurgia glandular.
Antibiótico. A etiologia inclui gram-positivos, gram-negativos e anaeróbios. A SBP (2022) indica penicilina cristalina, amoxicilina-clavulanato ou amoxicilina-sulbactam IV. Essas associações já cobrem os anaeróbios orais. Na aspiração o alvo é a flora da orofaringe (estreptococos, anaeróbios e gram-negativos produtores de betalactamase) e o pneumococo não é o agente frequente; por isso o site usa 50 mg/kg/dia de amoxicilina, como o documento Antibioticoterapia na Pneumonia. A dose de 90 mg/kg/dia fica para quando o pneumococo é o alvo. Cobertura anaeróbia extra não reduziu a mortalidade e aumentou a colite por C. difficile em adultos (Bai, 2024). Em crianças com comprometimento neurológico, a cobertura só para gram-negativos teve pior evolução que o esquema com atividade anaeróbia (Thomson, 2020).
| Medicamento | Dose | Intervalo | Duração | Observação e referência |
|---|---|---|---|---|
| Amoxicilina-clavulanato VO ou por gastrostomia | 50 mg/kg/dia de amoxicilina (máximo conforme bula) | 8/8 h (4:1) ou 12/12 h (7:1), conforme bula | 5–7 dias | 1ª escolha em casa — SBP DC 7/2022; dose: Antibioticoterapia na Pneumonia (site) |
| Ampicilina-sulbactam IV | 150 mg/kg/dia da associação (100 mg/kg/dia de ampicilina + 50 de sulbactam) | 6/6 h ou 8/8 h | VO após 48–72 h de melhora; total de 5–7 dias | 1ª escolha na internação (documento do site) — bula brasileira (a bula FDA admite até 200 mg/kg/dia de ampicilina a partir de 1 ano) |
| Amoxicilina-sulbactam ou amoxicilina-clavulanato IV | 50–90 mg/kg/dia de amoxicilina (sulbactam: máx. 2 g/dose de amoxicilina) | 8/8 h | Idem | Alternativa — SBP DC 7/2022 |
| Cefotaxima IV + clindamicina IV | 100–200 mg/kg/dia + 30–40 mg/kg/dia | 6/6 h ou 8/8 h | Abscesso: 3–4 semanas ou mais | Só abscesso, empiema, pneumonia necrosante, dentição muito comprometida — SBP DC 7/2022 |
| Metronidazol IV (em vez da clindamicina) | 7,5 mg/kg/dose (500 mg/dose > 12 anos) | 8/8 h | Idem | Sempre com betalactâmico — SBP DC 7/2022 |
- Pneumonite química na criança estável: suporte e reavaliação em 48–72 h; o antibiótico "profilático" não previne a pneumonia (AHRQ). Trate se houver febre persistente, piora ou instabilidade.
- Duração: cursos ≤ 7 dias não tiveram mais falha que os longos (Streck, 2022).
- Não usar: óleo mineral, procinéticos, antitussígenos, mucolíticos, antibiótico profilático contínuo sem especialista.
Seguimento: retorno em 48–72 h em todo episódio tratado em casa; depois de uma pneumonia aspirativa, avaliação da deglutição se ainda não houver; nutrição a cada 6 meses.
Vacinas: calendário SBP 2026/2027 completo, com influenza anual e COVID-19. A doença neurológica crônica incapacitante dá acesso nos CRIE a influenza, VPP23, meningocócica C e DTP acelular (Manual dos CRIE, 2023). Na criança < 24 meses com doença neuromuscular, a SBP e a SBIm recomendam o anticorpo contra o VSR. Vacine os contatos contra influenza.
5.Quando encaminhar ao pronto-socorro ou internar
Critérios:
- SpO2 < 92%, ou 92–94% sem melhora na reavaliação; tiragem, gemência, apneia, cianose, toxemia.
- Rebaixamento de consciência ou crises repetidas; impossibilidade de alimentar ou hidratar.
- Suspeita de abscesso ou empiema; falha de 48–72 h de tratamento oral.
- Traqueostomia ou ventilação domiciliar em piora; engasgo com obstrução; família sem condição de observar.
Como encaminhar:
- Semissentar, aspirar a orofaringe e suspender a via oral. Se houver gastrostomia e vômitos, abrir a sonda para drenagem.
- Oxigênio para manter SpO2 ≥ 94% (e se houver esforço importante).
- Com traqueostomia, aspirar ou trocar a cânula e levar uma reserva.
- Levar a ventilação não invasiva e o equipamento de tosse assistida, se a criança usar.
- Antitérmico se houver febre.
- Se o transporte for demorado, dar a primeira dose de antibiótico conforme o protocolo local, sem atrasar a saída.
- Contato com o destino e resumo (diagnóstico, medicamentos, SpO2 basal, culturas).
6.Orientações de retorno e sinais de alerta para a família
- "Seu filho pode estar levando comida ou saliva para o pulmão, mesmo sem tossir. Observe tosse, engasgo, cor roxa ou voz 'molhada' ao comer."
- "Sempre sentado bem reto para comer e depois da refeição, e com a consistência que a fonoaudióloga indicou."
- Pronto-socorro se houver: respiração rápida ou com esforço, gemido, lábios roxos, oxímetro abaixo de 92%, sonolência diferente do habitual, convulsões repetidas, recusa total da dieta ou vômitos persistentes, engasgo com falta de ar.
- Marcar consulta se as refeições passarem de 30 minutos, se houver perda de peso ou duas pneumonias no ano.
7.Comparação com as referências
| Item | SBP | Ministério da Saúde | AAP | NICE | AEP | Johns Hopkins | Harvard | Oxford / Cambridge |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Suspeita e avaliação | Distúrbio de deglutição, malformações, RGE (2022) | Disfagia em 99% dos GMFCS IV–V; videofluoroscopia é o exame mais indicado | Sem diretriz; painel em Pediatrics (2025) | Sinais na refeição; fonoaudiólogo primeiro, videofluoroscopia seletiva | Sem posição específica localizada | Sem posição específica localizada | Boston Children's (2025): falta definição padronizada | Seguem o NICE |
| Antibiótico | Amoxicilina-clavulanato, aminopenicilina-sulbactam ou penicilina IV; abscesso, cefotaxima + clindamicina | Conforme culturas | Painel 2025: evitar amplo espectro | Sem posição localizada | Amoxicilina-clavulanato; IV 150 mg/kg/dia | Sem posição específica localizada | Ensaio sobre duração (PICNIC) em andamento | Seguem o NICE |
| Gastrostomia e fundoplicatura | Sem posição específica localizada | Gastrostomia se > 6 semanas; fundoplicatura em 8–25% | Fundoplicatura só em selecionados (2013) | Nutrição enteral decidida em equipe | Sem posição específica localizada | Sem posição específica localizada | Sem posição específica localizada | Seguem o NICE |
| Sialorreia | Sem posição específica localizada | Anticolinérgico, toxina botulínica, ablação | Sem posição específica localizada | Anticolinérgico, depois toxina A guiada por ultrassom | Sem posição específica localizada | Sem posição específica localizada | Sem posição específica localizada | Cambridge (2026): glicopirrônio 1ª linha; toxina no serviço terciário |
| Prevenção | Calendário 2026/2027; influenza anual; anticorpo contra VSR na doença neuromuscular | CRIE: influenza, VPP23, meningocócica C, DTP acelular | Sem posição específica localizada | Sem posição localizada no NG62 | Sem posição específica localizada | Sem posição específica localizada | Sem posição específica localizada | Seguem o NICE |
Leitura: as referências convergem em que a aspiração é frequente e silenciosa, o cuidado é multiprofissional e o antibiótico de escolha é uma aminopenicilina com inibidor de betalactamase (SBP 2022; na AEP, consensos SENP-SEPAR-SEIP 2020 e SEIP-SENP 2015), com cobertura extra para anaeróbios só nas formas complicadas. O Ministério da Saúde privilegia a videofluoroscopia; o NICE exige antes a avaliação clínica com fonoaudiólogo. A AEP usa amoxicilina-clavulanato IV em dose maior que a faixa da SBP. AAP (2013) e ESPGHAN (2017) (apoio) desaconselham a fundoplicatura de rotina. Na sialorreia, o site segue o NICE e Cambridge, coerentes com o MS. O site adota a posição da SBP no antibiótico, com 50 mg/kg/dia de amoxicilina (o pneumococo não é o alvo habitual na aspiração). Em deglutição, gastrostomia e vacinas, adota a do Ministério da Saúde, com os critérios do NICE para encaminhar.
- Em toda consulta da criança com paralisia cerebral ou doença neuromuscular, pergunte sobre tosse ao comer, voz molhada, duração das refeições, peso e pneumonias.
- Pneumonia de repetição sem tosse na refeição pode ser aspiração silenciosa: encaminhe para avaliação da deglutição.
- Pneumonia aspirativa leve com SpO2 ≥ 95%: amoxicilina-clavulanato com 50 mg/kg/dia de amoxicilina em casa e retorno em 48–72 h. SpO2 < 92% ou toxemia: hospital e ampicilina-sulbactam IV.
- Pneumonite química na criança estável não pede antibiótico imediato.
- Clindamicina ou metronidazol só em abscesso, empiema ou pneumonia necrosante.
- Gastrostomia se a via alternativa for necessária por mais de 6 semanas; fundoplicatura só na DRGE refratária. Nunca use óleo mineral nem procinéticos.
Veja também, nesta Biblioteca: Vômitos no lactente, refluxo fisiológico e DRGE, Pneumonia adquirida na comunidade, Tosse persistente e crônica e Acidentes domésticos (Patologias do consultório); Antibioticoterapia na Pneumonia (Pneumologia); Imunizantes contra o VSR (Temas SBP 2026).
8.Fontes
- SBP, Departamento de Pneumologia. Pneumonias adquiridas na comunidade complicadas. Documento Científico nº 7, 2022. PDF
- Ministério da Saúde. Diretrizes de atenção à pessoa com paralisia cerebral, 2013. PDF
- Ministério da Saúde. Manual dos CRIE, 6ª ed., 2023. gov.br
- NICE. Cerebral palsy in under 25s (NG62), 2017, atualizado em 2024. nice.org.uk
- AAP. Gastroesophageal reflux, guidance for the pediatrician, 2013 (AAFP). PDF
- Thomson JE et al. Pneumonia in hospitalized children with neurologic impairment, recomendações. Pediatrics, 2025. PubMed; Thomson J et al. Antibiotics for aspiration pneumonia in neurologically impaired children. J Hosp Med, 2020. PubMed
- Snow KD et al. (Boston Children's). Characterizing pediatric aspiration pneumonia. Hosp Pediatr, 2025. PubMed; ensaio PICNIC. clinicaltrials.gov
- Streck HL et al. Treatment of aspiration pneumonia in hospitalized children. JPIDS, 2022. academic.oup.com
- Bai AD et al. Anaerobic coverage in aspiration pneumonia (adultos). Chest, 2024. PMC
- AEP/SENP. Consenso SENP-SEPAR-SEIP sobre neumonía adquirida en la comunidad, 2020. archbronconeumol.org; Consenso SEIP-SENP, casos complicados, An Pediatr, 2015. analesdepediatria.org
- ESPGHAN. Nutritional management in neurological impairment (Romano, 2017), 2019. PDF
- East of England / Cambridge University Hospitals. Management of sialorrhoea, 2026. PDF
- Sulbactam sódico/ampicilina sódica, bula para o profissional de saúde (Brasil). PDF
- AHRQ. Aspiration pneumonitis/pneumonia (adultos). PDF
- BTS. Children with neuromuscular weakness. Thorax, 2012. icnapedia.org