Pneumologia pediátrica · Infecções e aspiração

Pneumonias de repetição — como investigar

Definição, raciocínio pela localização dos episódios, causas e investigação em degraus do consultório ao especialista, com os sinais de alerta de imunodeficiência (Jeffrey Modell e BRAGID)

Gravidade em semáforo (🟢 leve · 🟡 moderada · 🔴 grave), conduta ambulatorial e critérios para encaminhar ao especialista, ao pronto-socorro ou internar, com a comparação entre SBP/Ministério da Saúde e as referências internacionais (convergências e divergências). 📄 Baixar em PDF

Em resumo

Pneumonia de repetição é a ocorrência de 2 ou mais pneumonias em 1 ano ou 3 ou mais em qualquer época, com resolução radiológica entre os episódios (SBP). Atinge cerca de 8% das crianças internadas por pneumonia e, em mais de 90% delas, há uma doença de base (Owayed, 2000). O primeiro passo é confirmar que foram pneumonias, revendo as radiografias: crises de asma com atelectasia e viroses são rotuladas como "broncopneumonia". O segundo é a localização: mesmo lobo sugere lesão local (corpo estranho, malformação, compressão brônquica); lobos diferentes, doença sistêmica (aspiração, asma, fibrose cística, discinesia ciliar, imunodeficiência, cardiopatia). O pediatra conduz o 1º degrau — hemograma, IgG/IgA/IgM, sorologia vacinal, anti-HIV, teste do suor, prova tuberculínica se indicada e radiografia de controle em 4–6 semanas — e encaminha ao pneumologista pediátrico quando o padrão sugere causa local ou os exames se alteram. No episódio agudo, tratar em casa só com SpO2 ≥ 95%; 92–94% pede observação em serviço; SpO2 < 92%, tiragem subcostal ou toxemia vão ao pronto-socorro (🔴).

1.O que é e como se apresenta

Definição (SBP): 2 ou mais pneumonias no último ano ou 3 ou mais em qualquer época, com melhora radiológica entre os episódios. Se a imagem não se normaliza, não é repetição: é pneumonia persistente, que tem outro raciocínio (tuberculose, corpo estranho, malformação, bronquiectasia, derrame, abscesso).

Causas: na série de Toronto (Owayed, 2000; internados, o que superestima causas raras), 8% das pneumonias internadas eram de repetição, com causa de base em 92% — aspiração por incoordenação orofaríngea 48%, imunodeficiência 10%, cardiopatia 9%, asma 8%, anomalias pulmonares 8%, DRGE 5%, anemia falciforme 4%. Em ambulatório, a asma é a condição mais comum (30–40%, revisão espanhola de 2026). No Brasil, só 39,6% das crianças encaminhadas a um ambulatório de pneumologia com esse rótulo preenchiam o critério (Mello, 2000): o superdiagnóstico é a regra.

Raciocínio pela localização (AEPap 2017; IDSA/PIDS 2011; Owayed 2000):

Padrão Pensar em Pistas
Mesmo lobo Corpo estranho; malformação (MCVAP, sequestro, cisto broncogênico); compressão brônquica (linfonodo de tuberculose, anel vascular, tumor); malácia ou estenose; bronquiectasia localizada; síndrome do lobo médio (asma) Engasgo prévio, sibilo ou murmúrio reduzido localizado, atelectasia persistente, hiperinsuflação unilateral
Lobos diferentes Aspiração (disfagia, encefalopatia, DRGE, fístula traqueoesofágica, fenda laríngea); asma mal controlada; fibrose cística; discinesia ciliar; imunodeficiência primária e HIV; cardiopatia com hiperfluxo; anemia falciforme; doença neuromuscular Tosse ou engasgo às mamadas, sibilância entre episódios, tosse úmida diária, otites e rinossinusite crônicas, déficit de crescimento, infecções em outros sítios, sopro

Diferenciar de duas situações benignas e frequentes:

  • Viroses frequentes do lactente em creche. A SBP chama de infecção respiratória de repetição a criança sem doença de base com 6 ou mais infecções respiratórias por ano (ou 1 por mês, ou 3 infecções baixas por ano), de gravidade e duração habituais, sem acometer outros sistemas e com crescimento normal. Não pedem investigação imunológica (veja Resfriado comum e IVAS).
  • Sibilância recorrente — 3 ou mais episódios entre 1 mês e 5 anos (SBP). Crises com atelectasias migratórias são lidas como "broncopneumonias de repetição"; sibilância difusa com febre baixa torna pneumonia bacteriana improvável (AEPap).

2.Classificação de gravidade

A cor indica quem conduz e com que prazo; o episódio agudo segue Pneumonia adquirida na comunidade.

Gravidade Critérios clínicos Conduta
🟢 Leve Episódios em lobos diferentes, confirmados e com resolução; criança bem entre eles, crescimento normal; causa evidente e tratável (asma mal controlada, creche, tabagismo passivo); 1º degrau normal; nenhum sinal de alerta de imunodeficiência Seguimento pelo pediatra: controle da asma, vacinas, ambiente sem fumo; retorno em 1–3 meses
🟡 Moderada Mesmo lobo; alteração radiológica persistente 4–6 semanas após o episódio; 1 ou mais sinais de alerta de imunodeficiência; tosse úmida diária, baqueteamento, déficit de crescimento; engasgo com a alimentação; teste do suor alterado ou limítrofe; sopro; contato com tuberculose Encaminhamento prioritário (até 2–4 semanas) ao pneumologista pediátrico, ou ao imunologista, gastroenterologista ou cardiologista conforme o padrão, com exames e radiografias; eletivo (até 2–3 meses) se a causa já está controlada
🔴 Grave Episódio atual com SpO2 < 92%, tiragem subcostal, gemência, toxemia, derrame ou abscesso; suspeita de corpo estranho com sinais localizados; hemoptise volumosa; lactente com infecção grave ou oportunista, linfopenia para a idade ou déficit de crescimento (suspeita de imunodeficiência combinada grave) Pronto-socorro/hospital; na suspeita de imunodeficiência combinada, contato no mesmo dia com imunologia pediátrica e nenhuma vacina de vírus vivo até esclarecer

Fatores de risco que elevam a gravidade

  • Início no 1º ano; infecções em outros sítios; germes incomuns (Pseudomonas, P. jirovecii, fungos).
  • Doença neurológica, disfagia, displasia broncopulmonar, cardiopatia, anemia falciforme, desnutrição, HIV.
  • Consanguinidade; história familiar de imunodeficiência ou morte precoce por infecção.
  • Imunodeficiência, discinesia ciliar e diagnóstico após os 3 anos pioram o prognóstico.

3.Diagnóstico no consultório

1. Confirmar. Reunir todas as radiografias (imagens, não laudos) e comparar localização, resolução, atelectasia e hilos.

2. Anamnese e exame dirigidos. Engasgo súbito, mesmo antigo; tosse ou cianose às mamadas; sibilância e resposta ao broncodilatador; tosse úmida diária; rinorreia desde o nascimento e desconforto respiratório neonatal no termo (discinesia ciliar); fezes gordurosas e baixo ganho (fibrose cística); infecções fora do pulmão; reação ao BCG; vacinas; teste do pezinho; HIV materno; contato com tuberculose. No exame: curva de crescimento, baqueteamento, ausculta localizada entre os episódios, bulhas à direita (situs inversus), sopro, ausência de amígdalas e linfonodos (forte indício de agamaglobulinemia), eczema, abscessos, dismorfias, avaliação neurológica e da deglutição.

Sinais de alerta de imunodeficiência primária na criança (Jeffrey Modell, adaptados pelo BRAGID e divulgados pela SBP): 1) 2 ou mais pneumonias no último ano; 2) 4 ou mais otites novas no último ano; 3) estomatites de repetição ou candidíase por mais de 2 meses; 4) abscessos de repetição ou ectima; 5) infecção sistêmica grave (meningite, osteoartrite, sepse); 6) infecções intestinais de repetição ou diarreia crônica; 7) asma grave, doença do colágeno ou autoimune; 8) efeito adverso ao BCG ou infecção por micobactéria; 9) fenótipo de síndrome associada a imunodeficiência; 10) história familiar de imunodeficiência. Para BRAGID e SBP, 1 sinal já obriga a investigar; a lista original da Jeffrey Modell, usada pela AEP, pede 2 ou mais.

3. Investigação em degraus.

1º degrau — o pediatra pede (dirigido pelo padrão):

  • Radiografia de controle 4–6 semanas após o episódio (não antes de 4 semanas, salvo má evolução) quando a recorrência é no mesmo lobo ou houve atelectasia (IDSA/PIDS 2011, endossada pela AAP; AEPap 2017).
  • Hemograma com diferencial (linfopenia, neutropenia, anemia, plaquetas pequenas).
  • IgG, IgA, IgM (IgE se eczema grave e abscessos), por valores de referência para a idade; nadir fisiológico aos 3–6 meses. Hemograma e imunoglobulinas detectam até metade das imunodeficiências primárias (AEP 2019).
  • Sorologia vacinal para antígenos proteicos (antitetânico, antidiftérico) e isoaglutininas; a resposta a polissacarídeos (pneumococo) só se interpreta acima de 2 anos e em geral fica com o imunologista.
  • Anti-HIV (no lactente exposto, carga viral).
  • Teste do suor mesmo com teste do pezinho normal (MS, PCDT 2024; NICE NG78): cloreto ≥ 60 mmol/L positivo, 30–59 inconclusivo, < 30 negativo (CFF 2017) — veja Fibrose cística.
  • Prova tuberculínica ou IGRA se contato, alargamento hilar ou resolução lenta (veja Tuberculose na infância no Brasil).
  • Espirometria a partir de 5–6 anos, se suspeita de asma.

2º degrau — é do especialista:

  • Tomografia de tórax (angiotomografia se suspeita de sequestro ou anel vascular).
  • Broncoscopia flexível com lavado (malácia, compressão, culturas); rígida para corpo estranho.
  • pHmetria ou impedanciopHmetria, videodeglutograma ou videoendoscopia da deglutição na suspeita de aspiração (veja Pneumonia aspirativa e disfagia).
  • Discinesia ciliar: óxido nítrico nasal a partir de 6 anos, videomicroscopia, microscopia eletrônica e genética (ERS 2017).
  • Imunologia: subpopulações linfocitárias, subclasses de IgG, resposta a polissacarídeos, complemento, di-hidrorrodamina; ecocardiograma; alfa-1-antitripsina.

Não pode passar: corpo estranho (radiografia normal não exclui), tuberculose, imunodeficiência combinada grave, fibrose cística com triagem falso-negativa, HIV.

4.Tratamento e seguimento

O pediatra: trata cada episódio conforme Pneumonia adquirida na comunidade e Antibioticoterapia na Pneumonia, sempre com radiografia e registro de localização, SpO2 e resposta; trata o que está ao seu alcance (controle da asma — Asma na criança — crise e controle —, ambiente sem fumo, postura e consistência alimentar enquanto aguarda a avaliação da deglutição); completa as vacinas — pneumocócica conjugada, Hib, coqueluche, influenza anual a partir de 6 meses, COVID-19 e imunização contra o VSR — conforme o calendário do site. Vacinas de vírus vivos e BCG ficam suspensas na suspeita de imunodeficiência combinada ou deficiência grave de anticorpos, até o imunologista liberar.

O especialista define o diagnóstico e o tratamento específico (fisioterapia, profilaxia antibiótica, imunoglobulina, cirurgia, gastrostomia, moduladores de CFTR); o pediatra segue crescimento, vacinas, episódios agudos e adesão.

Episódio agudo tratado em casa (padrão do site):

Medicamento Dose Intervalo Duração Observação e referência
Amoxicilina 90 mg/kg/dia (máx. 4 g/dia); AIDPI/SBP admite 50 mg/kg/dia 12/12 h ou 8/8 h Cerca de 5 dias, com reavaliação em 48–72 h Primeira escolha; a resistência do pneumococo (PBP) é vencida pela dose alta — IDSA/PIDS 2011; padrão do site
Amoxicilina-clavulanato Amoxicilina 90 mg/kg/dia + clavulanato 6,4 mg/kg/dia (14:1) 12/12 h Como acima Falha em 48–72 h — IDSA/PIDS 2011; padrão do site. Na aspiração, 50 mg/kg/dia de amoxicilina (veja Pneumonia aspirativa e disfagia)
Azitromicina 10 mg/kg no 1º dia (máx. 500 mg); 5 mg/kg/dia do 2º ao 5º dia (máx. 250 mg) 1 vez ao dia 5 dias Só na suspeita de atípico, sobretudo acima de 5 anos. Padrão do site, igual ao documento Pneumonia adquirida na comunidade. Ref.: IDSA/PIDS 2011 (SBP 2021: 10 mg/kg/dia por 5 dias)

Não fazer: antibiótico "de repetição" sem radiografia; tratar asma com atelectasia como pneumonia; inibidor de bomba ou procinético "de prova"; profilaxia antibiótica ou imunoglobulina sem diagnóstico do especialista; xaropes, mucolíticos e anti-histamínicos sedativos.

5.Quando encaminhar ao pronto-socorro ou internar

  • SpO2 < 92% (internação); 92–94% = observação e reavaliação em serviço; em casa só com SpO2 ≥ 95%.
  • Tiragem subcostal, gemência, apneia, cianose; FR > 70 irpm (< 12 meses) ou > 50 irpm (maiores); idade < 2 meses.
  • Toxemia, desidratação, letargia; derrame ou abscesso; falha de 48–72 h do tratamento oral.
  • Engasgo com sinais localizados: broncoscopia.
  • Hemoptise volumosa; lactente com suspeita de imunodeficiência combinada grave.

Como encaminhar: oxigênio para manter SpO2 ≥ 94%; criança no colo; jejum se desconforto importante ou suspeita de corpo estranho; acesso venoso se toxêmica, sem atrasar o transporte; carta com os episódios, as radiografias anteriores e os exames; contato prévio com o destino; transporte com oxigênio.

6.Orientações de retorno e sinais de alerta para a família

  • "Quase sempre existe uma causa; traga todas as radiografias e os papéis de alta."
  • "Resfriados frequentes na creche são esperados e não significam defesa fraca, se a criança cresce bem."
  • "Não dê antibiótico por conta própria: cada febre com tosse precisa de exame e, se houver pneumonia, de radiografia."
  • Procurar o pronto-socorro se houver: respiração rápida ou com esforço, gemido, lábios arroxeados, sonolência, recusa de líquidos, sangue na tosse, engasgo seguido de tosse que não passa.

7.Comparação com as referências

Item SBP Ministério da Saúde AAP NICE AEP Johns Hopkins Harvard Oxford / Cambridge
Definição ≥ 2 em 1 ano ou > 3 na vida, com melhora radiológica Sem definição específica localizada Sem diretriz própria; literatura usa ≥ 2/ano ou ≥ 3 na vida Sem diretriz específica ≥ 2 em 1 ano ou ≥ 3 na vida, com normalização radiológica Sem posição específica localizada Sem posição específica localizada Segue o NICE
Radiografia de controle Resolução entre episódios é requisito — 4–6 semanas se mesmo lobo ou colapso (IDSA/PIDS, endossada) BTS: considerar em colapso, pneumonia redonda, sintomas persistentes Não antes de 4 semanas — — Segue o NICE/BTS
Imunodeficiência 10 sinais BRAGID; 1 sinal basta — — — 10 sinais Jeffrey Modell; ≥ 2; hemograma e Ig primeiro — — Segue o NICE
Fibrose cística Teste do suor PCDT 2024: pneumonias frequentes indicam teste do suor CFF 2017: cloreto ≥ 60 mmol/L NG78: suor em infecções baixas recorrentes Teste do suor no 1º nível — — Segue o NICE
Especialista TC, broncoscopia, pHmetria — — — TC, broncoscopia, pHmetria no 2º nível — — Segue o NICE

Leitura: há convergência na definição, no uso da localização para orientar a etiologia (SBP, AEPap, IDSA/PIDS) e em começar por hemograma e imunoglobulinas. As diferenças são três. O texto da SBP fala em "mais que três" episódios na vida; IDSA/PIDS, AEP e as séries usam 3 ou mais — diferença sem efeito na conduta; o site escreve "3 ou mais". Nos sinais de alerta de imunodeficiência, BRAGID e SBP investigam a partir de 1 sinal, e a lista original da Jeffrey Modell, seguida pela AEP, a partir de 2. Na radiografia de controle, a IDSA/PIDS a indica em 4–6 semanas na recorrência no mesmo lobo e no colapso lobar, enquanto BTS e AEPap a reservam a situações específicas e não antes de 4 semanas. O MS não tem protocolo de pneumonia de repetição, mas seu PCDT de fibrose cística indica o teste do suor nas pneumonias frequentes, como o NICE (NG78). O site adota a posição da SBP: definição com resolução radiológica, 1 sinal de alerta basta para investigar imunodeficiência e investigação em degraus pelo pediatra, com TC, broncoscopia e pHmetria a cargo do especialista.

Pontos práticos
  1. Antes de investigar, confirme: reveja as imagens e a resolução entre os episódios; muitas "pneumonias" são asma com atelectasia ou viroses.
  2. Mesmo lobo: corpo estranho, malformação ou compressão. Lobos diferentes: aspiração, asma, fibrose cística, discinesia ciliar, imunodeficiência ou cardiopatia.
  3. 1º degrau: hemograma, IgG/IgA/IgM por idade, sorologia vacinal, anti-HIV, teste do suor, prova tuberculínica se indicada e radiografia de controle em 4–6 semanas.
  4. Pergunte sempre por engasgo e tosse às mamadas: a aspiração é a causa mais frequente nas séries hospitalares.
  5. Um sinal de alerta já justifica investigar imunodeficiência; lactente com infecção grave, linfopenia ou déficit de crescimento vai ao imunologista no mesmo dia, sem vacina de vírus vivo.
  6. Viroses frequentes na creche, com crescimento normal e evolução habitual, não pedem investigação imunológica.

Veja também, nesta Biblioteca: Pneumonia adquirida na comunidade, Sibilância recorrente do lactente e do pré-escolar, Tosse persistente e crônica e Acidentes domésticos (corpo estranho) (Patologias do consultório); Fibrose cística — da triagem neonatal ao seguimento, Bronquiectasias não fibrose cística e discinesia ciliar primária e Pneumonia aspirativa e disfagia na criança com comprometimento neurológico (nesta área); Tuberculose na infância no Brasil e Hipogamaglobulinemia no lactente (Temas SBP 2026).

8.Fontes

  • SBP. Carvalho BTC, Roxo Júnior P, Tavares FS. Como abordar a criança com infecção respiratória de repetição. PDF
  • SBP. SBP divulga 10 alertas sobre Imunodeficiência Primária, 2018. sbp.com.br
  • Ministério da Saúde/Conitec. PCDT Fibrose Cística, versão resumida (Portaria Conjunta nº 05/2024). PDF
  • IDSA/PIDS (endossada pela AAP). Bradley JS et al. Pediatric CAP guideline, 2011. academic.oup.com
  • NICE. Cystic fibrosis — diagnosis and management (NG78), 2017. nice.org.uk
  • BTS. Harris M et al. CAP in children, update 2011. brit-thoracic.org.uk
  • AEP. Seoane Reula ME et al. Inmunodeficiencias primarias en niños, 2019. PDF
  • AEPap (GVR). Úbeda Sansano MI et al. Neumonía adquirida en la comunidad (P-GVR-8), 2017. PDF
  • Zafra Anta MA et al. Neumonía. Neumonía recurrente. Pediatría Integral, 2026. pediatriaintegral.es
  • Owayed AF et al. Underlying causes of recurrent pneumonia in children. Arch Pediatr Adolesc Med, 2000 (resumo, Europe PMC). europepmc.org
  • Mello MGMO et al. Pneumonias de repetição em ambulatório de pneumologia pediátrica. J Pediatr (Rio J), 2000. jped.com.br
  • CFF. Farrell PM et al. Diagnosis of cystic fibrosis — consensus guidelines, 2017 (limiares citados em PMC12066134). PMC
  • ERS. Lucas JS et al. Guidelines for the diagnosis of primary ciliary dyskinesia, 2017 (resumo, Europe PMC). europepmc.org