Saúde mental da criança e do adolescente · Psicose e psicofarmacologia

Transtorno bipolar e psicose na adolescência — sinais de alerta para o pediatra

Reconhecer mania, hipomania e psicose de início precoce, excluir causa orgânica antes de rotular, encaminhar com segurança e cuidar da saúde física de quem usa antipsicótico ou lítio

Gravidade em semáforo (🟢 leve · 🟡 moderada · 🔴 grave), conduta ambulatorial e critérios para encaminhar ao especialista, ao pronto-socorro ou internar, com a comparação entre SBP/Ministério da Saúde e as referências internacionais (convergências e divergências). 📄 Baixar em PDF

Em resumo

Transtorno bipolar (TAB) e psicoses primárias são raros antes dos 12–13 anos; o maior risco no consultório é o superdiagnóstico — irritabilidade crônica, explosões de raiva ou "ouvir vozes" isoladamente não bastam. Mania é um episódio — mudança nítida em relação ao habitual, com euforia ou irritabilidade, energia aumentada, menos necessidade de sono, grandiosidade e comportamento de risco por ≥ 7 dias (hipomania ≥ 4 dias). Todo primeiro quadro psicótico ou maníaco exige excluir causa orgânica: intoxicação (cannabis, estimulantes, corticoide, anticolinérgicos), delirium, encefalite anti-NMDA, epilepsia, tireoide, lúpus. Psicose aguda, agitação com risco, confusão mental, catatonia ou ideação suicida = pronto-socorro (🔴). Suspeita sem risco (🟡): encaminhar com prioridade ao psiquiatra da infância e adolescência ou ao CAPSi. Antipsicótico e lítio são do especialista; o pediatra monitora peso, metabolismo, prolactina, ECG e litemia. SAMU 192; CVV 188.

1.O que é e como se apresenta

Transtorno bipolar — doença de episódios de mania/hipomania e depressão, com intervalos de funcionamento habitual.

  • Mania (DSM-5-TR; PCDT do MS 2016): humor elevado, expansivo ou irritável com aumento de energia, por ≥ 7 dias (qualquer duração se internação), e ≥ 3 sintomas (4 se só irritável): grandiosidade, menos necessidade de sono, pressão para falar, fuga de ideias, distratibilidade, agitação, atividades de risco. Prejuízo grave; pode ter psicose. Hipomania: ≥ 4 dias, sem prejuízo grave nem psicose.
  • Epidemiologia: início médio aos 17–21 anos (PCDT 2016); muito raro antes da puberdade, e a maioria dos casos "de espectro" não evolui para TAB no adulto (Parry e cols., 2021).
  • O que não é mania: irritabilidade crônica sem episódios sugere transtorno disruptivo da desregulação do humor, TDAH, transtorno opositor, trauma ou ansiedade; no borderline, o humor muda em horas, com gatilho interpessoal. O NICE (CG185) exige euforia na maior parte dos dias por ≥ 7 dias e diz que irritabilidade não é critério central no jovem.
  • Virada com antidepressivo: hipomania ou mania após iniciar ou aumentar ISRS. Risco relativo maior dos 10 aos 14 anos (Martin, 2004); numa coorte sueca de 43.677 jovens não houve excesso em 12 semanas, e os preditores foram pai ou mãe com TAB, antipsicótico ou antiepiléptico em uso e internação prévia (Virtanen, 2023). Não negar o ISRS a quem precisa, mas investigar hipomania prévia e história familiar e orientar a família.

Psicose — perda do juízo de realidade: alucinações (em geral auditivas), delírios (persecutórios, de referência, de grandeza), desorganização do pensamento e do comportamento, sintomas negativos (retraimento, apatia, pobreza de fala) e catatonia (mutismo, estupor, negativismo, posturas, recusa alimentar).

  • Pródromo: queda escolar, isolamento, desconfiança, alteração do sono, experiências "atenuadas"; nem todos evoluem (AAP 2021).
  • Início precoce: esquizofrenia antes dos 13 anos é rara; abaixo de 6 anos a validade do diagnóstico não foi estabelecida (AACAP 2013). No adolescente, a mania com psicose é causa frequente de primeiro episódio psicótico.
  • Não é psicose: fantasia, alucinações ao adormecer, dissociação do trauma, intrusões da ansiedade e do TOC (AACAP 2013). Na Johns Hopkins, 51% dos encaminhados com diagnóstico de esquizofrenia tinham outro diagnóstico (2019).
  • Fatores de risco: história familiar de TAB ou psicose, cannabis (sobretudo diária e de alta potência) e estimulantes, trauma, síndrome de deleção 22q11.2.

2.Classificação de gravidade

Gravidade Critérios clínicos Conduta
🟢 Leve Experiências perceptivas isoladas, com crítica e sem prejuízo; oscilações reativas de humor; ou paciente já diagnosticado e estável Seguimento pelo pediatra; psicoeducação; monitorização dos medicamentos
🟡 Moderada Suspeita de hipomania ou mania sem risco; virada com antidepressivo sem agitação nem psicose; sintomas psicóticos atenuados ou persistentes com sofrimento ou queda funcional, sem risco; pródromo; recaída em paciente tratado Encaminhar com prioridade ao psiquiatra da infância e adolescência ou ao CAPSi (RAPS), com exames iniciais pedidos; não iniciar antipsicótico no consultório; na virada, contatar o prescritor para rever o antidepressivo
🔴 Grave Psicose aguda com comportamento guiado pelos sintomas; mania com insônia, agitação ou exposição a risco; agitação com risco para si ou outros; ideação suicida com plano ou tentativa; catatonia ou recusa de comer e beber; confusão, desorientação ou flutuação (delirium); febre, convulsão, rigidez, discinesia ou instabilidade autonômica; suspeita de intoxicação ou toxicidade do lítio Pronto-socorro ou SAMU 192; não deixar sozinho; retirar meios de risco

Fatores que elevam a gravidade: idade < 13 anos; início agudo; alucinações visuais, táteis ou olfativas; ideação suicida, substâncias, armas ou medicamentos em casa; gravidez; falta de supervisão.

3.Diagnóstico no consultório

O diagnóstico é clínico e longitudinal; os exames excluem causa orgânica e dão a linha de base para os medicamentos (AACAP 2013). O NICE reserva o diagnóstico de TAB no jovem ao especialista, após observação prospectiva, sem questionários na atenção primária.

Anamnese (adolescente sozinho e família): episódios e duração, sono, riscos; o que ouve ou vê e se tem crítica; substâncias (cannabis e vape de THC, canabinoides sintéticos, estimulantes, cocaína); medicamentos (corticoide, metilfenidato, anticolinérgicos, antidepressivo recente); febre, convulsão, movimentos anormais; história familiar; maus-tratos; risco de suicídio, perguntado diretamente.

Exame físico: sinais vitais, consciência, exame neurológico completo, sinais de intoxicação, tireoide, pele e articulações, dismorfias, autolesão ou violência.

Exames iniciais (AACAP 2013; SEUP 2024; PCDT 2016):

Para quem Exames
Todos Hemograma, glicemia, eletrólitos, cálcio, função renal e hepática, TSH e T4 livre, lipídios, triagem toxicológica de urina, beta-hCG na adolescente
Antes de antipsicótico ou lítio Peso, estatura, IMC e cintura em curva; PA; glicemia de jejum ou HbA1c; lipídios; ECG se indicado em bula, doença cardiovascular, QT longo ou morte súbita na família (NICE CG155); lítio: creatinina, ureia, TSH e cálcio
Suspeita de encefalite ou delirium (hospital) EEG, ressonância de crânio, líquor com anticorpos anti-NMDA (líquor e soro), ultrassonografia pélvica (teratoma de ovário)
Conforme a clínica FAN e complemento (lúpus); EEG; microarray se dismorfias ou deficiência intelectual (22q11.2); ceruloplasmina

Investigação ampla de doenças raras não é informativa sem sinais neurológicos (AACAP 2013).

Diferencial que não pode passar:

  • 🔴 Encefalite anti-NMDA: começa com sintomas psiquiátricos e evolui com redução da fala, convulsões, discinesias, rebaixamento de consciência e instabilidade autonômica; provável com instalação rápida de 4 desses 6 grupos e EEG ou líquor alterados (Graus, 2016). Intolerância grave a antipsicótico é pista. Tratável.
  • 🔴 Intoxicação e abstinência: cannabis, estimulantes, cocaína, alucinógenos, álcool, corticoide, anticolinérgicos (pele seca e quente, midríase); a psicose tóxica melhora em dias a semanas (AACAP 2013). Disque-Intoxicação 0800-722-6001.
  • Infecção do SNC, hipoglicemia, distúrbio eletrolítico, trauma craniano; epilepsia (estado de mal não convulsivo, psicose pós-ictal); tireoide, lúpus neuropsiquiátrico, tumor, Wilson; depressão psicótica, TEPT, TOC, TEA.

4.Tratamento e seguimento

É do especialista confirmar o diagnóstico, prescrever, titular e oferecer psicoterapia e intervenção familiar; os PCDT (2013, 2016) orientam a dispensação no SUS. Não iniciar antipsicótico na atenção primária no primeiro episódio, salvo em consulta com o psiquiatra da infância e adolescência (NICE CG155).

Medicamento Dose Intervalo Duração Observação e referência
Risperidona — esquizofrenia, 13–17 anos 0,5 mg/dia; aumentos de 0,5–1 mg/dia a intervalos ≥ 24 h; alvo 3 mg/dia (1–6 mg/dia) 1x/dia (2x se sonolência) Conforme o especialista Bula brasileira (Risperdal)
Risperidona — mania bipolar, 10–17 anos 0,5 mg/dia; mesmos aumentos; alvo 2,5 mg/dia (0,5–6 mg/dia) 1x/dia Conforme o especialista Bula brasileira (Risperdal)
Aripiprazol Pelo especialista — NICE: reavaliar antipsicótico na mania do jovem em 12 semanas Sem indicação pediátrica na bula brasileira (Abilify); NICE: mania moderada a grave ≥ 13 anos (TA292)
Carbonato de lítio Pelo especialista, guiada pela litemia Conforme a formulação Longo prazo Bula de uso adulto; litemia 0,6–1,2 mEq/L; toxicidade > 1,5 mEq/L (PCDT 2016); teratogênico
  • Olanzapina engorda mais (AACAP 2013); clozapina só na esquizofrenia refratária, com hemograma seriado (PCDT 2013).
  • Não usar: valproato em meninas e jovens salvo sem alternativa (NICE, MHRA; Anvisa); antidepressivo isolado na suspeita de TAB (documentos da Biblioteca); antipsicótico para sintomas apenas atenuados (NICE: TCC); dois antipsicóticos de rotina.

Monitorização (o pediatra pode assumir após a estabilização, em cuidado compartilhado):

  • Antipsicótico: antropometria e PA em 3, 6 e 12 meses; glicemia e lipídios em 3 e 12 meses, depois anuais (PCDT 2013; o NICE pede peso semanal nas 6 primeiras semanas e metabólicos semestrais). Prolactina se houver sintomas (galactorreia, alteração menstrual, ginecomastia). ECG conforme risco, cuidado com outros fármacos que alargam o QT. Vigiar distonia, acatisia e síndrome neuroléptica maligna (febre, rigidez, confusão = 🔴).
  • Lítio: litemia após cada ajuste e depois periódica; creatinina, ureia, TSH e cálcio periódicos (PCDT 2016; NICE); causa hipotireoidismo (ver "Hipotireoidismo congênito e adquirido"). Evitar AINE (ibuprofeno), diuréticos e IECA; vômitos, diarreia, febre e desidratação elevam a litemia — dosar e falar com o psiquiatra.
  • Síndrome metabólica: estilo de vida; troca de antipsicótico ou metformina com o psiquiatra (AACAP 2013).

Papel do pediatra: adesão, sono, zero cannabis, contracepção, vacinas, escola, plano de crise com a família e linguagem sem estigma ("adolescente com psicose"); a intervenção familiar reduz recaídas (NICE CG155).

5.Quando encaminhar ao pronto-socorro ou internar

Todos os critérios 🔴 da tabela. Confusão, febre, convulsão, discinesia, rigidez ou sinais autonômicos indicam urgência médica (delirium, encefalite, síndrome neuroléptica maligna, intoxicação); toxicidade do lítio: vômitos, diarreia, tremor grosseiro, ataxia, sonolência. O PCDT (2016) indica a emergência psiquiátrica no risco de suicídio, agitação ou psicose; a avaliação clínica vem antes.

Como encaminhar

  1. Segurança: ambiente calmo, sem objetos perigosos, um só profissional falando; não deixar o adolescente sozinho.
  2. Contenção verbal sempre; a medicamentosa é feita no serviço; a física é o último recurso, por equipe treinada e com registro (SEUP 2024; NICE CG155). Cautela com haloperidol em quem nunca usou antipsicótico (distonia aguda; NICE).
  3. Sinais vitais, glicemia capilar e SpO2; oxigênio para SpO2 ≥ 94%; crise ≥ 5 min: Protocolo de Estado de Mal Convulsivo.
  4. SAMU 192 se agitação grave, rebaixamento, convulsão ou risco no transporte.
  5. Relatório: evolução, substâncias, medicamentos com doses (inclusive antidepressivo recente), exames, contato do psiquiatra ou CAPSi.
  6. CAPSi/RAPS para a continuidade; notificação obrigatória (compulsória) de intoxicação exógena e de violência autoprovocada; Conselho Tutelar se maus-tratos (ECA).

6.Orientações de retorno e sinais de alerta para a família

  • "Preocupa a mudança nítida que dura dias: dormir pouco sem cansaço, falar sem parar, gastar ou se arriscar, sentir-se especial ou perseguido, ouvir ou ver o que os outros não percebem."
  • "Se, após iniciar o antidepressivo, seu filho ficar agitado, eufórico ou sem dormir, fale com o médico no mesmo dia; não pare nem aumente o remédio por conta própria."
  • "Com lítio, não use ibuprofeno nem outros anti-inflamatórios; com vômitos, diarreia ou febre, avise o médico."
  • Pronto-socorro ou SAMU 192: fala de morte ou suicídio, agressividade com risco, confusão, convulsão, febre com rigidez, recusa de comer e beber, ficar imóvel sem responder, tremor grosseiro com vômitos em uso de lítio. CVV 188.

7.Comparação com as referências

Item SBP Ministério da Saúde AAP NICE AEP Johns Hopkins Harvard Oxford / Cambridge
Diagnóstico de TAB Sem documento específico; DC nº 8/2019 exclui mania prévia no diagnóstico de depressão PCDT 2016, critérios DSM-5; início médio 17–21 anos Evitar rótulo precoce (2021) Só pelo especialista; euforia ≥ 7 dias; irritabilidade não central Diagnóstico possível; irritabilidade predomina (2012) Sem posição localizada Sem posição localizada Segue o NICE
Psicose Sem posição localizada Excluir causa orgânica e tóxica (PCDT 2013) Considerar trauma e substâncias Atenuada: TCC; sustentada ≥ 4 semanas: encaminhar com urgência SEUP 2024: sinais de organicidade Superdiagnóstico de esquizofrenia (51%, 2019) Clínica de psicose precoce (DNP) Segue o NICE
Exames Sem posição localizada Antropometria, PA, glicemia, lipídios; lítio: TSH, creatinina Exame físico e neurológico detalhado Linha de base com prolactina; ECG conforme risco Hemograma, bioquímica, tóxicos; TC e punção se deterioração Sem posição localizada Sem posição localizada Segue o NICE
Tratamento e monitorização Sem posição localizada Risperidona, lítio (litemia 0,6–1,2 mEq/L); prolactina se sintomas Cuidado colaborativo Aripiprazol na mania ≥ 13 anos; sem valproato; prolactina semestral Antipsicótico + estabilizador Sem posição localizada TCC para psicose, família, farmacologia Segue o NICE
Crise Padrão do site: 🔴 psicose, mania, agitação Emergência psiquiátrica se risco Encaminhar se risco Contenção por equipe treinada; cautela com haloperidol Contenção física como última opção Sem posição localizada Sem posição localizada Segue o NICE

Leitura: há consenso sobre raridade antes da adolescência, superdiagnóstico, exclusão de causa orgânica e monitorização metabólica. A SBP não tem documento específico; pela regra do site, segue-se o Ministério da Saúde (PCDT de TAB tipo I 2016 e de Esquizofrenia 2013; RAPS). Divergências: (1) irritabilidade — não central no NICE, predominante na AEP; o site segue o PCDT e o DSM-5-TR (humor irritável em episódio, com aumento de energia); (2) prolactina e intervalos — NICE: prolactina basal e semestral, metabólicos semestrais; PCDT: prolactina se sintomas, metabólicos em 3 e 12 meses e depois anuais; o site adota o PCDT; (3) litemia — 0,6–1,2 mEq/L no PCDT e 0,6–0,8 como alvo inicial no NICE; o site adota o PCDT; (4) aripiprazol — opção do NICE na mania do jovem, sem indicação pediátrica na bula brasileira.

Pontos práticos
  1. Mania é episódio (≥ 7 dias; hipomania ≥ 4) com energia aumentada e menos necessidade de sono; irritabilidade crônica sem episódios não é TAB.
  2. Antes do ISRS, perguntar sobre hipomania e história familiar de TAB.
  3. Primeiro quadro psicótico ou maníaco: excluir intoxicação, delirium, encefalite anti-NMDA, epilepsia, tireoide e lúpus; confusão, febre, convulsão ou discinesia = 🔴.
  4. Psicose aguda, mania com risco, agitação, catatonia ou ideação suicida: pronto-socorro ou SAMU 192, com contenção verbal.
  5. Suspeita sem risco: encaminhar com prioridade ao psiquiatra da infância e adolescência ou ao CAPSi, sem iniciar antipsicótico no consultório.
  6. No seguimento: peso, cintura, PA, glicemia, lipídios; prolactina se sintomas; ECG conforme risco; litemia, TSH e função renal com lítio, sem AINE.

Veja também, nesta Biblioteca: Transtornos Depressivos na Adolescência, Uso de álcool, tabaco, cigarro eletrônico e outras drogas na adolescência e Psicofármacos na criança e no adolescente (Saúde mental); Epilepsias na infância (Neurologia); Ansiedade e depressão na infância e adolescência e Obesidade e risco cardiometabólico (Patologias do consultório); Protocolo de Estado de Mal Convulsivo; Lúpus Eritematoso Sistêmico Juvenil; QT longo, canalopatias e prevenção da morte súbita.

8.Fontes

  • SBP, Departamento de Pediatria do Desenvolvimento e Comportamento. Depressão na infância e adolescência (DC nº 8), 2019. PDF
  • Ministério da Saúde. PCDT do Transtorno Afetivo Bipolar do tipo I (Portaria SAS/MS nº 315), 2016. gov.br
  • Ministério da Saúde. PCDT Esquizofrenia (Portaria SAS/MS nº 364), 2013. gov.br
  • AAP, Committee on Adolescence. Collaborative Care in the Identification and Management of Psychosis in Adolescents and Young Adults (Clinical Report), Pediatrics 2021;147(6):e2021051486. resumo institucional
  • NICE. Bipolar disorder: assessment and management (CG185). nice.org.uk
  • NICE. Psychosis and schizophrenia in children and young people (CG155). nice.org.uk
  • AEP. Soutullo C et al. El trastorno bipolar, ¿puede diagnosticarse en la edad pediátrica? An Pediatr Contin, 2012. elsevier.es
  • SEUP (AEP). Principales urgencias psiquiátricas en Urgencias de Pediatría, 4ª ed., 2024. PDF
  • Johns Hopkins, Early Psychosis Intervention Clinic. Superdiagnóstico de esquizofrenia (J Psychiatr Pract, 2019) — notícia. news-medical.net
  • Boston Children's Hospital. Developmental Neuropsychiatry & Psychosis Clinic. childrenshospital.org
  • AACAP. Practice Parameter for Children and Adolescents With Schizophrenia, 2013. PDF
  • Graus F et al. A clinical approach to diagnosis of autoimmune encephalitis. Lancet Neurol, 2016. PMC
  • Martin A et al. Age effects on antidepressant-induced manic conversion. Arch Pediatr Adolesc Med, 2004. JAMA
  • Virtanen S et al. Antidepressant use and risk of manic episodes in children and adolescents. JAMA Psychiatry, 2023. PMC
  • Parry P et al. Pediatric bipolar disorder rates are still lower than claimed. Int J Bipolar Disord, 2021. PMC
  • Bulas brasileiras: Risperdal, Abilify, Carbolitium.