Saúde mental da criança e do adolescente · Comportamento, trauma e substâncias

Birras, agressividade e comportamento disruptivo — do esperado ao transtorno opositor e de conduta

Birra esperada × sinais de alerta, o que investigar, critérios do DSM-5-TR para transtorno opositor desafiador, transtorno de conduta e transtorno disruptivo da desregulação do humor, orientação parental como primeira linha e o lugar restrito da medicação

Gravidade em semáforo (🟢 leve · 🟡 moderada · 🔴 grave), conduta ambulatorial e critérios para encaminhar ao especialista, ao pronto-socorro ou internar, com a comparação entre SBP/Ministério da Saúde e as referências internacionais (convergências e divergências). 📄 Baixar em PDF

Em resumo

Birras, oposição e agressividade são esperadas entre 1 e 4 anos. Sinais de alerta: crises de mais de 25 minutos, em 10 a 20 dias do mês ou mais de 5 por dia, com autolesão, agressão consistente, incapacidade de se acalmar sem ajuda, crises frequentes fora de casa e persistência depois dos 5 anos. Antes de rotular, investigar sono, audição, linguagem, TDAH, TEA, ansiedade, depressão, violência doméstica, telas e dor. Transtorno opositor desafiador, transtorno de conduta e transtorno disruptivo da desregulação do humor seguem o DSM-5-TR. A primeira linha é a orientação parental estruturada, nunca o castigo físico (proibido pela Lei 13.010/2014). 🟢 seguimento pelo pediatra; 🟡 sinais de alerta, suspeita de transtorno ou comorbidade: encaminhar ao psicólogo, ao psiquiatra da infância e adolescência ou ao CAPSi; 🔴 risco a si ou a outros, violência grave ou agitação incontrolável: pronto-socorro. Antipsicótico só pelo especialista.

1.O que é e como se apresenta

Comportamento esperado. A birra é a descarga emocional de quem ainda não tem linguagem nem autocontrole para lidar com frustração; tem pico entre 18 meses e 4 anos. Para a Caderneta da Criança (MS), morder, bater e birra fazem parte do desenvolvimento, mas os pais não devem ceder. O que define o problema é o padrão persistente (Belden, 2008).

Sinais de alerta no pré-escolar (Belden, 2008):

  • Agressão consistente (metade ou mais das crises) ao cuidador ou a objetos.
  • Autolesão intencional durante a crise, em qualquer frequência (associada à depressão do pré-escolar).
  • 10 a 20 crises em dias diferentes em 30 dias em casa, ou mais de 5 por dia fora de casa.
  • Duração média maior que 25 minutos e incapacidade de se acalmar sem ajuda.

Também alertam: persistência após 5 anos, crueldade com animais, incêndios, comportamento sexualizado, regressão e mudança brusca.

Transtornos disruptivos (DSM-5-TR):

  • Transtorno opositor desafiador (TOD): humor raivoso ou irritável, comportamento desafiante e índole vingativa por pelo menos 6 meses, com 4 ou mais dos 8 sintomas, com alguém que não seja irmão. Frequência: na maioria dos dias abaixo de 5 anos; semanal a partir de 5 anos. Gravidade pelo número de ambientes (1 leve, 2 moderada, 3 grave).
  • Transtorno de conduta (TC): violação dos direitos dos outros ou de normas importantes para a idade, com 3 ou mais comportamentos em 12 meses (1 nos últimos 6): agressão a pessoas e animais, destruição de propriedade, falsidade ou furto, violações graves de regras. Início antes dos 10 anos tem pior prognóstico; especificador "com emoções pró-sociais limitadas". Ideação suicida é comum (MSD 2025).
  • Transtorno disruptivo da desregulação do humor (TDDH) (transtorno depressivo): explosões graves, desproporcionais, em média 3 ou mais por semana, com humor irritável quase todos os dias, em 2 de 3 ambientes, por 12 meses ou mais; início antes dos 10 anos e diagnóstico só entre 6 e 18 anos. Não coexiste com TOD (prevalece o TDDH); evolui mais para depressão e ansiedade (NIMH).

A SPSP — Sociedade de Pediatria de São Paulo, filiada da SBP (2025) — alerta contra medicalizar e rotular: o comportamento disruptivo funciona como "febre", sinal de um ambiente a investigar.

2.Classificação de gravidade

Gravidade Critérios clínicos Conduta
🟢 Leve Birras e oposição compatíveis com a idade, curtas, com recuperação espontânea, sem autolesão nem agressão grave, sem prejuízo escolar; ou sintomas opositores leves em um só ambiente Seguimento pelo pediatra: orientação parental, sono, rotina e telas; diário das crises; retorno programado
🟡 Moderada Sinais de alerta de Belden; persistência após 5 anos; suspeita de TOD, TC ou TDDH; comorbidade (TDAH, TEA, linguagem, audição, ansiedade, depressão); crueldade com animais, incêndios, comportamento sexualizado; suspeita de violência doméstica ou maus-tratos Encaminhar a orientação parental ou psicólogo e ao psiquiatra da infância e adolescência ou CAPSi, com prioridade no TC, no TDDH, na autolesão, crueldade com animais e incêndios; na suspeita de violência, notificação obrigatória (compulsória) e Conselho Tutelar
🔴 Grave Risco iminente a si ou a outros: ideação ou tentativa de suicídio, autolesão com lesão, agressão com arma ou lesão, agitação incontrolável; suspeita de psicose, mania ou intoxicação; alteração aguda com febre, confusão ou sinal neurológico; violência sofrida com risco imediato Pronto-socorro (SAMU 192); nunca deixar sozinho; na crise suicida, também CVV 188

Fatores de risco que elevam a gravidade

  • Criança: TDAH, TEA, deficiência intelectual, atraso de linguagem, TC com início antes dos 10 anos, emoções pró-sociais limitadas, substâncias.
  • Família e ambiente: práticas coercitivas e castigo físico, violência entre os pais, doença mental ou substâncias dos cuidadores, negligência, bullying, excesso de telas e conteúdo violento.

3.Diagnóstico no consultório

O diagnóstico é clínico, com a família, a escola e, na adolescência, o paciente a sós (NICE CG158).

  • Diário das crises (1 a 2 semanas): frequência, duração, gatilho, resposta do adulto e desfecho.
  • Relatório da escola; práticas parentais (gritos, ameaças, castigo físico, consistência entre adultos, atenção positiva).
  • Rastreio: Questionário de Capacidades e Dificuldades (SDQ) de pais ou professores (NICE; versão brasileira).

O que investigar antes de rotular: sono (ronco, apneia) e rotina; audição e linguagem (birras intensas com atraso de fala pedem avaliação audiológica); TDAH (comorbidade mais comum) e TEA; ansiedade e depressão; maus-tratos e violência doméstica, pesquisados ativamente (NICE); telas; dor ou doença orgânica e medicamentos (corticoide, alguns antiepilépticos, anti-histamínicos sedativos); no adolescente, álcool e drogas, bullying e risco de suicídio.

Exames: conforme a clínica (audiologia, polissonografia, ferritina, TSH, triagem toxicológica).

Diferencial que não pode passar: perda auditiva, deficiência intelectual, TDAH não tratado, depressão, transtorno bipolar (episódico; o TDDH é crônico), TEPT e maus-tratos em curso, crises epilépticas, intoxicação, delirium e transtorno explosivo intermitente.

4.Tratamento e seguimento

O que o pediatra faz:

  • Psicoeducação sem culpar a família: os pais são o principal agente de mudança.
  • Orientação parental (coerente com os guias Birras: Compreender e Acompanhar e Frustrações e Limites na Infância):
    • Atenção positiva diária (10 a 15 minutos de brincadeira conduzida pela criança) e elogio específico.
    • Ordens curtas e claras; avisar antes das transições.
    • Não ceder à birra; ignorar de forma planejada os comportamentos menores e esperar a piora transitória ("explosão de extinção").
    • Na agressão: interromper com calma e usar pausa curta para se acalmar, sem humilhar.
    • Consequências lógicas, proporcionais e imediatas, iguais entre os cuidadores, sem gritos nem ameaças.
    • Telas (SBP 2024): nenhuma antes de 2 anos; 2–5 anos até 1 h/dia; 6–10 anos 1–2 h/dia; 11–18 anos 2–3 h/dia; nunca nas refeições nem 1–2 h antes de dormir.
  • Não bater. A Lei 13.010/2014 incluiu no ECA o direito de ser educado sem castigo físico nem tratamento cruel ou degradante, com medidas pelo Conselho Tutelar. A SBP é contra palmadas (Manual SPSP/SBP/CFM 2018); a AAP (2018): castigo físico e humilhação aumentam a agressividade.
  • Escola: estratégias iguais em casa e na escola.
  • Maus-tratos ou violência doméstica: notificação obrigatória (compulsória) e Conselho Tutelar (ECA, art. 13), sem necessidade de certeza; Disque 100.

Programas estruturados (primeira linha no TOD e no TC):

  • NICE CG158: treino de pais em grupo (3 a 11 anos; 10 a 16 encontros) ou individual (8 a 10); resolução de problemas em grupo (9 a 14 anos); intervenção multimodal (11 a 17 anos) no TC.
  • PCIT, Triple P e Incredible Years: evidência internacional, oferta restrita no Brasil.
  • Programa ACT — Para Educar Crianças em Ambientes Seguros, da Associação Americana de Psicologia (APA): 8 sessões em grupo para cuidadores de crianças de 0 a 8 anos, estudado no Brasil pelo Lapredes (FMRP-USP).
  • Rede: UBS/eSF e eMulti nos leves e moderados; CAPSi (CAPS IJ) da RAPS nos graves e persistentes; CRAS e CREAS no apoio à família.

É do especialista: confirmar TC e TDDH, psicoterapia, comorbidades complexas e qualquer antipsicótico.

Medicamentos. Não há medicamento para o TOD ou o TC em si; o NICE não recomenda medicação de rotina.

Medicamento Dose Intervalo Duração Observação e referência
Metilfenidato ou atomoxetina (TDAH associado) Conforme o documento TDAH desta Biblioteca (bulas) Conforme o documento TDAH Contínuo, com reavaliação Tratar o TDAH reduz a oposição (NICE CG158)
Risperidona (agressividade grave e persistente no TC, sem resposta às intervenções psicossociais) < 50 kg: 0,25 mg/dia, aumentos de 0,25 mg em dias alternados, manutenção 0,25–0,75 mg/dia; ≥ 50 kg: 0,5 mg/dia, aumentos de 0,5 mg, manutenção 0,5–1,5 mg/dia 1x/dia Curto prazo (até 6 semanas); reavaliar em 3–4 semanas e suspender sem resposta em 6 (NICE CG158) Só pelo especialista. No Brasil, bula e PCDT (Portaria Conjunta nº 7/2022) cobrem a irritabilidade/agressividade no TEA; no TC é fora da bula — dose do folheto europeu do Risperdal® (Portugal; TC ≥ 5 anos)

O aripiprazol não tem indicação pediátrica na bula brasileira; seu uso na agressividade é decisão do especialista.

Riscos dos antipsicóticos atípicos (NICE CG158): metabólicos, extrapiramidais, QT longo, hiperprolactinemia, síndrome neuroléptica maligna. Monitorização como em Psicofármacos na criança e no adolescente (PCDT); o pediatra avisa o especialista se houver ganho de peso rápido, movimentos anormais ou galactorreia.

Não usar: castigo físico, humilhação ou ameaça; antipsicótico como primeira opção ou na birra do pré-escolar; anti-histamínico sedativo (padrão do site); benzodiazepínico de rotina.

Seguimento: no 🟡, o pediatra coordena o cuidado com a rede e a escola e reavalia autolesão e violência em toda consulta.

5.Quando encaminhar ao pronto-socorro ou internar

Critérios 🔴 da tabela: ideação suicida com plano, tentativa ou autolesão que precisa de cuidado; agressão com arma ou lesão, agitação incontrolável; suspeita de psicose, mania ou intoxicação; mudança aguda com febre, confusão ou sinal neurológico; violência sofrida com risco imediato.

Como encaminhar

  1. Ambiente seguro: afastar objetos que firam, um adulto sempre presente; desescalada verbal (voz calma, frases curtas, poucas pessoas); contenção física só para impedir dano imediato.
  2. Sinais vitais, lesões e glicemia capilar; suspeita de intoxicação: Disque-Intoxicação 0800-722-6001.
  3. SAMU (192); na crise suicida, também CVV (188); arma ou risco à equipe: polícia (190).
  4. Contato prévio com o serviço; na suspeita de violência, notificação obrigatória (compulsória) e Conselho Tutelar; relatório com episódio, medicamentos, comorbidades e contexto.

6.Orientações de retorno e sinais de alerta para a família

  • "A birra é esperada até por volta dos 4 anos. O que ensina é a nossa resposta: calma, firmeza e não ceder ao escândalo."
  • "Bater não educa: ensina que a força resolve. No Brasil, o castigo físico é proibido por lei."
  • Procurar o pediatra antes do retorno se: crises de mais de 25 minutos ou quase diárias; a criança se machuca ou machuca os outros; não se acalma; crueldade com animais; brincar com fogo; birras depois dos 5 anos.
  • Pronto-socorro ou SAMU (192) se: falar em morrer ou se matar, se ferir, agredir com objeto ou arma, agitação que impede protegê-lo, mudança súbita com febre ou confusão. CVV (188), 24 horas.

7.Comparação com as referências

Item SBP Ministério da Saúde AAP NICE AEP Johns Hopkins Harvard Oxford / Cambridge
Birra e limites Não ceder; limites com afeto; sem palmada Birra é do desenvolvimento; não ceder (Caderneta) Recompensar o positivo, regras antecipadas, consistência (2018) Programas já para risco no pré-escolar Sem posição específica localizada Sem posição específica localizada Birra ocasional é comum; TOD se persistente com prejuízo Segue o NICE
Critérios DSM-5; cuidado com rotular e medicalizar (SPSP, filiada, 2025) Sem protocolo específico localizado DSM-5-TR TOD abaixo de 11 anos; TC com agressão e violação de regras Clínico, 6 meses; excluía TOD com TDAH (2011) Sem posição específica localizada DSM; início em geral aos 6–8 anos Segue o NICE
Avaliação Contexto familiar e escolar Agressividade pode sinalizar violência Sem posição específica localizada SDQ; TDAH, TEA, linguagem, violência doméstica TOD comorbidade frequente do TDAH (2022) Sem posição específica localizada Avaliar comorbidades Segue o NICE
1ª linha Orientação de pais, escola, terapia multidisciplinar Educar sem violência; RAPS/CAPSi Disciplina positiva; recursos da comunidade Treino parental 3–11 a; problemas 9–14 a; multimodal 11–17 a Tratamento integrado comunitário Sem posição específica localizada Treino parental, habilidades, psicoterapia Segue o NICE
Medicação Sem posição específica localizada Sem posição específica localizada Sem posição específica localizada Não de rotina; tratar TDAH; risperidona curta na agressão grave Sem posição específica localizada Sem posição específica localizada Nunca isolada; adjuvante à terapia Segue o NICE
Castigo físico Contra; Lei 13.010/2014 Não bater nem castigar Contra castigo físico e humilhação (2018) Avaliar disciplina coercitiva Sem posição específica localizada Sem posição específica localizada Sem posição específica localizada Segue o NICE

Leitura: há convergência no diagnóstico clínico pelo padrão persistente, na orientação parental como primeira linha e no castigo físico como prejudicial (SBP, MS, AAP; proibido no Brasil). O NICE é o mais detalhado: programas por idade, SDQ, busca ativa de violência doméstica, nenhum medicamento de rotina e risperidona só por curto prazo, pelo especialista. A SBP nacional não tem documento específico sobre TOD e TC; a SPSP, sua filiada, destaca (2025) o cuidado ambiental e o risco de rotular. O MS não tem protocolo específico, mas orienta educar sem violência e organiza o cuidado pela RAPS. A divergência é histórica: a AEP (2011) não admitia TOD com TDAH, o que o DSM-5-TR e a AEP (2022) aceitam. Sem posição da SBP nem do MS (programas por idade e medicação), o site segue o NICE, única diretriz específica; no restante, a SBP.

Pontos práticos
  1. Birra entre 1 e 4 anos é esperada; preocupam duração > 25 minutos, muitas crises, autolesão, agressão consistente, não se acalmar e persistência após 5 anos.
  2. Antes de rotular: sono, audição, linguagem, TDAH, TEA, ansiedade, depressão, dor, telas e violência em casa.
  3. Primeira linha é a orientação parental: atenção positiva, regras claras, não ceder, consequências consistentes.
  4. Castigo físico é proibido (Lei 13.010/2014) e piora a agressividade; suspeita de violência exige notificação obrigatória (compulsória) e Conselho Tutelar.
  5. Não há remédio para TOD ou TC: tratar o TDAH associado; antipsicótico (fora da bula no TC) só pelo especialista, por curto prazo, com monitoração metabólica.
  6. Risco a si ou a outros, arma ou agitação incontrolável: pronto-socorro, SAMU 192 e, na crise suicida, CVV 188.

Veja também, nesta Biblioteca: Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), Transtorno do espectro autista, Distúrbios do sono na infância, Atraso de fala e do desenvolvimento e Ansiedade e depressão na infância e adolescência (Patologias do consultório); Trauma, estresse pós-traumático e violência contra a criança, Psicofármacos na criança e no adolescente e Autolesão e Transtorno de Personalidade Borderline (Saúde mental); Birras: Compreender e Acompanhar e Frustrações e Limites na Infância (Pais e cuidadores); A pele como sinal de doença sistêmica na criança (Dermatologia).

8.Fontes

  • Brasil. Lei nº 13.010/2014 (Lei Menino Bernardo). planalto.gov.br
  • SPSP, SBP e CFM. Manual de atendimento às crianças e adolescentes vítimas de violência, 2ª ed., 2018. PDF
  • SBP. Especialistas apoiam o fim das palmadas e de outros tipos de castigo físico, 2010. sbp.com.br
  • SPSP (filiada da SBP), Núcleo de Saúde Mental. A criança difícil — transtornos de comportamento disruptivo, 2025. PDF
  • Ministério da Saúde. Caderneta de Saúde da Criança, 12ª ed., 2018. PDF
  • NICE. Antisocial behaviour and conduct disorders in children and young people (CG158), 2013/2017. nice.org.uk
  • AAP. Sege RD, Siegel BS. Effective Discipline to Raise Healthy Children, 2018 — comunicado. healthychildren.org
  • AEP. Protocolo de TDAH (Neurologia Pediátrica), 2022. PDF
  • Pedreira-Massa JL. Trastorno negativista desafiante en la infancia. An Pediatr Contin (AEP), 2011. elsevier.es
  • Boston Children's Hospital (Harvard). Oppositional Defiant Disorder; Disruptive Behavior Disorders. ODD; DBD
  • Belden AC, Thomson NR, Luby JL. Temper tantrums in healthy versus depressed and disruptive preschoolers. J Pediatr, 2008. PDF
  • Manual MSD (profissionais). Transtorno de conduta, 2025. msdmanuals.com
  • NIMH. Disruptive Mood Dysregulation Disorder. nimh.nih.gov
  • Lapredes, FMRP-USP. Programa ACT. lapredes.fmrp.usp.br
  • Janssen. Risperdal — folheto informativo (Portugal). PDF
  • Bula brasileira da risperidona (Accord, profissional). PDF
  • Ministério da Saúde. PCDT Comportamento Agressivo no TEA (Portaria Conjunta nº 7), 2022. PDF