Saúde mental da criança e do adolescente · Ansiedade, humor e risco de suicídio

Risco de suicídio na criança e no adolescente — rastreio e manejo pelo pediatra

Rastreio com o ASQ, avaliação breve de segurança, plano de segurança, restrição de meios letais, conduta no risco iminente e não iminente, posvenção, notificação e sigilo, segundo SBP, Ministério da Saúde, AAP Blueprint 2023 e NICE NG225

Gravidade em semáforo (🟢 leve · 🟡 moderada · 🔴 grave), conduta ambulatorial e critérios para encaminhar ao especialista, ao pronto-socorro ou internar, com a comparação entre SBP/Ministério da Saúde e as referências internacionais (convergências e divergências). 📄 Baixar em PDF

Em resumo

O suicídio foi a 3ª causa de morte de 15 a 19 anos e a 11ª de 5 a 14 anos no Brasil em 2021, com taxas em alta (Ministério da Saúde, Boletim Epidemiológico 2024). Pergunte diretamente: falar sobre suicídio não aumenta o risco (MS; AAP). O site adota rastreio universal a partir de 12 anos e seletivo de 8 a 11 anos diante de queixa emocional, preocupação da família, história prévia ou sinal de alerta (AAP Blueprint 2023), com o ASQ (4 perguntas, 20 segundos; NIMH), aplicado a sós. ASQ positivo exige avaliação breve de segurança no mesmo atendimento. 🔴 Risco iminente (pensamento atual de se matar, plano ou intenção, tentativa recente, incapacidade de garantir a própria segurança): não deixar sozinho, pronto-socorro ou urgência psiquiátrica, SAMU 192. 🟡 Risco não iminente: plano de segurança, restrição de meios letais (medicamentos trancados, armas fora de casa), encaminhamento com prioridade ao CAPSi/psiquiatria da infância e adolescência e retorno próximo com o pediatra. CVV 188 para todos. Tentativa e autolesão são de notificação obrigatória (compulsória), que o Conselho Tutelar também recebe (Lei 13.819/2019, art. 6º); o sigilo é quebrado diante de risco à vida.

1.O que é e como se apresenta

A violência autoprovocada inclui suicídio, tentativa e automutilação com ou sem ideação suicida (Lei 13.819/2019, art. 6º, § 1º). Use "morreu por suicídio" ou "tirou a própria vida", nunca "cometeu" ou "bem-sucedido" (OMS 2023). A autolesão não suicida é um dos preditores mais fortes de tentativa futura.

Brasil, 2021 (Boletim Epidemiológico v. 55, nº 4, fev. 2024): 224 suicídios de 5 a 14 anos e 1.075 de 15 a 19 anos (6,9% das mortes da faixa). Meninos morrem mais; entre as mulheres, a maior taxa é a das adolescentes de 15 a 19 anos. Foram notificados 10.660 casos de violência autoprovocada de 5 a 14 anos e 24.515 de 15 a 19, com predomínio feminino; a intoxicação é o meio mais notificado.

Como chega ao consultório: raramente como queixa direta. Suspeite diante de humor deprimido ou irritável, isolamento, queda escolar, uso de substâncias, autolesão, bullying, violência, perdas ou frases como "não aguento mais" e "os outros seriam mais felizes sem mim" (MS, Cartilha 2020). A SBP orienta levar a sério qualquer aviso do desejo de morrer, mesmo em tom de brincadeira, e investigar violência intrafamiliar diante de toda tentativa (Manual SPSP/SBP/CFM 2018). Sinais de risco agudo: falar em se matar, buscar meios, despedir-se, calma súbita após grande sofrimento.

2.Classificação de gravidade

Gravidade Critérios clínicos Conduta
🟢 Leve ASQ negativo com sofrimento ou fatores de risco; ou avaliação breve de baixo risco: ideação passiva, rara, sem plano, intenção nem tentativa, com proteção e supervisão familiar Seguimento pelo pediatra; orientação sobre meios; CVV 188; tratar a causa; novo rastreio a cada retorno
🟡 Moderada ASQ positivo não agudo com risco não iminente: ideação ativa sem plano estruturado, tentativa antiga, autolesão, depressão, substâncias, sem intenção atual e com adulto de referência Plano de segurança; restrição de meios; encaminhar com prioridade ao CAPSi/CAPS IJ ou à psiquiatria da infância e adolescência e à psicologia; retorno em 1–2 semanas ou antes e contato nos dias seguintes
🔴 Grave ASQ positivo agudo; plano ou intenção; tentativa recente; preparação ou despedidas; psicose, agitação ou intoxicação; recusa de garantir a própria segurança; família sem condição de supervisão ou violência no domicílio Não deixar sozinho; pronto-socorro ou urgência psiquiátrica com adulto responsável; SAMU 192 se ingestão, lesão ou risco imediato; acionar o CAPS

Fatores de risco que elevam a gravidade

  • Tentativa prévia (o mais forte) e autolesão repetida.
  • Acesso a meios letais: medicamentos em casa (inclusive os dos adultos) e armas de fogo.
  • Depressão, transtorno bipolar, psicose, transtorno alimentar, impulsividade; álcool e drogas.
  • Suicídio na família ou suicídio recente de colega ou ídolo (contágio).
  • Violência, abuso sexual, negligência, bullying, cyberbullying, grupos on-line de incentivo à autolesão.
  • Jovens LGBTQIA+ sem apoio, indígenas, em acolhimento institucional; perdas e conflitos familiares graves.
  • Início ou ajuste de ISRS.

Fatores de proteção (MS, Cartilha 2020): vínculo com a família e um adulto de confiança, escola e amigos, habilidade de resolver problemas, cuidado em saúde mental, razões para viver, espiritualidade e dificuldade de acesso a meios letais.

3.Diagnóstico no consultório

Entrevista a sós, com sigilo e seus limites. Em toda consulta de adolescente (HEEADSSS), explique antes: "O que você me contar fica entre nós, exceto se houver risco à sua vida; aí vou precisar envolver seus pais, e aviso você antes." O Código de Ética Médica (art. 74) protege o sigilo do adolescente com discernimento, salvo quando a não revelação possa acarretar dano ao paciente.

Pergunte diretamente, sem eufemismos: "Você tem pensado em morrer?", "Já pensou em se matar?". A pergunta direta é a melhor forma de descobrir o risco, e falar do tema de forma responsável não o aumenta (MS, Cartilha 2020; AAP); a SBP orienta abrir espaço de escuta em qualquer idade (SBP 2024).

ASQ (Ask Suicide-Screening Questions, NIMH). Quatro perguntas de sim ou não: desejo recente de estar morto; sensação de que a família estaria melhor sem ele; pensamentos de se matar na última semana; tentativa prévia. Havendo qualquer "sim", pergunta-se se tem esses pensamentos agora.

Resultado Definição Conduta
Negativo "Não" às 4 perguntas Encerrado; o julgamento clínico pode sobrepor-se
Positivo não agudo "Sim" a alguma das 4 ou recusa em responder, com "não" à pergunta sobre o momento atual Avaliação breve de segurança antes de liberar
Positivo agudo "Sim" à pergunta sobre o momento atual Risco iminente: manter à vista, retirar objetos perigosos, avaliação de emergência
  • Identificou 97% dos jovens de 10 a 21 anos em risco (NIMH); é aplicado a todos os jovens de 10 a 18 anos no pronto-socorro do Johns Hopkins Children's Center desde 2017. O NIMH disponibiliza versão em português (e em português europeu), mas não foi localizada validação brasileira publicada (busca no PubMed): use-o como roteiro de perguntas, com julgamento clínico. Abaixo de 8 anos, rastreio não indicado; perguntar diante de sinais de alerta (AAP).
  • O item 9 do PHQ-A também detecta ideação, mas o rastreio de depressão isolado deixa passar cerca de um terço dos jovens em risco (AAP): use ASQ e PHQ-A juntos (ver Transtornos Depressivos na Adolescência).

Avaliação breve de segurança (BSSA do NIMH ou Columbia/C-SSRS). A sós e depois com a família: frequência dos pensamentos, plano, intenção, acesso a meios (pergunte à família sobre medicamentos e armas), tentativas prévias, sintomas psiquiátricos, estressores atuais (violência, bullying, perdas), razões para viver, rede de apoio e capacidade de supervisão. Três destinos (AAP): iminente → emergência; precisa de avaliação → encaminhamento prioritário; baixo risco → seguimento e recursos.

Exames: o diagnóstico é clínico. Na suspeita de ingestão, avaliação no pronto-socorro e Disque-Intoxicação (0800-722-6001); na depressão, exames conforme a clínica.

Não pode passar: depressão, bipolaridade, psicose, intoxicação, violência e abuso (a SBP lembra que o desejo de morte pode vir da violência intrafamiliar), desafios on-line, causas orgânicas.

4.Tratamento e seguimento

O que o pediatra faz

  • Plano de segurança (Stanley-Brown, 6 etapas), escrito com o adolescente e combinado com a família: sinais de alerta; estratégias internas; pessoas e lugares que distraem; pessoas a quem pedir ajuda; profissionais e serviços (pediatra, CAPSi, CVV 188, SAMU 192); ambiente seguro.
  • Aconselhamento sobre meios letais (AAP; NICE; MS), sem detalhar métodos:
    • Medicamentos: trancar todos os da casa, inclusive os de venda livre; descartar sobras; um adulto guarda e administra; prescrever pequenas quantidades.
    • Armas de fogo: retirar de casa; se impossível, descarregadas, trancadas e com munição à parte (AAP).
  • Tratar a causa: depressão, ansiedade, substâncias, violência, bullying.
  • Ponte até o especialista: retorno próximo e contato nos dias seguintes; contatos breves e repetidos após a crise reduzem o risco (AAP).

O que é do especialista: diagnóstico psiquiátrico, psicoterapia (TCC, terapia comportamental dialética na autolesão repetida, terapia familiar), internação psiquiátrica e farmacoterapia dos casos graves. No SUS, o CAPSi/CAPS IJ atende sofrimento psíquico intenso com porta aberta (sem encaminhamento) e acolhimento de crise; onde não houver, CAPS geral e UBS com apoio matricial.

Medicamentos: não há medicamento "antissuicídio"; trata-se o transtorno de base, com psicoterapia (doses já adotadas no site).

Medicamento Dose Intervalo Duração Observação e referência
Fluoxetina 10 mg/dia (< 40 kg); 20 mg/dia (≥ 40 kg) 1x/dia 6–12 meses após a remissão 1ª escolha na depressão; FDA ≥ 8 anos (documento Ansiedade e depressão; bula)
Sertralina 25 mg/dia no início 1x/dia Idem Uso na depressão fora da bula (documento Ansiedade e depressão)
Escitalopram 10 mg/dia no início 1x/dia Idem GLAD-PC 2018 (padrão do site); FDA ≥ 12 anos
  • O alerta de suicidalidade dos ISRS (tarja preta da FDA) não é motivo para não tratar: exige retorno em 1–2 semanas, plano de segurança e restrição de meios. Descarte bipolaridade antes.
  • Não usar: benzodiazepínicos ou anti-histamínicos sedativos como "calmante"; tricíclicos (tóxicos na superdosagem); grandes quantidades de qualquer medicamento.

Posvenção e contágio. Após o suicídio de colega, familiar ou pessoa pública, rastreie irmãos, amigos e colegas, apoie o luto da família (posvenção também é prevenção — MS, Cartilha 2020) e oriente a escola a comunicar com cuidado, sem homenagens que glorifiquem. A OMS (2023) recomenda não divulgar métodos, locais nem cartas, evitar sensacionalismo e valorizar histórias de superação; a SBP (2017) alerta para os grupos on-line de incitação e para o cuidado da imprensa.

5.Quando encaminhar ao pronto-socorro ou internar

  • ASQ positivo agudo; ideação com plano ou intenção, preparação ou despedidas.
  • Tentativa recente ou suspeita de ingestão, mesmo que pareça bem; autolesão que precisa de sutura ou em local de risco.
  • Psicose, agitação, intoxicação, alteração de consciência.
  • Recusa de garantir a própria segurança; família sem condição de supervisão ou violência no domicílio.

Como encaminhar

  1. Não deixar sozinho — nem na sala de espera, nem no banheiro; retirar objetos perigosos.
  2. Acolher, explicar o que será feito e comunicar a família, avisando o adolescente de que o sigilo será quebrado.
  3. SAMU 192 se ingestão, lesão, alteração de consciência, agitação ou risco de fuga; se estável, ao pronto-socorro ou urgência psiquiátrica com adulto responsável. Na ingestão, levar embalagens e informar o quê, quanto e quando.
  4. Contato prévio com o serviço e com o CAPS de referência.
  5. Relatório: ASQ, avaliação de segurança, fatores de risco e proteção, medicamentos disponíveis em casa, contatos.
  6. Notificação obrigatória (compulsória) da violência autoprovocada à autoridade sanitária (ficha do Sinan); com criança ou adolescente, o Conselho Tutelar também recebe; a notificação é sigilosa (Lei 13.819/2019, art. 6º, §§ 2º e 3º).

6.Orientações de retorno e sinais de alerta para a família

  • "Perguntar sobre suicídio não coloca a ideia na cabeça do seu filho. Pergunte, escute sem julgar e não prometa segredo."
  • "Tranque todos os remédios da casa e tire as armas de casa: muitas crises são curtas, e isso salva vidas."
  • "Deixe à mão o plano de segurança: CVV 188 (24 h, gratuito) e SAMU 192."
  • SAMU 192 ou pronto-socorro, sem deixar sozinho, se: falar em se matar com plano, se despedir, procurar meios, ingerir remédios, se ferir com gravidade ou ficar fora da realidade.
  • Antecipar a consulta se: piora do humor, isolamento, novas autolesões, uso de substâncias ou dificuldade de manter a casa segura.

7.Comparação com as referências

Item SBP Ministério da Saúde AAP NICE AEP Johns Hopkins Harvard Oxford / Cambridge
Perguntar Escutar e dialogar em qualquer idade Perguntar diretamente; não aumenta o risco Não aumenta risco nem sofrimento Avaliação centrada na pessoa Detecção precoce — Perguntar não induz ideação Segue o NICE
Rastreio Investigar ideação; sem instrumento Sem instrumento definido Universal ≥ 12; seletivo 8–11; ASQ Não usar escalas para prever risco Recomenda; cita a AAP ASQ no PS a partir de 10 anos Sem posição específica localizada Segue o NICE
Após positivo Avaliar e investigar violência Acionar a rede BSSA com três destinos Não estratificar em baixo, médio, alto Não especifica Avaliação e encaminhamento Sem posição específica localizada Segue o NICE
Intervenções Seguimento pediátrico, psicoterapia, família RAPS, CAPSi, CVV Plano de segurança; meios letais Plano de segurança; remover meios Formar pediatras — Trancar remédios; tirar armas Segue o NICE
Notificação e mídia Cuidado da imprensa; grupos on-line (2017) Notificação obrigatória; Conselho Tutelar Posvenção — Evitar imitação — — Segue o NICE

Leitura: todas convergem em que perguntar é seguro e em que plano de segurança, restrição de meios e família são centrais. A divergência é o rastreio: a AAP (2023) recomenda rastreio universal a partir de 12 anos com ASQ e avaliação breve com três destinos; o USPSTF (2022) considera a evidência insuficiente; o NICE (NG225) proíbe usar escalas ou estratificação de risco para prever suicídio ou decidir tratamento e alta. A SBP manda escutar, levar a sério todo aviso e investigar violência, mas não define instrumento, nem o Ministério da Saúde. O site segue a SBP nos princípios (perguntar sempre, investigar violência, seguimento com psicoterapia e família), o Ministério da Saúde na rede e na notificação e, na falta de instrumento de ambos, o ASQ e a avaliação breve da AAP/NIMH, com a ressalva do NICE: o resultado orienta, mas nunca substitui o julgamento clínico nem basta para liberar o paciente.

Pontos práticos
  1. Pergunte diretamente sobre suicídio, a sós, a todo adolescente a partir de 12 anos e à criança de 8 a 11 anos com sinal de alerta.
  2. ASQ positivo não agudo = avaliação breve antes de liberar; positivo agudo = não deixar sozinho e pronto-socorro.
  3. Em todo risco: plano de segurança escrito, remédios trancados, armas fora de casa, prescrições pequenas.
  4. Risco não iminente: CAPSi/psiquiatria com prioridade e pediatra por perto, com retorno próximo.
  5. Tentativa e autolesão: notificação obrigatória (compulsória) e Conselho Tutelar; sigilo quebrado diante de risco, avisando o adolescente.
  6. Após um suicídio próximo, rastreie irmãos e amigos e apoie o luto. CVV 188; SAMU 192.

Veja também, nesta Biblioteca: Transtornos de ansiedade na criança e no adolescente (nesta área); Transtornos Depressivos na Adolescência e Autolesão e Transtorno de Personalidade Borderline (Saúde mental); Ansiedade e depressão na infância e adolescência (Patologias do consultório); Autolesão no Adolescente — Guia para Pais (Pais e cuidadores); Repercussões do isolamento social na aprendizagem e no comportamento (Temas SBP 2026); A pele como sinal de doença sistêmica na criança (Dermatologia).

8.Fontes

  • Ministério da Saúde, SVSA. Panorama dos suicídios e lesões autoprovocadas no Brasil de 2010 a 2021. Boletim Epidemiológico v. 55, nº 4, 2024. PDF
  • Brasil. Lei nº 13.819/2019 — Política Nacional de Prevenção da Automutilação e do Suicídio. planalto.gov.br
  • MS, MEC e MMFDH. Cartilha para prevenção da automutilação e do suicídio — orientações para educadores e profissionais da saúde, 2020. PDF
  • Ministério da Saúde. CAPS — Rede de Atenção Psicossocial. gov.br
  • SBP, Departamento Científico de Adolescência. Dúvidas sobre suicídio na infância e adolescência, 2024. sbp.com.br
  • SPSP, SBP e CFM. Manual de atendimento às crianças e adolescentes vítimas de violência, 2ª ed., 2018. PDF
  • SBP. Alerta sobre grupos de incitação ao suicídio e à automutilação, 2017. sbp.com.br
  • CFM. Código de Ética Médica, 2018 (art. 74). PDF
  • AAP, AFSP e NIMH. Blueprint for Youth Suicide Prevention, 2023. Rastreio; Avaliação breve; Intervenções breves
  • NIMH. ASQ Toolkit e Information Sheet. Toolkit; Information Sheet
  • USPSTF. Screening for Depression and Suicide Risk in Children and Adolescents, 2022. uspreventiveservicestaskforce.org
  • NICE. Self-harm — assessment, management and preventing recurrence (NG225), 2022. nice.org.uk
  • AEP. Vázquez López P et al. Autolesiones y conducta suicida en niños y adolescentes. An Pediatr, 2023. analesdepediatria.org
  • Johns Hopkins Medicine. Screening tool administered in pediatric ER accurately gauges suicide risk, 2019. eurekalert.org
  • Boston Children's Hospital. Suicide in Children and Teens. childrenshospital.org
  • OMS. Preventing suicide — a resource for media professionals, update 2023. who.int
  • CVV — 188. cvv.org.br