Gravidade em semáforo (🟢 leve · 🟡 moderada · 🔴 grave), conduta ambulatorial e critérios para encaminhar ao especialista, ao pronto-socorro ou internar, com a comparação entre SBP/Ministério da Saúde e as referências internacionais (convergências e divergências). 📄 Baixar em PDF
O site segue a SBP (#MenosTelas #MaisSaúde, atualização 2024): < 2 anos, nenhuma tela (nem passivamente); 2–5 anos, até 1 h/dia com supervisão; 6–10 anos, 1–2 h/dia com supervisão; 11–18 anos, 2–3 h/dia, nunca à noite nem "virando a noite"; para todas as idades, sem telas nas refeições e desligar 1–2 h antes de dormir, sem aparelhos no quarto. Mais que o tempo, importa o prejuízo (sono, escola, convívio, humor, perda de controle), que define o uso problemático e o transtorno de jogo (CID-11 6C51). Quase tudo é ambulatorial: 🟢 orientação e Plano de Mídia da Família com o pediatra; 🟡 prejuízo funcional, comorbidade (TDAH, ansiedade, depressão), cyberbullying ou aliciamento sem risco iminente: encaminhar com prioridade à psicologia, ao CAPSi ou ao psiquiatra da infância e adolescência, com notificação obrigatória (compulsória) e Conselho Tutelar quando houver violência; 🔴 ideação suicida com plano, autolesão grave, lesão por desafio perigoso ou violência sexual recente: pronto-socorro (SAMU 192; CVV 188).
1.O que é e como se apresenta
Uso problemático de mídias interativas é o uso de telas, jogos, redes sociais, vídeos ou pornografia que causa prejuízo à saúde, ao sono, à escola ou às relações, com dificuldade de controle. O Boston Children's Hospital (Harvard) o chama de problematic interactive media use (PIMU), frequentemente associado a TDAH, ansiedade, depressão e substâncias.
Transtorno de jogo (CID-11 6C51, gaming disorder) — online (6C51.0) ou offline (6C51.1): (1) controle prejudicado sobre o jogo; (2) prioridade crescente ao jogo sobre outras atividades; (3) continuação apesar de consequências negativas; com prejuízo significativo pessoal, familiar, social ou escolar, em geral por pelo menos 12 meses (OMS). Jogar muito não é, por si, transtorno: o padrão que aumenta o risco sem preencher esses critérios é o jogo de risco (hazardous gaming, CID-11 QE22), que já pede orientação.
Sinais de uso problemático: sono (celular de madrugada, sonolência diurna); escola (queda do rendimento, faltas); isolamento (abandona amigos e interesses); irritabilidade ao retirar (raiva, agressividade, mentiras sobre o uso); perda de controle (não consegue reduzir, gastos em jogos ou apostas); corpo (sedentarismo, alteração de peso, cefaleia).
Redes sociais e saúde mental. O Surgeon General dos EUA (2023) alertou que até 95% dos adolescentes de 13–17 anos usam redes sociais, mais de um terço "quase constantemente", e que mais de 3 h/dia se associam ao dobro do risco de sintomas de depressão e ansiedade. A APA (2023): o efeito depende do conteúdo, da plataforma e das vulnerabilidades do adolescente; uso conforme a maturidade, supervisão maior no início da adolescência, proteção do sono. Riscos maiores: comparação social, insatisfação corporal, conteúdo de autolesão e de transtornos alimentares.
Riscos online:
- Cyberbullying: humilhar, ameaçar, excluir ou expor imagens de forma intencional e repetida por meio digital (Lei 13.185/2015); crime (Código Penal, art. 146-A, Lei 14.811/2024).
- Aliciamento sexual online (grooming): adulto conquista a confiança da criança em jogos, chats ou redes para obter imagens íntimas ou encontro — crime (ECA, art. 241-D); pode evoluir para sextorsão.
- Desafios perigosos: "brincadeiras" em vídeo com asfixia, ingestão, queimaduras e quedas, com casos fatais (SBP).
- Apostas e caixas de recompensa (loot boxes) — vedadas em jogos para crianças e adolescentes pelo ECA Digital (art. 20).
2.Classificação de gravidade
| Gravidade | Critérios clínicos | Conduta |
|---|---|---|
| 🟢 Leve | Tempo acima do recomendado, telas no quarto, nas refeições ou à noite, conflitos familiares pelo uso, sem prejuízo funcional significativo e sem risco online | Orientação pelo padrão SBP, Plano de Mídia da Família, controle parental, rotina de sono; retorno programado |
| 🟡 Moderada | Prejuízo funcional (sono, escola, isolamento, irritabilidade ou agressividade ao retirar, perda de controle); jogo de risco (QE22) ou suspeita de transtorno de jogo; gastos ou apostas; comorbidade (TDAH, ansiedade, depressão, transtorno alimentar); cyberbullying ou aliciamento sem contato físico, sem risco iminente | Encaminhar com prioridade à psicologia, ao CAPSi/CAPS IJ ou ao psiquiatra da infância e adolescência; reavaliação próxima; tratar comorbidades; na violência, notificação obrigatória (compulsória), Conselho Tutelar e denúncia |
| 🔴 Grave | Ideação suicida com plano ou intenção, tentativa de suicídio, autolesão com lesão que exige cuidado; lesão por desafio perigoso (perda de consciência, asfixia, ingestão, queimadura, trauma); violência sexual com contato recente; sextorsão ou encontro com aliciador com risco iminente; agitação com risco para si ou outros | Pronto-socorro (SAMU 192); não deixar sozinho; polícia (190) se risco imediato; notificação obrigatória (compulsória) e Conselho Tutelar |
Fatores de risco que elevam a gravidade
- TDAH, autismo, ansiedade, depressão, autolesão prévia.
- Uso solitário no quarto à noite; smartphone precoce; jogos com chat aberto, apostas ou caixas de recompensa.
- Contexto familiar (SBP): falta de afeto e de limites, violência, estresse tóxico, álcool e drogas.
- Segredo sobre contatos online, presentes ou créditos de desconhecidos.
3.Diagnóstico no consultório
É clínico. Perguntar em toda consulta e ouvir o adolescente também sozinho, com sigilo e seus limites explicados (risco de vida e violência são exceções).
- 5 Cs da AAP (2026): Child (quem é a criança), Content (o que vê e joga), Calm (usa a tela para se acalmar?), Crowding out (o que a tela desloca) e Communication (a família conversa sobre o que acontece online?).
- 4 perguntas do RCPCH (2019): o tempo de tela é controlado? Interfere no que a família quer fazer? Interfere no sono? Os lanches diante da tela são controlados?
- Riscos online: "alguém te humilhou na internet?", "um desconhecido pediu fotos, segredo ou encontro?", "já fez desafios?".
- Humor e risco: tristeza, irritabilidade, autolesão e ideação suicida (perguntar diretamente).
- Exame: peso, IMC, acuidade visual; sinais de autolesão ou de violência (documentar).
Exames: conforme a clínica; não há exame de rotina.
Diferencial e comorbidades que não podem passar: depressão, ansiedade e risco de suicídio (a tela muitas vezes é refúgio, não causa); TDAH; distúrbios do sono; autismo; transtornos alimentares; substâncias; violência em curso.
4.Tratamento e seguimento
O que o pediatra faz:
- Tempos por idade (SBP 2024) — < 2 anos nenhuma tela; 2–5 anos até 1 h/dia; 6–10 anos 1–2 h/dia; 11–18 anos 2–3 h/dia, nunca à noite; sem telas nas refeições e 1–2 h antes de dormir; uso nos cômodos comuns.
- Plano de Mídia da Família (AAP) — feito com todos da casa: zonas e horários sem tela, carregador fora do quarto, conteúdos permitidos, regras de segurança; os adultos também o seguem (o exemplo dos pais pesa — AEP 2024).
- Recursos do ECA Digital — conta de menor de 16 anos vinculada a um responsável (art. 24), privacidade e supervisão parental no nível mais protetivo por padrão (arts. 7º e 17), limite de tempo e restrição de contato com desconhecidos; classificação indicativa. Controle parental complementa o diálogo.
- Smartphone e redes — adiar o celular próprio (o guia federal de 2025 orienta não antes dos 12 anos) e as redes sociais; nunca postar fotos de crianças em redes públicas (SBP).
- Substituir, não só retirar — esporte, natureza, leitura; reduções graduais combinadas, não confisco punitivo.
- Tratar comorbidades e seguir de perto com a psicologia e o CAPSi.
Do especialista (psicologia, psiquiatria, CAPSi/CAPS IJ): transtorno de jogo e prejuízo importante — terapia cognitivo-comportamental, intervenção familiar e escolar.
| Medicamento | Dose | Intervalo | Duração | Observação e referência |
|---|---|---|---|---|
| Nenhum para o uso problemático ou o transtorno de jogo em si | — | — | — | Tratamento psicossocial (AAP 2026; OMS/CID-11) |
| Escitalopram (depressão ou ansiedade comórbida no adolescente) | Início 10 mg/dia | 1x/dia | Conforme o especialista | GLAD-PC 2018 (padrão do site) |
| Metilfenidato (TDAH comórbido, a partir de 6 anos) | Conforme o documento "TDAH" do site e a bula | Conforme a formulação | Contínuo, com reavaliação | AAP 2019; NICE NG87 |
Não usar: sedativos, benzodiazepínicos ou antipsicóticos para "controlar" o uso; anti-histamínicos sedativos para dormir (padrão do site); melatonina como primeira linha. Não retirar o celular da vítima de cyberbullying como castigo — isso desestimula o relato.
Cyberbullying e aliciamento:
- Acolher sem culpar; preservar provas (capturas de tela com data, perfis, links) e não repassar imagens íntimas (compartilhar imagem sexual de menor é crime).
- Bloquear e denunciar na plataforma — pelo ECA Digital, a plataforma deve remover conteúdo que viola direitos da criança quando a família comunica, sem ordem judicial (art. 29), e comunicar abuso e aliciamento às autoridades (art. 27).
- Denúncia: SaferNet Brasil (anônima, safernet.org.br), Disque 100 (gratuito, 24 h; WhatsApp (61) 99611-0100), delegacia, 190 se houver risco imediato.
- Notificação obrigatória (compulsória) no SINAN (ficha de violência interpessoal/autoprovocada) em toda suspeita ou confirmação de violência contra criança ou adolescente, inclusive digital, e comunicação ao Conselho Tutelar (ECA, art. 13).
Escola: a Lei 15.100/2025 proíbe o uso de aparelhos eletrônicos portáteis pessoais pelos estudantes na aula, no recreio e nos intervalos em toda a educação básica, com exceções pedagógicas, de acessibilidade, inclusão, saúde e perigo, e obriga as escolas a treinar equipes e oferecer escuta para sofrimento psíquico.
5.Quando encaminhar ao pronto-socorro ou internar
- Ideação suicida com plano ou intenção, tentativa de suicídio, autolesão com ferimento que exige cuidado.
- Lesão por desafio perigoso: perda de consciência, asfixia, convulsão, ingestão de medicamento ou produto, queimadura, trauma.
- Violência sexual com contato recente — com urgência ao serviço de referência, pois as profilaxias dependem do tempo.
- Sextorsão ou aliciamento com ameaça grave ou encontro iminente (polícia, 190).
- Agitação com risco; sintomas psicóticos.
Como encaminhar
- Não deixar o paciente sozinho; afastar meios de autolesão.
- Lesão por desafio: via aérea, respiração e circulação; decúbito lateral se rebaixado; oxigênio para SpO2 ≥ 94% no transporte; convulsão ≥ 5 min = estado de mal (protocolo do site).
- Ingestão: levar a embalagem; Disque-Intoxicação 0800-722-6001 (Anvisa) ou CIATox, sem atrasar a remoção.
- SAMU (192) se instabilidade, rebaixamento ou risco de fuga; contato prévio com o serviço.
- Relatório (fatos, horário, substâncias, sinais vitais); notificação obrigatória (compulsória) e Conselho Tutelar; preservar as provas digitais.
6.Orientações de retorno e sinais de alerta para a família
- "Importa o que a tela tira do seu filho: sono, escola, amigos e esporte."
- "Façam juntos o Plano de Mídia da Família — e os adultos também seguem as regras."
- "Celular e videogame dormem fora do quarto; nada de telas nas refeições e 1 a 2 horas antes de dormir."
- "Se alguém pedir fotos, segredos ou encontro, ou se ele for humilhado na internet: não apague nada, guarde as provas, bloqueie, denuncie (SaferNet, Disque 100, delegacia) e fale com o pediatra."
- Voltar antes se: queda na escola, isolamento, irritabilidade intensa ao limitar, gastos escondidos.
- Pronto-socorro ou SAMU (192) se: fala em morrer ou se matar, autolesão, desmaio ou ingestão em "desafio", violência sexual. CVV 188 (24 h, gratuito).
7.Comparação com as referências
| Item | SBP | Ministério da Saúde | AAP | NICE | AEP | Johns Hopkins | Harvard | Oxford / Cambridge |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Tempo por idade | < 2 a nenhuma; 2–5 a ≤ 1 h; 6–10 a 1–2 h; 11–18 a 2–3 h | Guia federal 2025: < 2 a nenhuma; 2–5 a 1 h; 6–10 a 2 h; 11–17 a 3 h | 2026: limites flexíveis, pela família; 5 Cs | Sem diretriz; RCPCH sem limites (4 perguntas) | 0–6 a nenhuma; 7–12 a < 1 h; 13–16 a < 2 h, com a escola | Sem posição específica localizada | Sem posição específica localizada | Seguem o NICE |
| Sono | Sem telas 1–2 h antes | — | Sem telas 1 h antes; nada no quarto | RCPCH: sem telas 1 h antes | Sem dispositivos no quarto | Sem posição específica localizada | Sem posição específica localizada | Seguem o NICE |
| Uso problemático / transtorno de jogo | Identificar e tratar; cita CID-11 6C51 | — | Rastrear TDAH, ansiedade, depressão | Sem diretriz | — | Sem posição específica localizada | CIMAID: PIMU com comorbidades | Seguem o NICE |
| Smartphone e redes | Supervisão; não postar fotos de crianças | Celular próprio após 12 anos | Sem idade definida; maturidade | Sem diretriz | Adiar o primeiro smartphone | Sem posição específica localizada | Sem posição específica localizada | Seguem o NICE |
| Cyberbullying e aliciamento | Denunciar; mediação parental | Notificação obrigatória (SINAN); Conselho Tutelar | Conversas "e se…"; alfabetização digital | Sem diretriz | Supervisão e controle parental | Sem posição específica localizada | Sem posição específica localizada | Seguem o NICE |
Leitura: há convergência em proteger o sono, tirar as telas do quarto, supervisionar mais no início da adolescência, rastrear comorbidades e tratar o transtorno de jogo com abordagem psicossocial, sem medicamento específico. Divergências: (1) limites numéricos — SBP e guia federal de 2025 (com o Ministério da Saúde) quase iguais (6–10 anos: 1–2 h na SBP, 2 h no guia); AEP mais restritiva (nenhuma tela até 6 anos, escola incluída); AAP (2026) sem limite fixo (se a família pedir, < 1 h no pré-escolar e 1–2 h ou mais de entretenimento no escolar) e RCPCH sem limites; (2) idade do smartphone — guia federal 12 anos, AEP adiar, AAP e APA pela maturidade; a SBP não fixa idade. O NICE não tem diretriz; Oxford e Cambridge seguem o NICE. O site adota a posição da SBP (tempos de 2024 e desligar 1–2 h antes de dormir), com os 5 Cs, o Plano de Mídia da Família e as 4 perguntas do RCPCH como ferramentas; onde a SBP não se posiciona (idade do celular, notificação), segue o Ministério da Saúde e a lei brasileira.
- Pergunte sobre telas em toda consulta e ouça o adolescente também sozinho: tempo, horário, lugar, conteúdo e o que a tela desloca.
- SBP: < 2 anos nenhuma; 2–5 anos até 1 h; 6–10 anos 1–2 h; 11–18 anos 2–3 h; sem telas nas refeições e 1–2 h antes de dormir; aparelhos fora do quarto.
- Prejuízo funcional ou suspeita de transtorno de jogo: encaminhar com prioridade à psicologia, ao CAPSi ou ao psiquiatra, rastreando depressão, ansiedade e TDAH.
- Cyberbullying e aliciamento: preservar provas, bloquear, denunciar (SaferNet, Disque 100), notificação obrigatória (compulsória) e Conselho Tutelar.
- Ideação suicida com plano, autolesão grave, lesão por desafio ou violência sexual recente: pronto-socorro (SAMU 192); CVV 188.
- ECA Digital a favor da família: conta vinculada ao responsável até 16 anos, proteção máxima por padrão, sem caixas de recompensa.
Veja também, nesta Biblioteca: Uso saudável de telas nas creches, berçários e escolas e Classificação indicativa (ClassInd) 2026 e o ECA Digital (Temas SBP 2026); Distúrbios do sono na infância, Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) e Ansiedade e depressão na infância e adolescência (Patologias do consultório); Transtornos Depressivos na Adolescência, Autolesão e Transtorno de Personalidade Borderline, Transtornos de ansiedade na criança e no adolescente, Risco de suicídio na criança e no adolescente e Birras, agressividade e comportamento disruptivo (Saúde mental); Autolesão no Adolescente — Guia para Pais (Pais e cuidadores).
8.Fontes
- SBP, GT Saúde na Era Digital. #Menos Telas #Mais Saúde — Atualização 2024. sbp.com.br; Manual de Orientação. PDF
- Brasil. Lei nº 15.100, de 13/01/2025 (celulares nas escolas). planalto.gov.br
- Brasil. Lei nº 15.211, de 17/09/2025 — ECA Digital (vigência 17/03/2026). planalto.gov.br
- Brasil. Lei nº 13.185/2015 (intimidação sistemática). planalto.gov.br; Lei nº 14.811/2024 (art. 146-A do Código Penal). planalto.gov.br
- Governo Federal (Secom, com o Ministério da Saúde). Crianças, adolescentes e telas — guia sobre usos de dispositivos digitais, 2025. gov.br
- CEVS/RS. Notificação de violência (SINAN). cevs.rs.gov.br
- MDHC. Disque 100. gov.br; SaferNet Brasil. Denuncie. safernet.org.br
- AAP. Digital Ecosystems, Children, and Adolescents: Policy Statement. Pediatrics 2026;157(2):e2025075320. PMC
- Moreno MA et al. The Family Media Plan. Pediatrics 2024;154(6):e2024067417. PDF
- APA. Health Advisory on Social Media Use in Adolescence, 2023. PDF
- U.S. Surgeon General. Social Media and Youth Mental Health, 2023 — página oficial schoolsafety.gov; números do texto conferidos em resumo secundário (Center for Families, 2023) centerffs.org
- OMS. Gaming disorder (CID-11). who.int; CID-11 MMS, QE22 Hazardous gaming (espelho do navegador da OMS). findacode.com
- RCPCH. The health impacts of screen time: a guide for clinicians and parents, 2019. PDF
- AEP. Nuevas recomendaciones sobre pantallas en infancia y adolescencia, 2024. aeped.es
- Boston Children's Hospital (Harvard). Clinic for Interactive Media and Internet Disorders (CIMAID). childrenshospital.org