Saúde mental da criança e do adolescente · Ansiedade, humor e risco de suicídio

Transtornos de ansiedade na criança e no adolescente

Do medo esperado para a idade ao transtorno — rastreio a partir de 8 anos, diferenciais orgânicos, recusa escolar, TCC, ISRS com doses e critérios de pronto-socorro

Gravidade em semáforo (🟢 leve · 🟡 moderada · 🔴 grave), conduta ambulatorial e critérios para encaminhar ao especialista, ao pronto-socorro ou internar, com a comparação entre SBP/Ministério da Saúde e as referências internacionais (convergências e divergências). 📄 Baixar em PDF

Em resumo

Medo e preocupação fazem parte do desenvolvimento; transtorno é quando são desproporcionais, persistentes e causam prejuízo (escola, amigos, família, sono). Rastreie dos 8 aos 18 anos (USPSTF 2022; AAP) com SCARED (≥ 25 sugere transtorno) ou GAD-7 no adolescente, e afaste o que imita ansiedade: hipertireoidismo, cafeína e energéticos, fármacos (salbutamol, corticoides, estimulantes), arritmias, hipoglicemia, substâncias e abuso. A primeira linha é a terapia cognitivo-comportamental (TCC) com a família e a escola; nos quadros moderados a graves, ou sem resposta à TCC, associa-se ISRS (sertralina 25 mg/dia, fluoxetina 10–20 mg/dia ou escitalopram 10 mg/dia), com contato em 1 semana (alerta de suicidalidade). Benzodiazepínicos e anti-histamínicos sedativos não são usados. 🟢 Leve: pediatra; 🟡 moderado ou recusa escolar: TCC e encaminhamento à psicologia, ao CAPSi ou à psiquiatria da infância e adolescência. 🔴 Ideação suicida com plano, tentativa ou crise com sinais de doença orgânica grave: pronto-socorro ou SAMU 192; CVV 188.

1.O que é e como se apresenta

Os medos mudam com a idade (lactente, estranhos e separação; pré-escolar, escuro e monstros; adolescente, avaliação social e desempenho; J Pediatr 2026). O transtorno combina intensidade desproporcional, persistência (em geral ≥ 6 meses; ≥ 4 semanas na ansiedade de separação, DSM-5-TR), evitação e prejuízo. Cerca de 7,8% das crianças de 3 a 17 anos têm transtorno de ansiedade atual (EUA; USPSTF 2022); sem tratamento, o risco de depressão aumenta até quatro vezes (J Pediatr 2026).

Transtorno Idade típica O que chama a atenção
Ansiedade de separação Pré-escolar e escolar Medo de que algo aconteça aos pais; recusa a dormir só ou ir à escola
Fobia específica Pré-escolar e escolar Medo e evitação de objeto ou situação (animal, agulha, sangue, vômito)
Mutismo seletivo 2 a 5 anos, notado na escola Não fala na escola, embora fale em casa, por mais de 1 mês (fora o 1º mês de aulas)
Ansiedade social Final da infância e adolescência Medo de ser avaliado ou humilhado; evita falar em sala, festas
Ansiedade generalizada Escolar e adolescente Preocupação excessiva com muitos temas; perfeccionismo; reasseguramento; insônia
Pânico e agorafobia Adolescência Crises súbitas com palpitação, dispneia, tontura e medo de morrer; evitação

Na criança, a ansiedade chega como queixa somática (dor abdominal recorrente, cefaleia, náusea matinal, insônia). A recusa escolar é um comportamento, não um diagnóstico (ansiedade, depressão, bullying, aprendizagem, violência); quanto mais tempo fora, mais difícil o retorno.

2.Classificação de gravidade

Gravidade Critérios clínicos Conduta
🟢 Leve Prejuízo discreto; GAD-7 5–9 ou SCARED 25–30; frequenta a escola; sem ideação suicida nem sinal orgânico Pediatra: psicoeducação, pais (não reforçar a evitação), sono, atividade física, telas e cafeína; TCC quando disponível; retorno programado
🟡 Moderada Prejuízo evidente; GAD-7 ≥ 10 ou SCARED > 30; recusa escolar; pânico recorrente; mutismo seletivo; comorbidade (depressão, TDAH, TEA, TOC); falha da TCC; ideação passiva sem plano TCC (psicologia na UBS/eMulti, CAPSi); considerar ISRS; plano com a escola. Encaminhar com prioridade à psiquiatria da infância e adolescência se prejuízo acentuado, comorbidade complexa, < 6 anos com indicação de medicamento ou falha
🔴 Grave Ideação suicida com plano ou intenção, tentativa recente, autolesão grave; agitação ou psicose; recusa alimentar ou hídrica com risco; crise com sinais de possível causa orgânica grave; abuso com risco atual Pronto-socorro ou SAMU 192; não deixar sozinho; comunicar o CAPSi

A pontuação orienta, mas a gravidade é clínica, sobretudo pelo risco de suicídio, perguntado diretamente a todo adolescente ansioso.

Fatores de risco que elevam a gravidade

  • Depressão, tentativa prévia, autolesão, meios letais em casa; pais com ansiedade, depressão ou uso de substâncias.
  • Maus-tratos, violência doméstica, abuso sexual, bullying, cyberbullying, lutos.
  • Temperamento inibido; TDAH, TEA, aprendizagem, doença crônica; afastamento escolar, isolamento, privação de sono; jovens LGBTQIA+ (USPSTF 2022).

3.Diagnóstico no consultório

Rastreio dos 8 aos 18 anos (USPSTF 2022, grau B; AAP), mesmo sem queixa; abaixo de 8 anos, vigilância na anamnese (evidência insuficiente).

  • SCARED (41 itens, versões da criança e dos pais): ≥ 25 sugere transtorno; > 30 é mais específico; subescalas de pânico/somático, generalizada, separação, social e evitação escolar.
  • GAD-7 no adolescente: 5–9 leve; 10–14 moderado; ≥ 15 grave (padrão da Biblioteca). Questionário positivo pede entrevista.

Entrevista: o adolescente a sós, com sigilo que se quebra diante de risco: o que teme e evita, quanto atrapalha, como a família reage (acomodação), sono, escola, bullying, cafeína, medicamentos, substâncias, violência. Rastrear depressão (PHQ-A a partir de 12 anos) e suicídio (ASQ a partir de 10 anos). Exame: peso, PA e FC, tireoide, ausculta, sinais de autolesão, substâncias e maus-tratos.

Exames: não há exame diagnóstico nem exames de rotina (AACAP 2020); pedir conforme a clínica: TSH e T4 livre (perda de peso, tremor, taquicardia, bócio); glicemia (crises com sudorese e fome, diabetes); ECG (palpitações de início e fim súbitos, síncope, dor torácica ao esforço, morte súbita ou QT longo na família; antes de escitalopram se houver outro fármaco que prolonga o QT); toxicológico se suspeita.

Diagnóstico diferencial que não pode passar

  • Hipertireoidismo, raramente feocromocitoma; cafeína, energéticos, pré-treino, abstinência de nicotina, cannabis, cocaína.
  • Medicamentos: broncodilatadores, descongestionantes, corticoides, estimulantes, anti-histamínicos, levotiroxina em excesso, suplementos (AACAP 2020).
  • Asma (ou asma e pânico), hipoglicemia, taquicardia supraventricular, epilepsia focal.
  • TDAH, TEA (ansiedade social x déficit de comunicação; mutismo x atraso de linguagem ou perda auditiva), TOC, depressão, bipolaridade.
  • TEPT e abuso: medo súbito de lugar ou pessoa, regressão, pesadelos, comportamento sexualizado. Suspeita de maus-tratos: notificação obrigatória (compulsória) e comunicação ao Conselho Tutelar (ECA).

4.Tratamento e seguimento

O que o pediatra faz em todos os graus

  • Psicoeducação e pais: evitar alivia na hora e piora com o tempo; acolher a emoção sem retirar o desafio; reduzir a acomodação (reasseguramento repetido, fazer pela criança, permitir faltar); elogiar a coragem.
  • Sono, atividade física, telas (SBP 2024; nada 1–2 h antes de dormir) e cafeína zero abaixo de 12 anos, até 100 mg/dia no adolescente (documento Cafeína).
  • Recusa escolar: a meta é o retorno rápido e gradual; evitar atestados prolongados; plano com a escola (reentrada parcial, pessoa de referência, lugar para se acalmar); investigar bullying e aprendizagem.
  • Mutismo seletivo: não forçar nem punir; exposição gradual; avaliar audição e linguagem. Crise no consultório: ambiente calmo, respiração lenta; sem saco de papel.

Psicoterapia é a primeira linha: TCC com exposição gradual, reestruturação cognitiva e participação dos pais (AACAP 2020; NICE CG159; J Pediatr 2026); na criança pequena, conduzida pelos pais. No SUS: UBS com equipe multiprofissional e CAPSi (CAPS IJ) nos casos graves ou persistentes, na RAPS (Ministério da Saúde 2014).

ISRS: transtorno moderado a grave, TCC indisponível ou sem resposta. TCC + ISRS supera cada um isolado dos 6 aos 18 anos (AACAP 2020); a AAP propõe medicamento se não houver remissão após 12–16 semanas de TCC. O pediatra pode iniciar com seguimento garantido, deixando os graves ao psiquiatra (documento Ansiedade e depressão); abaixo de 6 anos, medicamento é exceção e decisão do especialista. Antes, afaste transtorno bipolar (euforia, pouca necessidade de sono, história familiar).

Medicamento Dose Intervalo Duração Observação e referência
Sertralina Início 25 mg/dia; aumentos a cada ≥ 1 semana; usual 50–200 mg; máx. 200 mg/dia 1x/dia (em dose baixa pode ser 2x/dia, AACAP 2020) 6–12 meses após a remissão Início 25 mg: padrão da Biblioteca. Bula Zoloft® (só TOC ≥ 6 anos): 25 mg de 6 a 12 anos, 50 mg de 13 a 17; na ansiedade, fora da bula
Fluoxetina Início 10 mg/dia (< 40 kg) ou 20 mg/dia (≥ 40 kg); se tolerada, 20 mg após 1 semana; adolescente 30–40 mg; máx. 60 mg/dia 1x/dia, pela manhã 6–12 meses após a remissão Padrão da Biblioteca (GLAD-PC); escalonamento: J Pediatr 2026; ajustes a cada 3–4 semanas (AACAP 2020)
Escitalopram Início 10 mg/dia; máx. 20 mg/dia; aumento a cada ≥ 2 semanas 1x/dia 6–12 meses após a remissão Padrão do site (GLAD-PC 2018); bula FDA: TAG ≥ 7 anos, 10 mg, 20 mg após ≥ 2 semanas; bula brasileira: uso adulto (< 18 anos só com necessidade clara); prolonga o QT
  • Suicidalidade (tarja preta da FDA; advertência nas bulas brasileiras): antidepressivos aumentam pensamentos e comportamentos suicidas até 24 anos, sobretudo no início e após mudança de dose. Na ansiedade, 1% com antidepressivo x 0,2% com placebo (NNH 143 x NNT 3; AACAP 2020): o benefício supera o risco, com vigilância. Contato em 1 semana e a cada 1–2 semanas nas primeiras 4–8 semanas (padrão da Biblioteca).
  • Ativação comportamental (inquietação, insônia, desinibição), mais comum na criança pequena: começar baixo, subir devagar. Resposta em torno de 6 semanas, máxima em 12 ou mais (AACAP 2020); sem resposta, revisar diagnóstico e adesão e encaminhar.
  • Retirada gradual, em período calmo (AACAP: manter cerca de 12 meses após a remissão).
  • Interações: síndrome serotoninérgica com tramadol, triptanos, linezolida e outros antidepressivos; evitar escitalopram no QT longo.
  • Duloxetina (FDA: TAG ≥ 7 anos; 30–60 mg/dia, J Pediatr 2026): segunda linha, do especialista.

O que não usar: benzodiazepínicos (dependência, sedação, desinibição; AACAP 2020: evidência insuficiente) — o pediatra não os usa, nem como ponte até o ISRS; uso breve só pelo especialista em situação grave (documento Ansiedade e depressão); anti-histamínicos sedativos (hidroxizina, prometazina) "para acalmar" (padrão do site); ISRS isolado com suspeita de bipolaridade; dois antidepressivos sem psiquiatra; medicamento sem psicoterapia e sem seguimento; afastamento escolar como tratamento.

Seguimento: reaplicar SCARED ou GAD-7 (meta: remissão), com psicólogo, escola, CAPSi e psiquiatra.

5.Quando encaminhar ao pronto-socorro ou internar

  • Ideação suicida com plano, intenção ou acesso a meios; tentativa recente; despedidas; recusa em garantir a própria segurança; ASQ positivo agudo.
  • Agitação intensa, confusão, psicose; recusa alimentar ou hídrica com desidratação.
  • Crise "de pânico" com sinais de possível causa orgânica grave: síncope; dor torácica ao esforço; FC fixa ≥ 220 bpm no lactente ou ≥ 180 bpm na criança, de início e fim súbitos (TSV); SpO2 < 94%, sibilância ou esforço respiratório; urticária ou edema de lábios (anafilaxia); hipoglicemia; Kussmaul (cetoacidose); febre com rigidez ou déficit neurológico; crise após droga ou energético; dispneia súbita com risco trombótico (anticoncepcional). Na primeira crise, pânico é diagnóstico de exclusão.
  • Ingestão de medicamentos (inclusive o ISRS) ou síndrome serotoninérgica (febre, tremor, clônus, rigidez, agitação); abuso com risco atual.

Como encaminhar

  1. Não deixar o paciente sozinho (nem na sala de espera ou no banheiro); retirar objetos perigosos.
  2. Risco de suicídio: avisar o adolescente de que o sigilo será quebrado; chamar a família; SAMU 192 se risco imediato ou ingestão; se estável, pronto-socorro ou UPA com um responsável; avisar o CAPSi; CVV 188.
  3. Suspeita orgânica: sinais vitais, SpO2 e glicemia capilar; oxigênio para manter SpO2 ≥ 94%; ECG sem atrasar a remoção; acesso venoso se instável. Anafilaxia: adrenalina IM 0,01 mg/kg (máx. 0,3 mg na criança, 0,5 mg no adolescente) antes do transporte; asma e TSV: protocolos do site.
  4. Ingestão: levar embalagens; Disque-Intoxicação 0800-722-6001.
  5. Notificação obrigatória (compulsória) da violência autoprovocada e dos maus-tratos, com comunicação ao Conselho Tutelar.
  6. Relatório: risco, escalas, medicamentos, exames, contatos.

6.Orientações de retorno e sinais de alerta para a família

  • "Ansiedade é tratável. Acolha o medo e ajude seu filho a enfrentar aos poucos: faltar à escola alivia hoje e piora amanhã."
  • "Corte café, chá-mate, refrigerante de cola, energético e pré-treino; cuide do sono e das telas à noite."
  • "O remédio leva de 4 a 6 semanas para ajudar; não pare por conta própria. No início, observe agitação, insônia, piora da tristeza ou falas sobre morrer. Tranque os remédios da casa."
  • Retorno em 1 semana após iniciar o remédio; antes, se não conseguir ir à escola.
  • Pronto-socorro ou SAMU (192) se: falar em se matar com plano, se despedir, ingerir remédios, desmaiar, dor no peito, lábios roxos, coração disparado que não passa, confusão, febre com rigidez. CVV: 188 (24 horas, gratuito).

7.Comparação com as referências

Item SBP Ministério da Saúde AAP NICE AEP Johns Hopkins Harvard Oxford / Cambridge
Rastreio Sem documento oficial localizado; J Pediatr 2026: identificação precoce pelo pediatra Sem posição específica localizada 8 a 18 anos (com USPSTF 2022) Alerta a quem evita escola e grupos; perguntar (CG159) Detecção e derivação (AEPNYA; AEPap) Sem posição específica localizada Sem posição específica localizada Segue o NICE
1ª linha J Pediatr 2026: psicoeducação + TCC Cuidado psicossocial em rede (UBS, CAPSi) TCC; cuidado escalonado TCC individual ou em grupo, com pais TCC + psicoeducação familiar Sem posição específica localizada TCC e trabalho com os pais Segue o NICE
ISRS J Pediatr 2026: moderado a grave; fluoxetina 1ª escolha Sem posição específica localizada Sem remissão com TCC; TCC + ISRS preferível (AACAP) Não oferecer de rotina na ansiedade social ≥ 6 anos se disfunção importante Sem posição específica localizada Terapia, medicação ou ambas Segue o NICE
Benzodiazepínicos Sem posição localizada Sem posição localizada AACAP: evidência insuficiente Não recomendados Ponte até o ISRS (AEPNYA); 3ª linha (AEPap) Sem posição específica localizada Sem posição específica localizada Segue o NICE
Quem trata J Pediatr 2026: pediatra identifica precocemente Atenção básica e CAPSi, em rede Atenção primária, escalonado Profissional competente em saúde mental Pediatra nos leves; derivar moderados a graves Sem posição específica localizada Sem posição específica localizada Segue o NICE

Leitura: convergem a TCC como primeira linha, a participação dos pais, os ISRS como classe de escolha e a vigilância de suicidalidade. Divergem no medicamento: a AACAP (2020) prefere TCC + ISRS dos 6 aos 18 anos; o NICE não recomenda medicamento de rotina na ansiedade social da criança; a AEPNYA admite benzodiazepínico como ponte; o escitalopram tem aprovação da FDA para TAG a partir de 7 anos e bula brasileira de uso adulto. A SBP não tem documento científico sobre ansiedade; a coluna SBP traz uma revisão não sistemática do Jornal de Pediatria, periódico da SBP (2026), que não é posição oficial da SBP. O Ministério da Saúde orienta o cuidado em rede, sem posição sobre rastreio ou medicamentos. O site segue o MS na rede e, na falta de SBP e MS, a USPSTF 2022/AAP no rastreio e a AACAP 2020/GLAD-PC no tratamento (doses-padrão da Biblioteca), convergentes com o Jornal de Pediatria; não segue a AEPNYA no benzodiazepínico.

Pontos práticos
  1. Rastreie ansiedade dos 8 aos 18 anos (SCARED ≥ 25 ou GAD-7 ≥ 10 pedem avaliação) e pergunte sempre sobre suicídio.
  2. Antes do rótulo, afaste tireoide, cafeína, fármacos, arritmia, hipoglicemia, substâncias e abuso.
  3. TCC com a família é a primeira linha; na recusa escolar, a meta é voltar à escola.
  4. ISRS nos quadros moderados a graves: sertralina 25 mg, fluoxetina 10–20 mg ou escitalopram 10 mg; contato em 1 semana; retirada gradual.
  5. Benzodiazepínico e anti-histamínico sedativo não tratam ansiedade.
  6. Plano suicida, tentativa ou primeira crise com síncope, dor torácica, hipoxemia ou hipoglicemia: pronto-socorro ou SAMU 192; CVV 188.

Veja também, nesta Biblioteca: Ansiedade e depressão na infância e adolescência, Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), Transtorno do espectro autista (Patologias do consultório); Risco de suicídio na criança e no adolescente — rastreio e manejo pelo pediatra e Transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) na infância e adolescência (nesta área); Transtornos Depressivos na Adolescência e Autolesão e Transtorno de Personalidade Borderline (Saúde mental); Autolesão no Adolescente — Guia para Pais; Uso de cafeína por crianças e adolescentes (Temas SBP); Taquicardia supraventricular e palpitações (Cardiologia).

8.Fontes

  • Linan CA, Rocha GM, Lucion MK. How to identify depression and anxiety in children and adolescents. J Pediatr (Rio J), 2026;102 Supl 1:101462 (revisão não sistemática). PMC
  • SBP, DC de Pediatria do Desenvolvimento e Comportamento. Documentos científicos (lista consultada). sbp.com.br
  • Ministério da Saúde. Atenção Psicossocial a Crianças e Adolescentes no SUS, 2014. PDF
  • U.S. Preventive Services Task Force. Screening for Anxiety in Children and Adolescents, 2022. uspreventiveservicestaskforce.org
  • American Academy of Pediatrics. Anxiety — Pediatric Mental Health Minute Series. aap.org
  • Walter HJ et al. AACAP Clinical Practice Guideline — Anxiety Disorders in Children and Adolescents, 2020. PDF
  • Birmaher B et al. SCARED, com pontuação (Univ. de Pittsburgh). PDF
  • NICE. CG159 — Social anxiety disorder, 2013. nice.org.uk
  • AEPNYA (Protocolos AEP). Trastorno de ansiedad generalizada, 2008. PDF
  • AEPap. García Cruz JM et al. Trastorno de ansiedad. Guía de Algoritmos en Pediatría de Atención Primaria. PDF
  • Boston Children's Hospital (Harvard). Anxiety Disorders. childrenshospital.org
  • Bulas brasileiras: Zoloft® (sertralina), Viatris, 2021 PDF; Lexapro® (escitalopram), Lundbeck PDF
  • DailyMed (FDA). Lexapro — prescribing information. dailymed.nlm.nih.gov