Temas atualizados em Neonatologia · Cuidados na UTI neonatal

Encefalopatia hipóxico-isquêmica e hipotermia terapêutica

Relatório clínico da AAP (janeiro/2026), Diretrizes de reanimação PRN-SBP 2026 (junho/2026), framework BAPM (março/2025) e pathway da Johns Hopkins (novembro/2025), comparados com o DC SBP de 2020, NICE, SENeo, SIN e Harvard.

Resumo com convergências e divergências entre as atualizações de 2025–2026 em Neonatologia e as posições da Sociedade Brasileira de Pediatria, AAP, NICE, AEP/SENeo, Sociedade Italiana de Neonatologia, Harvard (Boston Children's) e Johns Hopkins. 📄 Baixar em PDF

Em resumo

O relatório clínico da AAP de 26/01/2026 (Pediatrics 157(2), Comitê de Feto e Recém-Nascido e Seção de Neurologia) substitui o de 2014 e consolida o que já era prática: hipotermia terapêutica (HT) para encefalopatia hipóxico-isquêmica (EHI) moderada ou grave em RN ≥ 36 semanas, a 33,5–34,5 °C por 72 horas, iniciada em até 6 horas. As novidades são a elevação explícita da idade gestacional mínima para 36 semanas (35 semanas com evidência inconclusiva, decisão individual com a família; < 36 semanas não recomendada), o reconhecimento de benefício pequeno quando iniciada entre 6 e 24 horas, a recusa da HT na EHI leve e a exigência de que toda maternidade tenha plano para iniciar a HT ou transferir rapidamente. O BAPM (atualização de março/2025) chegou antes à mesma conclusão: RN < 36 semanas com encefalopatia devem receber cuidados intensivos com normotermia, pois o ensaio em 33–35 semanas mostrou probabilidade de 74% de aumento de morte ou incapacidade. O pathway da Johns Hopkins All Children's (12/11/2025), institucional, ainda aceita ≥ 35 semanas e ≥ 1800 g, detalha reaquecimento, sedação sem benzodiazepínicos e metas de qualidade. No Brasil, o documento específico da SBP é de junho/2020 e não foi atualizado; as Diretrizes PRN-SBP 2026 acrescentam regras de sala de parto — não iniciar a hipotermia na sala de parto, decidir em até 6 horas na unidade e evitar temperatura > 38 °C — e citam ensaio em que a ordenha do cordão em RN de 35–42 semanas sem boa vitalidade reduziu EHI moderada/grave. O DC SBP de dor (2025) admite dexmedetomidina como adjuvante na HT. Restam como lacunas nacionais os critérios de elegibilidade, o transporte com resfriamento passivo, a janela de 6–24 horas e a aplicabilidade da HT fora de centros estruturados, tema sensível após o ensaio HELIX.

1.O que mudou em 2025–2026

Data Instituição Documento O que mudou
20/02/2025 SBP — DC Neonatologia DC nº 191 — Abordagem da dor no recém-nascido Dexmedetomidina como adjuvante na hipotermia; escala N-PASS indicada para RN em hipotermia
03/2025 BAPM (Reino Unido) Therapeutic Hypothermia for Neonatal Encephalopathy — Framework for Practice RN < 36 semanas: normotermia e cuidados intensivos de suporte; 6–24 h a critério clínico; EHI leve só em ensaios; regras para resfriamento passivo
12/11/2025 Johns Hopkins All Children's Therapeutic Hypothermia for Perinatal Hypoxic Encephalopathy Elegibilidade ≥ 35 semanas e ≥ 1800 g; critérios A1–A3/B; reaquecimento, sedação, monitorização e metas de qualidade
26/01/2026 AAP Therapeutic Hypothermia for Neonatal HIE — Pediatrics 157(2):e2025073627 Atualiza 2014: ≥ 36 semanas; 35 semanas individualizado; 6–24 h com pequeno benefício; EHI leve não; plano de início ou transferência em toda maternidade
12/06/2026 SBP — PRN-SBP Diretrizes de reanimação do RN 2026 Não iniciar HT na sala de parto; decisão até 6 h na unidade; evitar T > 38 °C; ordenha de cordão em RN 35–42 semanas sem boa vitalidade associada a menos EHI moderada/grave

2.Posição brasileira (SBP)

O documento específico da SBP é o DC de Neonatologia "Hipotermia Terapêutica" (junho/2020), cuja existência consta da lista do departamento, mas cujo conteúdo não foi revisado nesta análise; não há documento SBP de 2025–2026 dedicado à HT. As atualizações de 2025–2026 que tocam o tema estão nas Diretrizes PRN-SBP 2026 (Almeida MFB, Guinsburg R; 12/06/2026; base ILCOR 2025) e no DC nº 191 — Dor no RN (20/02/2025). Não localizamos protocolo do Ministério da Saúde específico para HT.

Tema Conteúdo
Magnitude (PRN 2026) Brasil 2023: 21.582 óbitos neonatais; 20% dos óbitos neonatais precoces associados a asfixia, hipóxia ou síndrome de aspiração meconial
Temperatura na reanimação (PRN 2026) Evitar T > 38 °C; sala de parto 23–25 °C; normotermia 36,5–37,5 °C no RN com boa vitalidade
Início da HT (PRN 2026) Não iniciar hipotermia na sala de parto; decisão em até 6 h, na unidade neonatal
Cordão no RN sem boa vitalidade (PRN 2026) Estímulo tátil no dorso ~15 s antes do clampeamento; se não respirar, clampear e levar à mesa, com ordenha do cordão intacto como opção (20 cm, 3 vezes) — ensaio com 1.730 RN de 35–42 semanas: menos suporte e menos EHI moderada/grave e hipotermia terapêutica; reanimação com cordão intacto restrita a pesquisa
Reanimação (PRN 2026) VPP com ar ambiente no ≥ 34 semanas, ajuste de O2 pela oximetria; adrenalina IV 0,02 mg/kg; discutir interrupção aos 20 min sem resposta a manobras avançadas
Sedação e dor (DC nº 191, 2025) Dexmedetomidina como adjuvante na VM, na VAF e na hipotermia; N-PASS para avaliar dor e sedação no RN em hipotermia; fentanil é o opioide de escolha no Brasil
Documento específico de HT DC "Hipotermia Terapêutica" (jun/2020), não atualizado

Não aborda (nos documentos de 2025–2026): critérios de elegibilidade (gasometria, Apgar, exame neurológico, aEEG); idade gestacional e peso mínimos; temperatura-alvo, duração e reaquecimento; janela de 6–24 horas; EHI leve; transporte e resfriamento passivo; monitorização com aEEG/EEG e momento da ressonância; seguimento do neurodesenvolvimento; uso da HT em serviços sem UTI estruturada.

3.Posição das referências internacionais

Os protocolos da Johns Hopkins All Children's são documentos institucionais (clinical pathways), não diretrizes de sociedade.

Referência Documento e ano Posição resumida
EUA — AAP Therapeutic Hypothermia for Neonatal HIE — Pediatrics 2026;157(2):e2025073627 (resumos em HealthyChildren e Guideline Central) EHI moderada/grave ≥ 36 semanas; 33,5–34,5 °C por 72 h; início ≤ 6 h; entre 6 e 24 h, "pequeno benefício"; EHI leve não recomendada; < 36 semanas não recomendada, com 35 semanas de evidência inconclusiva e decisão individual com a família; toda maternidade deve ter plano para iniciar a HT ou transferir rapidamente; tratamento em centros com neuromonitorização, RM e seguimento. Resfriamento passivo, sedação e reaquecimento não constam dos resumos consultados.
Reino Unido — NICE / BAPM BAPM — Therapeutic Hypothermia for Neonatal Encephalopathy, Framework for Practice (2020, atualizado em março/2025) Critério A (≥ 36 semanas): Apgar < 5 aos 10 min, reanimação contínua aos 10 min, ou pH < 7,00 / BE > 16 em 60 min; B: consciência alterada + ≥ 1 sinal; C: aEEG ≥ 30 min anormal — a falta de aEEG não deve atrasar o início. ≤ 6 h, 33–34 °C por 72 h; 6–24 h: "clínicos podem decidir". < 36 semanas: suporte intensivo e normotermia (74% de probabilidade de aumento de morte ou incapacidade no ensaio em 33–35 semanas). EHI leve: não recomendada fora de ensaios. Resfriamento passivo permitido com temperatura retal contínua e servocontrole para não cair abaixo de 33,5 °C. Opiáceo se dor/desconforto; midazolam com cautela (acúmulo). Reaquecimento pode ser adiado se houver convulsões. RM entre 5 e 15 dias (preferir 5–7); avaliação padronizada (Bayley/Griffiths) aos 2 anos. Orientação própria do NICE: sem documento atualizado localizado.
Espanha — AEP / SENeo Protocolos SENeo 2023 Sem documento atualizado localizado; o capítulo correspondente dos Protocolos SENeo 2023 não foi revisado.
Itália — SIN / SIP — Sem documento específico localizado.
Harvard — Boston Children's — Sem protocolo público localizado; o BCH desenvolve pesquisa sobre prognóstico individualizado na EHI (modelo de predição de desfecho, 2026), sem dados verificados nesta análise.
Johns Hopkins All Children's Therapeutic Hypothermia for Perinatal Hypoxic Encephalopathy (12/11/2025) ≥ 35 semanas e ≥ 1800 g (< 35 semanas excluídos). A1: pH < 7,0 ou BD > 16 em ≤ 60 min; A2/A3: pH 7,01–7,15 / BD 10–15,9, ou sem gasometria, + evento agudo + Apgar < 5 aos 10 min ou ventilação ≥ 10 min. B: convulsões ou sinais em 3 de 6 categorias (Sarnat modificado), com reexame a cada hora até 6 h. Esofágica 33,5 °C por 72 h; reaquecimento 0,5 °C/h por 6 h até 36,5 °C, só após corrigir eletrólitos. Sedação: morfina (0,01 → 0,005 mg/kg/h após 12 h) ou dexmedetomidina 0,2–0,5 mcg/kg/h; evitar benzodiazepínicos. EHI leve: sem HT; observar 6 h, evitar T > 37 °C, considerar aEEG. aEEG + vídeo-EEG por 72 h e no reaquecimento; RM D4–5 e D10–21; glicemia 60–150 mg/dL; líquidos 60–70 mL/kg/dia; enteral mínima ≤ 20 mL/kg/dia após 24 h se estável; FC mínima 70 bpm (subir 0,2–0,3 °C até 35 °C ou dobutamina); preferir adrenalina/dobutamina à dopamina. Meta: ≥ 90% resfriados em até 6 h. Cita Shankaran 2005: morte/incapacidade 44% vs 62%; paralisia cerebral 19% vs 30%.
Ensaios-chave Laptook — JAMA 2017;318:1550; HELIX — Thayyil, Lancet Glob Health 2021 HT iniciada entre 6 e 24 h: benefício provável, porém incerto. HELIX (Índia, Sri Lanka, Bangladesh): HT sem redução de morte ou incapacidade e com aumento da mortalidade em países de baixa e média renda.

4.Concordâncias e discordâncias

Tema SBP AAP NICE/UK AEP/SENeo Itália Harvard J. Hopkins Leitura
Documento atualizado Não (DC 2020) + PRN 2026 Sim (jan/2026) BAPM mar/2025 Não localizado Não localizado Pesquisa Sim (nov/2025) Brasil defasado
IG mínima Não define (2025–26) ≥ 36; 35 individual ≥ 36; < 36 normotermia — — — ≥ 35 e ≥ 1800 g Divergência JH × AAP/BAPM
Critérios de elegibilidade Não define (2025–26) Moderada/grave A + B (+ C opcional) — — — A1–A3 + 3/6 categorias Estrutura comum NICHD/TOBY
Início Não na sala de parto; decisão ≤ 6 h ≤ 6 h ≤ 6 h — — — ≤ 6 h; meta ≥ 90% Concordância
Janela 6–24 h Não aborda Pequeno benefício A critério clínico — — — Não prevista AAP/BAPM permissivos
Alvo e duração Não define (2025–26) 33,5–34,5 °C, 72 h 33–34 °C, 72 h — — — 33,5 °C esofágica, 72 h Concordância
Reaquecimento — Não consta do resumo Adiar se convulsões — — — 0,5 °C/h, 6 h JH explícito
EHI leve — Não Não fora de ensaio — — Prognóstico (pesquisa) Não; observar 6 h Concordância
Hipertermia Evitar > 38 °C — — — — — Evitar > 37 °C (leve) Convergente
Transporte / passivo Não aborda Plano regional Passivo com retal + servo ≥ 33,5 °C — — — — BAPM mais detalhado
Sedação Dexmedetomidina adjuvante — Opiáceo; midazolam com cautela — — — Morfina ou dexmedetomidina; sem BZD Divergência sobre BZD
Neuromonitorização e RM — Centros com EEG/RM aEEG; RM 5–15 d — — — aEEG + vEEG; RM D4–5 e D10–21 Concordância de princípio
Contextos com poucos recursos — — — — — — — HELIX: cautela

5.Síntese

O núcleo da hipotermia terapêutica é estável e consensual entre as referências com documento recente: tratar apenas a EHI moderada ou grave, iniciar em até 6 horas, manter 33,5 °C (faixa 33–34,5 °C) por 72 horas, reaquecer lentamente e concentrar o tratamento em centros com EEG, ressonância e seguimento estruturado. A mudança de 2025–2026 é de fronteira: AAP (janeiro/2026) e BAPM (março/2025) passaram a exigir 36 semanas ou mais — o BAPM recomenda normotermia com suporte intensivo abaixo disso, com base no ensaio em 33–35 semanas, e a AAP deixa as 35 semanas para decisão compartilhada com a família. O pathway institucional da Johns Hopkins, de novembro/2025, mantém o corte de 35 semanas e 1800 g, uma divergência que tende a desaparecer em revisões futuras, mas que hoje importa para quem adota protocolos norte-americanos. As duas diretrizes também admitem que a HT iniciada entre 6 e 24 horas tem benefício pequeno ou provável, o que é relevante para RN transferidos tardiamente, enquanto nenhuma referência apoia resfriar a EHI leve fora de pesquisa.

A posição brasileira está fragmentada. O documento específico da SBP é de 2020 e antecede as duas grandes atualizações; as Diretrizes PRN-SBP 2026 tratam da HT apenas pela perspectiva da sala de parto — não iniciar a hipotermia ali, decidir em até 6 horas na unidade e evitar hipertermia acima de 38 °C —, mensagem coerente com as referências internacionais, e trazem um dado novo de prevenção: a ordenha do cordão em RN de 35–42 semanas sem boa vitalidade associou-se a menos EHI moderada/grave e menos necessidade de hipotermia terapêutica. O DC de dor (2025) admite a dexmedetomidina como adjuvante, em linha com a Johns Hopkins, que evita benzodiazepínicos; o BAPM aceita midazolam com cautela.

Faltam ao Brasil critérios nacionais atualizados de elegibilidade, idade gestacional mínima, conduta entre 6 e 24 horas e, sobretudo, regras para o resfriamento passivo durante o transporte, que o BAPM só admite com termometria retal contínua e servocontrole para evitar hipotermia excessiva. O ensaio HELIX, que não mostrou benefício e registrou aumento de mortalidade com HT em países de baixa e média renda, reforça que a hipotermia deve ser oferecida dentro de uma rede com UTI estruturada, monitorização e seguimento — exatamente o "plano para iniciar ou transferir" que a AAP passou a exigir de toda maternidade.

Observações críticas
  1. Na sala de parto, não resfriar e não aquecer demais: não iniciar a hipotermia terapêutica na sala de parto, evitar T > 38 °C e decidir a indicação em até 6 horas na unidade (PRN-SBP 2026); no RN ≥ 34 semanas sem boa vitalidade, a ordenha do cordão intacto é opção prevista na diretriz.
  2. Elegibilidade: EHI moderada ou grave em RN ≥ 36 semanas (AAP 2026, BAPM 2025), com critério perinatal (pH < 7,00 ou BE > 16 em 60 min, Apgar < 5 aos 10 min ou reanimação contínua aos 10 min) e exame neurológico alterado; a ausência de aEEG não deve atrasar o início. Em 35 semanas, decisão individual com a família; abaixo disso, normotermia e suporte intensivo.
  3. Alvo e duração: 33,5 °C (33–34,5 °C), medida central contínua (esofágica ou retal), por 72 horas; reaquecer a 0,5 °C/h, após corrigir eletrólitos, e adiar se houver convulsões.
  4. EHI leve: não resfriar fora de pesquisa; observar com reexame neurológico nas primeiras 6 horas, evitar hipertermia e considerar aEEG.
  5. Transporte: cada maternidade deve ter plano de transferência precoce (AAP 2026); se houver resfriamento passivo, só com temperatura retal contínua e meta de não cair abaixo de 33,5 °C (BAPM). Após 6 horas e até 24 horas, a HT ainda pode ser considerada, com benefício pequeno.
  6. Durante a HT: avaliar dor com N-PASS; morfina ou dexmedetomidina (0,2–0,5 mcg/kg/h) como opções, evitando benzodiazepínicos quando possível; aEEG/EEG por 72 horas e no reaquecimento; ressonância na primeira semana (5–7 dias) e seguimento padronizado do neurodesenvolvimento até pelo menos 2 anos.

6.Fontes

  • SBP/PRN-SBP. Almeida MFB, Guinsburg R. Diretrizes 2026 — Reanimação do recém-nascido ≥ 34 semanas e do prematuro < 34 semanas. 12/06/2026. doi.org/10.25060/PRN-SBP-2026-1
  • SBP, DC Neonatologia. Abordagem da dor no recém-nascido. Documento Científico nº 191, 20/02/2025.
  • SBP, DC Neonatologia. Hipotermia terapêutica. Documento Científico, junho/2020. sbp.com.br
  • AAP, Committee on Fetus and Newborn e Section on Neurology. Therapeutic Hypothermia for Neonatal Hypoxic-Ischemic Encephalopathy. Pediatrics 2026;157(2):e2025073627. publications.aap.org
  • BAPM. Therapeutic Hypothermia for Neonatal Encephalopathy — A Framework for Practice. 2020, atualizado em março/2025. bapm.org
  • SENeo. Protocolos de la SENeo 2023. seneo.es
  • Johns Hopkins All Children's Hospital. Therapeutic Hypothermia for Perinatal Hypoxic Encephalopathy — Clinical Pathway (12/11/2025). hopkinsmedicine.org
  • Laptook et al. Hipotermia iniciada 6–24 horas após o nascimento na EHI. JAMA 2017;318:1550. doi.org/10.1001/jama.2017.14972
  • Thayyil et al. HELIX — hipotermia na encefalopatia em países de baixa e média renda. Lancet Glob Health 2021. doi.org/10.1016/S2214-109X(21)00264-3
  • Shankaran et al. Ensaio de hipotermia na encefalopatia hipóxico-isquêmica neonatal. 2005 (dados citados pelo pathway da Johns Hopkins).