Resumo com convergências e divergências entre a atualização da Sociedade Brasileira de Pediatria e AAP, NICE, AEP, Sociedade Italiana de Pediatria, Harvard (Boston Children's) e Johns Hopkins Children's Center. Documento original da SBP (acervo, associados) · 📄 Baixar em PDF
O primeiro Consenso Brasileiro de Esofagite Eosinofílica (EoE), produzido por Delphi em três rodadas com 40 especialistas (20 gastroenterologistas e 20 alergologistas pediátricos) e publicado nos Arquivos de Asma, Alergia e Imunologia 2026, reúne 54 recomendações em diagnóstico, tratamento e seguimento. Define a EoE por sintomas de disfunção esofágica mais ≥ 15 eosinófilos/campo em ≥ 1 biópsia, exige ≥ 6 biópsias em ≥ 2 níveis mesmo com esôfago macroscopicamente normal, incorpora o questionário PEESS e o escore EoE-HSS, e estabelece três opções equivalentes de primeira linha — IBP 1 mg/kg/dose 2×/dia, corticoide tópico deglutido (só em formulações manipuladas no Brasil) ou dieta empírica iniciada pela exclusão isolada do leite de vaca —, nunca guiada por testes alérgicos, com endoscopia de controle 8–12 semanas após cada mudança e manutenção sem prazo para suspensão. O dupilumabe (ANVISA ≥ 1 ano e ≥ 15 kg) é a escolha após falha ou, em atópicos graves, possível primeira opção. A posição coincide com ACG 2025, ESPGHAN 2024, SEGHNP e SIGENP; as discordâncias são de acesso e de formulação: o NHS ainda não tem dupilumabe recomendado pelo NICE, a União Europeia aprovou em abril de 2026 a suspensão oral de budesonida (Jorveza) para 2–17 anos — sem registro no Brasil —, e o consenso brasileiro, como a ESPGHAN, admite corticoide sistêmico curto na doença estenosante onde a dilatação é de difícil acesso.
1.O que a SBP recomenda
Documento: Consenso Brasileiro de Esofagite Eosinofílica — documento conjunto SBP (DC de Gastroenterologia e DC de Alergia) e ASBAI (Dep. de Alergia Alimentar e de Pediatria). Arq Asma Alerg Imunol 2026;10(1):e17041027; publicado no acervo da SBP em junho de 2026; 29 p. Coordenação: Cristina Targa Ferreira, Elisa de Carvalho, Luciana Rodrigues Silva, Maria do Carmo Barros de Melo, Maria Helena C. Tófoli, Dirceu Solé e Herberto Chong-Neto. Delphi em 3 rodadas, 40 especialistas, consenso ≥ 85%; literatura até junho de 2025.
Diagnóstico (R1–R25)
| Tema | Recomendação |
|---|---|
| Definição | Doença crônica imunomediada; sintomas de disfunção esofágica + ≥ 15 eos/CGA (ou 60/mm²) em ≥ 1 biópsia, excluídas outras causas; a "EoE responsiva a IBP" é EoE; não é necessário excluir DRGE (coexistem) |
| Epidemiologia | 60–80% com comorbidade atópica; loci TSLP, LRRC32, CAPN14; irmãos com risco 44×; predomínio masculino; incidência ~20/100 mil (≈ DII) |
| Sintomas | Lactentes inespecíficos (falha de crescimento, vômitos, recusa); escolares/adolescentes disfagia, engasgo, impactação; comportamentos adaptativos (IMPACT); ansiedade e hipervigilância → equipe multidisciplinar |
| História natural | Progressão inflamatório → fibroestenótico; +19% de risco de estenose por ano sem diagnóstico; não pré-maligna |
| Endoscopia | Sem IBP por 3–4 semanas antes da EDA diagnóstica; EREFS (até 30% de macroscopia normal); ≥ 6 biópsias em ≥ 2 níveis, mais biópsias gástricas/duodenais na EDA inicial |
| Exames complementares | Esofagograma baritado se disfagia (EDA perde 55% das estenoses leves); pH-impedanciometria/manometria em sintomas persistentes pós-remissão; EndoFLIP indisponível; sem biomarcador não invasivo validado |
| Instrumentos | PEESS traduzido e validado — uso rotineiro; EoE-HSS; corte 15 eos/CGA mantido |
Tratamento (R26–R48)
| Tema | Recomendação |
|---|---|
| Metas | Remissão clínica, endoscópica e histológica + crescimento/nutrição + prevenção de complicações; decisão compartilhada |
| Primeira linha | IBP, corticoide tópico deglutido ou dieta de exclusão — equivalentes, escolha individualizada por custo, disponibilidade, conveniência e segurança; iniciar com UMA opção e reavaliar (EDA 8–12 sem) |
| Dieta | Nunca guiada por testes alérgicos (100%); step-up empírico começando pela exclusão isolada de leite de vaca (1FED ≈ 4FED em histologia); risco nutricional/social e de anafilaxia na reintrodução; elementar (90% remissão) só para refratários/sondas |
| IBP | 1 mg/kg/dose 2×/dia (máx. 40 mg/dose); resposta histológica 23–70% (Brasil 70%); manutenção reduzindo para 1×/dia após 8–12 semanas de resposta (70% de remissão sustentada em 1 ano); fenótipo fibroestenosante responde menos |
| Corticoide tópico | Remissão histológica 60% (vs 34% IBP, 29% dieta — CONNECT-EUREOS); só formulações manipuladas no Brasil (budesonida viscosa com goma xantana; fluticasona spray deglutido); doses ESPGHAN: budesonida 1–3 a 0,5 mg 2×/d, 4–18 a 1 mg 2×/d, manutenção metade; fluticasona 88–250 mcg/d (1–3 a), 250 mcg 2×/d (4–10 a), 500 mcg 2×/d (11–18 a); jejum 30–60 min; candidíase 2–15%; considerar a carga total de esteroides |
| Corticoide sistêmico | Curso curto (2–4 semanas) na doença estenosante — 95% de resolução endoscópica em série pediátrica; útil pela dificuldade de dilatação no Brasil |
| Combinação e dilatação | Associar só após falha de monoterapia; dilatação segura (perfuração 0,02–0,06%), sempre com anti-inflamatório; dilatação empírica se disfagia residual |
| Dupilumabe | Único biológico com evidência pediátrica; ANVISA ≥ 12 anos (abr/2023) e ≥ 1 ano e ≥ 15 kg (nov/2024); EoE KIDS remissão 68%/58% vs 3%; escolha após falha (91%) ou em EoE + asma grave/polipose/DA de difícil controle (pode ser 1ª escolha) ou não adesão; doses 200 mg q2s (15–< 30 kg), 300 mg q2s (30–< 40 kg), 300 mg semanal (≥ 40 kg); alto custo, sem incorporação no SUS; outros biológicos só em ensaios |
Seguimento (R49–R54)
Seguimento clínico + endoscópico + histológico; EDA 8–12 semanas após início e após cada mudança; sintomas não se correlacionam com histologia; recidiva alta após retirada e lacuna > 2 anos aumenta estenose (+26%/ano); avaliação clínica 12–18 meses após a última EDA; sem evidência para suspender — manutenção após remissão, com nova EDA em caso de recidiva.
Não aborda: budesonida orodispersível/suspensão oral (Jorveza — aprovada na UE em abr/2026 para 2–17 anos; sem registro no Brasil); cendakimabe e tezepelumabe; transição adolescente-adulto; endoscopia transnasal e esponja esofágica; frequência fixa de EDA na manutenção; acesso ao dupilumabe no SUS.
2.Posição das referências internacionais
| Referência | Documento e ano | Posição resumida |
|---|---|---|
| EUA — ACG 2025 / AGA-JTF 2020 / AAAAI / FDA | ACG Clinical Guideline: Diagnosis and management of EoE (Dellon, Am J Gastroenterol 2025;120:31–59); AGA/JTF 2020 (Hirano, Gastroenterology 158:1776); AAAAI/ACAAI — dupilumab guidance 2023; ESPGHAN/NASPGHAN 2024 — EGIDs não-EoE | ACG 2025: sintomas + ≥ 15 eos/CGA; ≥ 6 biópsias de ≥ 2 níveis; EREFS; PPI-REE abolida; primeira linha equivalente: IBP em dose alta, corticoide tópico ou dieta menos restritiva (1FED/2FED) com resposta por biópsia; dupilumabe após falha/intolerância a IBP, e precoce em asma/eczema moderado-grave; dilatação com anti-inflamatório; manutenção; EDA de controle anual; esofagograma se disfagia. FDA: dupilumabe ≥ 1 ano e ≥ 15 kg (jan/2024). Cendakimabe: fase 3 positiva ≥ 12 anos (NEJM Evid 2025), decisão FDA pendente; tezepelumabe em fase 3. NASPGHAN não tem diretriz própria de EoE. |
| Reino Unido — BSG/BSPGHAN / NICE | BSG/BSPGHAN guidelines on EoE (Dhar, Gut 2022;71:1459); NICE TA708 — budesonida orodispersível (adultos, 2021); NICE ID5107 / ID6492 (dupilumabe, em avaliação) | ≥ 15 eos; ≥ 6 biópsias; IBP 8–12 semanas; budesonida orodispersível para adultos; fluticasona/budesonida viscosa off-label em crianças; dieta 2FED (leite ± trigo) ou 6FED; dilatação; EDA 8–12 semanas após cada mudança; manutenção; transição estruturada. Dupilumabe: a avaliação TA938 (≥ 12 anos) foi encerrada sem submissão da Sanofi; ID5107 e ID6492 (1–11 anos) em andamento → em setembro de 2026 o NHS não tem dupilumabe recomendado pelo NICE para EoE. |
| Espanha — SEGHNP / AEP / GPC 2022 | SEGHNP — Gutiérrez-Junquera et al., An Pediatr 2020; GPC SEPD/AEG/AEEC/SEGHNP 2022 (Lucendo, Molina-Infante); Protocolos SEGHNP-AEP 2023 | ≥ 15 eos; IBP, corticoide e dieta como primeira linha; dieta escalonada leite → 2FED → 4FED; IBP ~50% de remissão; corticoides deglutidos; dilatação (< 0,4% perfuração); EDA 8–12 semanas. EMA: dupilumabe ≥ 1 ano e ≥ 15 kg (2024); Jorveza suspensão oral 0,2 mg/mL aprovada em 17/04/2026 para 2–17 anos (PEDEOS-1) — primeira formulação pediátrica industrializada. |
| Itália — SIGENP 2025 / AIFA | SIGENP — primeira diretriz pediátrica de EoE (Oliva, Ital J Pediatr 2025;51); AIFA (GU 13/02/2026) | EREFS + EoE-HSS; biópsias mesmo com mucosa normal; IBP para casos leves; corticoide tópico (galênico) se inflamação marcada; dieta step-up 1FED; dupilumabe possível 1ª linha em doença grave ou múltiplas atopias; dilatação; remissão definida por biópsia; transição. AIFA reembolsa dupilumabe para 1–11 anos ≥ 15 kg refratários. |
| Europa — ESPGHAN 2024 / UEG-EAACI 2017 | ESPGHAN position paper — Amil-Dias et al., JPGN 2024;79:394; UEG/EAACI/ESPGHAN/EUREOS 2017 (Lucendo, UEG J 5:335) | Corte ≥ 15 eos; contra testes alérgicos para guiar dieta; IBP, corticoide ou dieta (1FED preferida) como primeira linha; EDA 8–12 semanas; dupilumabe ≥ 1 ano > 15 kg para refratários/atópicos; manutenção para todos; EDA a cada 1–3 anos na manutenção; corticoide sistêmico curto como alternativa à dilatação; nutrição, qualidade de vida, transição. |
| Harvard — Boston Children's | Eosinophilic Gastrointestinal Disease Program | Programa multidisciplinar (GI, alergia, nutrição, terapia alimentar); IBP, corticoide tópico, dietas e dupilumabe; sem diretriz própria; integra o consórcio CEGIR (EoE-HSS, EREFS pediátrico, esponja, EndoFLIP). |
| Johns Hopkins | Johns Hopkins Medicine — Eosinophilic esophagitis | Página institucional: IBP, corticoide tópico, dieta de 6 alimentos e dilatação; não cita dupilumabe. |
3.Concordâncias e discordâncias
| Tema | SBP/ASBAI | ACG 2025 | BSG/NICE | SEGHNP | SIGENP | ESPGHAN | Harvard | J. Hopkins | Leitura |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Corte histológico ≥ 15 eos/CGA; ≥ 6 biópsias | Sim | Sim | Sim | Sim | Sim | Sim | Sim | Sim | Concordância plena |
| Excluir DRGE / PPI-REE | Não é necessário; PPI-REE = EoE | Igual | Igual | Igual | Igual | Igual | — | — | Concordância |
| Testes alérgicos para guiar dieta | Não (100%) | Não | Não | Não | Não | Não | — | — | Concordância |
| Dieta inicial | 1FED (leite) step-up | 1FED/2FED | 2FED ou 6FED | Leite → 2FED → 4FED | 1FED | 1FED | — | 6FED | Concordância moderna; UK/Hopkins ainda citam 6FED |
| IBP dose | 1 mg/kg/dose 2×/d; reduzir na manutenção | Dose alta | 8–12 sem | Igual | Casos leves | Igual | — | — | Concordância; Itália restringe a leves |
| Corticoide tópico: formulação | Só manipulada | Budesonida/fluticasona | ODT adultos; off-label crianças | Manipulada / Jorveza 2–17 a (UE 2026) | Galênico | Manipulada | — | — | Divergência de acesso: UE tem suspensão pediátrica aprovada |
| Corticoide sistêmico curto em estenose | Sim (2–4 sem) | Não cita | Não | Não | Não | Sim, alternativa à dilatação | — | — | SBP e ESPGHAN concordam; demais preferem dilatação |
| Dupilumabe: posição | Após falha; 1ª escolha em atópico grave | Após falha; precoce em atopia | Sem recomendação NICE | Após falha | 1ª linha em grave | Refratários/atópicos | Sim | Não cita | Divergência: NHS sem acesso; SBP/SIGENP mais liberais |
| Dupilumabe: idade | ≥ 1 a ≥ 15 kg (ANVISA) | ≥ 1 a ≥ 15 kg (FDA) | — | ≥ 1 a (EMA) | 1–11 a reembolsado | ≥ 1 a | — | — | Concordância regulatória, exceto NICE |
| EDA após indução/mudança | 8–12 sem | ~8–12 sem | 8–12 sem | 8–12 sem | Sim | 8–12 sem | — | — | Concordância |
| EDA na manutenção | Caso a caso; reavaliação 12–18 m | Anual | — | — | — | 1–3 anos | — | — | Divergência de intervalo |
| Suspensão do tratamento | Sem evidência → manter | Manter | Manter | Manter | Manter | Manter (≥ 1 ano) | — | — | Concordância |
| Transição | Não aborda | — | Sim | — | Sim | Sim | — | — | Lacuna |
| Novos biológicos | Só em ensaios | Cendakimabe fase 3 positiva | — | — | — | — | — | — | Concordância prudente |
4.Síntese
O consenso brasileiro chega ao mesmo lugar que a ACG 2025, a ESPGHAN 2024 e a SIGENP 2025: diagnóstico histológico com ≥ 15 eosinófilos e biópsias múltiplas mesmo com mucosa normal, três opções equivalentes de primeira linha escolhidas caso a caso, dieta step-up iniciada pelo leite e nunca ditada por testes alérgicos, endoscopia de controle em 8–12 semanas e manutenção sem data para terminar — não há discordância de princípio entre as referências. As diferenças são de realidade local e de regulação. A mais visível é a formulação do corticoide tópico: enquanto o consenso brasileiro depende de budesonida viscosa manipulada, a União Europeia aprovou em abril de 2026 a suspensão oral de Jorveza para crianças de 2 a 17 anos, e o Reino Unido já tinha a orodispersível para adultos — o documento, fechado com literatura de junho de 2025, não a menciona. A segunda é o dupilumabe: SBP e Itália o admitem como primeira escolha em atópicos graves, a ACG o antecipa em asma/eczema moderado-grave, mas o NHS segue sem recomendação do NICE após o encerramento da avaliação em adolescentes, e no Brasil o acesso pelo SUS não existe — a recomendação de "escolha após falha" (91% de consenso) precisa ser lida à luz do custo. A terceira é peculiar ao Brasil e à ESPGHAN: o corticoide sistêmico curto na doença estenosante, justificado pela dificuldade de dilatação endoscópica em muitos serviços, não aparece nas diretrizes americana e britânica, que preferem dilatação com anti-inflamatório. Por fim, o consenso deixa em aberto o intervalo da endoscopia de manutenção (a ACG sugere anual; a ESPGHAN, 1–3 anos) e a transição ao adulto, que BSG, SIGENP e ESPGHAN estruturam.
- Suspender o IBP 3–4 semanas antes da EDA diagnóstica e colher ≥ 6 biópsias em ≥ 2 níveis — a etapa mais frequentemente negligenciada na prática.
- Uma opção de cada vez na primeira linha, com EDA de controle em 8–12 semanas; só combinar após falha documentada por biópsia.
- Dieta: começar pela exclusão isolada do leite de vaca com apoio de nutricionista; não solicitar IgE/prick/patch para escolher os alimentos; cuidado com anafilaxia na reintrodução após exclusão prolongada.
- Corticoide manipulado: budesonida viscosa (goma xantana) ou fluticasona deglutida; jejum de 30–60 minutos; somar a carga de esteroides nasal, inalatório e cutâneo; monitorar candidíase.
- Dupilumabe: ANVISA ≥ 1 ano e ≥ 15 kg; sem incorporação no SUS — a via é judicial ou privada; indicar após falha ou em asma grave/DA de difícil controle associada.
- Estenose: esofagograma baritado na disfagia; curso curto de corticoide sistêmico (SBP/ESPGHAN) quando a dilatação não for acessível, sempre seguido de manutenção anti-inflamatória.
- Não interromper o tratamento em remissão; a lacuna > 2 anos aumenta o risco de estenose em 26% ao ano.
5.Fontes
- SBP/ASBAI. Consenso Brasileiro de Esofagite Eosinofílica: documento conjunto da SBP e da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia. Arq Asma Alerg Imunol 2026;10(1):e17041027. sbp.com.br
- Dellon ES et al. ACG Clinical Guideline: Diagnosis and management of eosinophilic esophagitis. Am J Gastroenterol 2025;120:31–59.
- Hirano I et al. AGA Institute and JTF clinical guidelines for the management of EoE. Gastroenterology 2020;158:1776–86. AAAAI/ACAAI. Dupilumab in EoE: practice guidance. Ann Allergy Asthma Immunol 2023.
- Dhar A et al. BSG and BSPGHAN joint consensus guidelines on the diagnosis and management of EoE. Gut 2022;71:1459–87. NICE. TA708 (2021); ID5107, ID6492 (em avaliação).
- Gutiérrez-Junquera C et al. Esofagitis eosinofílica en pediatría (SEGHNP). An Pediatr 2020. Lucendo AJ, Molina-Infante J et al. GPC EoE 2022. EMA. Jorveza EPAR (extensão pediátrica, 17/04/2026).
- Oliva S et al. SIGENP guidelines on pediatric eosinophilic esophagitis. Ital J Pediatr 2025;51. AIFA. Determina de rimborsabilità dupilumab 1–11 anni (GU 13/02/2026).
- Amil-Dias J et al. ESPGHAN position paper on eosinophilic esophagitis in children. JPGN 2024;79:394–437. Lucendo AJ et al. UEG/EAACI/ESPGHAN/EUREOS guidelines. UEG J 2017;5:335–58.
- Boston Children's Hospital. Eosinophilic Gastrointestinal Disease Program. Johns Hopkins Medicine. Eosinophilic esophagitis.
- FDA. Dupixent approval for EoE in children ≥ 1 year (25/01/2024). Dellon ES et al. Cendakimab in EoE (fase 3). NEJM Evid 2025.