Terapia intensiva pediátrica · Suporte avançado

Ventilação mecânica e síndrome do desconforto respiratório agudo pediátrica (PARDS — PALICC-2)

Definição PALICC-2 2023 por índice de oxigenação, ventilação protetora com limites de volume e pressão, metas de SpO2 na PARDS, hipercapnia permissiva, terapias de resgate, desmame e o papel do pediatra antes e depois da UTI

Gravidade em semáforo (🟢 leve · 🟡 moderada · 🔴 grave), conduta ambulatorial e critérios para encaminhar ao especialista, ao pronto-socorro ou internar, com a comparação entre SBP/Ministério da Saúde e as referências internacionais (convergências e divergências). 📄 Baixar em PDF

Em resumo

A síndrome do desconforto respiratório agudo pediátrica (PARDS) é lesão pulmonar inflamatória aguda que surge até 7 dias após um insulto (pneumonia, sepse, aspiração, afogamento), com opacidades novas, não explicada só por causa cardíaca. A SBP (2021) adota o PALICC; o site segue a atualização PALICC-2 (2023), que classifica a gravidade pelo índice de oxigenação (OI) ou de saturação (OSI). O tratamento é de UTI pediátrica: ventilação protetora — volume corrente 6–8 mL/kg de peso ideal (menos, até cerca de 4, se preciso), pressão de platô ≤ 28 cmH2O, driving pressure ≤ 15 cmH2O, PEEP titulada —, hipercapnia permissiva com pH ≥ 7,20, balanço hídrico sem sobrecarga e teste diário de prontidão para extubação. No consultório não há PARDS leve: toda criança com SpO2 < 92%, necessidade de oxigênio que não melhora, fadiga ou rebaixamento vai ao pronto-socorro pelo SAMU 192 (🔴), com oxigênio para SpO2 94–98% (padrão do site). Quadro respiratório com SpO2 ≥ 95% e causa tratável fica em casa (🟢). O pediatra acompanha as sequelas do sobrevivente.

1.O que é e como se apresenta

Fisiopatologia: a agressão (pulmonar ou sistêmica) causa edema rico em proteínas, perda de surfactante, colapso alveolar e queda da complacência. O pulmão aerado fica pequeno: volumes e pressões "normais" o hiperdistendem (volutrauma) e a abertura e o fechamento cíclicos causam atelectrauma — daí a ventilação protetora. Causas: pneumonia (inclusive viral), bronquiolite grave, sepse, aspiração, afogamento, trauma, transfusão maciça, queimadura e inalação.

Definição PALICC-2 (Emeriaud et al., Pediatr Crit Care Med 2023):

  • Exclui a doença pulmonar perinatal; até 7 dias de um insulto conhecido; opacidades novas de doença parenquimatosa aguda (não precisam ser bilaterais); edema não explicado só por insuficiência cardíaca ou sobrecarga hídrica.
  • Oxigenação pela tabela abaixo, com critérios próprios para cardiopatia cianótica, doença pulmonar crônica e disfunção ventricular esquerda.

Índices de oxigenação (com a criança intubada):

  • OI = FiO2 × pressão média de vias aéreas (cmH2O) × 100 ÷ PaO2.
  • OSI = FiO2 × pressão média de vias aéreas × 100 ÷ SpO2 — usar com SpO2 ≤ 97% (acima disso a curva de dissociação fica plana e o índice perde valor).
Categoria (PALICC-2) Suporte Critério de oxigenação
PARDS leve a moderada Ventilação invasiva OI 4 a < 16 ou OSI 5 a < 12
PARDS grave Ventilação invasiva OI ≥ 16 ou OSI ≥ 12
PARDS em VNI CPAP ou BiPAP com máscara facial total, PEEP ≥ 5 P/F ≤ 300 ou SpO2/FiO2 ≤ 250
PARDS possível Interface nasal ou alto fluxo ≥ 1,5 L/kg/min Mesmos limites de oxigenação
Em risco de PARDS Oxigênio para manter SpO2 ≥ 88% Não preenche os critérios acima

A gravidade é estratificada após pelo menos 4 horas, com a ventilação ajustada (PALICC-2).

2.Classificação de gravidade

Gravidade Critérios clínicos Conduta
🟢 Leve Doença respiratória aguda com SpO2 ≥ 95% em ar ambiente, esforço leve, alimenta-se e fala bem, sem fator de risco relevante Tratar a causa conforme o documento do site (pneumonia, bronquiolite, asma); sinais de alerta por escrito; retorno programado
🟡 Moderada SpO2 92–94% ou desconforto moderado; precisa de oxigênio de baixo fluxo e responde; criança "em risco de PARDS" após insulto (aspiração, afogamento, sepse) ainda estável Oxigênio para SpO2 94–98% e observação no consultório ou PS; sem melhora na 1ª hora ou necessidade de manter oxigênio, pronto-socorro
🔴 Grave SpO2 < 92% ou < 94% apesar do oxigênio; necessidade de alto fluxo, CPAP, VNI ou intubação; esforço grave, gemência, fadiga, apneia, cianose, rebaixamento, choque; toda PARDS (definição PALICC-2) SAMU 192 e UTI pediátrica; oxigênio com máscara com reservatório; bolsa-valva-máscara se a respiração for insuficiente

Na UTI, a PARDS é graduada pelo OI ou OSI (tabela anterior).

Fatores que elevam a gravidade

  • Idade < 3 meses, prematuridade e displasia broncopulmonar, cardiopatia, doença neuromuscular, síndrome de Down, imunodeficiência, câncer e transplante.
  • Insulto pulmonar extenso, sepse ou choque, disfunção de múltiplos órgãos, sobrecarga hídrica, OI alto e persistente, hipertensão pulmonar.

3.Diagnóstico no consultório

No consultório, o diagnóstico é de insuficiência respiratória, não de PARDS: triângulo de avaliação pediátrica, FR em 1 minuto, esforço, consciência e oximetria com o nariz desobstruído (O que fazer ao receber uma criança com desconforto respiratório); a oximetria não mede a ventilação. Suspeitar de PARDS quando, dias após um insulto, a necessidade de oxigênio cresce em vez de cair.

No serviço: gasometria arterial (OI, P/F) ou OSI sem linha arterial; radiografia de tórax (opacidades, cânula, pneumotórax); ecocardiograma se houver dúvida de origem cardíaca ou hipertensão pulmonar; investigação da causa.

Diferencial que não pode passar: edema cardiogênico (Miocardite, pericardite e síndrome inflamatória multissistêmica (MIS-C)), sobrecarga hídrica, pneumotórax, obstrução de via aérea, hemorragia alveolar e cardiopatia cianótica.

4.Tratamento e seguimento

O que o pediatra faz: oxigênio para SpO2 94–98%, bolsa-valva-máscara se necessário, tratamento da causa e SAMU. Alto fluxo, CPAP, VNI e intubação estão em Suporte respiratório na emergência. Ventilação mecânica, terapias de resgate e desmame são da UTI pediátrica.

Ventilação protetora na PARDS (PALICC-2 2023; SBP 2021, baseada no PALICC):

Parâmetro Meta Observação e referência
Volume corrente 6–8 mL/kg de peso ideal; abaixo de 6 mL/kg (até cerca de 4) se necessário para respeitar os limites de pressão Peso ideal pela estatura, não o peso real (PALICC-2). O PALICC 2015 usava 3–6 mL/kg na complacência baixa e 5–8 mL/kg na preservada
Pressão de platô ≤ 28 cmH2O; até 29–32 cmH2O se a complacência da parede torácica estiver reduzida (obesidade, edema, distensão abdominal) PALICC-2; PALICC 2015
Driving pressure (platô − PEEP) ≤ 15 cmH2O Novidade do PALICC-2
PEEP Titulada pela oxigenação, oferta de oxigênio, hemodinâmica e complacência; no mínimo a da tabela PEEP/FiO2 "PEEP baixa" do ARDSNet PALICC-2; PEEP elevada (10–15 cmH2O ou mais) costuma ser necessária na PARDS grave (PALICC 2015)
SpO2 92–97% na PARDS leve a moderada; < 92% aceitável na grave após otimizar a PEEP; evitar exposição prolongada a < 88% ou > 97% PALICC-2 (ver abaixo a relação com a regra do site)
pH e PaCO2 Hipercapnia permissiva com pH ≥ 7,20; sem bicarbonato de rotina PALICC-2 (PALICC 2015: pH 7,15–7,30)

Meta de SpO2 — exceção formal à regra do site: o site adota SpO2 94–98% fora do período neonatal (decisão de 01/10/2026). Na PARDS estabelecida, em ventilação na UTI, prevalecem as metas do consenso que a SBP adota (SBP 2021, baseada no PALICC; PALICC-2 2023): 92–97% e, na grave com PEEP otimizada, abaixo de 92% (sem exposição prolongada a < 88%), com saturação venosa central e lactato. Perseguir 94–98% num pulmão gravemente lesado exige FiO2 e pressões que aumentam a lesão. Fora da UTI e no transporte, vale 94–98%.

Exceções à hipercapnia permissiva (manter PaCO2 normal, conforme o intensivista): hipertensão intracraniana, hipertensão pulmonar grave, algumas cardiopatias congênitas, instabilidade hemodinâmica e disfunção ventricular importante.

Outras medidas ventilatórias e de suporte (PALICC-2):

  • Modo: nenhum é superior; importam os limites de volume e pressão. Recrutamento só por incrementos graduais de PEEP, sem insuflação sustentada.
  • Ventilação de alta frequência oscilatória (VAF): o PALICC-2 não faz recomendação sobre usá-la no lugar da convencional; se usada como resgate (platô > 28 cmH2O), otimizar a pressão média com monitorização. O PALICC 2015 sugeria considerá-la.
  • Prona: dados insuficientes para recomendar ou contraindicar (PALICC-2); o PALICC 2015 a admitia na PARDS grave, e é usada como resgate com equipe treinada.
  • Bloqueio neuromuscular: dose mínima eficaz, com sedação adequada, quando só a sedação não permite a ventilação protetora.
  • Óxido nítrico, surfactante e corticoide: não de rotina; óxido nítrico seletivo (hipertensão pulmonar, disfunção de ventrículo direito, ponte para ECMO).
  • Fluidos conservadores: após a ressuscitação do choque (Sepse e choque séptico na criança), manter a oferta de oxigênio evitando sobrecarga hídrica — restringir a manutenção, diurético e, se refratária, terapia de substituição renal (PALICC-2).
  • Transfusão: não transfundir com hemoglobina ≥ 7 g/dL na criança estável (PALICC-2). Nutrição enteral nas primeiras 72 h, proteína ≥ 1,5 g/kg/dia (PALICC-2).
  • Sedação e analgesia: protocolo com metas, escalas validadas e dose mínima eficaz (PALICC-2) — fármacos e doses em Analgesia e sedação contínuas na UTI pediátrica, delirium e síndrome de abstinência (nesta área).

ECMO: venovenosa quando a ventilação protetora falha e a causa é reversível (PALICC-2); decisão individual, sem OI de corte único, com contato precoce com centro de ECMO, antes que o transporte fique inviável.

Desmame e extubação (PALISI 2023; SBP 2022, que divulgou a diretriz):

  • Avaliação diária da prontidão (causa em resolução, FiO2 e PEEP baixas, hemodinâmica, tosse, sedação, secreções) com teste de respiração espontânea (TRE) de 30 min no risco habitual ou 60–120 min no alto risco de falha: CPAP com ou sem pressão de suporte no risco habitual; CPAP sem pressão de suporte no alto risco.
  • Alto risco de estridor: dexametasona pelo menos 6 h antes; alto risco de falha: alto fluxo, CPAP ou VNI logo após a extubação (PALISI 2023).

Medicamentos citados (uso hospitalar):

Medicamento Dose Intervalo Duração Observação e referência
Cetamina IV 1–2 mg/kg Dose única Indução PALS do site; SEUP 2024
Rocurônio IV 0,6–1,2 mg/kg (1,2 na sequência rápida) Dose única Intubação SEUP 2024; PALS do site
Bloqueador neuromuscular em infusão Dose mínima eficaz Contínuo, pausa diária Enquanto necessário PALICC-2; doses conforme bula e protocolo da UTI
Sedação e analgesia Conforme escala e protocolo Contínuo Mínima eficaz PALICC-2; tema de sedação desta área
Dexametasona pré-extubação Conforme protocolo (a diretriz não fixa dose) — ≥ 6 h antes PALISI 2023; só no alto risco de estridor

Não fazer: volume pelo peso real; perseguir SpO2 > 97% com FiO2 e pressões altas; bicarbonato na acidose respiratória; balanço positivo após a ressuscitação; sedação profunda sem meta.

Seguimento pelo pediatra após a alta: o PALICC-2 recomenda acompanhar função pulmonar, desenvolvimento, função motora, nutrição, qualidade de vida e saúde mental da criança e da família. Vacinas em dia (influenza anual); encaminhar ao pneumologista pediátrico se houver tosse, sibilância, dispneia ou hipoxemia, ao otorrinolaringologista se rouquidão ou estridor persistirem (estenose subglótica) e à reabilitação na fraqueza adquirida na UTI.

5.Quando encaminhar ao pronto-socorro ou internar

  • SpO2 < 92% ou < 94% com oxigênio; oxigênio que não melhora em 1 hora; esforço grave, fadiga, bradipneia, apneia, cianose, rebaixamento, choque.
  • Piora respiratória dias após aspiração, afogamento, sepse, trauma ou pneumonia grave.
  • UTI pediátrica: alto fluxo com FiO2 > 50%, CPAP, VNI ou intubação; hipercapnia; PARDS; VNI sem melhora nas primeiras 6 horas = intubar (PALICC-2).
  • Centro de ECMO: PARDS grave refratária, por decisão do intensivista.

Como encaminhar:

  1. SAMU 192 e contato com o serviço de destino (idade, peso, SpO2, FR, oxigênio em uso, doença de base, medicamentos e horários).
  2. Oxigênio para SpO2 94–98% no trajeto; máscara com reservatório 10–15 L/min na instabilidade; criança semissentada ou no colo; jejum.
  3. Bolsa-valva-máscara à mão, ventilando se houver apneia, bradipneia ou esforço ineficaz, só com volume que eleve o tórax, sem hiperventilar.
  4. Acesso venoso ou intraósseo se houver choque, sem atrasar a remoção; glicemia capilar; tratamento da causa já iniciado (por exemplo, a 1ª dose do antibiótico na sepse).
  5. Criança intubada em transferência: ventilação protetora, capnografia e sedação no transporte (Estabilização e transporte da criança grave do consultório ou da UBS ao hospital).

6.Orientações de retorno e sinais de alerta para a família

  • "A lesão do pulmão na UTI melhora aos poucos; algumas crianças ficam com tosse, cansaço aos esforços ou chiado por meses. Vamos acompanhar o pulmão, o crescimento e o desenvolvimento."
  • "Fraqueza, mudanças de sono, de humor ou de comportamento depois da UTI são comuns e têm tratamento; conte para nós. Vacinas em dia e nada de fumaça de cigarro em casa."
  • Procurar o pronto-socorro ou ligar 192 se houver: lábios ou pele arroxeados, respiração muito rápida ou com afundamento das costelas, gemido, pausas na respiração, sonolência excessiva, recusa de mamar ou de beber.
  • Rouquidão ou ruído ao respirar (estridor) que persiste ou piora depois da extubação: voltar ao pediatra.

7.Comparação com as referências

Item SBP Ministério da Saúde AAP NICE AEP Johns Hopkins Harvard Oxford / Cambridge
Versão consultada DC Terapia Intensiva, SDRAP segundo o PALICC (ago/2021); PALISI divulgado em dez/2022 Sem documento sobre PARDS localizado Sem diretriz própria (PALICC-2 é da PALISI, publicado na PCCM, 2023) Sem diretriz de PARDS; IPG38 (ECMO após o período neonatal, 28/01/2004) Sem protocolo AEP/SECIP localizado; revisão de UTIs pediátricas espanholas (Med Intensiva, fev/2026) Sem posição específica localizada Sem posição específica localizada Segue o NICE
Definição PALICC: definição do adulto não se aplica à criança Sem posição Sem posição específica localizada Sem posição específica localizada PALICC-2 (OI/OSI) Sem posição específica localizada Sem posição específica localizada Segue o NICE
Ventilação e SpO2 Protetora, segundo o PALICC (2015) Sem posição Sem posição específica localizada Sem posição específica localizada 6–8 mL/kg; driving < 15; SpO2 92–97% (88–92% na grave) Sem posição específica localizada Sem posição específica localizada Segue o NICE
Resgate Segue o PALICC (2015: prona e VAF como opção na grave) Sem posição Sem posição específica localizada ECMO aceita em crianças (IPG38) Prona na grave (≥ 16 h/dia, dado de adultos); VAF e ECMO como resgate Sem posição específica localizada Sem posição específica localizada Segue o NICE
Desmame PALISI: TRE de 30 ou 60–120 min; suporte não invasivo no alto risco Sem posição Sem posição específica localizada Sem posição específica localizada Sem posição específica localizada Sem posição específica localizada Sem posição específica localizada Segue o NICE

Leitura: as referências que se posicionam seguem o consenso PALICC (2015) e PALICC-2 (2023): a SBP (2021) adota o PALICC e divulgou o desmame da PALISI (2022); a revisão espanhola de 2026 aplica o PALICC-2. MS, AAP, NICE, Johns Hopkins, Harvard, Oxford e Cambridge não têm documento de PARDS localizado; o NICE trata só da ECMO (IPG38, 2004). As divergências são entre versões: o PALICC-2 passou o volume para 6–8 mL/kg (menos se preciso), criou a driving pressure ≤ 15 cmH2O, elevou o pH mínimo para 7,20, deixou de sugerir a VAF e julgou a prona sem dados suficientes, que a revisão espanhola ainda indica na PARDS grave (≥ 16 h/dia, com base em adultos). Quanto à regra do site, a SpO2 94–98% vale fora da UTI e no transporte; na PARDS em ventilação, o site adota a posição da SBP, que segue o PALICC, em sua versão atual: 92–97%, aceitando < 92% na PARDS grave com PEEP otimizada.

Pontos práticos
  1. PARDS é definida pelo PALICC-2: até 7 dias do insulto, opacidades novas, edema não só cardiogênico e OI ≥ 4 (ou OSI ≥ 5); grave com OI ≥ 16 ou OSI ≥ 12.
  2. No consultório não há PARDS para tratar em casa: SpO2 < 92%, oxigênio que não resolve, fadiga ou rebaixamento vão ao PS pelo SAMU 192, com oxigênio para SpO2 94–98%.
  3. Ventilação protetora: 6–8 mL/kg de peso ideal (menos se preciso), platô ≤ 28 cmH2O, driving pressure ≤ 15 cmH2O, PEEP titulada.
  4. Na PARDS em ventilação, a meta é 92–97% (abaixo de 92% aceitável na grave com PEEP otimizada) — exceção à regra de 94–98% do site; hipercapnia permissiva com pH ≥ 7,20, exceto na hipertensão intracraniana e pulmonar.
  5. Prona, bloqueio neuromuscular, óxido nítrico e VAF são resgate ou uso seletivo; ECMO venovenosa deve ser discutida cedo; evitar sobrecarga hídrica após a ressuscitação.
  6. Desmame com avaliação diária e teste de respiração espontânea de 30–120 min; o pediatra acompanha pulmão, desenvolvimento e saúde mental do sobrevivente.

Veja também, nesta Biblioteca: Suporte respiratório na emergência, O que fazer ao receber uma criança com desconforto respiratório, Sepse e choque séptico na criança, Estabilização e transporte da criança grave, Hipertensão intracraniana e sinais de herniação na criança e Analgesia e sedação para procedimentos na emergência pediátrica (Urgências e emergências); Analgesia e sedação contínuas na UTI pediátrica, delirium e síndrome de abstinência e Depois da UTI — síndrome pós-terapia intensiva pediátrica (PICS-p) e o seguimento pelo pediatra (nesta área); Bronquiolite viral aguda (Patologias do consultório); Transfusão de hemocomponentes na criança (Hematologia); PALS.

8.Fontes

  • Emeriaud G et al.; PALICC-2 Group, PALISI Network. Executive Summary of the Second International Guidelines for the Diagnosis and Management of PARDS (PALICC-2). Pediatr Crit Care Med, 2023;24(2):143–68. PMC
  • PALICC Group. Pediatric ARDS — consensus recommendations. Pediatr Crit Care Med, 2015. PMC
  • Sociedade Brasileira de Pediatria, Departamento Científico de Terapia Intensiva. Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo Pediátrica (SDRAP) — definição e tratamento segundo o PALICC, 2021. sbp.com.br
  • Sociedade Brasileira de Pediatria, Departamento de Medicina Intensiva Pediátrica. Documentos científicos (Diretrizes internacionais de liberação da ventilação mecânica em pediatria — PALISI, dez/2022; Oxigenoterapia nasal de alto fluxo, dez/2023). sbp.com.br
  • Abu-Sultaneh S et al. Executive Summary: International Clinical Practice Guidelines for Pediatric Ventilator Liberation (PALISI). Am J Respir Crit Care Med, 2023;207(1):17–28. PMC
  • Reyes-Domínguez SB, Abril-Molina A, Montero-Yéboles R, Modesto i Alapont V. Síndrome de distrés respiratorio agudo en el paciente crítico pediátrico. Med Intensiva, 2026;50(2). medintensiva.org
  • NICE. Extracorporeal membrane oxygenation (ECMO) in postneonatal children (IPG38), 28/01/2004. nice.org.uk