Gravidade em semáforo (🟢 leve · 🟡 moderada · 🔴 grave), conduta ambulatorial e critérios para encaminhar ao especialista, ao pronto-socorro ou internar, com a comparação entre SBP/Ministério da Saúde e as referências internacionais (convergências e divergências). 📄 Baixar em PDF
No local: lavar com água e sabão, manter a criança em repouso, retirar anéis, pulseiras e calçados apertados e levar ao hospital de referência para soroterapia (lista do Ministério da Saúde por estado). Não garrotear, cortar, queimar, espremer, sugar, aplicar substâncias (pó de café, álcool, folhas) (Guia de Animais Peçonhentos 2024); fotografar o animal, sem capturá-lo. Toda picada de serpente e toda picada de escorpião na criança vão ao hospital (🔴), mesmo sem sintomas — criança ≤ 10 anos, sobretudo < 7, é o grupo de maior risco no escorpionismo (PCDT 2026). Também são 🔴: aranha com dor intensa, necrose ou urina escura; contato com Lonomia; múltiplas picadas de abelha; anafilaxia (adrenalina IM 0,01 mg/kg, máx. 0,3 mg na criança e 0,5 mg no adolescente). Em casa (🟢) ficam só a picada isolada de abelha ou vespa com reação local e a lagarta comum (não Lonomia) com dor controlada. O soro é dado só no hospital, por gravidade, na mesma dose para criança e adulto. Profilaxia do tétano pela situação vacinal; notificação obrigatória (compulsória); o CIATox (0800-722-6001) dá a segunda opinião.
1.O que é e como se apresenta
É a inoculação de veneno por presas, ferrão ou cerdas; no Brasil predominam escorpiões, depois aranhas, serpentes, abelhas e lagartas (Guia de Animais Peçonhentos 2024). Na criança, o veneno age sobre menor massa corporal.
Serpentes (PCDT de acidentes ofídicos, MS 2026):
- Botrópico (jararaca, urutu; a maioria): dor e edema progressivos, equimose, bolhas, sangramento e coagulopatia; necrose, síndrome compartimental, choque, lesão renal aguda.
- Laquético (surucucu): como o botrópico, mais manifestações vagais (bradicardia, hipotensão, diarreia).
- Crotálico (cascavel): pouco quadro local; fácies miastênica (ptose, visão dupla), mialgia e urina escura, lesão renal aguda; início pode ser tardio.
- Elapídico (coral verdadeira): parestesia; ptose, fraqueza, disfagia e paralisia respiratória.
Escorpiões (Tityus serrulatus, escorpião-amarelo, o mais grave): dor intensa, parestesia e sudorese local, quase sempre sem marca; nos sistêmicos, vômitos repetidos (sinal de gravidade), sialorreia, agitação e sonolência, alteração de FC e PA, priapismo, edema agudo de pulmão e choque cardiogênico, nas primeiras horas (PCDT de acidentes escorpiônicos 2026).
Aranhas (Guia de Vigilância em Saúde, 6ª ed.):
- Armadeira (Phoneutria): dor imediata e intensa, edema, sudorese; raramente, na criança, vômitos, priapismo, edema pulmonar e choque; indistinguível do escorpionismo.
- Aranha-marrom (Loxosceles): picada pouco dolorosa; em horas, placa marmórea que necrosa; febre, exantema; na forma cutâneo-hemolítica, hemólise nas primeiras 72 h (urina escura) e lesão renal aguda.
- Viúva-negra (Latrodectus): dor, contraturas musculares, sudorese, agitação.
Lagartas: a maioria causa só dor em queimação que regride em 24 h; só a Lonomia provoca, horas depois, coagulopatia de consumo, sangramentos, lesão renal aguda e hemorragia intracraniana (Guia de Vigilância em Saúde, 6ª ed. revisada 2024).
Abelhas, vespas e formigas: reação local (< 10 cm); reação local extensa (> 10 cm, não é anafilaxia); anafilaxia com uma única picada; e reação tóxica por múltiplas picadas — na criança, algumas dezenas bastam — com rabdomiólise, hemólise, lesão renal aguda e choque (Guia de Vigilância em Saúde, 6ª ed.).
2.Classificação de gravidade
| Gravidade | Critérios clínicos | Conduta |
|---|---|---|
| 🟢 Leve | Picada isolada (ou poucas) de abelha, vespa ou formiga com reação local < 10 cm, sem sintomas à distância; lagarta comprovadamente não Lonomia com dor local controlada | Casa: retirar o ferrão por raspagem, lavar, compressa fria, analgésico, anti-H1 de 2ª geração; retorno se piorar |
| 🟡 Moderada | Reação local extensa a himenóptero (> 10 cm ou que atinge a articulação vizinha); reação sistêmica só cutânea já resolvida; lagarta comum com dor que não cede | Reavaliação em 24–48 h; corticoide oral na reação local extensa muito sintomática; alergista se houve reação sistêmica, com autoinjetor e plano escrito |
| 🔴 Grave | Toda picada de serpente (mesmo sem sintomas); toda picada de escorpião na criança; aranha com dor intensa, placa ou necrose, urina escura ou contraturas; contato com Lonomia ou lagarta não identificada em área de ocorrência; múltiplas picadas de abelha ou vespa; picada na boca ou orofaringe; anafilaxia | Hospital de referência para soroterapia ou pronto-socorro; adrenalina IM imediata na anafilaxia; SAMU (192) se instável; oxigênio para manter SpO2 94–98% |
Fatores de risco que elevam a gravidade
- Idade ≤ 10 anos, sobretudo < 7, no escorpionismo (PCDT 2026); baixo peso e desnutrição nos ofídicos.
- Escorpião-amarelo; picada em cabeça ou tronco; múltiplas picadas; demora para o soro; garrote ou "remédios caseiros".
- Cardiopatia, nefropatia, asma mal controlada; reação sistêmica prévia a himenóptero, mastocitose; trauma no acidente por Lonomia.
3.Diagnóstico no consultório
O diagnóstico é clínico e epidemiológico (animal ou foto, hora, número de picadas, sintomas); nenhum exame confirma o veneno. Sem sinais na chegada, observação mínima de 6 horas (Guia de Vigilância em Saúde); crotálico e elapídico podem começar tarde.
Exames — no hospital, não atrasam a transferência:
- Tempo de coagulação (TC) (normal até 9 min; > 30 min incoagulável), coagulograma e plaquetas: ofídicos e Lonomia; o TC acompanha, mas não define as ampolas (PCDT 2026).
- Hemograma, ureia, creatinina, eletrólitos, CK e urina (mioglobinúria, hematúria): crotálico, loxoscelismo, múltiplas picadas.
- Escorpião moderado ou grave: glicemia, potássio, ECG, CK-MB ou troponina, radiografia de tórax e ecocardiograma conforme a evolução (PCDT 2026).
Diferencial que não pode passar: picada "seca" ou serpente não peçonhenta; foneutrismo × escorpionismo (na dúvida, soro antiaracnídico); celulite × loxoscelismo; Lonomia × púrpura e meningococcemia (púrpura febril é 🔴); anafilaxia × reação tóxica.
4.Tratamento e seguimento
O que fazer no local (Guia de Animais Peçonhentos 2024; PCDT de acidentes ofídicos 2026)
- Lavar com água e sabão (lagartas: água fria ou gelada).
- Repouso e membro quieto; serpente: membro elevado e estendido (PCDT 2026); retirar anéis, pulseiras, fitas e calçados.
- Escorpião, aranha: compressa morna. Abelha: ferrão por raspagem (lâmina, cartão), não com pinça.
- Serpente: água para beber, se a criança estiver acordada e sem vômitos.
- Ir imediatamente ao hospital de referência para soroterapia (lista do MS por estado), sem esperar sintomas.
O que NÃO fazer: garrote ou torniquete; cortar, queimar, espremer ou sugar o local; aplicar pó de café, álcool, querosene, terra, folhas, fezes ou qualquer substância; fazer curativo fechado; dar bebida alcoólica ou "antídotos" caseiros.
Soroterapia — só no hospital, intravenosa, sem teste de sensibilidade nem pré-medicação, na mesma dose para criança e adulto (o soro neutraliza o veneno circulante, que não depende do peso):
| Acidente | Soro | Leve | Moderado | Grave | Referência |
|---|---|---|---|---|---|
| Botrópico | SABr (ou SABL, SABC) | 3 ampolas | 6 | 12 | PCDT ofídicos 2026 |
| Laquético | SABL | — | 10 | 20 | PCDT ofídicos 2026 |
| Crotálico | SAC (ou SABC) | 5 | 10 | 20 | PCDT ofídicos 2026 |
| Elapídico | Antielapídico | Observar ≥ 24 h | 5 | 10 | PCDT ofídicos 2026 |
| Escorpiônico | SAEsc (ou SAAr) | — | 3 | 6 (máx. 6) | PCDT escorpiônicos 2026 |
| Foneutrismo | SAAr | — | 2–4 | 5–10 | GVS, 6ª ed. |
| Loxoscelismo | SALox (ou SAAr) | — | 5 | 10 | GVS, 6ª ed. (+ prednisona) |
| Lonomia | Antilonômico | — | 5 | 10 | GVS, 6ª ed. rev. 2024 |
- Botrópico: leve — edema de um segmento; moderado — dois; grave — três, hemorragia grave, choque ou lesão renal (com ou sem coagulopatia). Crotálico: mialgia e urina escura discretas = moderado; intensas ou oligúria = grave. Elapídico: ptose e fraqueza = moderado; paralisia ou disfagia = grave.
- Escorpião: leve — só quadro local (sem soro); moderado — sistêmico discreto (alguns vômitos, sudorese, agitação); grave — vômitos incoercíveis, sialorreia, sonolência, priapismo, edema pulmonar ou choque. Observação: 4 h sem sintomas; 6–12 h no leve; ≥ 24 h com soro (PCDT 2026).
- Lonomia: moderado — TC alterado, sem sangramento ou só em pele e mucosas; grave — sangramento visceral. Contato sem coagulopatia: observação e controle da coagulação por 24 h.
- Loxoscelismo com soro: prednisona 1 mg/kg/dia (máx. 40 mg/dia) por 5 dias (GVS, 6ª ed.).
- Botrópico sem coagulação normal em 24 h: +2 ampolas; piora: reclassificar (PCDT 2026). Abelhas: não há soro antiapílico disponível — em estudo clínico de fase 3 (Cevap/Unesp), sem registro na Anvisa.
Reação ao soro: imediata — interromper, tratar pelo Protocolo de Anafilaxia e retomar; tardia (doença do soro, 5–24 dias) — febre, urticária, artralgia.
Medicamentos de suporte:
| Medicamento | Dose | Intervalo | Duração | Observação e referência |
|---|---|---|---|---|
| Adrenalina IM 1 mg/mL (anafilaxia) | 0,01 mg/kg, máx. 0,3 mg (criança) e 0,5 mg (adolescente); autoinjetor 0,15 mg < 30 kg, 0,3 mg ≥ 30 kg | Repetir em 5–15 min | Até melhora | Coxa, sem demora; padrão do site (Protocolo de Anafilaxia; GVS, 6ª ed.) |
| Dipirona | 15 mg/kg/dose VO ou IV | 6 h (máx. 4 doses/dia) | Enquanto houver dor | Padrão do site; não < 3 meses ou < 5 kg; GVS cita 10 mg/kg no escorpionismo |
| Paracetamol | 10–15 mg/kg/dose, máx. 75 mg/kg/dia | 4–6 h | Até 48–72 h sem reavaliação | Padrão do site; PCDT ofídicos 2026 |
| Lidocaína 2% sem vasoconstritor | Infiltração local, dose pelo peso conforme bula | Até 3 vezes, a cada 40–60 min | Dor intensa | Escorpião e armadeira, no serviço (PCDT 2026; GVS); não no acidente ofídico |
| Opioide (morfina, fentanil) | Doses de Analgesia e sedação para procedimentos na emergência pediátrica | — | Dor refratária | No serviço, monitorizado; tramadol só ≥ 12 anos (SBP 2024) |
| Prednisolona (reação local extensa a himenóptero) | 1 mg/kg/dia, máx. 40 mg/dia | 1x/dia | 3–5 dias | Padrão do site |
Não usar: anti-inflamatório não esteroide no acidente ofídico (risco de lesão renal aguda; PCDT 2026); injeção IM ou punções desnecessárias com coagulopatia (ofídico, Lonomia); bloqueio anestésico no local da picada de serpente; antibiótico profilático (só na infecção estabelecida); dexametasona no escorpionismo; anti-histamínico de 1ª geração (padrão do site); hidratação vigorosa no escorpionismo (risco de edema pulmonar).
Tétano: profilaxia pela situação vacinal e tipo de ferimento, conforme a tabela do MS no documento Profilaxia pós-exposição (PCDT 2026).
Seguimento pelo pediatra: ferida e necrose, função renal, doença do soro, alergista e autoinjetor após reação sistêmica a himenóptero, prevenção.
5.Quando encaminhar ao pronto-socorro ou internar
- Toda picada ou suspeita de picada de serpente e de escorpião na criança.
- Aranha com dor intensa, placa marmórea, necrose, febre, urina escura ou contraturas.
- Lonomia ou lagarta não identificada em área de ocorrência, com ou sem sangramento.
- Múltiplas picadas de abelha ou vespa, picada na boca ou orofaringe, anafilaxia — mesmo melhorada com adrenalina.
- UTI pediátrica: edema pulmonar, choque, arritmia, insuficiência respiratória, convulsão, sangramento visceral, lesão renal aguda.
Como encaminhar
- Anafilaxia: adrenalina IM na coxa antes de tudo; deitada com pernas elevadas se hipotensa, sentada se dispneica, nunca em pé.
- Oxigênio para manter SpO2 94–98%; acesso venoso fora do membro picado, sem atrasar a remoção; analgesia (sem AINE na serpente).
- Membro em repouso, sem garrote; retirar adornos; levar o animal ou a foto.
- Hospital de referência para soroterapia (Ponto Estratégico de Antivenenos — lista do MS); SAMU (192) se instável; contato prévio com o destino e com o CIATox (0800-722-6001).
- Relatório: animal, hora, sintomas, sinais vitais, condutas, vacinas.
- Notificação obrigatória (compulsória) de todo acidente por animal peçonhento, com ou sem soro.
6.Orientações de retorno e sinais de alerta para a família
- "Se uma cobra ou um escorpião picar a criança, lave com água e sabão e vá direto ao hospital que tem soro, mesmo que ela pareça bem."
- "Abelha: tire o ferrão raspando com cartão, não com pinça."
- "Taturana: lave com água gelada; se for Lonomia (em grupo nos troncos), vá ao hospital."
- Pronto-socorro ou SAMU (192): vômitos, falta de ar, chiado, inchaço na boca, desmaio, sonolência, pálpebra caída, fraqueza, sangramento, urina escura ou escassa.
- Nas semanas após o soro: febre, manchas, dor nas juntas ou ínguas — voltar ao pediatra.
- Prevenção: sacudir roupas e sapatos; vedar ralos e frestas; sem entulho perto de casa; calçado fechado no mato; não pôr a mão em buracos e troncos.
7.Comparação com as referências
| Item | SBP | Ministério da Saúde | AAP | NICE | AEP | Johns Hopkins | Harvard | Oxford / Cambridge |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Documento (versão/data) | Pediatria para Famílias, jan. 2024 | PCDT ofídicos (Portaria SECTICS 83/2025) e escorpiônicos (59/2025), 2026; GVS 6ª ed. | HealthyChildren, 2025 | NG182, 2020 | SEUP 4ª ed., 2024 | Sem posição específica localizada | Boston Children's | Segue o NICE |
| Primeiros socorros | Pronto-socorro imediato; CIATox | Lavar; sem garrote, corte, sucção ou substâncias | Sem sucção, torniquete ou gelo | Sem diretriz para serpente | Lavar; sem torniquete, frio, corte ou sucção | Sem posição específica localizada | Sem posição específica localizada | Segue o NICE |
| Membro na serpente | Sem documento localizado; segue o MS | Elevado e estendido | Na altura ou abaixo do coração | Sem diretriz | Elevação moderada, vendagem suave | Sem posição específica localizada | Sem posição específica localizada | Segue o NICE |
| Soro e dose na criança | Sem documento localizado; segue o MS | Por gravidade; igual ao adulto | Sem posição específica localizada | Sem diretriz | Antiveneno a partir do grau 2 | Sem posição específica localizada | Sem posição específica localizada | Segue o NICE |
| Escorpião e aranha | Sem documento localizado; segue o MS | Escorpião 3/6 ampolas; < 7 anos maior risco | Aranha: gelo; PS se aranha-marrom ou viúva-negra | Sem diretriz | Gelo local; soros indisponíveis | Sem posição específica localizada | Sem posição específica localizada | Segue o NICE |
| Abelhas e anafilaxia | Sem posição localizada (site: Protocolo de Anafilaxia) | Adrenalina IM; sem soro antiapílico | Sem posição específica localizada | Hospital se reação sistêmica; boca ou garganta | Adrenalina IM 0,01 mg/kg | Sem posição específica localizada | Autoinjetor; imunoterapia | Segue o NICE |
| Notificação e apoio | CIATox 0800-722-6001 | Obrigatória (compulsória); CIATox; pontos de antiveneno (NT 127/2026) | Poison Help | Sem diretriz | Sem posição específica localizada | Sem posição específica localizada | Sem posição específica localizada | Segue o NICE |
Leitura: convergem em levar rápido ao hospital, sem torniquete, corte ou sucção, tratar a dor e dar adrenalina IM imediata na anafilaxia. Divergem na posição do membro picado por serpente (MS: elevado e estendido; AAP: na altura do coração ou abaixo; SEUP: elevação moderada), no frio e calor locais (MS: compressa morna no escorpião e na aranha, água gelada na lagarta; AAP e SEUP: gelo na aranha; AAP e SEUP: sem gelo na serpente) e na dipirona do escorpionismo (GVS: 10 mg/kg; site: 15 mg/kg/dose). A dose de antiveneno igual para criança e adulto é do PCDT 2026. As estrangeiras tratam de outras espécies e soros. A SBP não tem documento clínico sobre o tema (só orientação às famílias, que manda ao pronto-socorro e ao CIATox): o site segue o Ministério da Saúde — PCDT de acidentes ofídicos e escorpiônicos (2026), Guia de Vigilância em Saúde (6ª ed.) e Guia de Animais Peçonhentos (2024) — e, na anafilaxia e na analgesia, os padrões do site.
- Serpente e escorpião na criança: hospital de referência sempre, mesmo sem sintomas; vômitos repetidos no escorpionismo = gravidade.
- Nada de garrote, corte, sucção ou substâncias no local; lavar, repouso, retirar adornos, foto do animal.
- Soro só no hospital, por gravidade e na dose do adulto; sem teste nem pré-medicação; reação = Protocolo de Anafilaxia e retomar.
- Serpente: dipirona ou paracetamol, sem AINE e sem injeção IM; escorpião: dipirona 15 mg/kg/dose e lidocaína 2% sem vasoconstritor no serviço.
- Abelha: ferrão por raspagem; múltiplas picadas = 🔴 (não há soro antiapílico); reação sistêmica = adrenalina IM, alergista e autoinjetor.
- Tétano pela situação vacinal; notificação obrigatória (compulsória); CIATox 0800-722-6001 para segunda opinião.
8.Fontes
- Ministério da Saúde. PCDT dos Acidentes Ofídicos (Portaria SECTICS/MS nº 83, de 07/10/2025), 1ª ed., 2026. PDF
- Ministério da Saúde. PCDT dos Acidentes Escorpiônicos (Portaria SECTICS/MS nº 59, de 01/08/2025), 1ª ed., 2026. gov.br/conitec
- Ministério da Saúde. Guia de Animais Peçonhentos do Brasil, 2024. PDF
- Ministério da Saúde. Guia de Vigilância em Saúde, 6ª ed., volume 3 — Escorpionismo, Araneísmo e Acidente por himenópteros, 2023. PDF
- Ministério da Saúde. Guia de Vigilância em Saúde, 6ª ed. revisada — Acidente por Lonomia e outras lagartas, 2024. PDF
- Ministério da Saúde. Nota Técnica Conjunta nº 127/2026-SVSA/SAPS/SAES/SESAI/MS — Pontos Estratégicos de Antivenenos, 2026. PDF
- Ministério da Saúde. Hospitais de referência para atendimento de acidentes por animais peçonhentos (por estado). gov.br
- SBP, Departamento Científico de Prevenção e Enfrentamento das Causas Externas. Intoxicações exógenas (Pediatria para Famílias), 2024. sbp.com.br
- Conselho Federal de Farmácia. Soro contra picada de abelha em fase 3, 2025. cff.org.br
- AAP (HealthyChildren.org). Snake Bites: Information for Families, 2025. healthychildren.org; Spider Bites. healthychildren.org
- NICE. Insect bites and stings: antimicrobial prescribing (NG182), 2020. PDF
- SEUP-AEP. Protocolos diagnósticos y terapéuticos en Urgencias de Pediatría, 4ª ed. — Mordeduras y picaduras de animales, 2024. PDF
- Boston Children's Hospital. Bee stings. childrenshospital.org